sobre todas as últimas bombas do mundo da moda
A gente aqui é personal stylist, a gente trabalha com o que o nosso trabalho rende na vida real (com cada clienta) e na internê (com o que a gente aprende e divide aqui no blog). Então a gente passou o fim de semana pensando no que esse monte de notícias representam pra gente e pra quem tá interessado nessa mesma visão (da moda). Diz que quando grandes grupos adquirem marcas de moda, o interesse maior é aumentar a distribuição dos produtos que ela oferece, com mais pontos de venda não só no eixão SP-RJ mas no resto do BR todo. Esses grupos também têm interesse em aumentar o “círculo” de compradores das marcas que passam a ser deles, então acontece dessas marcas apresentarem mais de uma linha de produtos nas suas lojas – com preços e designs diferentes, pra alcançar mais gente (ou gente mais jovem, ou gente “menos fashion”. A Ellus, por exemplo, depois de ter sido comprada (é isso?) pelo grupo InBrands – que também tem Alexandre Herchcovitch, Isabela Capeto, e que tá de olho em mais marcas) – anunciou que vai inaugurar amanhã, aqui em SP, uma lojona que vende Ellus mas que também vai “abrigar” outros estilistas, bem tipo a Dover Street Market da Rei Kawakubo (é isso mesmo???).

E se essas marcas, com o tempo, massificarem seus produtos de um jeito que tudo fique igual ou que a gente – pequeno grupo que não compra massificado, mas que procura ‘o diferente’ – não queira mais usar o que eles fazem, tipo a Sommer ou a Zoomp agora (duas trsitezas), ainda assim a gente é afetada. Porque aí, por exemplo, se a Forum perder a mão dos produtos legais porque o Tufi Duek não tá mais no comando, a gente fica meio órfã de um produto que a gente sempre procurava na marca e que não vai mais encontrar. Então a gente vai ter que correr atrás de quem supra essa necessidade. A gente sendo esse “pequeno grupo”: tanto dos que querem usar ‘o diferente’ como dos que trabalham apresentando esse ‘diferente’ a quem vai usar (stylists, editores, gente que faz imagens pra incentivar o uso). Tão entendendo, to confusa? Então, se houver necessidade de se olhar com mais atenção pro que tá em volta, novos estilistas e novos trabalhos vão ter uma chance a mais de se destacar e aparecer, pra des-massificar a moda que não funciona mais (se for assim) e pra guiar a gente por caminhos alternativos – e quase com certeza mais interessantes.
Então, gente, a gente aqui acha que vai ser um tempo de se observar, de se prestar atenção nas marcas que a gente consome e que curte, de conscientizar o que é mais importante em cada compra que a gente faz (nessas marcas envolvidas nos bafos, especialmente) e torcer pra tudo melhorar mesmo, como é a promessa. Pra moda no BR creser como indústria de um jeito que o consumidor seja o maior beneficiado, com mais qualidade, mais facilidade, mais opção e mais liberdade. E se as semanas de moda mais importantes do BR sob o mesmo comando são um bom negócio ou não, a gente não sabe. Mas tá de olho pra ler sobre e pra observar. Né?
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Comentários
12 comentários para "sobre todas as últimas bombas do mundo da moda"
raq disse:
28 de 04 de 2009 às 08:24eu nao acompanho muito toda esta discussao, nao. só por aqui mesmo, mas já pude perceber um efeito positivo do grupo InBrands. nao deve ter sido por coincidencia que vcs estão/estiveram com Alexandre Herchcovitch e Isabela Capeto, né? é uma estratégia do grupo, né?
Cecilia Bacha disse:
28 de 04 de 2009 às 10:23Boa, Raq….Será?
