COMO GUARDAR NOSSAS BOLSAS

São da revista da Oprah essas imagens aqui, que mostram maneiras perfeitas de guardar bolsas com formatos diferentes. Incrível como a gente ama tanto esses acessórios (bolsa é top acessório importante pra mulherada né) mas quase sempre acomoda as coitadinhas sem carinho e sem visualização propícia — alô geral guardando as bolsas dentro de saquinhos de tecido! Em guarda-roupas de clientes a gente tenta seguir esse mesmo esquema das imagens: bolsas com volume em pé, alinhadas de lado pra que caibam mais bolsas e pra que a gente consiga enxergar todas; bolsas “flat” deitadinhas e esticadas, pra manter o formato e ficar fácil de pegar; carteiras e bolsas pequeninas também alinhadas de ladinho (e quaaaantas a dona do armário fotografado tem!). Sacada esperta é a de “fabricar” enchimento com jornal amassado dentro de saquinhos de tecido – de sapatos ou das próprias bolsas: o papel jornal garante interior sequinho e livre de mofo enquanto o volume da bolsa é mantido sem tanto esforço. A gente aqui na Oficina acha a Oprah MUITO do nosso grupo, o de gente interessada em fazer a vida funcionar de verdade… na vida real! :)

 

31.10.2014 - 07:03 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 11 Comentários

COMPRIMENTO ALONGADOR PRA SAIAS E BERMUDAS

Diz a lenda que, pra marcar a barra das saias ou vestidos das suas clientes, a Coco Chanel pedia que elas se ajoelhassem no chão do ateliê — e que onde a saia encostava no chão era a altura ideal pra marcar/ajustar a barra. Não tem como a gente garantir que isso daí acontecia de verdade, mas a estorinha faz sentido: bem nessa altura, na dobra do joelho, todo mundo tem uma voltinha mais fina na perna (dá pra ver direitinho de costas). E a gente sabe – de teoria de consultoria de estilo – que nosso olhar é atraído pra onde está o limite das nossas roupas: barras, mangas, punhos, cós, frentes de sapato. E é assim que a gente direciona o olhar (e o entendimento!) do outro: se esses limites rolam exatamente nas partes mais fininhas da silhueta, então o olho vê pequenices. E o que o olho vê é o que o coração sente, né!

como usar saias como usar bermudas

Portanto, muitas vezes quando se reclama de não ficar bem de saia por causa das coxas grossas, ou não conseguir usar bermudas por causa do quadril… pode ser que ajustar alturas de barras resolva a questão. Quem quer se vestir pra fazer a silhueta parecer mais alongada/mais afinada pode trabalhar pra alongar visualmente as pernas — e marcar barras exatamente nessa voltinha mais fina do joelho pode suavizar sensações de mais grossa ou menos longa.

E aí a gente pode anotar: comprimentos que alongam pernas (e que por isso mesmo rendem sensação de silhueta toda mais longa/mais fina) são os longos até o pé, os curtinhos que deixam muita perna à vista e esse daqui na voltinha do joelho.

Mas ó! Quem escolhe comprimento no meio da coxa pode sentir esse pedaço mais pesado, mais cheio (visualmente), mais grossinho mesmo —  mas ganha em jovialidade e informalidade. E quem escolhe comprimento mais longo mas não longuíssimo-até-o-pé, tipo longuete, pode se sentir inteira mais baixinha por conta do pedacinho encurtado de perna que fica aparente — mas ganha em atualidade, em cara de moderna, em feminice. A gente administra o que pode ter efeitos legais na silhueta e o que transmite as mensagens que a gente quer transmitir (o que faz a gente se sentir como quer!). Com raciocínio e clareza do que é importante pra gente!

((E sensação de perna encurtada/silhueta achatada a gente pode compensar usando salto alto, coordenando o tom do sapato com a cor da parte de baixo da roupa – tudo claro ou tudo escuro! -, escolhendo coordenações monocromáticas e também usando pontos de cor perto do rosto!))

MAIS!
como usar saias no comprimento longuete
como usar bermudas <3
sapatos que alongam as pernas — no post e também em vídeo
jeitos de parecer um pouquinho mais alta
emagrecedores visuais :)

24.10.2014 - 07:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria Nenhum Comentário

TEXTURAS, HUMANIZAÇÃO E MODERNIDADE

A revista Bamboo entrevistou Li Edelkoort, uma senhorinha moderníssima especialista em tendências de todo tipo – de comportamento, consumo, moda, tecnologia e tudo mais. A entrevista rolou por ocasião de uma exposição pensada por ela pra um museu em Israel, com intenção de “inspirar a comunidade criativa a produzir trabalhos que demonstram uma vontade de humanizar os processos, mesmo quando se utilizam de tecnologia, e de contextualizar um estilo de vida mais responsável. O artesanato ganha cada vez mais espaço e é entendido como ‘a repetição de ações que identificamos num passado comum e que trazem com elas sentimentos de pertencimento e continuidade.” <3

texturas li edelkoort bamboo humanização de processos

Especialmente legal pra gente que raciocina o que escolhe pra vestir é isso daqui que ela também falou na entrevista: “Qualquer um que esteja criando alguma coisa agora está criando sensações para os nossos dedos, para compensar o grande número de telas [eletrônicas]  que temos em nossas vidas. Então, quanto mais telas temos, mais precisamos de tatilidade. Isso explica o por quê de tecidos duplos e triplos, plissados e pregados, piquê e matelassê.”

