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Todos os Posts de abril de 2011

NADA DE FRIO NO PESCOÇO

Uma coisa que to-do-mun-do tem no guarda-roupa é uma malha de gola alta. Não importa se a pessoa mora no pólo sul ou no equador, sempre tem uma escondidinha no fundo do armário. E nos últimos invernos – talvez por conta dos lenços palestinos que trouxeram de volta os lenços pros nossos pescoços – a gente bem que andava torcendo o nariz pras coitadinhas. Mas parece que a sorte das blusas de gola alta está mudando: é só dar uma olhadinha nas imagens dos últimos desfiles internacionais pra perceber que elas estão revivendo.

Aconte que, ao contrário do que a gente acreditava, blusas de gola alta não dão tão certo assim pra todo mundo. Por cobrirem o colo e o pescoço, elas acabam encurtando o tronco, deixando o rosto mais redondinho e aumentando os seios. A gente fica meio que atarracada, sabe!?! Então as mulheres que tem pescoço mais curto, seios grandes, é mais larga na parte de cima do corpo não fica melhor com elas, não! Pelo menos não com aquelas mais justinhas no pescoço. O que pode dar mais certo são aquelas mais soltinhas, que ficam levemente caídas na frente e mostram um pouquinho do colo. As golas altas ficam lindas em mulheres mais pequenas na parte de cima, mais esguias, com aquele pecoção e que querem dar uma valorizadas nos seios pequenininhos.

E como quem não tem essas características faz pra não sentir frio no pescoço nos dias de inverno mais rigoroso? É aí que entra o amado lenço/cahecol/pashmina! Usar uma blusa com decote um pouquinho mais aberto (em U ou um V mais fechado) com um lenção amarrado em volta, tem o mesmo efeito aquecedor e funciona muito mais. O segredo é amarrar o lenço sempre deixando um pedacinho de pele do pescoço e do colo – mesmo que minúsculo – de fora. Esse pedacinho já é suficiente pra alongar um pouco o pescoço e consequentemente o tronco todo! E lenços são muito legais porque podem acrescentar um ponto de cor ou de estampa perto do rosto e não tem nada mais sedutor do que chamar atenção pro rosto – a parte do corpo que carrega o sorriso!

Tags: , , , 29.04.2011 - 08:24 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 25 Comentários

O mito da calça vermelha

A bendita calça vermelha foi assunto nas últimas três reuniões de pauta dessa Oficina. Em uma delas, propomos (mas não consolidamos) um post sobre “como usar calça vermelha de um jeito diferente do que vem sendo mostradoâ€. Em outra, investigamos sem sucesso de onde vem essa moda. Apenas na terceira a Cris teve uma epifania e disse que calça vermelha é um mito da internet, algo equiparável ao desconhecido que te chama pruns bons drinks e depois você acorda sem rim na banheira de gelo, sabe?

No exercício da profissão de consultor de imagem – que envolve prestar atenção nas roupas das pessoas, em seus armários e nas araras das lojas – não temos visto uma quantidade relevante de calças vermelhas. Não mais do que sempre existiu.

Já quando entramos na internet, vemos que ela é um big hit. Mas só na internet, percebe? Chegamos a perguntar a algumas amigas que moram fora se é um fenômeno relevante na gringa, mas nem isso. As meninas disseram o mesmo que a gente: que viram duas ou três pessoas usando nas ruas, mas que o assunto bomba na internet.

Percebeu a pegadinha? Calça vermelha só encheu o saco de quem, na verdade, deveria era estar de saco cheio de passar tantas horas na internet vendo os mesmo sites que, na falta de assunto, simplesmente forjam mitos, e a bendita calça sangrenta figura entre eles.

A internet – que era para ser esse mar livre de opiniões e referências – tem se colocado à frente dos veículos tradicionais, mas à frente em conservadorismo! Porque, não tem jeito, quando a pessoa entra na nóia de que precisa identificar, consumir, esgotar e descartar as tendências antes do resto da humanidade, isso vira uma loucura e o resultado é esse aí: todo mundo “enjoado†de uma peça que mal deu as caras na vida real.