Fernanda disse:
28 de 04 de 2009 às 10:43olha, gente, o que a gente sabe é oq ue tem por aí de exemplo pra gente comparar. tipo aquele i’m nem se fala – a zoomp e o fause haten morreram (como marcas legais). do amc, a gente tem sommer e carmelitas como exepmlos de coisa ruim – os dois nem existem mais, alguém sabe onde vende, o que vende? e agora esse afastamento do tufi, bem antes do previsto, com alguém x no lugar… em compensação, do lado da inbrands, o último desfile da ellus foi bem mais legal que os anteriores, a marca da isabela capeto tá crescendo e o alexandre herchcovitch tá expandindo suas linhas. mas isso quando a gente olha pras marcas – a estória das semanas de moda é super outra, a gente não tem exepmlo anterior pra comparar e nem sabe o que esperar. tem que ver, né? ;-)
Luigi disse:
28 de 04 de 2009 às 11:06FERNANDA! Amei esse post!!! Era justamente disso que eu estava falando no meu post! Amei!!! Arrasou!
Cristiane disse:
28 de 04 de 2009 às 11:50Oi Fê… bem, só pra complementar. A Colcci também pertence ao AMC Têxtil…
É, como foi falado, nesse momento de incertezas temos de observar.
Bjos!
Christiane disse:
28 de 04 de 2009 às 12:07Apesar de não entender muito de moda, gosto de visitar este blog e ler seus posts.
Tenho receio de parecer rude, mas acredito que se você escrevesse mais na forma culta, sem usar tanto o português coloquial, seus textos ficariam muito melhores e até mais fácil de compreender.
Desculpe-me pela franqueza…
Cristina Uetake disse:
28 de 04 de 2009 às 12:13Nossa… Fê! São tantas mudanças atualmente! É Tufi Duek, a Zoomp e tantas outras marcas! Algumas mudanças felizes e outras não… e a gente só espera que a moda cresça com isso! Bjs
Na disse:
28 de 04 de 2009 às 12:20Na verdade eu não acho muito complicado: quando os estilistas vendem suas marcas (para ganhar uma $ e expandir os negócios, claro), pode dar tudo certo ou ir pelo ralo! Depende da gerência dos grandes grupos, da atenção que eles dão a marca. Aparentemente, quanto mais liberdade o grupo dá ao estilista, mais o negócio dá certo (vide o Alexandre!).
A moda cresce mto no Brasil, temos mtos alunos em faculdades, o mercado é super disputado (experiência própria!) e não acho que ficaremos na mão se depender deles. É só olhar para Casa dos Criadores e não para o SPFW!!!
Helena disse:
28 de 04 de 2009 às 12:38é aquele velho dilema: o artista (que engloba não só o estilista como o músico, o pintor e ect), na maior parte das vezes, está mais preocupado em criar, inovar, seguir a sua própria concepção, do que ser de fato comercial. mas sem o apelo comercial (que atinge um maior grupo de pessoas) ele dificilmente é rentável (salvo exceções, graças a deus!). ou seja, é preciso ter um ajuste mas esse equilíbrio precisa ser sutil para não perder a identidade. e tudo que é meio termo é mais complicado, né? ai vem um administrador que vê mais o lado comercial que o artístico e consegue vender a idéia que se a marca tonar popular terá mais sucesso (sendo que sucesso, para um artista, é relativo. acho que dai que vem a frustação e eles acabam, depois de um tempo, deixando suas próprias marcas sob outro comando). difícil avaliar a melhor fórmula, porque isso depende de quanto o artista está disposto a se adequar a uma demanda de mercado. tudo é um ciclo, como vc mesmo escreveu (sai alguns de cena e entram outros). anyway, acho muito estranho uma marca levar o nome de uma pessoa e não ser ela quem desenvolve o trabalho. isso para mim perde muito o valor!! o contrário, quando a marca não é um nome físico, a transição de estilistas me parece acontecer de uma forma melhor (como foi o caso da maria bonita extra).
beijos
marcos vinicius disse:
31 de 05 de 2009 às 23:01sera que algum(a)estilista ou empresario que poderia dar uma
chance para um rapaz de 18 anos que quer ser modelo ?msn caso apararece um interessado add >>>>jaruldmx@hotmail.com
Flavinha disse:
01 de 06 de 2009 às 19:01HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
Flavinha disse:
01 de 06 de 2009 às 19:02TÁ BABADO O MERCADO DE TRABALHO, NÉAM?