ESPONTANEIDADE DE MENTIRINHA

A gente reclama tanto de revistas femininas, da TV e da propaganda — desse esquema de sugestão de perfeição impossível de alcançar, que mascara a vida real com mulheres lindamente photoshopadas, faz a gente se sentir oprimida (quem nunca?) e que conduz geral a aliviar essa angústia… com compras. A gente aponta o dedo, toma consciência dessa “manipulação” de mídia, mas sem perceber tem feito a mesma coisa com as nossas vidas na rede social.

Geral editando as próprias vidas, limpando toda sujeirinha, selecionando fragmentos de realidade pra só compartilhar a fração mais maravilhosíssima do próprio cotidiano ~ em especial nos looks do dia. E vejam bem, a gente AMA a rede social e é muito entusiasta do compartilhamento (em tudo!). Mas a gente entende que uma coisa é dividir com amigos (e com quem se tenha afinidade) as nossas aspirações, vivências, experiências; outra coisa é se colocar na posição de modelo ou de exemplo — e isso é ainda mais cruel do que o que a operação manipuladora da mídia.

Quando a gente edita/limpa a parte natural da vida e usa quaisquer ferramentas pra só exibir roupas perfeitas, maquiagens perfeitas, viagens perfeitas, filhos perfeitos, casa perfeita, refeições perfeitas, fins de semana perfeitos… a gente perde nossa humanidade e, por consequência, a liberdade de aceitar nossas próprias singularidades. Enquanto a gente não aceita e abraça as nossas próprias singularidades, a gente não se liberta pra também admirar essas singularidades nos outros. E aí não tem como não competir. :(

Então a rede social vira um espaço de competição e de corrida e de angústia, em que a gente se esforça pra camuflar o que tem de imperfeito e se pergunta a cada foto: “gente essa pessoa é tão como eu, tá tão próxima de mim… como ela consegue ter essa vida espetacular e eu não?”. Ces entendem? A revista Caras já oprimia a gente com famosas sem celulite tomando banhos de banheira com pétalas de rosa numa ilha paradisíaca… a gente não precisava ter trazido a Ilha de Caras pro Instagram.

Não tem como a gente incentivar/valorizar singularidades dizendo “olhe pra mim como referência”. Mesmo que essa referência pareça muito espontânea, pra existir na rede social ela é fragmento de vida apenas, calculadamente compartilhada pra construir uma narrativa manipulada (e esse exibicionismo é o oposto do exercício da empatia). E se a rede social ~a internet toda!~ é abastecida pelos usuários, então qualquer mudança de rota tem que partir das nossas próprias postagens, dos nossos próprios comentários, do nosso questionamento individual… pra assim impactar o coletivo. Vamos?

30.03.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 6 Comentários

BILIOTECA DE CONSULTORIA DE ESTILO

Esse texto já começa com o disclaimer de não querer ser rígido ou imutável, de não terminar aqui (ou em si). Livros são feitos o tempo todo, a gente vai tendo acesso e lendo na medida de interesse pessoal e tempo disponível, então esse compartilhamento pode (ao longo da vida!) ser incrementado, crescer, continuar — ces sabem que a gente mantém uma hashtag no Instagram só pra compartilhar nossas leituras? Põe lá #bilbiotecaODE pra ver ainda mais!

A gente reuniu o que de mais valioso passou pelas nossas leituras ao longo da nossa experiência como consultoras de estilo: essas indicações garantem complemento certeiro e eficaz pra tudo que a gente estuda na escola de personal stylist. Aqui na Oficina a gente já teve e já leu muitos, mas muuuitos livros — esses daqui são os que sobreviveram a todos os desapegos, que a gente continua mantendo na mesa de trabalho, continua consultando… são os nossos essenciais.

