6
Jan · Ter

links guardados dos dias de férias!

Então a gente voltou, amigos. Meio que pela metade (uma em SP, a outra ainda longe!), mas já com energia total. E não é que teve mointa coisa legal na internê acontecendo nas férias?!?? Pra começar com fôlego novo esse ano-que-promete, tem aqui listona de links pra gente dividir e comentar o que chamou atenção enquanto a gente tava no piloto automático aqui no blog. Que a praia tava boa, mas o mundo-fashion não para. Néam?!??

• Novidades na blogolândia: o Fora de Moda tem casa e aparência novas; o Um Milhão de Vestidos (top favorito aqui!) do Paulo Babboni voltou (com um ótemo post sobre revistas e vontades); o Garotas Estúpidas agora tem loja virtual (bafo!) e o C’Est Sissi Bon tá promovendo um concurso super legal, que provavelmente vai render mil fotos boas - além de uma sandália bafo de prêmio.

• Pra prestar atenção: tem corações aos montes nas imagens de moda desse comecinho de ano - e não vai demorar pra ter aos montes nas vitrines em volta da gente. Tem na publicidade da Versace, na coleção resort de Chanel (ninguém mais, ninguém menos) e nas bolsas novas do Marc Jacobs (aqui e aqui), tipo a que a Victoria Beckham tá usando na foto aqui embaixo. Nossa Spice Girl favorita forever and ever. ;-)

mointos_coracoes
é mointa, mointa, moooointa afetividade fashion, tá vendo?!?? ;-)

• Top-bafo: a Cathy Horyn, jornalista de moda do NY Times, escreveu um textão sobre “o que tem de errado com a Vogue”. O Romeuuu falou desse texto e das impressões dele no The 1988 e indicou o texto do Luigi pro site do SPFW falando também desse assunto. Lendo os dois posts dá pra entender como o questionamento começou, o que motivou essa pensata e como as questões levantadas por dona Cathy alcançam mais do que só a Vogue América. Tipo, su-per-tem-que-ler.

• E o boato que de que Amy Winehouse pode desenvolver uma linha de roupas? Diz que essa rede de lojas Fred Perry chamou a cantora pra colaborar, mas eles fazem roupinhas tipo essas (dica do Fashionista). Como seria ter uma camiseta pólo “criada” pela Amy, gente? Desses boatos a gente tá mais interessada no que diz que Christina Aguilera pode fazer roupa pra TopShop. Bora ver se a 284 (que tem um blog!) traz pra vender aqui, se for o caso. (Podia, né?)

• As moças do blog Go Fug Yourself fizeram uma lista increíble de lições-fashion que as celebridades de 2008 deram pra gente. Lições tipo “o que não fazer”, que renderam risadas boas por aqui e esse post traduzindo tudo no blog da Besni. É engraçado de verdaaaaade! ;-)

Obrigadíssima pelos comentários de fim de ano e de boas-vindas, cheios de sentimentos bacanas, trocas super válidas, palavras ótemas e mais - só coisa boa. Obrigada de verdade, gente! A parte mais valiosa desse blog é ter os leitores mais legais do mundo! ;-)

5
Jan · Seg

de volta com tudo!!!

Queridos, o ano da Oficina começa oficialmente hoje, é como se fosse a nossa volta às aulas, sabe!?! E a gente está muito animada porque 2009 já está chegando cheio de programações. Eba!!!

No domingo dia 11 começa o Fashion Rio (e vai até o dia 16) e a gente vai ficar vendo tudo - de longe, via internê - o que está acontecendo por lá pra poder postar por aqui o que mais chama a nossa atenção!!! Já tem line up pra gente ficar bem ansiooooooosa.

E dia 11 tem também o Emmy Awards Golden Globes (obrigada pela correção, Frank!), primeira mega-premiação do ano. A gente AMA red carpet e sempre comenta porque é quando nossas celebrities favoritas usam aqueles vestidons de sonho e inspiram a gente pra todas as formaturas, casamentos, festonas que vão acontecer durante 2009. Pelo menos até o Oscar!!!

