ROUPA PRA “UM DIA”

“when you aren’t trying to be somebody,
who are you?
when you aren’t trying to be somewhere,
where are you?
when you aren’t  trying to be,
are you?
(gangaji via @daniellazylbersztajn)

A gente se acostuma (não devia) a carregar com a gente umas condições tipo: “quando eu emagrecer esses 8 quilos vai tudo ser mais fácil”, ou “quando eu descolar um namorado aí sim tudo vai funcionar”, ou ainda “quando eu terminar de pagar o financiamento da minha casa aí sim vou cuidar de mim”.

No trabalho como consultoras de estilo a gente aprende, ano após ano, que é quase fantasiosa essa coisa de ter um “antes” e um “depois”. Não tem um ‘antes ruim’ e um ‘depois bom’ — especialmente em relação à nossa própria aparência. A gente faz o melhor que pode com os recursos que tem NO AGORA, pra ter um antes bacana e um depois muuuito mais bacana: mesma pessoa, mesma vida, mas aperfeiçoadas, melhores a cada nova experiência.

autoestima estilo pessoal confiança aceitação

O próprio trabalho mostra pra gente como faz sentido se desprender de condicionamentos pra criar, a partir do momento presente, o futuro que se quer. Com atenção, intenção e energia — e ó, temos visto tanta gente brilhar assim, indo atrás do que quer sentir (ao escolher roupas) e fazendo acontecer, vivendo bem com imperfeições e baixando expectativas pro nível humano. Ninguém tá pronto nunca, então que o processo seja divertido, oras!

Assim fica fácil encontrar sentido na idéia de só ter/comprar roupas muito legais — e usar todas elas, todos os dias da vida. O que a gente tem de mais incrível é o que tem que acompanhar a gente todo dia: não tem essa de “isso é pra uma ocasião especial” ou “vou usar pouco pra não estragar” — A VIDA TÁ ACONTECENDO, gente, e não tem rascunho pra depois passar a limpo. É agora e pronto: todo dia é especial e a gente merece, não merece? O melhor que a gente pode usar, todos os dias, não é “gastar” ou “usar errado”… é fazer valer o gasto.

E a gente acha poucas resoluções na vida podem ter impacto tão profundo quanto essa de aproveitar ao máximo o que se tem — e se mimar, se curtir, se aceitar e se permitir. <3

MAIS!
_essas idéias vieram desse nosso vídeo antiguinho
_“vale comprar hoje pra ser magra amanhã?”
_comprar deveria ser consequência de ser
_se conhecer é o caminho pra ser feliz (com moda)

03.08.2015 - 08:48 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 2 Comentários

POR UM ‘ARQUIVO INSPIRACIONAL’ PRÓPRIO

A stylist americana Rachel Zoe ensina no livro dela como a gente pode “pegar emprestadas” dicas de estilo pessoal das celebridades que a gente mais admira. O que ela sugere é que a gente colecione imagens que façam o olho brilhar, e daí comece a observar elementos que aparecem com frequência nessas imagens. Depois de identificar o que a gente gosta mais nessas referências (sensações, valores, detalhes, idéias), a sacada é procurar sentido pra apropriar aquilo ao nosso look e, aí sim, traduzir cada elemento pro nosso próprio estilo, do nosos jeitinho.

mural de referências consultoria de estilo inspiração

Tipo: vale pensar no que você mais curte e nos porquês de tanto gosto. No livro a gente tem exemplos das clientes dela: a Mischa Barton tem fascinação pela Twiggy; então a Rachel Zoe ensinou a atriz a usar sapatilhas e calças justinhas como a inspiração. Lindsay Lohan ama Brigitte Bardot e Marilyn Monroe — dá super pra identificar o estilão, não dá? Não é pra copiar — é pra inspirar, pra exercitar as nossas interpretações e a nossa capacidade de afinar escolhas. Se a gente ama tanto, se se identifica… certamente tem a ver com quem a gente é! Pro exercício vale colecionar imagem de pessoas, de acessórios, de coordenações de cores, de tudo — a gente aqui na Oficina acha até que vale também ter imagens de arquitetura, de comida, de paisagens, de design, etc etc etc.

Daí, com nossas coleções crescendo em referências variadas, a gente vai identificando elementos visuais e sensações que se quer procurar nas próprias escolhas, pra interpretar assim: isso é confortável pra mim? é possível acontecer no meu guarda-roupa, rende coordenações com o que eu já tenho? faz sentido pra rotina que se tem, pros horários, programas, ocasiões? E na medida em que a gente se aplica nesse exercício, nossas escolhas vão sendo aperfeiçoadas. E vai ficando até divertido (a gente garante!): a gente sempre pode querer comunicar alguma coisa com o look, né?

