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COMO ESCOLHER TECIDOS

A coordenadora do London College of Fashion te ensina a escolher tecidos!

Logo depois de ter lançado “Glamour”, livro icônico da jornalista Diana Vreeland, que foi editora da Harper’s Bazaar por 26 anos e editora-chefe da Vogue entre 1963 e 1971, a Cosac Naify lançou outro bom livro de moda, o “Fashion design”, escrito por Jenkyn Jones. Jones é coordenadora da pós-graduação do London College of Fashion, uma das principais escolas de moda da Inglaterra. O foco do livro são os estudantes de moda, mas algumas partes são interessantes para quem trabalha com moda em outras atividades ou simplesmente ama muito o assunto.

A parte em que Jones dá dicas de como os alunos de moda devem escolher os tecidos que vão usar em suas criações é espetacular. Vale a pena imprimir e guardar com carinho para usar quando for comprar aquela peça mais cara, dessas que você quer que durem por anos. Presta atenção que tem até dica para se o fabricante passou uma gominha  no tecido ruim para fazê-lo parecer mais digno!

“SELEÇÃO DE TECIDOS:

Manuseie o tecido para sentir a superfície e avaliar quanto é quente, frio, escorregadio etc. Qual é a personalidade do tecido? Qual é a composição das fibras?

Como o tecido se recupera ao ser manuseado? Estique o tecido para checar a recuperação. Puxe delicadamente na direção do viés e no sentido do fio. Dobre e drapeje o tecido para ver seu caimento. Escove os fios para ver se eles se soltam facilmente.

Confira as ourelas para ver se o tecido está reto. Se os fios transversais não estiverem no ângulo correto em relação aos longitudinais, não terá um bom caimento, e, nos tecidos em cores xadrezes, as bainhas e as junções ficarão desalinhadas.

Descubra se há irregularidades de tecelagem ou de tingimento. Segure o tecido contra a luz, pois assim poderá ver se está desigual. As cores podem se mostrar bem diferentes sob a luz das lojas e sob a luz natural; se você estiver tentando uma combinação de cores, pergunte se pode levar o tecido para ser observado sob outra fonte de luz.

Tecidos de tricô e lá têm propensão a formar pelotas. Esfregue a superfície e veja se as fibras se soltam ou se embolam.

Nos teciudos estampados, cheque se a estampa é uniforme e se o alinhamento está correto. Coloque o tecido em frente ao corpo e também sobre o braço esticado, para ver como fica a proporção dos desenhos.

Às vezes, sedas e algodões baratos recebem uma goma ao serem tecidos ou finalizados. Essa goma pode ser lavada. Esfregue a superfície para ver se surge um pó fino (o amido da goma).

Se as informações sobre cuidados e acabamentos estiverem disponíveis, anote-as. Você não poderá reclamar depois se não tiver seguido as instruções.”

((Fashion Design, Jenkyn Jones, Cosac Naify, página 154.))

Tags: , , 02.02.2012 - 12:10 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 10 Comentários

REGINA GUERREIRO SABE DAS COISAS

Vejam só que impressionante: o textinho transcrito aqui embaixo foi publicado pela Regina Guerreiro numa edição de moda da revista Caras no fim de 2007, para o verão de 2008. Tudo que ela falou acontece exatamente assim ainda hoje, agora – e é esse olhar que a gente aqui na Oficina tenta exercitar a cada temporada de desfiles. Todo dia, na prática, é bem esse o nosso trabalho: conhecer tudo, entender a cliente, organizar possibilidades, direcionar escolhas – mas nunca ditar, impor. Nem teria graça ser de outro jeito, já que quem veste a roupa é muito mais interessante (e importante!) do que a roupa em si – ou que os motivos que fazem a gente querer vestí-la. A gente fica feliz da vida, então, de repassar esse pensamento-ensinamento no blog da Oficina, espaço de extensão (na internet) do nosso trabalho da vida real. Ó que sábia que dona Regina é:

