QUENTINHAS, MESMO DE SAIA!

Sabe o que a gente curte aqui? Remar contra a maré – a favor de uma maré só nossa, pegando uma onda que tenha mais a ver com a gente do que com o resto do mar inteiro. A gente é assim com jeans, com preto… então por que não, no tempo frio, experimentar colocar as pernocas à vista?

Se a gente aquece bem os pezinhos (alô sapatilhas botinhas e oxfords, com solas não tão rasteiras – e alô alô palmilhas quentinhas!), se cobre as pernas com meias quentinhas (oi materiais que aquecem de verdade!), se completa o look com casaco/capinha e pescoço coberto (pashminas e cachecóis, lindos E ÚTEIS!)… é possível não passar frio e estar feminina, com cintura marcada, com pernocas delineadas e – melhor de tudo! – diferente da massa, contribuindo com criatividade pra um universo mais variado visualmente. Bem anti-pasteurização das modinhas, anti-todo-mundo-com-a-mesma-cara-o-tempo-todo.

Claro claro claaaro que look de frio com calça é mais seguro e é mais fácil – mas ó, a meia-calça quentinha pode (de verdade) aquecer mais que uma calça leve. E saias podem ser feitas de materiais tão quentinhos quanto os das calças, viu. Look bom pra gente sacar de vez em quando – e surpreender, e compartilhar inspiração com todo mundo à nossa volta. ;-)

01.09.2014 - 10:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 47 Comentários

O QUE A PERSONAL STYLIST VESTE

A gente percebe uma diferença *especial* entre o jeito de vestir de quem trabalha com moda e o de quem trabalha com estilo pessoal (alô consultoras!). No convívio com nossas colegas de profissão — e com alunas que tão no caminho da formação pra se profissionalizar — a gente vê looks originais, impecáveis, com peças lindas/elegantes/charmosas… mas quase sempre discretos, sem muitos fashionismos ou extravagâncias, sem nada que “grite” no look.

Ó o que acontece: quem trabalha com a identidade visual de outras pessoas-clientes DOMINA os códigos do vestir, conhece tendências e truques de styling… e a escolha por discrição pode vir do próprio trato com as clientes. Quase sempre, quem procura uma personal stylist não quer ser superfashion ou supermoderna: quer acertar nas compras, quer ter tempo pra cuidar de coisas mais importantes do que roupa (!!!), quer ter guarda-roupa inteligente, quer se vestir com segurança de sentir exatamente como quer se sentir (na vida).

Faz super sentido, então, pensar que personal stylist não quer chocar clientes, não quer fazer ninguém se sentir menor ou “pra trás”, careta ou distante desse “universo do vestir bem”. A intenção é comunicar segurança, serenidade, credibilidade, personalidade e – mais que tudo! – deixar a cliente confortável pra expor suas vontades e eventuais inseguranças. Perfeição não cabe na condição humana, e já faz parte do trabalho de consultoria ajudar a ajustar as expectativas de cada cliente pro que é humano e possível. <3

Mais importante no vestir da profissional do estilo pessoal é:

_mostrar atenção à qualidade, ao caimento e ao acabamento do que se escolhe vestir
_cuidar da boa manutenção de tudo que se usa (alô impecabilidade!) – mas sem afetação, sem esforço exagerado… dentro da naturalidade!
_exercitar no próprio look habilidades de manipular/administrar proporções, texturas, cores (inclusive os neutros! com criatividade!), materiais originais e acessórios

E então, por último mas não menos importante: numa consultoria que propõe trabalhar autoconhecimento pra ter resultados em autoestima, só tem resultado eficaz quem obtém informação autêntica sobre ‘quem cada cliente é’ e ‘que tipo de vida ela vive’… pra então traduzir essa info num guarda-roupa equivalente, coerente. Por isso quem BRILHA é a cliente, e não a consultora! O trabalho depende dela, é feito pra ela e junto com ela — e quem tem que aparecer, ser elogiada e reconhecida é quem é ela, a (nossa) estrela.

