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Todos os Posts de maio de 2011

ROUPA DE DAR AULA E PALESTRA

Quem dá aula ou palestras é, naturalmente (enquanto trabalha!), o centro das atenções. Na frente de um grupão de alunos ou de uma audiência de palestra é impossível a gente não magnetizar o olhar dessa gente. Por isso – e por que o look não tem que interferir (!!!) no conteúdo que se tem pra entregar – é bem importante a gente prestar atenção ao que usa nessas ocasiões. Aqui tem um checklist pra gente repassar antes de sair pra cada aula, apresentação, workshop e tals: garantindo que a gente é gracinha, mas que o que a gente tem pra falar é mais valioso e que o look só enfeita essa inteligência, sem ofuscar nem sobrepor. ;-)

• Dando aulas ou palestras a gente já usa bastante as mãos pra falar, pra mostrar, pra apontar, pra mensurar, pra tudo. Uma função que a gente pode dispensar nessa hora é a de cuidar do cabelo, prender atrás da orelha, tirar a franja da frente do olho, enrolar em coques que caem toda hora. A premissa do cabelo profissional – que já sai de casa arrumado, preso, no lugar – vale especialmente pra quem tá diante de uma galera interessada em outra coisa (e não no cabelo da gente). Vale também pra maquiagem!

((Quem usa óculos pode acrescentar à maquiagem-profissional um olho mais marcado pra que a lente não deixe ninguém sem olhar firme – mesmo pra quem tá sentado lá no fundão!))

• Vale pesquisar/conhecer pra quem se vai falar e então procurar elementos (pro look) que gerem identificação e que ganhem geral já na entrada. A aula é pra universitários de humanas? De exatas? A palestra é pra advogadas? Pra enfermeiras? Pra executivas? Pra professoras de crianças? Mais formal ou mais informal? Pra quem… – sabe como? A gente já até contou que a gente mesma se veste pra cada cliente que vai encontrar, ó!

• Conforto é sempre importante, mas no caso de estar em evidência isso pesa ainda mais: roupa que marca, que se mexe muito quando a gente se mexe, que repuxa, que não para no lugar, que marca quando a gente sua (alô pizzas desconcertantes debaixo do braço) e tals não ajuda ninguém a prestar atenção no que a gente tem pra dizer. Tem que estar confortável, com dignidade, em 360º – de frente de costas sentadas pegando papéis do chão ligando fios do computador e mais.

• O senta-e-levanta da dinâmica de aulas/palestras pode deixar o look mais bonito bastante desajeitado, amarrotado, torto, fora de lugar. Essa é uma hora boa pra sacar as malhas mais legais que a gente tem no armário (tecido plano é sempre mais elegante mas né, tem umas malhas incrementadas que dão de mil nos panos mais basicões) – o post em que a gente sugeriu looks pra quem passa muito tempo no trânsito (!!!) tem umas direções boas pra fugir do visual-amassado.

• Acessórios são bastante ajudadores na hora da gente chamar atenção pro rosto – parte mais importante de qualquer look, mas especialmente do look de dar aula. Cor forte, forma original e tema interessante podem ser usados em forma de colar, de lenço, de acessório de cabelo. Mãos também são ponto focal, viu, e precisam estar bem feitas (e livres de acessórios barulhentos e balançativos, tiradores de atenção de qualquer um!).

• Quem quiser elaborar um look no nível avançado de inteligência fashion (!!!) pode pensar nas cores e contrastes que vai usar em relação ao ambiente em que a aula ou palestra vai ser dada – pra que a gente se destaque do fundo/do ambiente mesmo que discretamente! ;-)

• Super importante e a gente vive esquecendo: hoje tem aquele mini-microfone de pregar na roupa (sabe qual? tipo de apresentador de jornal na TV?) em quase todo lugar! A gente precisa pensar em decotes e golas que sustentem o pregadorzinho – e em coordenação de duas peças que permitam passar com facilidade quaisquer fios, se for o caso. Vestidos, às vezes, dificultam isso daí.

• E aí, no final da arrumação, vale repassar o teste dos 10 pontos pra ter certeza de que o look não vai aparecer mais que o conteúdo que se tem pra dar na aula (ou na palestra). Look bom é imprescindível pra estar diante de qualquer um – imagina de toda uma audiência! – mas tem que ser coadjuvante, que o principal é a inteligência né!

