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Todos os Posts de abril de 2010

LIÇÕES DO FRIO EUROPEU

Desde sempre a gente ensina pras nossas clientes que, no friozão, os materiais das roupas fazem toda uma diferença. E aí, mesmo já tendo nove invernos de SP no currículo (!!!), eu comprovei a teoria da Oficina de Estilo na minha viagem à Portugal, em fevereiro – quando eu tive alguns dias de 5º (no sol!). O jeito de vestir das lisboetas me confirmou umas lições e me ensinou outras, que viraram anotações de viagem e que agora tão aqui pra gente exercitar juntas.

Proteção eficaz pro frio começa com a escolha de materiais que esquentam de verdade. E os materiais com que a gente tá acostumada aqui no BR não são exatamente os mais quentinhos, né? Então, três meias-calças + uma calça de malha por cima equivalem a uma calça de lã espessa, quentinha, com meias também de lã/cashmere nos pés. Duas segundas peles + dois tricôs finos equivalem a uma camiseta de algodão com mangas longas e um cashmere quentíssimo (que aquece sem acrescentar volume à silhueta). Pra garantir, tem umas meias-calças bem fininhas de lã sintética que esquentam super por baixo de calças – e mesmo saias e vestidos pras corajosas, eu usei bermuda com essas meias, ó na foto! Cachecóis quentinhos aquecem o pescoço e, pra deslocamentos, casacos mais pesados (também em lã!) completam o look.

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Lã, cashmere, mohair, couro, feltro e afins não são materiais muito tropicais, mas fazem a diferença na hora de se proteger de frio que não parece brasileiro! (Menos no sul, né.) Vale super a pena construir, de pouquinho em pouquinho, um mini-guarda-roupa de invernão: a cada viagem, ou a cada inverno, é legal adquirir um casaco ou um cashmere ou uma calça de lã quente. E ao longo dos invernos a gente vai fazendo coordenações, e incrementando esse “aparato” com cores e outros ítens. Look com poucas camadas mas todas SUPER quentinhas, essa é a (nossa) fórmula certeira.

Aquecer os pés é chave pra estar inteira quentinha. No frio as solas dos sapatos podem ser um pouquinho mais grossas do que a gente usa normalmente. As moças lá de Lisboa, por exemplo, escolhem tênis confortáveis, botas com solas de borracha, sapatilhas e escarpins com solas – mesmo de couro – um pouquinho mais altas. E quando o sapato é rente ao chão elas sacam palmilhas quentinhas pra usar por dentro: eu vi, lá em Portugal, palmilhas de pêlo de carneiro, de lã, de fleece e até de cortiça (diz que isola o frio). A gente já ensinou aqui no blog a fazer uma dessas em casa, fica a dica!

Com essa fórmula, o que formaliza ou informaliza o look é o tipo de material, mesmo dentro do ‘universo dos quentinhos’. Calças de veludo cotelê, jeans grossão ou nylon compõem looks mais informais; calças em couro, lãs de alfaiataria e veludo deixam o visual mais formal (sem precisar ficar careta, veja bem). E a chave pra não parecer igual todo santo dia frio é coordenar cores. Manter a base neutra – calças, camisetas e casacão -  pode ser uma boa idéia pra acrescentar cor nos cashmeres, nos cachecóis, nos sapatos… e também nos acessórios menores tipo tiara, brinco, broche, luvinhas (se for o caso), bolsa, guarda-chuva (!!!), óculos escuros, etc etc etc.

Tags: , , , , , 09.04.2010 - 11:35 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 36 Comentários

OMBREIRAS X BRASILEIRAS

Quando a gente estuda pra ser personal stylist uma das teorias que aprende é a do “tipo físico”: tem retângulo, triângulo, tubular… Daí que nessa teoria o que é considerado o tipo físico ideal feminino é o “ampulheta” – com larguras de ombros e quadril similares e cintura definida -  e o tipo físico ideal masculino é o “triângulo invertido”, com ombros mais largos que quadril. Então quando a gente vê um look com os ombros bem marcados, pontudos, volumosos não tem como não associar essa imagem ao masculino. Não é por acaso que nos anos 80 quando as mulheres queriam exercer cargos em profissões que até então eram só para homens – as executivas – passaram a usar ombreiras. Ombro é poder!

