E TUDO COMEÇOU NA BAUHAUS

Olha que antepassados mais chiques nós, personal stylists, temos! Tudo começou muitos anos atrás, no comecinho do século passado, na escola (de design, artes plásticas, arquitetura e artes aplicadas) Bauhaus, láaaaa na Alemanha.

Num resumão bem resumido (me desculpem os entedidos no assunto, mas Bauhaus dá um livro e não um simples post) o grande objetivo da escola era unir estética à funcionalidade, eleminando excessos desnecessários. Olha que legal: a Bauhaus foi a primeira escola de design do mundo!!!

E por lá, logo na sua fundação, passou Johannes Itten, artista plástico super esotérico, que foi professor do curso preliminar. Ele ensinava, entre outras tantas coisas, técnicas de combinações harmoniosas de cores. E foi durante suas aulas que ele e sua assistente (Gertrud Grunow) perceberam que seu alunos, ao fazerem os seus estudos de cores, acabavam escolhendo tons que coincidentemente eram muito harmoniosos com os seus prórpios tons naturais (de pele, cabelo, olhos…). Alunos com cabelos escuros, com olhos em cores intensas, com vivacidade na pele, acabavam escolhendo cores vivas, contrastantes, puras. Alunos com cabelos mais claros, olhos mais apagados, pele opaca, acabavam escolhendo cores mais suaves, delicadas, “empoeiradas”. Eles perceberam que as pessoas gostavam de se cercar daquilo que criava harmonia com elas, fosse em cores, formas, sons.

Daí corta pra California, na década de 70. Foi lá que algumas mulheres resolveram aplicar isso pras roupas e acessórios que usavam. Rendeu livros mega-sucesso como Color Me Beautiful da Carole Jackson ou Color Me Beautiful’s Lookink Your Best da Mary Spillane e Christine Sherlock (tudo parte da biblioteca da Oficina). Surgiu aí a teoria das estações, que considera que cada pessoa fica bem com determinadas cores, com valor (clara ou escura), temperatura (quente, amarelada ou fria, azulada) e intensidade (opaca ou viva) compatíveis com as suas cores naturais. Essas consutoras de coloração pessoal dividiam a humanidade em quatro grupos com nomes das estações da natureza (outono, inverno, verão e primavera). E, gente, foi assim que começaram a trabalhar as primeiras consultoras de imagem, olha só que lindo!!!

A gente, hoje em dia, bem esperta que é, sabe que regras são pra ser quebradas e não levadas tão à sério, mas ainda assim se pauta bastante nessa teoria da harmonia. A gente acredita que tudo que a gente usa em volta do rosto – incluindo cores – devem funcionar como uma boa moldura, que não deveria chamar mais atenção que o quadro que envolve!

E nesse cantinho de rodapé a gente aproveita pra agradecer a Ilana que ensinou pra gente toda essa teoria e ensinou também que de nada vale a teoria se a gente não respeitar a liberdade de cada cliente!!!

Comentários

18 comentários para "E TUDO COMEÇOU NA BAUHAUS"

  • Luana disse:

    17 de 11 de 2010 às 06:18

    Oii
    Sou professora de arte e sempre cito a BAUHAUS nas aulas.
    Fiz um post com algumas inspirações para dias de CHUVA, afinal o tempo anda meio maluco. Dá uma olhadinha e vê o que acha.
    Bjim
    http://www.luanacrescente.blogspot.com

  • Carol Buck disse:

    17 de 11 de 2010 às 09:32

    Meninas do meu core!!

    Me senti presenteada com seu post!!

    Tou doida por uma consultoria e já implorei de joelhos.. rsrs mas não sou de sampa.
    Enquanto isso, vou aprendendo com as matérias e a de hoje, com certeza, é a que mais me intriga.

    Um abraço

  • Mariana Nunes disse:

    17 de 11 de 2010 às 10:30

    Meninas,
    tambem tive o privilégio de aprender com a Ilana. E isso que ela fala e vocês comentaram eu acho o mais importante de tudo: respeitar a liberdade de cada cliente. Nada empurrado, forçado, funciona.
    Parabéns pelo belo trabalho de vocês e sucesso sempre!

  • Eliza Leopoldo disse:

    17 de 11 de 2010 às 11:30

    Que textão delícia, adouro ♥

  • Manuela disse:

    17 de 11 de 2010 às 12:02

    Arte e moda está ligado a muitas coisas ….Parabéns
    vi na revista allmodas referências clássicas de moda e estilo..tudo a ver comigo

  • Tessalia disse:

    17 de 11 de 2010 às 13:48

    Que delícia esse post! E fiquei toda arrepiada! Não é pra menos.. Essa é a teoria que usamos lá em casa desde que me conheço por “menina”. :) Mamãe sempre diz: “Tess, você é primavera, meu amor!” – enquanto a titia não arreda o pé! “Imagina, ela é super outono!” – e por aí vamos, tentando encontrar a estação que nos abriga melhor!
    A minha pergunta é: Pode alguém transitar entre as estações, quando transita entre a cidade e a praia, e os tons de pele e cabelo vão ficando mais claros/escuros?
    :)

    Obrigada pelo post de cada dia! Fã nº1!

