Quanto custa uma roupa barata?

Nas lojas de departamento gringas tipo Forever 21 e H&M, a cena de uma bacia com peças de qualidade duvidosa sendo vendidas a um preço inacreditavel já matou muita brasileira do coração.

Roupa no Brasil ainda é um artigo caro, embora estejamos aderindo a essa forma de consumo rápido. Impressão nossa ou há dez anos ninguém chamaria a C&A de “fast fashion” apenas por ser mais em conta?

Podia até ser que a roupa já fosse meio descartável, de qualidade a desejar, mas a nossa intenção, o nosso fetiche era de que aquilo durasse. Hoje, estamos abrindo mão da durabilidade. Difícil admitir, mas é até desejável que uma peça acabe logo, que se decomponha na mesma velocidade das nossas vontades.

A gente sabe que nem sempre foi assim, mas é bom lembrar que essa noção de roupa barata (em todos os sentidos!) é muito nova.

EM 1902, UM VESTIDO SIMPLES CUSTAVA R$ 985

No livro “Service and Style”, Jan Whitaker conta a história das lojas de departamento e de como esse comércio alterou nossa maneira de consumir. Segundo ele, em 1902 um vestido prêt-à-porter custava no mínimo $25 (o equivalente a $621.50 hoje!) na Marshall Field’s, loja que deu origem à Macy’s.

Para a maioria das mulheres, valia mais a pena comprar um terninho que custava a partir de $7.95 ($190) ou, melhor ainda, uma “shirtwaist”, modelo de camisa feminina antiga que custava 39 centavos de dólar ($9.34) e era o mais perto que uma pessoa podia chegar do conceito de fast fashion. Exceto pelo fato de que as “shirtwaist” não se desgastavam na segunda lavagem nem eram substituídas a cada meia temporada.

Com lojas tão caras, todo mundo corria para a costureira, aprendia a se virar com linha e agulha, entendia de tecido. Hoje, as pessoas vão buscar suas roupas na China, mas não batem na porta da costureira do bairro.

OS ESTADOS UNIDOS PRODUZEM APENAS 3% DAS ROUPAS QUE VESTEM

Atualmente, apenas 3% das roupas vendidas nos Estados Unidos são produzidas naquele país. Vamos refletir se isso é exemplo da próxima vez em que nos flagrarmos babando pela forma como eles consomem de baciada?

O resultado disso não é economia nem se vestir melhor. Basta olhar fotos de como as pessoas comuns se vestiam 1900 e andar na rua reparando como anda a situação para saber que todo esse acesso ao consumo não se traduz em elegância.

Quanto à questão da economia, pega uma cadeira porque a coisa é feia: em 1930, a maioria das mulheres americanas se virava com cerca de nove roupas. Hoje, cada uma delas compra em média 60 novas peças por ano!

Os americanos, que gastaram $7.82 bilhões em roupas em 1950, chegaram ao montante de $375 no ano passado.

O QUE VESTIR?

A moda brasileira tem mil problemas e os preços raramente são amigáveis. Mesmo assim, é super o caso de pensar se esse modelo americano de consumo que estamos copiando é mesmo legal.

Chegamos a um estágio meio limite depois do recente episódio da Zara. De um lado, é apavorante continuar comprando em uma loja que escravizou um grupo de pessoas por pelo menos três anos dentro do nosso país. Do outro, há uma forte desconfiança de que a Zara não seja exceção e que boicotá-la não resolva muita coisa.

Dentro do modelo de produção e consumo que tenta conciliar o interesse dos clientes de pagar uma pechincha e o interesse das lojas de lucrar loucamente, valores como qualidade, estilo, honestidade, originalidade e, opa, até direitos humanos, têm ficado de fora da sacola de compras.

Tags: , , , 01.09.2011 - 10:03 | Postado por juliana cunha Categorias: moda e consultoria 84 Comentários

Comentários

84 comentários para "Quanto custa uma roupa barata?"

  • ana disse:

    01 de 09 de 2011 às 10:13

    outra vez: adorei!!!! rs. sensatez e coerência! parabéns!

  • Ana Broken Gurl disse:

    01 de 09 de 2011 às 10:37

    Oi Meninas, descobri vocês a pouco tempo e estou amando tudo que postam!!
    E realmente precisamos nos atentar à alguns detalhes que acompanham nossos itens de consumo.
    Sempre bato na tecla de que temos que ter nosso estilo próprio e brincar com as tendências e não levá-las tão a sério e pagar tão caro por elas.

    Parabéns pelo blog!!
    http://brokengurls.blogspot.com/

    Bjokasss!!!

  • Lígia Buzin disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:01

    O triste no Brasil é que mesmo o fast fashion é caro, e o que não é tem preços quase proibitivos.
    Eu acho caro pagar R$70 numa blusa da Zara qeu vai desfazer em dois usos.
    Mas o que me deixa REVOLTADA é comprar uma blusa cara na Maria Bonita Extra que descostura depois de duas semanas de uso.
    Dá aquela sensação de estar entre a cruz e a espada, nesse sentido. E aquela angústia quando se compra uma roupa pela qual se apaixonou porque não tem como evitar a sensação de que “meu Deus, ela vai acabar em breve” :(.
    Bem interessante, a análise.

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:13

      imagina a nossa cara de tacho quando a gente acompanha uma cliente nas compras, escolhe junto, aconselha ela a levar a peça pra casa e em duas semanas recebe ligação pra dizer que o botão caiu. uma tristeza! bjs, fê!

  • luci disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:13

    Bom dia queridas! Ótimo post. Acho que vale muito a pena adquirir peças que durem mais tempo para não ficar nessa loucura de trocar o guarda roupa toda estação. Minhas roupas e acessórios duram muitos anos e vou adaptando a moda de cada época. Tenho adiquirido peças de qualidade compando e liquidações boas ( aquelas que realmente são baratas) e assim economizando. Sobre a exploração da mão de obra, acho lamentavel que empresas tão conhecidas utilizem de uma pratica tão cruel para obter lucro fácil. bjs.

