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Todos os Posts de julho de 2011

VONTADE DE LARANJA

O laranja tem essa “aura de difícil”, né? Pode não ser tão comum ter peças em tons de laranja no guarda-roupa, e peças dessa cor também podem não parecer um bom investimento, pode parecer difícil de usar, fácil de “marcar” e tals. Acontece que a gente tá vivendo um tempo sem grandes tendências mas não sem vontades – e passarelas nacionais e internacionais, nas últimas temporadas, tem mostrado tanto laranja que a vontade de usar tá crescendo (por aqui!).

A gente já fez todo um passo-a-passo pra usar laranja, com sugestões de coordenações neutras e também super coloridas – tanto em umas quanto em outras, essa é uma cor que adiciona brilho e destaque (alegria mesmo!) a qualquer visual. Por carregar tanto pigmento, tanta energia, tanta vibração, o laranja faz pensar em criatividade, em ousadia e até numa certa imponência (características comuns às cores fortonas, né?) – do tipo “não é qualquer uma que usa, tem que ser destemida pra fazer funcionar e tals. Então, quem é destemida e acrescenta o laranja com propriedade acaba também se apropriando dessa força toda… e isso rende confiança!

O look inteiro alaranjado pode super dar certo – tão aí as referências pra inspirar – mas nada impede ninguém de experimentar pequenas porções de laranja com outras cores que “acalmem” o tom-tema desse post: lavanda, caramelo, bege, creme e cinza esfriam e acrescentam elegância. Num look de maior proporção neutra, acessórios coordenados em laranja e nessas outras cores podem criar destaques super mega interessantes, originais e inusitados.

Vale lembrar que laranja com preto pode lembrar a festa das bruxas, e né, ninguém quer parecer bruxa. Vale deixar fluir a vontade, usufruir das sugestões da moda do nosso jeito (e com as nossas possibilidades), mas sem ficar fantasiada!

Tags: , 15.07.2011 - 16:29 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: moda e consultoria 16 Comentários

DICONA PRA QUEM QUER TRABALHAR COM MODA

A gente aqui na Oficina é entusiasta de aconselhamento profissional por motivos do coração: as duas escolheram carreiras que não rolaram – uma fez Direito e a outra fez Engenharia, ces sabem. A gente procurou, procurou, conversou, tentou, experimentou… e quando a gente finalmente se encontrou com o mundo da moda ele era graaande! Levou um tempão (e muita terapia!) até a gente conhecer o campo da consultoria de imagem, até a gente estudar, conversar com gente que tava trabalhando na área, ter idéia de como a gente poderia desenhar nosso futuro profissional. Hoje a gente sabe que é referência nessa área que ainda não tem muitíssima gente com carreira já estabelecida, com rendimento satisfatório e com cartela animada de clientes. Precisa coragem pra apostar numa área nova, em crescimento/desenvolvimento, e quanto mais informação disponibilizada sobre o mercado e sobre o trabalho, melhor pra todo mundo – tanto pra quem já tá trabalhando quanto pra quem tem interesse em começar.

Se no começo da Oficina de Estilo, lá em 2003, existisse um aplicativo de Facebook como esse que o Senac tá lançando – o Senac Connect – nossa caminhada profissional teria sido adiantada nem que fosse um pouquinho, e teria sido mais divertida. A ferramenta quer ajudar geral a olhar com carinho pro que se tem dentro (de habilidades e vocações) e pro que existe em volta (de mercado e oportunidades) pra que todo mundo seja feliz com a profissão que escolher. Pra gente, que escolheu trabalhar como personal stylist numa época em que nem em sonho existia essa profusão de faculdades de moda, ver a nossa área incluída no rol de profissões de que a ferramenta trata é uma delícia. Junto com moda tem outras carreiras (que na nossa época eram “alternativas” como a moda, hihihi) tipo design, arquitetura, artes e mais. Funciona assim: a futura-profissional clica no link , responde umas perguntas, recebe umas indicações de áreas em que a afinidade poderia rolar e então vai pra uma área de discussão – lá dá perguntar, conversar e trocar informação com gente que já estuda (nessa área no Senac), com gente que já estudou lá e com professores. Serve pra conhecer mais de perto e também pra começar a fazer contatos. A parte de moda já tem quase 700 participantes!

