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BOLSAS TIPO TIRACOLO

A gente lembra de começar a ver bolsas com alças longas, tipo tiracolo, nas revistas de moda que folheava em 2007 #velhinhas — e olha que ainda demorou pra gente deixar de achar estranho e aderir. Agora pensa em como geral tem aproveitado hoje a mobilidade, a praticidade e o conforto que esse modelo oferece! Delícia pra viajar, pra trabalhar fora de casa ou so escritório o dia todo e – melhor de tudo – pra ter mãos livres pra se fazer o que quiser. Acontece que na prática nossas clientes perguntam bastante sobre bolsas tiracolo, e tá aqui o que a gente responde, ó.


imagens de editorial de uma vogue américa de 2007, com a winona ryder na capa (lembram?)

Nossas mães usaram bolsas tiracolo loucamente nos anos 70, e logo que elas começaram a aparecer de novo vieram com uma conotação mais informal e esportiva que as bolsas de mão (e de ombro) que a gente tava usando até então. Foi-se o tempo e agora as bolsas mais elegantes, feitas em materiais sofisticados e formatos bem formais, vem com alças longas — nem que sejam removíveis, usadas como opção. Então não tem essa de que bolsa que tem alça longa é mais desarrumada: o que importa na hora de escolher por formalidade é material de que é feito e acabamentos, sendo que couros são sempre mais formais que algodões, palhas, lonas e outros materiais alternativos. Fivelas, fechos e detalhes em metais também acrescentam esse clima arrumadão.

Acontece que inevitavelmente bolsas tiracolo se hospedam bem na altura do quadril enquanto a gente usa — com alça transpassada ou só no ombrinho mesmo, a altura mais “neutra” pra bolsa estar é exatamente paralela ao quadril (bem na direção da perereca). Pensa só: volume de bolsa mais pra cima que essa altura faz “enlarguecer” a cintura (e acrescenta peso visual ao peito e ao ombro), volume bem abaixo faz crescer as coxas e encurtar as pernas (visualmente), sem contar que faz parecer que o bumbum vai das costas ao joelho. E aí modelos mais finos super ajudam na hora de minimizar esse volume acrescentado.

E então vale pensar em cores: a gente usa bastante uma fórmula alongadora de silhuetas que funciona super — acompanhar a cor do que a gente usa e a cor da bolsa que escolhe faz sentido pra não achatar a silhueta, né? Ao mesmo tempo, se o look inteiro já foi pensado pra alongar/afinar quem a gente é, bolsa que contrasta garante a certeza de que qualquer volume extra vem da bolsa em si e não pertence à gente. Acompanhar as formas da bolsa (mais arredondadas ou mais angulares e retonas; mais estruturadas ou mais molinhas) com as formas que a gente tem (nos olhos, nos traços do rosto, na silhueta) e com as formas do que usa também rende efeitos variados: quando tudo se acompanha a gente reforça mensagens, quando tem contraste a gente equilibra mensagens. Formas mais moles/mais arredondadas = mais delicadeza, mais fluidez, mais acessibilidade, sensação de pessoa mais extrovertida e despojada; formas mais duras/mais angulares e retas = mais rigidez, mas distância, mais autoridade, mais discrição.

Sabendo disso tudo — e tendo clareza de quem a gente é e do que a gente quer! — o exercício de pensar, escolher e coordenar vira pretexto pra gente experimentar mais e mais. Ninguém (esperto) perde oportunidade nenhuma de se divertir com moda quando se usa conhecimento a favor de expectativa própria, sem precisar ter medo! <3

 

Tags: , , , 21.05.2012 - 12:30 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 11 Comentários

VESTINDO A CARAPUÇA!

Se você vestir o jaleco de um médico, sua habilidade de prestar atenção e ser cuidadoso automaticamente aumenta. Parece estranho, mas foi isso que os psicólogos da universidade de Northwestern, nos EUA, descobriram durante uma pesquisa sobre o efeito psicológico de determinadas roupas. Segundo eles, vestir uma peça com determinado significado tem efeitos psicológicos sobre as pessoas. No caso do jaleco do médico, o que acontece é que a pessoa que o veste tenta incorporar características que costumam ser associadas aos médicos, como a atenção e o cuidado, tornando-se elas mesmas atenciosas e cuidadosas.