((post original de abril de 2008, agora revisado/atualizado!))

31.07.2015 - 08:10 | Postado por Fernanda Categorias: diário 28 Comentários

“TEORIA DO SAPATO VERMELHO”

Sabe quando a gente tá se sentindo super básica e vê numa vitrine um sapatinho vermelho desses incríveis? Sabe quando a gente pensa em ser “mais ousada”, “menos careta”, e aí compra na-ho-ra o sapatinho? Daí sabe quando a gente chega em casa e coordena um look todo pretinho, pra não ter erro, e arremata com o sapato vermelho (vale aqui substituir o look todo preto por uma outra possibilidade…. aquela com jeans + camiseta branca)???

NÃO NÉ GENTE!
Poxa, assim não!

Nesse tipo de coordenação o que aparece é só-e-somente o sapato vermelho — e a ousadia, a criatividade, a vontade de ser original que motivou a compra e a coordenação ficam pra trás. Porque né, desde quando é super original coordenar cor com preto — ou com qualquer outra coisa basiquinha demais?

teoria do sapato vermelho consultoria de estilo personal stylist

E esse é um dos exercícios que a gente mais treina com nossas clientes de consultoria de estilo: beeem mais legal pode ser coordenar os nossos sapatinhos coloridos (e bolsas e lenços e paletós e o que mais tiver cor!) com algum outro elemento no look que também chame atenção. Tipo: look bacanérrimo com peças de texturas diferentes, daí entra o sapato vermelho. Ou acessórios impactantes que super se destaquem — super legais se usados no mesmíssimo look do sapato vermelho. Ou ainda: coordenação de peças com estampas diferentes, e aí sim, junto com o sapato vermelho.

E sapato vermelho, aqui, vale como referência pra qualquer outro item dos nossos guarda-roupas que a gente “reserve” pra usar com um ‘look-nada’, com medo de ficar extravagante demais (alô teste dos 10 pontos!). Pode ser muito legal coordenar pontos de cores no look: alguns deles :) e nunca um só, solitário, sem conexão ou harmonia com o todo.

Sabendo que as cores chegam-chegando, um desses pontos coloridos da coordenação pode, inclusive, ser propositalmente posicionado pertinho do rosto de quem usa — pra garantir que a atenção e o olhar sejam atraídos pro que realmente importa em qualquer look: a gente mesma! A gente entende que “sapato colorido” pode ser um ‘algo a mais’… e não o elemento mais importante do look. Mais importante é o conjunto, é a criatividade, é a inteligência de coordenar. <3

((post original de dezembro de 2009! o tempo se diverte quando a gente voa!))

27.07.2015 - 10:05 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 86 Comentários

LIMPEZA ESTRATÉGICA DE GUARDA-ROUPA

Não dá pra jogar todas as nossas roupas fora e começar um guarda-roupa do zero. Isso até pode acontecer em programas de TV, mas na vida real é inviável! Esperto é programar limpezas periódicas no próprio armário – e limpeza não quer dizer passar um pano de pó, mas tirar dos nossos ‘acervos’ tudo que não funciona mais. Por isso mesmo, por ser uma atividade que coloca foco no que a gente tem de mais legal, aqui na Oficina a gente chama essa limpeza de ‘revitalização': o resultado dessa triagem faz parecer que as roupas que ficam são todas novas. As direções do que NÃO precisa ocupar espaço (físico e mental!) no guarda-roupa podem ser:

* tudo aquilo que não serve mais (tanto pro nosso corpo, quanto pra nossa vida)
* peças que não são do nosso tamanho
* tudo que já foi usado à exaustão e já tá velhinho
* peças manchadas, furadas, mal conservadas
* peças que a gente põe-e-tira toda vez que vai sair

limpeza de guarda-roupa revitalização

Quando a gente se propõe a exercitar essa revitalização periódica e mantém um guarda-roupa só com o que funciona de verdade (usando auto-honestidade e objetividade como aliados) consegue enxergar direitinho o que tem, a quantidade de possíveis coordenações se multiplica e parece que cada peça vale por cinco!

A cada revitalização a gente já detecta e define necessidades, pra então delinear lista de futuras aquisições — momento super propício esse de estudo do que se tem, avaliação de vontades e planejamento pra looks futuros — pensando em variações de estação e de demandas da vida. No trabalho como consultoras a gente tem experimentado mais e mais com as nossas clientes a sensação de voltar a gostar das próprias coisas <3 a partir desse novo olhar, dessa intenção de fazer a roupa durar no guarda-roupa sempre de maneiras diferentes, frescas.