  • Ana Paula Mendes disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:19

    Gostei bastante da matéria, nos faz refletir sobre como estamos sugando a qqer preço cada vez mais uma cultura consumista e perdendo o foco em coisas mais importantes. Não sou contra consumo, não! Pelo contrário, prefiro comprar menos e comprar mais qualidade! Mas acho que este Post vai um pouco contra um outro que teve semana passada sobre educação financeira…”10% pra poupança, 60% para supérfluos e 30% para contas do mundo adulto. “… sei lá… 60% para supérfulos? será que precisa tanto??? dá pra guardar mais! principalmente se vc tem um objetivo por trás da economia!
    Os dois posts mostram que acima de qqer coisa, vale a reflexão… nos chama a ter foco, a saber o que quer!
    Adoro o blog! sou super fã,
    bjs

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:17

      perfeito, ana! a gente também não é contra consumo, mas a gente tem pensado bastante criticamente aqui sobre consumo sem propósito! e olha, lá no post a conta era outra viu – esses 60∞ eram brincadeira nossa no finzinho! ;-)

  • Cacau Gonçalves disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:33

    Pois é…
    A Lígia expressou algo que sempre penso: comprar roupa cara, infelizmente, não quer dizer comprar roupa boa, com durabilidade. Na verdade, é quase um jogo de sorte/azar! Já comprei blusinhas no Cantão ou Shop 126 que se dissolveram em pouco tempo e já comprei blusas na C&A que duraram mais de década!
    Óbvio, sou totalmente contra o trabalho escravo! Mas parece que o mercado nos mostra esta escolha: ou paga caro (como se fosse justo) ou paga barato e leva roupa sem qualidade e feita por semi-escravos. Fico me perguntando se não tem um “meio do caminho”.
    Quando falamos em mandar fazer a roupa numa costureira tb enfrentamos um novo drama. Se antigamente elas eram uma opção mais barata e garantia de qualidade, hoje em dia, com raras exceções, os preços são totalmente absurdos. Se levarmos em conta que uma costureira não precisa ter cursos de especialização e compararmos com uma professora, por exemplo, que faz pelo menos uma faculdade, quando não uma pós-graduação, e pensarmos que no Rio o valor da hora/aula está em torno de 12 reais. Façam as contas!
    Creio que estamos pagando um preço muito alto pela “glamorização” do vestir…

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:12

      concordo SUPER viu cacau! no fim, o problema é essa glamourização – esse fascínio além da conta que a moda exerce na gente! é isso que a gnet etem reavaliado, essa proposta de consumo desenfreado, sem consciência e sem necessidade! bjs, fê!

      • Ana Rocha disse:

        06 de 09 de 2011 às 15:13

        Também não é muito lógico que uma peça feita sob medida seja mais barata que uma feita em serie. Só por que a costureira não tem uma marca famosa agregada, não quer dizer que não tenha custos. A Educação formal não é garantia de qualidade, se existissem cursos superiores de costura, ainda seriam melhores costureiras aquelas que simplesmente se esforçam mais. Assim como os melhores chefs de cozinha não necessariamente são formados . E é preciso sim ter conhecimento. Sobre modelagem, tecidos, corpo. Coisa que muitos estudantes de moda, terminam a faculdade e não sabem, nem pregar um botão de forma decente.

      • raq disse:

        11 de 09 de 2011 às 13:54

        concordo com a ana rocha. educação formal não tem nada a ver com garantia de qualidade. acho mais válido pagar mais caro para um costureira do que numa loja. sou a favor de valorizar o trabalho artesão e individual de qualidade, no lugar de uma indústria que a gente sabe que explora a mão-de-obra. meu problema particular é que inha costureira foi embora pro pará :( e fiquei sem nenhuma aqui no rio. alguém tem indicação na zona sul do rio ;)
        e vale lembrar que os bolivianos em sp são explorados há anos pela indústria de roupas, já vi reportagens sobre isso algumas vezes. agora chamou a atenção por causa da zara.

      • Cacau Gonçalves disse:

        28 de 09 de 2011 às 14:54

        Oi, Ana
        O que eu quis dizer é que não vejo sentido em uma professora, que é responsável por uma turma, em média de 30 a 40 alunos, se forem adolescentes então complica ainda mais, que precisa sair de casa para trabalhar, que paga faculdade, pós, mestrado, etc (e esses são gastos que deveriam ser embutidos em seu salário), ganhar 12 reais a hora de trabalho e, de repente, uma costureira, que não teve gastos com qualificação profissional, trabalha em casa e não enfrenta o stress de lidar com adolescentes cobrar, digamos, 100 reais por uma peça que ela levou 4 horas pra fazer.
        Outro detalhe: vc valoriza a roupa sob medida em relação à roupa comprada pronta… Mas eu questiono o seguinte: de um modo geral, chegamos na costureira com um modelo já definido (seja de uma revista de moda ou desenhado por nós), às vezes com uma peça de roupa que temos e queremos outra no mesmo modelo, ou ao menos temos a peça para que a costureira reproduza aquele tamanho… Ou seja, a costureira não tem que “pensar a roupa”, o conceito da roupa, a criação da roupa. É claro que ela terá que ter a técnica para realizar a roupa! Mas, particularmente, creio que a criação da roupa, aquele olhar bem treinado em termos estéticos que diz que aquele tecido pede determinado acabamento, forro ou botão… é algo mais valorizado do que o corte e a costura em si… E isso nós compramos embutido nas roupas prontas das lojas.
        Ah, detalhe… Não sou professora! rs Sou jornalista e taróloga ;-)

