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mais um bafo no mundjinho da moda
Diz que o Tufi Duek saiu da Forum. Ele mesmo fundou, em 1981 (geeente!), essa marca que é queridona de todo mundo, que já vestiu com alguma peça todo mundo, que já fez a alegria da galera com jeans e vestidinhos e Kate Moss na última campanha. Hoje todo mundo deve falar mais desse bafo aí, que o grupo AMC – que é dono da Forum desde o ano passado – vai fazer comunicado oficial e tals. A gente vai acompanhar no site da Lillian Pacce e no Twitter (que tem a info mais fresca do mundo, gente!). Agora, BAFO MESMO vai ser quando contarem quem é que vai ficar no lugar dele, néam?!??



Todo mundo de plantão na internê pra saber das cenas dos próximos capítulos dessa novela – e de tantas outras bombas que podem estourar, néam?!?? Quem tiver mais notícias passa aqui pra compartilhar nos comentários!!! ((E se o dedinho aqui estiver muito nervoso, clica na tecla esc que ele acalma – aprendi com a Luiza!))
OLHA O COMUNICADO OFICIAL PUBLICADO NO LILLIAN PACCE, GENTE! Agora o Tufi vai “levar o seu trabalho e as suas idéias para novos desafios”! A gente admira de verdade (desde o Fashion Mkt!) e torce pra quem consome ser omaior ganhador dessa estória toda. ;-)
A Missoni não quer mais desfilar!
Mas não desse jeito que o título fez parecer (sem querer!): a marca italiana quer apresentar suas coleções de maneiras alternativas e mais criativas. Há tempos o povo da moda tá prestando atenção no mundo em volta pra perceber que existem jeitos legais de se mostrar uma coleção – e de se firmar imagem de marca – sem entediar o comprador/a imprensa. Gareth Pugh fez filminho, Viktor & Rolf fizeram instalação e mais. Diz que Angela Missoni, diretora criativa da marca que seus avós fundaram, pensa o tempo todo numa alternativa “menos fria e distante” de desfilar suas criações, e que até 2010 quer definir esse novo caminho pra Missoni. E disse também que empregar Gisele – oi, Colcci? – ou Naomi é uma bobagem (tipo isso, tradução livre) e que prefere convocar meninas novas e desconhecidas pra mostrar a roupa, pra que o foco seja esse mesmo – a roupa, e não o “espetáculo”. Melhor de tudo: a entrevista ao Telegraph (de onde veio toda essa info) termina com Angela dizendo que quer muito fazer alguma coisa com a H&M, por acreditar que esse é um jeito poderoso de alcançar meninas mais jovens hoje. Muita inteligência-fashion junta, não?!??

tamos aguardando as cenas dos próximos capítulos ;-)
Tendência agora é pisar bem o pezinho no chão, aceitar o próprio repertório e trabalhar da melhor forma possível com o que se tem. Vale pra tudo nessa vida – especialmente pro mercado de moda, pra nossa moda em frente ao espelho e pra auto-estima de cada uma de nós. ;-)
Mais:
Desfile conceito x moda comercial
Sobre roupas e imagens de moda
A gente ainda não cansou de fashion shows
As semanas de moda do mundo
o “novo fashion rio” em muitos links
Essa sexta foi o dia da top bomba-fashion do ano, até agora. O Fashion Rio agora pertence à mesma empresa que é dona do SPFW. E o Paulo Borges, criador e “gereciador” da semana de moda de SP, gerencia agora a do RJ também. Diz que nessa próxima edição do Fashion Rio as mudanças aparecerão mais na estrutura do evento, na estética, na organização e tals. Mas que mais adiante interferências maiores – até nas marcas e produtos e desfiles – também vão rolar. E ninguém negou a possibilidade das duas semanas de moda, a de SP e a do RJ, virarem uma só no futuro. A gente, até agora, acha que essa coisa toda vem super pro bem – tudo que o Paulo Borges faz é de qualidade, não é? E qualidade no evento provavelmente vai ter reflexo na qualidade da imagem e dos produtos apresentados lá. Muita gente falou da bomba do dia, os links tão todos aqui. A gente tá lendo tudo também, vamos ver se a gente vai entendendo em grupo, né?!?? ;-)

