SALTO ALTO É BOM PRA QUADRIL!

Pensa só: colarzão, lenço, gola colorida e maquiagem bacana são alongadores de silhueta super eficazes por chamar atenção pro rosto, pra cima, e assim fazer com que as pessoas olhem a gente nesse movimento pro alto… certo? Então o contrário pode ter o efeito equivalente – se o que mais chama atenção na gente está pra baixo, puxando o olhar dos outros num sentido “achatador”, a percepção que se tem da gente é uma percepção baixinha, pesada pra baixo. Dá pra entender?

Por isso a gente começou a pensar que quem sente que tem quadril grande, quem tem o peso visual na parte inferior da silhueta, pode ser mais feliz se usar mais salto alto, mesmo no dia-a-dia. Claro, sempre tem esses truques que a gente pode usar pra harmonizar o tipo físico e fazer com que (a partir do que a gente veste) o quadril pareça ter tamanho/formato equilibrado em relação ao resto da gente mesma: coordenação monocromática de cores, partes de cima mais soltinhas, partes de baixo em caimento reto, cores mais escuras e opacas cobrindo o quadril e tals. Não custa, então, arrematar essa ‘manipulação’ toda com centímetros extras – na prática e na vida real – pra não se deixar roubar “centímetros visuais” por quadril ou peso visual nenhum!

Se o peso visual puxa pra baixo, negócio é levantar de antemão pra garantir que nada ponha a gente pra baixo – nem visualmente nem de verdade! Para o alto e avante, né!

15.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 14 Comentários

CALÇA-COM-VESTIDO

Duas mulheres em uma pequena reunião de trabalho. Eu interrompo com objetivo de dar um recado rápido para uma delas. Assim que abro a porta, uma delas pergunta:

“Escuta, isso é um vestido ou uma blusa?”

“Isto é um vestido.”

“E por que você está usando vestido com calça?”

Eu hesito um pouco: “Porque eu… quis”

Ela mantém uma expressão incógnita: “Eu nunca consigo fazer este tipo de combinação, já tentei várias vezes, mas acho que fica tão estranho. Já percebi que você faz muito isso. Interessante. Como você consegue?”

Me sinto um pouco desconfortável com a pergunta. Parece que sou uma estranha no ninho. A outra diz: “Eu também já percebi que você se veste diferente. Eu gosto de algumas combinações que você faz.”

Tenho um ataque de risos e digo bem humorada: “Só de algumas? Não de todas?”

Ela fica sem graça e tenta explicar: “Sim, quero dizer, de algumas somente porque tem coisas que eu acho que ficam bem só em você, mas não ficariam bem em mim, eu acho. Nunca experimentei, mas acho que não combina comigo e…”

O assunto esquenta. E a reunião era sobre o quê mesmo? As duas conversam animadamente sobre calça com vestido: qual calça? Qual vestido? Por que parece impossível de ser feito? De que forma se faz isso? Quando, onde, como e por quê?  Calça com vestido virou um assunto e tanto.

Finalmente uma delas me inclui de novo na conversa, investigando cuidadosamente: “Mas é curioso porque às vezes acho que fica bom e às vezes acho que não fica tão bom.”

E sem pensar muito, respondo:

“Olha, muitas vezes faço combinações e quando chego no meio do dia, me olho no espelho e penso: “hum, isso ficou péssimo, não funcionou” e toco o barco! Porque eu prefiro a experiência, sempre. Acho que vale mais a pena a gente experimentar as coisas do que ficar pensando muito sobre elas. Só depois que usei uma roupa é que sou capaz de dizer se gosto dela ou não, se deu certo ou não. E se deu errado, consigo pensar no que farei de diferente da próxima vez. E aí fica interessante. A experiência passa a ser mais importante do que o resultado final.”

E no dia seguinte, uma delas veste uma versão própria de calça com vestido.