  • Érica Costa disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:36

    Oi Meninas,
    Esse artigo foi muito bem redigido – parabéns!
    É ótimo poder contar com uma visão crítica sobre como nós encaramos nossas necessidades e o possível impacto que causamos na sociedade.
    Não dá para admitirmos que uma empresa como a Zara ou qualquer outra submeta trabalhadores a situações degradantes – temos que nos colocar no lugar do outro. E se fossemos obrigados a trabalhar nessas condições? Sem banho quente, direito a sair do local de trabalho – existe dignidade assim?
    Além de sonharmos com as peças desejo da estação, temos que ter um olhar mais crítico, pensar se o consumo da tal peça realmente é necessário – essa reflexão ajuda a todos – ao meio ambiente, à educação ao consumo que passamos para nossos filhos e ao respeito ao nosso dinheiro.
    Antes de enlouquecermos frente às vitrines, vamos pensar se realmente é necessário e não vamos admitir esse tipo de conduta há pouco descoberto. Todos somos seres humanos e devemos exigir o respeito à nossa dignidade e à nossa vida.
    Bjo, Érica Costa

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:21

      a gente tá agora atendendo uma cliente que cuida de uma ong cujo trabalho é correr atrás de jeitos de não existir mais tráfico de pessoas, e conversar com ela fez a gente entender ainda mais a gravidade disso tudo viu érica. é sério mesmo!

      • Erica Costa disse:

        02 de 09 de 2011 às 18:14

        Oi Fernanda,

        Acho mto importante vcs trazerem esse tipo de discussão. Pensar em moda não é agir com futilidade – para mim estilo é forma de comunicação – a forma mais direta que a pessoa tem para se comunicar com o mundo.
        Ter senso crítico e estar posicionado dentro de uma sociedade com sua opinião faz toda a diferença, inclusive com a mente aberta o suficiente para aceitar argumentos diferentes dos nossos e ter capacidade de entendê-los e tb. aceitá-los.
        obrigada por nos fazer pensar. bjo.
        Érica

  • chatadegalocha disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:38

    “Mesmo assim, é super o caso de pensar (…)”. Ain, gentche, é “super o caso de pensar” em redigir os textos de uma maneira um pouco menos coloquial, né?

    • Cintia disse:

      01 de 09 de 2011 às 12:48

      Cara chatadegalocha, o coloquialismo é tão válido quanto o seu não-gosto por ele. O texto coloquial é uma opção, assim como escrever um texto de maneira jornalística. A Juliana Cunha, colaboradora das Oficinas, é repórter formada em Letras, portanto o emprego de coloquialismo é intencional. O importante é olhar além e perceber que este blog da Oficina de Estilo é uma das maiores referências em dicas de estilo e informação de moda no Brasil, ensinando a gente a ver a moda e o estilo (e até mesmo a vida, por que não?) de um jeito mais próximo e pessoal, tirando aquele ranço elitista que a moda pode ter.

      Beijos a todas!

      • Fernanda disse:

        01 de 09 de 2011 às 21:19

        a gente também é MUITO FÃ da juliana, cintia! e a gente também acha que a moda carrega esse “ranço elitista” (que é bem uó néam?). MUAH! <3<3<3

    • Deborah disse:

      01 de 09 de 2011 às 15:07

      Super concordo! rsrsrs Essa mania de “super” desse blog, além da mania de colocar preposições no final da frase (construção do Inglês totalmente inadmissível em Português), foi aos pouquinhos me espantando. Não porque seja coloquial demais – até acho que o coloquialismo é “super bem vindo”, afinal estamos em 2011 – mas porque beira o miguxês. Acho que chega a ser antipático, parece que quem escreve acha que o leitor é retardado…

      • Fernanda disse:

        01 de 09 de 2011 às 21:20

        a gente acha as nossas leitoras as mais ligadas no mundo, as mais espertas, as mais cheias de consciência e as mais bem humoradas, deborah! de coração! ;-)

      • Lígia Buzin disse:

        02 de 09 de 2011 às 16:02

        olha, deborah, saber português é saber usar a forma correta no momento correto.
        aqui, a idéia do blog é ser um ambiente informal e, então, é utilizada uma linguagem informal, como se fosse uma conversa entre amigos.
        o errado, aqui, seria usar um português todo elaborado e impróprio a transmitir a mensagem que se quer.
        miguxês também me irrita, mas nunca vi nenhuma letra faltando ou dobrada infintamente por aqui.

    • Renat disse:

      04 de 09 de 2011 às 19:51

      Acabei de deletar o “chata de galocha” dos meus favoritos.

      • Ana disse:

        05 de 09 de 2011 às 17:24

        não conheço essa chatadegalocha, mas que sorte a minha, hein?
        É a pessoa errada, no lugar errado, falando a coisa errada…
        também, gente, ela não é a legaldegalocha… esperar o quê de uma pessoa que se auto intitula de chata?????

      • Lu Pomponet disse:

        16 de 09 de 2011 às 23:10

        Nossa, um assunto tão interessante sendo tratado e as pessoas se preocupando com um “super” no texto!!!

        Concordo plenamente com a frase da Lígia aí em cima:

        “o errado, aqui, seria usar um português todo elaborado e impróprio a transmitir a mensagem que se quer.
        Miguxês também me irrita, mas nunca vi nenhuma letra faltando ou dobrada infintamente por aqui.”

        E só mais um detalhe: qualquer um pode usar o nome “chatadegalocha”, né? O que não significa que seja alguém do site Chata de Galocha. Afinal, isso é Internet e (parece) tudo é permitido!!!