15.08.2014 - 08:30 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 4 Comentários

FELICIDADE NO PRÓPRIO ARMÁRIO

“É preciso muito pouco pra construir uma vida feliz, tá tudo na gente mesma — na nossa maneira de pensar.” (Marcus Aurelius Antoninus)

Felicidade não tem que ser esperada apenas em grandes eventos ou ocasiões espetaculares. É bem possível – e muito proveitoso! – encontrar felicidade em pequenos hábitos do nosso dia-a-dia. (daqui)

Assim também a gente pode exercitar relacionamento com o próprio vestir: não se satisfazendo somente com compras, peças novas, presentes ou festas pra se maquiar; mas na demanda de criatividade que o guarda-roupa coloca diante da gente todo dia de manhã, a cada escolha de coordenação e acessório.

Pode ser muito muito gerador de felicidade — e exercitador de orgulho, de força criativa e de satisfação pessoal:

_montar look de dia frio com uma peça de calor (alô sobreposições!)
_fazer render no fim de semana alguma coisa só usada no trabalho (e vice-versa)
_descolar inspiração pra coordenar cores em imagens de decoração e arquitetura :)
_coordenar peças homenageando personagens favoritos de filmes
_montar um look inteiro em cores neutras e pontuar com acessórios coloridões
_juntar tantas texturas diferentes na mesma coordenação quanto possível (cada peça numa textura específica: lisa, fofinha, vazada, tramada, espessa, durinha, molenga…)
_se propor a usar uma peça favoritona de um jeito 100% novo e diferente

Alguma idéia extra de como se divertir com o próprio guarda-roupa? De como fazer valer o investimento – de dinheiro, de emoção e expectativa – colocado ali em cada aquisição? De como exercitar o foco da energia no que a gente já tem (e não no que a gente gostaria ainda de ter)?

14.08.2014 - 16:34 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 2 Comentários

TRÊS SACADAS PRA USAR CARDIGAN LONGO

Complementos leves, quentinhos e cheios de movimento, os cardigans longos feitos de tricô fino podem ser ótima companhia para o friozinho – a gente é bem fã de tanta versatilidade! Pontas soltas acompanham a vida com um balanço bom e o comprimento alongado rende boas sacadas de proporção. Nossos três usos favoritos são esses, ó:

Cardigan longo com short/saia/bermuda em comprimento curtinho
A barra do cardigan pode estar um pouquinho acima ou um pouquinho abaixo da barra do short ou da saia, sem muita desproporção – mas ainda criando “moldura” externa ou interna, que pode ser evidenciada com cores contrastantes ou acalmada com tons próximos. E no friozão, dá-lhe meias-calças quentinhas incrementando as coordenações de cores e texturas!

Cardigan longo com saia longa ou com calça comprida
Sacada bacana é levar em consideração nossa natureza tropicaliente (!!!) e não cobrir tudo tudo tudo que essa coordenação de comprimentos longos pode tapar. Com saia longa vale puxar manguinhas pra cima e deixar antebraços à mostra (junto com decote e dedinhos de fora, calçados em sandálias); com calças compridas é legal dobrar a barra pra que tornozelos vejam a luz do dia. ;-)

Cardigan longo com cintura marcada
O comprimento que acompanha a silhueta até embaixo facilita super o uso de cintinhos sobre as peças – que podem dar lugar à lenços, faixas e correntes finas (é bem mais fácil marcar cintura no cardigan longo que no curtinho!). Legal também é fechar os botõezinhos do meio do cardigan, chamando atenção pra parte mais fininha da silhueta (lembra como?).

05.08.2014 - 09:11 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 21 Comentários

ROUPA DE FIM DE SEMANA

A gente tem uma amigona, a Cáren, que fez uma reclamação super pertinente. Ela é jornalista e trabalha em ambiente informal, então meio que pode vestir de um tudo, quase sem restrições. Por causa disso, chega o fim de semana e ela tem a sensação de estar se vestindo do mesmo jeito que se veste pra trabalhar, olha que ruim! A gente começou a pensar em possíveis soluções pra Cáren e pra todo mundo que possa ter essa mesma sensação. E então começou a organizar nosso pensamento lembrando que, por mais que o ambiente de trabalho seja informal, roupa profissional sempre tem uma ou outra direção de adequação – tipo na Bíblia: “tudo é lícito mas nem tudo convém”, né?