Tags: , 16.05.2011 - 11:35 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 21 Comentários

PRA COMPRAR MENOS E MELHOR

Diz que tem um ditado sueco (!!!) que diz que “quem compra coisas que não precisa ou que não usa está roubando de si mesmo”. Há oito anos visitando os guarda-roupas mais abarrotados e convencendo geral que ninguém precisa de tanto – vale mais ter pouco que se usa muito, e de muitos jeitos! – a gente resolveu fazer uma lista do que pode influenciar pro bem as compras: comportamentos (e truques!) que ajudam a comprar menos e melhor.

• Informação nunca é demais. Se você pode programar compras pro sábado, durante a semana é legal dar uma olhada nas revistas de agora, nos sites das marcas (pra ir se familiarizando com as coleções) e aqui no blog (NÉAM!). Também é legal estudar os sites de compras de marcas internacionais, tipo yoox e net-a-porter, pra identificar eventuais “homenagens” e influências!

• Antes de sair às compras a gente sempre tem que estudar o nosso próprio armário. Saber o que a gente tem é imprescindível pra saber o que a gente precisa ter – às vezes a gente tem que fazer uma super limpeza e tirar as peças estagnadas que não funcionam pra conseguir enxergar o que a gente usa de verdade.

• Sair com foco é BEM importante. Os meninos não têm armários abarrotados porque compram por necessidade – a gente não, o shopping é um passeio e uma desculpa pra encontrar a mãe, as amigas… e quando a gente resolve fazer compras como se fosse terapia, pra “curar” alguma coisa?!?? Foco, amigas. Tem que ter em mente as peças favoritas do armário, as campeãs de uso, e o grupo de cores que se tem em casa, pra então escolher peças que vão render muitas combinações com essas e cores que vão dar certo na hora de coordenar. Pensar em look e não em peças específicas: cada peça escolhida tem que ser coordenável com pelo menos outras três ou quatro que você já tem. Vale pra cores também.

• Super ajuda sair usando a lingerie adequada pro que se quer comprar. Tem que pensar no que não marca e no que é mais confortável, pensar que as luzes brancas e espelhos doidos dos provadores já são enfeiadores, né? Se for o caso de comprar um vestido ou look de festa é bom levar junto os sapatos da ocasião pra provar junto.

• Uma coisa é perceber o que mais se usa e o que sempre dá certo no guarda-roupa e nos looks de todo dia, outra coisa é comprar um monte do mesmo! Se você adora saia e camiseta pólo, não precisa comprar todas as cores da mesma camiseta e três estampas da mesma saia: só quando a gente escolhe variedade a gente tem possibilidades de mais usos (e de usos mais originais). Tudo bem ter seis jeans (se você usa muito, tipo todo dia!), mas que todos eles sejam bem diferentes entre si, cada um de um jeito especial. Também não é legal comprar tudo na mesma loja pra não ficar com cara de catálogo: vale mais comprar uma ou duas peças em cada loja e montar looks mais pessoais, mais com a nossa cara sabe como?

• Investir de acordo com o “prazo de validade fashion” de tudo: vale gastar um pouco mais no que é basico, clássico, numa cor que neutra e naquilo que a gente usa mais, que vai servir mais vezes, que a gente tem certeza que funciona bem. O que é modinha, o que é vontade ‘passageira’, sempre vale menos – dá pra esperar a liquidação ou dá pra procurar genéricos na C&A ou nas afins.

• A gente não deixa cliente nenhuma levar NADA sem provar. E tem que provar de frente, de costas, sentando, andando, “dirigindo” (de mentchirinha!), dançando… E ninguém compra nada que gera dúvida: se a cliente não tem certeza a gente pede à vendedora pra reservar durante um tempo e olha mais lojas, toma um café, conversa, pensa e aí sim, volta pra buscar a peça ou pra des-reservar. Vale pensar de um dia pro outro também (eu e a Cris sempre compramos pra nós mesmas assim: a gente prova num dia, reserva, pensa e, se no dia seguinte a gente ainda tem vontade de ter aquilo, a gente volta lá e arrasa!).

