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Todos os Posts de outubro de 2010
LINKS PRO FIM-DE-SEMANA
Tá todo mundo sabendo do novo site da Vogue? – tipo Style.com pra chamar de nosso. O Aqui só tem Bafon dá o link e conta tudo sobre o portal!
A Prada sempre dá um jeitinho de dar um toque artÃstico aos seus lookbooks – tudo assessorado pela mente brilhante de Miuccia Prada que inovou tudo mais uma vez com um MotionBook, uma espécie de lookbook em forma de vÃdeo. O Mi-Cajon mostra e ainda relembra os lookbooks anteriores.
Há poucos dias a gente conversou aqui no blog sobre como alguém pode passar seriedade no vestir sem ser caretinha, ainda tendo cara de jovem. Daà olha que demais esse blog, o Toda Trabalhada, que só fala disso e dá vários looks-sugestão ótimos.

Pensamentos super legais da Márcia Mesquita no Bainha de Fita Crepe sobre os ciclos da moda. Ela fala de como a moda sempre foi uma renovação de algo que já existia e de como aboliu sua própria lógica. Textinho inteligente pra ler no fim-de-semana.
A Stephanie Noelle fez no seu Petite Beauté uma “leitura” (super pessoal e profunda) de um editorial da Vogue UK – descobrindo toda a história por trás dele. Vale pra entender que “roupa sem história é só roupa” e como editoriais podem ser mais interessantes se funcionam desse jeito.
O Halloween dos paÃses que comemoram a data (haha) e a Anna Dello Russo, pessoa das mais montadas da moda, entregou umas referências super pessoais de estilo pra quem quiser se inspirar/usar fantasia -fashion. No Nowness.
Programinhas artÃsticos pro feriadão: o Do You Wanna Get Funky? fez uma listinha super incrÃvel das exposições mais legais – relacionadas com moda e tudo! – que tão rolando em São Paulo.
O Pense Moda é um dos nossos eventos favoritos, do tipo tem-que-ir. E o desse ano já tem programação completa definida e inscrições abertas – a gente vai!
É sempre bom ver profissionais da moda (e de qualquer outra área também) comprometidos em não prejudicar o meio ambiente. Melhor ainda são marcas como a de Luiza Perea, que usa couro de peixe para produzir seus sapatos – que não maltratam o meio-ambiente e são super bonitinhos, sem ter cara de riponga.
DE LONGO COM PALETÓ
Em um determinado momento do nosso trabalho com a cliente a gente vai na casa dela pra montar um monte de looks e fotografar tudo. É lógico que esses vários look servem como um pontapé inicial pra ela usar as peças que tem no armário de mil jeitos novos, mas o mais importante nesse dia é ensinar pra cliente alguns “truquezinhos” – que a gente sempre acaba divindo aqui – pra se criar um look harmônico, adequado ao ambiente que ela vive mas que mereça alguns “UAUS”!!!

E o que faz um look arrancar suspiros muitas vezes é o inusitado, é o que aparentemente nunca daria certo, mas no fim das contas deu, é a mistura de informações opostas… Daà que vestido longo + paletó entra muito nessa categoria, e a gente está amando ver esse combo em desfiles e blogs de moda de rua.
O vestido longo – que não precisa ser o longo de festona, pode ser em algodão bem fininho, linho, sedinha opaca, etc – é ultra feminino, transmite delicadeza e leveza, uma coisa meio princesa, sabe!?! O paletó é alfaiataria, veio do terno masculino, é quase que uma armadura, rÃgido e sofisticado. E olha que “bum” quando a gente mistura os dois! Nada, nada óbvia essa coordenação pode ir pra festinhas, baladinhas, eventos elegantes, mas também pode passear no fim de semana, ir pro almoço de famÃlia, pro cineminha, pro happy hour! Tudo depende do caimento (mais estruturado ou menos estruturado), das cores (tudo neutro ou tudo colorido, tudo escuro ou tudo claro, com contraste ou monocromático), do tecido (brilhoso ou opaco, estampado ou liso)…
Mas a harmonia do look é totalmente dependente dos acessórios. São eles que vão fazer a passagem calma entre a leveza do vestidon e a dureza do paletozinho. O ideal é que eles estejam lá no meio do caminho pra não pender mais pra nenhum dos lados. Sapatilhas, peep-toes, assandalhados, tamancos de madeira funcionam melhor do que rasteirinhas muito peladas ou botas pesadas. A bolsa também pode ficar entre o pequeno e o grande, entre o rÃgido e o molengo, entre o material muito fininho, tipo tecido e o material muito áspero. E isso vale pra todos os complementos e pode virar um exercÃcio gostoso pra qualquer look que misture elementos opostos! Vamos praticar?