A nossa opinião é de que a calça vermelha só deu o que tinha que dar nesse minúsculo mundinho muito específicos de fashionistas conectados demais e preocupados demais nos três passos da moda vazia: usar, arrasar e cafonizar.

Aqui na vida real, calça vermelha é uma coisa que sempre existiu, que combina super com algumas pessoas e que devia ser usada por todo mundo que tem vontade, sem medo de incomodar o estômago sensível dos enjoados virtuais.

Tags: , , 28.04.2011 - 00:15 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 68 Comentários

Decifra-me ou devoro-te

Houve uma época em que as pessoas se vestiam para chocar. E que as roupas realmente significavam quebras de paradigmas. Como quando as menininhas começaram a usar mini-saias, que a esperta da Mary Quant tinha feito, lá nos idos dos 60. O corpo quase todo costumava ser coberto, então quando a saia diminuiu uns centímetros, PÃ, foi um choque. O que realmente seduzia era descobrir os pedacinhos do corpo. Quem não se lembra de cena de filme que a menina sobe a saia longa na estrada, pra fazer os carros pararem?

E daí pra frente, com o aval de estilistas como Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier e Tom Ford (esse bem mais pra frente, nos anos 90), a moda passou a testar e extrapolar limites, aproveitando a liberação sexual que estava em andamento, a abusar de elementos de extrema sexualidade, e o culto ao corpo (alou supermodelos e geração saúde nas academias!) viu seus dias de glória. Na moda, as pessoas se libertavam de qualquer amarra que a sociedade já havia imposto.

Durante esse tempo todo fez-se de tudo, tirou-se pedaço de tudo, escancarou-se tudo. Tanto se fez, que hoje nada mais nos choca. Podemos gostar ou não, achar desnecessário, cafona ou ousado, mas já estamos acostumados. Não tem mais aquele mistério, não tem mais o gosto por perverter os corpos. Já se sabe tudo o que tem por debaixo dos panos, não é mesmo?

O corpo como um todo praticamente perdeu seu apelo _especialmente porque somos expostos a ele o tempo todo e em qualquer lugar_, então como seduzir? O jeito mais legal pode ser aposentar (ou deixar descansar bastante) a sedução descarada e fazer uso do inesperado, ou seja, ao invés de mostrar tudo de bandeja, deixar escapar um pedacinho aqui, outro acolá, ou escolher acessórios que carregam mensagens cheias de segundas intenções.

Essa tática de escolher apenas uma parte para seduzir é inclusive explicada por Freud, em uma teoria sobre fetichismo, que, de forma bastante simplificada, diz que nós transferimos para uma determinada parte do corpo (tipo pés) ou acessório (tipo salto-alto) a significação dos órgãos sexuais, e são eles que despertam desejo no outro.

Marc Jacobs parece compactuar dessa visão freudiana. Prova disso foi a última coleção que ele fez para a Louis Vuitton, com tema “feticheâ€, em que as modelos usavam roupas que lembravam aquelas fantasias de sex-shop, de um jeito bem mais fino, com transparências localizadas, materiais que remetem ao universo sensual e modelagem mais atarracada, cada um de uma vez. Nos acessórios, botas altíssimas, máscaras de Mulher Gato aplicadas a quepes de ascensorista de elevador e mãozinhas segurando bolsas por meio de algemas. Olha quantos símbolos fetichistas juntos, com uma mensagem extremamente forte, mas focada nos detalhes, em partes específicas.

Levar para a vida uma tática “decifra-me ou devoro-teâ€, parece bastante certeiro para provocar pensamentos cheios de segundas intenções, ao invés do habitual “já vi tudo isso antesâ€, seguido de bocejos.