    Beijos!

    • Ilana Berenholc disse:

      17 de 11 de 2010 às 14:28

      Oi Tessalia,
      eu entrando aqui no meio da conversa. Hoje não trabalhamos só com quatro grupos, e sim com 12, considerando a transição entre as estações. Isto ocorre independente de cidade, praia, verão, inverno, bronzeado ou brancura total.
      Beijos

      • Tessalia disse:

        18 de 11 de 2010 às 09:55

        Fui à livraria ontem, e nada de encontrar uma leitura sobre o tema. Agora mais ainda, com a novidade dos 12 grupos. Devo procurar o material na Amazon, ou tens uma dica de leitura mais atualizada? Obrigada!!

      • Cristina disse:

        18 de 11 de 2010 às 09:58

        Eu não sei se já tem literatura sobre essa teoria dos 12 grupos, Tessalia! Mas tem o curso da Ilana que é maravilhoso!!! Essa é a teoria que a gente aplica nas nossas clientes hoje em dia!!!

  • Alessandra disse:

    17 de 11 de 2010 às 14:05

    gostei do post! Meninas, estou com um problema grave…rs. Preciso comprar roupas novas, mas, sei lá, não consigo me animar muito com nada que eu vejo pelas lojas. O que fazer para acabar com esse enjoo? Será que eu preciso andar por outras lojas, de outros estilos? obrigada pela atenção.

    • Paulo Babboni disse:

      17 de 11 de 2010 às 15:00

      Alessandra, desculpa meter a colher nesse seu comment, mas pessoalmente, acho que você está se encaminhando pra uma coisa que se chama “estilo pessoal”. Raríssimo e muito valorizado, só posso te dar meus parabéns.
      Arrume uma costureira boa (sim, elas ainda existem, escondidas pelos cantos), compre tecidos antigos, vintage, originais, e crie suas peças. Não precisa ser nada exótico, apenas serão suas, e de mais ninguém.
      Isso e um bom lenço, uma bolsa básica, um sapato caro e elegante… e o mundo será seu.

  • Dri Afonso disse:

    17 de 11 de 2010 às 14:06

    Oi, adorei o post.
    O blog de vcs é muito legal!
    beijos
    http://chatadescarpin.blogspot.com/

  • Ilana Berenholc disse:

    17 de 11 de 2010 às 14:16

    Thanks queridas! E dando um update no assunto: e tudo graças a Michel Eugene Chevreul e sua Lei do Contraste Simultâneo das Cores. Antes de Itten, ele já escreveu como as cores podem afetar a coloração pessoal de quem as usa. E isso em 1839!
    Beijocas

  • Paulo Babboni disse:

    17 de 11 de 2010 às 14:55

    Que bacana o post, Bauhaus! Eu que sou FAUnático da época em que a utopia modernista ainda não tinha virado o que virou (e dá-lhe Le Corbusier, Carta de Atenas e mil etcs), tive que estudar a turminha até o osso. Tudo muito chique, claro.
    O que é mais curioso na Bauhaus é que ela foi um movimento que pregava o design como parte do cotidiano, propondo a criação de um produto fácil, rápido e barato pra nova sociedade industrial… e helás (como diria nossa musa RG) viraram os móveis mais caros do mundo.
    O que comprova a minha teoria de que o comunismo é uma miragem, graças às deusas.

  • Fernanda disse:

    18 de 11 de 2010 às 12:59

    Nossa, gente, eu fico tão, tão feliz com esse tipo de post! Sim, pq a gente ainda escuta que moda é superficial, como se não houvesse todo um estudo por trás. Eu fiz comunicação e cheguei a passar (de leve!) pela Bauhaus, mas não tenho tanta teoria de moda. Também gostaria de dicas de livros!

    Sobre as cores, eu tive a mesma dúvida que a Tessália aí acima… mas na minha cabeça o motivo seria pq o Brasil tem tanta miscigenação, que eu acho difícil enquadrar em apenas 4 tipos… eu por exemplo, sou morena, cabelão afro, mas sempre fugi dos tons terrosos… daí pintou a dúvida. Queria muito saber sobre essa expansão para 12 estações!!

    Bjs, vocês são sempre ótimas.

  • Naná disse:

    18 de 11 de 2010 às 22:33

    Li esta série de posts sobre cores todinha e ainda tô na dúvida: Tenho uma blusa de seda mista coral (mais puxadinho pro rosa) que tem uma cintilância SUPER leve, quase imperceptivel, meio furtacor e um lação na faixa do busto, ela é compridinha (tipo quase um mini-vestido), de alcinhas e botões bem delicados na frente, e fora o busto, ela não tem uma estrutura ‘durinha’ (falando tudo isso parece MUITA informação, mas não é, juro haha)…Agora vem a parte difícil: a cor tem tudo a ver comigo, será que em uma balada noturna, combinada com um salto turbo-porém-básico e uma parte de baixo bacana ela é valida para sair a noite?

  • Maria julia costa disse:

    02 de 12 de 2010 às 18:44

    Perfeito. Parabéns….. Adorei esta abordagem…. http://www.estilosempre.com.br

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