JEANS TEM QUE SERVIR NO CORPO TODO
Recentemente duas marcas bem bombadas lançaram propostas de calças jeans diferentes: a Calvin Klein criou a X-Fit e a Levi’s veio de Curve ID. A gente acha muito importante analisar cada uma dessas novas propostas já que o combo jeans e camiseta é uma paixão nacional.
Primeiro fomos conhecer a Curve ID. A proposta da Levi’s é fazer uma calça que se ajuste à curvatura do corpo de cada uma. Por curvatura entenda essa topografia de subidas e descidas que a gente tem entre o umbigo e o quadril.

Segundo a pesquisa da Levi’s, 54% das mulheres precisa experimentar mais de dez calças jeans até encontrar uma que fique perfeita nesse curvona: ou seja, que caia bem tanto na cintura quanto no quadril e nas pernas. A ideia deles com a Curve ID é tirar as medidas da cintura alta, da cintura baixa e do quadril de cada cliente assim que ela chega na loja e assim encaixá-la em um dos três grupos da Curve:
Slight Curve – Formas retas
A Slight Curve serve para quem costuma sentir que o jeans serviu no quadril e nas coxas, mas ficou muito apertado na cintura.
Demi Curve – Proporções homogêneas
A Demi Curve é a calça que serve na maior parte das clientes, segundo as vendedoras da Levi’s. Ela veste bem quem tem bundinha e cintura, mas nada muito contrastante, sabe? Nada de cintura pilão e bundão.
Bold Curve – Curvas genuÃnas
Por último, a Bold Curve, que foi feita para quem costuma gostar de como a calça ficou no quadril e nas coxas, mas, quando olha para trás, vê que ficou aquela sobra de pano feia acima do bumbum.
A gente achou que o esquema da Levi’s super faz sentido porque quando você diz que usa 38, por exemplo, geralmente você apenas quer dizer que calças 38 costumam entrar e fechar na sua cintura – o que não quer dizer que, porque fecha na cintura, fica bem no bumbum. Daà até achar uma que realmente sirva e caia bem é uma busca ao tesouro. O que Levi’s tenta fazer com essa linha é considerar outras medidas além do tamanho da sua cintura na hora de te oferecer uma calça.
Nós fomos até a loja, experimentamos e realmente funcionou. A vendedora tirou as medidas da Cris com uma fita métrica especial que eles desenvolveram e deu duas calças para ela experimentar. A segunda ficou simplesmente perfeita, sem sobrar nem faltar em ponto algum. A Cris ficou super empolgada e levou para casa, e olha que ela mal usa calça jeans e costuma ter bastante dificuldade para achar uma que lhe caia bem.
Claro que a ideia dessa pesquisa (que durou dois anos e entrevistou 60 mil mulheres em 18 paÃses) é que fique mais fácil você encontrar o jeans ideal na loja da Levi’s, mas a informação de que não basta servir na cintura para estar ok você pode levar para outras lojas, para a costureira, para a vida!
MUITO OURO!
Desde o desfile da Rodarte a gente aqui tá impressionada com os looks dourado-total que a dupla de irmãs mostrou. A imagem é pensada pra ser um desses exageros de passarela que causam impacto na gente (causam mesmo né), mas também pra espantar, mesmo que só de levinho, a preguiça e o medo-fashion pra que a gente pense em mais metalizados – mais brilho! – nos looks de todo dia. (E quem deu a idéia pra esse post foi a Yasmin!)