Então a gente pode começar por aí. Tudo que tem restrição de uso no look profissional pode ser aproveitado no look de fim de semana. E se fim de semana é tempo de passear, de namorar, de encontrar amigos e se divertir, então que a roupa acompanhe essas vontades e sirva a esses propósitos! Pensando assim se fez essa listinha pra gente começar a delinear fórmulas boas de looks pra fim de semana. Tão aqui as nossas idéias e as de todo mundo podem complementar essa lista nos comentários (a gente adoraria ter colaboração!). Vamos trabalhar juntas pra ajudar a Cáren?!?? ;-)

DRIBLANDO REGRINHAS DE ADEQUAÇÃO
Se pernoca de fora e decotes têm limites no ambiente de trabalho, no fim de semana eles só tão submetidos à vontade da gente usar ou não usar – e usar muito ou pouco. Então o short mais curtinho, a blusa mais decotada, o material mais transparente, a sainha mais atrevida e a sandalinha mais “pelada” podem ser ponto de partida pra esses looks. Claro, tudo compensado com outras peças que completem o look menos “piriguetemente” (se esse for o caso!), mas com conforto e interessância. Até maquiagem, que no trabalho tem função mais de uniformizar e dar carinha de descansada e saudável, no finde ganha espaço pra ficar mais colorida e aparecida. Fim de semana pode ser tempo de ser mais feminina e ainda mais confortável do que nos dias de trabalho!

EQUILIBRAR MENSAGENS
Se o look começa a ser escolhido por um vestidinho solto de seda, por exemplo, todos os elementos periféricos desse look podem ser mais informais que ele – pra compensar a formalidade da seda e pra tirar um pouquinho da cara de trabalho do vestido. Vestido de seda com sandália havaiana (bonitinha, bem conservada, limpinha!), lenço de algodão no pescoço e bolsona tipo de feira daria certo, não daria? Ou shortinho jeans desfiado e soltinho com camisa de trabalho, sandalinha rasteira e bolsinha de transpassar. Ou calça tipo alfaiataria com regata de algodão fininho e tênis baixo, tipo all star. Sabe como? Tem um monte de mensagens e direções de estilos na nossa série “quero parecer…” — conhecendo elementos e o que cada um comunica a gente consegue equilibrar e compensar todo/qualquer discurso visual!

COMPENSAR COM ACESSÓRIOS
Acrescentar acessórios poderosos a um look-lixão (!!!) é fórmula certeira, pelo menos aqui pra gente na Oficina. Imagina um jeans velhão, uma camisetinha de algodão, sandália ou melissinha e a melhor bolsa que se tem no armário – com o melhor couro, o melhor acabamento, os metais mais legais e tudo super bem conservado?!?? É um contraste ótimo, levanta o look todo. Imagina também uma bermudinha de plush, bem com cara de pijaminha, com regata de malha fininha, tênis baixinho e um super colar, cheio de pedras e correntes e tals? Pequenos pontos de interessância que comunicam, de uma vez só, qualidade, elegância, personalidade e riqueza (hihihihi). A idéia é ter acessórios salva-vidas (salva-look?) pra sacar nas horas de preguiça de se vestir pro finde. E eles salvam mesmo!

BRILHO PRA NOITE!
A gente acha que a vida vale mais a pena (HAHAHAHA) quando se tem um guarda-roupa versátil, em que tudo pode ser usado de mais de um jeito. Ó que delícia –> as mesmas peças que a gente usa no trabalho podem ser base pra gente acrescentar brilhos pra jantarzinhos e baladas de fim de semana: colar que brilha, jaquetinha de tecido lustroso (tipo sedas pesadas e cetins grossos!), cardigan salpicado de paétes, sandália com pedrinhas, braceletes com aplicações, vale tudo. Vale até pensar em exercitar coordenações de brilhos, tipo shortinho de seda com sapatilha metalizada, ou camiseta com paétes e jaquetinha lustrosa (de-lí-ci-a). E maquiagem também pode brilhar, né? ;-)

AUTO-PERMISSÃO PRA EXPERIMENTAR
E se no trabalho a gente tem se que se vestir pra representar a empresa e fazer todo mundo acreditar que a gente é capaz, no fim de semana a gente pode se vestir EXCLUSIVAMENTE pra gente. Pode fazer o que quiser com o cabelo, pode pregar quantos broches quiser na roupa, pode treinar todo tipo de sobrepoisção, pode exercitar coordenações diferentes de cores e tudo mais. As nossas clientes sempre ficam com esse dever de casa: tem que aproveitar o fim de semana pra exercitar todo e qualquer truque de styling, e tem que se divertir com isso! Que esse é o maior compromisso do nosso tempo off-trabalho, não é?!??