Mais sobre revitalização de guarda-roupa aqui no blog:
_dicas muito práticas pra revitalizar o guarda-roupa
_quantidades proporcionais de peças que constróem um bom guarda-roupa
_como definir quantidades de cores neutras e cores coloridas pra se ter no armário
_direções de organização de guarda-roupas
_guarda-roupa inteligente em 5 lições valiosas :)

16.07.2015 - 10:52 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 4 Comentários

GUIA CONSCIENTE DE COMPRAS ONLINE

É muito possível comprar com consciência via internet, viu! Dá trabalho e é pras fortes, pra quem topa assumir responsabilidade em todos os níveis da compra. Mas compensa :) e pode dar menos errado e render satisfação prolongada no guarda-roupa com esse nosso passo-a-passo aqui, ó.

guia consciente de compras online da oficina de estilo

 PREPARO
Antes mesmo de sentar em frente ao computador ou trazer o tablet pro colinho, a gente pode:

_dar aquela olhada no armário pra mapear cores (tem mais neutras ou mais coloridas? mais claras ou mais escuras?);
_mapear também quantidades de partes de cima e de baixo (levando em consideração as de trabalho e de lazer, de balada, de ficar em casa, etc);
_ter uma anotação com medidas: as mais úteis são altura (pra comparar com a da modelo nas fotos dos sites e tentar prever alturas de barras), circunferência de peito, de cintura e de quadril, largura dos ombros, comprimentos dos braços (pra comparar com os comprimentos de mangas).

De saída a gente garante: consumo consicente é o que FAZ A DIFERENÇA nas nossas vidas. Então é natural que o que a gente menos tenha (tipos de cores que a gente tem menos, tipos de peças que a gente ainda nem tem…) seja o que pode mais fazer render o que a gente já tem, dando cara nova às nossas coisas mais antigas.

PESQUISA
Daí, com algum foco, é possível selecionar umas 4 lojas online legais pro que se pretende encontrar: as que tão mais perto da gente (na mesma cidade, no mesmo estado, em estado vizinho, no mesmo país), as que tem política de troca mais tudo-a-ver com a gente (busca a troca em casa? tem que levar no correio? facilita o envio, paga o envio? tá fácil encontrar um número de telefone pra ligar lá?), as que tem o tipo de entrega que a gente prefere (tem entrega facilitada em menos dias? tem fretes mais em conta?).

E então, com esses 4 sites abertos, a gente dá aquela repassada marota nas novidades de cada um :) pra então clicar nas seções de peças específicas — tamos atrás de blusas? de saias? de calças? de sapatos? A idéia é especificar tanto quanto possível a nossa pesquisa, e assim facilitar a seleção. Vale já passar tudo no filtro da numeração/do tamanho e do preço (a gente aqui ama muito o filtro que mostra as peças na ordem baratinha pra mais cara).

SELEÇÃO
A essa altura a quantidade de peças disponíveis pra gente avaliar já é bem menor que a que os sites disponibilizam no geral (UFA!). No passeio pelas peças, já pode abrir em outras abas as peças que tem valor ok pro nosso orçamento, as que tem a ver com as direções de estilo que a gente delineou na etapa de preparo, as que parecem ser super ótimas assim à primeira vista. Daí vale avaliar pra cada grupo de peças:

_de que material as peças são feitas? quais são de tecidos naturais e tecidos sintéticos? quais valem o preço, pensando nisso?
_demanda uma manutenção que caiba no meu estilo de vida? vou conseguir lidar com a lavagem demandada?
_tá bonito na modelo? o caimento tea bacana? as medidas da peça batem com as minhas medidas (com uma folga)?
_era isso mesmo o que eu queria? eu preciso disso?

DEFINIÇÃO
Com umas 3 peças finalistas pra definir, vale re-lembrar o que se tem no guarda-roupa e pensar em possibilidades variadas de uso (a gente aqui gosta de pensar pelo menos 3 looks diferentes com a mesma peça). Se a peça não rende essas 3 possibilidades, tá muito fora da seleção, né?

COMPRA
A gente nunca, em circunstância alguma, compra

_o que não ama,
_o que não vai usar (ou não tem função clara),
_o que já tem (alô duplinhas).

Né?

Daí é clicar, pagar e acompanhar os emails de confirmação e envio. E quando chegar a compra, é bom conter a ansiedade e abrir a embalagem com cuidado, sem estraçalhar o pacote — se for o caso de devolver, muitas vezes a gente re-envia a mercadoria na mesma caixa que recebeu. Bom também experimentar no primeiro momento pós-recebimento, pra não correr o risco de perder prazos de devolução (que geralmente são de 7 dias a partir da entrega).

