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POST DEFINITIVO PARA BAIXINHAS
Lady Gaga só tem 1,55m. Cléo Pires e Carolina Dieckmann só têm 1.60m e Sarah Jessica Parker acopla toda aquela montação nos seus modestos 1,63m. Ou seja: pare de reparar que o seu torso corresponde a 2/4 da perna da Ana Hickmann e anota aà o que esse povo faz pra parecer tão mais alto do que é!
O segredo da coisa não é tentar parecer mais magro ou mais alto, e sim mais longilÃneo. Os melhores aliados para isso são:

- Combinações de cor monocromáticas: Isso não significa sair por aà vestindo a mesma cor dos pés à cabeça, basta coordenar peças no mesmo tom: ou tudo claro ou tudo escuro.
A ideia é evitar cortes bruscos de cor que acabam criando uma linha vertical que achata a silhueta. Tipo quando a pessoa usa calça preta e camiseta branca, sabe? Aquela linha formada na cintura é bastante encolhedora.
- Comprimentos mini: Quanto mais centÃmetros quadrados de pele a gente deixa amostra, mais altas parecemos. Por isso que short, saia e vestidinho curto são legais para quem é baixinha.
Se não der pra fazer aloka e usar mini o tempo todo – alô frio, alô dresscode profissional, alô senso de decência -, prefira as peças que não ficam no meio do caminho, como bermudas e saias midi. O ideal é manter a peça de baixo ou acima do joelho ou abaixo do tornozelo.
- Pés de fora: Quanto mais alta for a gáspea do sapato – aquela parte da frente que cobre os dedos – mais encolhedor ele é. Tênis, oxford e bota, por exemplo, são mais encolhedores que sapatilha e rasteirinha. Isso porque o pedacinho de pé que fica de fora é visualmente incorporado à perna (loucura louca isso, né?), fazendo a malandra usuária desse tipo de sapato parecer mais elevada espiritualmente.