E depois, minha gente, tem SPFW!!!!!!!!!!!!!!!!! Essa edição vai acontecer do dia 18 até o dia 23 e estamos preparando uma cobertura bem bacana aqui no Oficina, mesmo!!! Vamos assistir aos desfiles das marcas que a gente mais curte, ver tudo o que a gente vai ter vontade de usar no próximo inverno e documentar no blog com fotos, vídeos (eeeeeeee!!!) e opiniões de outros profissionais que a gente respeita e admira. Aguardem…

Fora que não é só no Brasil que janeiro é mês agitado pr quem se interessa por moda (e comportamento, cinema, celebridades, beleza). No Independent Fashion Bloggers já tem uma mega agenda com todos o eventos importantes. Do ano todo!!! Dá pra já se programar e colocar tu-di-nho na agenda pra não esquecer depois.

Ufa!!! Com tanta coisa pra já começar só resta pra gente desejar pro mundo todo muita energia em 2009!!! Caderninho na mão e vamo que vamo.

2
Jan · Sex

quermesses fashion: celebridades e desfiles

A gente conversa há tempos sobre a quantidade de celebridades inseridas em contextos de moda (seja em editoriais, em capas ou em campanhas) e da sua influência pra criar desejos e gerar vendas. Celebridades (aparentemente!) geram maior identificação por carregarem personalidade e estilo de vida junto com a imagem - o consumidor final “enxerga” a roupa com mais facilidade num contexto de vida real e não precisa decodificar signos e símbolos presentes em imagens-conceito. Mas a quantidade de celebridades em semanas de moda, em primeiras filas e mesmo nas passarelas nessa última temporada geraram tanto notícia quanto as coleções em si, e a gente vê vantagens nisso (de um jeito).

Mario Mendes diz que existe uma foto da década de 50 em que se vê a Marlene Dietrich num desfile da Dior, “sentada espremida entre vários mortais na escadaria da maison”. As pessoas não estavam lá necessariamente pra ver a atriz - estavam lá pra ver mais uma coleção do costureiro francês, uma celebridade internacional, atraindo a atenção de todos, inclusive da Marlene em si. “É evidente que ter uma estrela vestindo suas criações sempre foi a melhor propaganda para qualquer costureiro, mas elas não eram a única razão que determinava seu sucesso. Quem inventou a primeira fila tal qual a conhecemos e a invasão das celbridades nos desfiles foi Gianni Versace, no início dos anos 1990 - e o fenômeno das supermodels veio no pacote.”

A gente vê muitas celebrities durante o SPFW e o Fashion Rio, mas a gente vê mais ainda nessas semanas de moda regionais, fora do eixo RJ-SP. Especialmente nessas “semanas fashion week de moda” as celebridades não só dão pinta nas primeiras filas, mas também trabalham como modelas, fazendo passarela e tudo. Mas esse tipo de celebridade acrescenta alguma coisa? Não seria super fácil a gente se identificar com celebridades que vivem mais perto da gente, frequentam os mesmo lugares e se vestem com marcas mil vezes mais acessíveis que as ‘importadas’? A gente PRECISA ter umas celebridades mais dignas; ou as stylists dessas celebrities têm que aprender a se destacar na elaboração de looks de vida real tanto quanto as figurinistas que as vestem na ficção. Que o Style fez, nessa temporada, fotos dos looks das passarelas e também dos looks da primeira fila - inspiração pra todo mundo, mais democrática e mais rápida: a gente vê/estuda o que ainda vai se usar e o que já está se usando, tudo ao mesmo tempo.

O MM ainda completa seu pensamento dizendo que (a onda de) “misturar famosos com moda aumentou e tem sido explorada até a última gota porque, na nossa atual cultura tablóide, a moda virou ‘arroz com feijão’”. A gente concorda que todo mundo tem muito mais acesso à informação de moda (muito por causa da internerd, até) e que o assunto está disponível em várias dimensões, exposto das mais diversas maneiras. Por isso uma campanha por celebridades mais interessantes faz muito sentido (pra gente!): uma vez que desejo de moda nasce/cresce por identificação e estamos nessa ‘cultura tablóide’, não tem como dissociar celebridades e moda. E se a gente tem informação ilustrada propriamente, com imagens que fazem suspirar e inspiram (porque não?), fica mais fácil de assimilar e reproduzir na vida real. Não é?!??

