GUIA CONSCIENTE DE COMPRAS ONLINE

É muito possível comprar com consciência via internet, viu! Dá trabalho e é pras fortes, pra quem topa assumir responsabilidade em todos os níveis da compra. Mas compensa :) e pode dar menos errado e render satisfação prolongada no guarda-roupa com esse nosso passo-a-passo aqui, ó.

guia consciente de compras online da oficina de estilo

 PREPARO
Antes mesmo de sentar em frente ao computador ou trazer o tablet pro colinho, a gente pode:

_dar aquela olhada no armário pra mapear cores (tem mais neutras ou mais coloridas? mais claras ou mais escuras?);
_mapear também quantidades de partes de cima e de baixo (levando em consideração as de trabalho e de lazer, de balada, de ficar em casa, etc);
_ter uma anotação com medidas: as mais úteis são altura (pra comparar com a da modelo nas fotos dos sites e tentar prever alturas de barras), circunferência de peito, de cintura e de quadril, largura dos ombros, comprimentos dos braços (pra comparar com os comprimentos de mangas).

De saída a gente garante: consumo consicente é o que FAZ A DIFERENÇA nas nossas vidas. Então é natural que o que a gente menos tenha (tipos de cores que a gente tem menos, tipos de peças que a gente ainda nem tem…) seja o que pode mais fazer render o que a gente já tem, dando cara nova às nossas coisas mais antigas.

PESQUISA
Daí, com algum foco, é possível selecionar umas 4 lojas online legais pro que se pretende encontrar: as que tão mais perto da gente (na mesma cidade, no mesmo estado, em estado vizinho, no mesmo país), as que tem política de troca mais tudo-a-ver com a gente (busca a troca em casa? tem que levar no correio? facilita o envio, paga o envio? tá fácil encontrar um número de telefone pra ligar lá?), as que tem o tipo de entrega que a gente prefere (tem entrega facilitada em menos dias? tem fretes mais em conta?). Tem aqui uma lista com as lojas e marcas que a gente mais acessa nas nossas pesquisas e compras online no trabalho de consultoria de estilo — e também com as que a gente evita a todo custo.

E então, com esses 4 sites abertos, a gente dá aquela repassada marota nas novidades de cada um :) pra então clicar nas seções de peças específicas — tamos atrás de blusas? de saias? de calças? de sapatos? A idéia é especificar tanto quanto possível a nossa pesquisa, e assim facilitar a seleção. Vale já passar tudo no filtro da numeração/do tamanho e do preço (a gente aqui ama muito o filtro que mostra as peças na ordem baratinha pra mais cara).

SELEÇÃO
A essa altura a quantidade de peças disponíveis pra gente avaliar já é bem menor que a que os sites disponibilizam no geral (UFA!). No passeio pelas peças, já pode abrir em outras abas as peças que tem valor ok pro nosso orçamento, as que tem a ver com as direções de estilo que a gente delineou na etapa de preparo, as que parecem ser super ótimas assim à primeira vista. Daí vale avaliar pra cada grupo de peças:

_de que material as peças são feitas? quais são de tecidos naturais e tecidos sintéticos? quais valem o preço, pensando nisso?
_demanda uma manutenção que caiba no meu estilo de vida? vou conseguir lidar com a lavagem demandada?
_tá bonito na modelo? o caimento tea bacana? as medidas da peça batem com as minhas medidas (com uma folga)?
_era isso mesmo o que eu queria? eu preciso disso?

DEFINIÇÃO
Com umas 3 peças finalistas pra definir, vale re-lembrar o que se tem no guarda-roupa e pensar em possibilidades variadas de uso (a gente aqui gosta de pensar pelo menos 3 looks diferentes com a mesma peça). Se a peça não rende essas 3 possibilidades, tá muito fora da seleção, né?

COMPRA
A gente nunca, em circunstância alguma, compra

_o que não ama,
_o que não vai usar (ou não tem função clara),
_o que já tem (alô duplinhas).

Né?

