#UMACONVERSASINCERA E QUESTIONADORA!

A Catarina Mina, marca de acessórios de Fortaleza que a gente admira há tempos, agora expõe todos os custos de desenvolvimento que compõem o preço de cada bolsa e de cada acessório, numa campanha chamada simpaticamente de #umaconversasincera — ó lá na loja virtual! A idéia é valorizar mais os serzinhos humanos que fazem a marca – e o artesanato em si: diz a própria marca que é exatamente o trabalho desses humanos que “garante não só o apelo estético das bolsas, mas também a sua qualidade, durabilidade, o seu valor como objeto de afeto”. E mais: a Catarina Mina explica que sua motivação é inverter uma equação comum da moda, em que “a maior parte do investimento (das marcas) vai pra imagem e esforços de venda, enquanto os custos com produção (costureiras, artesãos, designers e os próprios materiais) ficam cada vez mais apertados”.


(as bolsas são LINDAS, artesanalmente preciosas mesmo, diferentes de tudo e, ao mesmo tempo, fáceis de usar, atuais, descoladas)

No instagram a @CandiceCardoso comentou com a gente que “muita gente olha pra um produto e não entende a relação dele com o preço, acha até que é aleatório (por que muitos são mesmo). Saber tudo detalhado dessa forma faz com que você se sinta respeitada como consumidora e saiba melhor onde investir seu dinheirinho: nas empresas que gastam horrores com marketing, nas que contratam modelos caríssimas ou naquelas que recompensam a artesã e demais envolvidos no trabalho de produção”. E a gente pode, também, questionar qual o valor de investimento que as próprias marcas disponibilizam pras matérias-primas que usam, no que efetivamente faz o produto existir. Quanto será que custa a matéria prima usada nas peças chinesas revendidas pelos grandes magazines? E qual será a porcentagem de lucro dessas empresas em comapração com a porcentagem de valor de custo do que se vende?

Ter no próprio ‘acervo pessoal’ uma bolsa que carregue tantos significados, que não sirva apenas pra carregar chaves e batom e carteira e tals, é uma oportunidade e tanto da gente pensar mais sobre esses questionamentos, exercitar mais reflexão pré-consumo, orientar melhor nossos gastos com aparência. E também um lembrete pra gente compartilhar essas idéias com as amigas que vão curtir nossas bolsas :) e assim de grupinho em grupinho, demandar uma transformação no mercado inteiro — pra quem sabe, a partir do movimento da própria consumidora, esse movimento não se espalhar pra mais marcas e essa equação se ajustar (pro bem)? A gente acredita que é possível e tá cheia de energia pra fazer a nossa parte.

((a hashtag #umaconversasincera tá rolando lindamente no Instagram — a partir do canal da @catarinamina dá pra clicar e conhecer as artesãs, os produtos e os jeitos de usar de quem já tem uma pra chamar de sua. inspiração pura!))

30.01.2015 - 11:27 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria Nenhum Comentário

“ITENS DE FAZER SENTIR BEM”

Diz que, em tempos de crise,  estão em alta o “luxo discreto”, tecidos/materiais sensuais, investimentos com prazo de validade bem longo (clássicos!), qualidade no lugar de quantidade e peças antiguinhas, vintage mesmo. A idéia vem de um texto ótimo de uma revista Baazar. E mais: a repórter que escreveu o texto diz que mais importante é ter “itens que façam a gente se sentir bem” (que ela chama de ‘feel good items’). Faz super sentido, e pode fazer a gente pensar – e escolher melhor!

Luxo discreto é lei porque ostentar (em qualquer tempo) não acrescenta nada pra gente nem pro mundo. Materiais sensuais são essenciais porque namorar é de graça (bom pra crise, rá!) – não é coincidência que todas as últimas imagens projetadas em semanas de moda são MUITO femininas, mesmo quando fortes. Investimentos bons e a escolha da qualidade a gente aqui acha que é uma coisa natural, o nosso tempo é o da abundância da informação de moda e todo mundo tá comprando melhor mesmo (não é?). E há tempos a gente acompanha esse interesse pelo vintage, todo mundo curioso em relação a brechós e a camisetas antigas. Uma idéia de reutilização, de reciclagem, de revisitação.

Agora, esses “ítens de fazer sentir bem” são a sacada do milênio! Em tempo de dificuldade – em todo tempo, né, gente – o maior benefício que se pode ter com roupas é… segurança, confiança! Difícil se sentir segura em frente ao espelho tentando ser outra pessoa, ou querendo ter outras coisas, ou fechando os olhos pro que a gente é e pro que a gente vive. SE CONHECER É O CAMINHO PRA SER FELIZ COM MODA. Tudo bem ter referências, super tudo bem admirar e se inspirar, mas ser a gente mesma não é pra qualquer uma – e quem consegue vive mais feliz, pode ter certeza.