• Por fim, não pode comprar nada que você se AME, que não faça o olho brilhar e que não seja per-fei-ta pra quem compra. Às vezes pra ficar perfeito precisa de ajustes e tals. Mas quando é amor, amor de verdade, a gente sabe, né? ;-)

Tags: , , , 13.05.2011 - 00:16 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 74 Comentários

Oxford: quase um homem aos seus pés

Oxford: esse safado. Tão lindo, tão confortável, mas sempre enchendo todo mundo de dúvidas na hora de usar. Logo de cara, quem se aventura no oxford precisa entender que essa é uma peça roubada do guarda-roupa masculino, portanto, é natural que ela tenha trazido alguns problemas de lá. Problemas estes que, assim como os outros problemas que saem do armário dos meninos, a gente resolve com doses cavalares de feminilidade.

Anota aí que para usar oxford sem parecer menino (pressupondo aqui que a sua ideia não seja parecer menino. Se for, ignore) você precisa feminilizar o resto da vestimenta. Para isso, podemos recorrer a tudo que é só nosso, sem divisão com o outro gênero, como babados, cores pastéis, fofurinhas, decotes, saias e vestidos.

Se for usar o sapatinho com calça, o ideal é encontrar um modelo mais afunilado, ou uma calça cenoura ou uma mais curtinha. Enfim, tipos e modelagens que são mais de menina do que de menino.

Quando a gente coloca oxford com calça reta, barra tapando o começo do sapato e boca mais aberta, o resultado sempre vai ser bem masculinizado, mesmo que você use um mega babadão cor de rosa na parte de cima.

Isso acontece porque, quando a gente usa calça, essa peça corresponde à maior parte, à maior extensão do nosso corpo. Então pensa que de calça você é uma sereia: bem mais peixe do que qualquer coisa que esteja vestindo da cintura pra cima.

O oxford é o sapato – pelo menos o que tem versão feminina, né – mais masculino de todos. É mais masculino que o tênis, que o dockside, que tudo. Por isso que às vezes a gente dá uma travada na hora de usar. E também por isso ele é tão legal!

O fato da gáspea desse nosso calçado querido ser alta faz com que ele seja achatador da silhueta, mas nem vem que cê não tá autorizada a deixar de usar o que gosta só por causa disso. Levanta essa perna curta da poltrona e vamo tentar uns monocromáticos lindos e coloridos (existe, ué) nessa parte de baixo do corpo. Que tal azul na calça e verde no oxford (ou o contrário!)? Ou caramelo na calça e dourado no oxford (ou o contrário!)? Ou cinza na calça e roxo no oxford (ou também o contrário)?

Qualquer combinação legal entre tons do mesmo valor, da mesma intensidade, vai ficar bonitona e rebater o efeito achatador. Na dúvida, aplique a dica altamente pertinente da Fê: vá pro espelho e observe a sua composição de cor com o olho bem semicerrado, bem japonês mesmo. Se com o olho dessa maneira a composição parecer gritar, as cores parecerem desconectadas, pode tirar e tentar outra. Senão gritar, é correr pra rua e berrar que a sua harmonização foi aprovada pelo método Fernanda Resende de Combinação Cromática.

A coisa de combinar a cor do sapato com a cor da parte de baixo vale para qualquer parte de baixo que fique ali, juntinho do sapato: calça comprida, meia-calça, qualquer coisa longona. Já quando for usar o oxford com comprimento mini, a fórmula menos achatadora é escolher um sapato de cor próxima ao tom da sua pele.

Agora que começou a fazer um pouco de frio, o oxford é uma opção muito legal para quem costuma usar sapatilha no calor: ambos são confortáveis e sem salto, só que o sapatinho cobre um pouco mais o pé, esquentando o visual e a dona do dito cujo.

Um oxford bem escolhido é quase um tênis em matéria de conforto, só que loucamente mais arrumadinho e elegante. É muita sedução, diz aí.

Tags: , 12.05.2011 - 00:42 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 40 Comentários

PRA QUERER SE VESTIR DE MENINO

Na moda, e em toda a história da Arte, a tal da androginia sempre chamou atenção, pois funde características opostas para criar uma beleza nada convencional. Daí tem essa lenda da mitologia grega que conta que os andróginos eram criaturas esféricas que possuíam os dois sexos ao mesmo tempo (e quatro mãos e duas faces opostas). Como eles eram fortes, tentaram entrar no Olimpo, morada dos deuses gregos, para tomar o poder, mas Zeus – o chefão – diante das ameaças corta os andróginos ao meio. Assim ele condena cada uma das partes a buscar eternamente sua metade, para curar a ferida causada por ele.