Daí é clicar, pagar e acompanhar os emails de confirmação e envio. E quando chegar a compra, é bom conter a ansiedade e abrir a embalagem com cuidado, sem estraçalhar o pacote — se for o caso de devolver, muitas vezes a gente re-envia a mercadoria na mesma caixa que recebeu. Bom também experimentar no primeiro momento pós-recebimento, pra não correr o risco de perder prazos de devolução (que geralmente são de 7 dias a partir da entrega).

((Comprar online funciona melhor com quem tem facilidade de desapegar: a gente quer muito alguma coisa, faz todo esse processo aqui pra pesquisar, selecionar, etc… e quando chega, eventualmente não dá certo mesmo. É a vida, fazer o quê? Desapegar, mandar de volta, esperar o estorno no cartão. Com maturidade, com serenidade, que ninguém vai deixar de ser feliz por isso.))

FEEDBACK
Com experiência boa ou ruim, é legal mandar email pra loja online e contar como foi, dizer o que foi mais legal e o que pode melhorar. Essa é uma modalidade super nova de consumir, e a gente pode assumir responsabilidade por moldar um mercado mais legal a partir da nossa própria experiência.

A gente aqui sempre manda email pedindo ajuda quando o site não disponibiliza informação de procedência das peças (produzido na China? em Bangladesh?), quando tem dúvida sobre numeração (às vezes as medidas de uma numeração parecem bem menores ou bem maiores do que o comum… a gente escreve pra perguntar se a modelagem é propositalmente pequenina ou maiorzona), quando o material tem um nome fantasia (“tecido alfaiataria”, “toque de seda”), quando tem dúvida sobre prazo de entrega (quando clientes precisam receber algo pra levar em malas de viagem, por exemplo, a gente se certifica dos prazos de empacotamento e encaminhamento pro correio).

UM SICERÃO PRA TERMINAR
A gente aqui na Oficina entende que consumo consciente significa comprar o essencial, escolhendo com clareza onde (e no que) deixar o dindin gasto, com propósito de uso/versatilização, com disposição manter e fazer durar.

Essas direções já tão mapeadas por quem se propõe a estudar o próprio guarda-roupa, quem procura ter clareza de vontades (quem sabe o que quer sentir e como quer se parecer) — e por isso mesmo busca informação de moda pra fazer na prática isso acontecer — seja aqui no nosso blog ou com o nosso livro <3 ou em tantas outras ótimas referências disponíveis hoje (se liga no nosso blogroll!).

A gente também tem levado em consideração não só o que é bom pra gente, mas o que não é ruim nem pra outros serzinhos humanos e nem pro mundo. Ética + estética, sabe como? Tamos estudando materiais e processos que não inviabilizam reuso e que não reforçam escassez de recursos; tamos ligadas no app ModaLivre (pra iphone e pra Android) pra saber quem repassa o nosso dinheiro pros funicionários e quem lucra às custas de sofrimento, tamos preferindo escolher o que é atemporal e pode durar muuuitas temporadas no GR sem datar.

Ó que tem mais info pra quem mais quiser estudar junto com a gente!

_Não faça gastos, faça as coisas gastarem
_Por que não comprar roupas de fast-fashion feitas na China
_Não adianta mudar de marca, você precisa mudar a sua lógica de consumo

30.06.2015 - 09:01 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 3 Comentários

MAQUIAGEM BÁSICA PERSONALIZÁVEL :)

É com o rosto que todas as nossas clientes interagem com o mundo — não com o peito ou com o quadril ou mesmo com a roupa que escolhem vestir. Então a gente ensina pra cada uma delas que a nossa entrega na consultoria de estilo não tá completa sem esse toque, sem esse acabamento: o da melhora de semblante que a maquiagem pode proporcionar.

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E ninguém precisa ser expert em maquiagem pra estar “tomada conta”: a gente tem uma fórmula boa aqui pra que, com pouca coisa e com pouco tempo, quem quiser consiga experimentar, exercitar e buscar (se for o caso) aprofundamento da própria relação com o universo da beleza. Se fosse pra ser difícil não era Oficina de Estilo, né! ;-) Sem precisar comprar 120 versões de paletas de sombra marrom pra parecer que não tá usando nada! Que maquiagem tem data de validade né, e não faz sentido nenhum ter toneladas de excesso, comprar pra descartar.

