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Todos os Posts de junho de 2011

MENINOS À FRENTE

Já houve um tempo, lá pelo período do rococó e do rei francês Luis XIV, em que os homens se importavam muuuuito mais em se enfeitar do que as mulheres. Hoje os papéis se inverteram e as mulheres estão quase sempre muito mais interessadas em renovar o guarda-roupa com novas tendências do que os meninos. Mas por uma brecha de dois meses, os homens parecem continuar à frente das mulheres – ao menos na cabeça dos estilistas.

As semanas de moda masculinas acontecem um pouquinho antes das femininas no mundo todo, então as ideias dos estilistas pras marcas masculinas e femininas acabam por se coincidir – de um jeito muito legal, afinal a gente tá falando de gêneros diferentes! Dá pra acompanhar as fotos dos desfiles masculinos no site da Vogue UK, eles acontecem geralmente nos meses de junho e janeiro! (mas as datas podem variar).

A verdade é que os homens, na prática (na vida real!) parecem estar menos abertos a novidades do que as mulheres. No entanto, são nas coleções masculinas que as ideias mais legais, as vontades de moda e tendências mais incríveis surgem antes! Por exemplo, a coleção masculina da Prada já antecipava as (tão famosas!) listras coloridas que a gente quer usar agora, assim como as formas das roupas – e até os modelos masculinos e femininos de sapatos são bem parecidos!

Mas tudo aparece de um jeito tímido, e parece ganhar muito mais força quando chega a vez das mulheres – maravilhoso pensar assim, né?! Já a Jil Sander, marca que disseminou os blocos de cores, já tinha desfilado meninos de roupas coloridas bem antes das mulheres, e só encheu a passarela com mais cores ainda na segunda apresentação. Incrível perceber como essas ideias evoluem e ganham mais riqueza de uma coleção pra outra! Pra ficar de olho – mesmo! – no guarda-roupa masculino.

Tags: , , , 29.06.2011 - 13:50 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: mundo da moda 5 Comentários

O ENCANTAMENTO DO ARTESANAL

Esse é o terceiro post do blog sobre o trabalho da Helen Rödel. O primeiro foi de surpresa, de quando a gente conheceu os tricôs inventivos e cheios de história da marca do sul (que chamava, na época, Rödel LA). O segundo foi de encantamento, de deixar o olho brilhar diante de um cuidado com o trabalho que a gente raramente vê: o de ajustar a imagem da marca ao produto, de querer acrescentar conteúdo à roupa, de encher de significado a moda que se faz. Esse terceiro é de supresa e encantamento ao mesmo tempo – mas também de gratidão! A Helen fez um mini-documentário que fez a gente aqui resgatar um amor-extra pela roupa artesanal, pelo carinho que se coloca no que é ‘feito à mão’. Quem quer sentir esse amor-calor (de verdade!) assiste o vídeo pra entender do que a gente tá falando, ó:

Documentário Helen Rödel – Estudos MMXI (english subtitles) from Helen Rödel on Vimeo.

Nas palavras da estilista, o documentário foi feito “para aproximar os olhares de coisas que são realmente valiosas” – pra Helen essas ‘valiosidades’ são as pessoas com quem ela trabalha, as técnicas com que ela desenvolve suas idéias, as próprias idéias, os tempos e espaços. É especialmente legal a parte em que, mostrando quanto tempo – e disposição – uma peça de crochê demanda pra estar pronta, a Helen diz que “gosta de pensar nessa quantidade de pensamento e idéias que habitam cada ponto tecido”. A idéia de estar sendo “abraçada” o dia todo não por roupas, mas por tempo, dedicação, pensamento e idéias é demais – e é de tocar até o coração mais gelado, né? <3

O vídeo tem sete minutos que a gente nem vê passar, e o resultado do trabalho documentado aí tá no site da Helen – cheio de imagens lindas, cuidadas, preparadas com tanto carinho quanto o que tem na roupa. Tem uma provinha aqui embaixo mas ó, vale o clique e o passeio – de encher os olhos e o coração. E de esvaziar a carteira de quem quiser encomendar essas belezuras de crochê (hihi) pelo email e-mail info@rodel-la.com!