  • Faby Salles disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:39

    Excelente post, meninas! É um assunto que vale a pena refletir. E sobre decidir o que comprar, vale uma estudada antes no que se precisa realmente e como disse a colega acima investir em peças mais necessárias, como trabalho, por exemplo, de boa qualidade realmente e compor o guarda-roupa com outras peças e acessórios mais em conta.
    Porém, o que valeria mesmo a penas era democratizar mais a moda. O que sinto que o Brasil que é um “país de todos” ainda é muito elitista, seletivo. Como se somente os mais abastados tivessem o direito de se vestir bem e bonito.
    Antigamente eu não constumava pensar muito sobre o preço das coisas, mas a vida nos dá experiência e valores que, com o tempo, nos fazem refletir sobre o que é mais importante, por exemplo: você prefere gastar o absurdo de 15 mil numa roupa (ou numa bolsa!!!!) ou curtir uma viagem com a família ou amigos pelo mundo? Ou investir no bem-estar de morar bem, de ter saúde, de ajudar os outros?
    Enfim…a vida está aí para vivê-la, não é mesmo! Bjos

  • Renata disse:

    01 de 09 de 2011 às 11:41

    Olha eu realmente não acredito que boicotar a Zara vai trazer algum benefício, até porque acredito que antes de tudo o problema está nas informações que recebemos a todo momento.
    É só parar para pensar que a cada dia surgem blogs, comunidades, personalidade e etc nos falando que esta peça é in ou out. Que o “look do dia” é uniforme obrigatório. Dessa forma também contribuimos para esse comércio em massa e para uma produção não tão louvável assim!
    A moda brasileira está sim ficando cada dia mais barata, é só vcs irem no Largo da Concórdia em São Paulo. Lá se copia os blogs de moda a rodo, vi neste ultimo inverno jaquetas estilo aviador custando míseros R$39,90. Lógico que ninguém é bobo de achar que aquilo vai durar anos e anos.
    Mas se você quiser fazer a #phyna como se propaga a torto e a direita nos blogs, revistas e mídia em geral, vai lá e se joga.
    Eu acredito que devemos dar menos importância para o tamanho do closet, não é necessário ter aquela peça it da semana, pagando absurdos ou sendo praticamente de graça. Se esta história da Zara servir para toda indústria da moda parar e repensar seu posicionamento já será de uma grande valia. Isso vale principalmente para os blogs de moda e a força de mídia que ele têm!

  • Paulinha disse:

    01 de 09 de 2011 às 12:36

    Meninas, eu amo demais os posts de vcs! Qta inteligência, qto esclarecimento, qta consciência!!!
    Adoro o blog!
    Concordo que essa fome de compras é mesmo estranha. Eu gosto de ter blusinhas que duuuurem. Infelizmente, tá difícil achar…. as roupas estão ficando mais descartáveis. ACho difícil isso, pq com roupas de qualidade (que duram), eu não preciso perder tempo reorganizando meu armário a cada ano/estação. Prefiro ter menos coisas e coisas que durem mais.

  • talita omami disse:

    01 de 09 de 2011 às 12:39

    muuuito bom esse post, amei o blog de vocês, beijinhus ( sorayaetalita.blogspot.com )

  • claudia disse:

    01 de 09 de 2011 às 13:09

    eu uso roupa barata,mas sou eu mesma q faço rs

    tecido bom não é caro e confeccionar minha propria roupa me deixa feliz

    consigo ter coisas q realmente ficam bem em mim e no meu orçamento

  • Juliana disse:

    01 de 09 de 2011 às 13:16

    há tempos praticamente só tenho ido a brechós – compro peças diferentes e de boa qualidade (fácil encontrar jeans como Zoomp Levi’s) ou mesmo feitas por costureiras a preços irrisórios. e se for pra comprar uma peça que não dura só pra satisfazer um ‘desejo da estação’, prefiro pagar uma mixaria a gastar dinheiro em porcaria. raramente consumo nessas lojas de ‘fast fashion’ – quando compro algo nelas, é sapato ou acessório em liquidação. se eventualmente gosto de alguma peça de roupa, custa o olho da cara – as mais ‘baratas’ são bem bem chinfrins e padronizadas. quando as roupas não vem de fornecedores duvidosos, vem da China – lá as condições de trabalho são iguais ou piores às encontradas no caso da Zara. confesso que às vezes compro no eBay, consciente de que muitas peças chinesas podem vir de origem obscura – porém as lojas brasileiras se valem dessa mesma fonte, e obtém lucros absurdos vendendo peças baratas a preços exorbitantes. ruim por ruim, prefiro comprar direto que quem ‘produz’ a enriquecer ainda mais redes de lojas que exploram tanto ao consumidor quanto a mão de obra barata. se olhar as etiquetas, em qualquer loja popular a maioria dos ítens vem da China. lojas de departamento americanas a marcas como Adidas e Nike terceirizam sua produção à ásia, turquia, rússia… e sabe-sel-lá em que condições as peças são confeccionadas. a única saída pra ‘boicotar’ esse tipo de comércio seria mandar fazer as roupas sob encomenda na costureira – atualmente anda quase impossível saber a verdadeira origem um produto, e há tempos que ‘marcas caras’ deixaram de ser 100% confiáveis. mas o pior de toda essa história é que os ‘funcionários’ da Zara ainda estavam preocupados em perder o emprego e o ‘salário’ mixo – apesar de toda a condição precária e clandestina em que viviam aqui. se estavam ‘relativamente satisfeitos’ é porque na Bolívia a coisa devia ser ainda mais cabeluda. triste realidade.

  • Juliane disse:

    01 de 09 de 2011 às 13:17

    Um dos melhores conselhos de moda que já ouvi foi: prefira pagar até quatro vezes mais caro em uma peça clássica e de qualidade a sair comprando todas as úultimas tendências (de qualidade duvidosa) por preços camaradas. Valorizar um closet enxuto e clássico é sustentável e elegante. O pior do fast fashion é que as mulheres acabam nem economizando. Muitas vezes elas compram um balde cheio de roupas, parcelam em 5x e no último mês já nem usam mais as peças porque enjoaram. Mea culpa: eu já fui assim…

  • Anne Thalita disse:

    01 de 09 de 2011 às 14:07

    ótimo post, acho interessante essa análise que vocês fizeram.