O que a gente considera como fundamento pra garantir aparência fresca e cara de “pronta pra vida” é também super customizável, ó:

_pele uniforme
_olheiras disfarçadas
_olhos destacados
_bochechas coradas “de saúde”
_lábios hidratados

Sacou? Esses cuidados aqui podem rolar na prática com produtos variados, de jeitos diferentes, com a habilidade, a destreza e o tempo que cada uma de nós tem disponível pra isso, nos nossos estilos pessoais singulares. Na medida em que se quer, com o dindin que se tem, começando do começo e fazendo o melhor possível — pra, com o exercício constante, melhorar todo dia um pouquinho mais.

24.06.2015 - 17:32 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 4 Comentários

FÓRMULA DA NOVA FEMINILIDADE

A idéia esteriotipada de “look pra paquerar” passa pelas imagens decotes grandalhões, comprimentos super curtos, caimento justésimo e batonzão vermelho… mas a gente sabe que não tem nada mais sedutor do que se sentir feminíssima e confiante! Nossas mães tão desde sempre dizendo que é melhor insinuar do que mostrar, né — e quando a gente SE SENTE deliciosa linda interessante sedutora de verdade, de dentro pra fora, o que pode ser insinuado transparece naturalmente, a gente carrega com facilidade. Nessa idéia de uma ‘nova feminilidade’, a gente pensou em direções super personálizáveis pra coordenar looks como quebra-cabeças :) juntando um pouquinho de uma sensação que se quer ter com um outro pouquinho de uma mensagem que se quer transmitir… e assim alcançar aparência de leveza, romantizada mas não careta, criando oportunidade de conversa <3 e adocicando o visual. Tudo pronto pra adaptar pra toda personalidade, toda silhueta, todo estilo, toda ocasião e toda vontade. Ó!

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CINTURA MARCADA
Privilégio das mulheres, né, já que homens tradicionalmente usam caimentos mais soltos e quadrados. Sendo esse um truque usável somente por nós :) basta marcar a cintura e a idéia de feminice tá “grifada”, reforçada — e cintura delineada não precisa só rolar com cinto apertadinho, mas pode também rolar por conta de modelagem mais próxima do corpo no meio torso, de faixas, de drapeados que a gente faz com broche (tem em vídeo!), de um pedacinho da camiseta por dentro do short. Cintura marcada é sempre super feminino, especialmente em looks de caimento mais solto — feminice com conforto, quem não quer? :)

PERNAS DE FORA
Esse vale especialmente pro ambiente de trabalho – e vale até pro dresscode mais formal. Usar saia e vestido desfilando pernocas por aí é privilégio exclusivo da mulherada. Então toda vez que a gente tá de pernas à mostra, já viu! Vale cuidar das bonitas com carinho pra então desfilar com confiança: perna de fora pode sempre estar depilada, hidratada, lisinha. E aí o comprimento do vestido ou da saia pode ser direcionado pela formalidade da ocasião em que se usa — lembrando que tem um comprimento intermediário bom pra todo mundo, ó no vídeo.

DEDINHOS À MOSTRA
Pezinhos à mostra são um super elemento sedutor-não-escancarado, já que fazem parte do nosso vestir-tropical com naturalidade (alôr calorão). De novo, meninos quase não usam, então o que é privilégio exclusivo de meninas sempre “grifa” a suavidade. Pra afinar ainda mais a mensagem, vale escolher tiras finas pras sandálias pra deixar maaaais pé à vista e esmaltes coloridinhos pra convidar o olhar pros dedinhos. :)

RECORTES E CAVAS
Obrigada Senhor pela inventividade nas modelagens! Há algum tempo a gente tem visto mais cavas abertonas e mais recortes fora de lugar – nas costelas, na parte alta da barriga, nos lados das costas, nas mangas e ombros — a gente tem todo um painel no Pinterest cheio dessas referências, ó. Uma delícia se sentir confortável com colo coberto mas com outros pedaços de pele descobertos – muitas vezes outros que a gente nem lembra que tão à mostra. Pele à vista assim, em pequenos pontos inusitados, também reforçam super naturalmente a idéia de feminilidade… e tem uns tops hoje que são pensados pra aparecer sem vergonha através desses recortes — mais como complementos descolex do look do que como sutiãs. Tem jeito de, até no frio, deixar pedacinhos de pele à vista, vê só!