Hoje a gente é super satisfeita profissionalmente e por isso a gente faz a nossa parte pra todo mundo se encontrar profissionalmente também: tudo que a gente puder dividir de info profissional bacana (na nossa área) vai sempre ser dividido aqui sem restrição. Além dessa ferramenta do Senac tem também a nossa série de entrevistas com profissionais de áreas variadas da moda, que olha vale o passeio – lembra das Lições de Profissão? . Trabalhar com moda não é fácil como parece nas novelas e nos filmes, mas é mais recompensador na vida real do que na ficção – a gente é garantia. ;-)

((A gente conheceu o Senac Connect por sugestão do próprio Senac – onde a gente se formou em Consultoria de Imagem em 2002! – e por isso esse publieditorial foi feito de coração.))

Tags: , , 14.07.2011 - 18:57 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 15 Comentários

FÓRMULA PRA MALA DE VIAGEM DE 18 DIAS

Uma cliente vai viajar por 18 dias pra destino de frio de manhãzinha e à noite, calor durante o dia, com passeios de barco um ou outro dia (alô vento molhado!). A gente preparou a mala dela com a mesma fórmula que tem usado desde 2003 com todas as nossas clientes – fórmula aperfeiçoada com o tempo e com expertise adquirida a cada trabalho, boa de dividir aqui com quem tiver de férias marcadas.

Antes de botar a mão na massa a gente pensa nas coisas que a cliente mais ama e usa (viagem não é tempo de experimentar, a gente acha, mas sim de contar com as garantias de sorriso em frente ao espelho que a gente tem no próprio armário). Vale também, na medida que vai se separando as peças, pensar num conjunto pequeno e coerente de cores coordenáveis entre si.

• 2 calças quentinhas – as da cliente são de alfaiataria cinza xadrez e de malha marinho
• 2 calças meia estação – as da cliente são de plush cinza e bege/marronzinho
• 1 calça mais arrumadinha – a da mala dela é cinza clara
• 6 camisetas manga longa – branca, rosa, verde militar, cinza, marinho
• 4 camisetas manga curta – verde, lilás, creme, cinza
• 4 tricôs (suéter ou cardigan) – a mala da cliente tem 1 cardigan azul, 1 canguru creme, 1 suéter cinza, 1 cardigan longo roxo
• 1 vestido mais arrumadinho – o da cliente é de tecido acamurçado bege
• 1 casaco para meia estação – o da cliente é de tricô espesso marrom
• 1 jaqueta de couro – a da cliente é num tom de cinza claro
• 1 casaco mais quentinho – o da cliente é laranja (!!!)
• 1 jaqueta impermeável – nessa mala tem uma capinha fina matelassada em preto
• lenços – a cliente tá levando laranja, creme, marrom e azul
• 1 bota – a dela é de cano curto marrom
• 1 sapatilha – em couro verdão
• 1 tenis – a cliente tem um de sola baixa branquinho que é uma fofura-fofa
• 1 sapato fechado de saltinho – o dela é azul marinho
• 1 chinelo
• meia calça – nessa mala tem cinza e marrom
• 1 bolsa grande (pode ser a de usar no avião) – a da cliente é uma sacola de nylon e couro preta e marrom, que ela também vai usar nos passeios de barco
• 1 bolsa média de todo dia – de couro marron
• 1 bolsa pequena de sair – de verniz pretinha
• pijama
• lingerie

No fim, a mala fica bem pequenina em quantidade de peças, mas gigantesca em possibilidades de coordenação: tudo dá certo com tudo! Tá aqui, então, a fórmula que a gente usou ontem, exatamente como a cliente recebeu. A gente acabou a mala e montou (em uma hora) 22 looks pra ocasiões diferentes, só com essas peças – a cliente vai viajar com mais de um look por dia, ó que demais!