E aí, essa beleza que ninguém espera é justamente aquela que nos une a nossa outra metade, só que em toda a nossa independência e individualidade. Esse momento que estamos passando na moda, em especial, tá cheio de referências andróginas, tanto fisicamente, como a modelo Freja Beha Erichsen, quanto em itens do vestuário, como as calças de alfaiataria com corte masculino, o blazer, a camisa, e o sapato Oxford. Mais do que nunca a questão dos gêneros está sendo debatida e explorada.

Mas o que hoje a gente vê com olhos acostumados sempre teve, desde a apropriação das mulheres, um “quê†de subversão, muito mais do que “só†uma vontade de ser vestir diferente – e causava muito escândalo. Como na Alemanha pré-nazista as mulheres usavam cabelos curtos para contestarem o ideal feminino dos nazistas, que queriam mulheres que se dedicassem exclusivamente às crianças, a casa e a igreja.

No cinema a alemã Marlene Dietrich foi, nos anos 30, a primeira atriz a usar roupas masculinas em um filme, com o intuito de provocar os homens ao erotizar suas próprias roupas. Mais de 30 anos depois, Yves Saint-Laurent lança o smoking feminino, e PÃ, todo o mundo da moda se choca novamente. Nesses mesmos anos 60, numa espécie de ressaca do ‘new look’ e de todo o ideário que se construiu em volta da mulher (uma espécie de Betty Draper, que fica de vestido e luva esperando o marido chegar para jantar), surgem ícones femininos que nada tem a ver com isso, como Jean Seberg (do filme “Acossadoâ€) e Twiggy, com seus cabelos “joãozinho†e calças compridas. E como não se lembrar de Diane Keaton em “Annie Hallâ€, filme da década de 70, de Woody Allen, em que a personagem título tem um figurino masculino, símbolo de um discurso da época, quando as mulheres buscam loucamente a igualdade, o direito de trabalhar, de escolher quando ter filhos, por exemplo.

Quando a gente vê assim, passando na nossa frente essa história de “se vestir de meninoâ€, nossas escolhas na moda são muito mais carregadas de significados do que apenas uma tendência da estação. E quando a gente sabe disso tudo e decide carregar essa carga simbólica com a gente, não estamos só nos vestindo assim, mas estamos fazendo parte de um discurso que busca, desde o comecinho, a igualdade com a nossa metade.

Tags: , , , , 11.05.2011 - 00:01 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: mundo da moda 11 Comentários

O PODER DOS ACESSÓRIOS

A gente reparou já faz um bom tempo como acessórios são bem mais poderosos e eficazes na hora de transmitir as mensagens pretendidas. Por isso a gente sempre dá uma atenção extra a eles na hora de conversar sobre isso com as nossas clientes ou na hora de escrever um post.

Muitas vezes a gente consegue com um único colar comunicar muito mais rápido  personalidade, estilo de vida, interesse profissional, etc,  do que com todo o conjunto de peça de roupas. Acessórios carregam muitos elementos, e tudo concentrado: forma, material, cor, textura, tamanho… A gente adora essa brincadeira: fecha o olho e imagina que você e todas as outras mulheres que estão do seu lado agora estão usando a mesma camiseta e a mesma calça jeans, e depois repara como já dá pra saber muito sobre elas só pelos acessórios – bolsas, sapatos, colares, lenços, pulseiras, brincos, cintos, broches, acessórios de cabelos, anéis, relógios, óculos, etc – que elas estão usando!

Por isso vale a pena prestar atenção no que a gente quer comunicar e dar a atenção devida aos acessórios e vale mais a pena ainda fazer o investimento certo, sabe!?! Não precisa ter um monte de coisa pendurada na gente pra ser eficaz, uma boa medida é escolher um acessório super importante e os demais acompanharem – um lenço mega colorido e estampado é o principal e daí um anel bacana pra acompanhar, um brinco menor, uma bolsa lisa, um sapato mais discreto…

Outra coisa muito legal sobre acessórios é que eles podem atualizar rapidamente um guarda-roupa ou mudar completamente a cara de um look. Um guarda-roupa mais basiquinho pode ser transformar com os acessórios certos! E eles também são os melhore amigos naqueles momentos em que a gente não está tão satisfeita com o nosso corpo ou está passando por alguma transição – profissional, local, estado civil… – e ainda não está super encontrada no jeito de vestir. Quem já não passou por isso, não é mesmo!?!