  • Josilaine Tavares disse:

    01 de 09 de 2011 às 14:33

    Sim concordo plenamente… E alem de caras ainda são muito sem graça, parece ate o tempo do comunismo: você compra uma camiseta e tem mais um milhão andando na rua com a mesma camiseta, não tem tanta opção… Tanto os artigos mais caros quanto os baratos não tem aquela qualidade de antigamente, as roupas hj em dia já estragam na primeira lavagem… As pessoas tbm estão comprando apenas para ”ter” e não se preocupam com o caimento, com o seu estilo próprio… Acho que antigamente e não faz muito tempo, as roupas eram mais trabalhadas, mais duráveis, mais exclusivas e a faixa de preço não era uma diferença tão grande como é hoje… Queria tanto que isso fosse resgatado sem que eu tenha q me individar ate as pontas dos fios de cabelo ='<

  • Paula disse:

    01 de 09 de 2011 às 14:37

    Ótimo post, parabéns! Ajudou a completar o de ontem!
    Beijos

  • Juliana disse:

    01 de 09 de 2011 às 14:42

    Olá meninas!

    Essa questão de fast fashion e consumismo é realmente muito pertinente! Eu mesma venho pensando muito nisso ultimamente, com a denúncia da Zara, inclusive fiz um post sobre o assunto no meu blog (http://lobjettrouve.wordpress.com/2011/09/01/zara/).

    É por isso que o Oficina de Estilo tem sido um dos poucos blogs de moda que eu leio e que fica sempre no meu feed, por falar da moda desse jeito inteligente e pensante, e não consumista, como 99% dos blogs por aí.

    Bjos e parabéns pelo trabalho de vocês!

  • Carol Alfinetes de Morango disse:

    01 de 09 de 2011 às 15:51

    Eu prefiro pagar pouco..acho roupa aqui no Brasil carissima e a qualidade também é duvidosa, em muitos casos.
    Bj
    http://www.alfinetesdemorango.com

  • Susana disse:

    01 de 09 de 2011 às 16:00

    Acho que boicotar a Zara, a Marisa e todas as outras que forem pegas contribuindo para o trabalho escravo faz, sim, muita diferença. Porque se uma descoberta dessas começar a significar prejuízo econômico para as contratantes, é evidente que outras empresas pensarão duas vezes antes de seguir esse caminho.
    Me espanta alguém pensar em passar por cima de um fato desses e continuar contribuindo para empresastão sem valores…

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:30

      acho um tópico SUPER delicado, susana, dos mais delicados dos últimos tempos (na moda) essa decisão de comprar ou não comprar mais lá. ideologicamente eu me sinto desconfortável de contribuir com a manutenção do esquema da zara – mas né, cada um tem uma razão e valores diferentes.

    • Domenica Moraes. disse:

      05 de 09 de 2011 às 22:29

      Poxa Sizana fico feliz de saber que tem pessoas que pensam assim, acho que voltar a consumir nessas lojas é contribuir para que tudo isso fique do mesmo jeito!

    • Lu Pomponet disse:

      16 de 09 de 2011 às 23:17

      Fiquei contentíssima em saber que as denúncias no Brasil fizeram o valor das ações da proprietária no exterior (esqueci o nome agora) despencar… isso realmente faz a diferença gente, pois está mexendo no bolso dos acionistas!!!

      Eu sei que parar de comprar na Zara não vai resolver o problema, mas não quero me sentir conivente com essa atitude. Acho que é o mínimo que posso fazer.

      Para mim, está decidido, produtos Zara vão ficar no manequim!!!

  • Anna Maria Santos disse:

    01 de 09 de 2011 às 17:28

    Gosto muito do que vcs escrevem, aproveito bastante suas dicas, mas gostaria de ver pessoas que se dirigem ao grande público com um estilo de redação melhor. Acho que não cabe se expressar com frases como ” É super o caso de se pensar”, “estágio meio limite” , a palavra “mesmo” sendo usada 2 vezes na mesma frase, e, os dizeres sobre a C&A, que, de tão mal redigidos tornam incompreensivel o sentido da pergunta.
    Estilo para se vestir é muito importante e legal, mas não podemos nos esquecer que, melhorar o estilo para se expressar torna a comunicação mais rica, mais rápida e mais elegante.
    Não sou professora de portugues ou algo que o valha, mas acredito que todos os que publicam conteudo tem de se esforçar para fazer isso com algum grau de refinamento. E o linguistico se inclui. Beijos

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:33

      anna, obrigada pelo seu comentário.
      a gente não é jornalista, é personal stylist – e considera o conteúdo a parte mais importante desse blog.
      acontece que a linguagem com que a gente escolhe todos os dias entregar esse conteúdo é essa, parecidíssima com o jeito com que a gente fala na vida real, e é assim que a gente se sente mais confortável e feliz.
      sem querer ofender ninguém, é claro, e levando sempre em consideração que todo mundo é livre pra escolher o que gostaria de ler na internet e de que jeito!
      bom é usufruir dessa diversidade e ler só o que agrada a gente, né?
      beijos, fê!

    • Meg disse:

      16 de 09 de 2011 às 23:22

      Cuidado! Pois da mesma forma que achou diversos erros no texto das meninas, também existem erros no seu texto.

      Quer que eu cite? Aspas no lugar errado, vírgulas mal colocadas, falta de acentuação… eu poderia continuar.

      Devemos nos lembrar que, quando apontamos um dedo, existem três apontados para nós.

