DRESSCODE DEFINIDO PELO CONFORTO

Há algumas semanas o Alexandre Herchcovitch (!!!) convidou a gente pra conversar sobre os ‘códigos de vestir do ambiente formal de trabalho’ com um grupo de profissionais do escritório de advogados com que ele trabalha desde sempre. Foi então que a gente resolveu pensar numa maneira clara e eficaz de transmitir idéias de adequação de acordo com quem a gente é e com a vida que a gente vive. Na real, de verdade.

Já que feio e bonito são definições feitas 100% subjetivamente e que “pode” x “não pode” é super antigo, inteligente pode ser enxergar o que é importante de verdade e escolher o que vestir pensando em se valorizar e valorizar o trabalho. Direção certeira pra todo dresscode/código de vestir pode ser o CONFORTO, em três versões: conforto pessoal, conforto do outro e conforto da empresa/do trabalho. A gente explica:

CONFORTO PESSOAL
Código de vestir que toma por direção o conforto pessoal aceita todo tipo de roupa que proporciona conforto físico, de sentir mesmo. Roupa que permite sentar e levantar sem que a gente precise se ajeitar o tempo todo, roupa que não restringe movimentos (alô curtos e justos demais), roupa que permita a gente dobrar os braços pra segurar pastas, buscar coisas no alto sem mostrar a barriga, andar uns quarteirões na hora do almoço ou pegar o transporte com tranquilidade. Se trabalhar é o que a gente mais faz na vida toda, então roupa de trabalho não pode machucar, pinicar, tirar atenção do que a gente tem que fazer. Roupa de trabalho tem que deixar a gente à vontade pra viver a melhor vida que a gente pode viver enquanto ganha dindin.

CONFORTO DO OUTRO
Falando em não tirar atenção, o ‘conforto do outro’ é direção certeira pra definir o que cabe e o que não cabe em códigos de vestir formais. Se o que a gente usa interefere de algum jeito na zona de conforto de quem tá junto com a gente no trabalho, então não rola usar. Mesmo! Pensa no que constrange ou faz com que o outro se desligue do que tá fazendo  - decotes exagerados, cabelo descontrolado, corpo demasiadamente delineado, perfume cheiroso demais da conta, bolsa super estufada ou bagunçada, pulseiras e sapatos que fazem barulho, maquiagem espalhafatosa (qualquer idéia espalhafatosa, de repente até coordenações de cores super extravagantes, dependendo do trabalho!), alça de sutiã que insiste em aparecer e afins. Sabe?

CONFORTO DA EMPRESA
É lógico que quem contrata tem expectativa em relação a como cada funcionário/prestador de serviço representa a empresa. Vale estudar valores e missões dos lugares em que a gente trabalha, assim como observar com olhar crítico e estético os clientes que a empresa atende. O que a empresa/o contratante vende? Pra quem? A gente tem aparência pessoal coerente com a imagem que a empresa quer projetar? Tem uma direção geral a ser seguida de acordo com os valores da empresa – conservadora, moderna, sustentável, comprometida – que pode ser personalizada pra se adequar a quem a gente é? Especialmente quando a gente vende serviço, o produto passa a ser a gente mesma. Vale alinhar expectativas, ter em mente o que a empresa quer da aparência de quem trabalha junto e então encontrar como esses valores podem aparecer no guarda-roupa profissional.

A gente entende que o nosso tempo é o de olhar pra dentro pra buscar referências (de tudo!) e não pra fora. Não tá mais em época de se considerar qualquer bobagem que tenha a ver com “pode” e com “não pode” — especialmente no vestir. Levando em conta conforto pessoal, conforto do outro e deixando também a própria contratante confortável, é possível ser mais e mais a gente mesma. E além desses limites confortáveis a gente ainda pode escolher cores, texturas, caimentos, tecidos, sapatos, bolsas e acessórios (benditos personalizadores de aparência profissional!) que garantam coerência e consistência.

Tags: , , 23.07.2012 - 14:03 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 18 Comentários

Comentários

18 comentários para "DRESSCODE DEFINIDO PELO CONFORTO"

  • andreah muniz disse:

    23 de 07 de 2012 às 14:47

    Muito bom o post!!òtimas dicas

  • Meg disse:

    23 de 07 de 2012 às 19:47

    É a primeira vez que comento aqui. Esse blog é genial. Para vocês verem que a Shame tem critério, porque descobri no blog dela… Enfim, que fotos maravilhosas. Trabalho no Judiciário e com exceção daquele modelo com meio ombro de fora, todos seriam possíveis, adequados e lindos. Eu usaria, feliz da vida. Só mais uma coisa, o problema do perfume. Que flagelo quando alguém exagera. Quem ouvir algum toque, leve a sério e pegue leve. Poucas coisas incomodam tanto em termos de excesso, e são tão invasivas do espaço alheio. Bjs, continuem lindas.

