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Todos os Posts de março de 2010
CARDIGAN SOBRE CARDIGAN
Tava bem friozinho enquanto eu tava em Portugal, tipo 10 graus todo dia. E aà que eu prestei bem atenção no look protegido das lisboetas e concluà que faz MUITA diferença conviver com frio desde que se nasce – e não só 40 dias por ano como a gente aqui no BR (o que elas usam no frio vai render todo um outro post, pra já já). Das coisas mais legais que elas dominam por conta dessa convivência (amigável, diga-se de passagem!) com o frio são as sobreposições: as meninas de Lisboa usam casaco sobre casaco, cardigan sobre cardigan!

Como a gente tem menos inverno – e um inverno menos friorento que o europeu – mais legal é tentar exercitar essas sobreposições com peças leves. Pra isso cardigans são ideais! Premissa pra dar certo é escolher cardigans diferentes em textura, em trama, em peso visual e em proporção/comprimento. Tipo uma trama mais abertinha e outra mais fechada; um cardigan mais pesado e estruturado e outro mais levinho, molenga; um mais comprido e outro curtinho, um com mangas 3/4 e outro com mangas compridas… assim, sabe?
Daà vale perder o preconceito, pensar em coordenações incrÃveis de cores e partir pro exercÃcio. Vale tentar:
*cardigan fechado, usado como blusa, com outro soltinho por cima
*cardigan mais curtinho por baixo e cardigan mais longo por cima
*dois cardigans com a mesma altura de barra e mesmo caimento, mas com tramas diferentes e arrumados de modo que mangas e abas (onde ficam os botõezinhos e casas) apareçam separadamente
*cardigan mais longo bem fino por baixo e um outro mais curto e espesso/estruturado por cima
*cardigan fechado com cintinho e outro cardigan solto usado por cima
* dois cardigans sobrepostos e os dois presos por cintinho fino, abertos mesmo
*cardigan como cardigan e cardigan como cachecol/lenço
*cardigan transpassado (usado por dentro ou por fora da parte de baixo do look!) como cache-coeur e um outro cardigan solto aberto por cima
*cardigan (fechado ou aberto!) por baixo e cardigan como bolero usado por cima
Sendo os tricôs sempre maleáveis e finos, não tem tanto acréscimo de volume na silhueta – e quem quiser equilibrar proporções pode escolher cores claras e escuras pra compensar larguras! As meninas do blog Academic Chic experimentaram na semana passada e fizeram umas fotos bem ilustrativas – essa que estão aqui no post. Aqui embaixo ainda tem uma galeria com mais sugestões de passarela – eu vou tentar, bem inspirada nas mocinhas elegantes de Lisboa! E quando o frio chegar a gnte faz post de casacos mais pesados sobre outros casacos! <3
CORES NOS AZULEJOS DE PORTUGAL
Passei 10 dias em Lisboa, amigos de blog, e AMEI o que conheci de Portugal. Super incrÃvel passear por ruas estreitinhas, pensadas pra carruagens puxadas por cavalos (!!!), entre predinhos que já existiam antes do Brasil ser descoberto (ou quase isso). Lisboa tem uma história maluca, de um terremoto que derrubou tudo 250 anos atrás: aquela lindeza toda é fruto de trabalho de reconstrução, e as tradições de antes permaneceram pra gente admirar. É o caso dos azulejos: os quadradinhos de cerâmica cobertos de vidro colorem boa parte das fachadas lisboetas, e inspiram mil combinações de cores pro nosso vestir. Mesmo no frio (que frio!) eu tinha vontade de colorir um pouco mais o look de todo dia, pra sair na foto bem coordenadinha com as paredes! Fiz um álbum desses azulejos, todos de prédios das ruas por onde eu passeei. E juntei os pontinhos de cor que os artesãos usaram na decoração de cada um pra gente ter um álbum de sugestões de cores legais juntas. Dá uma olhada na galeria logo aqui embaixo! ;-)

No Flickr da Oficina tem mais fotos de azulejos – mais inpiração! – e umas grades de varandinhas, também dos predicos de Lisboa. Bom pra gente pensar em texturas também, junto com todas essas cores lindas juntas (lembra das rendas que eu vi nas férias que passei em NY? essa é a idéia!). Passa lá pra ver!
DIGA-ME DE QUE MARCAS GOSTAS E EU TE DIREI QUEM ÉS
Nos anos de 1960, 70 e até 80, as pessoas se reconheciam pelos livros e discos que gostavam, pela posição polÃtica (direita ou esquerda) que tinham e pelo comportamento e roupas que usavam. Desde que ‘muros ideológicos’ caÃram, a lógica de mercado parece o espaço ideal para definir o ser. Diga-me de que marcas gostas e eu te direi quem és!