  • Emilia disse:

    01 de 09 de 2011 às 18:10

    OLá, acredito que o melhor dos mundos é existir opção para todas as pessoas. Tem quem goste de peças de boa qualidade, duráveis, e tem quem queira peças mais baratas, que podem até durar menos porque serão substituídas por outras mais novas. Não acho que exista “certo” ou “errado”, nem que temos que “repensar” esse assunto. Cada um pode ter a sua opção de compra. O importante é fazer as antigas roupas circularem, a fim de que o consumo não gere apenas “lixo”. Tem muita gente precisando de roupa nessa cidade, assim, se alguém quer comprar 10 peças por mês na Renner e dar 10 peças do ano passado para a empregada, amiga da empregada ou aquela pessoa no farol que a gente sempre fala que “não tem trocado”, muito melhor. Quanto ao “boicote” Zara, acho que as pessoas são muito preciptadas em seus julgamentos, por que no caso concreto, quem estava impondo uma condição escrava aos trabalhadores era a empresa brasileira licenciada, querendo tirar vantagem e obter mais lucro do que o possível em seu contrato com a Zara. Nem tudo é o que parece na notinha do UOL…

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:34

      o fato de existirem tantas oficinas clandestinas funcionando com essas condições já é desconcertante por si só, né, emilia! :/

      • Emilia disse:

        02 de 09 de 2011 às 10:28

        Sem dúvida! mas isso não é um problema exclusivo da indústria têxtil. Em Mato Grosso é altíssimo o índice de trabalhadores em condições análogas à escravidão nas fazendas de cana de açúcar, que produzem o álcool que colocamos todos os dias em nossos carros…

  • Amanda Costa disse:

    01 de 09 de 2011 às 19:32

    Acho legal também enfatizar que, por trás desse consumo desenfreado que os EUA fazem, eles querem que tudo seja descartável para cada vez mais comprarmos e jogarmos fora, comprarmos e jogarmos fora, um ciclo vicioso que só nos deixa LIXO, e pra onde vai esse lixo??
    Temos que, além de pensarmos no nosso bolso, qualidade, e claro, condições dos trabalhadores das fábricas e lojas, temos que pensar no meio ambiente, que acredito que é que mais sofre por trás disso tudo.

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:35

      PERFEITO, amanda! é o fim da picada a gente não parar pra pensar num um minuto no que vai ser do mundo nas próximas gerações (quando a gente ainda quer estar por aqui, né?).

  • san disse:

    01 de 09 de 2011 às 19:53

    O argumento de que possivelmente outras lojas podem cometer absurdos como a zara não deve servir como justificativa para que negligenciemos algo que é um fato constatado. Acredito naquela velha história do beija-flor que tenta apagar o incêndio. Cada um pode e deve contribuir. Gosto do estilo e tenho várias peças da marca, mas diante da descoberta do impacto que a produção tem na vida dessas pessoas, torna-se impossível seguir comprando da loja. Um grande boicote faria com que a Zara perdesse uma fatia considerável de mercado, o que, por conseguinte, tornaria a loja um exemplo negativo que não deve ser copiado. Esse argumento fazer mais sentido para mim. Depois do episódio, tenho refletido melhor sobre a origem e o impacto causado por aquilo que consumo. Como diria um personagem do excelente documentário Lixo Extraordinário: “Noventa e nove não é cem!” Vou buscar fazer a minha parte.

    • Fernanda disse:

      01 de 09 de 2011 às 21:37

      san obrigada por comentar aqui e estar com a gente no blog. vou dormir feliz por ter por perto gente que pensa como você. uma inspiração pra mim, de coração. beijos, fê. <3

  • bianca gayoso disse:

    01 de 09 de 2011 às 20:13

    AMEI!!!!! EXCELENTE POST

  • Juliana disse:

    02 de 09 de 2011 às 00:20

    pra quem acredita que a Zara é ‘vitima’ de seus fornecedores e a história ‘não é bem assim’, neste site há reportagens muito mais abrangentes que as veiculadas por grandes portais: http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1925 . a Zara sequer importou-se em dar esclarecimentos sobre as denúncias: http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1933 “Se não respeitam nem os direitos humanos dos trabalhadores, essas empresas também não vão respeitar essa Casa” (Assembleia Legislativa). se o problema fosse apenas a Zara tava bom: até mesmo coletes de recenseadores do ibge foram feitos por mão de obra escrava. quanto mais fundo se escava, mas feia fica a coisa.

  • Andrea Vialli disse:

    02 de 09 de 2011 às 02:33

    Bacana ver o tema consumo consciente por aqui, e ver a contribuição da Oficina sobre esse lamentável caso Zara. Me parece óbvio que a Zara é co-responsável pelas péssimas condições de trabalho dos imigrantes bolivianos. Então, para mim parece claro também que continuar comprando lá significa compactuar com essas práticas. Simples assim. A menos que a empresa assuma as rédeas de sua cadeia produtiva e passe a acompanhar, de verdade, a situação dos fornecedores e seus tercerizados. Em nota, ela “lamentou” o ocorrido, e dai? E outra, a Zara é cara no Brasil, diferente da Europa, onde ela é uma fast fashion. Pagar caro por uma roupa de lá, sabendo que quem costurou recebeu menos de R$ 2 por peça, é contribuir com esse esquema perverso de produção. Fico triste, pois adoro o estilo da marca e tenho várias peças de lá. Mas sinceramente, não dá pra continuar comprando.

  • Adriana disse:

    02 de 09 de 2011 às 11:29

    Triste mesmo é comprar uma peça que não é barata, não é fast fashion e em 1 mês a peça encher de bolinha. É bem o caso da, já citada, Maria Bonita Extra. Na última vez que isso aconteceu exigi uma troca. Foi na Maria Filó. E já decidi: sempre que uma peça encher de bolinha em pouco tempo, cair o botão ou sei lá, derreter na minha mão, vou reclamar. E se todo mundo fizer isso, quem sabe a gente não ganha um pouco mais de qualidade e de respeito dessas marcas.