A gente está careca de saber que aquilo que vestimos é avaliado pelos outros, que eles nos tratam diferente se estamos de vestido ou de calça, de preto ou de roxo, com óculos ou sem, mas a grande questão é que antes mesmo do outro reagir a gente começa a se comportar de maneira diferente de acordo com a roupa que vestimos. Uma vez, Kim Cattrall (atriz que interpreta Samantha em Sex and The City) deu uma entrevista dizendo que calçava os sapatos de salto da personagem mesmo quando o diretor avisava que só iria filmar da cintura para cima. Ela – que na vida real disse que só usava Nike! – precisava dos sapatos para incorporar a personagem. Aqui nos trópicos, o Chico Anísio costumava dizer algo parecido: ele contava que não conseguia imitar a voz de um personagem se estivesse vestido de outro. Não fluia.

Mesmo quem não é ator consegue usufruir dessa ideia de “vestir o personagem”. Muita gente que trabalha em casa já constatou que o ritmo não flui como deveria se a gente permanece de pijama, por exemplo. Percebe o quão legal isso é? Significa que, ao escolher o que vestimos, podemos escolher quais comportamentos queremos reforçar em nós mesmas. O que você quer ser hoje? Atenciosa, cuidadosa, produtiva, sexy, engraçada?

BOTA PRA MOLHAR

Tempos atrás a Laura do Moda pra Ler refeltiu sobre a popularidade bem maior das galochas em países frios do que aqui no BR. No texto ela ponderou que a gente vive no calorzão, então além de chuva a gente precisaria também de frio pra não fritar os pezinhos na hora de usar — mas né, galocha popularizou (pro bem!) e todo mundo já tá usando sem muita dificuldade. É legal pensar que bota de plástico pode enfeitar e tudo, mas serve essencialmente pra proteger da chuva. Então o jeito de coordenar pode ser super coerente se a bota estiver na função dela, ou pode ser super criativo se a intenção for só montar o look com a botinha de plástico. Assim:

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Se a intenção é se proteger da chuva do jeito mais estiloso (e até elegante!), o ideal é usar galochas mais altas, tipo bota montaria. Dá pra coordenar com saias, com vestidos, com calças mais curtas e com bermudas, com ou sem meia-calça opaca: muito muito chique usar galochas assim. A Cris tem uma dessa marca inglesa, verdona bem escura, e ela usa com vestido cáqui arrasando – galochas lisas em cores neutras super funcionam como botas, chiques do mesmo jeito. Tem mais de como usar as galochas nessa matéria do UOL.

As galochas mais curtas funcionam melhor por dentro da calça, e a barra da calça tem que ser não-longa pra não molhar – senão a galocha sozinha não dá conta de todo o serviço, néam? E se a intenção é fazer um look criativo-engraçado, as curtinhas e coloridas super ficam fofas com vestidinhos leves e shorts curtinhos – tipo pra quem usa em raves e afins (ó que demais esse álbum!). Agora, sabe o que a gente não curte? Galocha usada por fora da calça, tipo bota montaria com skinny jeans. Porque já esse look já deu (bastante) o que tinha que dar, né, gente?

E o destino não é cruel pra quem não quer usar galochas! Tem outros tantos jeitos de se manter sequinha e digna, viu, cuidando de usar sapatinhos adequados, roupas confortáveis, cabelo cuidado com atenção e boa vontade! Mais:

Nossos mandamentos de look bom em dias de chuva
Cabelo impecável — tem como, viu!
Como usar calças com barras dobradas
Como manter a dignidade com chuva e calor ao mesmo tempo!
Sapatinhos de plástico pra substituir galochas
Passo-a-passo pra fazer em casa capinhas protetoras de sapatilhas :) 

 

Tags: , , , , 02.05.2012 - 09:15 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 70 Comentários

