LOOK DO DIA NÃO É PRA PERSONAL STYLISTS!

A idéia do ‘look do dia’ como ele acontece hoje é incompatível com metodologia de consultoria de estilo que foca em diversidade, singularidade, autoconhecimento e humanização (pra ter resultados relacionados a autoestima). Look do dia se baseia em comparação, que é o oposto de cooperação. Se baseia em peça de roupa — e na consultoria a gente se baseia em PESSOAS que vestem roupas (não é a roupa que faz a pessoa!). Look do dia apresenta marcas, querendo identificar grupos e por consequência padronizar. Se a gente (como consultoras de estilo) pudesse, construiria roupas 100% personalizadamente pra cada uma das nossas clientes.

look do dia

O trabalho de consultora, tão íntimo e próximo de cada cliente, nessa nossa metodologia não pode (de jeito nenhum) envolver comparação ou criar uma idéia/expectativa na cliente colocando nosso gosto pessoal como parâmetro. Não tem como a gente valorizar singularidades dizendo “olhe pra mim”. E mesmo que  haja super boa intenção no compartilhamento do próprio look, o mundo todo a mídia toda tá treinando as nossas mentes fortemente há tempos — e fica mais fácil deslizar pro comparativo do que abstrair e entender que look do dia é só referência.

Usar nossa própria aparência pra comunicar nossas habilidades técnicas — estar sempre linda não pra que a cliente pense “quero ser como ela” mas sim “uau como ela é capacitada pra manipular esses códigos do vestir tão direitinho”  dá respaldo profissional pra gente e rende segurança pra quem contrata nosso serviço. Então consultoria de estilo não é uma profissão pra quem quer ser o foco de admiração de alguém: na consultoria o foco é A CLIENTE, e o nosso trabalho é quase o de um mordomo, que serve e atua em bastidores. “Tem mais a ver com o pé do que com o sapato”, como uma mestra ensinou.

E o próprio trabalho é MUITO mais maravilhoso do que quem executa o trabalho! Não tem a ver com a gente mesma, não é sobre a gente mas sim sobre o trabalho — todas as nossas colegas de profissão com a mesma formação alcançam os mesmos resultados, e suas clientes se sentem exatamente como as nossas se sentem. A gente pode até ser legal (todo mundo é!) mas a metodologia é muito mais legal.

E um complemento:

“(…) porque eu não sou, nem nunca vou ser, nem devo ser, a medida das coisas. Utilizar a mim mesmo, minhas vontades e necessidades, o jeito que quero ser tratado, como se eu fosse o parâmetro para todas as outras pessoas é a essência do narcisismo e do egocentrismo. É o exato oposto de empatia. A outra pessoa deve ser tratada não como eu gostaria de ser tratado, mas como ela merece e precisa ser tratada.

E como vamos saber como essa tal outra pessoa merece e precisa ser tratada?

O primeiro passo é sair de mim mesmo e deixar de me usar como parâmetro normativo do comportamento humano. Essa é a parte fácil. Depois, preciso abrir os olhos e os ouvidos e o corpo inteiro, e reconhecer que existem outras pessoas no mundo, e que elas são todas bem diferentes de mim. E que o único jeito de perceber o quão diferentes elas são é enxergando-as, escutando-as, conhecendo-as.

Com atenção plena e empatia verdadeira.”

((trecho de um texto valioso sobre O OUTRO e não sobre a gente mesma que tá na íntegra aqui, ó))

20.04.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 11 Comentários

PANTACOURT: CALÇA CURTA OU BERMUDÃO?

Vejam só a pantacourt: essa peça de roupa tão “abrasileirada” com esse nome tão falsamente-glamouroso. Meio pantalona curta, meio bermudão longo, essa calça é fresquíssima, pode ter cintura alta ou baixa (o que facilita pra muitas silhuetas diferentes) e pode ser muito muito útil/versátil pra gente que vive num país tropical, informal-casual-que-quer-ser-arrumadinho, abençoado por Deus e bonito por natureza.

pantalonas curtas bermudão

O princípio da modelagem é ter caimento soltinho e barras em altura abaixo dos joelhos, meio na altura do começo da panturrilha: tipo as saias mídi, né? Já pode começar a desmistificar a proibição vazia sugerida pelas revistas de moda porque né, se tá todo mundo experimentando o comprimento intermediário das saias, então é muito possível também fazer acontecer com esses bermudões. Peça de roupa não tem efeito (na suilhueta) quando usada sozinha, e ninguém sai sem blusa sem sapato sem complementos de casa. A calça sozinha não encurta, não aumenta quadril, não faz nada. Mas coordenações de peças (e cores e caimentos e linhas e formas) podem sim minimizar quaisquer efeitos que a gente não queira criar ao vestir.