Vale perceber que quanto mais pele o visual mostra (braços de fora, pernas de fora, decotes e recortes estratégicos), mais a roupa brilhosa parece ser casual, sem pretensão. É uma sensação, claro, mas também uma idéia pronta pra gente reproduzir em frente ao próprio espelho! E então esse look total pode ser adaptado assim: no lugar de brilho dos pés à cabeça, o metalizado compõe um monocromático interessante com outros tons opacos semelhantes – e rende um visual tão impactante quanto esses da foto. A gente deu a fórmula de como fazer, lembra?!?? ;-)
MEIA-CALÇA QUE (QUASE) NÃO APARECE
Depois das férias da Cris foi a vez da minha folga, queridos! E eu voltei de Portugal e da Espanha com um monte de assunto pra tratar aqui no blog, mas o mais urgente (HAHA) é esse: as meninas do outro hemisfério tão super usando meia-calça bege, nude, que desaparece sobre peles clarinhas. Tipo as de vovó (quase-quase tipo meias Kendall), com todo tipo de look. Eu vi moças de shortinho jeans, botinha e meia-fina bege, vestidinho, colete longo, sapatilha e meia-fina bege, saia de cintura alta, regata, clog e… meia-calça fina bege! De longe a perna parecia “maquiada”, e de perto tinha um brilho leve que deixava perceber a meia. DifÃcil de acostumar, mas olha, no fim rendeu umas idéias.

Tudo bem que por lá sempre tem um ventinho frio no fim da tarde (nessa época do ano, claro), então as meias finas podem ser usadas com essa desculpa pelas européias – especialmente assim, sem pretensão, no look de dia-a-dia mesmo. Mas uma ou outra dessas moças ousou e trocou a meia-fina por uma outra meia, arrastão com trama beeeem pequenininha, bem fechadinha, também em bege (cor de pele clara)! O efeito de “perna maquiada” é o mesmo, com o acréscimo da textura e do elemento sexy-sutil – já que essa meia evoca essa idéia quase que instantaneamente, né? Mas assim, em bege e usada com look de toda hora, o sexy fica em segundo plano (sem desaparecer) pra dar espaço a uma idéia bacana pra tirar o visual do comum. Não chama super atenção mas marca presença, sem muito esforço já cria uma interessância, não cobre toda a pele (alô vazados do verão!) e assim parece bem bacana pro nosso clima aqui no BR!

A gente quase não percebe, mas as meninas das fotos tão usando meias finas ou essa arrastão beginha, viu. E se funciona pra elas, pode funcionar pra gente também – nem que seja aos pouquinhos, por baixo de calças compridas (pra começar, se for o caso!). Quem vai experimentar levanta a mão! Eu vou, beijos Fê! \o/
(E já já tem maaaais assunto de férias aqui no blog! Quem tá com a gente no Facebook e no Twitter tá acompanhando comentários e idéias desde antes da volta pro BR, viu, fica a dica!)
A TAL AMPULHETA!
A gente fala bastante sobre como usar essa ou aquela peça pra quem tem um peso visual maior na parte de baixo do corpo (quadril largo, coxas grossas, bumbum grande) ou na parte de cima (seios grandes, ombros largos, braços grossos). Mas a gente nunca falou sobre a tal da silhueta ampulheta – com cintura bem fina e tanto a parte de cima do corpo quanto a parte de baixo com um certo peso (tipo coxão e peitão, sabe!?!)
E daÃ, com o que esse tipo de silhueta fica mais bacana? Quais caimentos, formas, peças, etc? Acontece que esse tipo fÃsico é o famoso “corpo-violão”, com muito apelo sensual, super feminino. Então a primeira coisa que quem tem essa silhueta tem que prestar atenção é pra não negar essa feminilidade toda, sabe!?! Mas isso não quer dizer que a ampulheta precisa se encher de laços, babados, plissados e tals. Pelo contrário o ideal é usar roupas mais “limpas” pra não acrescentar volume no que já é volumoso por natureza.
A feminilidade está no caimento mais próximo ao corpo – nada deve ser justo demais nem largo demais – que acompanha a silhueta, na cintura marcada sempre (pensa que essa é a parte mais magrinha do corpo, então precisa ser destacada) e nos decotes que deixam o colo a mostra! Tops, cardingans e suéteres com decote V, camisas e paletozinhos acinturados, saias tipo lápis ou tulipa, vestidos de transpassar, blusas com detelhes ou volume nos ombros… tudo isso ajuda quem tem a cinturinha-de-pilão.
É lógico que esse corpo acaba ficando melhor em roupas de balada do que em roupas do dia a dia, então o jeito pra não ficar “festiva” demais no trabalho – e pra fazer com que os colegas prestem mais atenção no conteúdo profissional que nas curvas – é investir em materiais de ótima qualidade, dar preferência a tecidos planos. Ah! Uma terceira peça também sempre ajuda, né!?!
