Arquivos de Posts

Todos os Posts de janeiro de 2011

OFICINA NO FACEBOOK PRO SPFW INVERNO 2011

Hoje começa mais uma edição de SPFW, com mil idéias e propostas pro inverno que vem. A gente vai estar lá, vai ver tudo de pertinho e vai conversar sobre o que tiver de mais bacana, de vários jeitos e em “outras casas”: aqui no blog a programação continua normal durante os dias do evento e pode ser interrompida por posts fresquinhos feitos de lá da Bienal a qualquer momento – o que quer dizer que todo dia o blog vai amanhecer com um post novo, não necessariamente sobre o que tá rolando lá no SPFW.

A gente vai se dedicar exclusivamente ao eventão nessas “outras casas”: de hoje até a próxima quarta-feira, a gente passa o dia todo penduradíssimas nos canais de Facebook do Coquelux e do Shopping Cidade Jardim. Vai ter comentários de bastidores, conversa de corredor de Bienal, atenção pras cores, formas, insights e inspirações das passarelas e sacadas que todo mundo pode querer começar a aproveitar – e exercitar! – desde já, mesmo antes do inverno chegar (e vai tudo pro twitter do shopping e pro twitter do Coquelux também, você escolhe por onde acompanhar!). Vai ser como ter personal stylists online e – melhor de tudo! – no Facebook a gente vê a carinha de todo mundo, responde tudo na hora, a conversa rola solta, bem como a gente curte! :)

Na nossa casa de Facebook também vai ter atividade, e a gente vai aproveitar o espaço do nosso Twitter pra mostrar pra todo mundo o trabalho feito pro Shopping e pro Coquelux. Tamos super felizes de trabalhar como personal stylists/personal shoppers online, e pra comemorar (e fazer um balanção colaborativo) a gente tá programando uma TWITCAM pro final do evento – vamos ver e bater papinho sobre esse SPFW juntas?!??

Tags: , 28.01.2011 - 00:15 | Postado por Fernanda Categorias: mais oficina 8 Comentários

Como comprar, como manter e por que se importar com a lingerie?

Uma das teclas que a gente mais gosta de bater é que não existe ocasião ou lugar para estar mal arrumada, que o cuidado consigo precisa ser o mais constante possível para quem está ao seu redor absorver a imagem que você quer criar de si mesma. Para conseguir que todo mundo associe aquela imagem de pessoa bonita e bem arrumada à sua pessoa, não adianta estar bonitinha “quando precisaâ€. Seria como ser educada apenas “quando precisa†e depois querer ser vista pelos outros como educada.

Pensa naquela sua tia gordinha que faz dietas loucas e sempre aparece magra nos festões da família. A imagem que você tem dela é de uma gordinha ou de uma magrinha?

Ser arrumadinha de ocasião funciona se o propósito é a ocasião, mas aqui na Oficina a gente gosta de trabalhar o conceito de “identidade visualâ€. Ou seja: a gente acha importante manter um padrão de cuidado para que todo mundo nos identifique daquela maneira.

Praticamente todos os seres humanos do universo acham importante se arrumar para um festão. Uma quantidade consideravalmente menor acha importante se arrumar para sair no fim de semana. Menos gente ainda se arruma para ir ao trabalho. Quem chegou ao nível avançado se importa com o que vai vestir para comprar pão, para ir até a academia, para ficar em casa e até para dormir.

O último degrau é se importar com a lingerie que veste mesmo em dias em que ninguém vai ver. Essa é uma das maiores provas de que você realmente incorporou o zelo pessoal para sua vida e está se arrumando para si mesma, para uma eventualidade, para qualquer coisa.

Para Jennifer Alfano, que escreve na Vogue e Harper’s Bazaar, usar lingerie “de verdade†é também uma espécie de rito de passagem para a idade adulta. Ela diz que lingerie gera confiança e muda a postura.