_Marcar cintura é sempre legal (especialmente se a cintura fica mais alta na modelagem escolhida) por que ajuda a manter sensação de tronco mais curtinho que pernas, que é a proporção que a gente tá acostumada a ver no corpo humano.

_Quem tem peitão/ombrão, barriguinha ou zero-cintura pode experimentar as pantcourts com cintura mais baixa (pra alongar/suavizar tronco pesado visualmente) e coordenar cores mais claras e vivas na parte de baixo do look. E decote em V sempre ajuda o grupo do peso visual na parte de cima da silhueta, viu, com quaisquer partes de baixo e não só com pantacourt!

_Gatas brasileiríssimas do quadril maior podem usufruir de pantacourts em tom mais escuro e mais opaco na coordenação que fizer, em comparação com a cor da parte de cima escolhida. Raciocina com a gente que isso é relativo, ó: pantacourt cinza pode ser mais clara e viva que preto, mas também pode ser mais escura e opaca que branco, sacou?

(Nessas comparações coordenando cores, vale lembrar que os tons mais escuros e mais opacos retraem visualmente a parte da silhueta que cobrem; ao passo que tons mais claros e mais vivos podem expandir visualmente. E dá pra fazer com tooodas as cores do mundo, comparando umas com as outras: a mais clara/viva pode cobrir o que a gente quer valorizar na própria silhueta, a mais escura/opaca pode disfarçar lindamente o que a gente não curte tanto.)

_Coordenar tonalidades semelhantes é sempre alongador de silhueta: experimenta compor parte de cima, parte de baixo e sapatos, tudo em tom claro, tudo em tom médio ou tudo mais escuro (mesmo em cores diferentes, tipo roxão, marinho, vinho sabe como? ou creme, branco, cinza claro!).

_Se a gente vive mais ocasião formal do que informal na vida, vale escolher pantacourt em tecido/material mais arrumadinho, tipo couro, seda, tafetá, crepes pesados — e quando quiser versatilizar, coordenar com sapatos mais despojados, camisetas em malha, jaqueta jeans.Se a gente vive mais no informal do que no formal, pantacourt em algodão, brim ou linho pode render looks arrumadinhos (pela modelagem!) mas ainda casuais — e aí a gente faz o upgrade coordenando com sapatos mais arrumados/de saltinho e partes de cima em tecidos sofisticados, com brilho, com acessórios festivos.

pantacourt
pantacourts com cara de hoje, desfiladas pela Maria Bonita em 2010 no SPFW (tá!)

E mais:

quem curte se vestir e experimentar coisas novas PRECISA manter em mente que todo mundo pode tudo, na medida em que quiser. Se tem restrição ou qualquer receio, o que vale é usar o raciocínio -e a criatividade!- pra manipular efeitos e vontades e então ser feliz em frente ao espelho. #revistasdemodanãonosrepresentam e as escolhas que a gente faz só dependem da gente, tão nas nossas mãos. Tem mais info aqui pra quem quiser estudar ainda mais, ó:

_Como usar calças largonas
_Comoo usar calças curtinhas
_Como usar calças de cintura alta
_Bermudas pra usar no frio e no calor
_Como usar bermuda e meia-calça
_Direções certeiras pra saia longuete/mídi funcionar

16.04.2015 - 08:00 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 5 Comentários

NINGUÉM TEM QUE TER MEDO DE EXPERIMENTAR

A gente sabe que na prática a estória é bem outra: todo mundo quer ser amada e admirada e aceita (até a gente, claro!)… mas aqui ainda rola um inconformismo com a quantidade de gente que pergunta coisas tipo “mas e se eu usar a legging de outra cor e minha perna parecer mais curta?” ou “mas e se esse casaco for arrumado demais pra esse evento?”, “e se isso…?”, “e se aquilo..?”. Gente, qual o problema em experimentar? É só roupa! E mais: qual o problema em “não acertar” de vez em quando? –> Levando em consideração que “não acertar” ~em moda~ é das coisas mais relativas que existem!