Cuba e o dress code nacional
Imagina se os governantes em vez de usarem todos a mesma roupa – o mesmo terno e gravata que não se importa com o clima nem com a cultura de cada lugar – tivessem cada um seu próprio dress code. Imagina se esse dress code tivesse toda uma história por trás, combinasse incrivelmente com o clima do lugar e fosse usado pelos funcionários do governo como uma forma de manter o conforto, mas também de manter uma identidade nacional através da moda. Já imaginou algo mais lindo que isso?
Pois Cuba imaginou o mesmo que a gente e decidiu que a vestimenta oficial do governo é a tradicional camisa guayabera usada com calças azuis. A partir desse mês, nos eventos oficiais cubanos, os homens estarão de guayaberas brancas de manga longa. Já as mulheres poderão usar a cor e o estilo que preferirem.
“A guayabera tem sido parte da história de nosso paÃs por muito tempo, e constitui uma das mais autênticas e legÃtimas expressões do cubanismo”, diz a resolução do Ministério de Relações Exteriores de Cuba.

O que é uma guayabera?
A guayabera é uma camiseta larga e fresca, com quatro grandes bolsos e pregas na frente. Ela costuma ser feita de algodão ou linho e usada para fora da calça.
Além de ser uma roupa usada por quase todo mundo em Cuba, a guayabera ainda tem um valor histórico: ela era sÃmbolo de resistência dos cubanos que combatiam os espanhóis pela independência do paÃs.
Dress code não é uma lei imutável
Por causa do clima quente e úmido da ilha, as pessoas que precisavam manter um dress code formal sofriam bastante com o calor. A solução encontrada foi fazer um novo dress code, e é justamente isso que nos chamou atenção: alguém percebeu que as coisas não precisam ser tão rÃgidas, que a gente não precisa ficar copiando os modelos alheios quando eles não funcionam tão bem para a nossa realidade.
A mesma mensagem pode ser transmitida por muitas peças
Todo mundo sabe que o terno e gravata, ternininhos e camisas sociais passam uma imagem de respeitabilidade e cuidado. O que pouca gente se dá conta é que essas peças – quase sempre calorentas – não são as únicas armas que a gente tem para transmitir essa mensagem. Uma mesma mensagem pode ser transmitida por várias peças diferentes!
Tecido natural, cores neutras clarinhas e super qualidade em tudo!
Por exemplo, aqui no Brasil nós temos uma gama de tecidos nobres e naturais que podem ser usados no trabalho sem perder formalidade. Entre esses tecidos que respiram estão o linho, tricoline e o algodão de boa qualidade. Em vez de usar cores muito fechadas, a gente também consegue dar uma refrescada na roupa de trabalho se partimos para tons neutros mais claros, como o bege, o caqui e o vinho. Também dá para jogar como o cumprimento da calça e com um sapato mais assandalhado, embora não role usar uma sandália propriamente dita nesses ambientes mais formais.
Quem quiser aplicar toques mais nacionais no ambiente de trabalho pode tentar misturar pequenas doses de renda renascença e de vazados na roupa. Claro que isso tudo precisa de bastante sutileza para não ficar inadequado.
No fim das contas, o que garante que as roupas continuem formais mesmo mudando um pouco as cores e os materiais é qualidade do corte e do tecido, o caimento e o jeito de usar.
Adaptação climática e cultural
Aqui no Brasil muita gente pega ônibus no verão com roupas super calorentas só porque o trabalho obriga o uso dessas roupas. Nossos advogados, empresários e demais trabalhadores arrumadinhos sofrem! Por isso mesmo essa notÃcia do governo cubano nos deixa tão maravilhadas com a possibilidade dessa moda se espalhar: a maravilhosa moda da adaptação da formalidade para a realidade climática e cultural de cada lugar.
Para quem quiser começar a aplicar essa nossa pequena revolução, a gente tem um post super legal sobre o “casual summer“, quando os escritórios liberam um pouco as amarras da gravata!
COMO USAR CORES: ROSA EDITION
Cor de rosa é a cor mais feminina de todo o arco-iris, não é mesmo? E por conta disso a maior dificuldade de usar rosa é tentar não parecer que a gente pegou emprestado a roupa da Barbie! Daà que o desafio é montar looks super sofisticados, ou divertidos, ou criativos ou até com uma carinha tomboy, e assim fugir de um visual óbvio e até caricato. Tem uma galeria inteira de looks bem não-batidos lá embaixo pra gente se inspirar.