“Esqueça a palavrinha tendiencia, porque ela está morta. Num mundo em que – praticamente – existem 800 desfiles por temporada, só podia acontecer o que aconteceu: uma Babel fashion, em que cada estilista fala a sua língua (até aí, tudo bem), e é papo furado dizer “agora é isso ou aquilo”. Vai daí que mudei completamente minha linha de edição. Mostro o que acho melhor de cada estilista, até porque – afinal – as outras revistas e jornais, no desespero de “contar tudo”, já mostraram tudo e, muito provavelmente, enlouqueceram e confundiram você. Ver não quer dizer entender. Então edito… Como nas fotos, minha lente “pega” só o que é preciso, sabe como? Nessa nova edição verão 2008, só mostro o melhor. Mas é você que “se escolhe”, é você quem diz “puxa, esse modelito é a minha cara”, esse sim, esse não. Sem medo, tá? Aprendi – já faz tempo – que, nem na moda, nem na vida, existe o certo e o errado. Vai daí que… VaiVaiVai!”

 

Tags: , , 25.01.2012 - 11:30 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 4 Comentários

O LADO HUMANO DOS DESFILES

O que a gente vê nos desfiles de semanas de moda, exatamente como é desfilado, quando nunca pode ser encontrado desse jeitinho nas lojas. Se é que a gente frequenta (ou consome) as lojas das marcas que desfilam em semanas de moda! Talvez por isso, nesses tempo de muitas semanas de moda, muitos desfiles e MUITAS imagens de looks-de-passarela disponíveis (ao alcance de to-do-mun-do), chame muito mais atenção o que se usa fora das passarelas. De uns anos pra cá a gente percebe (aqui no blog mesmo) que o interesse pelas passarelas é infinitamente menor pelo interesse que os looks de quem vai ver essa mesma passarela, de quem assiste aos desfiles. Quem tá nos corredores da Bienal ou nas entradas e saídas de desfiles internacionais tem rendido muito mais assunto que o que foi mostrado nas passarelas. Nosso gosto amadureceu, nossas escolhas estão aperfeiçoadas e a gente quase acha que tá valendo mais o “como usar” do que o “o que usar”. Quase!

Acontece que se tem uma coisa nessa vida que acrescenta valor ao que a gente veste é o SENTIDO. E semanas de moda são prato cheio pra gente aprender mais sobre o que motiva a criação da roupa, o que direciona a pesquisa de tendência (isso ainda existe?), o que tem de história – e estórias – no pacote de cada modinha que a gente tem vontade de usar. A ‘viagem’ de cada estilista pode render coordenação de cores que vem de alguma idéia bacana, os cenários podem ser iluminados de modo que faça lembrar um jogo de texturas, a música pode ter a ver com a imagem (e é tão legal pensar que looks podem fazer referência à músicas, não?), o que cada amarração acessório cabelo aplicação recorte pode carregar de informação que vai além da moda! A gente pode prestar atenção na “origem” de cada coleção desfilada ao ouvir o que cada estilista conta sobre seu próprio trabalho a cada temporada, e assim se permitir-se interessar por inteligências diferentes… que podem ser carregadas no que a gente veste. O lado humano dos desfiles, essa vontade da gente aprender e interpretar e dividir o que faz brilhar o olho com mais gente (através do que a gente escolhe vestir), é pra gente aqui na Oficina um antídoto contra qualquer banalização ou supervalorização vazia de roupa e aparência. Só vale mesmo o que vale pra gente mesma!

A edição de inverno 2012 do SPFW que começa hoje propõe “uma reflexão sobre a riqueza e diversidade do processo criativo e dos pensamentos que alimentar idéias e inventam soluções” – o evento inteiro quer “celebrar a maneira como a moda amplia e valoriza o nosso imaginário” (daqui). Essas são máximas que a gente pode exercitar agora, em tempo de desfiles, e levar consigo pra vida, pra frente do espelho, pra passeio no shopping, pra visita à liquidação. Encontrar sentido no que a gente veste – e permitir que a moda amplie e valorize o nosso imaginário! – é tarefa pra quem tá atento ao que é importante (pra si mesmo), à singeleza da vontade genuína, ao amor próprio. :)

Tags: , , 19.01.2012 - 09:03 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 2 Comentários

BLOCOS DE COR EM FESTONAS

A gente curte bastante a oportunidade de se aproveitar da idéia dos blocos de cor também em festonas, viu. Delícia-facilidade é escolher acompanhamento pra corzooooona do vestido nas corzinhas dos acessórios (corzona e corzinhas em referência à quantidade de espaço que vestido e acessórios ocupam no look!). Escolhida a cor do vestidón, quem pode super guiar-ajudar na escolha das cores “menores” – e nem por isso menos importantes! – é o círculo cromático. Aquele mesmo das aulas de educação artística da escola. Ces não imaginam o tanto que a gente usa esse círculo no trabalho de consultoria com as clientes, ó!

