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Todos os Posts de dezembro de 2009
A BAILARINA INTERIOR DE CADA UMA
Quando a gente é criança quer ser astronauta-professora-artista-inventora (ainda é assim?). E pelo menos na minha lista de sonhos, bailarina eu também já quis ser. Lindas, longilÃneas e impecáveis. Sempre parada com o pezinho denunciando que ali estava uma bailarina. Fofo isso né? Mas legal mesmo, é que (quase) todo mundo, todo dia é um pouco bailarina.

Parece papo de maluca, mas quem resiste à uma sapatilha de biquinho arredondado, com aquele lacinho (tipo um micro-cadarço) na frente? Bem com cara de bailarina mesmo! – daà a inspiração pra essas sapatilhas, as ballerines. Fala-se “balerrÃne†e apesar de ter esse nome todo afrancesado, quem batizou as sapatilhas com esse nome foi um australiano criado na Inglaterra chamado Jacob Bloch, em 1932. Quinze anos depois, Rose Repetto (que emprestou o nome pras famosas-até-hoje Repetto) desenvolveu as sapatilhas – e deu super destaque a elas. Com o tempo, elas acabaram saindo do palco e ganhando as ruas – afinal quem não tem uma dessas, não é?
Por conta dessa aura de bailarina que as ballerines carregam, elas vêm cheia de “informação feminina”. Legal é usar quase do jeito contrário do que se faz com a meia-pata, coordenando looks mais duros e sérios – porque as sapatilhas já acrescentam feminilidade sem precisar de muito laço ou cor-de-rosa. Ballerine é quase um ‘delicalizador/fofurador’ (hehehe) de look instantâneo. Mais: no look de quem já é romantiquinha por natureza, ballerines em cores fortes – roxo, vermelhão, preto, marinho – podem fazer a diferença.
A IMPORTÂNCIA DE SE CONHECER
Se conhecer é o primeiro passo de vários passos – na verdade sete! – pra se construir um guarda-roupa dos sonhos! Entender o nosso corpo, nossa personalidade e nosso estilo de vida é um baita dum pontapé inicial! Não adianta comprar roupa que não cabe, ou que não combina ou que não tem utilidade. Tudo isso fica parado no guarda-roupa atrapalhando a visão e escondendo o que realmente deixa a gente bonita e tem a ver com o nosso dia a dia.
Se olhar no espelho com calma e entender quais são nossos pontos fortes que precisam ser valorizados e quais são nossos pontos fracos que podem ser disfarçados, é um exercÃcio de auto-estima, sabia!?! Aceitar que apesar de achar Kate Moss incrÃvel talvez a gente seja um pouco mais clássica e aquela jaqueta de brechó não va combinar tanto, ou que apesar de achar preto super chique, talvez nossa personalidade alegre e festiva mereça uma explosão de cores, pode evitar muitas compras erradas. E reconhecer que ir e voltar do trabalho todo dia não é exatamente um evento tipo o Oscar faz com que nossas opções se tornem mais reais.
Vamos separar um tempinho pra se conhecer e aà sim ter um guarda-roupa que é a nossa cara!
Esse é o primeiro post de uma série que pode ajudar a gente a construir um “guarda-roupa dos sonhos”. É inspirada em uma matéria – de uma Baazar americana de 2005 – escrita por Lisa Armstrong (então editora de moda do The Times inglês). A gente adaptou os sete passos pra nossa realidade e ainda acrescentou alguns “segredinhos” bem a la Oficina de Estilo. Aproveitem!!!
FOLHEANDO A (NOVA) REVISTA POP
O vÃdeo dessa semana tem a gente e o Guga, colaborador-amigo dessa Oficina há tempos. O Guga deu essa aula de vanguarda em editoria de moda pra gente ao folhear a primeira edição da Pop com editora nova, uma russa chamada Dasha Zhukova. A estória já começa boa: a Dasha é filha de uma mãe super intelectual e um pai polÃtico das altas e estudava medicina/homeopatia na Inglaterra quando conheceu seu marido super milionário. Casou e tomou por função organizar a coleção de arte do marido, e daà foi aparecendo mais e mais nesse universo (das artes) até virar uma moça “papparaziável” na Inglaterra.
Mais: nessa onda ela promoveu a arte de mil jeitos na Rússia e se envolveu com moda de levinho, na época em que surgiram as “wet leggings” – diz que ela montou uma confecção e foi a primeira a “reproduzir”, com preços camaradas, as leggings com aspecto de molhada que Balenciaga desfilou. Muita doideira? Nada, menina. O resto é estória daà até chegar à editoria da Pop, na sequência de ninguém mais ninguém menos que Katie Grand (que hoje edita a Love, que a gente também já folheou!).
O Guga explica mais as diferenças da Pop de Grand e da Pop de Zhukova nesse post aqui, que tem também a tradução da “carta da editora” que essa última escreveu pra Pop que a gente folheia juntos no videozito. Clica pra ver que é uma aula mesmo!
ROUPA DE SOBREVIVER AO TRÂNSITO
A gente tem passado tanto tempo dentro do carro, no trânsito – e tem reclamado tanto! – que num desses engarrafamentos surgiu a idéia desse post. A gente começou a pensar em jeitos de minimizar o estrago (na aparência e no humor!) que tanto tempo sentada/amarrada no cinto de segurança pode causar. Importante é estar confortável, e isso a gente consegue com tecidos desestruturados tipo sedinha, tricôs finos, malha, algodão fininho (tipo de camiseta), até a viscolycra – lembrando que malhas não amarrotam nadinha e que tecidos naturais (seda e algodão, no caso) amassam mas não permanecem assim o resto do dia, desamassam e retomam a forma lisinha logo. Modelagens mais larguinhas também ajudam: tudo que é mais justo “repuxa” quando a gente senta, né? Além de restringir movimentos, roupa justa amarrota bem mais (e com muito mais força!).