Acho divertido! E já não me sinto mais uma estranha no ninho.  :)

((carol eva, autora desse texto, é nossa colega de profissão e tem uma percepção muito linda e especial da nossa relação com o corpo, com a roupa e com a moda. uma sorte e um super privilégio ter colaboração dela aqui na Oficina!))

12.09.2014 - 09:00 | Postado por carol eva Categorias: na vida real Nenhum Comentário

CONSULTORIA DE ESTILO EM GRUPO

Nosso workshop DESCUBRA E APERFEIÇOE SEU ESTILO PESSOAL tá com inscrições abertas pra última turma de 2014. Essa nossa consultoria de estilo em grupo — nosso xodó! — ganhou todo um novo programa, revisado, aprofundado e cheio de idéias frescas – prontas pra ser compartilhadas e postas em prática. Com direito a acompanhamento individual em sessão de skype pré-marcada, nessa nova proposta a gente quer conversar ainda mais sobre autoconhecimento, sobre consumir moda com consciência, sobre expectativas internas e externas e, principalmente, sobre como colocar todo esse aprendizado na prática atééééé virar hábito! Mudança de relacionamento com o guarda-roupa que gera mudança de vida MESMO! <3

Essa segunda versão nasceu depois de uma primeira que funcionou TANTO… que virou o nosso primeiro livro! O Vista Quem Você É nasceu da apostila preparada pra entregar ferramentas de autoconhecimento compatibilizadas com teorias de consultoria — pra que cada participante possa ser sua própria personal stylist e usufrua de consultoria feita pra si mesma, em sala de aula, com a nossa supervisão. No nosso novo workshop temos também uma nova apostila (quem sabe um segundo livro!), com conteúdo direcionado e aperfeiçoado, exercícios práticos e ainda mais oportunidades de reflexão, pra gente conduzir participantes por um caminho de autoconhecimento que leva a um plano de ação muito objetivo e certeiro.

O resultado de 6 etapas presenciais vem em forma de escolhas mais objetivas, menos tempo para se vestir, mais segurança ao fazer compras, guarda-roupa mais coerente e coordenável, aparência original e autêntica e, claro, mais sorrisos em frente ao espelho. Geral sai pronta pra exercitar conscientemente o próprio estilo pessoal, todo dia, na prática. Mas o fim do curso não é o fim do processo: é o começo do treino – e construção de estilo pessoal é projeto pra vida toda!

PRA QUEM É?:
pra quem sempre quis contratar uma consultoria de estilo e até hoje não o fez (custa 1/3 de uma consultoria e tem a mesma eficácia!); pra quem quer se conhecer melhor – em determinado momento de vida; pra quem quer comprar certeiro, passar menos tempo em frente ao armário ‘sem nada pra vestir”, versatilizar o que se tem ao máximo.

Clica aqui pra conhecer o programa completo e fazer inscrição!

09.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: mais oficina Nenhum Comentário

MARCAR CINTURA REJUVENESCE

Na época da vida em que nossos hormônios tão fervendo (!!!) nossos corpos tem mais curvas e tudo que é característica feminina fica super evidente. E é processo natural do amadurecimento que essa produção de hormônios vá diminuindo — o que pode fazer com que nossos corpos naturalmente percam curvas e sejam “re-moldados” com formas mais retinhas.

Então, marcar cintura pode ser receita pra acrescentar sensação de jovialidade a qualquer look, em qualquer idade. De quebra, a gente reforça feminice: só quem tem cintura recuada (com medida menor que medidas de ombro e de quadril) somos nós, meninas: a qualquer tempo da vida, evidenciar essa medida menor distancia visualmente as nossas silhuetas das formas masculinas. Sacou?