Todo mundo já passou por isso, com mais ou menos intensidade: se arruma, acredita no look, sai de casa e o universo de algum jeito “desaprova” o visual. Ou porque te olham atravessado, ou porque não rola usar aquilo inserido num contexto específico, ou porque não deixou a gente à vontade e tudo em volta reflete desconforto (tem como disfarçar?). Mas gente, E DAÍ? Errou no look, mas perdeu o emprego por conta disso? O namorado terminou tudo? As amigas deixaram de falar com você? Foi atropelada? O cachorro morreu? Ce pegou lepra? Bateu o carro? Não acontece na-da com a gente quando o look é um equívoco, então porque a gente tem tanto medo de experimentar? Medo de errar? Não é transplante, não é água potável, não é cura do câncer… é só roupa — e experiência não-legal ainda é experiência, ainda ensina!

Vale também pensar um tantinho mais antes de fazer cara feia pro look eventualmente esquisito da colega, re-avaliar o julgamento e lembrar que tá todo mundo tentando, se jogando, experimentando. Se tiver menos circunstância de comparação e mais compaixão aceitação colaboração, o universo vai se tornando um lugar mais receptivo à experiências novas de todo tipo, pra todo mundo — inclusive pra gente mesma!

A gente sabe (de verdade-verdadeira) que na prática é bem diferente, mas a gente podia parar de se achar tão importante, parar de pensar que todo mundo se importa com o que a gente usa, experimentar horrores e bancar (mesmo!) as coisas que a gente tem vontade de usar – e ainda se divertir com a coisa toda, re-inventar o próprio armário, fazer valer as compras feitas, honrar as escolhas que faz. E pronto! Devia ser simples assim, não?

mais:
look do dia é veneno anti-espontaneidade
por que a gente se compara tanto?

((esse post foi pro ar originalmente em julho de 2009 — a gente releu antes de re-postar e não precisou mudar uma vírgula de lugar pra atualizar, tá tudo valendo muito!))

10.04.2015 - 08:13 | Postado por Fernanda Categorias: diário 49 Comentários

ESPONTANEIDADE DE MENTIRINHA

A gente reclama tanto de revistas femininas, da TV e da propaganda — desse esquema de sugestão de perfeição impossível de alcançar, que mascara a vida real com mulheres lindamente photoshopadas, faz a gente se sentir oprimida (quem nunca?) e que conduz geral a aliviar essa angústia… com compras. A gente aponta o dedo, toma consciência dessa “manipulação” de mídia, mas sem perceber tem feito a mesma coisa com as nossas vidas na rede social.

Geral editando as próprias vidas, limpando toda sujeirinha, selecionando fragmentos de realidade pra só compartilhar a fração mais maravilhosíssima do próprio cotidiano ~ em especial nos looks do dia. E vejam bem, a gente AMA a rede social e é muito entusiasta do compartilhamento (em tudo!). Mas a gente entende que uma coisa é dividir com amigos (e com quem se tenha afinidade) as nossas aspirações, vivências, experiências; outra coisa é se colocar na posição de modelo ou de exemplo — e isso é ainda mais cruel do que o que a operação manipuladora da mídia.

Quando a gente edita/limpa a parte natural da vida e usa quaisquer ferramentas pra só exibir roupas perfeitas, maquiagens perfeitas, viagens perfeitas, filhos perfeitos, casa perfeita, refeições perfeitas, fins de semana perfeitos… a gente perde nossa humanidade e, por consequência, a liberdade de aceitar nossas próprias singularidades. Enquanto a gente não aceita e abraça as nossas próprias singularidades, a gente não se liberta pra também admirar essas singularidades nos outros. E aí não tem como não competir. :(

Então a rede social vira um espaço de competição e de corrida e de angústia, em que a gente se esforça pra camuflar o que tem de imperfeito e se pergunta a cada foto: “gente essa pessoa é tão como eu, tá tão próxima de mim… como ela consegue ter essa vida espetacular e eu não?”. Ces entendem? A revista Caras já oprimia a gente com famosas sem celulite tomando banhos de banheira com pétalas de rosa numa ilha paradisíaca… a gente não precisava ter trazido a Ilha de Caras pro Instagram.