Na foto a Cris tá fechando essa mala daí, de verdade, que foi em tempo real pro twitter e pro facebook pela nossa nova-novíssima conta no Instagram! Tamos AMANDO participar todo mundo da nossa rotina, dos bastidores do trabalho e tals via programinha de telefone! ;-)

Tags: , 14.07.2011 - 13:46 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 12 Comentários

MODA PRAIA NA VIDA REAL

O Brasil turístico é conhecido por suas belas praias e o Brasil fashion é reconhecido por sua moda-praia. E como estamos na temporada de verão, biquínis e maiôs ganham as passarelas carregados, sempre, por um super corpão (Brasil né!). Mas para além da sensualidade da mulher brasileira, a moda praia made in Brasil tem tudo pra extravasar muito além mar.

A cada estação, mais e mais modelagens incríveis transformam pequenos pedaços de tecido em lindas peças que, cuidadosamente coordenadas, podem ganhar as cidades em produções muito usáveis. Vale maiô com calça, maiô com saia, maiô por baixo de transparência, maiô por baixo de terceira peça. O truque é deixar que ele faça a sua parte na composição (a porção sensualzinha/feminina que cabe a cada produção), ficando pro resto o urbano e o mais fechado como obrigação. E olha, de verdade, sabendo usar direitinho, dá até pra coordenar moda praia com peças quase improváveis tipo calças alfaiataria, jaquetas estruturadas, bermudas e até paletós.

A linha de raciocínio é mais ou menos assim: se o desejo é montar um visual um pouco mais pesado, o maiô pode acompanhar partes de baixo mais estruturadas e sapatos menos delicados – alô calças saruel, bermudas, saias longas, jaquetas, botas, mocassins, oxfords; se a idéia é fazer uma linha mais mulherzinha, tecidos levinhos e sandálias mais abertas (ou rasteirinhas) são as peças mais indicadas – tipo sainhas plissadas, coletes, shorts e bermudas em seda, espadrilhas. Mas tudo pode acontecer. Se a situação é um dia quente de verão (e a elegância o dresscode sugerido no convite), por que não coordenar uma peça bafo (como uma pantalona ou um terninho mais modernoso, por exemplo), com um maiô tão sofisticado quanto? Segredo pra assegurar elegância é coordenar cores com esperteza, escolher materiais/acessórios refinados pra acompanhar o pequenino maiô e caprichar no cabelo e na maquiagem.

Até o verão chegar tem tempo tem de sobra para que a idéia seja assimilada, estudada, testada e aprovada. O sucesso tá garantido de todo jeito: em satisfação por versatilizar o armário (!!!) e em elogios por que olha, usar maiô na vida real assim, como quem não quer nada, além de espertinho é muito muito sexy!

Essa é uma reedição-atualizada de um post antigo, idealizado e escrito tempos atrás pela Tati Rodrigues e ilustrado pela Cacau Araújo! Orgulhos dessa Oficina! ;-)

Tags: , , , 13.07.2011 - 00:08 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 5 Comentários

COMO USAR CORES: VINHO EDITION

De todos os tons neutros que a gente tanto fala, o vinho é um dos favoritos (junto com o petróleo, que vai até ser tema de post na semana que vem). No meio de tantos pretos, cinzas e marinhos, o vinho se destaca porque é menos comum de se ver por aí, mas traz as mesmas mensagens de adequação e elegância quanto qualquer um desses mais batidos.