COLOR WITH STYLE — Donna Fujii

Esse é tão velho mas tão velho que nem a gente quando tentou comprar conseguiu: descolamos um emprestado (provavelmente com a nossa professora/mentora) e fizemos uma xerox colorida — era 2003 ou 2004 e na época ainda rolava. É o melhor livro de cores que a gente já conheceu, com conteúdo raciocinado e fórmulas que, quando estudadas direitinho, levam pra muito além das próprias fórmulas. Com ele a gente aprendeu muito sobre cores nas coordenações propostas em roupas e acessórios (até em maquiagem e cabelo também!), sobre ilusões de ótica que elas produzem e sobre efeitos na silhueta que podem criar.

PLUS STYLE — Suzan Nanfeldt

Quer ser sobre gordinhas, mas tem conteúdo tão consistente que vira uma aula sobre todo tipo de forma e silhueta (pra quem se dispõe a raciocinar). — especialmente pra quem tem interesse em não limitar o próprio trabalho como consultora a “tipos físicos padrão”. Propõe muitas possibilidades de uso de elementos visuais pra equilibrar/suavizar silhuetas, mostra efeitos comparativamente, e levou a gente a pensar em serzinhos humanos como um todo (e não em partes!). De quebra tem um capítulo muito bom sobre maquiagem, sugerindo uma maneira muitíssimo personalizável pra gente trabalhar cada cliente do sei próprio jeitinho.

I DON’T HAVE A THING TO WEAR — Judie Taggart e Jackie Walker

Traz uma abordagem realista, prática e muito possível pra trabalhar guarda-roupas — sem desconsiderar toda a parte emocional envolvida nessa etapa da consultoria. Tem exercícios super poderosos de autoconhecimento pra gente propor pras clientes, que de tão bons podem levar pra resultados não só no GR mas também na etapa de compras. A partir dessa leitura a gente começou a raciocinar as mil motivações pra abarrotar armários, pras dificuldades de desapegar que algumas clientes tem, pras compras feitas impulsivamente por elas. E no finzinho tem um capítulo super super consistente sobre fazer malas.

LOOKING GOOD — Nancy Nix-Rice

Melhor de todos, melhor livro de consultoria que a gente já conheceu na vida! Ensina e treina identificação de elementos visuais impactantes pra silhuetas e personalidades variadas, mostra como avaliar caimentos e construção de qualidade nas roupas, demonstra em ilustrações super didáticas como o olho pode ser “enganado” pelas ilusões de ótica que as roupas/acessórios podem criar. Essa leitura ensinou a gente a valorizar o estudo do estilo de vida e da rotina das clientes como suporte importantíssimo pra todo o estudo de personalidade e preferências que a gente aprende na escola (só assim a gente consegue construir GRs que facilitam vida de verdade!). Sugere cortes de cabelo pra complementar estilo/formato de rosto de um jeito super legal.

GUIA PRÁTICO DOS TECIDOS — Maria Helena Daniel

O livro já começa com uma explicação super clara e super ‘vida real’ dos tipos de tecidos que a gente encontra no mercado — essencial pra gente orientar nossas clientes a fazer escolhas certeiras, personalizadas a partir das demandas e rotinas de cada uma. DAí o conteúdo segue explicando uma por uma das variações possíveis desses materiais com técnica na medida e muitas muitas fotos, de maneira que a gente consegue entender, identificar e passar esse conhecimento adiante.

ONDE ENCONTRAR

No site da Amazon é possível encontrar alguns desses pra comprar direto da loja — em formato impresso (entrega no Brasil numa boa) ou até em formato digital, pra Kindle. É mais possível ainda encontrar exemplares usados pra comprar direto de pessoas, a própria Amazon intermedia (tem só que pesquisar fretes e envios separadamente, direto com os vendedores). Vale buscar pelos nomes das autoras e pelos títulos dos livros.

A gente listou aqui os links das autoras que tem site (os que a gente encontrou!), pra mandar email e tentar comprar direto com elas. E o exemplar nacional da lista tá disponível em livrarias online e também da vida real (se não tiver disponível é só pedir que as próprias livrarias encomendam por demanda).

POR QUE SÓ TEM UMA INDICAÇÃO NACIONAL?