- Acessórios proporcionais ao seu corpo: Não é que baixinha tenha que usar apenas aqueles colarzinhos de criança, mas é que o grande de uma é diferente do grande da outra. Ou seja: a maxi-bolsa e o maxi-colar de quem tem 1,50m precisam ser menos maxi que o de quem tem 1,80m para não ficar desproporcional, criando o temido efeito anão de jardim ou “peguei isso aqui emprestado da minha mãeâ€.
COMO USAR PEÇAS ACHATADORAS SEM FAZER FIGURAÇÃO NA BRANCA DE NEVE
Ok, essas são as dicas principais. Usando isso, você certamente parecerá mais alta do que é. Acontece que a gente não é robô e tem vontade de usar um monte de coisa que não necessariamente é o ideal para o nosso corpo.
Como proceder? Harmonizando o conjunto e praticando redução de danos no efeito final!
Fizemos uma lista de peças super em alta e ensinamos a melhor forma de serem usadas por baixinhas:
- Saia longa: A saia longa não encurta tanto quanto a midi porque esconde a perna inteira, cumprindo aquela nossa dica de evitar comprimentos intermediários entre os joelhos e o tornozelo.
Acontece que, a depender do modelo, a saia pode se virar contra as mais baixas. Para isso não acontecer, prefira as que têm um tecido mais pesado e são em formato de A.
Um truque que as gêmeas Olsen – que também são baixinhas – praticam o tempo todo é usar saia longa escondendo um mega saltão. Como o sapato fica coberto, a estratégia foge do óbvio “vou usar salto e ficar maiorâ€.
- Calça curta: A calça dobrada no tornozelo ou simplesmente mais curta está super na moda, mas fica justamente onde a gente não queria: no meio termo. Para usar sem se achatar demais, experimente fazer um look monocromático ou tom sobre tom e escolher um modelo com a boca mais aberta e a modelagem mais retinha. Modelagens tipo cigarrete não ajudam nesses casos.
Usar com salto ou com sapato de gáspea baixa ajuda bastante a balancear o encolhimento da calça.
- Bota de cano alto: Bota de cano alto encurta que é uma beleza, mas, ironicamente, quase toda baixinha ama. A gente pode tentar reverter o achatamento causado pela bota chamando atenção para a parte de cima do corpo com uma blusa detalhada e acessórios chamativos.
Usar a bota com roupas de comprimento curto e meia calça também ajuda. Já a fórmula bota por fora da calça é a mais traiçoeira com as baixinhas e com as gordinhas.
Quando for escolher uma bota de cano alto, preste atenção na altura. Três dedos abaixo do joelho é um bom comprimento.
- Bota curta e sapatinhos tipo oxford: Esse tipo de sapato tem a gáspea alta e, portanto, faz a perna parecer menor. Para rebater o efeito, você pode subir o comprimento da roupa, compensando a falta de pele amostra nos pés ou usar com meia calça do tom do sapato. Se for usar sem meia, experimente procurar um modelo de uma cor próxima a da sua pele.
Gostaram das dicas? Agora, já sabe: quando alguém te chamar de baixa pegue seus belos drinks e responda: “meu bem, eu não sou baixa, é o meu short que não é curto o suficienteâ€.
SOPREPOR É EXERCITAR!
Dá mais trabalho – mas rende elogio extra. Pensa que sobrepor não significa (só) acrescentar casaco, ou usar uma blusa sobre a outra. Sobrepoisções são exercÃcios de estilo que a gente faz quando cria camadas no look. E camada pode ser criada com acessórios, com coletes, com golas, com meias, com lenços, com lingerie até. Coordenar peças além da calça e da camiseta – incluindo volumes, proporções, comprimentos, texturas e estampas – é maneira quase infinita de aperfeiçoar o olhar estético, da gente pra gente mesma. É experimentando criar essas camadas que a gente treina sensação de profundidade, conhece mais e mais a própria silhueta, acrescenta interessância e ‘elementos-surpresa’ no visual. Dá mesmo mais trabalho, a gente tem tendência a deixar esses exercÃcios para “momentos especiais”… mas ó, a vida é inteira especial e tá acontecendo desde agora, desde esse minuto. E quanto mais a gente treina, mais legal a gente fica – e menos trabalho vai tendo nos próximos exercÃcios de criatividade. Criar sobreposições é exercitar o amor pela moda, todo dia em toda ocasião. <3
((Desfile do Daniel Ueda para a edição de inverno 2011 do ParkFashion em BSB, fotos daqui))
A IMPORTÂNCIA DO STYLING (TODO DIA!)
Imagina buscar peças de roupa em 60 lojas diferentes e montar 52 looks coerentes, com identidade única e muito muito autêntica? Soa impossÃvel, mas aconteceu e a gente viu com próprios olhos. Esse milagre-do-amor-à -moda aconteceu em BrasÃlia no ParkFashion, evento de moda do Park Shopping. O stylist Daniel Ueda foi convidado a montar um “desfile do shopping”, com peças de um mix determinado de lojas de lá, sem cara de coleção especÃfica – mas com a cara de consumidora daquele shopping, vestida pro inverno.

A edição das peças (a maneira como cada uma foi coordenada, de que jeito, em que look) rendeu um desfile coeso, em que a gente não tinha nem por um segundo a sensação de estar diante de muitas coleções diferentes – não parecia que cada coisa era de uma loja. Todos os looks tinham a ver em idéias, em proporções, em cores. O stylist foi o responsável por selecionar essas cores coerentes entre si, foi quem pinçou comprimentos e formas que se coordenassem, foi quem focou numa idéia e a desdobrou 52 vezes. Os estilistas fizeram seu trabalho, cada um criou o que quis, à maneira de suas lojas, e o stylist foi o responsável pela imagem final desse conjuntão de peças. Nesse caso, o trabalho do stylist foi mais importante – e essencial.
E não é esse mesmo o nosso papel em casa, na edição do próprio guarda-roupa?
E não é isso que significa, na prática, ter amor pela moda? ;-)
Cada entrada desse “desfile de stylist” pode ter relação com as situações que a gente vive todo dia, com cada ocasião pra que a gente tem que se vestir. É super importante comprar pensando nessa imagem final, coerente, autêntica, coesa em formas cores proporções e idéias (alô estilo pessoal) – mas mais importante ainda é a imagem que se constrói com o conjunto de peças que a gente tem disponÃvel. Sendo stylists de nós mesmas, no dia-a-dia. Né?!??
MENINAS MAIS CONSERVADORAS
Não faz muito tempo que a diferenciação no jeito de se vestir de uma menina de 20 anos e uma mulher mais velha, de 30 ou 40, começou a existir na moda. Antes dos anos 60 ainda não existia moda jovem, foi só a partir dessa década que meninas começaram a trocar suas saias rodadas da Dior e atacar com calças cigarettes, enquanto todos os meninos queriam ser rebeldes, como James Dean e Marlon Brando. Foi também na década de 60 que Mary Quant criou a mini-saia – sÃmbolo máximo da juventude até hoje.
Mas historicamente, antes de tudo isso acontecer, meninas de 15 anos se vestiam praticamente como suas mães – e avós! Quem assistiu “Maria Antonieta”, da Sofia Coppola, deve ter se encantado com as roupas maravilhosas que Kirsten Dunst usa no filme, mas dificilmente deve saber que a rainha francesa só tinha 14 anos (!!!) quando se casou – e já tinha que super assumir uma posição de gente grande.