O círculo cromático é tipo um arco-íris com pontas emendadas, fatiado ao meio no sentido transversal. Ele mostra direitinho como uma cor dá lugar à outra, como se a gente fosse misturando pigmentos em uma tonalidade pra obter outra. Essa passagem dá uma dicona de coordenação elegante, quase-quase monocromática (já que as cores são tão próximas que ficam vizinhas no círculo!). As cores que ficam uma do lado da outra no círculo são meio irmãs e sempre funcionam bem juntas, sem “informalizar” demais o look – mesmo quando contrastam não “gritam”, sabe como? E já que ocasião de usar vestidón é ocasião formal, elegante, refinada… esse pode ser um bom caminho na hora de escolher o que complementa a cor do look: corzona do vestido como principal-chamadora-de-atenção e outras cores coloridas – vizinhas dessa cor principal no círculo – como coadjuvantes nos acessórios (e até na maquiagem, por que não?!??). É legal pensar não só nas cores que a gente consegue ver no círculo cromático aqui nas imagens de cima, mas em todas as tonalidades que “cabem” dentro de cada cor dessa – desde os mais claros aos mais escuros, desde os mais vivos aos mais opacos. Como se cada cor dessa rendesse toda uma família de tonalidades.

Quem quiser incrementar vestidos mais neutros ou criar um pouquinho de desordem-da-boa no dresscode formal (em pequeninos pedaços, nem vai doer!) também pode ter o auxílio-amigo do círculo cromático. As cores que ficam uma em frente à outra ou separadas pela mesma distância (tipo duas depois e duas outras depois) são complementares e criam contraste e maior “choque” quando usadas juntas – o que rende aparência menos formal mas também mais criativa. No fim o círculo cromático é um bom guia pra todo tipo de coordenação (alô circulinho impresso grudado na porta do guarda-roupa!) e, com tudo assim na facilidade, não tem por que a gente não experimentar e se divertir, né?!?? Suave na nave! :)

 

MERYL STREEP NA VOGUE

A notícia de que Meryl Streep estará na capa da Vogue americana em janeiro chegou para a gente como uma primeira ótima notícia de 2012. Ela já havia aparecido na capa da Vogue francesa em maio de 2010. A atriz está com 62 anos e aos 40 pensou que sua carreira estivesse acabada. Quando completou esse idade, Meryl perguntou ao marido o que eles deveria fazer agora que sua carreira no cinema estava encerrada! No ano seguinte, ela recebeu três ofertas para encenar bruxas em três filmes diferentes e pensou que a mensagem era bem clara: “Depois que as mulheres passam da idade de ter filhos, ela só podem ser vistas como algo grotesco em determinado nível”.

A carreira de Meryl Streep, no entanto, estava longe de ser encerrada em 1989, quando completou 40. Maryl é uma das poucas atrizes que continua conseguindo se impor e fazer bons papeis sem ter que se submeter a cirurgias loucas, dietas ou se contentar apenas com papeis coadjuvantes. Com essa capa linda, Maryl conseguiu impor sua beleza calma e natural também ao mundo da moda. Ela é a mulher mais velha a estrelar uma capa da Vogue desde que Anna Wintour edita a revista e provavelmente desde que a publicação foi lançada, há mais cem anos. A idade média das mulheres que aparecem na capa da Vogue americana é de 30.3 anos, segundo levantamento da New York Magazine, que checou as idades de todas as capas desde janeiro de 2000. Exceto Meryl, a única mulher com mais de 50 anos que conseguiu emplacar uma capa desde que Anna Wintour passou a editar a revista, em 1988, foi Priscilla Presley, ex-mulher de Elvis Presley que esteve na edição de agosto de 2004.

A matéria foi escrita por Vicki Woods e fotografada por Annie Leibovitz em uma fazenda de produtos orgânicos. Meryl é militante da comida orgânica e sustentável há mais de dez anos e participa de um grupo de mulheres que luta pela fundação de um museu nacional da história das mulheres, para o qual ela doou um milhão de dólares no ano passado. A ideia é que o National Women’s History Museum (nwhm.org) conte a história de todas as mulheres incríveis que ficaram esquecidas na história americana simplesmente porque essa história era escrita pelos homens.