O legal do vinho é que se ele aparece numa peça super clássica, como uma calça alfaiataria, deixa ela mais moderninha e quando é usado numa peça mais casual, tipo um tricô, deixa ela mais sofisticada. É um poder de não deixar nada tradicional demais ou ousado demais, sabe!?! E rende mil coordenações bacanas, quer ver?

vinho e neutros:  isso é fácil! Vinho fica legal com marinho, com cinza, com cáqui, com camelo e até com preto. E quer coordenação mais chique e atual que vinho com verde militar!?!

vinho e coloridos: porque vinho é uma cor neutra com um pezinho lá nos coloridos, as coordenações mais fáceis são as usadas com cores mais parecidas, tipo vinho + tons de azul, vinho + roxo, vinho + tons alaranjados. Dá pra coordenar vinhos com tons de verde também, mas daí já fica bem mais chamativo.

E ainda usar vinho com tons de rosa é imbatível! Melhor ainda com tons rosados mais neutros como nude, rosê, rosa acinzentado… Ah! na hora de coordenar com metalizados os melhores são o ouro velho, prata velha, tons acobreados e bronze, que não criam tanto contraste e mantém a ideia de sofisticação do vinho. Agora não tem mais desculpa pra gente não experimentar.

IDÉIAS PRA USAR SAIA LONGA (DE TODO JEITO!)

Saia longa, no nosso armário, vem das festas, né?!?? Há algum tempo a gente tá aprendendo a usar no dia-a-dia, exercitando outros estilos pra essa peça que acrescenta toda uma pompa ao look – fazendo aquele esforço pra não parecer “fora de lugar”. Dessa sensação de pompa e do medinho de estar fora de lugar é que vem as principais direções pra gente experimentar saias longas (com cara de AGORA). Se na festa a gente usa com saltão, com tecidos finos/glamurosos, com cabelo super arrumado e tals… na vida real tá mais legal coordenar com peças informais, deixar o cabelo natural e bem moderno, usar com saltos pesados (ou sem salto!), acrescentar peso e camadas. E se rolar mais dúvidas, os comentários tão aí pra perguntar mesmo! Vê só!

NO FRIO
As próprias saias podem ser feitas em materiais mais quentinhos, tipo lã fina, algodão pesado, até tricô. Dá pra usar com meia-calça grossa por baixo, com camiseta de manga longa e tricô por cima, com jaquetas de couro e com paletó de lã, feltro ou moletom. A gente super curte com cashmere bem fino e super cachecol, fazendo uma golona sabe? Nos pézinhos funcionam oxfords (!!!), botas de cano alto, médio ou mesmo baixinho (todas com saltos médios ou sem salto nenhum), com sapatilhas e – pra quem é mais nova ou pra quem curte! – tênis com cano alto.

NO CALOR
Dedinhos de fora! Sandálias rasteiras ou plataformas abertas, mesmo as espadrilhas feitas em corda, são sensacionais acompanhantes de saias longas, leves, rodadas, coloridas. Na parte de cima vão regatas ajustadas (ou mais soltas usadas com cinto ou com colete curto por cima, pra deixar a cintura no lugar, marcadinha), camisas de seda (alô modinha!), camisetas mais bacanas. E se bater um ventinho no fim da tarde, jaqueta jeans é uma ótima pedida.

PRA NÃO SE SENTIR BAIXINHA
Vale pra tudo: quanto mais sensação de baixinha, mais auto-terapia a gente tem que fazer: vale mais experimentar a moda e arcar com a sensação (que né, gente, é uma sensação – ninguém perde centímetros de verdade quando se sente baixinha!) ou deixar de usar e passar vontade (sem se divertir)??? Pois então. O que a gent epode fazer pra minimizar essa sensação é coordenar cores semelhantes no look e alongar a aparência tanto quanto possível (visualmente) – pra isso a gente escolhe todas as cores em tons claros, em tons médios ou em tons escuros. Se a cor mais clara e mais viva estiver na parte de cima, então, o efeito alongador tá garantido: vale colarzão, vale lenço, vale turbante, vale maquiagem super incrível.