Usar peças que não tenham outros elementos super femininos (tipo laços, rendas, babados, e tals) já é um bom caminho. Tecidos de qualidade, sejam os mais requintados – como sedas e cetins – ou os mais confortáveis – como linho, algodão ou tricô – em produções mais mais ousadas em coordenações de cores, também ajudam! Então vamos lá pensar juntas em algumas combinações boas:
Rosa e neutros – rosa e preto não vale, né!?! rosa com tons de marrom, com cáqui, com cinza e com marinho fica beeeem mais legal. Mas a nossa coordenação favorita é rosa e vinho!!! Fica super chique, porque é tom-sobre-tom, mas ainda assim bem original.
Rosa e coloridos – rosa + azul, rosa + amarelo, rosa + laranja… muito legal! E a gente não está sugerindo uma blusa rosa com uma calça amarela. Essas coordenações podem aparecer em detalhes, acessórios ou estampas. As preferidas são rosa e vermelho ou rosa e lilás: são divertidas, mas ainda assim não são tão “malucas”!
A gente fala pra tomar cuidado com rosa e verde, pra não ficar com cara de Mangueira (haha)! Mas o cuidado está nos tons das duas cores, porque um rosa mais apagado, tipo rosa antigo, fica super bacana com um verde militar!
E é bom lembrar que aquele tom de rosa bem clarinho, quase nude, é facÃlimo de coordenar porque é quase um bege, mas ainda assim é rosa (e esse rosa-nude fica, sim, interessantÃssimo com preto, ainda mais em sobreposições!)
A POP ARTE DE MEL RAMOS
Mel Ramos é um californiano com um trabalho super pop que eu tive o prazer de conhecer no Villa Stuck em Munique (o trabalho dele e não o Mel Ramos em si, né!?! haha). Ele cresceu – e apareceu – no mundo das artes na década de 60 com pinturas bem figurativas e realistas e que quase sempre associava imagens de mulheres nuas com marcas de produtos tipo ketchup, coca-cola, charutos, pneus… Ele retratava aquelas mulheres perfeitas, quase de plásticos, tipo coadjuvante de filme do Elvis Presley, sabe!?!

Assim como Andy Warhol, Mel Ramos se utiliza de imagens fortes da cultura pop e Ãcones da mÃdia de massa (tipo atrizes famosas e celebridades do momento) e mostra como tudo acaba sendo um produto comercial, consumÃvel e efêmero. E lógico que me fez brilhar os olhos quando vi que nessa exposição tinha toda uma sessão de suas “fashion paitings”.
Assim como ele pintava bebidas, cigarros, comidas enlatadas (ahãm! ele tem toda uma série em homenagem à s sopas campbell’s do seu colega na classe artÃstica!!!) ele pintava mulheres mega sensuais em vestidos Courreges ou em conjuntinhos Pucci, algumas vezes com um cortes estratégico que deixava escapar seios ou um pedacinho da lingerie outra vezes tapando o corpo todo mas deixando o rosto com um sorriso maroto e aquele olhar sexy! E daà fica a prova de toda a efemeridade, comercialidade e popularidade da moda, embora muita gente ache que ela devesse ter status de obra de arte!!!
MIL E UMA POSSIBILIDADES EM LISTRAS
Não tem estampa mais versátil nesse mundo do que listras! Mesmo quem não curte usar estampas taaaaanto assim, acaba gostando de um listradinho aqui ou alÃ. Elas podem ser bem clássicas do tipo mariniére ou pode ser bem – mas BEM – coloridas, como as que apareceram em vários desfiles internacionais nessas últimas temporadas!
Marcas-adoradas-idolatradas-salve-salve, tipo Prada e Marni, mostraram várias opções de coordenações de cores muito bacanas em suas listras. Ô tendencinha fácil de carregar pro nosso dia a dia, hein!?! É só achar uma peça listrada-multi-colorida – pode ser uma camiseta, um vestido, uma saia, um suéter – e sair por aà linda, com a coordenação de cores interessante prontinha, sem ter que quebrar a cabeça em mil pedaços!
E aà que quando a gente acordar naqueles dias inspiradÃssimos a gente ainda pode abusar da nossa criatividade e ainda tentar fazer uma coordenação bem legal entre listras coloridas. Que tal?













