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Todos os Posts de agosto de 2011
DO QUE A GENTE PRECISA?
Todo mundo já viveu isso: passar em frente a uma vitrine (ou clicar num endereço de venda online) e pensar “eu PRECISO disso!”. Duvido que alguém aqui nunca se justificou usando essa necessidade doida que à s vezes a moda faz a gente sentir (é ou não é?). Mas né, com guarda-roupas abastecidos durante toda uma vida, duas-três-quatro portas de armário cheios de pecinhas ótimas (à s vezes até mais!)… a gente ‘precisa’ mesmo de alguma coisa?
Pois a gente aqui na Oficina tem re-avaliado nossa relação com consumo. E tem tentado exercitar um novo olhar (de consumo) com as clientes de consultoria.
Ninguém PRECISA de nada, essa é a verdade. Em moda, ‘necessidade’ pode ser inteligentemente substituÃda por ‘fazer a diferença’. Simples assim: a gente não precisa de nada, mas a gente pode ter coisas que façam a diferença no armário, no vestir de todo dia, na vida prática.
E essa troca de valores não é desculpa pra justificar as mesmas compras que a gente faria por “necessidade” não. Precisar, precisar mesmo, a gente precisa é de consciência, de inteligência pra cuidar do dinheiro que ganha, de esperteza pra escolher onde se vai gastar e com o quê. A troco de quê. Então o que faz a diferença? Como identificar o que é chilique-chamado-convenientemente-de-necessidade e o que faz-a-diferença?
Peça de roupa (ou acessório) que faz a diferença é o que faz a gente dar um salto – de quem a gente é para quem a gente quer ser, sabe como? Peça que dá liga, que serve como cola entre outras tantas peças que podem estar paradas no armário, que faz render um monte de coordenações (lembra da regra das – pelo menos – três coordenações pra cada peça?) – essa faz diferença. Faz toda diferença o que não tem substituo no guarda-roupa, o que acrescenta informação extra, original e nova de verdade dentro do conjunto de peças que já se tem. Isso faz a diferença.
É um tempo de consciência, de viver bem a vida, de dar importância ao que é importante de verdade – e não ao que parece ser urgente. Moda é legal mas não é tão importante, gente. Não tanto quanto ter dinheiro na conta pra estar tranquila, quanto planejar/garantir conforto no futuro, quanto ter contas em dia. Roupa a gente tem – até sobrando. Comprar por comprar é bem demodé. E quando o dinheiro compra o que faz a diferença (e não o que é falsa necessidade) a gente é mais esperta.

QUERO PARECER MODERNA
Na semana passada a gente sugeriu alguns truquezinhos na hora de escolher o que vestir que acabam transmitindo uma imagem mais criativa e a partir daà a gente se propôs a pensar nos demais estilos que podem ser transmitidos através de elementos do nosso guarda-roupa – e como eles são coordenados. Dessa vez a gente vai falar um pouquinho sobre como parecer mais moderna, e nesse caso moderna não quer ser sinônimo de atual, mas sim representar um tipo de estilo que se identifica com uma imagem limpa, geométrica, contemporânea, na qual a forma é o mais importante.
A imagem da mulher moderna acaba não sendo tão feminina, mas isso não quer dizer que não dê pra misturar uma “modernidade” aqui com uma “feminilidade” aÃ, né!?! E acaba que muitas das vontades das últimas temporadas de moda se encaixam muito no estilo moderno: androginia, minimalismo, brilho… Então aqui vão aqueles truquezinho básicos pra gente ficar um pouco mais moderninhas:

cores contrastantes
A moderna não gosta de misturar muitas cores num mesmo look, mas quando mistura algumas poucas gosta que tenha bastante contraste! Esse contraste pode acontecer na hora de coordenar cores neutras – branco x chumbo, gelo x marinho, nude x preto – ou cores coloridas – vermelho x roxo, pink x amarelo, verdão x coral. Aliás o moderno tem mais a ver com cores fortes, luminosas e intensas do que com cores delicadas, suaves apagadas. Nada no moderno é muito sutil, sabe!?!

tudo limpo!
Quem tem essa veia de modernidade naturalmente tem uma super dificuldade em acrescentar muitos elementos ao seu visual, e acaba ficando mai confortável – e achando mais bonito - num visual mais limpo. Poucos acessórios, pouca estampa, pocas cores, poucas peças… é a famosa “clean”. E daà que essa mulher privilegia formas pra que seu look ao invés de moderno não fique sem graça! Por isso que um decote assimétrico, uma fenda estratégica, uma dobradura bem localizada não podem faltar.