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

MAIS DE CELEBRIDADES E MODA:
modelos assumindo o papel de celebridades em Mudança de Atitude
diferenças dos desejos despertados por celebrities e modelas em Celebridades x Modelos
reflexões sobre imagens de papparazzi e imagens editoriais em Moda e Celebridades
celebrities, público e objetivos das semanas de moda regionais em Moda Fora do Eixo
historinhas pessoais bem tipo ‘cada um tem os ícones que merece’ em Moda, Ícones e Exclusividade

31
Dez · Qua

you only get what you give (feliz 2009!)

((Pra ler ouvindo)) Na moda esse foi o ano dos lenços, dos coletes, da cintura alta, das calças com pernas largas, das jaquetinhas de couro, dos longuetes, da modelagem saruel e das sandálias gladiadoras. Na vida real foi o ano da gente encontrar nossas leitoras-amigas ao vivo, pra elas mesmas (que são alvo dessa moda!) contarem pra gente o que tavam experimentando, o que funcionava, o que não rolava. Foi, pra gente, o ano em que a web deixou de ser 2.0 pra ser (talvez?) 3.0: a gente saiu mointo da nossa casinha online pra fazer o blog acontecer no offline - e deu super certo! Os Encontrinhos foram top parte legal de 2008, e no finalzinho do ano os passeios com leitoras se firmaram como top promessa de coisa legal que a gente quer continuar fazendo no ano que vem! Em cada oportunidade dessas o aprendizado veio em toneladas: a gente tá (sempre) disposta a trabalhar muito, trabalhar mesmo!, e de ser legal com todo mundo - e a gente acredita que recebe de volta aquilo que se dispõe a dar. ;-)

risos

E 2008 foi mesmo um ano de mointo trabalho (mointo mesmo, graças a Deus!). A gente trabalhou como personal shoppers no shopping Cidade Jardim (e na Lilla Ka, e na Spezzato, e na Paula Ferber…ufa); o Sacolão de Estilo aconteceu duas vezes (em março e outubro) e das duas vezes o evento teve mais sucesso do que a gente esperava e previa; a gente trabalhou na cobertura do SPFW pra editora Globo (uau!); participou de mesa de debates no Pense Moda (uaaaau!); ganhou uma coluna mensal na revista Época SP; fez conteúdos diários pro blog da Triton e pro blog da Besni; participou da confecção/publicação de um livro com a Rita Lobo; trabalhou em matéria pro PROGRAMA DA HEBE (!!!); deu aula na Escola São Paulo; se filiou ao AICI e mais: o blog foi citado numa lista feita pela revista Época como um dos 80 blogs que todo mundo precisa conhecer. Quase não teve fim de semana, nem a gente chegava cedo em casa, nem dormia o tanto que queria (ou que precisava) - mas essas carinhas tão felizes assim por conta disso tudo daí, e dos amigos que esse trabalho todo rendeu pra gente (foram muitos, e bons). Deus é mooointo bom pra gente, tamos agredacidas de verdade.

Também durante esse ano a gente aprendeu a prestar atenção à ponte (de conhecimento) que personal stylists podem promover: a gente conhece as propostas da indústria da moda e se familiariza com conceitos, pra logo depois pôr tudo à prova na prática, na vida real, com as clientas. A gente aprendeu que tem diferença entre ‘descrição de desfile’ e ‘análise de desfile’, e que desfiles/catálogos/editoriais podem mostrar moda mas também podem mostrar só roupa - e que um não é pior ou melhor do que o outro. Esse aprendizado a gente vai exercitar durante a próxima temporada de moda daqui do BR: pela primeira vez a gente vai ter cobertura completinha e exclusiva pro blog, organizadíssima pra falar dos desfiles mais legais e de todo o assunto em volta (com equipe e tudo! eeeee!). É só esperar 2009 chegar, ainda sem tempo pra pensar no que não soma, mas pra abrir braços e coração pra tudo de legal que o ano novo vai trazer. Com a Estelinha na área a partir de março!