Não tem como a gente incentivar/valorizar singularidades dizendo “olhe pra mim como referência”. Mesmo que essa referência pareça muito espontânea, pra existir na rede social ela é fragmento de vida apenas, calculadamente compartilhada pra construir uma narrativa manipulada (e esse exibicionismo é o oposto do exercício da empatia). E se a rede social ~a internet toda!~ é abastecida pelos usuários, então qualquer mudança de rota tem que partir das nossas próprias postagens, dos nossos próprios comentários, do nosso questionamento individual… pra assim impactar o coletivo. Vamos?

30.03.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 11 Comentários

BILIOTECA DE CONSULTORIA DE ESTILO

Esse texto já começa com o disclaimer de não querer ser rígido ou imutável, de não terminar aqui (ou em si). Livros são feitos o tempo todo, a gente vai tendo acesso e lendo na medida de interesse pessoal e tempo disponível, então esse compartilhamento pode (ao longo da vida!) ser incrementado, crescer, continuar — ces sabem que a gente mantém uma hashtag no Instagram só pra compartilhar nossas leituras? Põe lá #bilbiotecaODE pra ver ainda mais!

A gente reuniu o que de mais valioso passou pelas nossas leituras ao longo da nossa experiência como consultoras de estilo: essas indicações garantem complemento certeiro e eficaz pra tudo que a gente estuda na escola de personal stylist. Aqui na Oficina a gente já teve e já leu muitos, mas muuuitos livros — esses daqui são os que sobreviveram a todos os desapegos, que a gente continua mantendo na mesa de trabalho, continua consultando… são os nossos essenciais.

COLOR WITH STYLE — Donna Fujii

Esse é tão velho mas tão velho que nem a gente quando tentou comprar conseguiu: descolamos um emprestado (provavelmente com a nossa professora/mentora) e fizemos uma xerox colorida — era 2003 ou 2004 e na época ainda rolava. É o melhor livro de cores que a gente já conheceu, com conteúdo raciocinado e fórmulas que, quando estudadas direitinho, levam pra muito além das próprias fórmulas. Com ele a gente aprendeu muito sobre cores nas coordenações propostas em roupas e acessórios (até em maquiagem e cabelo também!), sobre ilusões de ótica que elas produzem e sobre efeitos na silhueta que podem criar.

PLUS STYLE — Suzan Nanfeldt

Quer ser sobre gordinhas, mas tem conteúdo tão consistente que vira uma aula sobre todo tipo de forma e silhueta (pra quem se dispõe a raciocinar). — especialmente pra quem tem interesse em não limitar o próprio trabalho como consultora a “tipos físicos padrão”. Propõe muitas possibilidades de uso de elementos visuais pra equilibrar/suavizar silhuetas, mostra efeitos comparativamente, e levou a gente a pensar em serzinhos humanos como um todo (e não em partes!). De quebra tem um capítulo muito bom sobre maquiagem, sugerindo uma maneira muitíssimo personalizável pra gente trabalhar cada cliente do sei próprio jeitinho.

I DON’T HAVE A THING TO WEAR — Judie Taggart e Jackie Walker

Traz uma abordagem realista, prática e muito possível pra trabalhar guarda-roupas — sem desconsiderar toda a parte emocional envolvida nessa etapa da consultoria. Tem exercícios super poderosos de autoconhecimento pra gente propor pras clientes, que de tão bons podem levar pra resultados não só no GR mas também na etapa de compras. A partir dessa leitura a gente começou a raciocinar as mil motivações pra abarrotar armários, pras dificuldades de desapegar que algumas clientes tem, pras compras feitas impulsivamente por elas. E no finzinho tem um capítulo super super consistente sobre fazer malas.

LOOKING GOOD — Nancy Nix-Rice
01 update: esse livro ganhou toda uma repaginação!

Melhor de todos, melhor livro de consultoria que a gente já conheceu na vida! Ensina e treina identificação de elementos visuais impactantes pra silhuetas e personalidades variadas, mostra como avaliar caimentos e construção de qualidade nas roupas, demonstra em ilustrações super didáticas como o olho pode ser “enganado” pelas ilusões de ótica que as roupas/acessórios podem criar. Essa leitura ensinou a gente a valorizar o estudo do estilo de vida e da rotina das clientes como suporte importantíssimo pra todo o estudo de personalidade e preferências que a gente aprende na escola (só assim a gente consegue construir GRs que facilitam vida de verdade!). Sugere cortes de cabelo pra complementar estilo/formato de rosto de um jeito super legal.