geometria pura
E por falar em formas… A mulher moderna adora elementos geométricos, superfÃcies lisas, cantos angulosos, pontas e assimetrias. Isso pode aparecer em detalhes nas suas roupas, mas principalmente em acessórios. Pensar em arquitetura ajuda a entender, porque é como se eles fossem construÃdos, tudo é estruturado. Sabe outra coisa que atrai bastante as modernas quando se trata de acessórios? Brilho! Mas não é o brilho do bordado e sim o brilho do lustroso, do metalizado, do envernizado. Quase do futuro, hein!?!
TÃ AMARRADO!
Em tempos de camisas jeans amarradinhas na frente, usadas assim por sugestão de 1000 vitrines em todo lugar, a imagem do cardigan usado desse jeito pareceu pertinente e fresca aqui na Oficina. Claro que é só um charminho, claro que ninguém vai sair amarrando pontinhas de tricô to-dos-os-di-as pra ir ao trabalho… mas ó, se interessa saber, o nozinho feito com as pontas de qualquer peça que se abra ao longo do tronco tem lá suas vantagens. Marca e define a cintura quando fica próximo do corpo na altura em que é feito, disfarça gordurinhas/pneus por conta do caimento mais solto entre peitinhos e quadril (essa “sombra” que se forma entre o top usado por baixo e a camisa/o cardigan dá sensação de ‘espaço sobrando’  sabe como? e em consultoria de imagem esse espaço sobrando na roupa significa magreza visual!), chama atenção pro rosto se a abertura da peça vai ‘alargando’ na direção dos ombros. O truque da camisa – ou do cardigan! – amarradinha fica ainda mais emagrecedor se o que for usado por dentro/por baixo tiver cor mais clara ou mais viva que a própria terceira peça. E em dias de frio, vejam, o cardigan pode rememorar esse truque que nossas mães e tias já usavam tempos atrás, aquecer com fofura e acrescentar toda uma graça ao look. Dicona.

SE DIVERTINDO COM O LÚDICO
A gente aqui na Oficina acha que a moda pode ser bem divertida, viu! Mais ainda pra quem tem isso já embutido na personalidade – esse tipo de personalidade de quem nunca vai crescer 100%, de quem mantém uma criança leve e risonha bem viva dentro de si, mesmo que à s vezes guardadinha pra se adequar a ocasiões mais sérias. Pra essas a moda guarda elementos especiais: os temas e acessórios lúdicos. Tudo que flerta com o universo infantil ou é ultra-feminino (sempre de um jeito muito fofo) pode ser considerado lúdico: tipo colar de boquinha, bolsa em forma de cachorro, estampa de catavento, pingente de cupcake, berloques de mini-bolsinhas, e por aà vai!

Esses itens super incluem personalidade ao look, deixam claro que quem usa tá sorrindo pra vida e enchem de humor o visual – mas em quantidade pode acabar deixando tudo temático demais, informal demais, meio jardim de infância, sabe? A gente acha legal usar aos pouquinhos, escolhendo um elemento lúdico por look – sem isolar o elemento escolhido, mas equilibrando ao coordenar com outros elementos de estilo complementar. Ideia boa pro caráter infantilóide ser deixado de lado é coordenar peças super elegantes com esse elemento mais “brincalhão”. Pensa numa calça de alfaiataria, um colar super rico e poderoso e uma camiseta fofa com a estampa do Bambi?! É exatamente disso que a gente tá falando: inteligente é conseguir incluir o toque engraçado sem deixar de estar elegante, arrumadinha. Menos “criança que esqueceu de crescer” e mais “adulta segura que não perde a leveza da infância”.
A gente também pode aproveitar pequenas inserções lúdicas no vestir pra abusar de coordenações de cores bem ousadas, tipo neutros com tons bem densos-intensos ou coordenações monocromáticas! Imagina uma blusa petróleo com uma bolsinha cinza em forma de poodle?! Ou um look monocromático ajudando a realçar um pingente bem lindo de laço ou de coruja?! Legal é ter o “elemento brincadeira” contextualizado – no visual e na vida! Tipo “sou bem humorada mas ainda tenho 27 anos, sou divertida por escolher usar isso mas estou comprometida com o trabalho”… tipo isso! Dá pra comprar coisinhas assim em lojas on-line como a Carmensitas, Anel de Consumo e 80s Tees. E pra inspirar, fica esse link aqui e aqui!
Quantos por cento da sua renda são tragados pela moda?
Sabe aquela teoria cármica de que ou você não tem roupa para ir aos lugares maravilhosos que frequenta ou não tem lugares maravilhosos para exibir as roupas que compra? Pois essa teoria acaba de ser confirmada por Samy Dana, professor de finanças pessoais da Fundação Getúlio Vargas.
Nós entrevistamos Samy para saber, afinal, quanto uma pessoa deveria gastar com roupas. A resposta dele é cruel, mas é para o seu bem: um máximo de 30% da sua renda deve ser destinado aos gastos chamados pelos economistas de supérfluos. Isso inclui jantares, cinema, viagens, roupas, salão de beleza, mimos para o seu cachorro, aquele curso que você fará apenas por prazer, presente da sogra e ração do papagaio.