Tags: , , 28.06.2011 - 00:01 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 19 Comentários

DOBRAR PRA GUARDAR

O dia-a-dia nos provadores ensina um monte de coisa pra gente – a cada experiência com cliente e a cada conversa com vendedoras (que trabalham todo dia com todo tipo de produto!) a gente vai acrescentando sabedoria prática à nossa expertise. A gente aprendeu na semana passada, por exemplo, que vestidos de jérsei entram na categoria de roupas que não devem ser guardadas em cabides, penduradas. E foi a Vanessa da Cris Barros do shopping Iguatemi quem ensinou pra gente. A Cris Barros é lugar certo da gente procurar/achar vestidos de jérsei em toda coleção, desde que a loja abriu anos atrás, e a Vanessa contou que TODO DIA antes de fechar a loja as vendedoras tiram todos os cabides das peças de jérsei das araras, “deitam” tudo em balcões e deixam passar a noite assim, pra só pendurar de novo no dia seguinte quando a loja abre.

A sacada é não pedurar NENHUMA peça feita em tecido que estica. Tecido que estica é o que não é plano, que tem algum elastano na composição ou que é feito em malha – e por isso gruda mais na pele, e se abre quando a gente puxa pros lados, sabe? Camisetas, blusinhas e vestidos de viscolycra, tricôs, cardigans de malha…. e o jérsei (!!!) entram nesse grupo: o grupo do que deve ser guardado dobrado. A trama dessas peças é sensível e o peso delas mesmas faz com que a modelagem deforme e se estique quando penduradas, “puxando”/pensando pra baixo (alô gravidade). O resultado são bicos de cabide nos ombros, peças mais longas no comprimento e afuniladas na largura, costuras fora de lugar e… roupa que dura menos, que perde tempo útil de vida.

Peças feitas em tecido plano, que não esticam, podem ser penduradas em cabides. Tipo algodão de camisa, jeans e sarja, lã, sedas e tudo tudo tudo que não tiver nem um pinguinho de elasticidade. Em cabides apropriados pra cada tipo de roupa, de preferência!, com espessura parecida com a dos nossos dedinhos (no mínimo) e com ombrinhos e presilhas e tals – nada de cabide de arame que vem de brinde da lavanderia, hein? Quem tiver dúvida do que dobra e do que pendura pode perguntar nos comentários, bora todo mundo acomodar tudo do melhor jeito que olha – manutenção é (quase) tudo na vida de quem sorri em frente ao espelho, viu!

Mais de manutenção e organização:
Abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa
Organizando as roupas e a vida
Armário arrumado pra gente se arrumar feliz
Aula de manutenção
Roupas guardadas em capas precisam respirar
Nosso jeito de dobrar as peças (em vídeo!)

Tags: , , 27.06.2011 - 09:09 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 26 Comentários

Emenda esperta pra caber no jeans!

Solução que uma cliente criativa executou com sua super costureira – e que a gente AMOU: depois da gravidez a calça jeans favorita voltou a cair bem no bumbum, no quadril e nas pernas… mas não na cintura. Pois as duas procuraram o jeans que mais parecia com o original da calça e abriram uma folguinha nas laterais, colocaram elásticos de mais ou menos 2 dedos de espessura no cós e cobriram/emendaram com o jeans extra. A cliente provou pra gente ver e olha… ficou perfeita! Fica a dica, né?!??

Tags: , 21.06.2011 - 17:26 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 29 Comentários

ESPADRILHAS NO VERÃO… E NO INVERNO!