ESTILOSAS TAMBÉM NO ESCRITÓRIO

Esse post foi escrito tempos atrás, na época dos Encontrinhos (alôr 2008-2009!), numa ocasião em que a gente tava tendo contato com clientes e leitoras que, ao mesmo tempo, reclamavam da mesmice e da falta de feminilidade do look que trabalhos formais demandam – trabalhos formais tipo escritório tradicional de advocacia ou mercado financeiro, cheios de colegas-meninos que trabalham todos os dias de terno e gravata. Na época elas reclamavam de usar calça e camisa todo-danto-dia, sempre igual. A gente parou pra pensar – e agora re-pensou! - no que pode fazer a diferença na aparência de quem tem que se virar em dresscodes rígidos como os dessas clientes/leitoras. A primeira sugestão é não ter preguiça nem preconceito em relação a nada! Que quanto mais a gente experimenta, mais chance a gente tem de alcançar resultado bom – e de se surpreender, e de ganhar elogio. Então vambora:

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Materiais diferentes!
Sabe o que faz super diferença, sem chamar atenção demais? Material bacana. Faz diferença em originalidade, porque é muito legal substituir o algodão e o crepe e a microfibra de sempre por algodões fininhos, tricôs leves, malhas trabalhadas, sedas mais opacos e lãs com texturas. Superfícies variadas, com toques e apariencias diversas (entre si!) sempre acrescentam interessância – mesmo em looks super tradicionais. Material diferente faz diferença também em elegância, que material de qualidade é sempre sinal de refinamento – até nas peças mais lisas ou informais. Arrasa! E lembra que tricô é super super super legal de usar com alfaiataria.

Como misturar materiais diferentes num mesmo look
Como escolher materiais de qualidade
Diferenças entre tecido natural e tecido sintético
Como usar transparências

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Formas não tããão convencionais
Olha, meninas, camisas em modelagens e formas diferentes é o que não falta. Se fosse só com camisa branca, já dava pra super inovar: tem com mangas diferentes, com gola diferente, com recortes diferentes, com comprimentos diferentes, com abotoamentos diferentes e mais. E ainda tem vestidos em formatos novos, paletós e jaquetas bem não-tradicionais, blusas com recortes e volumes, calças e saias com detalhes que fazem diferença. E formas fazem a difenreça mesmo – é um jeito bem inteligente de escolher o vestir, em que a “esperteza tá na sutileza”. =)

Como usar calças com pernas largonas
Formas para gordinhas :)
Como usar saias longas (de todo jeito!)
10 razões para experimentar coletes longos
Como usar camisas com laço na gola 

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Campanha por mais cores em tudo (a gente não cansa!)
Tudo bem ter uma base preta, cinza e branca pras roupas de usar no trabalho. É até bom que a coordenação de cores comece com peças neutras e evolua: a evolução tem fórmula certinha, quer ver? Tudo que a gente combina com preto dá certo também com marrom café, com marinho, com vinho e roxão, com cinza-chumbo e com outras cores neutras e escuras – porque elas são equivalentes ao preto, sabe como? Daí pra coordenar mais cores, mesmo as mais coloridas, mas de jeitos mais calmos, é um pulo. E coordenações legais de cores fazem mais diferença ainda. Experimenta pra você ver.

Passo-a-passo pra usar várias cores (com sugestões de coordenações!)
Como usar neutros com pequenos pontos de cores coloridas
Fórmulas boas pra misturar estampas

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Super tem que ter acessórios legais
É uma verdade universal: é possível MESMO mudar a cara da roupa com acessórios diferentes. E acessório legal tá sobrando por agora: a gente pode usar lenço, cintinho e cintão, pashimina no friozinho, brincão, broche, faixa, power colar, tiaras e fivelas de cabelo, cachecol. Sabe o que mais? Sapatos coloridos e com formas novas e recortes diferentes também contam. E bolsas que acrescentem personalidade. A gente arrisca dizer que, mesmo sendo pequenina parte do look total, acessório bacana é o que mais acrescenta personalidade originalidade consistência ao visual do trabalho formal. E mesmo os grandes ocupam tão pouco espaço (na aparência inteira) que vale a pena cuidar.

