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Todos os Posts de setembro de 2010
FAÇA VOCÊ MESMA: ESTAMPANDO EM CASA
Estampar em casa é um sonho por um milhão de motivos. Primeiro que você pode customizar uma peça lisa e adicionar um toque de interessância que é só seu, exclusivo e exatamente do seu jeito. Segundo que dá para reproduzir aquela estampa que você mesma fez ou viu na revista e que não acha de jeito nenhum. Dá para pegar a estampa de uma peça e usar em outra… Um mundo de possibilidades. A ideia desse post é dar uma luz para quem quer fazer essas pequenas customizações caseiras de uma forma bem feitinha.

Método transfer e ferro quente
O jeito mais fácil de estampar em casa envolve papel transfer e ferro bem quente (pelando mesmo). O transfer é um papelzinho que você compra em papelarias, tipo a Kalunga. Você pode desenhar a sua estampa em cima do papel, colocar sobre a peça e passar o ferro. O desenho precisa ser espelhado, ou seja, na posição inversa da que você quer que apareça, tipo quando a gente escreve no espelho. Se habilidades artÃsticas passam longe da sua pessoa, vale decalcar ou mesmo imprimir a imagem no transfer em vez de desenhar.
Caso escolha imprimir, é preciso ter um cuidadinho: se usar impressora a laser a estampa tem uma durabilidade maior. Se usar impressora tipo jato de tinta, dura menos. As meninas das fotos usaram o método do transfer para fazer peças inspiradas na Miu Miu!
Essa técnica funciona super bem com imagens localizadas, tipo a estampa da Miu Miu. Mas, se a sua ideia é imprimir uma imagem única tomando uma grande extensão da peça, saiba que não vai ficar tão legal e o resultado pode ser uma vibe metaleiro do colegial ou fã clube da Menina Isabela. Isso porque a desvantagem do transfer é que ele deixa o ponto onde foi aplicado um pouco durinho. Quando usado para estampar pequenas áreas fica lindo, mas uma fotona imensa bem no meio da camiseta não fica exatamente chique quando impressa dessa forma.

Método canetinha para tecido
Sabe aquelas canetinhas para tecido que as mães à s vezes usam para identificar qual peça é de cada filho? Você pode usá-las para fazer desenhos nas roupas. De novo, se a pessoa se garante no desenho, pode fazer à mão livre, mas as mortais também se viram. Pegue uma superfÃcie durinha, como uma radiografia, por exemplo, decalque sua estampa em cima, corte com estilete e use como forma para pintar só o preenchimento.
Stêncil manual
O stêncil manual usa o mesmo princÃpio da canetinha: você deve fazer uma tela para servir como forma, mas, em vez de usar a canetinha, vai usar tinta spray ou tinta para tecido, ambas vendidas em lojinha para artesanato. Pega a tinta, passa no rolinho, aplica no tecido. Simples assim. Cuidado para não colocar tinta em excesso, melhor passar um pouquinho, esperar secar, passar outro pouquinho e esperar secar, até ficar do jeito que você quer.
Viu só que não é difÃcil? Se estiver insegura, testa antes em uma camisetona velha e se joga. O que não vale é aposentar uma peça antes do tempo só porque cansou da cara dela. Muda de cara, ué. Se Larissa Riquelme pode, suas roupas também podem.
COR DE PELE + COR COLORIDA
Jeitinho mais simpático de fazer render o cor-de-pele é coordenar com outras peças bem coloridas: o nude pode ser uma base boa pra criar monocromáticos com laranja, amarelo, lilás e verdes mais claros mas também pode criar choques lindos com azulzão, coral, pink, roxo, vermelhão e mais. E que lindeza coordenar look em cor de pele com acessórios em couro-caramelo, como na segunda foto aqui embaixo, não? Super simples e beeem chique!