A gente também sente falta de trabalhos feitos aqui no BR com inteligência e originalidade, como esses americanos que a gente listou. Mas até hoje tudo que passou pelas nossas prateleiras ~sobre consultoria de estilo, bem especificamente~ era reprodução desses conteúdos já publicados (sem nem adaptar pras peculiaridades nacionais!), ou idéias muito teóricas e pouca práticas — geralmente recheados de opinião pessoal e achismo que né, não servem pra quem quer trabalhar personalizadamente, artesanalmente e não em série. Considerando, claro, que a gente não conhece tudo que já foi publicado na nossa área e que essa seleção representa opinião pessoal embasada pela nossa experiência: pode ser que existam livros incríveis daqui do BR que a gente ainda não cruza

MAS GENTE ESSES LIVROS TEM CAPAS MUITO FEIOSAS!

Isso que ces ainda nem viram os recheios! Eles são sim muito feios, com projetos gráficos datados e fotos muito loucas (MUITO). Considerando que esses ensinamentos são valiosos desde o tempo em que foram organizados por essas autoras maravilhosas-generosas, que todo o material gráfico apresentado é efetivamente muito didático e que a gente tem hoje o Pinterest pra pesquisar e estudar referências mais atuais… então essa feiúra gráfica perde importância. :)

24.03.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 7 Comentários

COSTUREIRA EM CASA TODO MÊS!

Olha como o próprio trabalho ensina coisas boas pra gente todo dia: uma das nossas clientes contou, tempos atrás, que combinou com a costureira dela uma visita mensal (todo dia x) pra sempre ter tudo em dia no armário! Durante o mês, na medida que vai percebendo botões soltando, costuras se desfazendo, pequenas oscilações de peso que demandam ajustes am cinturas e barras (tipo isso), ela vai separando tudo numa sacolona dentro do guarda-roupa mesmo.

E no dia combinado, todo mês, a costureira chega com sua própria máquina (ooolha!) e já acerta tudo lá na casa da cliente mesmo, numa tarde só. O marido e a funcionária aproveitam pra rechear a sacola com punhos de camisa que precisam de revisão ou com toalhas de mesa com barra se desfazendo… não é demais? A cliente acerta tudo, fica sem pendências, paga tudo de uma vez, um adianto. Assumindo responsabilidade por fazer a vida útil da roupa duraaaar (e o dinheiro gasto ter mais valor).

Vale pensar em adaptar a idéia pra também assumir essa responsabilidade, não? Dá pra prever na agenda uma visita mensal/bimestral à costureira do bairro, vale descolar um cesto lindo pra juntar os ajustes-da-temporada no próprio armário, vale combinar esse “novo modo” de trabalho com a costureira do coração e compartilhar com amigas (pra otimizar deslocamento da profissional) — de repente até fazer rotatividade, cada mês na casa de uma amiga.

MAIS:
Caimento é mais importante que etiqueta
Como ajustar a cintura dos jeans
Diferenças entre ajustes e reformas
Ordem de preocupação na costureira

23.03.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: diário 116 Comentários

KIT DE MANUTENÇÃO NO GUARDA-ROUPAS

Se a gente se dispõe a construir um guarda-roupa conciso, com peças versáteis e super coordenáveis entre si, todas com a melhor qualidade que nosso dinheiro puder pagar… a gente também precisa se dispor a cuidar disso, né? Roupa boa, que a gente usa bastante, pode passar por manutenções periódicas pra ter vida útil prolongada. Vale montar um mini-kit manutenção ~uma caixa de primeiros socorros!~ pra deixar no próprio armário, à mão, pra essa manutenção periódica — ou mesmo pras pequenas emergências que possam surgir no dia-a-dia (e como elas surgem, não?).