Para a gente, ver Meryl Streep estampada nessa revista traz todo um sabor de futuro melhor, onde as revistas escolherão suas capas muito mais pela história e pelo que elas representam do que pela idade que têm e o número que vestem. Como Vicki Woods disse no fim da entrevista: “She’s America’s sweetheart, this woman. And if she was British, they’d have made her a dame long ago”!

Tags: , , , , 16.12.2011 - 08:20 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 7 Comentários

SER INDIE NO BR (NÃO É FÁCIL!)

Já reparou que sempre que surge uma modinha de grupo fora do país – tipo boho, emo, hispter, qualquer coisa que seja bem marcada como moda de grupinho – isso fica mais difícil de identificar no Brasil? Por aqui, emo parece hispter, boho parece mendiguismo e todo mundo termina dando um abraço fraternal na C&A.

Na nossa opinião, isso acontece por muitos motivos – brasileiro gosta de sincretismo entre estilos mesmo quando tenta ser caricato -, mas sobretudo porque nós não tempos a mesma variedade de lojas, marcas e fornecedores que os gringos têm.

Apague da sua cabeça pessoas que viajam para o exterior todo ano e fazem suas compras por lá. Apague também endinheirados em geral. Agora foque sua atenção nos jovens – justamente quem costuma aderir a modas de grupo, já que adulto não anda em bandos. O jovem brasileiro que se identifica com a estética hipster compra nas mesmas lojas que o adolescente emo, que compra nas mesmas lojas que a menina influenciada pelo romantismo a la foto do Tumblr.

Toda essa rapaziada diferente, que se sente e quer ser diferente, tem acesso às mesmas peças e depende muito da própria criatividade para se distanciar uns dos outros.

Um dos caminhos diante desse fato é sentar no primeiro meio-fio que aparecer e chorar nossa falta de H&M, de Urban Outfitters, da variedade de lojas baratas que os gringos possuem a mais que a gente. O outro caminho é perceber que a nossa pobreza de fornecedores incentiva a criatividade nos jeitos de usar, nas combinações diferentes, na customização, na ida até a costureira, no empreendedorismo de fazer a própria lojinha on-line. Será que valorizar isso tudo não é muito mais legal do que ensinar para os adolescentes que o caminho para fazer bonito na porta da escola é um cartão de crédito internacional?

No fim das contas, estilo não se compra e o consumidor brasileiro tem bem menos risco que o gringo de virar caricato, vítima da moda ou qualquer coisa assim. Como já disse Humberto Gessinger: “Em Cuba só há uma marca de xampu, mas somos nós que querermos todos ter o mesmo tipo de cabelo”.

Todas chora e encerra o post com essa referência, meu deus!

Tags: , , 21.11.2011 - 14:05 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 14 Comentários

ABSORVENTES DE AXILA (AHÃM!)

Nossas clientes são as mais antenadas e apresentam altas idéias geniais pra gente, de verdade. No guarda-roupa de uma delas, na semana passada, a gente conheceu esses absorventes de axila – que tem textura de absorvente, superfície auto-colante, vêm embaladinhos um-a-um como um carefree mesmo… mas servem pra usar por dentro da roupa, debaixo dos braços. Mas como assim? Assim, ó:

Chama “Underarms pads” e é feito por essa marca 1-2 Dry. As caixinhas tem 12 absorventes que podem ser comprados em tamanhos diferentes (M e G) e podem ser brancos ou pretos. Os absorventes vem embalados em duplinhas, como a gente fotografou – e neles mesmos tem uma dobra indicando o lugar certinho em que devem ser colados/usados. A gente achou sensacional pra quem usa muita alfaiataria, porque né menos lavagens significa durabilidade maior. Bom também pra evitar manchas de desodorante nos forros clarinhos de jaquetas e capinhas. Mas vantagem maior mesmo é a de permanecer sequinha em situações como a da própria cliente: mesmo no verão, o trabalho dela tem dresscode formal e uma terceira peça é sempre bem-vinda… mesmo usando regata por baixo. Sacou? ;-)

O site tem mais informação e uns desenhinhos bem ilustrativos – bom pra pesquisar e trazer na próxima viagem, já que aparentemente o site não entrega no BR (diz que existem outras marcas, de repente vale a pesquisa). De todo jeito vale conhecer, né? Legal viver num tempo em que todo mundo quer ter a melhor vida que pode ter – e que a indústria pensa possibilidades criativas pra quase tudo!