((Gente! Não vamos esquecer de Maísa com a gente no SPFW, néam?!?? E de Susie Bubble no BR, dizendo que conhecia o Oficina de Estilo! De-mais!))

29
Dez · Seg

as donas da personalização

A legendária Regina Guerreiro disse num seminário fashion no ano passado que “o mundo ficou um lugar meio tedioso, as pessoas estão se vestindo igual, estão industrializando a mesmice.” A gente concorda. Falamos em estilo pessoal, em individualização e personalização o tempo todo, mas ninguém é tão original quando se depende do mercado: tudo que a gente veste vem das mesmas lojas, dos mesmos shoppings, dos mesmos lugares, não?

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as costureiras da tarsila!

Durante a segunda guerra mundial a recessão e o racionamento de tecidos obrigou a mulherada a se virar pra conseguir um look bom: “devido ao aproveitamento de sobras de tecido tornou-se moda o debrum de outra cor nas golas, mangas, etc; ou a gola, tampos de bolsos e acabamentos em outro tecido, servindo de enfeite para os momentos de crise econômica”, foi o que o professor João Braga escreveu num artigo antiguinho para a revista Costura Perfeita. As melheres da década de 30 customizaram por uma necessidade. A gente acha que hoje há uma outra necessidade, diferente da delas: só dá pra individualizar (de verdade!) quando a gente mesmo põe “a mão na massa”. Como não dá pra tecer o prórpio tecido, tingir em casa, criar, modelar, costurar… quem salva a gente são as costureiras! Tipo tem que ter, essas senhorinhas que salvam a gente na hora dos ajustes e acertos também podem salvar a gente no look todo.

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infância na costureira: montação pra festas juninas!

Uma delícia adaptar uma peça pra que fique perfeita pra gente: mudar uma manga, diminuir uma prega, subir uma bainha (fundamental!) ou acrescentar um botãozinho a mais pode fazer toda a diferença. Mais delícia ainda ver materializada, pelas mãos dessas fofas, uma criação/inspiração/invenção autoral, nossa! Tipo parte de cima do vestido da celebrity com a parte de baixo vista numa vitrine - na medida perfeita, construída sobre o corpo, com cuidado e carinho, com as mãos. Escolher tecidos, então…! Quem mais tem looks assim, “desenvolvidos” em conversinhas entre duas pessoas apenas, na intimidade de ateliês quase sempre simples? Só quem tem uma costureira incrível!

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vestido de casamento TEM QUE ser personalizado, né?

Mais do João Braga: “interferir naquilo que já está pronto ou mesmo criar uma nova peça que seja única ou individualizada; pegar alguam coisa e transformá-la em outra - a palavra ideal da língua portuguesa para identificar esse processo é ‘personalização’. E nisto brasileiro é craque, talvez até mesmo por necessidade de expressar criatividade. Qualquer costureira das mais simples sabe o que é fazer uma reforma de roupa e inventar alguma coisa nova a partir de algo já existente.” E se a gente tem repertório, se tem história pra contar, a gente tem estilo. E dá pra imprimir isso em vontade autêntica, super pessoal, não dá?

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ronaldo fraga homenageou: suas costureiras foram pra passarela! - a gente tá no mesmo time

Mas será que a gente é craque nisso mesmo? Que todo mundo quer ‘expressar criatividade’, mas e o medo? E o preconceito? Fora de SP a coisa rola muito mais tranquila, mas aqui tem meio uma tensão em relação à costureiras e à “roupa mandada fazer”! Se for por falta de indicação de gente super bacana e cheia de habilidade, aqui tem a listinha de profissionais que trabalham com a Oficina, sempre incríveis. E todo mundo pode contribuir nos comentários com contatos de costureiras bacanas de outros lugares, pra gente montar uma agenda exteeeensa. Que tal?