Nos guarda-roupas das nossas clientes a gente sugere ter:

_tesourinha de ponta
_alicates de bijú
_alfinetes de cabeça
_cola de tecido
_colchetes e tic-tacs (paras prendadas que souberem pregar!)
_escova de dentes para tirar sujeirinhas de fivelas e reentrâncias de acessórios
_elásticos tipo de dinheiro
_linha clara e linha escura + botões extra
_navalhinha específica para tirar etiquetas (fácil de encontrar em armarinhos)
_pinça ou alfinetão para passar elásticos por costuras
_papa-bolinhas ou lâmina tipo gilete pra tirar bolinhas de tricôs

Desses, os que mais “salvam-vidas” são alfinetes e os elásticos, sabia?

Na nossa rotina como consultoras de estilo a gente se pega ensinando clientes a usar alfinetes pra colocar no lugar uma alcinha fina que eventualmente explode da blusa, a fazer mini-pences e ajustar provisoriamente alguma peça, a manter no lugarzinho da cintura faixas que insistem em subir ou descer (a gente prende alfinetes nas laterais da peça formando passantes quase invisíveis), pra fazer o decote só mostrar a quantidade de pele que a gente quer, pra juntar as alças do sutiã nas costas de modo que ele não apareça com decote tipo nadador, pra fechar o pequenino vão que às vezes fica abertinho entre um botão e outro de camisa. Ufa!

E a gente procura ter com a gente alfinetes em tamanhos diferentes, em metal prateadinho e também dourado.

Os elásticos a gente usa pra garantir conforto e praticidade ao que cada cliente veste, atendendo a demandas específicas. Dá pra segurar mangas no lugar — “vestindo” o elástico no braço todo ou envolvendo o botão do punho com uma alcinha-elástica presa na casa, sabe como? Pra clientes grávidas o elástico funciona como alargador de cinturas quando a gente prende o elástico na casa do cós e estica pra passar em volta do botão. Vale até usar como “encompridador” de colares mais curtos, quando a gente prende numa ponta do fecho o elástico e estica até a outra… e camufla a gambiarra no pescoço bem embaixo do cabelo, ó!

Mas né, só vale ter o que se usa ou sabe como usar… ter um monte de apetrechos só pra empoeirar é muito pouco esperto. E não precisa saber usar tudo — hoje a gente tem nas alamedas de serviços dos shoppings um monte de pequenas oficinas que cuidam desse tipo de manutenção rápida. A gente precisa só estar de olho pra cuidar, levar, fazer acontecer.

Dá pra ter essas coisinhas numa caixinha, ou num copinho bem lindo, ou numa cestinha. E nossas colegas de profissão podem também ter pequeninos kits como esse em necessaires/bolsinhas pra levar consigo nas etapas práticas da consultoria (guarda-roupas, compras, montagem de looks) pra já ensinar as clientes a usar também!

17.03.2015 - 08:15 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 44 Comentários

SOFISTICADORES INSTANTÂNEOS DE LOOK

Quando acontece da gente ter mudança na carreira ou na idade ou no lugar onde a gente mora, certamente nosso guarda-roupa demanda mudaças também — roupa tem que acompanhar a vida de quem usa, né? Muito natural na medida em que a gente vai amadurencendo, crescendo em produção/entrega profissional: ninguém deixa de ser quem é, a gente continua com gosto semelhante, preferências semelhantes… mas eventualmente surge essa vontade de sofisticar. Boa notícia é que é possível, com conhecimento e disposição, manipular elementos visuais que “elegantizem” o look — sem precisar fazer compras ou mudanças radicais. Ó que essas direções aqui podem ser customizadas e personalizadas pra acontecer em todo tipo de guarda-roupa!

PESCOÇO ALONGADO EM DECOTES ABERTOS
Não só pescoço, mas pulsos e tornozelos à mostra sempre acrescentam um toque sofisticado à aparência: partes do corpo mais fininhas à mostra criam sensação de uma figura toda mais afinada/alongada, e figura mais alongada sempre parece mais elegante (pensa em garças, flamingos!). E pra complementar a gente tem aqui no blog toda uma lista de ilusões de ótica que alongam silhueta, clica pra ver.