É exatamente por isso que ou a pessoa tem roupas incrÃveis ou frequenta lugares incrÃveis, gente: não há orçamento para os dois!
POLLYANA
Antes de ser um motivo de infelicidade, a necessidade de controlar gastos nos faz estabelecer prioridades. Afinal, no primeiro dia do curso de economia os alunos costumam ouvir que economia é a administração de recursos finitos e desejos infinitos. Tinha como traduzir melhor esse turu turu turu no seu peito?
AFINAL, QUANTO EU POSSO GASTAR?
Traduzindo para números mais palpáveis, a recomendação do professor é de que, se você ganha R$ 2 mil por mês, destine R$ 600 para o seu prazer. Já quem ganha R$ 5 mil pode esbanjar R$ 1.500 e quem ganha R$ 10 mil recebe R$ 3 mil de bônus shopping center.
É GOLPE
Há quem tente burlar a regra incluindo gastos com roupa nas contas “necessárias†porque, afinal, estar bem vestido é importante na carreira. Para Samy, o nome disso é tática de autoconvencimento: “Quem precisa estar mais arrumado no trabalho geralmente ganha mais, logo, seus 30% são mais gordos do que os de quem ganha menos. Já quem ganha pouco e mesmo assim precisa de roupas caras deve rever suas prioridades e fazer concessões nos outros supérfluos. Dá para ver isso como um investimento na carreira ou, se o esforço for excessivo, pensar em migrar para uma área com menor grau de exigência estéticaâ€.
COMPRAR MENOS, COMPRAR MELHOR
Controlar os gastos é complicado, sobretudo quando a gente ama roupa. No entanto, quem é mais organizado e racional com seus gastos acaba fazendo compras melhores porque reflete antes de escolher e tem sangue frio para esperar o momento certo (ou seja, a liquidação de verdade, aquela que é bem da rara!).
DICAS PARA CUMPRIR A META
- Tenha uma programação financeira organizada e atualizada, com seus custos e rendas de hoje
- Evite entrar em lojas “só pra olharâ€. Se a desculpa é “buscar informação de modaâ€, prefira revistas ou sites. A tentação de ver uma roupa linda cair super bem pode ser forte demais para o seu juÃzo
- Faça um cofrinho com sobras do seu borderô de supérfluos e reserve para liquidações e vendas especiais que valham a pena
- Quem tem um valor muito pequeno para supérfluos precisa ter em mente que não se pode gastar o valor integral todos os meses. Manutenção do cabelo e compras de creminhos, por exemplo, nem sempre são feitas todos os meses, mas é preciso prevê-las para não ser pego de calças curtas
Para encerrar, o professor recomenda que os outros 70% que sobraram da sua pobre renda sejam multilados da seguinte forma: 30% para gastos fixos importantes (aluguel, condomÃnio, luz, plano de saúde etc), 30% para poupança e 10% para imprevistos (lembrando que imprevisto é aquele cano que estoura no banheiro, não a bolsa que entra na promoção).
OUÇA O QUE EU DIGO
Aqui na Oficina a gente está quase lá, ó: 10% pra poupança, 60% para supérfluos e 30% para contas do mundo adulto. Em caso de imprevisto, cheque especial!
“PALETÓ AMADURECEDOR, JAQUETA REJUVENECEDORA”
Situação em que a gente mais aprende e expande horizontes profissionais é trabalhando. O dia-a-dia com as clientes enche a gente de inspiração e de repertório, e o que a gente vai exercitando com uma cliente serve pra outra também e assim o trabalho só melhora, só cresce (em qualidade!) – uma delÃcia sem fim. Foi desse exercÃcio que a gente tirou o post de hoje, vindo 100% da prática: a idéia de que a terceira peça do look pode funcionar como “equilibradora de mensagem”, como um acessørio gigante (hihihihi!), e não só acrescentando um pouquinho de formalidade e possibilidades extra de se coordenar mais cor, mais textura, mais forma, etc.
Na hora de selecionar sugestões de coordenação pra cada cliente, a gente percebe que a terceira peça arremata a intenção de cada aparência. Em especial quando agente trabalha com jaquetinhas e paletós. Tipo: num look bem informal, com pernocas de fora e materiais despojados, um paletozinho acrescenta o que faltava pra que esse look alcance outras circunstâncias – e pra que seja usado mais vezes, em mais ocasiões, com outras pessoas acompanhando a gente. Como se ele não ficasse restrito ao ‘universo informal’, mas sim expandisse sua ‘área de atuação’ por conta desse complemento. Look de trabalho, por exemplo, que tiver com cara desencanada demais pra transmitir o compromisso que a gente tem com o que faz, também é prato cheio pra ser finalizado com paletó. Como se essa terceira peça tivesse o poder de formalizar e amadurecer instantaneamente pra equilibrar mensagens, sabe como?