Espadrilhas são essas sandálias que tem sola de corda acompanhada de cabedal (a parte da frente de todo calçado) de algodão – seu nome original é espadrille (e se a gente quiser falar desse jeito a gente pronuncia “espadríe”, sem os Ls). Apesar desse nome afrancesado as espadrilhas foram inventadas na Espanha e começaram a ser fabricadas na Cataluña ainda no século XIV (!!!). Hoje a gente tá vendo espadrilhas variadas, com cabedal de couro, couro metalizado, peles de animais, vernis (até transparente!) e mais. Essas daqui de baixo são da Neon para o verão que vem – (diz que) logo logo elas vão ser vendidas nas lojas da Mr. Cat.

Pra gente que curte experimentar coisas novas no vestir, essa variação de materiais é o máximo: as espadrilhas originais tem tudo a ver com o nosso calor tropical, com elementos leves e fresquinhos. Acontece que a característica marcante dessa sandália é a sola de corda – o que permite que a frente e o calcanhar sejam menos leves, e que assim gente aproveite a cara artesanal-despojada da espadrilha também em tempos de vento mais fresco. Looks pensados pra temperaturas intermediárias, coordenados com materiais de peso médio (ou com peças leves misturadas com outras pesadas), são conjunto perfeito pra espadrilhas mais fechadas, menos suaves, mais escuras, menos veranescas!

Também por conta da corda-onipresente das espadrilhas, essas sandálias tem características super-ultra informais (mesmo quando tem couros mais nobres nas suas outras partes). Super ok pra gente coordenar com vestidos de algodão, com calças de moletom leve, com macacões de sarja, com coletinhos jeans, com calças de lã fina. Pensa que coerente: os materiais quase-rústicos da sandália acompanham como melhores amigos outros materiais naturais, e assim dão espaço pra gente acrescentar peso visual (e assim equilibrar os looks menos veranis) com acessórios metalizados, com pedras elegantes, com correntes, com tons escuros e o que mais acrescentar toques de refinamento ao look.

E se na versão “alpargatas” as espadrilhas tem sempre solado flat e formato de sapatilha, as mais atuais tem plataformas ou saltos tipo anabelas, fitas e faixas para incrementar amarrações e muito mais personalidade que quase todos os outros modelos que a gente vê nas vitrines. Vale lembrar que as amarrações, quando em cores contrastantes com a da pele, colaboram com a silhueta de quem usa em coordenação com comprimentos mais curtinhos (alô pernas alongadas!).

Tags: , , 20.06.2011 - 00:01 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 22 Comentários

Desconstruíndo o óbvio com Fernanda Yamamoto

Quando Fernanda Yamamoto anunciou que sua coleção seria sobre a Hello Kitty, todo mundo ficou espantado: a gatinha não tem lá muito a ver com o estilo da estilista.

Acontece que a coleção que Fernanda vai apresentar nesse sábado dá um duplo twist carpado na obviedade e mostra que é possível trazer todo tipo de referência – mesmo as mais inusitadas – para dentro do nosso universo.

Fernanda não vai usar a personagem da maneira fofa que todo mundo já usou: ela desconstruiu a Hello Kitty usando estampas feitas com café e torradas. Sabe a famosa torradeira que imprime a carinha da gata no pão? Pois ela foi instrumento de trabalho na criação da coleção!

De longe, mal dá pra sacar que é a personagem. Quando a gente chega perto, no entanto, a surpresa é grata e simpática sem ser infantil nem forçar a amizade com o miguxismo.

Em vez de fazer camisetas fofas e/ou engraçadinhas com a gata sem boca, ela e a designer Ana Iamana, que fez as estampas, resolveram fugir das camisetas e usar a Hello Kitty apenas em vestidos, saias e coletes.

Para quebrar a informalidade e o tom jovial, nada de tecido molengo: só tecido plano, look estruturado e mistura de várias fibras de alta qualidade.