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

26
Dez · Sex

no sartorialist: transformação de estilo

Tem esses posts no Sartorialist mostrando a transformação de estilo de duas meninas em um ano, registradas sem querer pelo Scott Shumann, dono do blog. Diz que quando ele foi fotografar uma das moças ela conversava com ele como se eles já se conhecessem e ele demorou pra entender pela diferença de aparência dela entre um encontro e outro. No blog ele conta a história toda e ainda reflete sobre o que motivou/provocou essas mudanças.

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Uma das moças é de Chicago e tinha acabado de se mudar pra NY (as duas se mudaram pra lá, na verdade). Ele diz que o sorriso dela é a única coisa que permanece igual da primeira foto pra segunda - ela deu uma super sofisticada no look depois de passar um ano em NY, estava super mais urbana. Ela diz que as lojas bem mais legais e comprar menos em shoppings foi o que mais ajudou a moldar o ‘novo estilo’, a fez por pra fora quem ela sempre achou que foi, mas não era (ainda). Mas se estilo é refletir do lado de fora o que a gente é do lado de dentro, então o que tá em volta da gente não pode ser unicamente responsável por mudanças assim, não? Alguma coisa do lado de dentro tem que acontecer também!

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Acontece que o autor do blog diz que o que mais impressiona nele na conversa sobre a mudança de look é o fato dela ter mencionado que não conhecia ninguém quando se mudou pra NY. Ele acha que o que mais conta é o fato de não ter medo de experimentar e nem de não ser aprovado no “grupo” por causa de um look mais original (essa insegurança - que todo mundo tem! - de pertencer ou não, de ser aceito ou não…. uó!). E ainda desafia a gente a pensar se todo mundo não mudaria ou aperfeiçoaria alguma coisa no look se não fosse pelo povo que tá em volta!

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Às vezes a gente precisa mesmo de alguma coisa maior pra dar uma chacoalhada. Mas não é só uma questão geográfica - no trabalho eu e a Cris vemos motivações diferentes todos os dias: gente que casa, gente que muda de emprego, gente que tem filho, gente que se desapaixona, gente que muda de grupo de amigos… A gente super se identifica porque as duas mudaram de área profissional, uma casou e a outra morou a vida toda em cidade de praia antes de vir pra SP. Alguém mais tem história-fashion pra contar?!??

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

24
Dez · Qua

filmes fashion de vida real

É semana de férias, amigos. Bom pra ir mointo ao cinema pra ver tudo novo, ou pra alugar dvds e rever nossos filmes preferidos. E programa de férias também pode render inspiração: tem um monte de figurinos que rendem idéias de looks pra vida real. Tudo bem, às vezes inspiram, outras só fazem sorrir (vale, né?!??).

Minha experiência pessoal com figurinos pra vida real começa com ‘Clueless’ (As Patricinhas…). Eu já saí do cinema com vontade de ser a Cher, de só usar micro sainhas e xadrezes (existe xadrzes?) e cardigans e sapato boneca. Consegui durante um tempo (adaptando pro calor de frente pra praia!), e depois disso as situações “quero ser essa personagem” só se repetiram, se repetem até hoje. Que eu assisti a versão adolescente de ‘Ligações Perigosas’, ‘Cruel Intentions’, e entrei em crise de identidade: não sabia se queria usar vestidinhos pretos justinhos pra ser a Sarah Michelle Geller, super vilã, ou se queria usar shortinho branco e malha lilás pra ser a boazinha Reese Witherspoon. E um tempão depois eu ainda tinha vontade usar esses looks ‘patricinha combinandinho’, bem com tudo certinho, tudo no lugar, bem Winona Ryder em ‘Mr. Deeds’.