Imagens de moda mais “conservadoras”, inspiração pura pra quem curte esse visual.
Então quando uma menina de 20 anos tem uma referência do passado, do estilo de uma década antiguinha, de uma atriz como Audrey Hepburn e até mesmo de uma estilista como Chanel, é quase impossÃvel ela não querer usar roupas que, hoje em dia, podem parecer caretas demais pra uma menina tão jovem.
Garotas que se vestem assim podem querer dizer, através dessa linguagem de moda mais “careta”, que são mais maduras, que tem responsabilidades de gente normalmente mais velha ou que são mais recatadas mesmo. Mas né, ninguém quer – e nem deve querer – envelhecer tanto através da roupa que tá usando. Principalmente porque a moda deveria ajudar a gente a ficar mais bonita, a dizer quem a gente é – e não atrapalhar.

Então o que meninas que curtem esse look mais “caretinha” podem fazer pra não parecerem tão mais velhas?!
O segredo tá em equilibrar materiais modernos, comprimentos e até cores mais fortes com essas peças mais clássicas, mais “sérias”. Quem assiste Gossip Girl deve ter percebido que esse contexto tem muito a ver com a Blair. Ela quer realmente parecer mais madura, mais séria, ser levada mais a sério e tem mil referências clássicas e antiguinhas de estilo – e em vários looks ela encontra um equilibrio perfeito entre tudo isso que ela é e sua idade.

