O jeito brasileiro de “copiar” roupa

A Revista Manequim é a primeira publicação de moda no Brasil e está nas bancas desde 1959! Desde então, muita coisa mudou no mercado de moda brasileiro e pegar uma foto da estrela da novela e levar na costureira já não é nosso primeiro reflexo quando queremos atualizar o guarda-roupa. Mesmo assim, é maravilhoso que a banca ainda esteja repleta de revistas de molde. Nós achamos que a Manequim é uma revista na qual todo mundo deve ficar de olho por vários motivos:

1) Tem uma sessão fixa com dicas e roupas para gordinhas;

2) Sempre fala do tipo físico que se adequa a cada roupa;

3) Incentiva a costumização, a relação com uma costureira ou com nossa máquina de costura (no caso das privilegiadas que sabem operar uma!);

4) Sem a distração das marcas, mandar fazer uma roupa te ajuda a focar naquilo que realmente garante a qualidade de uma peça: material e acabamento.

Na entrevista que deu ao Roda Vida, Ronaldo Fraga disse uma coisa super legal: ele disse que brasileiro é original até quando copia. Segundo Ronaldo, nosso pessoal pode até ir na costureira querendo um vestido “igual” ao da celebridade, mas chega lá querendo mudar a cor, a gola e o comprimento. Ou seja: não é igual coisa nenhuma!

Nós folheamos a Manequim de fevereiro – que está nas bancas agora mesmo – e exercitamos esse “jeito brasileiro de copiar” com quatro modelos que estão na revista. Todas as peças escolhidas têm molde na edição 620 da Manequim.

Primeiro, escolhemos um chapéu e decidimos que iríamos trocar o tecido creme por um de oncinha! Já o macacão branco de malha, faríamos em jeans molinho, com uma cara de anos 70. A terceira peça escolhida foi a blusa de seda rosê, que nós mudaríamos para laranja e usaríamos por baixo do macacão e com o chapéu! Já a saia em A que aparece na revista numa versão listrada, nós faríamos em paetê.

Gostaram das alterações? A Dona Francisca, costureira oficial da Oficina, fez um orçamento de quanto custaria mandar fazer essas peças com as nossas alterações: ela cobraria R$ 50 pelo chapéu, R$ 120 pelo macacão, R$ 100 pela blusa e R$ 200 pela saia. Os orçamentos não incluem o custo dos tecidos.

Quem quiser encontrar ou indicar uma costureira, pode dar uma olhada na nossa agenda colaborativa!

Tags: , 24.02.2011 - 00:02 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 39 Comentários

Comentários

39 comentários para "O jeito brasileiro de “copiar” roupa"

  • Aline disse:

    24 de 02 de 2011 às 00:41

    não vejo a hora de vocês mostrarem o resultado dessa aventura aqui! <3

  • Aline disse:

    24 de 02 de 2011 às 00:43

    não vejo a hora de ver o resultado aqui <3

  • Erica disse:

    24 de 02 de 2011 às 10:25

    Olá Meninas
    Tive meu primeiro contato com a Manequim esse mês e adorei tudo que vi. Um ponto muito positivo é que eles trazem as peças principais e montam variadas combinações com as mesmas peças, para usar no trabalho, no happy hour, no cineminha.
    Além disso, ela apresenta matérias de beleza ótimas, resumidas e de fácil aplicação.
    Um beijo,

    Érica

  • Aline Aguiar disse:

    24 de 02 de 2011 às 10:54

    Bacana, gente. Sou fã da Manequim há muitos anos. Tenho uma coleção que vem desde o ano 2000 e nos últimos seis anos, assino a revista e tenho todas as edições. Acho que é uma revista bem dinâmica, moderna e que traz muita informação de moda. Agora, que estou aprendendo a costurar, estou amando copiar os moldes das peças que aparecem por lá. Coincidência, estou louca para confecionar este macacao também, mas ainda preciso exercitar muito a parte de montagem e o acabamento para me aventurar nesses tipos de peça.