Como usar cintinhos finos
Como escolher e amarrar lenço na alça da bolsa :)
Pequenos pontos de contraste no look
A onda de acessórios super marcantes
Como coordenar colarzão, decotes e mais
Tudo sobre cintos
Como usar anéis gigantes!
Efeitos das pulseiras na silhueta e na personalidade 
Como misturar acessórios dourados e prateados

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Mulherzinhas!
Podia ser um exercício: usar vestido ou saia pelo menos uma vez por semana. Substituir o paletó por um cardigan deixa o look menos duro, mas fofinho, mais feminino. Vestidinhos ficam incríveis com cardigans ou paletós ou jaquetas; e saias ficam ótemas com camisas ajustadas, com tricô, com blusas justinhas com mangas 3/4 ou compridas – pernoca de fora é bem mulherzinha. Mais: cintinhos e peças que acinturam, sobreposições justinhas, peças com detalhes graciosos tipo mangas arredondadas e golas fofuchas. O look fica completo com sapatos delicados, com frente alongada e arredondada. Ou mesmo com sandálias discretas, que tenham salto médio/grosso e tiras mais larguinhas – mas que ainda mostrem alguma coisa dos dedinhos (com parcimônia, hein, meninas). Pronto, tá pronta. =)

Pedacinho de meia-calça so a calça comprida
Mil jeitos de usar saias
Tudo que a gente já escreveu sobre cardigans: jeitos de usar e mais!
A idéia de cabelo profissional da Oficina de Estilo
A sugestão de maquiagem profissional da Oficina de Estilo
Elementos femininos prontos pra inserir no look!

CINTINHOS QUE FAZEM TODA A DIFERENÇA

Não tem jeito mais fácil de ficar feminina do que usar uma roupa com caimento acinturado ou marcar a cintura com cintos ou faixas. E imagina que legal que se esse cintinho além de deixar a silhueta mais de mulherzinha ainda carregar cor/forma/textura e deixar o look ainda mais interessante?

A ideia é a seguinte: um cintinho colorido num look mais sóbrio pode não ter o poder de chamar atenção tanto quanto um colarzão ou um lenço mega estampado, mas é capaz de fazer toda a diferença! Tem dias que a gente não está com muita vontade de chegar chegando, mas também não quer passar totalmente despercebida. Sabe quando a gente quer chamar atenção, mas sem ter que gritar? Então!

O legal do cinto fininho, mas com alguma informação – pode ser uma cor que contrasta ou que coordena com o look, pode ser uma fivela legal, pode ser o jeito que se prende, pode até ser dois cintos fininhos usados juntos – é que ele dá acabamento e ainda permite que a gente use outros acessórios sem virar o alalaô!

Tags: , , , , 25.04.2012 - 17:11 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 10 Comentários

APOSTILA DA ROUPA BEM PASSADA

De nada adianta (na-da) usar a roupa mais legal do mundo se ela não tá com aparência de bem mantida e de bem cuidada. Tem jeito de ter carinho com a roupa na hora de lavar, de pendurar, de secar e principalmente na hora de passar! A gente sabe que não é divertido, mas gente, dá uma satisfação surreal completar a “passagem” de uma peça, vestir e se enxergar impecável em frente ao espelho – não dá? Tempos atrás a gente deu aulas de manutenção pra clientes e pras ajudantes de algumas clientes, de tão importante que é! E as sacadas mais legais que a gente dividiu com elas (pra hora de passar as roupas) e que elas dividiram com a gente (!!!) tão aqui, ó.

Deixar a roupa secar (depois de lavada) penduradinha num cabide – e não dobrada ou pregada no varal – já facilita um tanto o trabalho de passar, exige menos esforço/quentura e por isso desgasta menos a peça (obrigada @adaniela pela lembrança!). Pra começar vale separar o que vai ser passado em grupos, de acordo com as temperaturas – tecido sintético fica lisinho com temperaturas mais baixas e tecidos naturais aguentam temperaturas mais altas (tem indicação na etiqueta!). Mas ó, o ferro nunca precisa estar quente quentíssimo, já que é o peso e o movimento que fazem o serviço todo (a quentura só auxilia).

A gente recomenda passar tudo, tudo mesmo, do lado avesso. Especialmente roupa escura, que pode ficar brilhando com o contato do ferro. E a gente só passa a peça quando ela está “vestida” na tábua – pra não marcar detalhes em relevo – sabe quando as costas da camiseta ficam com a marca da gola, na altura da nuca? Pois é. E quando tem relevão na roupa, tipo em rendas e brocados, a gente pode “vestir” uma toalha dobrada por dentro e passar assim, com o volume dando suporte (sabe como?). Esse ‘volume vestido’ vale também pra mangas, que não devem ter vinco (não devem!!!): quem não tem aquela mini-tábua pra passar mangas pode dobrar a toalha, segurar o volume lá dentro com uma das mãos e passar a manga com a outra.