Tags: , , , , , 27.04.2011 - 11:51 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: mundo da moda 3 Comentários

“SOBREPOSIÇÃO TRIPLA”

Sabe esses dias em que faz friozão de manhã e à noitinha, mas durante o dia a gente sente quase-quase um calorzinho? Coisa que a gente mais exercita com clientes pra dias assim é a “sobreposição tripla”: quando, na parte de cima do look, a gente coordena três peças de uma vez só – tipo blusa, tricô e casaco. Por que né, frio é o melhor tempo pra exercitar a criatividade no vestir com camadas e camadas de elementos visuais diferentes.

Acontece que graça da sobreposição tripla é essa mesmo: coordenar peças igualmente bacanas e colaborativas com a interessância do resultado final do look. Não tem tanta graça usar camisetinha básica branca ou segunda pele, por exemplo – a sobreposição tripla não serve só pra aquecer, mas especialmente pra enfeitar! Muito mais legal é coordenar estampas, cores, texturas, comprimentos, alturas de mangas, formatos demgolas e decotes e mais, sabe como? Lembrando que camada serve pra ser tirada e vestida de novo ao longo do dia, na medida da mudança de temperatura. Então tudo na coordenação pode ser igualmente importante e valioso!

Única ressalva para a sobreposição tripla é que ela pode fazer a gente parecer mais cheia na parte de cima – quanto mais camadas, mais a gente pode parecer inflada, não tem muito jeito. Sacada boa é sobrepor tecidos finos (alô camisas de seda!) e deixar sempre a última peça da coordenação abertinha na frente (tipo paletó, casaqueto ou jaqueta), pra que o vão vertical que as duas abas formam ao longo do tronco se encarreguem de simular uma cintura beeem fininha pra gente. Viu!

Tags: , 26.04.2011 - 00:15 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 12 Comentários

ALCINHA QUE SEGURA ALCINHA

Tem umas roupas que a gente compra e já vem com essas mini-micro-alcinhas pregadas por dentro, na parte dos ombros, pra que a gente prenda as alças do sutiã e viva a vida com conforto e segurança, já viu? São alcinhas geralmente feitas com fitinhas super finas de cetim, com pequeninos colchetes (ou tic-tacs) na pontinha, pra gente passar em volta da alça do sutiã. A sacada é que, especialmente em blusas com decotes folgadinhos, o benefício vai além de manter o sutiã discretinho (como tem que ser né) e se estende: a caída da blusa no ombro fica garantida, mesmo quando a gente quer “firmar” a borda da blusa bem na viradinha dos ombros – alô gente sexy! As mais prendadas conseguem reproduzir a alcinha-de-segurar-alça-de-sutiã em casa, com fitinha (de preferência em cor coordenada com as cores da blusa!), linha+agulha e colchetinho redondo. Quem não é prendada pode impimir o post e levar de referência pra costureira que olha, idéia boa é idéia funcional!

**Por aqui reza a lenda que quem teria inventado essa alcinha interna seria ninguém mais ninguém menos que Diane Von Furstemberg – alguém sabe mais? Ou tem fonte? A gente procurou, procurou… e nada – só a lenda sustenta essa versão da origem da alcinha! ;-)

Tags: , , , 25.04.2011 - 00:11 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 61 Comentários

Fugindo do efeito “fotos da mãeâ€

Tá bom, moda, você diz que color block é legal, você diz que calça vermelha e sandália com meia é legal e a gente acredita, a gente te ama e sinceramente acredita, mas e amanhã, moda? Você tem essa mania tão chata de cafonizar amanhã o que era legal ontem que a gente fica com os dois – os dois pés sem sandália com meia – atrás quando você surge com essas coisas mais doidas.

A gente entende que o movimento dos filhos rirem das coisas que as mães usavam é bastante natural, mas como lidar com tendências mais extravagantes quando esse movimento virou uma coisa praticamente imediata e somos condenadas a sermos nossas próprias filhas revirando nossas fotos com desprezo a cada seis meses?