Coisas que podem fazer a gente se sentir bem (com moda, claro!):

*modelagens boas pra nossa silhueta
*decotes que deixem a gente se achando AS sedutoras
*colar com pingentes que têm estorinhas pessoais
*perfume com cheirinho das nossas mães (praquela hora em que a gente precisa de colo!)
*peças de roupa feitas/reformadas a partir de antigos vestidos importantes (das nossas avós? do casamento? de uma viagem incrível?)
*sapatos de salto, mas super confortáveis (milagre da vida)
*cores que fazem a gente parecer maquiada, corada

Vamos continuar a lista nos comentários? Que a gente sempre tem uns “ítens de sentir bem” como coringas no armário – quem quer contar qual é o seu?!?? ;-)

29.01.2015 - 13:55 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 52 Comentários

“VERANIZANDO” O GUARDA-ROUPA

A gente acredita ser muito possível abrir as portas do guarda-roupa pra encarar, com muito carinho, as roupas que a gente já tem — e com essa energia renovadora tentar criar looks novos, com cara de verão, só mudando a maneira de coordenar as nossas velhas amigas. A ideia é acrescentar frescor, leveza e suavidade ao visual e sair de casa com as mesmas peças que a gente usou na meia-estação, mas com um ar de novidade. Essas aqui embaixo são algumas direções que a gente usa no trabalho de consultoria com nossas clientes (a cada sessão de looks) pra versatilizar e fazer render o que elas já compraram. O dindin investido continua valendo assim, ó:

CORES CLARAS E CORES-COLORIDAS
No lugar do cinza + preto a gente pode experimentar cinza + cáqui, cinza + branco, cinza + tons rosados… e também aproveitar que verão é tempo propício pra juntar as peças coloridas: de repente aquele vestido azulão que a gente usou de meia calça marinho no inverno pode funcionar com uma sandália coral. Já pensou?

PEÇAS SOLTAS E ESVOAÇANTES
Que delícia, no calorzão, usar roupas que ficam longe do corpo e que deixam a pele respirar e que “ventilam”. Partes de cima em modelagem evasê de outros caranavais (alô batinhas!) ficam fofos com bermudas soltinhas, prova pra ver. E vestidos amplos podem ficar mais refinados com cardigans bem levinhos por cima, desses quase transparentes com trama bem aberta/vazada, fazendo com que a roupa se aproxime da silhueta. Vale coordenar volume com volume, viu!

PELE À MOSTRA
Camisas com mangas dobradas, bermudas e calças com barras enroladinhas, mangas de jaquetas e tops puxadas pra cima dos cotovelos: vale botar esses truques pra desfilar, encolher comprimentos e barras e assim deixar braços e pernocas mais à vista. Sandálias e rasteiras de tiras mais finas também funcionam – pezinhos pelados são super femininos, ces sabem né.

VAZADOS E TRANSPARÊNCIAS
No tempo quente fica fácil encontrar lugar no look pras tramas vazadas e pros tecidos tãããão finos que quase-quase ficam transparentes. Laise, rendas de algodão (alô brasilidade!), tricôs com trama mais aberta, recortes a laser, laise e outros elementos vazados transmitem leveza e proporcionam ventinho delícia na pele.

POUCA ROUPA, MAS ROUPA QUE ACONTECE!
Pode ser sofrido se enfeitar no calor tropical, a gente se vira nos 30 pra usar pouca roupa… mas fazendo muito com esse pouco! Uma camiseta que tem o decote bordado acaba dispensando um colar, uma camisa ou camiseta de seda no lugar da de algodão de sempre já deixa tudo mais sofisticado. Vale mandar ver em modelagens novas, peças cheias de formas e amarrações, recortes inusitados, superfícies interessantes (coordenadas em variedade) pra assim acrescentar interessância só com parte de baixo e parte de cima (sem terceira peça, sem extras!).

E MAIS: COMPLEMENTOS QUE VERANIZAM O LOOK
Cabelos presos de jeitos diferentes podem funcionar como acessório (!!!); colares e pulseiras e bolsas e sapatinhos feitos em materiais alternativos e “naturebas” podem trazer o clima da praia pro asfalto (assim em pequenas doses cabem até no ambiente profissional!); chapéus podem deixar de fazer parte do nosso repertório só em viagens (onde “ninguém conhece a gente” — não é sempre assim?) pra enfeitar, proteger e refrescar. #todasdermatologistaspiram :)

26.01.2015 - 13:00 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 10 Comentários

SUBSTITUA CONSUMO POR AUTOESTIMA!