    • Fernanda disse:

      24 de 07 de 2012 às 10:33

      brigada meg! a gente tb detesta perfume demais — e em elevador então? misericórdia!
      ((repara que o ombro de fora na imagem de calça preta e blusa azul equivale a uma regata, tb permitida em alguns ambientes formais! a gente escolheu de propósito pra mostrar uma possibilidade!))

  • Anna Cesar disse:

    23 de 07 de 2012 às 20:25

    Gosto muito das dicas de modo e estilo, mas, para tornar a leitura menos enjoativa será que vcs não poderiam investir um pouquinho em estilo e fundamentos de redação?… Essa coisa de escrever “super” é muito forçada e pobre em termos de elegancia gramatical. Tudo é super? Cadê o vocabulário para melhor se expressarem? E repetir a palavra “gente” 20 vezes (vinte vezes mesmo! Eu contei!) não dá, né?
    Suas idéias são boas, vcs são muito simpaticas, mas a continuar desse jeito, vão perpetuar a idéia de que quem trabalha com midia (ou com moda) é porque não gostava muito de escola…

    • Fernanda disse:

      24 de 07 de 2012 às 10:35

      brigada pela audiência, pelo comentário e pelos conselhos, anna! MUAH!

      • Iracema disse:

        25 de 07 de 2012 às 12:05

        No melhor estilo “Nunca te vi, sempre te amei”: sempre te li, nunca comentei! rs. Mas achei importante dar minha opinião sobre o comentário acima, porque acho que vcs não pecam em nada no que se refere a “elegância gramatical”, muito menos deixam parecer que quem trabalha com moda não gostava da escola. Acho o blog informal e isso, na minha opinião, é muito atraente. E mais, ler o blog me faz, cada vez mais, acreditar que moda é muito mais do que superficialidade e beleza, as análises que vcs trazem, os aprofundamentos objetivos e subjetivos no tema, isso é o que conta para mim (além de que tudo é escrito gramaticalmente correto, embora informal, não é mesmo?!). A elegância está no conhecimento. De jeito nenhum a coloquialidade interfere na minha percepção do blog e de moda.

        É “só” isso. Por mim, continuem assim!

        Grande beijo e parabéns!

    • Mirian disse:

      24 de 07 de 2012 às 13:58

      Nossa Anna Cesar vc está SUPER azeda!
      Não é mesmo GENTE?KKKKKK
      Ninguém merece!
      Vai comer alguma coisa…vc deve estar de dieta e por isso essa crítica que mais transpareceu um mal-humor mesmo sabe?
      Credo….

  • KATIA VARDANEGA disse:

    24 de 07 de 2012 às 09:53

    amo vcs !!!!!!
    !

  • KATIA VARDANEGA disse:

    24 de 07 de 2012 às 09:55

    ANNA voce é super super chata !!!!

    • Carol disse:

      24 de 07 de 2012 às 12:22

      Muito mal educada e grossa. Engraçado é que ela se baseou em quê pra fazer esse tipo de crítica? Aqui é um blog/site de moda, de conversa descontraída, e essa característica que atrai tantos seguidores. “Investir em estilo e fundamentos de redação”, parece até piada um comentário desse.

  • Dionea disse:

    24 de 07 de 2012 às 13:26

    Sou jornalista, adoro as dicas desse blog e queria dizer que discordo do comentário da Anna Cesar. Acho que a linguagem que vocês usam está super (risos) adequada. Em blog a gente tem que ser informal, senão espanta o leitor. E essas gírias que vocês usam dão um toque pessoal muito bacana, como se estivessem em uma conversa com a gente, mesmo. Para mim, a Oficina de Estilo está de parabéns. Só gostaria que não ficassem tanto tempo sem atualizar o blog, a gente fica com saudades! rs

  • Karen disse:

    26 de 07 de 2012 às 19:43

    Cada dia mais APAIXONADA por vocês!
    Não tem como, sou fã de carteirinha mesmo.

    Sobre o comentário da Anna, que ‘inhaca’ de gente chata!!!
    Não mudem nada, até por quê é MODA DA VIDA REAL!!

    MUAH!
    Karen

  • Poliana disse:

    27 de 07 de 2012 às 21:05

    Meninas, se eu tivesse um blog possivelmente não escreveria assim, ou escreveria não sei. Mas se tivesse um monte de comentários me defendendo de uma pessoa que fez uma crítica pra lá de infeliz como o da Anna, eu estaria muito feliz!
    Parabéns pelo blog, que é uma graça. E pela linguagem simples, reta e direta que nos toca e nos alcança. Coloquial e nadica de nada afetada!
    Beijos

  • Poliana disse:

    27 de 07 de 2012 às 21:08

    Tamo aqui para discutir linguagem ou moda para vida real?
    Se for moda, poderiam me sanar uma dúvida?
    casamento de dia, para quem não é madrinha, aceita um vestido na altura do joelho preto básico?
    gracias.

  • Cássia disse:

    30 de 07 de 2012 às 21:21

    Acho o blog o melhor de todos! o estilo informal é agradável de se ler e fica muita mais fácil o entendimento> Voltando ao post achei demais, super útil! Bjs

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