Em 1954, Christian Dior dedicou algumas páginas de seu “Pequeno Dicionário de Moda†para falar da importância da roupa de baixo como um elemento que pode melhorar ou destruir o caimento de um vestido. O livro todo é voltado para moças com menos dinheiro, mas Dior faz questão de frisar que o sutiã é uma peça em que não se pode economizar demais.

No material especial do dvd de “Um Homem Sérioâ€, dos irmãos Coen, a figurinista Mary Zophres também ressalta a importância da lingerie como modeladora do corpo. Ela diz que todas as atrizes e figurantes do filme vestiam lingeries baseadas nos modelos da época do filme – 1967 – e que isso era imprescindível porque mesmo sutiãs sem bojo alteram o formato do corpo e não era por um surto genético que as moças daquela época tinham peitos mais pontudos enquanto as de hoje parecem ter circunferências perfeitas.

Se convenceu a olhar com mais carinho para a gaveta de calcinhas? Então temos dicas tanto para escolher quando para conservar essas peças tão importantes.

Dicas para escolher lingerie:

1. As alças do sutiã devem ficar centralizadas no ombro e ajustadas de maneira que não fiquem nem frouxas nem apertadas. Alças largas demais deixam o sutiã desajeitado e podem causar dores nos ombros e no pescoço. Já as alças muito apertadas atrapalham a circulação.

2. Quando estiver procurando um modelo para um decote específico, leve a roupa até a loja e experimente o sutiã com a peça.

3. Quem quer aumentar os seios pode usar enchimento, mas sem exagero e mantendo um certo padrão, senão fica parecendo que a gente muda o tamanho do peito todo dia. Sutiã com fecho na frente une os seios e faz eles parecerem maiores mesmo sem enchimento!

4. Quem tem peitão precisa de sustentação. Modelos com alças largas, costas e laterais reforçadas são super indicados.

5. Quando for comprar um sutiã, tente comprar ao menos três calcinhas que combinem com ele, assim você anda de conjuntinho sem precisar ter um sutiã para cada calcinha.

6. Ao contrário do que todo mundo costuma imaginar, as alças não são responsáveis pela sustentação dos seios, e sim a faixa que fica no tórax! Essa parte deve ficar bem ajustada ao corpo. A peça não pode ficar subindo nas costas ou na frente e nem fazer pressão demais.

7. É muito importante ter algumas peças com cores semelhantes ao seu tom de pele para poder usar com roupas claras. Quem torce o nariz para o bege pode se jogar no nude.

Dicas para manter a lingerie:

1. Lave as peças à mão, com água morna e sabão neutro. Pode lavar durante o banho, mas se certifique de que o sabonete é neutro ou compre aqueles produtinhos para lavar lingerie no box.

2. Sutiã com bojo não pode ser guardado de qualquer forma. Mantenha as peças abertas e encaixadas na gaveta, sem apertar muito.

3. Usar protetor diário (tipo Carefree!) mantêm as calcinhas novas por mais tempo, mas é bom consultar sua ginecologista antes porque nem todas são fãs do protetor.

4. Quando a peça fica encardida e a alça forma bolinhas é porque está na hora de trocar.

Tags: , 27.01.2011 - 00:07 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 40 Comentários

LAÇO NO PESCOÇO

Camisas com laço no lugar da gola não são novidade, mas tem aparecido com mais frequência (em referências na internê) desde os desfiles das coleções intermediárias de lá de fora do BR. Especialmente pra quem trabalha em ambiente formal, essas camisas são sacadas simples e impactantes pra variar o dresscode – e incrementam com charme feminino e descontraído (com a adequação necessária). E o laço podia virar vilão se acrescentasse volume, mas os modelos mais legais são feitos em seda molinha, então tá tudo certo!