A gente acha que, pra conseguir esse look equilibrado, vale pensar em peças “conservadoras” só que coloridonas, em estampas e texturas mais atuais, em acessórios moderninhos e em sempre ter pele à mostra – seja numa camisa com detalhe de transparência, no vazado de uma renda ou no comprimento curtinho de uma saia. Com todo esse equilÃbrio, toda menina que curte esse visual já pode voltar a roubar o look da vovó – sem nenhum medo de envelhecer. :)
Como escolher bem os óculos?
Se nós já temos um pouco de insegurança na hora de usar um acessório que pode ser simplesmente retirado durante o dia e que não fica bem no centro do nosso rosto, imagina quando temos que escolher óculos?
Talvez esse seja o acessório que precise de mais cuidado. Foi por isso que nós corremos para entrevistar Miguel Giannini: uma espécie de personal stylist super especÃfico que ajuda as pessoas a escolherem os óculos que vão ficar mais harmônicos no rosto e no estilo de vida delas.
Como escolher um par de óculos?
Miguel contou que o fator mais importante na hora de escolher um modelo de óculos não é o formato do rosto, como se costuma imaginar, mas o nariz. O nariz é o que o consultor chama de “cavalete dos óculos” e de “centro de equilÃbrio do rosto”. Quem tem nariz pequeno, por exemplo, deve evitar modelos com a ponte – aquela parte que liga das duas lentes – muito baixa, para não ficar com o rosto achatado.
Para o conjunto ficar proporcional, o ideal é pensar que um terço da face deve ficar acima dos óculos e dois terços abaixo dele. Sendo assim, um modelo como o aviador, por exemplo, não vai ficar tão legal em uma pessoa que tem testa grande e queixo super pequeno.
O segundo fator mais importante é a sobrancelha, que não deve ser anulada pela armação nem poluir o campo de visão. Tente escolher um modelo que abra o olhar, acompanhando o desenho da sobrancelha ou ficando abaixo dela. Se a pessoa já tem uma sobrancelha marcada, bem escura e grossa, é legal escolher uma armação mais limpa, que não deixe o rosto com excesso de informação.
A cor da pele também pode ser levada em consideração. Quanto mais clara, mais contraste você vai formar – e mais atenção irá chamar – caso escolha um modelo colorido. Isso não significa que uma pessoa branca não possa usar óculos em casco de tartaruga, por exemplo. Significa apenas que fazendo isso ela chamará bastante atenção para o rosto.
Nas fotos dá para reparar como o modelo da esquerda deixou a moça com um ar sisudo. A armação fica sobrando na lateral do rosto, fechando a expressão. A cor também faz com que os óculos fiquem em primeiro plano e o rosto dela em segundo. Já na foto do lado direito, os óculos integram a composição do rosto sem anular nenhuma de suas partes.
Utilitário bom é utilitário com informação de moda
Há quarenta anos, quando começou a trabalhar com óculos, Miguel percebeu que, se as pessoas precisavam daquele utilitário, seria melhor transformá-lo em informação de moda, em algo que acrescentasse valor ao rosto, do que passar o resto da vida tentando apagar os óculos, estratégia que quase nunca funciona.
Não existe regra porque não existe apenas um desejo
Assim como no exercÃcio da profissão de personal stylist nós percebemos todo dia que não dá para trabalhar com apenas uma regra porque não existe apenas um desejo compartilhado por todos os clientes, Miguel também notou que no uso dos óculos não existe unanimidade.
Quando chegamos lá pensávamos, por exemplo, que ninguém iria querer um modelo que lhe deixasse mais velho. Acontece que muitos médicos e professores mais jovens procuram um consultor justamente em busca de uma armação que passe um ar de experiência!
Com quantos pares se faz um bom estoque de armações?
Ele ensinou que o ideal é que a pessoa que precisa usar óculos tenha ou um par de lentes de contato, um de óculos de sol e um de óculos de grau ou um par de sol e dois de grau. Ter essa variedade mÃnima ajuda bastante quem é dependente do grau e não quer ir para uma festa com a mesma cara que leva para a reunião de condomÃnio.
Celebridades de óculos
Miguel é o consultor ótico mais famoso de São Paulo. Ele já atendeu pessoas como Marta Suplicy, Jô Soares, Rita Lee, Regina Duarte, Ana Maria Braga, José Wilker e Tomie Ohtake. Para ele, as duas famosas mais competentes em escolher armações harmônicas e fazer dos óculos suas marcas são Sophia Loren e Nicole Kidman!
Herança cultural no look
Olhar pro passado não é novidade (para a moda), revisitar é o que se faz há duas décadas pelo menos. O que faz esse ‘olhar pro passado’ caracterizar ‘olhar pra dentro’ é a sacada da interpretação – não adianta procurar no que já foi feito ou vivido coisas pra empurrar no look, vale mais a sensibilidade de resgatar fragmentos e sensações e, aà sim, incrementar o look com sutileza e nova abordagem. Tipo como a Rodarte usou nas roupas ascores de trigo e de céu, dali mesmo da vizinhança delas.

Ou tipo o estilista Thakoon Panichgul, que pesquisou estampas usadas pelas tribos Masai do Quênia. A estampa não aparece literal na coleção, mas tão lá as cores e os padrões que provavelmente impressionaram o estilista a ponto de serem “citadas” nas suas criações. E mais: os estilistas da Proenza Schouler encontraram nos grafismos/zigue-zagues dos Ãndios nativos americanos inspiração pra fazer brilhar o olho de muita gente diante da sua passarela. O que essas referências fizeram cada um desses estilistas sentir é o importante, é o que aparece nos looks e é o que faz a diferença.

Não é ser nostálgica ou literal, é abordar de um jeito diferente – a partir da interpretação. Pensando como grupo, a gente aqui no BR tem estampas da Bahia, tem rendas do nordeste, tem couros do sul, flores e verdes e formas e arquitetura e música e balanço… toda uma brasilidade pra reinterpretar. Pensando individualmente, não tem aquele momento da infância ou aquela viagem (por exemplo) que deixou vontade de reviver momentos? O que a gente tava vestindo nessa hora? E o que as pessoas perto da gente tavam vestindo? E quais eram as cores desse momento? E quais as imagens da lembrança? Como estava o céu? Como era tudo?