CABELOS FAZEM TO-DA DIFERENÇA!
Chamar atenção pro rosto ainda (e sempre) é coisa das mais importantes quando a gente escolhe qualquer look ou usa qualquer peça/acessório incrÃvel que tem. E olha, nada no visual fica mais perto do rosto do que o cabelo! Pensando assim, se a gente muda o cabelo a gente tem chance de acrescentar interessância ao visual de um jeito muito impactante, mais do que com maxi-colar ou lenço ou cores ou texturas. Fica a dica então da Drew Barrymore (DIVA) pra gente camuflar a preguicinha matinal e se dedicar a incrementar o look: cabelos variados – que nem precisam ser super elaborados nem nada, vê só! – fazem uma diferença bem importante!

LAVAGENS PRA CADA TECIDO
Tipos diferentes de tecido demandam manutenção variada: vale conhecer porque né, roupa bem cuidada acrescenta elegância até nos looks mais informais e dizem muito da personalidade de quem usa. Como se a roupa com manchinhas, bolinhas, torções e desgastes sugerisse que, se a gente cuida mal do que tá vestindo pra se apresentar ao mundo, a gente também cuida mal do resto todo da vida (isso é inconsciente, viu gente, mas é verdade!).

Então, depois de identificar de que tipo de fibra cada peça é feita (lá dentro, na etiqueta de composição da roupa), e saber se o que a gente tem pra cuidar é fibra natural ou artifical ou sintética, vale lembrar disso daqui:
• Lã é tecido natural e encolhe se for lavado em temperaturas super altas. Na hora de secar, vale esticar sobre o varal (com a ajuda de uma toalha se for o caso) – peças de lã deformam super se penduradas!
• Algodão é tecido natural e também curte água mais fria (alta temperatura faz encolher esse material também). Se a peça é colorida, é prudente lavar sozinha pelo menos na primeira vez. Na hora de passar não tem tanta preocupação porque algodão resiste super bem ao ferro.
• Linho é tecido natural e – surpresa! – tem que ser lavado sempre à mão. Não pode centrifugar nem esfregar nem nada! Se tiver manchinhas e tals é melhor levar pra lavanderia, pra que profissionais cuidem da peça. Pra passar, o ferro precisa estar em temperatura baixa (e sem vapor!).
• Acetato, rayom e viscose são tecidos artificiais (nem tão naturais, mas também não tão sintéticos, haha) e também não curtem centrÃfuga ou muita ralação no tanque.
• poliéster, nylon e lycra são tecidos sintéticos e são super hiper mega sensÃveis ao calor (derretem até!). A água que lava precisa estar – no máximo – morna, e o ferro precisa estar em temperatura bem baixa, também sem vapor.
Vale pra tudo (e a gente aplica nas nossas próprias casas, e ensina pras funcionárias das clientes e tals): na dúvida, a gente lava na água fria, à mão e separado de tudo; na hora de lavar à mão a gente deixa o sabão dissolver todinho na água e só então começa; é bom nunca abarrotar a lavadora (vale fazer “duas viagens” se tiver quantidade grande pra lavar); pra mudar a temperatura do ferro de alta pra baixa a gente muda o botão e espera uns minutinhos; toda roupa não precisa estar super suja pra lavar – quanto menos esforço a gente faz pela limpeza, mais a fibra resiste bonita como nova!
E tooodo esse aprendizado veio de um folheto explicativo de loja, acredita? A gente aprende, aplica e assim faz valer o investimento em moda que faz! ;-)
SAPATO COMENDO A BARRA DA CALÇA
Pensa em quantas vezes você já viu essa cena: a moça andando toda bonitinha na sua frente e a barra da calça dela (lááá embaixo, tão compridinha) vai sendo engolida pelo sapato aberto na parte de trás, a do calcanhar. Dá vontade de cutucar no ombro, avisar e ajudar a arrumar, né? Barra longa demais subtrai toda a elegância de um look, além de achatar a silhueta. Isso da barra ser engolida pelo sapato acontece porque o comprimento da barra da calça precisa ser um pouquinho mais curto pra coordenar direitinho com sapatos abertos atrás (presos por tirinhas ou fivelas).