A escolha da altura em que o laço fica pode variar, no entanto. Tem camisas em que o laço fecha pertinho do pescoço, como uma gola mesmo, e outras em que o laço cai como moldura do decote, deixando colo à mostra. Quanto mais fechada a camisa é, mais sensação de tronco cheio (e peitão, e ombrão) a gente tem. Vale então experimentar assim: mais fechadinha pra quem tem peitinho e quadril maior, mais abertinha pra quem tem peito e é mais fininha embaixo. As mesmas direções que guiam nossas escolhas pra colarzão podem também orientar a escolha dos laçarotes que arrematam essas “novas” camisas.

E mais: silhueta também ganha sensação nova em relação a proporções quando a gente coordena cores e bilhos – tudo mais escuro e mais opaco dá sensação de menor, tudo mais claro e vivo/intenso dá sensação de maior. E asism a gente vai montando nosso quebra-cabeça pessoal em frente ao espelho, construindo a imagem mais confortável que a gente pode ter, sem deixar de usar nada que se tenha vontade. <3

Tags: , 26.01.2011 - 10:03 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 9 Comentários

JEITOS BONS DE USAR RENDA

Quando a gente pensa em renda o visual imaginado (quase sempre) é sexy, de festa ou ultra-feminino, não é assim? Fórmulas boas pra usar de jeitos frescos, então, podem vir da contramão dessas idéias, fazendo caminho oposto pra surpreender. Só de aparecer em sobreposições – por cima ou por baixo de alguma coisa, mas em detalhes e não na maior parte do look! – a renda já funciona como um acessório, como um extra, um charminho. E assim a gente tem mais possibilidades pra exercitar coordenações com outras texturas, outros elementos. Ó!

Look de renda anti-festa
Experimenta usar renda no dia-a-dia – no trabalho, no almoço com amigas, no passeio de fim de tarde com o cachorro e tals – com materiais super informais (tipo jeans, brim, algodão e linho). A gente tem certeza que vai render look bom.

Look de renda anti-sexy
Imagina só usar peças de renda transparentinha* com peças larguinhas, com a maior cara de conforto do universo, tipo calça saruel  ou bermuda solta? O sexy da transparência (ou da “cara de lingerie”!) da renda pode super ser compensado sem a justeza de outras peças!

Look de renda anti-girlie
O nível de fofuchice de qualquer visual diminui se a gente coordena renda com peças “roubadas” do guarda-roupa dos meninos, tipo sapato oxford, camisas soltinhas, paletó, aé suspensório (!!!). Também vale compensar a carinha-de-boneca com peças duras, tipo feitas em couro, sabe?

As rendas desse post foram todas recém-desfiladas no Fashion Rio (nas passarelas de Giulia Borges, Maria Bonita Extra e Patachou), o que é um sinal de que já já elas aparecem em vitrines perto da gente – mesmo que já habitem brechós por todo canto, fica a dica. Tem esse post antiguinho daqui do blog com uma super seleção de referências bacanas de como usar renda (vale o clique viu!) e olha, quem tiver mais sugestão de como usar pode colaborar via comentários, tamos aí pra isso né meninas! ;-)

Tags: , 25.01.2011 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 17 Comentários

PRONTA (RAPIDINHO) PRA FESTA

Vestidinho + meia-calça todo mundo faz, legal é surpreender quando a gente recebe convite pra festinha ou pra uma balada depois do trabalho, né? Sendo confortável – visual bom de festa é o que a gente usa e nem lembra que tá usando (a não ser na hora do elogio!) -, com disposição pra exercitar criatividade e sem precisar de muito tempo (ou preparação), a gente consegue look fresco e celebrativo assim, ó:

• peças “luxuosas” usadas mesmo num contexto dia-a-dia fazem muita diferença: imagina usar uma camiseta de veludo com um shortinho de algodão, ou uma calça de seda lustrosa (mesmo saruel!) com a regata de sempre… tecidos de festa, em pequenas porções e usados junto com outros tecidos beeem mais informais, tiram qualquer look do lugar comum – e acrescentam adequação ao visual de festinha.