Por outro lado, quando um look de trabalho (por exemplo) acaba ficando mais caretinha do que a gente queria, mais clássico do que precisava, quando as peças escolhidas ficam lindas juntas mas um pouco tradicionais demais… a terceira peça que acrescenta leveza, descontração e jovialidade é a jaqueta! Vale jeans, de camurça, de nylon, de brim (até colorido!) e de couro. O que importa nessa nossa idéia é que o corte e o caimento desse complemento sejam atuais – o que opera a mágica do equilÃbrio de mensagens que a gente carrega na aparência e assim abre todo um novo mundo de possibilidades pro look. Se o paletozinho funciona como “amadurecedor e formalizador” de look, a jaqueta pode muito funcionar como “rejuvenecedor e informalizador”! Lembra a Helen Mirren de vestidón longo, bem black-tie mesmo, com jaquetinha de couro por cima? Tipo isso!

E aÃ, se a gente leva em consideração essa função extra da terceira peça – a de “acrescentadora de informação de estilo e intenção” no visual – as chances da gente aproveitar mais a possibilidade de criar camadas no vestir (e de se divertir com criatividade em frente ao espelho) é ainda maior. Todo mundo tem um paletozinho ou uma jaquetinha no guarda-roupa, agora é só montar nossos quebra-cabeças visuais com esperteza! Tem coisa melhor que administrar bem o que a gente vai entregar através do look pro mundo?!??
QUERO PARECER CRIATIVA
Durante esses oito anos prestando serviço de consultoria de estilo pessoal, a gente acabou elaborando uma metodologia de trabalho que tem a cara da Oficina e que sempre dá um resultado super positivo: a gente procura respeitar as preferências, o estilo de vida e a personalidade de cada cliente. Todo mundo – sem exceção – carrega um estilo só seu e tem um monte de caracterÃsticas próprias na hora de escolher como se apresentar. Muitas dessas caracterÃsticas vêm de referências de lá de trás (mãe, amigas, irmãs, Ãdolos de infância…) e daqui do lado (amigas, colegas, Ãdolos de agora, revistas, sites, novelas…) e juntas são responsáveis pela “nossa cara”.
Então a gente tem caracterÃsticas que são propriedade adquirida, mas tem algumas imagens que a gente quer adquirir, sabe!?! Assim: tem aquela cliente que não é tão original assim, sempre se vestiu com cores neutras e pouca estampa, usou peças num caimento mais sóbrio, tem uma profissão mais formal, tem uma elegância natural dela, mas… hoje com esse monte de informação de moda borbulhando no computador dela, ela anda com uma vontadinha de experimentar mais, de misturar cores, de usar estampas artsy, de carregar nos acessórios, de ser mais criativa! E é nosso papel atendê-la, é ou não é!?!
E todo mundo tem como ter o seu jeito de ser criativa, mas tem algumas diretrizes que ajudam bastante e é isso que a gente quer dividir aqui pra que todas as leitoras que compartilham do desejo dessa cliente também consigam desfilar sua porção criativa por aÃ:

muitas cores
Pessoas naturalmente criativas têm muita facilidade em misturar cores e fazer coordenções ousadas, então se a gente começar a praticar isso, mesmo que em porções pequenas, já é uma boa mudança na direção certa. Dá pra aproveitar essa “tendência” de bloco de cores e todo esse monte de roupa e acessórios ultra-coloridos que invadiram as vitrines nacionais pra arriscar um pouco. Um jeito bem seguro de ousar nas cores é escolher uma cor bem viva, tipo a favorita da vida, pra comprar uma ou duas peças e depois coordenar com uma de suas análogas. Exemplos ajudam: pra quem gosta de azulão agora é a hora de comprar uma sapatilha e uma blusa nessa cor e daà dá pra coordenar com detalhes em roxo, lilás, tons de rosa, tons de verde…

estampa com estampa
Não tem nada mais criativo que misturar estampas. E nada mais “agregador-imediato-de-interessância” também! Dá pra coordenar estampas discretas, viu, gente!?! Não precisa sair por aà estampadÃssima, não. Imagina que chique uma calça risca de giz marinho e branco com uma camisa marinho de bolinhas miúdas vermelhas. Ousada, criativa, mas nada gritante. O segredo pra coordenar duas estampas é escolher estampas que tenham pelo menos uma cor em comum entre elas. A partir daà o céu é o limite!

acessórios divertidos
As criativas adoram chamar atenção também pelo humor e essa pode ser uma lição boa de seguir e deixar o dia a dia não tão sério. Na hora de ser divertida é bem mais fácil começar pelos acessórios: bolsinhas em formas de bichos (uma joaninha, um peixe, uma coruja), pingentes em forma de objetos de casa (xÃcaras, taças de champanhe, livros), anel em forma de boca, pulseira que imita uma algema, uma sapatilha com um pompom colorido… Imagens inusitadas em pedacinho pequenos do look dão essa pitadinha de graça e ainda tiram o visual do lugar comum.
JEITO OFICINA DE ESTILO DE COMPRAR ONLINE
Nosso método ideal de compra consiste em rodar várias lojas, experimentar tudo que gostou, escolher mentalmente e voltar no dia seguinte para só comprar o que ficou na nossa cabeça durante o dia todo. Assim, dá para praticamente garantir que a compra será bem aproveitada e que não foi feita por impulso, consumismo, tpm ou simples amor de verão.

Liquidação, bofe apressado, eventão marcado de última hora, vendedora convincente e lojas virtuais são obviamente invenções do demo para quebrar a perfeição da nossa metodologia cientÃfica de compra.
Essa última invenção – as lojas virtuais – são as mais matadoras porque simplesmente descartam a possibilidade de experimentar peças e ainda costumam oferecer preços inacreditáveis e/ou a possibilidade de comprar em lojas que não existem na cidade onde vivemos.
Para conseguir aproveitar as promoções sem amargar prejuÃzo, fizemos um pequeno guia de como comprar em lojas virtuais!
1. Leia sobre a polÃtica de trocas da loja. Alguns sites só fazem troca em caso de avaria, outros nao trocam produto em promoção. Ou seja, não dá para reclamar que o tamanho veio errado ou que você não curtiu o caimento. Evite essas lojas.
2. Prefira lojas que expõem o produto no manequim ou no corpo de uma modelo, assim, a gente consegue ver o comprimento da saia, o tamanho do colar e o caimento do vestido. Se o site mostra apenas fotos do produto em cima de uma bancada, não dá pra ver nada disso.
3. Observe se a loja descreve bem o produto e fala da composição do tecido (no caso de roupas) ou do que exatamente é feito o sapato ou acessório. Mostrar imagem em zoom para a gente conseguir ver de pertinho também é importante.
4. Sites de lojas que a gente já conhece ao vivo são bem mais seguros. Dessa forma, você já conhece as numerações, o tipo de caimento, a qualidade.
5. Comprar acessório também é mais fácil do que comprar roupa ou sapato.
6. Se a compra é de risco – ou seja, se não deu para seguir todas das dicas aà de cima -, pense nela como uma loteria e só efetue o pagamento caso o valor compense a aposta e você possa arcar com o eventual prejuÃzo sem mau humor.
Para comprar acessórios gringos lindos, a gente indica as lojas Shopruche, Anthropologie, e Asos. Já para aproveitar super promoções pagando em reais, nossas lojas do coração são da Dona Edite e Coquelux.
TUDO DE GLITTER
Se há algum tempo os paetês, tecidos metalizados e acessórios com cara de jóia recheiam passarelas, catálogos e vitrines (fazendo nosso olho brilhar muito mesmo – quase que literalmente!), agora a super aposta de marconas como Jimmy Choo, Miu Miu, Pedro Garcia e Marc Jacobs – parece ser muito, muito glitter. E em várias cores!