Tags: , 14.11.2011 - 14:52 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 14 Comentários

A GENTE É MAIS IMPORTANTE QUE A MODA!

O canal de Youtube do Net-a-Porter postou na semana passada um vídeo com a Stella McCartney em entrevista sobre seu trabalho, sua marca e sua motivação (na vida). No terceiro minuto de conversa Stellinha solta essa (vê se não vai te pegar também!):

“(…) Quando eu penso na ‘mulher Stella MacCartney’ não me vem à mente eu dizendo pra uma mulher: “você é uma mulher Stella MacCartney”, e sim uma mulher vindo a mim me dizer: “eu sou uma mulher Stella”. Tem uma grande diferença pra mim. eu não quero ditar nada pras pessoas. Eu quero que elas descubram a gente, pra que elas permitam que a gente faça parte da vida delas. Comprar roupas é algo bem psicológico, é uma grande coisa pra todo mundo. Essa ligação emocional é no que eu estou realmente interessada.”

E não é assim que deveria ser com tudo em relação ao que a gente veste, com tudo que a gente tem ou compra? A gente SABE que comprar/vestir não é só isso, que vai além, que envolve sensação, emoção e até responsabilidade. Então esse pensamento, essa idéia da gente ESCOLHER o que quer usar, da gente permitir que as coisas façam parte da nossa vida e do nosso universo… deveria ser exercício diário de não-esquecimento, né?

Mais importante que o look é o que é importante pra gente. Mais importante do que o que a gente acha lindo na roupa é o que a gente acha lindo na gente. E se a gente tem essas importâncias conhecidas, estudadas, definidas, então as escolhas que a gente faz acontecem naturalmente, cheias de valor e autenticidade.

Naturalidade, aliás, é outra dicona que Stellinha deixa pra gente nesse vídeo. No quinto minuto (ó lá) ela diz:

“(…) É tão transparente forçar qualquer coisa… eu acho que quando você força a moda é sempre muito óbvio *carinha de constrangimento* pra mim, não fazer esforço é a coisa mais incrível do mundo.”

Tags: , , 14.11.2011 - 13:50 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 9 Comentários

CULTIVANDO AS TENDÊNCIAS DO NOSSO QUINTAL

Todo dia, São Paulo recebe centenas de compradores do país inteiro que vêm aqui escolher a mercadoria de suas lojas. Esse mercado vai desde as famosas sacoleiras – mulheres incríveis que carregam o bonde da moda para todos os cantos – até as lojas de shopping e as grifes com equipe grande e estrutura organizada.

O destino certo de todo esse pessoal são as confecções do Itaim, Jardins, Polo e, sobretudo, do nosso querido Bom Retiro.

Para nós, pessoas físicas (como não amar esse termo, meu Deus!), nada soa tão mágico e inatingível quanto as confecções do Bom Retiro que vendem peças incríveis a preços lindos, mas só para o atacado.

Se você compartilha dessa tara por confecções, vai amar o blog Na Batalha Sem Descer do Salto, que posta fotos atualizadas de vitrines do Bom Retiro.

O blog pertence à Money Gloss, uma empresa que faz tipo um serviço de personal shopper, só que para as lojas. As irmãs Gi e Ju Keesse analisam o perfil da loja, o poder de compra dela, os prazos e montam um roteiro de compras que caiba no bolso e no estilo das clientes dessas lojas. É um trabalho que tem a ver com consultoria de estilo, embora seja bem diferente lidar com uma pessoa só e com uma multidão imaginária de clientes.

Quem não tem loja, no entanto, pode usar o blog da mesma forma que nós usamos: para observar as vitrines e ver o que é tendência de verdade aqui no Brasil, o que de fato estará nas araras de todo tipo de loja dentro de alguns meses. Em tempos de internet todo mundo tende a passar tanto tempo namorando lookbooks das marcas gringas que acaba esquecendo do próprio quintal, mas é nele que nós vivemos, consumismos e gostamos (ou desgostamos) das tendências da rua. Nem que seja para se preparar para combater a próxima leva de qualquer tendência pavorosa que tenha sido super usada no BR recentemente. É ou não é?