Não é demais que escolher usar texturas pode ter a ver com humanizar o nosso vestir? E que sensações são tão quanto aparência? E mais: que ‘ser humano’ é também muito atual e moderno? \o/ \o/ A gente montou um mural no Pinterest cheio de referências e idéias pra usar texturas em tudo que der, ó lá.

A entrevista termina perguntando à senhorinha sobre a experiência dela no Brasil (ela veio lançar a revista que faz), e ela APENAS disse que “é hora de se encontrar e entender o que significa habitar o hemisfério sul. Por que fingir que as coisas do norte se encaixam por aí? Por que não abraçar o fato de que no hemisfério sul os elementos tribais, as estampas e os rituais sempre existem e que as coisas são misturadas de uma forma diferente do que são no norte? Agora é o momento de vocês dizerem: ‘Vamos nos tornar nós mesmos’.”

Boas entendedoras podem se apegar na verdade que dita que toda mudança global começa na gente mesma — e podem começar a praticar essas idéias nas próprias escolhas, no próprio vestir, todo dia de manhã a partir de agora. A gente tá praticando. :)

PRA VOCÊ PRATICAR TAMBÉM:
como usar texturas juntas
jeitos legais de usar renda no dia-a-dia
texturas em coordenações monocromáticas
bolsa, lenço e roupa com texturas
brasilidade tem a ver com cores no vestir <3

20.10.2014 - 07:10 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 1 Comentário

SHOPPING NÃO É LAZER

Chega o fim de semana, aquele solzinho gostoso, a gente aproveita pra “passear” no shopping… ALÔ! A gente cresce aprendendo que shopping é passeio, mas não! Passeio tem a ver com entretenimento, tempo de lazer pode possibilitar conexão entre pessoas (que pode aprofundar emoções!), pode aumentar nosso repertório e enriquecer nossa experiência humana, pode até gerar questionamento e eventualmente expandir horizontes na vida. Vamos combinar que não tem expansão de horizontes dentro de uma caixa de concreto rodeada de vitrines, né.

O sistema quer que a gente compre pra existir ou pra ser reconhecido — mas a gente já existe! E já tem família e amigos conquistados na vida, que já amam a gente sem que a gente precise comprar nada. Passeio em shopping – especialmente esse do fim de semana “sem pretensão” — rende compras feitas quase sempre sem necessidade ou demanda raciocinada, que rolam só por ocasião do passeio. Na hora é sempre gostoso comprar aquela coisinha, mas depois pode vir angústia, frustração, culpa… e a gente vai querendo comprar mais pra sentir o gostosinho da hora de novo. E assim a gente vai abrindo mão do fim de semana, de viver a vida do lado de fora, de adquirir experiências e interagir com pessoas… pra encher o armário com MAIS roupa.

Vale pensar (tamos pensando junto!): o seu passeio pro próximo fim de semana tem céu? Sua programação de entretenimento vai render satisfação que você pode continuar sentindo por teeeeempos (ou passa rapidex)? Seu lazer rende descobertas que aperfeiçoam seu olhar pro mundo e pra vida? — Por que ó, roupa não faz nada disso acontecer, viu.

17.10.2014 - 08:30 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 11 Comentários

LOOKS COM TÊNIS: COMO USAR?

Teve até na passarela da Chanel (!!!) então ó, tá liberado pra usar em quase toda ocasião — e tem um jeitinho pra tudo (como na vida). Look com tênis não é mais exlusividade do fim de semana, e quem quer sentir conforto ou comunicar (mesmo que um pingo) de informalidade pode se animar, experimentar, criar suas próprias fórmulas.

Aqui vão algumas das nossas pra quem quiser começar a exercitar!

como usar tênis

truque bom pra sofisticar look com tênis é acrescentar uma terceira peça como complemento — clica aqui pra ver no Pinterest da Oficina um mural de looks-com-tênis com inspirações super variadas!

Pra não se sentir baixinha
Tênis cobre todo o peito do pé, por isso quase sempre dá sensação de perna curta ou de pouca altura. Solução pode ser usar com calça: as mais largas podem cobrir o tênis todo ou ficar mais ou menos na altura da panturrilha, como um bermudão/bem atual; as mais sequinhas podem cobrir o tornozelo e só. Coordenar com partes de baixo curtinhas, que deixam bastante perna à mostra, também pode render sensação de silhueta mais alongada — e se não for o caso de usar curtos-curtíssimos, o comprimento que só cobre o joelhinho já funciona. Coordenar a cor do tênis com a cor da parte de baixo também dá uma alongada geral, o que conduz a gente a uma outra questão, ó.