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margot tenembaum, winona ryder em mr. deeds, sarah michelle geller em cruel intentions e amanda peet em a lot like love: adoro todas

Fora da ordem cronológica, um dia eu assisti ‘Os Excêntricos Tenembaums’ e desde então sonho usar vestidinhos polo da Lacoste e mega casacos de pele por cima, como se fosse a coisa mais normal desse mundo (e não é?!??). Que Margot Tenembaum é tudo, não? Tipo ícone fashion instantâneo. E quando Amanda Peet usou, em ‘A Lot Like Love’, a combinação teninhos + saia + moletom, eu fiquei uns 6 meses só variando cores e formas dessas mesmas peças pra ver se Ashton Kutcher também me curtia. =)

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amélie poulain, miranda july, claire danes (a shopgirl em si) e olive hoover, a little miss sunshine: mais fofas impossível

De ‘Shopgirl’ eu herdei a vontade de ter sempre um arzinho vintage, uma coisa “uso o vestido da vovó e ainda assim sou moderninha” (ainda não consigo!). De ‘Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ e de ‘Me and You and Everyone We Know’, da sensacional Miranda July, eu ganhei ânimo pra inserir cores coloridas nos looks de todo dia, pra vida toda (essa eu consigo!) - quem também ensina a usar cores coloridas é a Olive de ‘Little Miss Sunshine’, com seus rosas e vermelhos super doces. Agora é aproveitar a programação dos cinemas nas férias e registrar novas vontades. Quem sabe, né?!??

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

22
Dez · Seg

dna individual (ou auto-ajuda fashion)

A gente acredita que o que a gente veste é extensão do que a gente é por dentro. A gente acredita mesmo e acha que “existência e aparência são forçados a se interligar na constituição da subjetividade contemporânea”, como disse a professora Cristiane Mesquita. Ao mesmo tempo, “cada história singular é atravessada por aspectos culturais, políticos, econômicos, científicos, afetivos, familiares, etc” (também foi a professora que falou!). Então o que a gente veste é extensão do que a gente é por dentro mas também é produto do meio em que a gente vive. Não?

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imagens do livro “meninas do brasil”, de mari stockler…

Todo mundo se veste de dentro pra fora e de fora pra dentro, não necessariamente dos dois jeitos ao mesmo tempo ou nessa ordem. Todo mundo faz escolhas por emoção (de dentro pra fora), porque quer ter confiança e segurança, quer mostrar o corpão e quer comunicar personalidade. Mas não tem como fazer escolhas ignorando o exterior (de fora pra dentro): ninguém quer se sentir inadequado, ninguém quer se destacar demais (de jeito ruim), ninguém quer ter o modelón gongado. O meio e o coletivo super influenciam o vestir individual. Que todo mundo quer pertencer a um grupo, mas quer se destacar dentro dele - a gente quer ser igual e ao mesmo tempo diferente. Confusão de estilos?

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… que fotografou ruas, bailes e sambas e os chamou de ‘mundo paralelo’

E da conversa sobre a existência - ou não! - de um street style brasileiro (aqui e aqui) surgiram questionamentos e fórmulas que direcionam não só esse assunto mas também a ‘construção’ do estilo pessoal: se conhecer, identificar ‘dna’, saber contar uma história através do que se veste e adquirir mais e mais intimidade com a própria essência são caminhos pra que as aparências possam revelar subjetividades. Quando colocamos características de quem somos (e do que curtimos) no que vestimos, estamos comunicando estilo. O que é importante pra gente tem que aparecer objetivamente no que vestimos pra contruir essa subjetividade: em cores, em caimentos, em texturas, acessórios, tecidos e estampas.

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as moças do ‘mundo paralelo’ têm estilo pessoal super definido, não têm?

Esse é mais ou menos o princípio do “self-branding” (!!!): descobrir pontos fortes e aquilo que é único num indivíduo e transformá-los um super diferencial. Achar essa ‘diferençazinha’ é a graça do vestir, não?!?? Porque, no fim, ter estilo é ter história pra contar, ter conteúdo pra mostrar, com nuances e sutilezas que só podem vir de dentro da gente, com a nossa narrativa. E aí, se essa “receita” fosse aplicada pra nação inteira (conteúdo a gente tem!), talvez a gente não tivesse mais dúvidas sobre qual é o nosso estilo - de rua e de qualquer lugar.