  • suzana disse:

    24 de 02 de 2011 às 11:41

    Olá,

    vcs fizeram um post em 2007 sobre costureiras, mas os telefones estão desatualizados – não dá pra encontrar nenhuma por lá, nem as oficiais da oficina. vcs teriam novos contatos? aquela lista de costureiras cresceu? acho tão importante e não tenho nenhuma.

    bjs

  • Érika disse:

    24 de 02 de 2011 às 12:33

    Há dois anos eu compro a Manequim, adoro! Os ensaios não são tão conceituais como nas revistas de moda. Tem uma seção “Sempre bem vestida” a cada mês fala de um estilista, dá “uma geral” no conceito da marca e como podemos usar o mesmo estilo com peças a nosso alcance $$$. Guardo todas as edições e vira e mexe estou dou uma espiada nelas.
    P.S. Como a costureira de vocês cobra caro! CHO-CA-DA

  • Juliana disse:

    24 de 02 de 2011 às 13:28

    Eu também estou chocada com os preços cobrados pela costureira de vocês!
    E nem inclui o tecido.
    Caríssimo!

  • Sandra disse:

    24 de 02 de 2011 às 15:35

    Tbrm to chocada com os preços, ela nem criou nada, ta copiando e cobra toda essa nota, e ainda sem os tecidos!!!! absurdo!

  • Danyela Silva disse:

    24 de 02 de 2011 às 15:47

    gente, cada um valoriza seu próprio trabalho e coloca o preço que acha justo. Aceita quem quer.

  • Margô Teresinha Gonçalves disse:

    24 de 02 de 2011 às 15:56

    Gente, eu faço moda, fiz cursos de modelagem no SENAI e me aventuro a copiar , modelar e costurar alguns modelos para mim e minha filha, eu sei quanto custa um metro de tecido e realmente fiquei chocada com o que cobra uma costureira, sendo assim vou começar a costurar…rsrsrsr…bjus

  • Lígia Maria Lopes disse:

    24 de 02 de 2011 às 16:33

    Adorei o post! Acho delicioso poder pensar numa roupa só pra mim, mesmo que a inspiração venha de uma revista. Tenho uma costureira maravilhosa que me ajuda a “copiar” o que vejo por aí. Nossa última aventura é a “adaptação” de um vestido fofo, da Colcci, que a Gisele usou no SPFW. Só que o meu, em vez de laranja, será de oncinha! Vou usá-lo no meu aniversário de casamento!!! Quanto ao preço, sinto muito dizer, mas a minha não cobra menos que isso… Mas garante excelente trabalho, ótima costura e acabamento impecável.
    Beijos, meninas!

    • Ana B. disse:

      09 de 01 de 2012 às 00:12

      ô, lígia, então compartilha aí o contato da sua super-costureira, né? tá cada vez mais difícil achar boas profissionais… ;o)

  • Juliana Cunha disse:

    24 de 02 de 2011 às 17:45

    Gente, costura é um serviço e, como todo serviço, tem disparidades de preço em função de mil fatores: a qualidade do trabalho, a rapidez, a localização, a experiência, o quanto a pessoa acha que o trabalho dela vale… Mil coisas.

    O legal é que existem costureiras boas em diversas faixas de preço e cada uma pode escolher a sua!

  • disse:

    24 de 02 de 2011 às 19:05

    Gente, as costureiras dos Jardãs tão pela hora da morte!
    Minha costureira cobrou R$30 pela saia!

  • Adriana Alencar disse:

    26 de 02 de 2011 às 03:32

    Não sabia que ela havia sido a pioneira das revistas de moda brasileiras. Minha mãe assina há anos e ela é muito atualizada e traz roupas usáveis de verdade, o que nem sempre vemos em editoriais de moda.
    beijo
    Adri

  • Malice Miller disse:

    26 de 02 de 2011 às 18:47

    Super legal a Manequim, curto muito e ainda lembro do tempo de infância quando eu babava na revista pra fazer este e aquele vestido…
    Mas, eu tinha uma costureira maravilhosa por perto… :-) Se Deus quiser, vou encontrar outra, pois adoro bolar minhas próprias roupas.
    Valeu meninas, adorei o post!