((Comprar online funciona melhor com quem tem facilidade de desapegar: a gente quer muito alguma coisa, faz todo esse processo aqui pra pesquisar, selecionar, etc… e quando chega, eventualmente não dá certo mesmo. É a vida, fazer o quê? Desapegar, mandar de volta, esperar o estorno no cartão. Com maturidade, com serenidade, que ninguém vai deixar de ser feliz por isso.))

FEEDBACK
Com experiência boa ou ruim, é legal mandar email pra loja online e contar como foi, dizer o que foi mais legal e o que pode melhorar. Essa é uma modalidade super nova de consumir, e a gente pode assumir responsabilidade por moldar um mercado mais legal a partir da nossa própria experiência.

A gente aqui sempre manda email pedindo ajuda quando o site não disponibiliza informação de procedência das peças (produzido na China? em Bangladesh?), quando tem dúvida sobre numeração (às vezes as medidas de uma numeração parecem bem menores ou bem maiores do que o comum… a gente escreve pra perguntar se a modelagem é propositalmente pequenina ou maiorzona), quando o material tem um nome fantasia (“tecido alfaiataria”, “toque de seda”), quando tem dúvida sobre prazo de entrega (quando clientes precisam receber algo pra levar em malas de viagem, por exemplo, a gente se certifica dos prazos de empacotamento e encaminhamento pro correio).

UM SICERÃO PRA TERMINAR
A gente aqui na Oficina entende que consumo consciente significa comprar o essencial, escolhendo com clareza onde (e no que) deixar o dindin gasto, com propósito de uso/versatilização, com disposição manter e fazer durar.

Essas direções já tão mapeadas por quem se propõe a estudar o próprio guarda-roupa, quem procura ter clareza de vontades (quem sabe o que quer sentir e como quer se parecer) — e por isso mesmo busca informação de moda pra fazer na prática isso acontecer — seja aqui no nosso blog ou com o nosso livro <3 ou em tantas outras ótimas referências disponíveis hoje (se liga no nosso blogroll!).

A gente também tem levado em consideração não só o que é bom pra gente, mas o que não é ruim nem pra outros serzinhos humanos e nem pro mundo. Ética + estética, sabe como? Tamos estudando materiais e processos que não inviabilizam reuso e que não reforçam escassez de recursos; tamos ligadas no app ModaLivre (pra iphone e pra Android) pra saber quem repassa o nosso dinheiro pros funicionários e quem lucra às custas de sofrimento, tamos preferindo escolher o que é atemporal e pode durar muuuitas temporadas no GR sem datar.

Ó que tem mais info pra quem mais quiser estudar junto com a gente!

_Não faça gastos, faça as coisas gastarem
_Por que não comprar roupas de fast-fashion feitas na China
_Não adianta mudar de marca, você precisa mudar a sua lógica de consumo
_Lista de algumas marcas que a gente aqui na Oficina curte (e das que a gente evita)

30.06.2015 - 09:01 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 24 Comentários

MAQUIAGEM BÁSICA PERSONALIZÁVEL :)

É com o rosto que todas as nossas clientes interagem com o mundo — não com o peito ou com o quadril ou mesmo com a roupa que escolhem vestir. Então a gente ensina pra cada uma delas que a nossa entrega na consultoria de estilo não tá completa sem esse toque, sem esse acabamento: o da melhora de semblante que a maquiagem pode proporcionar.

maquiagem básica personalizável oficina de estilo consumo consciente consultoria de estilo

E ninguém precisa ser expert em maquiagem pra estar “tomada conta”: a gente tem uma fórmula boa aqui pra que, com pouca coisa e com pouco tempo, quem quiser consiga experimentar, exercitar e buscar (se for o caso) aprofundamento da própria relação com o universo da beleza. Se fosse pra ser difícil não era Oficina de Estilo, né! ;-) Sem precisar comprar 120 versões de paletas de sombra marrom pra parecer que não tá usando nada! Que maquiagem tem data de validade né, e não faz sentido nenhum ter toneladas de excesso, comprar pra descartar.

O que a gente considera como fundamento pra garantir aparência fresca e cara de “pronta pra vida” é também super customizável, ó:

_pele uniforme
_olheiras disfarçadas
_olhos destacados
_bochechas coradas “de saúde”
_lábios hidratados

Sacou? Esses cuidados aqui podem rolar na prática com produtos variados, de jeitos diferentes, com a habilidade, a destreza e o tempo que cada uma de nós tem disponível pra isso, nos nossos estilos pessoais singulares. Na medida em que se quer, com o dindin que se tem, começando do começo e fazendo o melhor possível — pra, com o exercício constante, melhorar todo dia um pouquinho mais.

24.06.2015 - 17:32 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 4 Comentários
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