Tags: , , , 10.05.2011 - 11:33 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 14 Comentários

BLOCOS DE COR EM PASSO-A-PASSO

A revista da Oprah desse mês (sou viciada, beijos Fê) organizou um passo-a-passo – ou uma lista de lembretes pra gente ter em mente na hora de botar o bloco colorido na rua. Tá aqui reproduzido com as nossas considerações, ó:

Cores x tom de pele x contraste
Vale pra tudo que a gente usa na vida: é bom considerar o que a gente tem de característica pra então coordenar características específicas das roupas que a gente escolhe usar. Tipo, quem é super clarinha pode escolher cores também clarinhas que não sobreponham quem usa, mas que criem harmonia quando usadas juntas. Ou quem tem um super contraste entre cores de pele e de olho e de cabelo pode reproduzir contraste nas coordenações de cores que fizer. Sacou?

Adequação
Bloco de cor pode ser adaptado de acordo com o horário e com ocasião em que vai ser usado, viu. Pensa assim: vale usar roupas neutras (em neutros que se coordenam lindamente por que né, neutro também é cor!) e acessórios coloridões quando se quer look mais “calmo”; ou já fazer a festa com peças de roupas super coloridas – blocão de cor meeeesmo! – e salpicar o look com sapatos bolsa e acessórios metalizados pra um impacto maior, por exemplo.

Cores x silhueta
Serve pra escolher TODAS as cores do arco-íris: tonalidade clara ou viva/intensa chama mais atenção e tem tendência a fazer parecer maior; tonalidade escura ou opaca atrai menos o olhar do outro e pode fazer parecer menor. Então o que a gente tem de maior e menor e mais legal e não tão legal pode ser coberto estrategicamente com cores que dêem mais destaque ou que disfarcem, sabe como? Tipo ilusão de ótica, tipo um quebra-cabeça de atenção!

Pra começar aos pouquinhos
Se a gente usar um vestido de uma cor e um cintinho fino de outra, pronto – os blocos de cor já tão feitos. Não precisa dividir o look em metade uma super cor e metade outra, ou 33% pink 33% azulzão e 34% verde bandeira. Vale fazer look monocromático (alô geral alongando a silhueta!) e acrescentar sapato, bolsa, cinto, lenço, colar, pulseiras, anéis e brincos em cores pra coordenar ‘na tendência’.

Assim tá fácil, hein? Todo mundo pronto pra animar esses ambientes de trabalho, essas calçadas, esse mundo todo com looks mais coloridões! ;-)

Tags: , , 09.05.2011 - 18:45 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 11 Comentários

TROMPE-L’OEIL: ILUSÃO INTELIGENTE

Há mais ou menos dois meses, tanto a Prada quanto a Miu Miu, marcas que tem Miuccia Prada como diretora criativa, desfilaram nas semanas de moda de Milão e Paris modelos de botas “fantasiadas” de sandálias. Esse jeito de “parecer uma coisa mas na verdade ser outra” é mais conhecido como “Trompe-l’oeil” e foi pelas mãos de Elsa Schiaparelli, lá na década de 30, que essa técnica artística tão de sonho veio pra moda.

As botinhas “fantasiadas” de Miuccia Prada

Foi através dos amigos surrealistas que Elsa foi influenciada a trabalhar com esse jeito de fantasiar roupas. Cardigan com lacinho estampado na própria trama? Foi ela que fez primeiro! O melhor da história do Trompe-l’oeil é que ele foi mais usado justamente em épocas de crise financeira, sendo uma alternativa pra continuar vivendo a moda mesmo sem riquezas. Se não existe verba suficiente pra fazer bolsos, vamos fazer os pespontos pra “fingir” que eles existem. Ou seja, simular elementos que não estão ali de verdade através de desenhos nas roupas – na costura, estampas, cores, etc – não é só interessante e lúdico, mas econômico.

