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Todos os Posts de novembro de 2010

EFEITOS DAS CORES

No trabalho como personal stylists a gente procura educar cada cliente em relação às melhores cores pra cada uma. Quando a gente diz “melhores cores”, o sentido é o de encontrar que tonalidades específicas vão melhor servir de moldura pro quadro que é o rosto da cliente. Cor não tem que chamar mais atenção do que quem as usa, tem que acompanhar as cores que a gente já tem: interessante é que uma cor complemente e tenha a ver com nossa pele, nossos olhos, nosso cabelo e nossa personalidade. Bacana é quando a cor que a gente usa complementa, valoriza e harmoniza tudo que a gente é.

Então, prestando atenção em quem a gente é (de coloração e tonalidades), as clientes aprendem a identificar se tem aparência mais clara ou mais escura, mais viva/intensa ou mais opaca/calma, mais fria ou mais quente. Essas últimas características podem ser sentidas assim: quem se sente mais bonita com pink, preto, azulzão, lilás… pode ter coloração mais fria; quem se sente incrível com laranja, turquesa, dourado, salmão… pode ter coloração quente. Aí, sabendo de características próprias, a gente procura usar – perto do rosto! – cores com caraceterísticas parecidas com as nossas. Tem sempre um verde mais vivo e outro mais calminho, também tem um vermelho mais claro e outro mais escurão, um rosa mais azulado, mais pro roxo, e outro mais amarelado, mais pro goiaba…! Pra que tudo junto forme um conjunto agradável, coerente e harmônico de cores. Sacou?!??

Experimentando tonalidades diferentes a gente pode perceber que umas cores deixam a gente com cara de descansada, até mais jovem, como se uma luz boa tivesse iluminando o rosto – quase como se a gente tivesse maquiada, mesmo sem estar. No meio do caminho a gente acaba conhecendo tonalidades que salientam marcas de expressão, que ressaltam manchinhas na pele, que “desuniformizam” os relevos do rosto e que acabam apagando a fisionomia. Presta atenção, com olho clínico mesmo, pra perceber! E lembra que esses efeitos acontecem no rosto de quem usa – ainda bem que tem calças, shorts e saias pra gente reservar às cores que não fazem tão bem mas que ainda assim a gente ama!

Tags: , , 05.11.2010 - 07:23 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 12 Comentários

Buscando moda na literatura

Geralmente quando a gente vai buscar referência para roupas procuramos passear na rua e ver o que os outros vestem, assistimos filmes reparando no figurino ou recorremos à fonte mais óbvia: os desfiles, os blogs e as revistas de moda. Acontece que aquele clichê dos estilistas quando a gente pergunta quais as referências deles e respondem que pode ser um quadro, uma paisagem, o que for, acaba sendo muito verdadeiro.

A literatura, por exemplo, tem um monte de referências e de ideais inusitadas que a gente pode adaptar para a moda.

Edgar Allan Poe desenvolveu uma teoria para a construção do conto que a gente super pode pegar emprestada. Ele achava que antes de começar a escrever qualquer coisa, antes de decidir o cenário, o nome do personagem ou mesmo quem seria o narrador, o escritor precisava decidir e ter muito claro qual o efeito que ele queria causar no leitor. Depois que soubesse o efeito que queria causar, aí sim ele escolhia todos os outros elementos em função desse efeito, entende? Na moda a gente vê isso o tempo todo. A pessoa se veste inteira e depois decide “Ah, eu queria parecer phynaâ€!

A gente acha que se vestir – assim como escrever – não deveria ser uma junção aleatória de vários elementos que a gente achou bonitinhos individualmente. As coisas ficam muito mais coordenadas e interessantes quando cada elemento está ali em função de um objetivo maior, do efeito que a gente quer causar. Tipo um trabalho em equipe pra te deixar bonita, manja? De repente o vestido pode ser incrível, mas se ele se isola do grupo a coisa deixa de funcionar.

Scott Fitzgerald tem um conto super legal chamado “Bernice corta o cabelo†onde a prima popular tenta ensinar a prima tímida a conquistar os meninos da cidade. Sem nenhuma pedagogia, a prima popular solta várias verdades dolorosas, tipo que é “melhor usar um vestido adequado três vezes seguidas do que alterná-lo com duas coisas medonhas†e  que “quando uma garota sente que está perfeitamente arrumada e bem vestida, pode se esquecer dessa parte. Isso é charme. Quando mais partes suas você é capaz de esquecer, mais charme você temâ€.

Para terminar, o escritor que mais fala de roupas: Oscar Wilde. “A roupa é um produto, uma evolução, um indício importante, talvez o mais importante, dos costumes, dos hábitos e maneiras de viver de cada séculoâ€.

Tags: , , , , 04.11.2010 - 00:14 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 34 Comentários

ANDRÓGINA OU MOLECA?

Já faz um bom tempo que a gente tem prestado atenção no guarda-roupa masculino na hora de buscar referências, né!?! E é sobre COMO usar essas referências que a gente vai falar um pouquinho agora! Porque é bem nesse “como usar” a roupa “do namorado” que mora a diferença entre ter um look andrógino e ter um look tomboy (que a gente livremente traduziu pra moleca, olha que fofo!).

O andrógino não é mais masculino ou mais feminino, é entre os dois, uma soma dos dois ou nenhum dos dois, sabe!?! A mulher andrógina é aquela que não necessariamente se veste com roupas masculinas, mas faz looks que poderiam ser usados tantos por homens quanto por mulheres. Tipo uma mulher bem esguia de smoking numa festa… é quase como se a gente não tivesse certeza se ela é uma menina ou um menino. A imagem andrógina, principalmente quando a gente fala de imagens de moda, tem um ar mais sofisticado, mais elegante, mais “terno e gravata”!

Já a moleca usa roupas do guarda-roupa masculino, mas se apropria dela num visual que pode ser super feminino. Tem alguma coisa de desleixada (no bom sentido) de “menina-que-brincava-com-os-meninos” quando criança. O look tomboy é mais esportivo, é mais calça com a barra dobradinha e camiseta, é mais informal. Não é a toa que virou moleca por aqui, né!?!

E o que é mais legal no exercício de se divertir com roupas – e não simplesmente usá-las – é que embora a gente tenha encontrado por aí duas formas de se criar um look de mulher com roupas de homem, a gente pode inventar mais um monte! Cada uma pode escolher o seu jeito de assaltar o guarda-roupa deles, e isso não é estar na moda, isso é ter estilo!

Tags: , , , 03.11.2010 - 00:36 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 13 Comentários

COMO SE VESTE > O QUE SE VESTE

“Que uma coisa fique clara: roupas não fazem um cara ser um gentleman ou uma mulher ser uma lady, e, do mesmo jeito, um gentleman de verdade ou uma verdadeira lady são sempre o que são, independente do que vestem. As roupas que a gente usa magnificam ou encobrem personalidades (as nossas!) e ‘o que’ a gente usa é, de vários jeitos, menos importante que ‘como’ a gente usa.”

Esse é um trchinho traduzido (super livremente) desse texto aqui, sobre a percepção de um empresário sobre o dresscode da empresa dele – e sobre como ele liberou todo mundo do dresscode pra ver a criatividade dos seus funcionários aflorarem! Vale clicar e até acionar a tradução do Google se for o caso, viu? Dica da Nath. :)

Tags: , , , 01.11.2010 - 14:50 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 16 Comentários
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