“No ocidente, ficamos presos nesses ciclos de luta e insatisfação sem fim, tentando nos manter em dia com as formas cada vez mais sofisticadas de exibicionismo consumista que vemos na televisão e na internet. Esse ímpeto para acumular bens e serviços materiais parece ter qualidades viciantes: é um apetite voraz sem nenhum mecanismo embutido para nos alertar sobre a hora de parar; queremos cada vez mais — especialmente, ao que parece, sempre mais em comparação com as outras pessoas […].

Embora tenhamos relativa abundância material, na verdade não temos abundância emocional. Muitas pessoas não tem o que realmente importa. Sem segurança emocional, elas procuram segurança em artigos materiais. Assim, podemos estar procurando a relaização pessoal nos lugares errados — em ter em vez de ser, em acumular posses em vez de construir relações empáticas e enriquecedoras.”

Trecho do livro The Selfish Society – How we all fortgot to love one another and made money instead, de Sue Gerhardt

APROVEITANDO a virada do ano, a gente deixa aqui links que podem ser úteis pra férias, festas e mais. A gente termina 2014 preparando todo um novo site, pra em 2015 aprofundar as conversas, estudar juntas em vídeo (!!!) e compartilhar novas idéias com quem tiver por aqui com a gente. Agradecidas por tudo e cheias de energia pro ano novo!

ROUPA DE TODO DIA PRA FESTONAS
pra quem quer versatilizar o que já tem, com cara festiva :)

FESTAS-DELÍCIA EM CASA
pra quem vai receber família e amigos pra um natal confortável

LOOK PRA VIRADA DO ANO
idéias pra fazer o branco-reveillón render interessâncias mil

FÓRMULAS PRA MALAS INTELIGENTES
nossas receitas pra viagens curtinhas, médias e longas (e mais links!)

ROUPA PRA TRABALHAR NO CALORÃO
pra quem vai fazer pausa mas já retorna pro batente – alô dignidade!

A HUMANIDADE ESQUECEU-SE DE SER
pra todo mundo manter em mente que mais importante que roupa é a vida que a gente vive dentro dela <3

21.12.2014 - 10:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 10 Comentários

5 ATITUDES SUSTENTÁVEIS (EM MODA)

COMPRAR MENOS
Diz que uma pessoa típica compra 70 (!!!) peças de roupa por ano — é peça nova a cada 5 dias, e significa que a gente re-estoca mais o guarda-roupa do que a geladeira. Antes dos anos 70, que foi quando a roupa manufaturada ficou de fato popular, essa mesma pessoa típica comprava aproximadamente 25 peças de roupa/ano. Todo mundo aqui sabe que compra mais do que precisa e que não usa tudo que tem. E se a revolução começasse pelo nosso acervo pessoal? E se a gente tivesse no armário só o que AMA e efetivamente usa, e exercitasse criatividade pra usar de muitos jeitos diferentes essas roupas? A gente vive a vida com mala, quando viaja e leva as coisas mais legais que tem (alô foto boa de lembrança!), por que então não tentar fazer a vida acontecer com menos?

_guarda-roupa inteligente em 5 lições
_o suficiente é mais eficiente
_por que você deveria pensar bem antes de comprar uma roupa irrealisticamente barata

COMPRAR MELHOR
Atitude mais sustentável que se pode ter (em moda) hoje é consumir produtos de qualidade, que durem muito, e com estilo atemporal, que sejam super versáteis. E qualidade não significa preço alto — mas sim o maior/melhor investimento que se pode fazer levando em conta cada orçamento. Vale observar caimento (no corpo), acabamento (por dentro) e material de que cada peça é feita: melhor escolher os naturais ou as composições que tenham maior quantidade deles (algodão, linho, lã, seda, viscose, rami, modal, tencel, cupro, liocel, bambu) — a gente checa essa composição na etiqueta interna da roupa, sabe qual? Olhar a etiqueta pra conferir material pode virar hábito: além de ser sustentável garante também conforto e aparência mais elegante, mesmo nas peças mais informais.