“Minha ideia era trazer a Hello Kitty para o meu universo, para o universo do meu trabalho”, explica Fernanda.

Esse resgate foi feito por meio de uma desconstrução da personagem em padronagens e repetições que não deixam a Hello Kitty ser reconhecida logo de cara.

Talvez você não seja estilista, não trabalhe com estamparia nem tenha sequer uma torradeira da Hello Kitty em casa. Nada disso significa que a gente não possa praticar nossas próprias desconstruções, nossos próprios resgates de coisas que caíram na obviedade, mas que com um pouco de criatividade podem ressurgir de um jeito completamente novo.

Vamos tentar ser um pouco Fernanda Yamamoto sempre que quisermos usar o que todo mundo já cansou de usar?

Tags: , 16.06.2011 - 13:37 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 6 Comentários

CUIDADOS COM OS SAPATOS DE INVERNO

Nós, mulheres brasileiras, estamos acostumadas a ter um monte de sapatilhas, sandálias abertinhas e rasteiras – mas nosso estoque de sapatos de frio, aqueles bons para usar com meias, geralmente não é lá muito generoso… especialmente porque aqui faz muito mais calor do que frio.

E aí, acabamos por usar mais vezes um mesmo sapato, o que pode diminuir super o tempo de vida útil daquela botinha de estimação ou do oxford amado. Pensando nisso, a Oficina de Estilo foi direto na fonte – alô sapateiras brasileiras! – pra conhecer os cuidados necessários para manter vários tipos de couros (e para que os nossos sapatinhos queridos durem por muitos e muitos invernos).

Dicas gerais, valendo para todos os tipos de couro:

- Nunca lavar com sabão ou expor seus sapatos de couro ao sol. Nunquinha!

- “Nunca colocar no forno, secador ou atrás da geladeira, porque isso poderá rachar o material”, alerta Sarah Chofakian.

- “Caso o sapato molhe na chuva, não use direto o secador, porque o couro fica ressecado. Coloque antes um jornal ou forma dentro do sapato e passe um pouco de vaselina, dica para não quebrar o couro”, explica Paula Ferber.

- Todas as sapateiras são unânimes: Evite ao máximo usar o mesmo sapato de couro dias seguidos, porque uso contínuo, sem intervalo, deforma a peça.

- “Para a grande maioria dos couros é indicado o uso de hidratante de pele normal, sem cheiro”, indica Luiza Perea. Segundo ela, a pelica (couro lustroso), o píton e o couro de peixe são materiais que respiram e sofrem a tendência de ressecar ao longo do tempo. Ela indica a aplicação de hidratante em todos os couros a cada 6 meses.

- “Limpe por dentro e por fora com um pano úmido. Mas atenção: use pano macio, como uma flanela, não exagere na quantidade de água e faça movimentos circulares, principalmente na parte externa. Em couro, tudo é circular. Senão, pode manchar”, explicou Luiza Barcelos.

- Para manter a forma dos calçados, preencha toda a parte interna com papel amassado (pode ser jornal!) e não guarde em caixas ou sacos fechados (que não permitem a circulação do ar) – se guardar em saquinhos, os feitos de tecido ou TNT são opções certeiras.

- A sapateira não deve ser úmida, quente ou clara demais, condições ideais para a proliferação do mofo. Quem quiser prevenir pode colocar saquinhos de sílica gel nas prateleiras ou nas caixas, que absorvem a umidade do ambiente, sugere Luiza Barcelos.

Cuidados específicos para cada couro:

Nobuck, camurça e veludo
“A recomendação geral é que, antes do uso, os calçados recebam uma aplicação de um impermeabilizante para torná-los repelentes à água e aos líquidos em geral (dá pra comprar sprays impermeabilizantes nas lojinhas dos sapateiros ou nas alamedas de serviço dos shoppings). A aplicação do impermeabilizante deve ser feita diretamente sobre a peça, mantendo uma distância de 10 cm e deixe secar por 30 minutos. Repetir a operação a cada 2 meses. Quando escovar seus sapatos, caso não tenha a escova certa, substitua por uma escova de dente limpa”, ensina Sarah Chofakian. E esses materiais nunca devem ser escovados enquanto molhados!