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Parando pra pensar um pouquinho nessa “volta” das ombreiras, dá pra se perguntar se a mulher brasileira que é super feminina, vai topar marcar os ombros e desfilar por aí com uma imagem um pouco menos delicada. Será? Porque uma coisa boa da ombreira é que como a grande maioria das nossas meninas tem quadril mais larguinho acaba equilibrando a silhueta. E lógico que a ombreira de hoje não é a mesma que nossas mães (!!??!) usaram no passado. Elas são menos gordinhas, mas mais pontudinhas, beeeeem modernas  – quase sempre vêm acompanhadas de look preeeeeeeeto, sabe!?!

Mas dá pra marcar os ombros e ainda ser mulherzinha! Ombros marcados pode ser ombros decorados (lembra do último desfile da Isabela Capeto?), bordados, enfeitados… E peças com ombro definido podem ser coordenadas com peças muito femininas como vestidos delicados, saias em camadas, blusas de renda, feitas em malhas fininhas, em tecidos transparentes, em cores mais delicadas, sapatos com saltinhos fininhos, pezinhos de fora. Além de ser um super atualizador de look, hein!?! Olha quanta ideia boa na galeria! Vamos experimentar?

Tags: , , , 08.04.2010 - 00:08 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 28 Comentários

SOBRE PIRANHA EM ALÇA DE BOLSA

A gente não curte piranha de cabelo. Menos pelo acessório, mais pela maneira como ele é usado: a tendência de quem usa é levar consigo e, no meio do dia, sacar a piranha, enrolar o cabelo de qualquer jeito (na pressa porque né, o meio do dia tá sempre corrido), prender o pedacinho de plástico e deixar restos de madeixas caírem dos lados e atrás. Esse procedimento aí pode até ser feito com cuidado, mas quase sempre deixa aparência de desleixo e de cabelo desmilinguido. Pra gente (e pras nossas clientes!) cabelo preso – mesmo quando bagunçadinho de propósito – tem que ter preparo. Tem que ir pra frente do espelho, tem que usar um ou outro produtinho que controle fios, tem que ter atenção e carinho. ESPECIALMENTE SE O CABELO PRESO VAI AO TRABALHO COM A GENTE!

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E aí que a gente curte menos ainda a piranha pendurada na alça da bolsa. Não que o acessório vá estragar o couro ou deformar a alça (pode até ser, né, mas não). Um pedaço de plástico pendurado num lugarzinho que não foi pensado pra isso estraga visualmente a imagem da bolsa – e bolsa, pra meninas, é acessório dos mais importantes na hora de transmitir elegância, organização, controle. Quer ter um acessório pro caso de precisar e que ainda orna? Amarra um lenço na alça no lugar da piranha, que não tem como errar. Mas isso rende todo um outro post, né?

ESTAMPA PRA TODO MUNDO

Tem um tipo de estampa mais legal pra todo mundo. Quem é maior, pode escolher estampa maior (e maior não quer dizer gordinha, pode ser só grande mesmo!). Quem tem estatura/estrutura média escolhe estampa média e quem é mignon pode ficar feliz usando estampas pequenas. Mas não é só o tamanho dos desenhos que conta na hora de pensar nas estampas mais legais pra gente diferente. Vale observar também o espaçamento desses desenhos e o contraste que eles criam com o fundo da estampa. E aí a gente pensa no que é mais impactante na própria aparência (tamanho ou personalidade!) pra então fazer escolhas certeiras.