GUIA PRÁTICO DOS TECIDOS — Maria Helena Daniel

O livro já começa com uma explicação super clara e super ‘vida real’ dos tipos de tecidos que a gente encontra no mercado — essencial pra gente orientar nossas clientes a fazer escolhas certeiras, personalizadas a partir das demandas e rotinas de cada uma. DAí o conteúdo segue explicando uma por uma das variações possíveis desses materiais com técnica na medida e muitas muitas fotos, de maneira que a gente consegue entender, identificar e passar esse conhecimento adiante.

ONDE ENCONTRAR

No site da Amazon é possível encontrar alguns desses pra comprar direto da loja — em formato impresso (entrega no Brasil numa boa) ou até em formato digital, pra Kindle. É mais possível ainda encontrar exemplares usados pra comprar direto de pessoas, a própria Amazon intermedia (tem só que pesquisar fretes e envios separadamente, direto com os vendedores). Vale buscar pelos nomes das autoras e pelos títulos dos livros.

A gente listou aqui os links das autoras que tem site (os que a gente encontrou!), pra mandar email e tentar comprar direto com elas. E o exemplar nacional da lista tá disponível em livrarias online e também da vida real (se não tiver disponível é só pedir que as próprias livrarias encomendam por demanda).

POR QUE SÓ TEM UMA INDICAÇÃO NACIONAL?

A gente também sente falta de trabalhos feitos aqui no BR com inteligência e originalidade, como esses americanos que a gente listou. Mas até hoje tudo que passou pelas nossas prateleiras ~sobre consultoria de estilo, bem especificamente~ era reprodução desses conteúdos já publicados (sem nem adaptar pras peculiaridades nacionais!), ou idéias muito teóricas e pouca práticas — geralmente recheados de opinião pessoal e achismo que né, não servem pra quem quer trabalhar personalizadamente, artesanalmente e não em série. Considerando, claro, que a gente não conhece tudo que já foi publicado na nossa área e que essa seleção representa opinião pessoal embasada pela nossa experiência: pode ser que existam livros incríveis daqui do BR que a gente ainda não cruza

MAS GENTE ESSES LIVROS TEM CAPAS MUITO FEIOSAS!

Isso que ces ainda nem viram os recheios! Eles são sim muito feios, com projetos gráficos datados e fotos muito loucas (MUITO). Considerando que esses ensinamentos são valiosos desde o tempo em que foram organizados por essas autoras maravilhosas-generosas, que todo o material gráfico apresentado é efetivamente muito didático e que a gente tem hoje o Pinterest pra pesquisar e estudar referências mais atuais… então essa feiúra gráfica perde importância. :)

24.03.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 8 Comentários

COSTUREIRA EM CASA TODO MÊS!

Olha como o próprio trabalho ensina coisas boas pra gente todo dia: uma das nossas clientes contou, tempos atrás, que combinou com a costureira dela uma visita mensal (todo dia x) pra sempre ter tudo em dia no armário! Durante o mês, na medida que vai percebendo botões soltando, costuras se desfazendo, pequenas oscilações de peso que demandam ajustes am cinturas e barras (tipo isso), ela vai separando tudo numa sacolona dentro do guarda-roupa mesmo.

E no dia combinado, todo mês, a costureira chega com sua própria máquina (ooolha!) e já acerta tudo lá na casa da cliente mesmo, numa tarde só. O marido e a funcionária aproveitam pra rechear a sacola com punhos de camisa que precisam de revisão ou com toalhas de mesa com barra se desfazendo… não é demais? A cliente acerta tudo, fica sem pendências, paga tudo de uma vez, um adianto. Assumindo responsabilidade por fazer a vida útil da roupa duraaaar (e o dinheiro gasto ter mais valor).

Vale pensar em adaptar a idéia pra também assumir essa responsabilidade, não? Dá pra prever na agenda uma visita mensal/bimestral à costureira do bairro, vale descolar um cesto lindo pra juntar os ajustes-da-temporada no próprio armário, vale combinar esse “novo modo” de trabalho com a costureira do coração e compartilhar com amigas (pra otimizar deslocamento da profissional) — de repente até fazer rotatividade, cada mês na casa de uma amiga.

MAIS:
Caimento é mais importante que etiqueta
Como ajustar a cintura dos jeans
Diferenças entre ajustes e reformas
Ordem de preocupação na costureira

23.03.2015 - 08:00 | Postado por Fernanda Categorias: diário 116 Comentários
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