REGINA GUERREIRO SABE DAS COISAS
Vejam só que impressionante: o textinho transcrito aqui embaixo foi publicado pela Regina Guerreiro numa edição de moda da revista Caras no fim de 2007, para o verão de 2008. Tudo que ela falou acontece exatamente assim ainda hoje, agora – e é esse olhar que a gente aqui na Oficina tenta exercitar a cada temporada de desfiles. Todo dia, na prática, é bem esse o nosso trabalho: conhecer tudo, entender a cliente, organizar possibilidades, direcionar escolhas – mas nunca ditar, impor. Nem teria graça ser de outro jeito, já que quem veste a roupa é muito mais interessante (e importante!) do que a roupa em si – ou que os motivos que fazem a gente querer vestí-la. A gente fica feliz da vida, então, de repassar esse pensamento-ensinamento no blog da Oficina, espaço de extensão (na internet) do nosso trabalho da vida real. Ó que sábia que dona Regina é:
“Esqueça a palavrinha tendiencia, porque ela está morta. Num mundo em que – praticamente – existem 800 desfiles por temporada, só podia acontecer o que aconteceu: uma Babel fashion, em que cada estilista fala a sua língua (até aí, tudo bem), e é papo furado dizer “agora é isso ou aquilo”. Vai daí que mudei completamente minha linha de edição. Mostro o que acho melhor de cada estilista, até porque – afinal – as outras revistas e jornais, no desespero de “contar tudo”, já mostraram tudo e, muito provavelmente, enlouqueceram e confundiram você. Ver não quer dizer entender. Então edito… Como nas fotos, minha lente “pega” só o que é preciso, sabe como? Nessa nova edição verão 2008, só mostro o melhor. Mas é você que “se escolhe”, é você quem diz “puxa, esse modelito é a minha cara”, esse sim, esse não. Sem medo, tá? Aprendi – já faz tempo – que, nem na moda, nem na vida, existe o certo e o errado. Vai daí que… VaiVaiVai!”

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Comentários
4 comentários para "REGINA GUERREIRO SABE DAS COISAS"
Vanessa Gondim disse:
25 de 01 de 2012 às 12:41Parabéns pelo achado, meninas!
Regina Guerreiro falou e disse!
Moda não é tendência, é estilo pessoal!
Beijos!
Juliana Cunha disse:
25 de 01 de 2012 às 15:14E não é que á sábia mesmo? Esclarecedora, eu diria! Meu namorado sempre me pergunta coisas sobre a moda, tendências, mas não por que lhe interessa, e sim para entender o porque eu gosto tanto disso. Muitas vezes me vejo confusa em responder com coerência, pois eu mesma já me perdi entre tantas tendências em um só desfile. Achei divina a constatação da Regina Guerreiro, pois é exatamente o que acontece mas, por vezes, não paramos para refletir.
Belo conteúdo!
Bejos
Kaka Gualberto disse:
26 de 01 de 2012 às 09:50Perfeita definição. Tudo é permitido e proibido, depende de cada um!
d r i disse:
31 de 01 de 2012 às 00:50Né?
Se a gente se preocupasse mais em se conhecer, observar as (r)evoluções, de cabeça, do corpo, ao invés de correr sempre atrás de saber qual a “última tendência”, veríamos mais beleza na rua, gente mais satisfeita, menos enganos…
Beijos, meninas, e sempre parabéns pelo trabalho!!