No mundo real, a gente acha que esse processo de descarte imediato de tendências tem gerado um conservadorismo cada vez maior. Se o terreno é escorregadio, a maioria das pessoas prefere se manter segura no convencional a derrapar na experimentação.

Quem está nos dois polos da moda – ou no conservadorismo extremo ou na completa experimentação – não tem problemas na vida. Essas pessoas sabem como proceder com suas calças e blusinhas ou com suas mil plumas e paetês.

Já quem está no limbo – super estamos – precisa conciliar interesses antagônicos: o desejo de ser atual e inovadora hoje e o desejo de não ter vergonha do look amanhã. Super fácil, né? NOT.

Por causa desses pensamentos, a gente resolveu fazer um exercício de ponderação das tendências o que, peloamordedeus, não deve ser entendido como desencorajamento.

Color Block

Pra’gente, o que tem feito o color block ser muito mais frequente nas revistas do que nas ruas é que cor é riqueza. E não estamos falando no sentido figurado não. Geralmente, a gente só se dá o luxo de comprar uma jaqueta roxa quando já temos mil outras jaquetas em tons neutros.

Ou seja: comprar colorido é estar satisfeito com a quantidade de roupas que já possui. Quem compra colorido sabe que tem roupa e mulher que sabe que tem roupa é uma espécie em extinção.

O color block é uma tendência difícil de seguir porque a gente intuitivamente desconfia que não vai durar. Não que as cores vão cair, mas que esse modo de usar tudo colorido junto com tanto contraste não vai durar muito tempo, logo, não vale a pena comprar um guarda-roupa todo berrante para ser linda por uma estação.

Se você não quer sair comprando várias peças coloridas por desconfiar que esse jeito de usar tudo junto pode cafonizar rápido, que tal aproveitar a deixa da moda para investir em cores vivas que tenham a ver com a sua coloração pessoal e que podem te deixar atual hoje, mas não vão de deixar datada amanhã?

Quem tem alto contraste entre tons de cabelo, pele e olhos (brancas do cabelo escuro, por exemplo), podem investir em peças chave para fazer coordenações de marinho com bege e marrom; bege com caramelho ou cinza e vermelho. Já quem tem baixo contraste (pensa numa loirinha que tem até o cílio meio empoeirado) pode se jogar numa coordenação de azul e rosa clarinhos, por exemplo.

Como dica geral, a gente pode dizer que o negócio é esquecer o termo color block – que remete à uma tendência bem específica e que dificilmente vai durar muitos anos – e pensar em coordenação de cores vivas, que é uma coisa sensacional que a gente pode usar pra sempre. No fim das contas, color block é apenas um jeito de hoje de usar cores vivas.

Sandália com meia

Primeiro, vamos aceitar que sandália com meia é uma composição extravagante no sentido de que chama atenção e é inusitada. Muitas de nós já vimos nas fotos das nossas mães e achamos isso. Uma forma de não passar vergonha póstuma é camuflar a meia, fazer de um jeito que – vendo de longe ou com alguma boa vontade – a pessoa ache que é tudo uma coisa só: meia, calça e sandália. A Fê, aqui da Oficina, está usando desse jeito!

Para dar essa impressão de conjunto, a manha é fazer essa composição mais extravagante com elementos menos extravagantes. Escolher uma sandália sem mistura de materiais ou com uma mistura mais uniforme ajuda. Caçar uma meia que seja de tom mais ou menos próximo ao da sandália também ajuda.

ONDE PÃRA A BARRA DA CALÇA DE BOCA LARGA?

Com toda essa vibe anos 70 no ar, as calças de boca larga apareceram nas araras das coleções de inverno com toda força, repararam!?! E a gente, que estava super se acostumando com a calça mais curtinha, com a boca mais afunilada, acabou na maior dúvida sobre qual o sapato certo pra usar com as pantalonas/bocas de sino/afins. Não que as calças mais masculinas, tipo cenoura, precisem ser abandonadas (a gente não abandona por nada!), mas o repertório pode ser aumentado.

