“AS PESSOAS NÃO MUDAM, AMADURECEM!”

Ouvi essa frase ontem num almoço com uma amiga de muito, muito tempo. É claro que a gente estava falando sobre relacionamentos, mas isso se aplica muito a moda e principalmente a estilo pessoal.

Tenho pensado muito sobre isso desde o desfile do Marc Jacobs, agora na semana de moda de NY. Porque achei a coleção linda, super, super refinada, mas o tempo todo me trouxe a lembrança da grunge que ele criou na década de 90 (na época que trabalhava pra marca Perry Ellis, sabe!?!). Era como se a adolescente que curtia ouvir Nirvana há quase 20 anos atrás fosse hoje uma profissional super bem sucedida, muito elegante (e rica!), mas que ainda preza pelos elementos transgressores e confortáveis em suas roupas!

eu era assim
“Eu era assim…”

Hoje as estampas quase não existem ou são discretíssimas, as cores são neutras, os tecidos sofisticados e tem muito brilho, muita pele, bolsas poderosas. Mas as sobreposições ainda estão lá, assim como o caimento oversized, o tricô grosso, as peças mais longas e soltas, o xadrez, as meionas, o desleixo (não no mau sentido), o conforto… o espírito! Ela não mudou, apenas amadureceu!!!

agora sou assim
“… e agora sou assim!”

E é assim que eu acredito que a nossa relação com o nosso guarda-roupa deve evoluir. O que é mais importante pra gente, aquilo que a gente mais gosta, que tem a nossa cara, isso não precisa mudar. Mas a gente vai amadurecendo de acordo com o nosso trabalho, o lugar onde vive, a idade, as amizades que faz, os programas que escolhe, o que descobre na terapia. Não dá pra ser a mesma pra sempre, mas a gente é sempre a gente!!!!!!!!

Tags: , , , , 25.02.2010 - 00:00 | Postado por Cristina Categorias: diário 17 Comentários

Comentários

17 comentários para "“AS PESSOAS NÃO MUDAM, AMADURECEM!”"

  • Marcela Approbato disse:

    25 de 02 de 2010 às 00:55

    Nossa cris… profundo isso, antes eu era assim e agora sou assim… dá uma boa reflexão… como são as coisas é realmente o fútil falando de modo Inteligente.
    exatamente o meu foco…. no blog… o seu blog é assim fala do fútil de forma inteligente e hoje a moda é arte, o que deixa de ser futilidade.
    Muito bom

  • Fer disse:

    25 de 02 de 2010 às 04:37

    adorei a reflexão, é pra vida essa! (e como ex-adolescente q adorava um grunge nos anos 90, me identifiquei mais ainda, hehehe).

    beijos, lindas!

  • Too Fast Fashion disse:

    25 de 02 de 2010 às 11:03

    Eu vive essa era grunge no início da minha adolescência e, sim, eu usei camisa xadrez, maxi tricots, coturnos, etc. e, thanks God, eu tb eveoluí (em todos os sentidos)!
    Parabéns pelo texto, muito boa sua reflexão.

    bjs

  • Joelma disse:

    25 de 02 de 2010 às 12:55

    Amei esse post! Acredito bem nisso mesmo, que podemos evoluir o guarda roupa sem perder nossa identidade…

    Parabéns pelo blog, sempre passo aqui pra ver as dicas de vcs, pois me inspiram bastante!!

    Abraço!

  • Nayara Diniz disse:

    25 de 02 de 2010 às 13:32

    Muito bom o texto, me fez lembrar de uma frase “A moda é efemera, mas o estilo eterno”. E todo mundo carrega as primeiras referencias criativas, da professora da primeira serie que só usava cabelo chanel, ou da primeira coleção e assim por diante.

    Gostei.

  • natalia guatura disse:

    25 de 02 de 2010 às 13:53

    é aquela coisa, seja você mesmo mas não seja sempre o mesmo!

  • Ticiana disse:

    25 de 02 de 2010 às 13:53

    mores continuo nao conseguindo vizualizar as fotos postadas por vcs. Quando clico retorna a seguinte mensagem:

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    You don’t have permission to access /blog/wp-content/uploads/2010/02/agora-sou-assim.png on this server.
    Additionally, a 404 Not Found error was encountered while trying to use an ErrorDocument to handle the request.

    Apache/1.3.41 Server at http://www.oficinadeestilo.com.br Port 80

  • Carolina disse:

    25 de 02 de 2010 às 16:22

    Gostei muito do seu post. Concordo com essa ideia de amadurecimento do guarda roupa. Às vezes temos a sensação de estar mudando o estilo por começar a gostar de uma coisa ou outra que antes não agradava, mas na verdade não passa de uma evolução em nossos gostos e em nossa personalidade. A essência continua lá!

  • Luxuosamente disse:

    25 de 02 de 2010 às 23:07

    Oi meninas, acredito muito nisso, e aliás, passei por isso.
    O que acho e na verdade tenho certeza, é que a essencia é a mesma, o resto pode e deve mudar, adaptar, tranformar…o ser humano e a moda são assim.

    Bjos Dani.