Couro Sintético
“Se guardar os sapatos em saquinhos, prefira os de flanela ou TNT escuros, para não amarelar. Não use acetona nem álcool para limpeza, ambos tiram o brilho do material. O melhor é  usar um paninho úmido com água e secar logo em seguida, e para dar maior brilho, aplicar ocasionalmente pomada para calçados”, explica Sarah.

Couro Vegetal (ou couro ecológico)
Usar graxa incolor, já que na maioria das vezes não possui tinta, é a sugestão de Paula Ferber.

Tags: , , 13.06.2011 - 10:55 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: moda e consultoria 16 Comentários

MULHERES DE FIBRA

Nos posts aqui da Oficina a gente costuma dizer que tecido natural sempre é melhor que tecido sintético. Via de regra, essa afirmação realmente é verdadeira: os naturais costumam ter mais durabilidade, melhor toque e caimento.

O sintético, no entanto, é mais barato, mais comum nas nossas lojas de departamento e também tem seu valor desde que a gente tenha mais atenção na hora de escolher e mais cuidado na hora de manter, afinal, pagar menos também tem seu lado trabalhoso.

Daniel Raad, uma das pessoas mais importantes da equipe de Alexandre Herchcovitch, uma vez disse para a Fê que é mais esperto comprar o melhor sintético do que a pior seda. Isso significa que embora seja verdade que geralmente as fibras naturais têm mais qualidade em comparação com as sintéticas, isso varia bastante na vida real. Não existe um único tipo de seda nem um único tipo de sintético.

A lã, por exemplo, tem uma classificação bastante complexa e sua qualidade depende, entre outros fatores, da região do corpo do animal de onde ela foi coletada. Uma lã que vem das patas não pode ser comparada a outra que vem da parte de cima da ovelha.

Claro que na hora de comprar não tem como perguntar para a coitada da vendedora se a lã veio do pé, do rabo ou da cachola, mas saber isso explica porque a gente tem várias peças de lã no armário e nem todas esquentam o mesmo tanto nem duram o mesmo tanto.

Para Tais Remunhão, professora de tecnologia têxtil da Faculdade Santa Marcelina, não existe fibra ruim, o que existe é fibra mais correta para cada uso. “A verdade é que os tecidos sintéticos, por serem mais baratos, muitas vezes não recebem o devido cuidado”, diz a professora.

Uma camisa de viscose que custa R$ 100 precisa do mesmo cuidado de uma de seda que custou R$ 500, afinal, a viscose é a versão sintética da seda, ela imita a seda.

Acontece que – justamente pela diferença de preço – a gente costuma lavar a de seda com carinho e jogar a irmã mais pobre na máquina. Depois pensamos que ela detonou mais rápido apenas porque era barata e sintética!

Para saber se um tecido sintético tem qualidade, é preciso reparar na trama (as mais fechadas costumam ser melhores), no toque (quanto mais sedoso, melhor) e no brilho (plástico brilha, então, quanto mais opaco, melhor).

Outro mito comum no assunto tecidos é que as chamadas bolinhas (o nome oficial delas é pling) são um defeito, um sintoma de má qualidade. Tais explica que a formação de bolinhas é uma característica das fibras curtas, como a lã usada nos tricôs. Já os chamados fios penteados, que passam por um processo mecânico de alongamento chamado penteadeira, têm menos tendência para formar bolinha. Esse é o caso da lã fria, por exemplo.

Aqui no Brasil, é raro uma roupa ser fabricada com 100% da mesma fibra. Fora quando se trata do algodão, a tendência da nossa indústria é misturar diferentes materiais. As misturas de sintético com natural são uma opção bem legal para quem não quer investir tão pesado em uma peça 100% cashmere, por exemplo, mas quer ter um pouquinho de glamour natural na roupa.