Confira a íntegra da nossa entrevista com Ju Keesse!

1) Conta direitinho o que a Money Gloss faz? Vocês ajudam lojas a escolherem o que vão vender, é isso?

Vou contar primeiro como nasceu o Money Gloss, acho que tem a ver. Sempre fui executiva de marketing financeiro, aí mudei e comecei a trabalhar com minha irmã, Gi, representante de moda há mais de 15 anos.

Depois de dois anos assessorando lojas em suas compras, fui convidada a assumir a gerência de marketing de uma rede de lojas da grande Porto Alegre. Essa experiência me mostrou como é o dia-a-dia dos lojistas.

Fiquei por lá dois anos e meio e, prontinha pra voltar, resolvi unir a experiência em marketing, em assessoria a lojistas, no chão de loja e na compra de coleções criando o Money Gloss, mesmo porque na época o único site dedicado a lojistas era o UseFashion, que tem outro direcionamento.

As lojistas de todo o Brasil fazem suas compras em São Paulo, mesclando seus pedidos com a pronta-entrega. Mas elas não têm oportunidade de vir toda semana e toda semana chegam novidades, às vezes exatamente o que a consumidora final está buscando nas lojas. O Money Gloss tenta mostrar exatamente isso.

Mostramos as novas confecções que chegam a São Paulo e colocamos artigos de apoio e vitrines de exemplo para as lojistas.

No início, o Money Gloss era totalmente vinculado ao trabalho de representação de minha irmã mas, com o tempo, ganhou confiabilidade e passou a ser referência para o trabalho diário das lojistas.

Claro que não dá para comparar com o Oficina de Estilo mas, focado em público hiper específico, o Money Gloss tem média de 4.000 acessos/dia, 1,300 assinantes e 244 seguidores, já tendo atingido mais de 1.250.000 pageloads. Legal, né?.

Hoje o Money Gloss continua gerando clientes para a equipe de assessoria da Gi mas ampliou seus horizontes.

2) Vocês não trabalham com o consumidor final em nenhuma etapa?

Recebemos muitas consultas das consumidoras finais querendo saber onde é possível comprar este ou aquele modelo e de muuuuuuitas querendo comprar no Bonriê [Bom Retiro]. Fornecemos os telefones ou sites das confecções, e só.

3) Para quais lojas trabalham? O que fazem exatamente? Há quanto tempo?

São Paulo tem hoje mais de 1.000 confecções que trabalham com pronta-entrega, sobretudo no Itaim, Jardins, Bom Retiro e Polo. A Gi é credenciada em mais de 700. Quanto às lojistas atendidas são muuuuuuuuuitas, de todo o Brasil (redes de lojas, grandes, médias e pequenas e muitas iniciantes no ramo).

4) A gente não entendeu direito se vocês possuem confecções ou se fazem o intermédio entre as confecções e os lojistas.

Não possuímos confecção e o trabalho vai além da intermediação. Funciona assim: a lojista avisa quando vem (também avisamos quando vão ocorrer lançamentos importantes) e é agendada com uma assessora da equipe que vai buscá-la no aeroporto ou rodoviária e fica o tempo todo disponível, mostrando as coleções mais adequadas ao perfil da loja e cuidando da parte burocrática.

Na verdade, o serviço é uma versão do personal shopper para o atacado. No mais, o escritório de representação da Gi funciona como um escritório da loja em São Paulo, cuidando do relacionamento da loja com as confecções, trocas, enfim, do dia-a-dia que não acaba quando a cliente volta para sua cidade.

5) Qual a sua relação com o Bom Retiro? Para você, quais são as qualidades e os defeitos das lojas do bairro?

Eu a-m-o o Bonriê [Bom Retiro]. Eita povo rápido e profissional. Estão na terceira geração e hoje dão aula de como fazer fast fashion, como montar vitrines, como colocar tendências imediatamente à venda.

Nestes dois anos de Money Gloss muita coisa mudou (no início eu fotografava e saia correndo…rsrsrs). Hoje eles abrem as portas dos showrooms, dão liberdade para mostrar suas novidades e, claro, obtém retorno com essa postura pois o blog direciona muitas vendas.