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Tem gente que é pequeña mas tem personalidade super forte e não carrega estampa tão pequenina – estampinha miúda tem conotação delicada, feminina, lúdica. É o caso de ir atrás de estampas maiores mas não tão espaçadas. Ao mesmo tempo, pode ter gente grandona que tem personalidade doce, calma – estampas grandes talvez não sejam as melhores escolhas, mas mesmo pequenas elas podem ser espaçadas, os desenhos podem estar dispostos bem longe uns dos outros. Estampa espaçada, mesmo pequena, tem efeito “alargador” mais potente do que estampa grande – o que não é ruim quando tá em harmonia com quem veste, especialmente em porções isoladas do look, sabe como? E estampa mais juntinha tem efeito de menor, o que é sempre sempre bom. Né?

E aí o contraste pode ser coordenado com o contraste que a gente tem naturalmente (clica aqui pra lembrar ou conhecer) e também pode amenizar efeitos de grande e pequeno em quaisquer estampas. Estampa grande e espaçada, mas com pouco contraste entre desenhos e fundo, acaba tendo efeito alargador minimizado! Então quem é grande e quer usar estampa grandona pode escolher menos contraste e pronto, tudo equilibrado. Ou o contrário: estampa pequena com muito contraste ajuda do mesmo jeito quem é grande. E tudo no caminho inverso vale pra quem é pequena! Legal, então, é escolher tipos de estampas adequadas pra pedaços da silhueta que a gente quer diminuir ou aumentar, tudo pra equilibrar a aparência inteira! Tipo quebra-cabeças mesmo!

Tags: , , , 07.04.2010 - 00:59 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 14 Comentários

ELEMENTOS PODEROSOS NOS LOOKS DE BRASÃLIA

A gente já trabalhou em Brasília duas vezes, em 2006 com a Cori e agora em 2010 no Park Fashion (aqui e aqui). Dessa última vez perguntaram pra gente do jeito da mulherada (de lá) se vestir e a gente respondeu na hora, quase sem pensar: mulher de Brasília tem look poderoso, que chega chegando – e super-hiper feminino. Talvez por tanta proximidade com o poder-de-verdade (do governo, né), talvez porque tem muita muita gente trabalhando em ministérios e judiciário e bancos e tals (tudo de mais importante na vida tem sede em BSB!), as mulheres da capital sabem comunicar, com o que vestem, que ‘estão com tudo’. Ou que querem muito estar.

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O que pode parecer extravagante a gente percebeu como elemento-comunicador-de-segurança. Só usa quem carrega, sabe como? Então a gente percebeu que o look de Brasília sempre tem bolsonas incríveis, saltos altos decorados, muito mais cor no look do que aqui em SP (terra do preto né) e modelagens ajustadas mesmo nas peças mais formais. Os couros que mais fazem sucesso são os exóticos, tipo croco, cobra, avestruz e tals – pra poucas e não pra todo mundo! A idéia é imponência: marca importa menos, presença importa mais. A gente viu por lá muito salto marcante, que não só levanta pezinhos mas que também se fazem notar como decoração do sapato. As bolsas e sapatos desfilam também cores fortes e materiais reluzentes, tipo verniz (superfícies lisas = mais refinamento). Os acessórios tem muito dourado: brincos e anéis e braceletes e correntes de bolsas e laterais de óculos escuros querem fazer a gente lembrar de ooooouro!

E a alfaiataria… mesmo nos looks informais tem um paletozinho ou um shortinho alinhado compondo o visual, sempre de um jeito feminíssimo. A mulherada de Brasília mostrou pra gente uma ‘alfaiataria tropical’, com cores suaves (quase em tom pastel) e tecidos frescos, maleáveis. Tudo mais perto do corpo em blazers ajustados (que elas curtem usar fechadinhos pra marcar a cintura), saias retas, calças que afunilam. Pensa que alfaiataria remete a tecidos de qualidade, impecabilidade de acabamento e caimento, idéia de “tudo no lugar”. Tem muito muito trabalho lá que exige que os meninos usem terno – as meninas tem que estar páreo-a-páreo em adequação/formalidade, mas não precisam deixar de ser mulherzinhas por isso. E quanta lição a gente pode tirar dessas observações, não? Prontinhas pra inserir no dia-a-dia da galera. ;-)

Tags: , , , , 06.04.2010 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 46 Comentários

MEIAS COM TEXTURA… COM MAIS TEXTURA!

