DA INTERAÇÃO DA ROUPA COM O MUNDO
No fim de semana eu fui pela primeira vez a um show do Quinteto Villa Lobos, um grupo só com instrumentos de sopro. A música era linda (clica pra ouvir!), o auditório do Masp é um passeio por si só (e tem o museu todo pra visitar junto, né?!??) mas o figurino dos músicos me fez pensar… no nosso jeito de usar moda (!!!). O combinado pra “roupa do palco” pareceu ser calça preta + camisa colorida usada assim, pra fora, “descontraída”. E as escolhas de cores tavam super variadas – essa é a parte legal: uns escolheram coloridos-coloridos, uns escolheram coloridos-neutros, uns criaram contraste entre instrumento e camisa, uns procuraram mesclar tanto quanto possível o que usavam com o espaço e com o próprio instrumento. Vê que na foto (que não é a do ‘meu’ show mas que super tá no clima) tem músico que aparece mais que os outros, e tem quem quase some na imagem. Tudo porque a roupa não existe só na gente, mas no espaço em que a gente vive e com as coisas que a gente “carrega”.

essa foto é de cristiano prim e veio desse flickr aqui!
A gente também pode pensar nessa interação: a gente não tá no palco, não tem suporte pra folha de música nem toca instrumento… mas tem escritório, tem lugar em que vai almoçar, tem mesa, tem sacola, tem cadeira em que senta e mais! Se a gente pensa como figurinistas de si mesmas, ó quanta coordenação de cores extra a gente tem pra fazer. Vale como exercício de cores e também como exercício de personalidade – isso do contraste faz com que a gente apareça super ou desapareça. E tem dias que a gente faria de tudo por um poder mágico desses, o de aparecer ou de desaparecer – não é mesmo? ;-)
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Comentários
6 comentários para "DA INTERAÇÃO DA ROUPA COM O MUNDO"
MAISON CHAPLIN disse:
24 de 11 de 2009 às 19:02HOJE O MEU SERIA PARA DESAPARECER.
@ http://MAISONCHAPLIN.BLOGSPOT.COM
Amanda Medeiros disse:
24 de 11 de 2009 às 20:18Pois é Fernanda… que bacana esse assunto que você colocou aqui…
Já reparou que algumas pessoas comentam que nunca são notadas nos trabalho, nas festas ou mesmo na rua?! E ela possuem atitude forte, são comunicativas… por isso talvez o problema esteja justamente nessa dificuldade de se fazer notar pela imagem, que deve saltar (ou não, né) dentro do contexto. Tal questão passa longe do exagero, né… E vai de usar as cores certas pra alcançar o objetivo desejado, formas que destoem (ou conversem)… Trabalhar contrastes… Que assunto maravilhoso! Vai render muito na minha cabeça… rs
Thaís Bueno disse:
25 de 11 de 2009 às 09:39Eu, como amante da expressão através da estética, penso nisso às vezes também. Eu acho que mesmo que muita gente pense que é paranóia, qualquer detalhe pode influenciar e transmitir ruídos nas nossas expressões estéticas e o “cenário” é uma delas. Adorei o post.
Humberto Rebeschini disse:
25 de 11 de 2009 às 10:42Eu tb queria uma roupa para me camuflar.
Muito legal este assunto sobre interação no estilo de roupa, nunca havia me atentado pra isso. Goste!
Maria Carolina disse:
25 de 11 de 2009 às 11:26Nossa muito legal esse post!
Fernanda disse:
25 de 11 de 2009 às 12:31legal, gente, foi perceber isso daí ouvindo música tão linda. legal é enxergar essas “coisas-fashion” na vida – e não só em revistas de moda e desfiles! né? =)