  • Maria Júlia M.F.Minganti disse:

    27 de 02 de 2011 às 22:55

    Primeira Sessão Desapego do Blog da Maro !!!
    Dá uma passadinha pra ver…

    Bjo !!

    http://www.blogdamarojulia.blogspot.com

  • André disse:

    28 de 02 de 2011 às 10:15

    Adoro a Manequim!
    Para quem gosta de cores, diversão e peças despojadas acesse: comicwear@blogspot.com

  • Hannya disse:

    28 de 02 de 2011 às 10:32

    Oi, lindas!

    A Manequim é realmente muito inspiradora. Há seis meses venho fazendo um curso de corte e costura pq há 2 anos descobri que adoro moda vendo os vestidos das bonecas da coleção Barbie Basics 1.0. São black dresses lindíssimos que pretendo fazer alguns para mim. Comprei pelo e-bay algumas barbies (modelo de corpo “model muse”, inspirados em corpos e poses de modelo) e vou reproduzir minhas criações também nelas.

    Moro em Águas de Lindoia e aqui é difícil encontrar grandes variedades de roupas. A loja que mais tem coisas legais possui tamanhos M e G muito pequenos ou raramente favorecem meu tipo (baixinha não muito magra), então juntei essa infelicidade à gama de inspirações que tenho com praticamente TUDO e resolvi fazer o curso para confeccionar eu mesma minhas roupas, com modelagem, estampas, cores e tecidos que eu mesma escolho e quero.

    É muito bom ser responsável por todas as etapas da fabricação da própria roupa. da ideia à produção. Não tem como o caimento não ser bom, TUDO agrada (pq vc escolhe cores, tecidos e cortes) e vc pode fazer uma peça incrível até mesmo em poucas horas, fora que sai bem mais barato do que encomendar (aqui pelo menos só tem uma costureira, q por isso mesmo é careeeeeeira!). Além do mais, vc mesma pode ajustar as roupas compradas em lojas à seu gosto. Aqui, uma barra de calça sai por uns R$ 15, ABSURDO.

    Sobre a Manequim, qdo comecei o curso fui a um sebo ver o q encontrava e descolei uma revista de 1982, qdo boa parte da revista tinha ilustrações (lindas) e não fotos com coisas totalmente adaptáveis para hoje. Moda safári, vestidos floridos, macacões, blusas, blusas, BLUSAS! Claro que não dá para usar exatamente como está lá, mas dá para fazer ótimas adaptações para hoje. Não tinha mais o encarte de moldes mas, depois de um tempo no curso, vc já sabe como modelar uma peça só de olhar.

    Também encontrei uma edição da revista que era um mini curso de costura. Não daquele que vem mensalmente, mas uma edição inteira ensinando como cortar, ´pregar zíperes, botões, bolsos, como picar peças como golas por dentro para melhor caimento, como ajustar as peças pra quem tem costas mais curvas, cintura mais fina. Ensina a fazer vários tipos de barras, etc. Também de décadas passadas. UM ACHADO!

  • Hannya disse:

    28 de 02 de 2011 às 10:43

    Falei demais no outro post, rsrs, mas só para complementar, uma coisa curiosa. Muita gente me critica pq sou nova e estou nesse curso, como se costurar fosse coisa de vovós. Tenho um amigo que a princípio achou que me veria de óculos graúdos, saião e chinelão num ateliê, maior preconceito!

    Eu ainda não sei se quero exercer a profissão de costureira, pq a princípio quis aprender a arte por hobbie, mesmo. Mas já decidi que não quero continuar no curso de direito, tampouco no de turismo. Tenho dúvidas entre arquitetura, que amo, e moda. Talvez eu faça os dois, mas moda será o primeiro.

    O blog de vcs é muito inspirador e todos os dias eu passo aqui. Será que vcs não pdoeriam fazer um post sobre faculdade de moda? O que se estuda, as opções para quem se forma, etc?

    beijos, flores!

    • Érika disse:

      28 de 02 de 2011 às 13:06

      Sabe que eu estava com vergonha de entrar num curso de corte e costura!? Sempre gostei mascomo minha mãe nunca teve máquina em casa. Daí que eu ganhei uma máquina que foi da minha avó e como não tenho noção de como mexer fiz uma busca de cursos próximo a minha casa. São raros. Eu moro em Campo Grande no Rio de janeiro. Encontrei um que tem aulas aos sábados mas (pasme) está lotado para este dia da semana. Como é um curso livre as alunas podem ficar o tempo que desejaram sendo assim há uma lista de espera!!! E não é barato, não, R$150 por mês.