Vê só que a barra comprida, como quase sempre a gente marca antes mesmo de sair da loja, funciona meio que cobrindo o salto do sapato – enquanto se está paradinha, “posando”. Na primeira mini-caminhada o movimento do andar faz com que o sapato se afaste da sola do pé (por conta da folguinha da tira atrás do tornozelo) e nahm: a barra da calça é engolida – não tem jeito! Quem ama esse modelo de sapato pode, então, ter uma ou outra calça com a barra feita mais curtinha especialmente pra esse uso. Ou pode aproveitar a onda de barras dobradinhas e ainda atualizar o look, viu!

CLIQUES PRO FIM DE SEMANA!
• Reparou como um amarelão tem aparecido nas coleções novas e nos sites de streetstyle?!?? A gente aqui acha que é quase-quase mostarda, o blog Achados da Bia achou que é um amarelo-canarinho e separou um monte de referências de usos e coordenações!
• Tá tendo semana de moda em Milão e o que a Prada desfila lá é sempre legal de ver – e sempre lindo! O Modismo tem as fotos, ó lá a inspiração tropicaliente-chique de Miuccia.
• Croquis fofÃssimos de sapatos atualizadores de look pro verão que vem, no Mil Pares.
• Links de fim de semana pras habilidosas repaginarem suas peças, criarem acessórios e brincarem de fazedoras de sua própria moda lá no SuperZÃper.

• Bolsinhas e acessórios de palha ganham mais e mais adeptas na medida que a gente aprende jeitos legais de usar – sem cara de praia! O Se Joga dá uma ajudinha, vê só. A gente acha a cara da brasilidade!
• Vitrines feitas pra encantar crianças, agora que o 12 de outubro tá chegando! Com o “surgimento” da comemoração da data e tudo, no Vitrine RG.
• Compra esperta pras amantes de revistas: a Vogue Paris tá comemorando aniversário com uma edição imperdÃvel (poupança pra comprar sendo iniciada em 5…4…3…) e a capa com mais onfo tá lá no Duo de Luxo.
• Quem quer incrementar o visual de fim de semana (ótimo tempo pra experimentar tudo!) com pouco esforço, vê no We Love Accessories como usar um monte de anéis no mesmo dedo – e assim sair de maxi-acessório “feito em casa”, ó. :)
O SUFICIENTE É MAIS EFICIENTE! :)
A gente vê isso acontecer todos os dias no trabalho como personal stylists: quem tem muita coisa e não consegue usar tudo é menos feliz (em moda) do que quem tem pouca coisa mas usa tudo, tudinho. Pensa só: numa mala de viagem a gente seleciona o suficiente pra sobreviver linda durante um perÃodo da vida. E geralmente a gente seleciona as coisas mais legais que tem (o que a gente mais AMA né), num conjunto de peças coordenável entre si, que faça a gente feliz em várias situações diferentes. Se a gente pensasse no armário todo desse jeito – conciso, todo lindo e versátil – a quantidade do que a gente precisa seria menor, teria mais qualidade e seria mais usável… e de mais maneiras diferentes. Fica a dica, tipo, pra vida.

PROFISSIONAL MAS NÃO CARETA!
Sabe recém-formada que sai da faculdade direto pro ambiente formal de trabalho? Pra essas a gente pensou num dresscode especial, tipo como estar adequada sem parecer velha ou antiquada! A sacada é miturar elementos formais e informais no mesmo look, na medida que o ambiente de trabalho permitir – elementos que podem ser cores, tecidos, texturas, acessórios, comprimentos, complementos e tals, sabe? Vale pensar (de acordo com o lugar em que todo mundo trabalha, claro!) em calça alfaiataria e jaqueta jeans ou jaquetinha de couro, por exemplo, no lugar de um paletozinho mais tradicional. Ou, com esse mesmo paletozinho, uma saia com texturas ou materiais alternativos, como camurça ou tecido lustroso. Imagina, então um tailleurzinho com uma botinha de tornozelo ou um assandalhado bem poderoso?!??