Inserir o que a gente sente em relação a lugares, histórias, lembranças e imagens no que a gente veste, em forma de cores, sobreposições, proporções, acessórios, coordenações de tecidos e de texturas. Sensações embutidas no vestir, gente. Esse sim é truque de estilo novo-novidadeiro. E toda essa idéia veio desse texto aqui da Cathy Horyn no NYT.
PASHMINA PRESA NO CINTO
Pashmina/lenção com volume nos pescoço é dos truques de estilo mais legais de qualquer inverno, não?  Bom que deixa rosto em evidência (muito legal usar com cabelo preso!) e que, enquanto cobre o pescoço, deixa à mostra outras partes magrinhas da silhueta – assim ninguém parece gordinha a mais por conta do volume do lenção. Então se pulsos e tornozelos ficam livres, quem vê a gente usando o lenção tem noção exata da silhueta que a gente tem – mais ainda se, mesmo com o lenço ou com a pashmina, a gente ainda consegue marcar cintura!

Aqui em cima tem versão lenção-com-volume amarrado em forma de triângulo, com a ponta do triângulo pra frente e as duas outras pontas dando a volta atrás da nuca pra serem amarradas na frente – tudo isso preso com cintinho, yão vendo? Aqui embaixo a gente resgatou esse vÃdeo de teeeempos atrás em que a gente fez a pashmina, mais comprida e menos volumosa, virar um coletão – também presa no cintinho.
Quem tem peitão pode ser mais feliz deixando a pashmina ou o lenço bem afastado do pescoço, pra dar uma sensação alongadora extra, viu. Experimentando esse trucão de estilo – quase bobo de tão fácil de fazer! – o resto do look pode ser bem basicão, já que a atenção vai toda pra esperteza de tirar o acessório do lugar comum. Né?
O melhor sapateiro de São Paulo
A gente fala bastante aqui no blog sobre peças investimento – aquelas que serão usadas por muitas temporadas -, mas é claro que nada fica tanto tempo sendo usado, perambulando de um lado para o outro, sem precisar de conservação. Para manter uma peça querida por muitos anos é preciso saber a quem recorrer na hora de fazer pequenas reformas.

A Oficina já fez uma agenda colaborativa de costureiras – essas divas da customização e da reforma. Agora, chegou a vez dos sapateiros! Para incentivar todo mundo a compartilhar o contato do seu sapateiro de ouro, nós resolvemos entrevistar o nosso!
Apresentando: nosso sapateiro
Para isso, fomos até a Sapataria Barone, na Rua Tutóia, falar com um senhor que há 50 anos ajuda as pessoas a passarem o maior tempo possÃvel com suas peças do coração. Esse senhor – que se chama Barone, claro! – começou sua carreira muito cedo, ajudando o pai em um curtume artesanal na Calábria, região que fica no sul da Itália.
Acompanhou as tags? Curtume, Itália, 50 anos? Só com elas já dá para concluir que o Seu Barone entende tudo de sapato. Ele entende como o couro se comporta, até que ponto ele laceia e quando vale a pena reformar uma peça.
Com toda essa experiência, ele consegue reduzir ou aumentar um sapato em até três números. Para isso, não se usa mágica, e sim artesanato. Seu Barone desmonta os calçados, descostura a sola, aplica um produto quÃmico no couro e depois faz toda a remontagem manualmente. Não é possÃvel aumentar nem diminuir mais do que isso sem que o couro rache ou se retraia demais. O serviço custa R$ 150 por par.
Segundo Seu Barone, quando o couro é de boa qualidade e existe amor, não há defeito que não possa ser consertado. Ele vê o couro como uma matéria viva que pode sofrer e depois se recuperar. Lá na sapataria chegam bolsas e malas detonadas por chuva, por mofo e até por hidrocor de criança. A reabilitação dessas pobres Pradas, Hermès e Louis Vuittons é feita com resina (italiana, claro) e custa R$ 200.
Ele também recupera casacos de peles de clientes que herdaram essas peças de suas avós. Chegam por lá casacos de até setenta anos que são completamente reformados, com direito a freezer para congelar o pêlo antes do tratamento, troca de forro e limpeza. O preço da reforma é quase uma vingança dos animais: R$ 2.500.
Quando pedimos dicas de conservação de sapatos, Seu Barone é taxativo: sabe aqueles limpadores de couro vendidos nos mercados e nas lojas de sapato? Ignore-os! Cada tipo de couro exige um produto especÃfico. O ideal é levar até a sapataria e perguntar o que usar em cada sapato. Segundo ele, não existe um limpador de couro universal porque não existe um couro universal. Couro é como pele. “Algum dermatologista diria para todas as pessoas do mundo usarem o mesmo creme?”, provoca o sapateiro.
O que dá para consertar no sapateiro?
Com ajuda do Seu Barone, fizemos uma lista de problemas resolvÃveis em sapatarias de boa qualidade:
* Salto danificado;
* Bota com cano folgado ou apertado;
* Mofo, fungos e umidade em sapatos e bolsas de couro ou casacos de pele;
* Sapato folgado ou apertado;
* Couro velho, sem brilho e com desgastes de uso;
* Mala sofrida de tanto passar pela esteira do aeroporto;
* Qualquer dano motivado pela idade da peça.
Já esses outros problemas não conseguem ter uma solução que fique 100% legal:
* Peças que receberam produtos quÃmicos errados em casa, na sapataria ou na tinturaria;
* Peças que sofreram mau uso por muito tempo;
* Couro de má qualidade.
Orgulho do avô
A única coisa que orgulha Seu Barone mais do que a sapataria é o neto de 14 anos, que joga no time de base do Milan. Sem brincadeira, ele passou quarenta minutos babando o neto depois da nossa entrevista! Então, quem estiver pensando em virar maria-chuteira nos próximos anos, pode anotar na agenda que em breve o Milan vai nos apresentar a chuteira mais bem polida que a comunidade Ãtalo-brasileira já viu. O sobrenome você já sabe: Barone!
Sapataria Barone
Rua Tutóia, 159
ParaÃso. São Paulo – SP
Telefone: 3051-7272
Agora é a sua vez de compartilhar o contato do sapateiro!
Gostaram das dicas do Seu Barone? Pois agora a gente quer ver todo mundo compartilhando o contato do seu sapateiro de ouro em qualquer lugar do paÃs aqui nos comentários!
COMO USAR CALÇAS COLORIDAS
A parte de baixo de qualquer silhueta é sempre maior que a parte de cima – pernas são mais longas que torso e cabeça. Por isso pode parecer difÃcil cobrir tanto espaço do look com cores fortes, mas as calças coloridas tem aparecido tanto – e de jeitos tão legais – que todo mundo vai ter vontade de experimentar (até quem chocha o Restart, haha!). Se as pernas parecem coloridas demais, a gente pode minimizar o espaço da área-coberta-de-cores com barrinhas dobradas e com partes de cima mais longas: vale dobrar duas ou três vezes a barra pra deixar tornozelos à mostra e coordenar com blusas compridas, cardingas longos, capinhas 7/8 e mais.