Pra não se sentir desarrumada
Todo look com poucas cores – ou com mais cores neutras que coloridas – comunica mais formalidade e elegância que os super intensos, com muitas cores. Pode ser o caso, então, de começar a experiência pelos tons mais calmos e exercitar segurança em cores coloridas nos acessórios, na maquiagem, em pequenas porções do look. Se é o caso de “elegantizar” o visual com tênis, que a gente garanta então as peças de roupa mais sofisticadas que conseguir: tecidos finos como seda e lã de alfaiataria podem render equilíbrio bom quando usados com tênis (couro também!). Não tem risco de ficar arrumada demais da conta por que né, os tênis ajudam a equilibrar a mensagem de formalidade/informalidade.

Pra não se sentir masculina
Por que né, até agora só quem tava liberado pra usar tênis o tempo inteiro em toda ocasião eram os nossos boys! Acontece que se a gente junta tênis com saia (alô mídis!), vestido, blusa levíssima, transparências, lingerie muito linda sutilmente aparecendo, coordenações de cores doces, acessórios que só a gente usa – tipo brincão, broche, colarzão, bracelete – com maquiagem caprichada + cabelo preso e com qualquer elemento feminíssimo… então o look tênis-versão-mulherzinha tá garantido.

Pra frequentar todo lugar
A melhor parte de tudo que “vira moda” é que a oferta cresce e as possibilidades se multiplicam: todo mundo pode escolher um monte. Então vale ficar atenta a elementos formais e informais na própria confecção do tênis: tem de algodão grosso, mais rústico, mas também tem de seda; tem de couro liso, mas também tem de renda; tem de pele de tilápia e também tem metalizado. Quanto mais materiais formais/sofisticados o tênis carregar, mais parecido com um sapato ele fica (tipo, com a mesma função). E aí a gente coordena com o resto do look levando em conta essas compensações: look sofisticadão com tênis mais informal; tênis arrumadinho com look mais relax.

Pra alongar geral
Vale compor coordenações nos mesmos tons (mesmo que em cores diferentes): pensa tudo claro, tudo escuro ou tudo meio médio de tonalidade. E quanto mais fina a sola e mais delicada a frente do tênis, mais sensação de perna alongada a gente tem — e perna alongada sempre funciona como “acrescentador de altura”. E ó, especialmente se o tênis tem uma cor diferente do resto todo do look, vale pensar em usar um ponto de cor mais clara ou mais colorida perto do rosto: assim a gente direciona todos os olhares pro alto e não lá pra baixo!

E TEM MAIS:
em busca do sapato perfeito
quero parecer confortável
laços de fita no lugar dos cadarços
como usar sapatos masculinos (tipo oxford)
como usar docksides <3
como usar brilho de dia sem parecer afetada 

 

13.10.2014 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria Nenhum Comentário

ROUPAS GUARDADAS EM CAPAS PRECISAM RESPIRAR!

Roupa guardada por muito tempo estraga mais do que roupa que a gente usa bastante. E roupa guardada por muito tempo em capas/sacos de plásticos estraga muito também, e muito mais rápido! Imagina que qualquer micro bactéria que se infiltrar na sua roupa vai mega se reproduzir dentro daquele ambiente quentinho e sem ventilação que o plástico proporciona quando envolve qualquer coisa. Por isso, é bom guardar somente o que é mais delicado dentro de capas – e essas capas podem ser feitas em TNT, esse material que é todo furadinho e super ventilado. Vale também em algodão ou em tule, viu.

Roupa precisa de ar, de ventilação, por isso nossas mães ensinam a deixar as portas dos armários abertas de vez em quando (né?). Roupa que a gente usou e que pode ser usada mais uma vez antes de lavar também pode respirar antes de ir pro guarda-roupa: vale deixar a peça pendurada por umas horas antes de acomodar em portas fechadas… num cabideiro, na porta do armário ou num lugarzinho seguro na varanda (bem no ventinho mesmo!) — tem funcionárias de casas de clientes que deixam até no sol, sabia? Mais: isso de deixar ventilar a roupa usada antes de guardar vale especialmente pras peças que vão ser guardadas em capinhas!

A gente encontrou capas legais sendo vendidas no American organizer (de plástico num lado e tecido no outro), na OZ organize e também no Multicoisas (não vende online mas tem nas lojas físicas). Quem tiver mais dicas de onde encontrar capinhas bacanas pra roupas, em tecido ou em TNT, pode dividir com todo mundo nos comentários. Que o cuidado que a gente tem com as roupas (em especial as preciosas) influi super na vida útil delas!

MAIS!
o que dobra e o que pendura em cabide
kit de primeiros socorros de guarda-roupa
o suficiente é mais eficiente :) 

10.10.2014 - 08:01 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 15 Comentários
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