Mais idéias e inspirações pra looks de fim de semana:
Pra ficar arrumadinha de all star
Estilosas no ambiente informal de trabalho
Roupa de ficar em casa
Se conhecer é o caminho pra ser feliz (com moda)
Mini mini mini saias

01.08.2014 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 41 Comentários

COMO SE PROTEGER (LINDA!) NO FRIO-CONGELANTE

A gente aqui não tá acostumada mesmo com o frio que das européias, né. Tão pouco lugar no BR tem essa friaca – e ainda assim tão de vez em quando – que a gente tem pouco ou quase nenhum hábito de ter no armário o que usar pra se proteger quando gela até a alma. Esse post vale especialmente pra quem vive em lugar sujeito a esse frio frio FRIO de verdade! Quem vive em lugar de eventuais frios levinhos – e uma vez ou outra pega uma frente fria rapidex – pode investir em uma ou duas boas segundas-peles e ler tudo que a gente já postou aqui sobre sobreposições. :)

Proteção eficaz pro frio começa com a escolha de materiais que esquentam de verdade. E os materiais com que a gente tá acostumada aqui no BR não são exatamente os mais quentinhos, né? Então, três meias-calças + legging + uma calça de malha por cima equivalem a uma calça de lã espessa, quentinha, com meias também de lã/cashmere nos pés. Ainda: duas segundas peles + dois tricôs finos + casaquinho de malha equivalem a uma camiseta de algodão com mangas longas e um cashmere quentíssimo (que aquece sem acrescentar volume à silhueta). Pra garantir, tem umas meias-calças bem fininhas de lã sintética que esquentam super por baixo de calças – e mesmo por baixo de bermudas, saias ou vestidos… pras corajosas! Cachecóis quentinhos aquecem o pescoço e, pra deslocamentos, casacos pesados (também em lã!) podem completar o look.

Lã, cashmere, mohair, couro, feltro e afins não são materiais muito tropicais, mas fazem a diferença na hora de se proteger de frio que não parece brasileiro. (Menos no sul, né.) Vale super a pena construir, de pouquinho em pouquinho, um mini-guarda-roupa de invernão: a cada viagem, ou a cada inverno, é legal adquirir um casaco ou um cashmere ou uma calça de lã quente. E ao longo dos invernos a gente vai fazendo coordenações, e incrementando esse “aparato” com cores e outros ítens. Look com poucas camadas mas todas SUPER quentinhas –> essa é a (nossa) fórmula certeira.

Aquecer os pés também é chave pra estar inteira quentinha. No frio as solas dos sapatos podem ser um pouquinho mais grossas do que a gente usa normalmente. Vale experimentar, por exemplo, tênis confortáveis, botas com solas de borracha, sapatilhas e escarpins com solas – mesmo de couro – um pouquinho mais altas. E quando o sapato é rente ao chão elas sacam palmilhas quentinhas pra usar por dentro: hoje tá fácil comprar palmilhas de pêlo de carneiro, de lã, de fleece e até de cortiça (diz que isola o frio).

Com essa fórmula, o que formaliza ou informaliza o look é o tipo de material, mesmo dentro do ‘universo dos quentinhos’. Calças de veludo cotelê, jeans grossão ou nylon compõem looks mais informais; calças em couro, lãs de alfaiataria e veludo deixam o visual mais formal (sem precisar ficar careta, veja bem). E a chave pra não parecer igual todo santo dia frio é coordenar cores. Manter a base neutra – calças, camisetas e casacão -  pode ser uma boa idéia pra acrescentar cor nos cashmeres, nos cachecóis, nos sapatos… e também nos acessórios menores tipo tiara, brinco, broche, luvinhas (se for o caso), bolsa, guarda-chuva (!!!), óculos escuros, etc etc etc.

E se tiver chovendo junto com o frio (ninguém merece!), clica aqui pra se aquecer AND permanecer sequinha. :) 

 

18.07.2014 - 06:59 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 12 Comentários
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