PRA NÃO SE SENTIR GORDINHA
Quem tem barriga pode querer usar sobreposição na parte de cima, deixar a terceira peça aberta formando um vão vertical na frente do torso e assim reforçar a ideia de cintura marcada (sabe como?). Quem tem peitão ou ombrão pode escolher partes de cima com decote V e deixar o colo bem à mostra, de preferência com esse decotón que marca bem na vertical. Quem tem quadrilzão pode escolher modelos de saia que caiam bem sequinhas na parte do quadril e do bumbum e então se abram em rodas mais amplas e volumosas da coxa pra baixo.

PRA NÃO SE SENTIR CARETA
É legal acrescentar “peso”: jaquetas de couro, botas (oi coturnos!), plataformas, cintões pesados, colares de corrente, acessórios mil no pulso, cabelón arrumado-desarrumado.

PRA SE SENTIR SEXY MESMO COM A PERNOCA TODA COBERTA
Alô decotes nas costas! Alô recortes inusitados e cavas mais amplas que deixam pedacinhos de pele à mostra sem que ninguém espere! Alô unhas dos dedinhos dos pés com esmalte colorido! Alô cabelo preso pra deixar a nuca à vista!

Tags: , , , 11.07.2011 - 11:17 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 38 Comentários

BRASILIDADE DE ENCHER OS OLHOS

A gente aqui na Oficina é bem pouco noveleira, mas “Cordel Encantado” vale pelo figurino – vocês tão assistindo? Num enredo que é meio fábula, meio conto de fadas, as personagens tem aparência “super nossa” e misturam (nos seus looks) brasilidades nada convencionais, mas muito autênticas. Visual construído com liberdade (alô fábula!) e muita imaginação (alô conto de fadas!), que valoriza a cultura do ambiente que cada personagem frequenta e também suas personalidades. E isso daí não é super aplicável pros nossos próprios looks também?!??

As figurinistas fizeram pesquisas individuais para cada personagem, e isso envolveu conhecer os pormenores das roupas da realeza russa e até de samurais (por exemplo). Toda info pesquisada foi então repensada com cara e materiais brasileiros – e tudo, absolutamente tudo que a gente vê na novela foi produzido na/pela rede Globo de maneira artesanal. Elas mesmas explicam que houve ocasião em que foi preciso ir até um ferro-velho buscar metal para compor uma gola (!!!), que bordadeiras misturam madeira e côco aos tecidos dos vestidos, e que viagens mil foram necessárias para identificar e inserir elementos regionais-regionalíssimos na criação das roupas: o figurino tá todo cheio de couros, rendas de bilro, renascença e filé, linhão, pedrarias, juta, algodões rústicos, tecidos e bordados do norte do país e mais.

Até o n úcleo da realeza, que é de nacionalidade européia, desfila sutilezas nacionais nas suas roupas mais luxuosas. A rainha Helena e a duquesa Úrsula já apareceram usando mangas de tressê de palha e bordados super caracteristicos do nordeste, por exemplo. Doralice, a advogada, usa saiões de couro em tons escuros com camisas brancas (bem lindas!) de vários modelos. Penélope, jornalista, que sempre tá com uma ou outra peça masculina – mas com um toque meio safári-tropical todo original.

Os cangaceiros da novela também são maravilhosos. Jesuíno, personagem do Cauã Raymond (GATO), usou dias atrás um colete de crochê que parecia feito da mesma trama dos tapetes de cozinha, imagina! O núcleo mais humilde da novela é o que mais usa rendas, principalmente as que enfeitam panos de prato e toalhas de mesa, sabe? O resultado todo é super, SUPER interessante de se ver – com esses olhos da moda!

*Obrigadíssima à janinha, que deu pra gente a idéia desse post e toda uma explicação imagética super completa!!! <3

Tags: , , 08.07.2011 - 18:37 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 19 Comentários

Colete de pele: como escolher, usar e combinar

A peça não é das mais fáceis de usar nem de escolher, mas as lojas estão bombando os estoques com colete de pele fake. Para a coisa dar certo, a gente acha que o material precisa ser bom e a dona deve tomar alguns cuidados com o volume.