O pó brilhante que vem em potinhos – que seduzem a gente dese as visitas de infância à papelaria do bairro! – agora faz o acabamento de sapatos e bolsas dos mais lindos da estação. Além de exalarem riqueza (!!!), acessórios de glitter também podem ser bem versáteis, viu. Pode ser que esse brilho seja a receita perfeita pra dar um toque sofisticado à looks mais básicos e neutros. Pode ser que seja um ponto divertido num look estampado ou cheio de texturas. Ou mesmo que dê uma ‘glamourizada extra’ nos looks de balada, né?!

Fato é que o glitter é menos assustador, menos extravagante e menos difÃcil de usar do que parece – e que, com vontade e bom humor, pode ser versátil e render boas sacadas de vestir. A gente sabe que a Santa Lolla tem na coleção de verão deles algumas opções de modelos com glitter, ó!
DOLCE & GABBANA NO NOSSO VESTIR
Pode uma marca contribuir com a evolução de estilo pessoal da gente, mesmo que a gente não consuma essa marca? Pensar na tradição e na imagem forte e nos elementos recorrentes do trabalho da marca Dolce & Gabbana fez a gente pensar que sim, que é claro que pode! Se hoje a gente usa onça em tudo, nas quantidade que a gente usa (!!!) e em toda ocasião, é muito responsabilidade desses estilistas italianos. Imagina que era o meião dos anos 90, bem aquele tempo em que o minimalismo dominava todas as modas, eles fizeram um desfile inteiro assim, estampado-pintado de onças. E a liberdade que a gente tem em relação a lingerie aparente e à peças inspiradas na modelagem da roupa (que antes deles era pra ser) usada por baixo de tudo? Veio dos desfiles de Dolce & Gabbana, ainda no final dos anos 80, quando Stefano e Domenico (os primeiros nomes que antecedem Dolce e Gabbana!) misturaram a alfaiataria reta e angular dos executivos de Wall Street com corsets super hiper ultra justos, sutiãs estruturados – alô figurino de show da Madonna, lembram? – cintas-liga que apareciam por baixo de transparências e mais. Há pouco tempo eles resolveram desfilar a italianice das mulheres que os inspiram e fizeram uma coleção cheia de laises, de algodões brancos e de rendas tramadas em fios naturais. Tudo bem com cara de balneário europeu, de cidadezinhas bucólicas de interior (italiano, claaaro), de Talentoso Mr. Ripley e da parte antiguinha do clipe de Cool da Gwen Stefani, sabe? Depois de um bombardeio de imagens desse desfile ficou um pouco mais fácil inserir a laise nos looks de dia-a-dia com bossa e esperteza.
E olha, bombardeio de imagens nem precisa acontecer voluntariamente, a gente sabe. Não precisa ir no site especÃfico, procurar o desfile especÃfico e tals. A moda faz isso com a gente, né, entrega de bandeja as referências que a gente mais quer ter perto, mesmo antes da gente saber que quer. E quando uma marca dessa grandeza, desse alcance, trabalha há tanto tempo (mais de 25 anos!) e com tanta coerência os mesmos elementos, inevitavelmente essas imagens chegam até a gente. E fazem brilhar o olho, e despertam interesse, e uma hora – sem a gente nem perceber que precisou de tanto! – tá todo mundo querendo/usando o que dois designers lááá de longe pensaram como legal pra mulherada. Talvez essa coerência, esses elementos, façam parte dessa mÃstica do ” dna”  de cada marca. E se a gente resolve investigar essência por essência das grandes marcas globais do nosso tempo, talvez a gente descubra motivação, inspiração e referência autêntica pra muito mais coisas que, no nosso uso diário, passam batidas no nosso vestir-intelecto-fashion. ;-)
O Net-a-Porter preparou esse vÃdeo aà em cima, super bonito, com 10 momentos icônicos da marca Dolce & Gabbana – rápido, objetivo e bem consistente. Cheio de referências e espertezas, vê que vale a pena!