TECIDOS FLUIDOS/GOSTOSOS
Tudo que cai gostoso sobre o corpo, que desliza sobre a pele, que dá vontade de tocar… chama pra perto, né? A gente é muito feliz de poder treinar nossas clientes pra não correr pra “justeza” ou pros super curtos quando se quer seduzir, mas sim procurar por sedas-delícia, tricôs finíssimos (quase-quase transparentes), crepes pesados que caiam com movimento, lenços que dancem na medida que a gente anda. Por que né, querer tocar é tãããão mais importante que ver!

CABELO PRESO
Nuca de fora é muito feminino nénão? Rabo de cavalo que cai sobre a parte de trás do pescoço, numa dança de mostrar e cobrir, é das imagens mais sensuais que existem, a gente acha. Vale também pra coque e pra tudo que deixa a franjinha cair assim de ladinho, fazendo charme. A idéia do lenço também rende assim, em forma de tiara com pontas longas descendo do ladinho do pescoço, sabe como? Já que aparência não é só roupa, a gente sempre pode entregar um cuidado-carinho pro cabelo — se a gente é obra de arte, cabelo é moldura!

CORES DE MULHERZINHA
Pensa em tonalidades doces e delicadas das cores mais “de mulherzinha”: rosas, vermelhos, roxos e lilases, até tons de pêssego e salmão e coral… cores femininas, né? Agora pensa nisso tudo coordenado, usado junto, como na idéia dos “blocos de cor’ – mas blocos de cores feminíssimas. Mesmo em looks informais a mensagem vai ser captada, viu. <3

12.06.2015 - 09:27 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 21 Comentários

ABRINDO ESPAÇO FÍSICO E MENTAL NO GUARDA-ROUPA

Quase todo mundo tem mais coisas no guarda-roupa do que precisa, especialmente mais coisas do que efetivamente se usa. E a gente sabe da dificuldade que é se tentar se vestir com os 20% usáveis de um guarda-roupa quando os outros 80% inúteis/encostados teimam em atrapalhar a escolha e a coordenação dos looks. Essas nossas idéias de ter menos e melhor e de só comprar pra incrementar só funcionam se a gente tem um armário construído pra facilitar, pra versatilizar, pra ajudar a gente a por energia na vida — e não no que a gente vai vestir pra viver a vida.

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Dá pra comparar a nossa relação com as roupas que precisam sair dos nossos armários com mil outras coisas que precisam sair das nossas vidas — aqui a gente vai fazer a comparação relacionamentos mal-sucedidos, porque né são iguaizinhos ao que a gente tem com as roupas que só ocupam espaço sem ser usadas na vida real. Que geral sabe que se alguém diz que ama mas tá emocionalmente indisponível, então esse amor não vale, não é um amor tããão amor assim. Com roupa é a mesma coisa: a função da roupa é cobrir, garantir que a gente sinta uma sensação (importante pra quem usa, tudo a ver com estilo pessoal e estilo de vida e atividades e tals) e deixar quem usa mais bonita e segura, traduzir a identidade dessa pessoa. Se a roupa não tem como cumprir alguma dessas ‘promessas’, não tem motivo algum pra ela estar/permanecer no guarda-roupa. Vestidinhos casaquinhos camisetinhas sainhas bolsinhas existem aos montes em mil lojas em volta da gente — mas a gente devia deixar entrar nas nossas vidas/nos nossos armários somente o que certamente vai fazer a gente feliz. Esse é o espaço que precisa ser aberto, disponibilizado… a gente merece!