• “acessórios de casamento” contam também como essas peças feitas em tecidos luxuosos: pensa só que um brincão pode levantar um vestidinho mais neutro, uma micro-bolsinha em formato original pode fazer brilhar um macacão neutro, até sapatilhas e rasteiras forradas em tecido ou com pedraria podem passear o dia todo com a gente e emendar na balada à noite, né?

• a Diane Von Furstemberg (que sabe das coisas) dá duas dicas bem boas, anota aí:

dourado e prateado (metalizados né gente) SEMPRE rendem looks festivos

usar quase-nada de maquiagem no dia-a-dia faz com que qualquer esforço extra seja super representativo no quesito “estou arrumadinha”

• coordenar duas peças (camisa + saia, bermuda + regata, shortinho + casaqueto, calça curta + camiseta) tem sempre mais chance de render interessâncias do que usar peça única.

• atitude celebrativa conta pontos no visual como um todo: carregar a vibração do trabalho pra festa é tipo usar uma mochila Jansport no lugar da carteira chiquérrima que o look pede. Acessório essencial pra qualquer balada é um sorrisão animado. <3

Tags: , , 24.01.2011 - 18:04 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 10 Comentários

Opções mais fresquinhas que a calça jeans

Se a gente fizesse um top 10 de peças mais usadas pelas brasileiras, com certeza a calça jeans ocuparia uma das primeiras posições. Acontece que a roupa tão amada por essas bandas não é muito amigável durante o nosso verão subsaariano. Vale lembrar que o jeans é o algodão em uma de suas formas mais quentes.

Para contornar o dilema, a gente acha que vale a pena buscar calças com as mesmas características da calça jeans – isto é: versáteis, fáceis de combinar e apropriadas para muitas situações -, só que em materiais mais fresquinhos.

A sarja e o linho são tecidos ótimos para cumprir esse objetivo: não são muito molengas, têm uma flexibilidade semelhante a do jeans, são tecidos naturais e incomparavelmente mais leves. Para garantir que a calça é realmente bem mais fresquinha que a sua amiga calça jeans, dê uma olhada na etiqueta e cheque se ela contêm no mínimo 50% de um desses tecidos.

A gente encontrou calças assim nas lojas Richards, Le Lis Blanc, Collins, Shoulder, Maria Bonita Extra e Kosii.

Tags: , 20.01.2011 - 15:14 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 23 Comentários

LIÇÕES DE SUSIE BUBBLE

O NY Times fez um perfil da Susie Bubble, que faz há cinco anos o Style Bubble – e que já foi alvo de tietagem aqui mesmo nesse blog, tempos atrás (lembra?). No perfil várias pessoas importantonas da moda dão sua opinião sobre a Susie Bubble, sobre o blog e sobre o sucesso das postagens como trabalho (que ela enfatiza que não remunera razoavelmente, nem de longe). O que mais impressionou – pro bem! – a gente aqui foi a matéria ter chamado atenção pra um processo que a gente deixa passar batido, pelo qual todo mundo que ama moda passa e muitas vezes não dá o devido valor. Diz que a Susie Bubble

“sabe que às vezes a maior diversão da moda está na procura das coisas, e não só na compra/posse das coisas”.

Isso não é demais? Não muda tudo? O garimpo, as experiências de provador, as imagens que a gente se permite construir em frente a um espelho pra só então pensar em ter determinadas peças – antes de levá-las pra casa! – é o que rende risadas, reflexão, avaliação, exercícios de criatividade, versatilidade e até imaginação! E isso tudo acontece ainda no provador, ou no caminho entre uma loja e outra… e não no caixa! Vale pra vida, né?