Criações de Elsa Schiaparelli, e foto da estilista à direita

Se a gente pensar que muitos países ainda enfrentam dificuldades financeiras por causa da recessão, faz mais que sentido essa técnica ser usada logo por Miuccia – que não faz nada por acaso – não só em uma, mas em suas duas coleções. Aos pouquinhos, depois de temporadas em que muitas marcas tentaram explorar seus clássicos pra sobreviver a crise, uma certa liberdade criativa parece estar voltando – assim como a sensação do quanto a moda pode ser divertida.

Maravilhoso se permitir observar e olhar uma, duas, até três vezes (!!!) pra um Trompe-l’oeil – até o olho entender o que há impresso ali e decifrar inteligência nessas mini-surpresas da moda. Lembrete de que nada precisa ser levado tão a sério, e que diversão e fantasia também podem ser entendidos como esperteza. ;-)

Tags: , 06.05.2011 - 01:24 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: mundo da moda 10 Comentários

O que é se vestir bem? Ronaldo Fraga responde!

Ronaldo Fraga não é apenas autoridade para falar de moda, ele é autoridade para falar de identidade, do quanto é importante imprimir nossa marca pessoal em tudo que fazemos: na nossa roupa, moradia, comida, modos.

Ele nos recebeu na casa dele, em Belo Horizonte, e falou justamente da importância da autenticidade e da herança afetiva em um tempo em que tudo ficou tão banalizado pelo excesso de consumo e de informação.

Ouvir Ronaldo Fraga falar de identidade naquela casa tão brasileira, tomando suco de coco azedo feito pela mulher dele, foi tipo um workshop de como ser simples e nacional sem forçar a barra, sem ser caricato.

Não tinha como sair de lá sem parar pra refletir no quanto a gente precisa ficar o tempo inteiro atento para não deixar que a vulgaridade – e ninguém aqui está falando em decote! – entre pela fresta da porta. Seja de casa, seja do armário.

Nós fizemos uma única pergunta para ele: o que ainda pode ser entendido como se vestir bem e ter estilo em uma época em que tudo é tão massificado, em que as tendências já chegam digeridas e pasteurizadas e todo mundo pode consumir tudo porque tudo é disponibilizado em várias faixas de preço?

A resposta é de anotar na porta do armário:

“Em tempos de tamanha liberdade – talvez a moda nunca tenha sido tão democrática, com tantas fontes de informação e consumo – a grande dificuldade é lidar com essa liberdade, porque lidar com liberdade não é fácil: demanda autoconhecimento e apropriação.

A grande dificuldade das pessoas é trazer pequenos vestígios de quem elas são nas suas escolhas: na escolha do que elas vão vestir, na escolha do que vão comer, na escolha da forma como vão morar. Fazer todos esses elementos dialogarem com a sua história, com a sua visão de mundo, não é fácil.

Pra mim, hoje se veste bem quem consegue trazer toda essa escrita da sua história pessoal e coletiva decodificada num botão de roupa, numa escolha de roupa que traduz seu autoconhecimento e sua autoestima.

O grande ponto que a moda nunca vai perder é o da autoestima porque se você não respeita a pessoa que você é, então você não tem condições de escolher uma roupa para essa pessoa e tudo sempre fica melhor em quem tem autoestimaâ€.

Fotos: Juliana Cunha

Tags: , 05.05.2011 - 04:03 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 22 Comentários

A LIÇÃO DO PIERRE CARDIN

Sempre que a gente comenta que gosta de moda, tem alguém que torce o nariz e já coloca a nossa pessoa no “montinho dos fúteisâ€. Esse tipo de gente tem a ideia fixa que moda nada mais é do que comprar roupas, falar sobre tendências e o que ‘tá usando’, e ter uma visão meio “Patricinhas de Beverly Hills†da vida.

Acontece que essas pessoas cheias de preconceitos talvez não entendam lá muita coisa. Elas se esquecem, ou não sabem mesmo, por exemplo, que moda é uma das maneiras mais legais de comunicar quem somos sem abrirmos a boca. Jogue a primeira pedra quem nunca, nunquinha na vida, olhou para alguém pela primeira vez e teve um conceito de sua personalidade só pela sua aparência. A gente pode acertar ou errar, mas o que a pessoa escolhe para usar aquele dia – e em todos os outros – sempre diz alguma coisa.