Calças com boca larga vão muito bem com sapatos de salto – os saltos mais grossinhos, anabelas ou mais pesados, com meia pata são os preferidos – e daí que a barra da calça tem que terminar deixando no mínimo metade do salto aparecendo. Quanto mais longuinhas mais legais! A calça de boca larga não fica legal muito curta, deixando o peito do pé aparecendo, sabe!?! Parece que a gente pegou a calça emprestada de alguém mais baixo que a gente! Mas a gente também não curte a calça super longa, quando arrasta no chão, não. Pode até dar certo no styling de um desfile, catálogo ou editorial, mas na vida real a calça arrastando fica suja e desgasta super rápido (além do risco da gente pisar na prórpia barra e cair no meio da rua).

Também dá pra usar esse tipo de calça com sapatos sem saltos, mas o certo aí é fazer a barra pra esse tipo de sapato e só usar assim (não dá pra versatilizar essa barra – ou é pra salto ou pra sem-salto!). As calças feitas em tecido mais desestruturado ficam melhores nesse comprimento, porque acabam não engruvinhando tanto na frente. Esse engruvinhado que a calça faz quando encontra o pé e está um pouco longa demais dá uma sensação nada boa de perna mais curta. A barra da calça tem que cair sobre o pé e quase cobrir o sapato todo, como se a parte de trás quase fosse encostar no chão, mas sem encostar!

O bom desse tipo de calça é que, pelo fato dela subir um pouco sobre os pés, as pernas ganham alguns centímetros (visuais) e a gente fica mais longa e consequentemente mais fina!

Tags: , , 20.04.2011 - 02:08 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 14 Comentários

JEANS COMO OPÇÃO, E NÃO COMO OBRIGAÇÃO!

Brasileira, em geral, tem quadril arredondado, coxinhas bem boas e peitinho pequenino, né? Meio que tipo físico normalzão por aqui. Assim fica fácil escolher blusas e tops e camisas – porque quase todo mundo é mais fininho em cima, tudo cai melhor. É vestir e pronto. Talvez por isso magicamente a gente (e clientes e amigas… geral!) sempre tenha BEM mais partes de cima no armário que partes de baixo.

Sapato nem se fala – sapatilhas e botinhas e escarpins e sandálias não tem cintura. A gente pode pirar em cores e formas e recortes e tals: é calçar, andar um pouquinho pra ter certeza do conforto e pronto – com um pedacinho de couro cobrindo os pés a gente incrementa qualquer look (e muitas vezes conta com isso pra se sentir segura, é ou não é?).

A escolha das calças, então, pode ser um drama: fica boa no quadril mas sobra na cintura, ou fica boa na cintura e aperta no bumbum, a perna não cai do jeito que a gente gosta, o comprimento não tá bom, etc etc etc. Não é tão fácil quanto escolher uma camiseta, muito menos como levar pra casa um sapato incrível. Que acontece então? Um dia a gente acha um, dois, três jeans que fiquem legais no corpo – e jeans “dá com tudo”, né. E assim a gente vai vivendo uma vida de jeans + variação da parte de cima + variação do sapato.

Mas ó: esse é um falso-fácil. Jeans dá com tudo sim, mas SÓ usar jeans é monótono. E não diz muito sobre a gente – quando diz, a mensagem é de pouca criatividade e de acomodação. Mesmo variando outras peças, dá sensação de “mesma cara” todo dia. E a gente só evolui (em estilo e na vida) quando avança pra além da nossa zona de conforto, quando se esforça pra ir adiante do que é mais fácil. Quando exercita o difícil até dominar!

A idéia é exercitar e escolher diferente, pra assim acrescentar interessância a todo e qualquer look e usar o jeans como opção – entre toooodas as outras calças que a gente pode ter e usar! – e não como uma obrigação, como o mais fácil. A gente é mais esperta que isso, né não? :)

((Fora que parte de baixo não é só calça né gente. Tem bermuda e saia em modelagens infinitas – que podem ser ainda mais complicadas de se escolher do que calças-sem-ser-jeans, mas que rendem interessância multiplicada no look!))