      • Hannya disse:

        01 de 03 de 2011 às 12:21

        Eu comecei a fazer o curso sem máquina, mas não dá, porque vc não consegue praticar tudo, vai só até fazer os moldes, mesmo, ou fazer pequenas coisas à mão, como casas de botão. Depois da máquina, foi a decepção pra pegar o jeito: costurar torto, não saber regular as tensões direito, etc. Ainda não faço tudo perfeito, mas tenho fé, rsrs.

        Meu curso era R$ 60, 2 aulas por semana de pelo menos uma hora e meia, cada, mas às vezes passava disso. Uma aluna por vez, ou mais de uma, quando acontecia de começarem juntas.

        Às vezes, Érika, uma costureira mesmo pode te dar as aulas. Foi assim que eu fiz. Aqui o curso mais perto era em Itapira, no SENAC, e nem era exatamente o que eu queria. Comentando com uma costureira daqui, ela falou que dava curso, tinah até uma aluna completando um. O curso era divulgado no boca boca, mesmo.Fiz com ela e não me arrependo. Tenta falar com uma costureira de campo Grande: quem sabe? boa sorte!

      • Érika disse:

        02 de 03 de 2011 às 14:17

        Nossa, uma boa ideia, vou pesquisar. Obrigada!
        Bjs

      • Aline disse:

        02 de 08 de 2011 às 11:49

        Oii!!

        Também faço aulas de costura! A dica da Hannya é muito boa para quem quer aprender a costurar roupas como hobby: procurar uma costureira que ensine. As escolas, geralmente, tem programas mais rígidos (saia, blusa, calça). Eu faço aulas com uma professora em um esquema bem livre, escolhendo o que eu quero fazer (saia, vestido, lingerie…).

        Acho legal ter a máquina, e eu prefiro as antigas, que são mais resistentes, e costuram tecidos mais duros. Eu me animei para entrar no curso por ter ganhado uma máquina Elna de uma tia-avó. No começo, sofri muito para regular ponto, passar linha. A máquina soltava até fumaça! Mas hoje sei mexer nela. É preciso ter persistência, mas depois é uma delícia!

        Costurar as próprias roupas é tudo de bom!

        P.S. Esse chapéu da Manequim eu vi na aula de costura, e é um dos meus próximos projetos.

  • Julier disse:

    28 de 02 de 2011 às 18:54

    Eu já gosto de desenhar os modelos e levar na costureira que tem assinatura desta revista, o que uma mão na roda quando não consigo expressar o que quero no desenho (já que não sou estilista, rs) e na revista sempre tem algo com o que a gente quer. Adorei as suas alterações e gostei mais ainda de saber que a costureira por aqui é ainda bem mais em conta, cobrando em média 40 reais sem o preço dos tecidos e do aviamento. Ah, e ela é boa ta? rsrs

  • Andressa disse:

    18 de 03 de 2011 às 19:28

    Oi meninas! Não seria RODA VIVA o nome do programa? Só pra me situar, bjos

  • helena disse:

    20 de 03 de 2011 às 19:30

    A Alessandra, minha colega de curso de costura conseguiu fazer com ajuda da nossa profesora de costura – Maria Wardy fazer o chapéu, trocou o tecido e usou intertela no lugar do papel cartão. Essa semana começarei a fazer o meu. O tecido será de algodão estampado. Quanto a revista manequim ela é tudo de bom.

  • May Rodrigues disse:

    08 de 06 de 2011 às 17:25

    Adoro a revista Manequim! por todos os motivos q foram listados no post, a revista nos mostra uma moda “possível”, “real”…

    bjo ;)

  • Edmeia disse:

    22 de 06 de 2011 às 23:50

    Aprendi a gostar de moda com a revista Manequim, que minha mãe compra desde que eu era criança. E é uma publicação que apresenta a moda como algo mais palpável, atingível. Ela mostra que dá para se vestir bem, sem gastar muito. Sou fã. Legal vcs falarem dela aqui. Bjks

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