  • Vivian disse:

    25 de 02 de 2010 às 23:51

    Adorei. Penso que isso tbem tem a ver tbem com o que vc acha de seu corpo junto a moda. Há tempo eu gostaria de perguntar uma coisinha:
    Sou bem, bem, bem branquinha e não tomo sol por conta dos efeitos nocivos. E nessa onda de mini-saias e mini-vestidos vcs acham legal sair com as pernocas brancas mesmo? As branquinhas encaram numa boa? Pq eu adoro uma sainha, e qdo coloco o povo já vai dizendo ” que branca! Meu Deus!”. Para falar a verdade eu até acho bonito, mas pq será que há tanto espanto por parte das pessoas? Sinceramente, vcs acham que só vale se tiver bronzeadinha?

    Bjocas

  • Fabi Maurício disse:

    26 de 02 de 2010 às 00:03

    concordo! é a coisa de não negar o que foi, mas andar pra frente: é necessário! bela conexão.

  • Jean Jaimmesson disse:

    26 de 02 de 2010 às 04:22

    Essa conexão da mulher dos anos 90 que continua grunge na essência, mas lapidada pelo tempo foi maravilhosa Cris.

    Estou aqui do ladinho do meu guarda-roupa agorinha (sem sono) me perguntando como o tempo lapidou o meu estilo!

    =)

  • Carolina disse:

    27 de 02 de 2010 às 12:20

    Na minha opinião mudança é uma coisa boa, ora bolas! E mudança de comportamento é na verdade um parâmetro utilizado em pesquisas para identificar que houve aprendizagem em alguma habilidade. A gente aprende coisas novas o tempo todo, então… mudamos o tempo todo.

    Em outras palavras: quando aprendo, amadureço. Quando amadureço, mudo!

    Acho que todas as pessoas mudam, sim, e é isso que promove o desenvolvimento da pessoa. (Evolução, no meu ponto de vista ocorre através das gerações, portanto não se aplicaria a um indivíduo, e sim o desenvolvimento).

  • virginia bartolone miranda disse:

    03 de 03 de 2010 às 16:34

    Gente ,o que não amadurece fatalmente apodrece….OU SEJA QUEM NÃO ACOMPANHA O MERCADO TANTO DA MODA OU DE QQ PRODUTO,simplesmente está fadado a cair fora.Por isso criamos ,recriamos,inventamos e reinventamos,mixamos,lapidamos,aperfeiçoamos;resgatamos q que dá certo e refazemos o q deu errado!!!criatividade a td vapor p as conquistas dentro do mercado ….Mudamos sim ,amadurecemos sim na vida pessoal ,profissional,o mercado evolui,as pessoas evoluem,tudo está o tempo todo em permanente mudança.Mudanças que agregam um retro aqui ,um ultra fashion ali,uma década de 80 acolá,outra contemporanea …mas a mudança é permanente!!AINDA BEM POIS JÁ PENSOU NA INERCIA E IMUTABILIDADE DO MUNDO ,PESSOAS,MODA,PENSAMENTOS,IDÉIAS…AFFF q tédio.

  • van disse:

    08 de 03 de 2010 às 18:45

    Nossa Cris… me emocionou este post. Olha, eu sempre leio tudo tudinho do blog de vocês, sigo no twitter, sou super fã e tento ser uma “boa aluna” (leia-se: faço print screens dos looks, imprimo as ideias, comparo com o que tenho em casa e tento ir aproximando criando um repertório que eu acho que funcione para mim). Fico lendo e entendo tudo mas tenho uma baita dificuldade de colocar a coisa em prática. Até aí tudo bem, pq sempre pensei que devia ser meio que normal, até pq nunca me encaixei muito em nenhum perfil, ok por mim. Tento conviver com a selva de referências, desejos e dúvidas no melhor estilo depois-eu-penso-nisso-e-vamos-que-vamos, meio no piloto automático até. Mas daí vem este post e coloca tudo de um jeito muito simples: era assim e ficou assim. Genial. O “era assim” foi assustadoramente perfeito. Eu era assim mesmo. E era assim turbo, não apenas nas roupas mas eu realmente vivi este estilo – tocava guitarra, tinha banda, participava de festivais, conhecia a galerinha do rock, locutores, artistas…o pacote completo. Na escola era conhecida pelo estilo próprio e pela atitude (não era referência, era a “estilosamente legal” que conseguiu não ser carrie – a estranha – hehehe). Daí, o tempo passou – hj tenho 30, trabalho em agência de publicidade ou seja, existe uma enorme liberdade para usar o que quiser e ser como bem entender. Quanto ao ser, tá resolvido, já rolou o amadurecer de verdade. Mas no visual, o meu “depois”, o meu “ficou assim” ainda não rolou, ainda não ficou assim… rs. Não estou mais nem lá, nem cá (como quem trabalha de social, toda trabalhada na alfaiataria). Invejei as meninas que comentaram que conseguiram fazer essa “passagem” – pq percebi que ainda estou super vagando entre os mundos… Será que tem como vocês serem minhas Whoppie Goldberg e Demi Moore de plantão e me ajudarem com alguma dica express para encontrar a luz???? Beijão =)

  • Mari disse:

    28 de 05 de 2010 às 12:52

    Adorei essa reflexão! Todo mundo fala de estilo e tendências, comsumimos avidademente as novidades da moda e acabamos esquecendo que antes de tudo nossas escolhas são guidadas pela nossa personalidade. Representam muito o que sentimos e como sentimos em determinadas épocas da nossa vida. Acho um ótimo exercício comparar nossa maturidade pessoal com a fashion.

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