E marcar cintura não necessariamente implica ‘usar cintos’ ou ‘escolher partes de cima super ajustadas’. Ó uma lista eficaz de “evidenciadores de cintura”:

_usar blusas mais curtinhas
_coordenar partes de baixo e de cima em cores contrastantes pra criar uma “quebra” de silhueta bem no meio do corpo
_prender atrás as faixinhas dos casacos tipo capa ou trench-coat
_prender a frentinha da blusa no cós
_usar terceira peça aberta, criando um vão vertical afinador no centro do torso
_escolher lingerie que deixe o peitinho bem confortável no lugar dele
_escolher peças que, mesmo soltinha, já são construídas com modelagem acinturadora
_fechar só os botõezinhos do meio dos cardigans 

 

08.09.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 4 Comentários

LEANDRA MEDINE E A MAQUIAGEM

Leandra Medine, do blog The Man Repeller, tem um post maravilhoso sobre o porquê de ela não usar maquiagem. A gente adora a abordagem dela sobre a moda, que diz que devemos nos vestir para nós mesmas, não para os outros (daí o nome do blog, que significa Espanta Homem). Clica que vale ler o post inteirão — aqui a gente cita esse pedaço super significativo do texto, traduzido pela Juliana Cunha:

“(…) o motivo pelo qual eu não uso maquiagem é que eu sou preguiçosa. E não me entenda mal: eu estou tão vidrada no mais novo creme milagroso antiidade quanto qualquer outra garota. O fato de eu não usar maquiagem não significa que eu não ligue para ter uma pele boa. Eu só não quero passar por essa pressão de que se eu não lavar o rosto, vou manchar todo o travesseiro. De que as bases de sustentação do rosto que eu tinha ontem à noite podem ficar presas na toalha do banheiro. Li em algum lugar que dormir de rímel aumenta a queda dos cílios em até 70%, então eu prefiro focar em ter algum cílio no meu olho, ainda que eles não sejam tão curvados quanto se eu usasse curvex e maquiagem.

O mais importante, no entanto, é que eu me sinto confortável na minha própria pele. Eu não detesto o que vejo no espelho. Ainda que legiões de outras pessoas não concordem comigo. Aceito o reflexo que pisca de volta pra mim com todas as suas falhas e pontos positivos. Entendo perfeitamente que tenho olheiras intensas debaixo dos olhos. Aprendi a apreciá-las. Notei que meu nariz vem fincando mais anduco a cada mês que passa. E tudo bem. Sei que as rugas que começam a invadir minha testa uma hora vão se instalar lá como moradoras permanentes. Meu pai tem rugas assim e elas me enchem de ternura.

Meus olhos nunca serão azuis, minha estrutura óssea jamais permitirá que você me confunda com uma modelo escandinava. Eu sou que eu sou e mesmo que isso implique ser “feia pra *******” eu acho isso, sei lá, bonito.”

04.09.2014 - 09:10 | Postado por juliana cunha Categorias: moda e consultoria 7 Comentários

QUENTINHAS, MESMO DE SAIA!

Sabe o que a gente curte aqui? Remar contra a maré – a favor de uma maré só nossa, pegando uma onda que tenha mais a ver com a gente do que com o resto do mar inteiro. A gente é assim com jeans, com preto… então por que não, no tempo frio, experimentar colocar as pernocas à vista?

Se a gente aquece bem os pezinhos (alô sapatilhas botinhas e oxfords, com solas não tão rasteiras – e alô alô palmilhas quentinhas!), se cobre as pernas com meias quentinhas (oi materiais que aquecem de verdade!), se completa o look com casaco/capinha e pescoço coberto (pashminas e cachecóis, lindos E ÚTEIS!)… é possível não passar frio e estar feminina, com cintura marcada, com pernocas delineadas e – melhor de tudo! – diferente da massa, contribuindo com criatividade pra um universo mais variado visualmente. Bem anti-pasteurização das modinhas, anti-todo-mundo-com-a-mesma-cara-o-tempo-todo.

Claro claro claaaro que look de frio com calça é mais seguro e é mais fácil – mas ó, a meia-calça quentinha pode (de verdade) aquecer mais que uma calça leve. E saias podem ser feitas de materiais tão quentinhos quanto os das calças, viu. Look bom pra gente sacar de vez em quando – e surpreender, e compartilhar inspiração com todo mundo à nossa volta. ;-)

01.09.2014 - 10:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 47 Comentários
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