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

19
Dez · Sex

programa de férias: vale a pena ver de novo

A Oficina vai entrar de férias!!!! Ebaaaaaaaaaaa!!!! E a gente não vai deixar ninguém abandonado por aqui, viu!?! A partir de segunda (22.12) até comecinho de janeiro (04.01) a gente vai republicar posts que a gente AMA e que acha que vale a pena ler de novo!!! São conteúdos preciosos e que a gente sempre volta pra dar uma olhadinha e relembrar.

seeusoon

Vamos aproveitar esse tempinho de festas pra retomar o fôlego e voltar com tudo pra cobertura (online) do Fashion Rio!!! Ah! A gente vai continuar nossa campanha pelo Prêmio Chic pro Filme Fashion!!! Vota lá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

19
Dez · Sex

passeio à fábrica da huis clos e da maria garcia

Duas semanas atrás, amigos, a gente foi com mais 12 meninas à fábrica da Huis Clos e da Maria Garcia. As duas marcas foram criadas pela Clô Orozco há 30 anos, e hoje a Clô comanda (como empresária) as equipes de estilo que cuidam dessas marcas. A própria fundadora é super elegante, nada espalhafatosa, calma, fina, inteligente e moderna: não tinha como suas criações refletirem outras características. A Huis Clos parece ter tudo que caberia no armário da Clô, e a Maria Garcia tem tudo que caberia no armário das filhas de quem usa Huis Clos. A gente é fã tanto de uma quanto de outra, desde sempre. Tem entrevistona feita pelo Jorge Wakabara pra todo mundo conhecer mais (que super vale a pena).

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tem mointas fotos de tudo lá no nosso flickr, clica pra ver!

A “guia” desse passeio foi a Valentina, que cuida do marketing por lá. A gente entrou no prédio antiguinho (é dos anos 50?) e já sentiu o clima-super-chique: tudo lá tem a cara da Clô, a cara das marcas, a cara dos produtos, é tudo coerente! Todo mundo conheceu o showroom e viu, em primeiríssississima mão (!!!) as coleções de inverno das duas marcas, antes mesmo delas serem mostradas em desfiles (que vão acontecer em janeiro no SPFW). Tavam lá as cores, as estampas, os acessórios e os detalhes, tudo bem de pertinho. E tava só começando! O grupo subiu a escadaria toda em pedra preta e branca (e corrimão dourado, chique!) pro segundo andar da fábrica, pra então conhecer os espaços de criação da Huis Clos e da Maria Garcia - com direito a ver de perto os moldes, os cadernos de referência, os livros, as rendas, as peças-piloto, as canetas coloridas e até a própria estilista da Maria garcia, a Camila Cutolo! Um privilégio do início ao fim! E veja bem que ainda não tinha acabado: a gente conheceu o espação (mega) onde ficam as costureiras, que quase-quase tudo dessas marcas é produzido lá mesmo! O passeio continuou pelas senhorinhas lindas costurando (a todo vapor), pelas mesonas de corte, pelo depósito de tecidos, pelo acabamento, pela modelagem… foi de ficar arrepiada! Todo mundo ficou! ;-)

O ponto alto do passeio foi a visita à sala da Clô Orozco, um arquivão vivo de referências, uma aula de coerência e de desenvolvimento de imagem, um baú gigante de inspiração. Tipo aula mesmo: a estilista/empresária se envolve com tudo que inspira e faz o olho brilhar - tem fotos, tem imagens de moda, tem livros e revistas, tem sapatos e sandálias (como peso de papel!), tem painel de fotos e mural de referências de arte, de cinema, de arquitetura, de tudo. É como se a sala inteira fosse o arquivo inspiracional da Clô, como se todo aquele universo (à parte) alimentasse a vida inteira em volta. E o resultado de tanta inspiração a gente ainda viu na lojinha de ponta de estoque que fica dentro da fábrica - e aproveitou super, em comprinhas, conversas, risadas e mointa alegria. Anima de vir com a gente que no ano que vem tem maaaaais!

Mais dos nossos passeios:
Pra rua 25 de março
Pra três top brechós legais