O inverno daqui do Brasil é perfeito pra gente continuar de pernocas de fora, cobertas por meias-calças legais. E se há tempos que a gente tá ensaiando abraçar de coração as meias decoradas – rendadas, com bolinhas, com listras, com padronagem masculina, etc etc etc – agora é a hora de experimentar. Melhor jeito é não “isolar” a meia como ponto focal, e sim tratá-la como o acessório que ela é: não vale escolher tudo preto, ou tudo liso ou tudo sem-graça demais só porque a meia já “chama atenção”. Ela vai chamar uma atenção ruim se for a única coisa interessante do look! Tem que ter outras texturas, outras cores, proporções legais, formas novas e idéias boas no look pra ele funcionar inteiro porque né, ninguém é ‘só perna’. Tá aqui a galeria de imagens pra todo mundo se inspirar e usar a meia com textura acompanhada de… outra textura! Na mesmíssima idéia de não usar sapato e bolsa coloridos sozinhos no look, lembra?!?? ;-)

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Tags: , , , , , 05.04.2010 - 14:30 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 34 Comentários

BRASILIDADE NÃO PRECISA SER CARICATURA

Pouca coisa tem mais cara de ‘ brasilidade’ do que palha – e tem tanto acessório legal feito com esse material, não? Por isso mesmo pode também ter cara de folclórico demais, de fantasia, e de informal demais (até meio desarrumado, sabe como?). O segredo pra usar bem pode ser o mesmo que direcionava o uso da palha na arquitetura e no design do tempo modernista/tropicalista brasileiro. E Lina Bo Bardi, arquiteta que amava trabalhar referências locais nos seus projetos, pode ensinar uma coisa ou outra. Na hora de fazer coberturas de varandas, ela misturava palha e materiais “globais” tipo concreto, aço, vidro. Na hora de inserir a palha em detalhes de móveis, ela fazia questão de ter junto materiais refinados e elegantes tipo madeiras nobres. Local e global, informal e elegante, popular e refinado.

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Acessórios feitos em palha são incríveis pra se usar assim, nesse hi-lo de sensações. Não seria tão legal misturar acessórios de palha com chita ou renda renascença – isso sim, brasilidade com cara de fantasia, de figurino de filme de sertão. Vale muito mais a pena pensar nesses acessórios como detalhes-acompanhamentos de looks. Mesmo com looks em seda, em alfaiataria, no frio… vale o exercício. Bem brasilidade contemporânea!

Tags: , , , , 05.04.2010 - 00:04 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 15 Comentários

NEUTROS PODEM SER DIVERTIDOS

Coordenar cores neutras entre si rende combinações muito elegantes e ainda pode transmitir mensagem de originalidade. A gente sempre fala de cores neutras que são alternativas ao preto-branco-e-cinza de sempre: tons de marrom, bege, cáqui, vinho, verde-escuro, verde-pistache, verde-musgo, areia, tonalidades de azul (jeans, marinho, acinzentado), mostarda, ferrugem. Agora imagina pegar essas cores neutras que não são tão batidas e começar a misturar tudo num look só!

neutroscomseteanoes

Fica chique, porque tons neutros sempre comunicam isso e fica criativo, porque quase ninguém faz isso. E quando a gente pensa em cores neutras pode dar um desânimo, um mdinho de ficar com cara de escritório… cores neutras parecem ser sérias demais, não parecem!?! (mais…)

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