Daà fizemos uma lista de tópicos que, combinados, podem render umas boas fórmulas pra quem quer experimentar esse dresscode-certinho-não-careta. Comprimentos acima dos joelhos são sempre mais joviais que os que cobrem a dobra da perna – pra calças, barras na altura dos tornozelos (tipo cigarrete) também são mais frescas. Terceira peça, que sempre colabora pra ‘formalizar’ looks, podem ser mais curtinhas ou mais longas – pensa em boleros moderninhos ou em trench-coats leves. Também não precisam ter mangas: coletes, de todos os materiais e formas e comprimentos, são sempre atualizadores. Nessa categoria também estão os acessórios: sapatos ‘de agora’, colares e pulseiras e brincos e lenços e broches e anéis dizem muito do momento que a gente vive (na moda!), vale super prestar atenção.

E aÃ, se a gente resolve substituir o preto por outros neutros escuros – tipo cinza, marinho, verdão, roxo, marrom café – as coordenações de cores que a gente faz já tendem a ser mais originais, e cor sempre “jovializa” looks. Não precisa nem usar cores extravagantes demais: só da gente coordenar de um jeito não-usual, o visual já parece não ter preguiça ou estagnação… já parece cheio de energia xóvem, haha. E aÃ, cabelo cortado bem bacanudo ou arrumado de jeitos legais (agora meio despenteadinhos, ou com trancinhas e torcidinhos) super contam pontos pra refrescar ainda mais a aparência.
TEXTURAS EM MONOCROMÃTICO
Monocromático bom é assim, cheeeio de texturas! E mais: pensa só que, no caso dessas texturas – longas, com movimento, com volume pra além da silhueta e tals – as melhores cores pra coordenar talvez sejam mesmo as neutras. Ou pelo menos pra quem é menos ‘iniciante’! Em cores fortes (ou mesmo em coordenações contrastantes, sem a coisa do tom-sobre-tom) essas texturas poderiam chegar-chegando, mas assim, ó, elas são só alegria. As cores-coloridas e mais intensas, por si só , já criam monocromáticos e coordenações interessantes por si só, sem precisar de elementos “compensatórios” ou “equilibrantes”. Fica a dica pra desencalhar aquela peça mais tchans do guarda-roupa ou pra experimentar uma peça nova já assim, com essa idéia!

(post e imagens sugeridas pela mais que incrÃvel Yasmin Araújo!)
AJUDA NO OLHAR PRA DENTRO
Fui ao True Love Tattoo, estúdio de tatuagem, na semana passada e voltei com uma estória que pode se relacionar com moda. A Nanda, tatuadora de lá, contou que tirou do estúdio as pastas com desenhos de referência – sabe umas pastonas, tipo com o portfólio do tatuador, pras pessoas escolherem desenhos? O estúdio dela não tem mais essas pastas, não tem referência externa, não tem exemplo nem idéia solta no ar. Nadica de nada.

Ela explicou que tatuagem é de usar, é do corpo, faz parte de quem a gente é – por isso a referência deveria vir de dentro, e não de fora (muito menos de uma pasta de desenhos feitos pra ooooutras pessoas). Se identificar é uma coisa, curtir um desenho ou uma idéia é outra. A Nanda contou que tava chegando gente no estúdio, pedindo a pasta, apontando o dedinho e escolhendo assim, por escolher, o que queria tatuar. E ela resolveu que, artisticamente e com o trabalho dela, ela queria contribuir pra que as pessoas olhassem mais pra dentro, observassem mais o que gostam e o que tem significado INDEPENDENTE de olhar referências ou de ter modelos. E foi assim que as pastas foram guardadas pra nunca mais circularem por lá.
Ela reconhece que pode ser um pouco radical mas vejam, eu pensei bem na relação dessa estória com a gente escolhendo o que vestir ou o que comprar. Mesmo que roupas e acessórios não sejam tão grudados na pele assim, a gente também escolhe (ou deveria escolher) de acordo com quem a gente é. Bem na onda de ter referências pra inspirar, pra abastecerem a gente de opinião própria – e não pra copiar. Ser quem a gente quer ser independente de referências ou modelos. Imagina quanta imagem única, original, nova e arrebatadora a gente ia produzir e encontrar por aÃ?!?? :)