Mais lição valiosa do perfil da chinesinha/inglesinha: gente tipo Christopher Kane e Nanette Lepore faz uma lista de atributos que justificam o brilho do trabalho (!!!) da Susie Bubble – e esses atributos servem como lição pra vida mas também pra todo mundo que curte fazer blog. Eles dizem que é muito legal

• conhecer, valorizar e apresentar novos estilistas, novas lojas, novos produtos – mesmo que eles não sejam conhecidos do grande público

• ser divertida na abordagem mas ser realista na aplicação das idéias

• ser sua própria modelo

• ser inventiva e ao mesmo tempo humilde

A própria Susie diz, no final da matéria, que faz força pra o tempo todo lemnrar que não é crítica de moda, e por isso se atém à sua própria opinião – e ela não é lei! E termina dizendo que o blog dela é lugar de se dividir, que as leitoras fazem da moda o que quiserem. Bom pra gente ter como exemplo, tanto na hora de fazer blog quanto na hora de ler outros!

Tags: , , 19.01.2011 - 09:45 | Postado por Fernanda Categorias: blogolândia 49 Comentários

COMO GRAVATAS PARA MENINAS

Imagina ver de longe uma estampinha gráfica, miudinha e graciosa (mesmo em tons fortes, intensos de verdade!). Daí na medida em que a gente se aproxima, o que antes parecia ser só um padrão ganha vida e surpreende – como nas gravatas dos meninos, que às vezes carregam os desenhos mais bem humorados pra dentro do guarda-roupa mais formal. Assim é essa estampa da Andrea Marques: de longe, preto e dourado numa seda elegante e super feminina, quase como bolinhas modernas… que bem de pertinho viram besouros! Bacana fazer brilhar o olho assim, sem esforço e com graça de sobra, não? =)

Tags: , 18.01.2011 - 10:16 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 6 Comentários

LIÇÕES PRA SAIA LONGUETE FUNCIONAR

Delícia ver em modelos de verdade as saias que a gente acha mais difíceis de usar, não? Pelo menos pra gente aqui nada dá mais vontade de experimentar do que ver em gente-como-a-gente a coisa dando certo. E se as saias mais longuinhas – mas não tããão longas, na metade do caminho – podem fazer a gente pensar em pernas encurtadas, em quadril largo, em imagem datada… as referências aqui embaixo dão uma lição (um monte de lições!) de como fazer funcionar esse look fresquinho, feminíssimo e, mesmo antiguinho, super moderno. Ó!

• Cintura marcada faz com que qualquer excesso seja claramente identificável como do tecido e da modelagem da saia – cintura no lugar dá a dimensão real da silhueta e das proporções de quem usa!

• Bracinhos de fora, quando magrinhos, dão sensação de magreza pro corpo todo: quem tem pode agradecer essa bênção todo dia, viu. ;-)

• O maior trunfo da saia longuete é deixar panturrilha e canelas à mostra, que sempre são partes (mais) magrinhas da perna – pra otimizar esse efeito de finura vale escolher sapatos que enfatizem sem cobrir, com gáspea baixa, com tiras super ultra finas, com cores que sigam as cores da saia e tals.

• Se a saia ocupa mais espaço no look do que a blusa (que por dentro fica mais “curtinha”), a coordenação de cores pode ter um efeitão na silhueta de quem usa: cores vivas e mais claras quase sempre expandem e cores opacas e mais escuras quase sempre afinam – quem tem peitinho e ombrinho pode querer usar parte de baixo mais chamativa, quem tem quadrilzão pode chamar a atenção pra parte de cima.

• Já que as pernocas tão cobertas, um decotinho – na frente ou nas costas - pode ser super bem-vindo. ;-)

((a foto da andrea marques é do FFW e a da denise dahdah é do blog achados da bia!))

Tags: 18.01.2011 - 10:09 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 8 Comentários

A princesa e a rainha

Imagine que você é a figurinista mais poderosa de Hollywood, ganhou mais Oscars do que qualquer outra mulher na história da Academia e vai vestir ninguém menos do que Audrey Hepburn em um filme.

A maioria das pessoas do mundo nessa situação pensaria: “é hoje que eu posso escolher o que eu quiser e tudo vai ficar incrívelâ€! Já Edith Head, figurinista que esteve nessa situação durante o filme “A Princesa e o Plebeu”, pensou: “Meu Deus, o que faço para consertar os defeitos terríveis dessa moça?â€.