Ainda na idéia de modelagens soltinhas, quando a gente sabe que vai ficar tempos dentro do carro é melhor escolher saias do que shorts/bermudas/calças. Saias podem permanecer esticadinhas sobre as pernas durante toda a “viagem”, e shorts e afins sempre enrugam entre as pernas e inevitavelmente criam “bigodes” amarrotados bem no quadril – e marcas horizontais no quadril dão aquela alargada bááásica na silhueta. Mais: usar duas peças é mais negócio que ir de vestido, macacão ou macaquinho – blusa usada por fora da parte de baixo também pode ser esticada (pra viajar solta por cima da (mais…)
A GENTE PREFERE TUDO REDONDINHO?
Nas minhas férias eu conheci um ex-professor do meu irmão. Ele é da Suécia e trabalha com tendência de comportamento, é desses mudérnos que enxerga longe – e bem antes, sabe? No dia eu tava com um vestidinho estampado de cobrinhas coloridas e o Fábio, meu irmão, tava com uma camiseta xadrez. O professor achou super incomum o Fábio usar um padrão gráfico-anguloso… sendo brasileiro! A gente não entendeu e ele explicou que por conta de tudo em volta da gente – do jeitinho, do “suingue” (haha!), da malemolência – a gente intuitivamente escolhe padrões mais arredondados, molenga, sinuosos e orgânicos pro que a gente veste. Como se linhas retas fossem muito “duras” pra tanta energia, tanta dança, tanto movimento. Faz sentido ou não?!?? ;-)

LIXO DE UM, LUXO DA OUTRA
Tudo em moda é subjetivo. Não dá pra provar por A + B que um look é bom ou ruim. Existe gostar ou não gostar, existe conversar e discutir prós e contras, elementos visuais, cores, proporções e tals – e toda conversa rende aprendizado, todo argumento vira referência (o que é super bom). Às vezes o ‘estranho’ ensina pra gente muito mais do que o ‘fácil’. Esse ‘fácil’ acontece bem, rola sem esforço ou demanda de pensamento. O ‘estranho’ (ou ‘difÃcil’!) ensina a gente a pensar, a buscar alternativas, a exercitar oportunidades. O que é feioso pra gente pode ser incrÃvel pra outra pessoa. E vice-versa.

A gente precisa ter atitude estética diante das coisas. Mais do que se apegar à gosto pessoal, a gente tem que (procurar) achar valor estético no que poderia ser desprezado, no que podeira só render um chocho. Porque esse é um jeito bem bonito de crescer na moda – e de olhar a vida. Né? ;-)
CINTURINHA CHEIA DE INFORMAÇÃO
A gente tá numa época em que um monte de gente tá com dúvidas sobre como usar cintos. Ao mesmo tempo, to-das as nossas clientes têm tido vontade de marcar suas cinturinhas com esse acessório – tão tradicional e tão atual, né? Não tem mais essa idéia de funcionalidade, o cinto não serve (mais) somente pra segurar a calça ou o short no lugar. Agora cinto é acessório importante de moda e traz em si um monte de informações/leituras boas pra qualquer look: cores e coordenações de cores, texturas, fivelas e metais, aplicações e mais. Essa então é a época em que o cinto pode ser top acessório na produção.