Tags: , 19.04.2011 - 11:25 | Postado por Fernanda Categorias: mais oficina 22 Comentários

Disfarce pobreza com criatividade

Quando nêgo fala “o guarda-roupa de inverno deve conter tais e tais peças, já o de verão deve conter essas outras peças” você pensa “gente, no dia que eu tiver um guarda-roupa decente começo a pensar em dividí-lo em estações”? Pois não está sozinha.

A dura, a cruel verdade é que bem pouca gente tem um guarda roupa definido e completo para cada estação. Se esse for o seu caso, saiba que é mais interessante ter um acervo conciso, bem editado e bem coordenado que possa ser usado o ano todo do que ter resquícios de um guarda-roupa de inverno misturado com sobras de um de verão e nada para usar durante a maior parte do ano.

O Net-a-Porter fez um editorial fofo com sugestões de como usar a mesma peça nas duas estações – considerando verão e inverno como centralizadores da mudança de temperatura. Aqui no Brasil, a Revista Manequim fez uma matéria incrível com ideias muito legais no mesmo sentido: reaproveitamento de peças nas duas estações.

O caminho das pedras para usar a mesma peça o ano inteiro é fazer oposições entre perna coberta X perna de fora, cor clara X cor escura, decote X colo coberto com pashmina ou lenço, sapato leve X sapato mais pesado, tecido fluido X tecido estruturado, terceira peça que enfeita X terceira peça que aquece.

Quando nada der certo, aposte na sobreposição de peças, mas não naquela sobreposição que consiste em amontoar tudo que tem no armário, e sim em fazer sobrepor camadas de informação de moda de um jeito interessante e unitário.

Transformar vestidinho em saia usando por cima um cardigã é uma forma fofa de esquentar o look sem perder a peça, por exemplo. Acrescentar um casaquinho ou uma calça mais estruturada para quebrar a fluidez daquela camisa de verão é outra boa saída.

No fim das contas, ganha quem transforma seus pontos fracos em pontos fortes. Que tal reverter aquela conta bancária vermelha da cor da estação em um bônus de criatividade que só a necessidade pode nos proporcionar?

Tags: , , 15.04.2011 - 11:35 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 27 Comentários

SOBRE SANDÃLIAS E MEIAS

Sandália e meia é truque de estilo bom de usar no frio (nem que seja num friozinho), então a sandália escolhida pode sempre ser mais pesadona, com tiras espessas e salto mais grosso, até com meia-pata ou plataformas. Dessas que mesmo sem meia já cobrem mais o pé, sabe? E aí, pra escolher meias, a gente usa a lei da relatividade (haha!): das meias mais grossas, a gente escolhe as mais finas; das meias mais finas, a gente escolhe as mais grossas. Vale pra meia-calça e também pra meias curtinhas, viu. Não precisa ser super transparente/translúcida mas também não precisa ser pesadíssima, feita da lã mais grossona do universo!

As meias-calças, então, vão ficar incríveis por dentro das sandálias pesadas usadas com shortinhos, bermudas, saias e vestidos mil. Pernoca coberta até lá em cima significa pernoca mais alongada e mais magrinha visualmente. As meias curtinhas vão sempre funcionar direitinho dentro das sandálias usadas com calças – especialmente com as mais curtas, justamente pra se ter o efeito de perna alongada que as meias-calças garantem, sabe como?

Assim a gente acha mais fácil pra começar, pra experimentar e ir ganhando confiança pra dar passinhos estilosos adiante no uso das meias com sandálias. Mas ó, nada impede geral de tentar as meias curtas com pernocas de fora, tipo ‘estágio avançado’ do truque de estilo – tem direções seguras pra quem quer tentar assim nesse outro post aqui, ó!

Tags: , , 13.04.2011 - 23:32 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 42 Comentários
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