Audrey Hepburn tinha defeitos para disfarçar?

Sim! A moça de defeitos terríveis é a mesma Audrey que a gente idolatra, mas que Edith via como um conjunto pouco gracioso de pescoço comprido, seios minúsculos, quadris estreitos e pés gigantescos.

O figurino de “A Princesa e o Plebeu”, é cheio de truques para disfarçar o que Edith via como defeito. O maior exemplo são os lencinhos e laçarotes que Audrey usa o tempo todo no pescoço para cobrir o colo.

Uma opinião é apenas uma opinião, mesmo que ela parta de um profissional

A própria Audrey não parecia concordar com o diagnóstico da figurinista sobre seu corpo, afinal, não levou nenhuma das intervenções de Edith para a vida depois de fazer o filme. Ela não apenas não tinha vergonha de seus pés grandes como fazia questão de comprar sapatos maiores para ficar mais confortável!

Quem está certa? Quem está errada? Na nossa opinião, as duas fizeram exatamente o que era esperado delas. Edith fez um figurino lindo para o filme,  justamente o que ela queria. Audrey foi linda a vida toda. As duas estão certíssimas!

Aceite trabalhar com o casting que a vida te deu

O caso do figurino de “A Princesa e o Plebeu” funciona como uma “prova material†de que essa história de defeito é muito pessoal. Para uma figurinista acostumada com um padrão mais voluptuoso, que vestia Grace Kelly e Elizabeth Taylor, Audrey parecia muito mirradinha. O que importa é que em vez de se emburrar com a atriz, Edith deu um jeito muito bem dado de fazer roupas inesquecíveis para uma moça que não correspondia a seu ideal de beleza. Como figurinistas da nossa própria vida real, é importante que a gente aceite trabalhar com o “casting†que a genética nos deu em vez de apenas falar mal dele.

A saia justa entre Audrey e Edith foi tão bem contornada pela figurinista que elas chegaram a trabalhar em outros filmes, como Cinderela em Paris, e Audrey adorava as roupas!

Edith é exemplo profissional e de vida

Em seus 60 anos de carreira, Edith foi, além de talentosa, muito esperta para conseguir chegar onde queria. Quando começou a trabalhar no cinema, ela fazia figurinos de jovens atrizes sem grande prestígio. A regra do estúdio era de que só as estrelas tinham direito de opinar no figurino, mas Edith fazia questão de ouvir as meninas mais novas e de levar as opiniões delas em consideração. Quando essas meninas se transformavam em estrelas, lembravam da figurinista legal e pediam que ela trabalhasse em seus filmes!

Ela tratava as atrizes com tanta atenção que cada uma delas se considerava a favorita e… Retribuia o favoritismo! A figurinista sabia que roupa não foi feita para ficar no cabide e que para se dar bem na moda era preciso saber lidar com as pessoas.

Edith também nunca recusou um osso duro. Ela começou a ganhar mais espaço na Paramount quando passou a vestir Clara Bow, uma grande estrela da época que tinha um gosto meio complicado para roupas. Os outros figurinistas não tinham paciência, diziam apenas que Clara tinha mau gosto e ponto. Já Edith tentou conciliar os gostos da atriz com o que ela mesma pensava ser adequado. O uniforme que Clara usa no filme “Asas” ficou conhecido por mostrar a genialidade de Edith em salvar um caso que profissionais mais experientes que ela davam por perdido.

Como se não fosse suficiente lidar com tantos egos e complicações, os figurinistas da época (e os de hoje também!) precisavam lidar com o orçamento. Se engana quem pensa que o dinheiro para roupas é liberado. Para contornar mais esse obstáculo, Edith reaproveitava ternos de um filme no outro, desmontava roupas e costurava novas com o mesmo tecido ou reformava vestidos trocando apenas os punhos e colarinhos. Quer exemplo de vida melhor que esse?

Tags: , , 13.01.2011 - 00:15 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 24 Comentários
Página 1 de 2 | 12