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Todos os Posts de julho de 2011
Pede pra sair, faz um MBA
O espaço é limitado, as roupas precisam respirar e, volta e meia, nós reforçamos a importância do desapego, de manter no guarda-roupa apenas o que você realmente usa.
Por outro lado, a moda é cÃclica e volta e meia uma peça que usamos há dez anos e jurávamos que nunca mais irÃamos querer usar aparece nas araras das lojas.
Entendeu onde a gente quer chegar? O desapego e o tal do acervo pessoal parecem – mas só parecem! – movimentos contraditórios.
Na nossa opinião, a regra geral é a de que peça com mais de um ano sem uso deve pedir pra sair e liberar a vaga para uma candidata mais esforçada. As concessões ficam por conta das roupas de festa, que merecem um tempinho maior de tolerância, e para aquelas de materiais muito incrÃveis e nobres.
Um vestido de seda impecável ou um cashmere rico herdado da mãe, por exemplo, talvez mereçam um espaço no armário porque, mesmo que o corte não esteja dos mais atuais, dá para reformar a peça, acinturar um pouco, colocar uma jaquetinha por cima e salvar quem merece ser salvo.
Ter desapego é difÃcil porque roupa é história, é lembrança afetiva.  Acontece que, como profissionais da moda, precisamos ter uma visão mais empresarial da coisa. Tipo mercado de trabalho. Empresa nenhuma deixa um funcionário encostado por dez anos para “se um dia ele for útilâ€, a não ser que seja tipo um astro. Se for só uma camisetinha de algodão, ele que vá se reciclar, se atualizar, fazer um MBA e daà a gente pensa em, um dia, recontratar.
Quem andou fazendo MBA recentemente foi a pantalona. Pensa na calça flare. Ela é uma reedição das bocas-de-sino e pantalonas, certo? Acontece que a indústria da moda vive de despertar o nosso desejo pelo novo, é isso que a faz girar, então, claro que ela não ia trazer do mesmo jeito.
Embora seja basicamente a mesma coisa – calça jeans com inspiração setentinha – a flare de hoje tem cintura mais ajustada e não é tão larga quanto suas antecessoras. Além disso, de lá pra cá as modelagens mudaram, a tecnologia têxtil mudou.
Com o tempo, a indústria evolui e nós também evoluÃmos, mudamos. É um pouco improvável que, passados alguns anos, uma peça volte exatamente igual e nos encontre com o mesmo corpo, mesma vida, mesmo imaginário estético, mesmas vontades.
TRÊS SACADAS PRA USAR CARDIGAN LONGO
Complementos leves, quentinhos e cheios de movimento, os cardigans longos feitos de tricô fino podem ser ótima companhia para o friozinho – a gente é bem fã de tanta versatilidade! Pontas soltas acompanham a vida com um balanço bom e o comprimento alongado rende boas sacadas de proporção. Nossos três usos favoritos são esses, ó:
Cardigan longo com short/saia/bermuda em comprimento curtinho
A barra do cardigan pode estar um pouquinho acima ou um pouquinho abaixo da barra do short ou da saia, sem muita desproporção – mas ainda criando “moldura” externa ou interna, que pode ser evidenciada com cores contrastantes ou acalmada com tons próximos. E no friozão, dá-lhe meias-calças quentinhas incrementando as coordenações de cores e texturas!

Cardigan longo com saia longa ou com calça comprida
Sacada bacana é levar em consideração nossa natureza tropicaliente (!!!) e não cobrir tudo tudo tudo que essa coordenação de comprimentos longos pode tapar. Com saia longa vale puxar manguinhas pra cima e deixar antebraços à mostra (junto com decote e dedinhos de fora, calçados em sandálias); com calças compridas é legal dobrar a barra pra que tornozelos vejam a luz do dia. ;-)

Cardigan longo com cintura marcada
O comprimento que acompanha a silhueta até embaixo facilita super o uso de cintinhos sobre as peças – que podem dar lugar à lenços, faixas e correntes finas (é bem mais fácil marcar cintura no cardigan longo que no curtinho!). Legal também é fechar os botõezinhos do meio do cardigan, chamando atenção pra parte mais fininha da silhueta (lembra como?).