VISUAL SEM QUEBRA DE COR NA CINTURA
Mesma idéia dessa primeira direção aqui em cima: quanto mais alongada a silhueta parecer, mais sofisticada a aparência inteira também parece. A gente coordena looks sem quebra de cor na cintura quando usa partes de baixo e de cima do look com cores que tenham características semelhantes (tudo claro, tudo médio, tudo escuro, tudo super opaco, tudo super intenso-brilhante…), ou quando junta peças nas mesmíssimas cores, ou em cores diferentes com tonalidades semelhantes — sem criar dois blocos “distintos” e separados na silhueta, sabe como?

TRÊS CORES (NO MÁXIMO) POR LOOK
Quanto mais cores num look, mais informal ele fica. Esse é o mandamento que tem efeito mais imediato na hora de sofisticar um guarda-roupa, especialmente nos looks profissionais. Bom pra quem quer dar essa “elegantizada” é manter três cores no máximo por look — e se a maior parte da coordenação tiver cores neutras e calmas (apenas com pontos de cor colorida ou vibrante), a mensagem é transmitida com ainda mais eficácia (ó uma fórmula boa logo aqui embaixo).

CORES NEUTRAS NA ROUPA, COLORIDAS NOS ACESSÓRIOS
Mais de coordenações que sofisticam: na hora de selecionar as três cores, a gente pode dar preferência à peças de roupa em cores neutras pra deixar as cores coloridas pros acessórios que usar (coordenações de neutras com neutras são sempre uma pedida elegantona). Assim as cores coloridas marcam presença e alegram o look, mas em “pequenas doses” — equilibrando mensagens e comunicando jovialidade, frescor, flexibilidade.

UMA ESTAMPA OU UMA TEXTURA POR VEZ
Estampas e texturas são “informalizadores” de look. Então, quanto mais estampas e texturas num visual, mais informal -e menos sofisticado- ele pode ficar. Quando o look tiver textura ou estampa elas podem ser o ponto de partida pra coordenar todo o resto, com tudo mais liso e neutro na composição!

TRÊS PECAS EM CADA LOOK
A gente continua achando que look com uma terceira peça como complemento é sempre mais elegante e sofisticado do que looks mais simples. Dá chance de coordenar cores com inteligência, selecionar estampas e texturas pra acrescentar maturidade, incrementa pra fazer o nosso look lembrar o terno dos rapazes. Clica aqui pra conhecer mil jeitos de acrescentar a terceira peça ao look — no calor e no frio, no ambiente mais arrumadão ou mesmo no mais informal.

BLING-BLING NOS ACESSÓRIOS
Materiais lustrosos nos acessórios, assim só em pequenas porções, tiram a linearidade do look-geralmente-opaco de trabalho — e podem incrementar o visual com gotinhas de glamour sem que a gente fique com “cara de festa”. Vale pensar em colar pulseira anel brinco em metais dourados e prateados, sapatos e bolsas de verniz, broches com cristais ou formas em acrílico, cintos que tenham fivelas metalizadas, pedras translúcidas e mais. (Clica pra uma tabelona de materiais variados e possíveis coordenações entre eles!)

CAIMENTO SOLTO SEM GRUDAR NA PELE
Essencial pra parecer elegante é não parecer apertada, desconfortável ou mesmo não parecer mais sensual do que um ambiente profissional comporta que a gente seja. O caimento de tudo que a gente usa (pra trabalhar) pode seguir a silhueta e definir formas, mas sem grudar na pele, sem que a gente chame mais atenção do que a nossa entrega profissional. Jóinha?

MATERIAIS DE QUALIDADE
Outro essencial: não adianta a gente querer sofisticar e usar materiais dos mais informais do universo (tem um monte de direções sobre acessórios, em especial, aqui, clica!). E material de qualidade não significa material caro — significa o melhor material que o nosso orçamento pode comprar, bem conservadíssimo inclusive.