  • Marcia disse:

    02 de 09 de 2011 às 11:54

    Nos somos Consultoras de Imagem, moramos em NY e escrevemos o blog crivorotscigliano.com. Na semana passada escrevemos um post sobre a questao da Zara e a copia de estampas na Forever 21 que tambem se falou muito por aqui: http://crivorotscigliano.com/2011/08/24/etica-na-moda-caso-zara-e-forever-21/
    O esquema de producao extremamente rapido dessas lojas e a tercerizacao da mao de obra sem controle eh um problema serio, em varios sentidos. Eles nem sabem direito o que vai parar nas lojas e muito menos em que condicoes sao feitas. Eh so lembrar das bolsas bordadas com a suastica nazista na Zara ha uns 3 anos atras. Na verdade, bordadeiras da India incluiram os simbolos em meio a flores porque se trata de um simbolo de paz do Hinduismo que foi usurpado de proposito muito depois por Hitler.
    Nos achamos que ser consciente e planejado eh a melhor maneira de se consumir hoje em dia, nao importa em que area. Realmente eh muito dificil, qualquer marca hoje em dia por aqui tem as roupas feitas em outros paises. E mesmo que a gente resolvesse costurar as nossas roupas, os tecidos, os aviamentos, etc vem de onde ? Em que condicoes sao feitos?
    Quanto a precos, aqui se encontra roupas de todo tipo e as promocoes existem a todo tempo, alem das sample sales, dos outlets. Fora os brechos que sao otimos. E embora as pessoas nao concordem, achamos que a consumidora americana esta se preocupando em consumir menos por causa da crise, faz pesquisa pela internet e sempre gostou de esperar as promocoes, nao importando o poder aquisitivo . Os brasileiros estao enlouquecidos aqui fazendo compras e saem gastando como uns loucos em 1 semana. Com certeza estao ajudando a melhorar a economia de NY…
    E nos andamos muito assustadas com os precos ai, tanto das roupas mais caras quanto das baratas…
    Parabens pelo post e pelo blog que a gente adora !
    Marcia & Silvia

  • Fernanda disse:

    02 de 09 de 2011 às 12:17

    Eu também acredito em boicote, porque quando impacta o bolso, sempre dá algum resultado. Quando descobriram situação semelhante com a Nike, nos anos 90, o boicote de certa forma forçou a empresa a manter um nível melhor de condições para os seus trabalhadores; pode não ser o melhor do mundo, mas com certeza melhorou.
    Acho triste pensar que tem pessoas que preferem continuar comprando roupa de lojas que utilizam essa prática, às custas da exploração do seu semelhante.

  • Alice disse:

    02 de 09 de 2011 às 12:53

    Um dos problemas que compoe esse cenario complicado ja foi citado aqui: a roupa não-barata muitas vezes não é de qualidade condizente com o preço. Caso classico é a Maria Bonita Extra, que nada tem de barata, as peças de fato são em sua maioria lindas, mas a qualidade é lamentável. Decidi que não compro mais nada na Totem – que não é cara mas não tem precinho de fast fashion nivel Renner- porque da ultima vez que comprei um vestido lá o botão caiu em uma semana!!!! A malha da Cantão é absurdamente vagabunda. E por ai vai….

    Essa equação preço = qualidade não é assim tão simetrica, infelizmente…

  • Jessica disse:

    02 de 09 de 2011 às 13:54

    Post super coerente e relevante. Parabéns!

  • Carol H disse:

    02 de 09 de 2011 às 14:48

    Por favor!

    Dizer que só por que todo mundo faz, o boicote não faz diferença é muito simplista!!!! temos que parar de comprar mesmo! se não, haverão mais escravos e ainda subirão os preços e as peças ficarão piores ainda. Ou seja, seremos complacentes com a desumanidade, idiotas como consumidores e babacas por termos roupas que não são nem tão legais assim.

  • Bruna disse:

    02 de 09 de 2011 às 16:37

    Adorei o post, e gostei do jeito que foi escrito, parabéns! Fico feliz em ver profissionais como vocês, formadoras de opinião, posicionarem-se contra o consumismo alienado e contra a exploração humana (caso da Zara e outras).
    Muitos comentários que eu li também foram ótimos, a ideia de ter um closet enxuto é sustentável e sofisticado foi ótima, um mantra perfeito para nosso lado da moda. Pessoalmente, nunca acreditei no milagre norte-americano e sempre desconfiei dessa imagem de “vida perfeita”. Certamente, não é o melhor modelo a ser copiado.
    Nunca comprei nada da Maria Bonita Extra, mas vou ficar de olho. A malha da Cantão realmente é vagaba hehe, pois nem 100% algodão é! M. Officer então, nem se fala. Na minha cidade é uma marca carinha, pelo menos para os padrões de cidade pequena, e tem a qualidade de fast fashion. Na renner, marisa, C&A e afins eu só compro calcinhas! A Zara está fora da minha lista, o que não foi uma grande perda, pois apesar de as roupas serem bonitinhas e atuais, a qualidade é péssima! Acho que marcas boas são a maria garcia, a osklen e a richards, por exemplo.
    Enfim, ótimo post! Beijos!

  • Amanda disse:

    02 de 09 de 2011 às 17:07

    Gostei do post. Eu prefiro investir meu dinheirinho em roupas boas e que durarão um bom tempo e me vestir de uma maneira mais elegante do que comprar roupas que não duram 1 mês. Bjs!

  • Elaine disse:

    03 de 09 de 2011 às 09:49

    Gente, há um tempo atrás eu assisti a um documentário chamado “China Blue” (2005), sobre a rotina dos empregados em uma fábrica de jeans chinesa.. Eu recomendo a todos, pois depois de vê-lo nunca mais consegui ler em uma etiqueta o made in China sem me sensibilizar e me comover.

  • Madalena disse:

    03 de 09 de 2011 às 14:03

    Realmente, comprar barato sai muito caro. É terrível gostar de uma peça comprar, mas logo cair um botão, ou pior na primeira lavagem ela se transforma em outra peça, com cara de 10 anos de uso.

  • Suzym disse:

    05 de 09 de 2011 às 14:09

    Como faço p me cadastrar?

  • Myrna G. disse:

    05 de 09 de 2011 às 17:08

    Anos acompanho o blog e de longe, apesar da linguagem coloquial chata, este é o melhor post já publicado. O assunto tratado merece toda a nossa reflexão e ação imediata. Parabens.