Se bem usado, o colete te esquenta nesse inverno e acrescenta interesância ao look de um jeito bem atual. Por outro lado, justamente por ser uma peça super hoje é preciso ter cuidado para não ficar com cara de vítima da moda, de look que vai datar em meia estação, sabe como é?

Para usar de um jeito legal, é bom pensar no colete como um atualizador do look, uma peça que mostra que você “sabe o que está acontecendo no mundo”, mas que precisa vir combinada de um jeito original, para passar a mensagem de que – para além da modinha – você sabe quem você é.

Preparamos um roteiro de como usar, escolher e combinar os coletinhos!

Textura: Toque que lembra nylon ou pelúcia, fio crespo e aspecto fake demais deixam a peça com cara de feirinha da esquina. Além disso, quanto mais crespo for o pelo, mais volume ele parece ter. Prefira os lisos e suaves.

Pelos: As opções mescladas – que misturam cinza, bege e preto, por exemplo – ajudam a quebrar a dureza da peça porque passam uma sensação de movimento, tirando um pouco o foco do volume.

Já as cores chapadas – colete 100% preto, 100% bege – remetem à algo rígido, denso, aumentando a ideia de volume.

Comprimento: Em relação a tipo físico, os coletes mais curtinhos beneficiam quem é mais mion na parte de cima do corpo e quer disfarçar o quadril larguinho.

Comprimentos alongados – abaixo do ossinho do quadril – são amigos de quem tem peitão ou ombrão. Quanto ao estilo, a gente acha que os longuinhos tendem a ser mais elegantes.

Mix de estampas: Se o colete já tem textura, misturar com outros tipos de textura pode ser bem interessante. Contrapor a fofura estruturada do colete com camisa de seda lustrosinha é super legal, por exemplo.

Já em relação às estampas, listras, gráficas, florais e abstratas podem render looks incríveis.

Animal print 3D: O colete de pele fake funciona no look como um animal print 3D, então, as combinações menos legais de textura são as que trabalham outros animais, formando um blocão safári, tipo colete de pele + oncinha + cobra + zebra.

Cores: Colete malhado, desses que misturam mais de um tom, vai bem com estampa. Colete preto vai bem com coordenação de cores sóbrias e colete marrom vai bem com laranja, vermelho e amarelo.

Marcar a cintura: Se a peça é volumosa, marcar a cintura garante que a gente não vai parecer mais cheinha do que é necessário.

Acontece que marcar a cintura por cima do colete provavelmente vai criar um puf em cima do cinto e outro embaixo. Como se for pra ter puf a gente prefere adquirí-lo comendo, a estratégia é marcar a cintura antes de colocar o colete ou escolher um modelo de colete mais ajustadinho.

Uma ideia boa seria vestidinho, cinto por cima do vestido e colete abertinho por cima de tudo. A composição vai criar um corredor polonês de magreza bem no centro do seu corpo. Se a peça debaixo – no caso, o vestido – for chamativa, melhor ainda porque o corredor ganha destaque sobre as muralhas de fofura do colete.

Combinações que todo mundo está fazendo: Para não ficar com cara de seguidora de modinha, o ideal é fugir das composições mais óbvias: aquelas que todo mundo está fazendo, como colete de pele fake com calça jeans e camiseta branca ou preta, por exemplo.

Boas combinações: Colete mais longuinho vai bem com shortinho curto, calça pantalona ou com vestido acima do joelho. Já colete curto vai bem com calça mais curtinha ou saruel.

Como a pele remete à algo luxuoso, a gente acha mais legal combinar com peça com cara de conforto e fim de semana para trazer a mensagem de que é possível resgatar o glamour para o dia a dia. Peças que casam com esse discurso são calça de plush, vestidinho floral com manga e uma botinha, top de malha bem soltinho, tênis ou camiza xadrez (fazendo uma vibe lenhador).

Onde comprar? Nós vimos modelos legais na Zara, Maria Garcia e Farm!