PERSONALIDADE NO LOOK (e no modo de usar essas sugestões!)
Uma listona dessa serve pra informar, pra dar conhecimento prático prontinho pra ser usado — e pra ser usada como exercício, com a cara de quem usa, identificando em quaisquer guarda-roupas os elementos sugeridos aqui pra fazer o exercício acontecer. Essa listona não quer deixar ninguém com cara de mais séria, nem de quadrada/antiquada, nem quer moldar ou engessar o vestir. A gente entende que é possível adaptar essas direções pra profissões diferentes e que tem também (MUITO!) como compensar uma sugestão com outra, devagarzinho, experimentando.

E MAIS:
Lista de fórmulas boas da Oficina de Estilo
Profissional mas não careta!
Direções pra se sentir mais leve visualmente (emagrecedores)
Amadurecendo o look (parecendo mais velha), mas nem tanto!
Idéias práticas pra coordenar cores com criatividade

16.03.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 36 Comentários

NOSSA “COOPERATIVA” DE PERSONAL STYLISTS

A gente aqui na Oficina coloca energia e disposição na construção de um ambiente de trabalho não competitivo, mas de cooperação. Por isso desde 2013 a gente mantém uma cooperativa informal, um grupo fechado pra estar em constante contato com todas as colegas de profissão que utilizam a metodologia da Oficina nos seus trabalhos. As participantes dessa cooperativa não só fizeram o nosso curso de formação mas também passaram por experiência prática de atendimento em consultoria — já personalizando a estrutura da metodologia aprendida com clientes-voluntárias, por 8 semanas logo na sequência das aulas e com a nossa supervisão atenta.

A intenção de se manter em contato, como uma comunidade, é promover troca e crescimento — colaborativamente, exercitando empatia e proatividade na busca de soluções (que mesmo partindo do âmbito individual, sempre enriquecem o coletivo). No grupo a gente tira dúvidas, pede ajuda (e se ajuda!), compartilha projetos e propostas, repassa trabalhos e clientes, se abastece de conteúdo valioso que aperfeiçoa nossa entrega profissional e complementa nossa formação. E a partir da postura generosa e da criação de caminhos raciocinados/discutidos/refletidos em grupo, o mercado inteiro ganha relevância.

Uma das coisas mais legais dessa nossa empreitada é a agenda mensal de workshops que a gente organiza a preço de custo (só pro grupo!): profissionais de áreas complementares à nossa são convidados a conhecer a nossa maneira de trabalhar, o nosso mercado, pra então montar programas especiais pra grupos de personal stylists. O custo de cachê do profissional em questão + aluguel de espaço + cafezinho/água/belisquetes é somado e dividido por quem participa do programa, e assim a gente tem oportunidade de crescer JUNTAS em conhecimento e habilidades, investindo valores justos-justíssimos pra todo mundo envolvido.

Na cooperativa já tivemos workshops sobre sustentabilidade no vestuário, compulsão alimentar/de compras, consultoria de estilo pra homens, empreendedorismo criativo, redes sociais e produção de conteúdo autêntico pra internet, visagismo pra personal stylists, cadeia produtiva “ideal” na moda, fotografia e mais. Todos os temas apresentados nos workshops querem também promover desenvolvimento pessoal, pra que juntas a gente exercite questionamento e assim aperfeiçoe, com as nossas entregas, o sistema de mundo em que tamos todas inseridas. E ó, todo mundo que faz parte da nossa cooperativa tem nomes e contatos listados aqui no site, no nosso diretório de colegas de profissão.

Nossa profissão é novíssima e nosso mercado ainda está em formação — sendo moldado pela própria atuação de quem nele se propõe a trabalhar com alguma ética. A gente tem uma vontade “compartilhatória” de saberes e valores desde sempre e, desde que começamos a formar colegas com a nossa metodologia autoral, essa vontade virou missão. Aqui na Oficina a gente entende que individualmente cada profissional faz a diferença a partir de sua postura profissional: juntas, então, podemos muito mais.

10.03.2015 - 08:30 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 20 Comentários
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