Como em qualquer outro lugar, o Bonriê, é claro, tem de tudo. Procuramos mostrar o que há de melhor.

Já na parte dos defeitos ficam as cópias mal acabadas, que acabam gerando má impressão para os compradores e, sem ter a ver com as lojas, a falta de infra-estrutura do bairro, que alaga, tem mau cheiro e muito lixo.

6) O que você e a Gil estudaram para fazer o que fazem? Pode dar alguma dica para quem quer fazer o mesmo?

A Gi cursou serviço social e aprendeu a trabalhar com mona na prática. Eu estudei jornalismo e sempre trabalhei em marketing.

Como dica ficam a paixão, o interesse pela pesquisa e muita, muita muita dedicação.

7) As vitrines que vocês postam no site são de lojas que só vendem no atacado?

Sim, todas são exclusivamente para o atacado.

Tags: , , 04.11.2011 - 08:36 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 17 Comentários

WORKSHOP DE ESTILO PESSOAL!

Tamos tão animadas! Olha só no que a gente tá trabalhando há alguns meses, que delícia de trabalho! ;-)

O WORKSHOP DE ESTILO PESSOAL desenvolvido pela Oficina de Estilo é um programa de identificação e aperfeiçoamento de identidade visual para grupos. Um jeito de disponibilizar pra mais gente, de uma vez só, a mesma consultoria que a gente trabalha com clientes individualmente há oito anos – com todos os benefícios, mas também com conversa boa, troca e crescimento compartilhado. Serão 6 encontros semanais com conteúdo direcionado, exercícios práticos e oportunidades de reflexão. A gente vai guiar participantes num caminho de auto-conhecimento que leva a um plano de ação, pronto pra ser vivido todos os dias. O resultado vem em forma de escolhas mais objetivas, menos tempo para se vestir, guarda-roupa mais coerente e coordenável, aparência original e autêntica e, claro, mais sorrisos em frente ao espelho. Mas o fim do curso não é o fim do processo: é o começo do treino – e construção de estilo pessoal é projeto pra vida toda!

A cada encontro a gente vai conversar sobre:

AUTO-CONHECIMENTO
AUTO-ESTIMA
CORES E COORDENAÇÕES
SILHUETAS
ESTILO E MENSAGENS
ADEQUAÇÃO
TÉCNICAS DE COMPRAS
MONTAGEM DE LOOKS
VERSATILIZAÇÃO

O programa completinho e detalhado de todas as etapas do workshop tá aqui. A primeira turma terá no máximo 20 participantes (mínimo 15) porque a gente acredita que nessa maneira de entregar consultoria o convívio em grupo acrescenta experiência – e a troca sempre rende exemplos, pontos de vista e referências extra. As seis etapas só são ministradas no pacote completo (a gente não faz etapas separadamente) e tem valor de R$ 1.800,00 que podem ser pagos em três parcelas. As etapas acontecerão aqui em SP em quintas-feiras à noite, das 19h30 às 23h, de 10 de novembro a 15 de dezembro.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 07 de novembro, assim: quem tiver interesse manda solicitação de inscrição via email pro falecom@oficinadeestilo.com.br com título WORKSHOP DE ESTILO PESSOAL. A gente devolve o email com link pra fazer pagamento via pagseguro (através de boleto bancário ou  de cartões de crédito), e aí o próprio comprovante de pagamento confirma a inscrição. Vamos? :)

R$ 1.800,00 (podem ser pagos em 3x)
quintas-feiras das 19h30 às 23h
de 10 de novembro a 15 de dezembro
nos jardins em SP (vamos estar pertinho da Rebouças, da Augusta, da Paulista e da Brasil!)
inclui apostila, coffee-breaks e estacionamento

***Nossa primeira turma de Workshop de Estilo Pessoal tá completinha e a gente tá amando esse novo trabalho, esse novo jeito de trabalhar! A previsão pra novas turmas é pro primeiro trimestre de 2012, quem tiver interesse em participar com a gente pode ficar de olho aqui no blog, no Facebook e no Twitter – a gente avisa primeiro aqui nos nossos canais! :)

Tags: 28.10.2011 - 08:20 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 32 Comentários
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