  • Ana disse:

    05 de 09 de 2011 às 17:58

    Como meu dinheiro é um recurso finito e as minhas vontades são infinitas, invisto mais em peças que para mim são clássicas (calça jeans, camisa branca um trench coat, uma boa bota…) nas peças que são apenas da moda, que sei que vai passar ou que posso enjoar, compro mais baratinhas…. para usar bastante e se acabar, acabou! Assim, a cada estação gasto bem pouco para renovar o meu guarda roupa!
    Sobre a Zara, sempre amei mas perdi o encanto… assim como a Brooksfield e outras que era cliente… Não volto mais. Para mim é como separar o lixo na minha casa… faço a minha parte independente do que o mundo acha sobre isso!

  • Michelle R. disse:

    06 de 09 de 2011 às 00:03

    Eu aqui estou tentando costurar as minhas próprias roupas. Não é tudo que eu consigo fazer (camisa, por exemplo, sem chance), mas as calças já ficam melhores que as das lojas de fast fashion.

    O que eu acho ESPETACULAR de costurar é o fato de DEMORAR. Isso de passar a tarde inteira pra fazer uma blusa ARRANCA a gente da lógica do consumo, do “eu PRECISO e preciso AGORA!!!”, sabem.

    E também porque a gente se dá conta de que é uma coisa demorada, que cansa, que dói as costas… que ninguém merece passar 10h por dia pra ganhar $2 por peça…

    Entendo que nem todo mundo tenha a disponibilidade de tempo, a paciência, a habilidade pra fazer isso. Mas continuar comprando em loja de departamento sem dor na consicência é coisa de quem nunca pegou numa agulha. Não dá pra ter costurado, uma vez na vida que seja, e achar bacana alimentar esse mercado baseado em trabalho compulsório e lucros exorbitantes.

  • Tathyanna disse:

    06 de 09 de 2011 às 01:21

    Eu já desconfiava da Zara há um bom tempo, pq tenho um cardigan com etiqueta “Made in Vietnam” e minha mãe tem um “Made in Cingapore”…
    Países subdesenvolvidos e com mão de obra barata… suspeito, não acham?
    O pior de tudo é que vcs estão certas, já não é mais exceção, além da Zara, tem Collins, Gregory, Brooksfield, C&A…
    Agora não dá mais pra confiar nem quando é “made in Brazil”?
    Fica a pergunta: quem não pode comprar roupa de grife faz o que, anda pelada?
    Bjinhos!!

  • marcela disse:

    22 de 09 de 2011 às 15:09

    Olá meninas!

    Esse post é uma reflexão e tanto. Eu mesma estava até um tempo completamente viciada em fast fashion. Viajar e trazer milhoes de roupas gastando pouco era super tentador. De certa forma acabava deixando de comprar as marcas nacionais porque achava “caro”! Acho que fast fashion é um conceito legal para comprar algumas peças mais marcantes e que serão hit por pouco tempo. Mas não dá pra viver só disso. Ultimamente comecei a olhar mais pras marcas da minha cidade. Vejo como tem coisa bonita produzida aqui e com a cara da gente! Mania de Brasileiro em querer parecer e se vestir como gringo! Nosso clima e costumes são diferentes e temos que ser quem somos! Moro em Fortaleza (perdi vcs no CSF) e nosso clima é quente e por mais que ache lindo algumas roupas de inverno, tem que saber adaptar as tendências ao nosso clima não é mesmo? Bom… é isso, adoro o blog… bjos

    Marcela

  • Giselle Guimarães disse:

    19 de 03 de 2013 às 14:06

    Meu drama é sempre esse!Compro muito, mas roupas mais baratas, pq não consigo (não acho justo) pagar caro numa roupa…mas com o tempo vejo que o barato sai caro…compro uma peça baratinha no fast fashion, mas sei que ela não dura muito…aí tem que comprar de novo…apesar do quê, devo ressaltar que há algumas exceções. Já comprei blazers e calças sociais na Renner que duraram bem e tem o corte muito bom!

  • Marcela de Vasconcellos disse:

    19 de 03 de 2013 às 20:08

    Olha, não compro peça descartável, me nego a pagar uma camisa na C&A em 5 vezes e só usar a roupa por duas parcelas.
    mas também não faço loucuras, meu salário não banca roupa de grande qualidade e mesmo que se pense que dá pra dividir uma camisa de 400 em dez vezes eu passaria pelo menos 5 desses meses sem comprar mais nada e não há closet que se aguente com uam camisa só…rsrs

    Mas o que me revolta, o que me tira do sério é ver oq ue vi sábado. Na loja Zinzane (não sei se tem fora do Rio) uma loja com cara de voltada pro público +25 , trabalhadoras que precisam de roupas legaizinhas mas não tão sérias.
    Pois bem, eu vi nessa loja vários vestidos de VISCOLYCRA por R$300!!! eu juro que era isso mesmo e minha vontade era chamar a dona da loja e dizer que ela foi enganada: o dono da fábrica disse que era seda mas não era!!!

    mas sei lá, nem falei porque vai que ela sabia…? #Ironias.

    Fui na feira em com R$45 comprei um vestidinho e uma saia longa com estampa de pavão discreto muito linda. Duas peças que vão durar exatamente o mesmo que o vestido de R$300.

  • Anna Karine disse:

    20 de 03 de 2013 às 16:48

    Aqui na Itália e’ complicado NAO comprar coisas que venham da China, Bangladesh, Tailândia ou Índia. Quase tudo e’ feito nesses países! Eletrodomésticos, ferramentas para jardinagem, roupas, acessórios etc Ate’ algumas marcas italianas tem produção la’. Conheço 5 costureiras e já fui fazer orçamento com todas. Somando a mão de obra delas e preço dos tecidos, um vestidinho comum, sai o preço de um de “marca”. Aqui a mão de obra e’ um absurdo de cara e e’ por esse motivo que muitas marcas estão correndo para esses países deixando milhares de pessoas sem trabalhos. Uma das costureiras que conheço tinha uma equipe que trabalhava para varias marcas de fama internacional e que pararam de contratar sua equipe porque se mudaram para a China. Ela ficou sem trabalho e teve que demitir TODAS as suas funcionarias. Hj ela trabalha fazendo pequenos reparos,tipo bainha, cós etc Deprimente!

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