E olhem só, na última semana de abril o Pierre Cardin, senhorzinho dos mais legais, e dos mais idosos (ele tem 88 anos!) dessa velha guarda da moda, esteve em São Paulo para a abertura de uma exposição em sua homenagem, e numa coletiva para imprensa, ele disse que a moda não é útil (como comida, por exemplo), mas é socialmente necessária, a medida que nos diferencia e nos dá identidade (e também nos protege do sol, da chuva, da vergonha de andar aí sem roupa, etc).

Imagens da exposição “Aware: Art Fashion Identityâ€

O exemplo dele foi bem bom, de que se a gente encontrasse uma mulher completamente nua em um deserto, tipo uma múmia ou algo assim, a gente não poderia descobrir quase nada sobre ela. Mas, se ela estivesse usando qualquer tipo de vestimenta e acessório, seria possível fazer praticamente uma radiografia da vida que ela levava. “Se você põe roupa, você pode dizer da onde ela é, sua personalidade, seu caráter. Se é rica ou se é pobre, se é sensual, glamurosa, recatadaâ€, foi o que o vovô Cardin falou para sua platéia.

Até fevereiro desde ano esteve em cartaz uma exposição em Londres chamada “Aware: Art Fashion Identityâ€, em que artistas e designers usavam a roupa como mecanismo para comunicar e revelar elementos da nossa identidade. E aí a mostra (recheada de novos nomes da moda) era divida em categorias que englobavam o contar histórias, a construção da identidade, performance e o pertencer e confrontar uma cultura – no caso a valorização da individualidade é o distanciamento/confronto do grupo. Só na divisão fica claro o tanto que uma “simples†roupa faz pelos indivíduos.

Sabe-se também que essa imagem pode ser facilmente manipulada, e uma pessoa toda fogosa pode ter seus dias de Noviça Rebelde, ou alguém de classe social abastada pode ser facilmente vista como alguém que não tem dinheiro sobrando para gastar com roupas.

A grande sacada é ter conhecimento para usar isso ao nosso favor, e sair de casa todo dia com confiança no modelo que a gente tá carregando. O que não vale é fazer as pessoas entenderem tudo ao contrário e depois usar aquela desculpa de “Ai professor, eu não sabia!â€.

Tags: , , , 04.05.2011 - 00:15 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: mundo da moda 9 Comentários

MAQUIAGEM PROFISSIONAL

A imagem que a gente carrega até o ambiente profissional é mais uma ferramenta que pode ser usada pra mostrar o comprometimento com o trabalho que executa. Pensa que o que a gente escolhe vestir, os acessórios que escolher usar, o cabelo, a maquiagem, tudo isso faz parte do cartão de visita mais poderoso que existe: a gente mesmo! Então quando a gente cuida direitinho dessa imagem, a impressão que todos em volta têm é de que a gente também cuida direitinho do trabalho que tem pra fazer.

Maquiagem profissional transmite um cuidado extra, sabe!?! A mensagem é de que a gente gastou alguns minutinhos a mais, que não fez apenas o mínimo necessário (que seria cobrir o corpo com qualquer roupa), que se dedica à profissão. Então vale a pena acordar um pouquinho  – pouquíssimo – mais cedo pra dar tempo de cobrir as olheiras com um corretivo leve, abrir o olhar com algumas camadinhas de rímel, hidratar os lábios com um batom cor de boca, deixar a cor mais saudável com uma pitada de blush… sem exageros!

O ideal é usar uma maquiagem bem leve que apenas ressalte o que a gente tem de melhor e não esconda, que dê um aspecto saudável e de bem cuidada. Por isso a gente pode fugir de olhos pretos, sombras coloridas, produtos com muito brilho ou gliter ou boca super forte. A gente não quer ir trabalhar com cara de que vai na balada, né!?! E a gente também pode prestar atenção pra usar produtos que tenham mais a ver com o clima da onde a gente mora: parece ser quase impossível usar maquiagem em cidades muito quentes, mas produtos mais secos (em pó ou pastosos) já são bem melhores que os líquidos ou os mais melados. Vale perguntar pra um maquiador conhecido que com certeza ele vai te indicar boas opções!

Tags: , , 03.05.2011 - 04:06 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 23 Comentários
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