A parte boa é que quando a gente trata da relação com as roupas tudo tem como funcionar super mais fácil do que com relacionamentos: se a gente sabe exatamente o que esperar de uma determinada peça de roupa, só de olhar (com um olhar bem crítico, sem misericórdia!) já se sabe se é o caso dessa peça permanecer ou não nos nossos armários (e nas nossas vidas). Se tá manchada permanentemente, se rasgou ou puxou fio, se foi comprada só porque tava em liquidação, se tem bolinhas ou desgastes (de uso mesmo) que não saem mais, se não serve mais (presente > passado-futuro), se não é usada há milênios ou se simplesmente não cai bem… então DESAPEGA! Às vezes as razões pelas quais uma peça pode ser tirada (definitivamente) dos nossos guarda-roupas vêm acompanhadas de motivos subjetivos — e é um exercício e tanto se propor a prestar atenção nisso: mudanças de peso, de silhueta, de vontade, de trabalho, de companhias, de cidade e mesmo de vida (casamento, filhos, etc). E uma boa limpeza no guarda-roupa pode aliviar pesos e dores da vida real, não pode?

#DESAPEGAMENINA!

Quando a gente consegue abrir espaço físico no guarda-roupa, automaticamente abre também espaço mental pra organizar importâncias, valores e necessidades — e assim é natural comprar melhor, de um jeito mais “certeiro”. E saber a hora de parar/de deixar aquela peça seguir o caminho dela (pro lixo/pro destino mais conveniente) é fundamental. A gente só enxerga novas possibilidades, outros caminhos, novas coordenações e looks diferentes (perspectivas diferentes!) quando deixa pra trás o que é velho e não acrescenta mais nada de bom: acrescentar só volume ou só quantidade não adianta. “Um bom encontro é de dois”, e mesmo que a gente ame muito uma roupa, mesmo que ela seja quase essencial pra manter a gente viva, ela tem que viver com a gente o dia-a-dia, fazer valer a presença dela por perto. Senão só atrapalha.

((post originalmente publicado em dezembro de 2007! imagina!))

09.06.2015 - 13:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 20 Comentários

PONTO DE COR PERTO DO ROSTO

Mil vezes a gente vê, na prática, que com muito pouco esforço é possível fazer grandes diferenças num look. Aqui tem um exemplo bom com duas clientes com quem a gente trabalhou nos últimos tempos, ó. Sabe essa quantidade louca de sapatos coloridos que a gente tem no armário? Quase sempre eles pontuam looks neutros, não é assim? (Com a gente e com as nossas clientes geralmente é assim!)

 

ponto de cor perto do rosto para alongar a silhueta

Acontece que ponto de cor sempre chama atenção primeiro no look (antes de qualquer outro detalhe, especialmente se a cor é viva ou clara!), e por mais que o look seja incrível a gente quer que olhem PRA GENTE — e não pros pezinhos que calçam sapatos coloridos, né?

Então faz muita diferença, quando nessa circunstância, acrescentar um outro ponto de cor pertinho do rosto pra equilibrar pontos chamativos na coordenação — e pra que o rostinho de quem usa essa cor seja ponto focal primordial! Ó como muda o look todo escuro com sapatilha cobre/dourada, e depois com lenço que puxa pra tons claros. E no look cinza com sapatilha turquesa a diferença que faz um lenço estampado com outras cores também vivas!

-1

E não precisa fazer acontecer essa sacada só com lenços: vale colar, broche, brincão, turbante (alô cabeleiras!), batom colorido, óculos. Ponto de cor perto do rosto, além de fazer diferença, é informação que acrescenta harmonia e interessância. E faz um look que podia ser simplezinho ficar bem esperto, não faz?

((essa idéia foi postada pela 1ª vez em setembro de 2013 :) e que alegria é revisar o texto sem precisar mudar nada de lugar pra que o conteúdo esteja atualizado! tudo igualzinho, ainda valendo demais <3 incluindo registro das nossas clientes daquele tempo!))