Tags: , , , 07.07.2011 - 12:18 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 17 Comentários

ATITUDE POSITIVA (E ALONGADORA)

Calças mais curtas não são novidade, mas há algum tempo a gente percebe mais e mais as barras “levemente subidas”, na internet e na vida real também – é um sinal, né? As calças curtas de agora não são como as capris (que ficam acima do tornozelo), ou as tipo corsário (no meio da panturrilha). As novas-curtas cobrem a perna toda e acabam exatamente no tornozelo, ou onde ele encontra o pé! Como se a intenção fosse ‘preparar o terreno’ para os sapatos ganharem destaque, sem cobrir nenhum pedacinho dos acessórios que a gente mais ama.

Acontece que, mesmo fáceis-fáceis de atualizar o look, essas calças curtas encurtam pernocas visualmente e podem achatar a silhueta de quem usa (nhé). É aqui que a atitude positiva – e alongadora! – entra: calça curta encurta menos (rá!) quando é coordenada com partes de cima em cores próximas. Mais: se a cor da parte de cima é próxima e é também um pouco mais clara que a cor da calça, o efeito alongador tá duplamente garantido. Lembrando que cor viva ou clara pode aumentar o que cobre e cor escura ou opaca pode diminuir  (alô partes mais magrinhas da silhueta!). Vale também coordenar com a cor do sapato ou da sandália que se escolhe pra compor o look mas né, isso é um ‘plus a mais’ – quem já alongou 90% do visual que compõe a imagem pessoal pode se dar ao luxo de descombinar a cor do sapato se quiser! ;-)

A delícia da calça mais curta não é só a atualização-instantânea do look, viu meninas. Essa nova-curta nunca empapuça sobre o sapato (efeito também achatador mas especialmente horroroso). Mais: no verão acrescenta uma leveza ao look deixando mais pele à vista – mesmo de calça comprida!; e no inverno (feita em tecidos mais pesados e quentinhos, por que não né?) dá chance da gente coordenar calça, pedacinhos de meia-calça e sapatos. E a gente sabe, esses pequeninos pedacinhos de pele à mostra são o que seduzem de verdade, não? Atitude positiva é isso aí!

Tags: , , 06.07.2011 - 00:19 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 8 Comentários

UM VERÃO DE TECIDOS ESVOAÇANTES

A gente reparou que teve uma boa leva de roupas feitas em tecidos esvoaçantes nos desfiles das últimas semanas de moda brasileiras. A gente também reparou que isso faz parte de uma vontade maior que é a de ser cada vez mais confortável. Tecidos molinhos, que balançam com os movimentos, que voam quando a gente anda, podem ser uma forma super confortável de ser sexy, não!?!

Acaba que insinuar é um jeito de seduzir bem mais esperto que simplesmente mostrar tudo e os tecidos esvoaçantes do próximo verão são leves, quase sempre tem uma certa transparência, carregam essa mensagem de sexy, mas com frescor. Imagina que muito chique um super vestidão fluido com mangas longas – dessas que dançam junto com a gente – pra ir no festona, no lugar do tomara-que-caia preto de sempre? E o tecido esvoaçante também pode participar do nosso dia a dia, numa blusa de seda por baixo de um terninho, numa saia molenga usada com camiseta e jaqueta jeans ou até num foulard amarrado no pescoço.

Peças com toda essa leveza na teoria combinam com outras peças e acessórios leves também, mas o jeito novo e usar os tecidos esvoaçantes é brincar de leve x pesado: pantalonas de seda com coletes de couro, caftans fluidos com sandálias plataforma, tops molengas com calças super estruturadas…

Dá aquela cara de elegante, mas de um jeito bem natural, despretencioso. O caimento é mais amplo com aspecto relaxado confortável, ainda assim com uma coisa meio diva, bem sofisticada, beeeeeem feminina. E tem roupa com mais cara de verão brasileiro do que uma que é sexy e confortável?

Tags: , , 05.07.2011 - 00:40 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 11 Comentários
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