ENSINAMENTOS DE OUTRORA COM DIANA VREELAND
Hoje todo mundo que gosta/se interessa pelo mundo da moda sabe quem é a Anna Wintour ou reconhece a Carine Roitfeld em qualquer foto. Mas editora de moda importante mesmo foi Diana Vreeland – que trabalhou muito muito antes dessas duas, a partir dos anos 30. Ela foi editora na Harper’s Bazaar e na Vogue, e é por causa dela que a Vogue americana tem tanto prestígio desde sempre.

Foi com ela que começou essa história da Vogue ser “bíblia da moda” pra tanta gente. Ela “descobriu” um monte de coisas (e de pessoas), que fazem parte da história da moda e do armário de muita gente. Foi ela quem emplacou musas da época: Lauren Bacall, Lauren Hutton, Marisa Berenson e Twiggy. Hoje é comum a gente ver (e ter) sandálias rasteirinhas de dedo e blusas de gola alta, mas Diana introduziu essas peças na vida de mulheres que não estavam acostumadas a elas, numa época em que ninguém mostrava muita pele – muito menos do pé. E o pescoço, que era a única coisa que todo mundo mostrava, ela cobriu!
Ela parecia ser dessas mulheres com cara de brigona (Diabo Veste Prada feelings), mas também dessas que não perde sacadas espertas como: “Todos precisam de um pouco de mau gosto; o que eu não suporto é a falta de gosto”. Claro, cada coisa na sua proporção, mas isso não é muito bacana? Dá pra pensar que ter algum gosto (isso de bom ou mau é meio questão de opinião) é melhor que ser uma pessoa que não tem personalidade nenhuma na hora de se vestir. Que não exercita a reflexão do seu estilo próprio por medo de errar. E o importante é a gente gostar do que está vestindo, se sentir bem com quem a gente é. Palavras (interpretadas) de uma top editora de outrora.
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Comentários
4 comentários para "ENSINAMENTOS DE OUTRORA COM DIANA VREELAND"
Cristina disse:
20 de 10 de 2009 às 20:59Esse post ficou demais, Cacau!!! Quanta informação e de um jeito tão gostoso de ler. E é conhecendo o passado que a gente entende o presente (e participa dele). Obrigada pela gotinha de história da moda que você deu hoje!
Mariana disse:
20 de 10 de 2009 às 21:42Também gostei muito.
Posso fazer uma observação?!?
Ela não é uma mulher bonita, né? Mas o fato de eu ter percebido isso foi importante (pra mim) pra frisar que moda e estilo têm muito mais a ver com personalidade do que com beleza (desse tipo que segue padrões e são todos perfeitinhos).
Pode ser óbvio pra muitas, mas eu volta e meia me esqueço disso. Tenho dado muito mais importância `as minhas roupas e ao modo como as uso. Mas num dia mais deprê ou de TPM brava, hábitos antigos (e o velho tênis de guerra) voltam.
É claro que não é só através da roupa que a gente mostra a nossa personalidade. Mas agora eu entendo que essa é uma maneira a mais (e divertida) de se comunicar com os outros.
Adoro o trabalho de vcs! A Oficina tem sido uma grande aliada na “construção” do meu estilo. Tenho aprendido muito!!!
Bjos
Luanda disse:
20 de 10 de 2009 às 23:14Informação de moda que não é tendência foi a melhor coisa do dia. Parabéns
Carolinista disse:
21 de 10 de 2009 às 11:13Ontem o Giovanni Frasson disse que certa vez, numa reunião de pauta da Vogue, a Diana Vreeland viu todos os seus editores usando rosa (que era a tendência da época) e disse algo tipo… “Eu sinto que a próxima tendência será… Preto”. E no dia seguinte estavam TODOS de preto… E ela, de rosa. *rs! (Segundo ele essa história aconteceu, mesmo, ou algo do gênero, preto com rosa, rosa com preto, algo assim).