 _como identificar qualidade numa roupa
_pra comprar menos e melhor
_roupa boa pode ser repetida: dicas de versatilização

LAVAR MENOS
Não é se transformar na sujona do bairro, mas sim poupar a peça que possa ser poupada e evitar lavar-a-cada-uso. Vale chegar em casa e pendurar a roupa num cabide, em local ventilado, deixar que ela descanse e dê uma “refrescada” — se não teve muito suor, se não teve sujeira específica, essa roupa pode ser usada de novo antes da lavagem, não? Tem também receitinhas caseiras de “desodorantes de roupa”: vale ter no armário um borrifador com 1/2 de água, 1/4 de álcool, 1/4 de vinagre branco e umas gotinhas da essência que se preferir — pra borrifar levemente na peça que vai pro cabide antes de voltar pro armário (experimenta!). E super importante: produtos menos abrasivos, mais biodegradáveis, são bons pro mundo e também pras fibras de que nossas roupas são feitas. Dá-lhe água fria e sabão de côco!

_atenção à manutenção
_mancha sai com água quente ou fria?
_lavagens pra cada tipo de tecido

CUIDAR DO QUE SE TEM
E na medida em que a gente consome qualidade (e investe $ conscientemente nisso), passa a ser natural atentar para a durabilidade e impecabilidade do que a gente tem. A gente passa a organizar visitas periódicas ao sapateiro pra reforçar solados e frentinhas e saltinhos dos sapatos, a gente mantém contato com uma boa costureira pra refazer costuras e por botões de volta no lugar ou recolocar barras na altura devida. Mas né, manutenção vale mais na roupa que vale mais: tecido que se desfaz como papel, costura que já vem desfeita da fábrica ou palmilha de papelão não valem mesmo o cuidado (nem adianta!) — por isso comprar qualidade é tão importante, assim a gente descarta menos! E qualidade dura ainda mais quando é cuidada com atenção.

_o que guardar dobradinho e o que pendurar em cabide
_roupa guardada em capa precisa respirar
_kit de primeiros socorros de guarda-roupa

COMPRAR DE PERTO (E DE PEQUENOS)
Grandes grupos de marcas de moda são controlados por banqueiros que entendem bem do assunto que lhes interessa: o dinheiro (e só ele!). Esses grupos são chamados ‘varejistas’, tratam roupa como qualquer outro produto, precisam vender e bater metas e fazer mais e mais dinheiro — e ó, grandessíssima parte desse dinheiro fica com 4 ou 5 banqueiros/acionistas, o restinho que sobra é dividido em bilhões de micropartezinhas pra pagar tooodo mundo que trabalha pro grupo. Comprar de marcas pequenas significa distribuir melhor o NOSSO dinheiro entre as pessoas envolvidas no negócio (ce sabia que a China é um país sem leis trabalhistas?) — menos peças sendo produzidas (e sendo feitas artesanalmente!), com muito mais atenção e preciosismo. Significa também pagar valor mais justo por material de mais qualidade (qual o sentido de pagar muitíssimo barato por uma roupa que viaja o globo terrestre pra vir do oriente até aqui?). E no fim, comprar de pequenos garante mais exclusividade, mais diversidade, mais singularidades valorizadas. :)

_ter menos, melhor e de mais perto
_consumir com consciência não significa ‘não comprar’
_comprar deveria ser consequência de ser 

21.11.2014 - 07:39 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 8 Comentários

COMO GUARDAR NOSSAS BOLSAS

São da revista da Oprah essas imagens aqui, que mostram maneiras perfeitas de guardar bolsas com formatos diferentes. Incrível como a gente ama tanto esses acessórios (bolsa é top acessório importante pra mulherada né) mas quase sempre acomoda as coitadinhas sem carinho e sem visualização propícia — alô geral guardando as bolsas dentro de saquinhos de tecido! Em guarda-roupas de clientes a gente tenta seguir esse mesmo esquema das imagens: bolsas com volume em pé, alinhadas de lado pra que caibam mais bolsas e pra que a gente consiga enxergar todas; bolsas “flat” deitadinhas e esticadas, pra manter o formato e ficar fácil de pegar; carteiras e bolsas pequeninas também alinhadas de ladinho (e quaaaantas a dona do armário fotografado tem!). Sacada esperta é a de “fabricar” enchimento com jornal amassado dentro de saquinhos de tecido – de sapatos ou das próprias bolsas: o papel jornal garante interior sequinho e livre de mofo enquanto o volume da bolsa é mantido sem tanto esforço. A gente aqui na Oficina acha a Oprah MUITO do nosso grupo, o de gente interessada em fazer a vida funcionar de verdade… na vida real! :)

 

31.10.2014 - 07:03 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 13 Comentários
Página 1 de 229 | 123456789...Última