Como professora de tecnologia têxtil, claro que Tais só visita as lojas virando as etiquetas para checar a composição das peças. Avaliando apenas a questão do tecido – sem entrar no mérito estético – as lojas daqui que ela acha mais legais são Cris Barros, Daslu, Saad e Carlos Miele. A Fê e a Cris também têm endereços certeiros para encontrar tecidos bons: Lita Mortari, Richards, Alcaçuz e Leeloo.

Tags: , , 10.06.2011 - 17:20 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 15 Comentários

QUENTINHAS, MESMO DE SAIA!

Sabe o que a gente curte aqui? Remar contra a maré – a favor de uma maré só nossa, pegando uma onda que tenha mais a ver com a gente que com o resto do mar inteiro. A gente é assim com jeans, com preto… e por que não, no tempo frio, experimentar colocar as pernocas à vista?!?? Se a gente aquece bem os pezinhos (alô sapatilhas botinhas e oxfords, com solas não tão rasteiras – e alô alô palmilhas quentinhas!), se cobre as pernas com meias quentinhas (oi materiais que aquecem de verdade!) e se completa o look com casaco/capinha e pescoço coberto (pashminas e cachecóis, seus lindos E ÚTEIS!)… é possível não passar frio e estar feminina, com cintura marcada, com pernocas delineadas e – melhor de tudo! – diferente da massa, contribuindo com variedade visual do universo (!!!). Bem anti-pasteurização das modinhas, anti-todo-mundo-com-a-mesma-cara-o-tempo-todo.

Claro claro claaaro que look de frio com calça é mais seguro e é mais fácil – mas ó, a meia-calça quentinha pode (de verdade) aquecer mais que uma calça leve. E saias podem ser feitas de materiais tão quentinhos quanto os das calças, viu. Look bom pra gente sacar de vez em quando – e surpreender, e inspirar as moças que tão em volta. A gente vai experimentar, nossas clientes já tão experimentando, e a gente aposta que vocês vão sentir vontade também! ;-)

Tags: , , 08.06.2011 - 13:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 45 Comentários

NO LUGAR DO VESTIDINHO

Tempos atrás a Jana (que trabalhou aqui com a gente durante um tempão) foi ao Rio um fim de semana e percebeu, numa baladinha bem chique, a quantidade de cariocas que estavam usando macaquinho! E o macaquinho aparecia nos looks de um jeito arrumadinho: umas usavam com salto pequenino, outras com rasteiras mais sofisticadas… mas todas como cara de balada, de festinha elegante!

Cariocas são as rainhas do chique-despojado e têm um jeito todo especial de tornar o look sempre despretensioso – e macaquinho corresponde como uma luva a todas essas características! Macaquinho está pro vestido curto assim como o short está pra mini-saia, ou seja, mantém pernoca de fora, mas é MUITO mais confortável por que permite maior liberdade de movimentos. Exatamente por transmitir essa mensagem de conforto é que ele sempre vai ser mais casual, mais “tô nem aí” que qualquer vestido. Sabe como!?!

O que pode deixar o macaquinho com um ar mais elegante é o material de que ele é feito – e os acessórios, cabelo e maquiagem que acompanham a produção. Quando a gente quer estar bacana que nem essas moças cariocas que a Jana viu na balada, com esse ar meio de chique sem esforço, a gente veste o macaquinho, calça um peep toe com saltinho (ou uma rasteirinha com pedras, pras adeptas do pé no chão), prende o cabelo de um jeito bem especial (acessórios de cabelo são super bem vindos), faz um olho mais marcado e carrega a bolsa-carteira na mão. Sexy na medida e confortável de montão!

Tags: , , , , , 07.06.2011 - 00:02 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 22 Comentários
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