É bom começar a passar a peça pelas partes menos aparentes e amassáveis, indo pras partes que ficam mais à mostra. Olha a camisa como exemplo: a gente começa a passar pelos punhos, vai pras mangas, passa os ombros e o colarinho, e aí sim faz as costas, a frente. Dica quentíssima da @cintilla. A gente usa também passar um pano úmido sobre a roupa, depois de passar, pra tirar quaisquer pelinhos ou resíduos que tenham ficado ficado grudados. O Sartorialist em si deu uma dica uma vez: diz ele que depois de passar é bom dar uma lufada de ar frio na peça pra fazer com que o efeito lisinho dure mais (vale tentar com o secador no modo frio!).

Tecidos super finos e delicados podem ser passados debaixo de paninhos, fraldas ou toalhas – vale lembrar que se o tecido sugere a necessidade de uma cobertura (ou uma proteção!), super vale experimentar o vapor no lugar do ferro, né? Lembra do steamer – melhor amigo de quem não tem habilidade com o ferro de passar?!?? ;-)

Tags: , , , 13.04.2012 - 14:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 26 Comentários

AI, ESSA MEIA-ESTAÇÃO…

Parece que está começando aquela época do ano que a gente pode chamar de meia-estação… sabe quando a gente acorda de manhã e não sabe se monta um look de verão ou um de inverno, porque ainda não está frio, mas também não está mais aquele calor? Ou pior, quando faz friozinho de manhã e de noite e na hora do almoço está aquele calorzão. Daí a gente sai cedo toda encapotada e vai almoçar com a amiga que está de camiseta e shortinho! Então…

É uma das épocas mais legais de se exercitar a criatividade fashion, de brincar de leve com pesado, de fazer mil sobreposições interessantes. Nada de preguiça, minha gente! Dá pra aproveitar as peças que a gente usou no verão e dar uma cara de outono pra elas, dar uma sobrevida pras nossas companheiras da estação que foi embora.

O segredo é coordenar essas peças levinhas – bermudas de sarja, vestidos florais, calças curtinhas, saias longas esvoaçantes, calças estampadas, regatinhas de algodão ou seda, calças brancas, camisetinhas transparentes, mini-saias fofinhas – com peças meio termo, mesmo, tipo cardigan de tricô, jaqueta jeans, camisetas manga 3/4, etc.

Também dá pra usar peças muito leves (feitas de linho, seda, tricoline fininha…) com peças muito pesadas (de couro, cashmere, lã…) e coordenar acessórios que funcionam como “cola”, dando harmonia pro conjunto. Um exemplo? Imagina uma calça de seda com uma jaqueta de couro… pode parecer esquisito, mas se a gente coloca um lenço de algodão no pescoço e um mocassim já fica tudo mais gracioso, certo!?! Sapatinhos tipo oxford, colares pesados, bolsas em cores escuras, tipo marrom café, vinho, cinza, marinho, sapatilhas de pelinho, assandalhados mais pesados, tudo isso pode ter essa função de equilibrar.

E a gente tem um super trunfo nesta meia-estação de agora que é camisa ser a peça da vez. E camisa é super coringa pra esse tempinho meio-frio-meio-calor, porque dá pra dobrar a manga e abrir mais botões formando um decotão quando sobe a temperatura e desdobrar a manga e abotoar até o pescoço quando o ventinho bate. E permite mil sobreposições, né!?!

Falando em sobrepoisção, a terceira peça também pode ser a melhor amiga da mulher em dias assim! Vale paletozinho, vale cardigan, suéter, trench coat, jaquetinha de couro, coletinho… ufa! E sabe um outro truquezinho legal? Quando usar uma calça mais pesada é só dobrar a barrinha e deixar canela a mostra que já resolve bem visualmente. E é uma ótima época pra se aproveitar das cores leves ou muito coloridas e dos neutros claros. Olha que delícia! Agora a gente não quer ouvir ninguém mais reclamando desse “tempo-louco-menina!-que-uma-hora-faz-frio-outra-hora-faz-calor”, combinado!?!