08.06.2015 - 21:40 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 42 Comentários

COMO VERSATILIZAR O PRETO (E UM VÍDEO PRECIOSO)

Mesmo com tooooda a variedade de cores no arco-íris, na vida e nas araras de loja, geral continua escolhendo preto e enchendo o guarda-roupa com essa cor tida como “fácil”. Acontece que esse fácil pode fazer com que a gente pareça ter a mesma cara sempre, todo dia — uma cara elegante/moderna sim, mas também fechada, sisuda, distante e pouco expansiva. E se a gente mora nesse país tropical, abençoado por Deus e bonito POR CAUSA da natureza, por que não acompanhar essa festividade toda no que a gente usa? Nem precisa fazer fogueira com todos os pretos e começar do zero (alô), a gente tem aqui três movimentos fáceis de fazer já hoje, agora (!!!) pra versatilizar os pretos na intenção de incluir mais animação, mais interessância e — quem sabe até! — um pouquinho mais de cor no look de todo dia. Vambora?


((tira 15 minutos da vida pra assistir a esse vídeo em que uma executivona maravilhosa — inteira de preto, mas cheia de interessância! — conversa sobre como existem poucas mulheres hoje em posições de liderança e sobre como a gente pode incluir os conselhos do mundo executivo na vida de todo dia pra BRILHAR! vale muito!))

PRETO COM PRETO — E COM INTERESSÂNCIA
Tudo bem, look todo preto é um jeito fácil-fácil de estar alinhada, elegante, nessa idéia de “sem erro”. Mas né a gente quer mais da vida e, se o monocromático-não-cor toma conta das peças que a gente escolhe, não custa entregar também uns elementos extra, que saltem desse preto e façam com que o look ganhe uma outra dimensão. Tipo transparência, textura bem aparente, recortes e pregas, modelagem bacanuda, coordenação de proporções diferentonas, superfícies diferentes e mais. Vale a pena, a gente garante.

PRETO COM OUTROS NEUTROS
E aí, quem quer dar um passinho além pra fazer o preto render com outras cores, pode bem começar a coordenar com outros neutros. Tipo: preto com marinho (super pode e é LINDO!), preto com marrom, preto com cinza, com vinho, com verdão — e também com neutros claros, tipo preto com bege, com cinza-gelo, com verdes-acinzentados, com branco e pérola. Especial pra quem tem mania de só comprar roupa preta é essa direção: variar as compras de preto ao escolher roupas em tons neutros e escuros, que funcionam do mesmo jeitinho com tudo que o preto funciona. E aí já dá pra pensar em, a médio/longo prazo, começar a construir um pequeno guarda-roupa de neutros interessantes pra coordenar com o pretówisky de sempre.

((Sem querer queimar etapas a gente já pode adiantar que, com o tempo, passa a ser uma delícia exercitar coordenações desses novos neutros entre si e, na sequência, com cores coloridas — tipo cinza com bege, marinho com marrom, branco com cinza… e depois bege com pink, cinza com amarelo, marinho com laranja SABE COMO? É assim, experimentando aos pouquinhos, que a gente se permite evoluir! E que diversão é exercitar interessância no vestir!))

PRETO COM PONTOS DE COR-COLORIDA
A gente acha essa idéia ainda mais legal do que só coordenar peças de roupa preta com outras coloridas: experimenta fazer look pretão-total e salpicar tudo com pontos de cor-colorida nos acessórios! Mas ó: só vale se tiver COORDENAÇÃO de pontos coloridos, o que implica em ter mais de um acessório colorido no mesmo look — pelo menos dois pra gente não cair na teoria do sapato vermelho (quem lembra?). Dá pra coordenar esses pequenos pontos coloridos entre si pra animar o preto, tipo sapato rosa, bolsa, amarela, colar turquesa e braceletes dourados e verdes (UAU!). Ou bolsa e sapatos em tons diferentes de azul e colar, tiara e cinto em tons de prata e laranja… o céu é o limite. E em pequenas doses ninguém corre risco de se sentir enfeitada demais (nem quem não tem muito costume de usar cor-colorida) — mas também não tem desculpa pra se sentir sem-gracinha demais. Né?

28.05.2015 - 08:10 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 10 Comentários
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