A gente aqui na Oficina acha mais legal marcar a cintura no lugarzinho em que ela é mesmo (no meio do torso, né?), um pouquinho mais alta ou baixinha meio que na altura do ossinho do quadril (sem precisar ficar super sobre o quadril, sabe como?). E cada uma dessas alturas é bacana pra um tipo fÃsico especÃfico. Tipo marcar a cintura no meinho do corpo é ótimo pra criar ilusão de curvas em (mais…)
PRETINHOS COM INTERESSÂNCIA E PERSONALIDADE
São os que têm interessância mesmo! A gente faz campanha por cores-coloridas mas também AMA preto – e sabe do valor de se criar looks legais com essa cor tão amada por quem ama moda. A Gloria Coelho uma vez disse que a beleza do preto é ser uma cor calma, que não chega-chegando como as cores coloridas, mas que chega de mansinho. E que fica incrÃvel do começo do dia até altas horas, não importa o que aconteça! Bacana, né?

Mas pra ser interessante tem que ter interessância!!! Mesmo lindo e muito fácil de usar, preto-com-preto pode também ser monótono se for muito “sem-nada”. E pode dar sensação de que quem usa tá sempre com a mesma roupa – não é verdade? O antÃdoto tá no próprio preto: dá-lhe texturas coordenadas (tipo sainha de couro com jaquetinha em jeans pretão), superfÃcies diferentes usadas juntas (tipo camiseta de seda com shortinho em algodão espesso), dá-lhe peça lustrosa com peça opaca, formas e volumes (em pregas, recortes, drapeados, sobreposições), transparências e mais. Acessórios também contam: tiras (mais…)
FIM DE ANO, A GENTE E AS LEITORAS
Fim de ano é sempre tempo de muita reunião, muita elaboração de proposta de trabalho, muita conversa profissional aqui na Oficina. Nessas conversas a gente sempre tem chance de contar como o nosso repertório profissional é abastecido pelo contato com as nossas clientes – as reais e as virtuais (!!!). Dúvidas e questionamentos surgem tanto no provador quanto nos comentários, e cada um que surge é um desafio pra gente: rende estudo, experimentação, pesquisa… e assim a gente vai se aperfeiçoando. Uma coisa alimenta a outra: nosso trabalho é alimentado pelo feedback do que as clientes dão pra gente a partir do trabalho! Por isso parte importante da nossa geração de conteúdo é a participação de quem lê.

Tudo isso pra dizer que nossos eventos-de-fim-de-ano têm sabor especial pra gente aqui. O post colaborativo com os “aprendizados” que o blog da Oficina rendeu pras leitoras vai ser um amor – tamos recebendo fotitos até segunda dia 14/12, hein? – , na semana que vem vai ter um Encontrinho que tem tudo pra ser especial-especialÃssimo (SÉRIO!) – a lista de convidadas abre no sábado no blog, fica de olho lá! – e a gente tem uma novidade: pela primeira vez vamos fazer um chat, ao vivo, ó que demais! Vamos responder dúvidas de consultoria e de conteúdo durante um (mais…)
MEIA-PATA: DE ONDE VEIO E PRA ONDE VAI
Há umas duas ou três estações muito se fala nos sapatos pesados. Saltos nas alturas, gáspea mais alta, tiras, correntes, tachas… Os acessórios da hora são sandálias mais fechadas e sapatos meio abertos, num jogo de mostra-esconde nos pés. E quase sempre, pra sustentar essa quantidade de informação, os sapatos estão apoiados numa “meia-pataâ€.

Meia-pata é a plataforminha que sustenta a parte da frente do sapato, com um salto não tão fininho logo atrás. Ela é quase um meio termo entre a plataforma anabela e o salto agulha (não tão pesado quanto o primeiro, nem tão leve quanto o segundo). A gente pensa nelas como a evolução da plataforma, sabe? E olha que elas eram usadas já na Grécia Antiga, pelas (mais…)