Tags: , , , , , 11.04.2012 - 09:40 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 15 Comentários

A ENXURRADA DE CAMISAS TRANSPARENTES

Não dá pra ignorar essa enxurrada de camisas (e camisetas) transparentes que está tomando as zaras, pinterests e editoriais da vida. Aliás vai dando bem um vontade louca de usar, não!?! Só que transparência sempre gera muitas dúvidas na vida real, tipo “que top eu uso?” ou “posso usar com sutian?”. E aqui ninguém tem a menor intenção de dizer o que é certo ou errado, mas sim dividir as experiências do que tem funcionado melhor nos provadores. Então vamos lá!

A camisa transparente toda fechadinha até o pescoço – que a gente tem visto muito nos desfiles internacionais, nos “looks do dia” e sites de street style – trouxe pra gente um novo jeito de ser sexy. Porque por mais que não exista decote, a pele está veladamente a mostra, transmitindo as mensagens de sou-sensual-e-recatada-ao-mesmo-tempo! Fica legal até como alternativa pra looks de baladinha, sabe!?!

E daí usa o que por baixo? Dá pra perceber que o negócio agora é deixar o sutian bem evidente mesmo (mais um jeito de ser sexy!) e nesse caso a gente é mais a favor do modelos coloridos e com alças interessantes. O resultado é divertido e menos sexy-óbvio do que o sutian preto, e quebra qualquer chance do look ficar vulgar. Mas pras mais tímidas o top tipo regatinha também funciona super e também permite brincar com cores… imagina uma camisa transparente lilás clarinha com um top rosa por baixo que lindo que ia ficar.

É lógico, minha gente, que a camisa transparente precisa de cuidados a mais no ambiente profissional, mas não precisa ser banida do trabalho, não! Tem alguns jeitinhos de disfarçar a transparência e ainda assim ficar elegante (porque o tecido muito fino que dá a transparência a peça, tipo seda, linho ou tricoline é muuuuuuuuuuito chique!). Tem alguns detalhes na própria camisa que já ajudam, pode ser um laço, um babado, preguinhas – tipo camisa de smoking – jabô… ou a gente pode acrescentar lenço e/ou colares que acabam dando uma “cobertura”. A camisa pode ser colorida ou estampada e ainda dá pra acrescentar a terceira peça por cima e fazer um look executiva bem atual. Ah! No ambiente de trabalho não dá pra usar transparência com sutian, né gente, tem que ser com top que cobre a barriga, mesmo!!!

O mais legal na hora de coordenar é misturar informações de estilo tipo juntar camisa transparente com peças de alfaiataria – paletozinhos, calças retas, terninhos -  peças mais esportivas – jaquetinhas, cangurus, calças de amarrar – ou peças pesadas – jaqueta de couro ou qualquer peça de couro, colete pele, tricozão! A gente por aqui é do time que revelar é bem mais eficaz que mostrar!!!

Tags: , , , 04.04.2012 - 11:28 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 20 Comentários

PRA TODO MUNDO REPETIR TAMBÉM

Quem não repete roupa nessa vida deixa de exercitar possibilidades de coordenação (e se diverte um pouco menos, a gente acha!). Tão gostoso quanto estrear uma roupa é ter a certeza de que ela deixa a gente linda — tanto que dá vontade de usar sempre. Então, pensando num “jeito-uniforme de se vestir”, a gente junta aqui umas direções pra que todo mundo repita suas peças favoritas sem medo de ficar sempre com a mesma cara. Vambora?

CLARO x ESCURO
Por exemplo: se no fim de semana você usou uma calça jeans cinza com regata branca, colete lilás e sandália douradinha, vale combinar durante a semana com camiseta marinho, cardigan preto, sapatilha roxa-escura. Entendeu? A mesma peça pode render combinações mais claras e mais escuras, e aí nem parece repetição!

LISO x ESTAMPADO
A partir da peça que se quer repetir é possível escolher outras peças lisas ou estampadas pra combinar. Um look todo liso já é bem diferente de um outro que tenha pelo menos uma estampa chamativa/marcante – imagina então se tem coordenação de estampas!