E aà a gente pensa assim: se as cores da calça já são super “chamativas”, melhor usar outras cores neutras pra abafar, né? NÃO! Outras cores neutras enfatizam a originalidade das calças coloridas – bem mais esperto é coordenar outras cores e estampas e formas pra calça dividir atenções com vários detalhes-criativos-estilosos no look! Bacana então é coordenar calça colorida com sobreposição inteligente, com blusa estampada, com casaquinho de texturas, com acessórios impactantes. E aÃ, se for o caso, escolher e coordenar cores de acordo com o que a gente tem vontade de mostrar e de esconder na silhueta: cor mais clara e mais viva/intensa chama mais atenção (e expande visualmente); cor mais escura e mais opaca chama menos atenção e encolhe visualmente.
Tamos animadas aqui, já exercitando isso daà com clientes e tudo! Quem mais tá animada pra colorir esse inverno? :)
VERSÃO GRANDE DA PEQUENA BOLSA
Tanta gente aderindo à s carteironas rende um monte de fotos estilosas de jeitos de usar as versões gigantes das pequenas bolsinhas – e isso é bem bom, né? Presta atenção que mais legal (agora) é encontrar versões grandes mesmo das carteiras, de todo jeito: vale com aba, vale dobrada, vale com zÃper e vale até… não ser carteira. Vê só que monte de modelos que poderiam ser necessaires, capas de notebook (por que não, né?!??), envelopões de couro e mais. Bolsa tipo carteira sempre dá sensação de look poderoso, não? Quem tá com vontade de aderir levanta a mão! \o/

Tem aqui um albão de imagens lindas de carteironas pra ampliar o universo-inspirativo de todo mundo, viu. Quem souber onde tem modelos bacanas com preços amigos, pode dividir endereços e nos comentários – a gente vai adorar garimpar as dicas das amigas da internê no trabalho com as clientes da vida real! <3