Essa é a idéia do projeto 5brands. A gente manda (por e-mail) pro site as cinco marcas que mais “representam” e traduzem quem a gente é. Vale marca de carros, capa de disco, marca de moda e até churrascaria. O resultado tá num tumblr com as galerias, nomes, nacionalidades e profissões dos “submetidos” em exposição. É surpreendente como dá pra imaginar personalidades, gostos, idéias, pessoas – só pelas marcas escolhidas por cada um! (Também é de ficar passada a quantidade de brasileiros por lá!)
Imagina se a gente tentasse se definir por cinco marcas… de moda? Ia ser uma tentação pensar em marcas que representam quem a gente é e também imaginar marcas que representam quem a gente queria ser – não? Um super exercÃcio de auto-conhecimento e de identidade de marcas (de moda!).
(Com colaboração do Vitor Ângelo!)
SERà QUE A GENTE VAI USAR CHAPÉU?
Não na praia ou na prática de esportes, mas no dia a dia, funcionando como acessório, mesmo! Porque chapéu tem função de proteger nossas cabecinhas do sol ou do frio e acaba que muita gente usa quando viaja na maior naturalidade e quando chega na cidade onde mora não tem mais coragem de usar. É ou não é? E quando alguém usa um chapéu panamá em plena terça-feira na avenida paulista a gente ainda estranha um pouco, não estranha?
Acontece que cada vez mais a gente recebe emails de meninas que querem usar chapéu como acessórios e não sabem como. Cada vez mais a gente vê chapéus disponÃveis em lojas. E se cada vez mais acessórios de cabelo ganham espaço será que não chegou a vez do chapéu? Começamos com a tiara, passamos pelo turbante… (mais…)
CRÃTICA FASHION DAS MAIS DIVERTIDAS
Já ouviu falar no blog Go Fug Yourself? Com extremo bom humor e muito chocho, as americanas Heather Cocks e Jessica Morgan não deixam pedra sobre pedra nos escorregões fashion de celebridades em tapetes vermelhos da vida – o blog é imperdÃvel! A corrupetela “fug” vem de “fugly”, que é a contração de “fantastically ugly” e que pode ser traduzida como ‘incrivelmente feio’. “Fug” também é uma forma mais amena de dizer “fuck” – mas aà não né.
Apesar delas serem super cruéis com as celebridades, a imprensa caiu de amores por elas. Tempos atrás o blog foi escolhido pela revista Time (!!!) como um dos 50 sites mais legais da internet. E o jornal britânico The Guardian já elegeu o GFY como um dos 50 blogs mais poderosos do mundo! Diz que o blog tem tipo 3,3 milhões de visitas por mês (uau). (mais…)
ACESSÓRIOS COM VALOR SENTIMENTAL (DE VERDADE!)
Dois links fuefos num post só! Se a moda já foi “acusada” (haha) de estar sendo feita/pensada cada vez mais pras massas, o povo que faz jóias originais tá pensando no sentido contrário. Esse designer Jungyun Yoon criou alianças que tem ‘mensagens secretas’ dentro das peças, que ficam gravadas nos dedinhos de quem usa – tipo “casa comigo” e tudo mais. FofÃssima a estória de como ele se inspirou, aqui.
Mais pessoal ainda é a invenção do povo do site It’s My Scar. Eles disponibilizaram o serviço de reproduzir cicatrizes em forma de pingente, anel ou pulseira – e um monte de gente já fez, tem galeria de fotos e tudo! Super individualizando acessórios em função de uma moda cada vez mais pessoal – e mega independente de tendências, né?!??
A CRIATIVIDADE DE KAREN WALKER
Karen Walker tinha 18 anos quando abriu a marca que leva seu nome, em 1988, vendendo só dois tipos de camiseta. Ela é da Nova Zelândia, paÃs em que ainda mora com seu marido, sua filha, um cachorro e dois gatos – mesmo com uma fama internacional obtida no mundo da moda: sua “importância fashion” tá comprovada em livros de moda super importantes publicados há pouco. Ela tá no livro ‘Sample’, da editora Phaidon, que nomeou os 100 designers mais relevantes surgidos nos últimos seis anos. E também aparece na lista do ‘Fashion Now 2′, da editora Taschen, publicação que nomeia os 160 estilistas mais importantes da atualidade selecionados pela revista inglesa i-D. Tá bom pra você?
Apesar de agradar clientes/celebridades tipo Björk, Sienna Miller, Jennifer Lopez, Claire Danes, Cate Blanchett e Liv Tyler, Karem Walker construiu, em suas coleções apresentadas na semana de moda de Nova York, uma imagem “anti-it girl”. Sua moda é casual e utilitária e tem um forte sotaque streetwear, mas com pronúncia toda feita na alfaiataria. E é exatamente essa carga de “popismo”, despretensão e criatividade que tem feito sucesso na mÃdia e chamado a atenção dos fashionistas para suas campanhas - especialmente a de sua linha de eyewear.
Pra vender seus óculos a estilista sempre apresenta os mesmos retratos naturalistas de fotos 3X4, misturando-os com algo inusitado ou surreal. Para 2009, ela mostrou todos os modelos com dentes de vampiro! Em 2008, todos apareciam de barba e bigode postiços ou peruca. No catálogo de 2007, a fotos eram entremeadas com closes de rosas e flores e no de 2006, o ambiente era o de uma bancada para discursos polÃticos. Super inspiradoras, simples e bem sacadas, essas campanhas mostram pra gente que uma boa idéia não precisa necessariamente de grandes orçamentos. Né?
(Com colaboração do querido Vitor Ângelo!)