CASUAL x SOFISTICADO
A mesma peça – mesmo um shortinho jeans! – pode ser combinada pra ficar com cara mais arrumadinha ou mais desencanada. Dependendo dos tecidos e caimentos das outras peças, combinadas com a primeira e em comparação à ela, a formalidade do look aumenta ou diminui, sabe como? Vale clicar pra relembrar do post dos “sofisticadores de look” pra ter mais elementos de treino!

FRIO x CALOR
Também dá pra pensar em looks de frio e de calor com a peça que a gente mais ama, coordenada com outras que “puxem” o visual pra um lado e pro outro. Nem precisa só acrescentar casacos e cardigans, dá também pra combinar materiais mais quentinhos, modelagens mais estruturadas, acessórios mais pesados e tals.

ACESSÓRIOS
O jeito mais fácil de todos esses, né? Vamos tomar po exemplo um vestido qualquer que a gente ame: só da gente usar com sapatos diferentes (mais leves e mais pesados, mais abertos e mais fechados, opacos e brilhosos…), com coisas diferentes no pescoço (correntinhas finas ou colarzão, lenço ou broches no decote), com pulseiras e brincos e coisas no cabelo e mais… outra cara!

Isso tudo vale mais ainda quando a gente repete peças-amadas com um tempinho entre um look e outro! E é claro que tem mais mil outras oportunidades da gente exercitar nossa criatividade e fazer com que uma peça possa ser usada mil vezes de jeitos diferentes… vamos dividir dicas nos comentários? Alguém tem mais pra contar?!??

Tags: , , , , , , , 19.03.2012 - 11:59 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 23 Comentários

PERNOCAS DE FORA NO FRIO E NO CALOR

A gente ama bermudas e incentiva super no uso rotineiro das nossas clientes. Porque é super versátil (pode ser formal e informal!), porque é mega confortável (não limita movimentos!) e porque pode dar ilusão de mais magrinha: se a gente tá acima do peso mas tá com as pernocas em dia – tornozelos finos e tals – então a bermuda só mostra a parte mais fininha da perna, pra valorizar! E por mais que a bermuda acabe no meio da perna, se a barra fica bem no meio dos joelhos ou um pouquinho acima, a sensação de perna alongada tá garantida. Quando a bermuda tem barra mais longa, cobrindo o joelho, mas é feita em cor bege ou cáqui – parecida com a cor da pele – a gente tem percebido na prática que o comprimento ruim não achata tanto a silhueta!

Do mesmo jeito que em calças o caimento mais elegante é o que segue a silhueta sem grudar, é super importante também pra bermudas que haja essa folga de tecido na voltinha do bumbum pra evitar um visual muito marcado e chamativo (até desconfortável, néam?). Vale alongar ainda mais com coordenações monocromáticas e em tom-sobre-tom, e vale coordenar bermuda e camisa com as mesmas tonalidades, ou bermuda e sapato na mesmo idéia – tudo claro ou tudo escuro já ajuda super! Ajuda super, também, usar sapatos com gáspea baixa – de preferência sem tirinhas contrastantes em volta dos tornozelos. Aliás, como bermuda é peça mais informal do que formal, a gente acha mais bacana usar sem salto, com anabelas e plataformas delicadas ou com saltos médios e mais grossos… no máximo. Que né, bermuda e escarpin com saltão super fino pode ficar muito ‘anos 90′ e a gente não quer ser demodé (rá!).

E aí, conhecendo efeitos legais da bermuda na nossa silhueta, é só coordenar os efeitos ‘desejados’. Pensa que bermuda meio equivale a saia, pra ficar mais fácil! Se a bermuda é tipo alfaiataria, em tecido plano e bacana, ela vai pro trabalho combinada com camisas, tricôs finos, paletozinhos (sem precisar fazer conjuntinho tipo terninho de bermuda!). Pra completar, sapatilhas finas, peep toes com saltinhos ou anabelas elegantes. Usada junto com camiseta pólo, com batinhas de malha e sandália rasteira, a bermuda é top pedida pra fins de semana. E com tops de brilhos, transparências, decotón e sandálias finas com saltos médios, a bermuda vai linda pra balada. A gente super curte.

EXTRA: nossa fórmula pra fazer bermudas renderem look bom também no frio! :)

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