• o Filme Fashion divulgou o release oficial do anúncio da negociação e das mudanças e tals: só a imprensa recebeu, mas no clique tá disponível pra todo mundo
• no Lillian Pacce tem um resuninho e o slogan da coisa toda: “a união da moda brasileira”
• no Fora de Moda tem post com a importância do Fashion Business, evento de showroons e vendas que acontece dentro do Fashion Rio e que vai continuar
• o blog da Camila Yahn explicou como funciona o negócio, o licenciamento da marca Fashion Rio, mostrou uma percepção sobre o trabalho da ex-diretora Eloísa Simão e citou expectativas (gerais!) pro futuro
• no Erika Palomino tem um textão bem detalhado e também tem umas aspas do Paulo Borges – inclusive com perguntas sobre a relação dele com a ex-diretora do evento carioca
• o Chic também fez um textão bem bom
E a fofoquinha de bastidores, correndo solta pelo twitter (o dia todo!), é que a Eloísa Simão ficou sabendo disso tudo tipo junto com todo mundo. Num dia ela era a diretorona do Fashion Rio, no outro ela fica sabendo, assim de repente, que o seu concorrente principal não só comprou o seu trabalho mas também tirou o seu emprego. Vixe. Ela não apareceu o dia todo pra comentar – cenas dos próximos capítulos. E quem tiver mais links pra dividir, conta nos comentários!
novidade boa no prêmio moda brasil
Lembram do Prêmio Moda Brasil, que teve sua primeira eidção no ano passado? No Teatro Municipal, todo chique, cheio de gente famosa? (Quando a gente tirou nossa primeira foto com Gloria Kalil e fez essa foto MARAVILHOSA com ninguém mais ninguém menos que Francisco Costa, lembra?)
Uma das categorias do Prêmio é a de “mídia eletrônica”, que no ano passado premiou o Chic como melhor site de moda do Brasil e deu chance da gente conhecer o discurso de agradecimento mais elegante de todos os tempos – Glorinha foi ao palco e agradeceu, nominalmente e um por um, todo mundo que já trabalhou com ela desde o início do site! Foi super lindo!
E a novidade desse ano no Prêmio Moda Brasil é a divisão dessa categoria em três outras sub-categorias. Mídia Eletrônica, nessa segunda edição, vai premiar o melhor programa de TV, o melhor site e O MELHOR BLOG DE MODA. Não é de-mais?!?? O Prêmio só acontece mais pra frente, tipo em outubro, mas a gente podia começar um bolão agora mesmo, nos comentários, não?!?? Vamos?
personal stylists na tv e na vida real
Dada a quantidade de programas que fazem “transformações” e promovem fotos de antes-e-depois na tv desses dias, a gente acaba tendo uma super idéia de como o trabalho do personal stylists pode ser, certo? Não, amigas, nem tão certo assim. Nesses programas os profissionais que comandam as transformações têm (geralmente) meia hora pra entreter quem assiste – e, se sobrar tempo, ensinar alguma coisa. Claro que a gente aprende um monte quando se dispõe a ver o que o outro tem pra aprender (em estilo), mas transmitir informação real sobre consultoria de imagem não é a prioridade de programas de tv. E na vida real a gente não julga o que o cliente veste quando procura a gente, a gente não usa palavras ofensivas de maneira nenhuma, a gente não joga nada no lixo nem pela janela nem nada disso! Na vida real a estória é bem outra: a gente quer trabalhar junto, quer aperfeiçoar, que direcionar e, mais que tudo, quer ensinar tudo isso pra que cada cliente viva a vida recebendo elogios e nos dando orgulho por ter feito um trabalho bom.

É mais sobre gente do que sobre a própria roupa. E é mais sobre ouvir com atenção tudo sobre a auto-imagem de quem procura a gente – e aí trabalhar junto mesmo, em equipe, pra que essa auto-imagem corresponda à imagem que cada um mostra ao mundo com o que usa. E sobre respeitar o que cada um tem, o que cada um viveu até hoje, como cada um quer ser. Não é de dar medo, é auto-conhecimento em forma de visita-guiada. A gente só guia, quem opera a transformação – que não precisa ser radical, quase nunca é! – é o próprio cliente. Ele dá informação de personalidade, de estilo de vida, de preferência e objetivos; a gente só traduz pra “linguagem de guarda-roupa”. E o resultado é muito mais aparente na auto-estima do que na aparência!
sabedoria (fashion) de ramone
Sabedoria fashion é isso daí – e a gente adoraria que tudo em volta, especialmente aqui no BR, seguisse essa filosofia. Diz que Marky Ramone, o último ‘ramone’ vivo (aqui embaixo na foto com a fã Flavia Lhacer) tem uma linha de roupas roqueiras feita em parceria com o Tommy Hilfiger e contou porque resolveu ter o estilista americano como sócio no empreitada:

“Tommy sempre pensa no consumidor normal e se concentra emfazer roupa de qualidade, que dure. Sua faixa de preços é muito justa e acessível, e isso é especialmente importante no nosso tempo. Gastar dois ou três mil numa jaqueta de couro ou quinhentão numa calça jeans é ridículo. Eu quis assegurar que os preços dessa linha fossem acessíveis. A juventude hoje tem que pagar a faculdade, tem que achar emprego, e eu quis fazer coisas acessíveis pra eles.” – E essa foi uma tradução muito muito livre de um pedaço dessa entrevista aqui, clica pra ler mais (em inglês!).
outro da série: pra que serve o spfw?
Agora quem colaborou com a gente pra nossa “pensata-coletiva” foi o Jorge Wakabara, jornalista de moda que tá empatado com a Alexandra Farah no segundo lugar do nosso coração (que no primeiro tá o Alcino Leite Neto, né, Brasil). O Jorge trabalhou tempos no site Chic da Glória Kalil, mas fez fama mundial no portal da Abril, onde comanda reportagens de moda, um blog de celebridades-fashion e um outro só com notícias e resenhas incríveis sobre o SPFW. A gente desacredita na pouca divulgação desse site, que todo mundo devia estar visitando loucamente durante esses dias de evento – a gente clica lá a cada parada na sala de imprensa! Mas ok, a opinião do Jorge é valiosa e super contribui pra nossa série, ó só:
No que o Jorge falou isso daí, a gente ficou pensando que o SPFW é oportunidade bem boa de exercício pra imprensa de moda brasileira. Duas vezes por ano, quem se especializa nesse tipo de jornalismo tem chance de se aperfeiçoar como “avaliador” de moda, como pensador de moda, como questionador e – principalmente! – como comunicador de moda. E gente, pensar em jeitos inteligentes e originais de falar disso daqui não é tarefa tão fácil – tanto que é bem mais comum ver coberturas bobinhas do que super legais. Mas oportunidade, pra quem aproveita bem, é presente de Deus. ;-)
mais da série: pra que serve o spfw?!??
E a gente tem mais uma colaboração pra nossa série de posts, querendo refletir sobre os propósitos – e também sobre os resultados! – da maior semana de moda da América Latina. Ontem a gente postou um vídeo em que o prefeito de SP diz não só que “a moda aumenta a auto-estima das pessoas”, mas também chama atenção para os relfexos desse eventão na economia, na vida da cidade e até na divulgação do Brasil no mundo.
Hoje nossa busca ficou beeeem mais leve, quando o Charles – fotógrafo que já entrou pra história da Oficina de Estilo, pela primeira vez tem fotos exclusivas de to-dos os looks de desfile (obrigada, Modices!) contribuiu com a opinião dele. SPFW também é tempo de ver gente, (re)encontrar amigos e de fofocaaaar. Vê só pra que servem esses dias, do ponto de vista do Charles:
Mas é tudo do bem, viu? Pelo menos aqui em volta da gente a afetividade fashion impera – bem tipo super-Oficinas contra o baixo-astral! ;)
ainda sobre o fashion rio
No meio da moda tem essa discussão sem fim sobre a necessidade de tanta semana de moda aqui no Brasil (já teve post aqui no Oficina sobre essa conversa). A gente mesmo não foi ao Fashion Rio porque, na vida real, a gente dificilimamente frequenta com nossas clientas as lojas de quem desfila lá – mesmo porque poucas são as marcas do Fashion Rio que efetivamente tem lojas/vendem aqui. A gente compra (ou já comprou) na Maria Bonita Extra, na Cantão, na Mara Mac e no Acqua Studio (quando tinha loja-loja, que agora é só ateliê com vestidón), e só. E olha que, quando no Rio no ano passado por conta de um trabalho, a gente procurou as lojas do povo do line-up, visitou as que achou e olha, não rolou. Pelo menos não pra gente ou pras nossas clientas (e isso é experiência pessoal, gente, não é a lei ou a verdade geral do mundo).

Tem esse texto da Alexandra Farah que questiona não só as mointas semanas de moda, mas também as motivações dos estilistas que desfilam – tem que ler: “(…) Quando vejo um look tipo: blazer com ombro gigante + chapeuzinho de feltro + saia longuete + camisa com jabô… tudo cinza e marrom, tenho vontade de saber se eles lembram que no Rio faz 100 graus, que as pessoas vão à praia mesmo em julho e que o país é jovem e animado?”. E aí, sabe o que acontece? A Aline escreveu no blog dela: “Tudo que eu vi até agora foi sem graça. Nenhuma imagem em nenhum portal me deu vontade de comprar (raroooo), nem de passar os olhos sobre todos os looks do desfile. Não vi desfile nenhum de cabo a rabo e não sei se é culpa minha ou se é mesmo das coleções expostas na semana.”. Vixe.
Mas ok. Erika escolheu os dez desfiles mais legais do Fashion Rio e linkou tudo num mesmo lugar pra quem quiser dar aquela olhadinha. E o UOL fez a pauta mais legal do mundo (durante os dias de evento!): fotografou senhorinhas ótemas nas ruas do Rio, bem coloridas, confortáveis, femininas (algumas até sensuaaaais!) e super alegres. Bem como a moda de lá deve ser mesmo. ;-)
quermesses fashion: celebridades e desfiles
A gente conversa há tempos sobre a quantidade de celebridades inseridas em contextos de moda (seja em editoriais, em capas ou em campanhas) e da sua influência pra criar desejos e gerar vendas. Celebridades (aparentemente!) geram maior identificação por carregarem personalidade e estilo de vida junto com a imagem – o consumidor final “enxerga” a roupa com mais facilidade num contexto de vida real e não precisa decodificar signos e símbolos presentes em imagens-conceito. Mas a quantidade de celebridades em semanas de moda, em primeiras filas e mesmo nas passarelas nessa última temporada geraram tanto notícia quanto as coleções em si, e a gente vê vantagens nisso (de um jeito).
Mario Mendes diz que existe uma foto da década de 50 em que se vê a Marlene Dietrich num desfile da Dior, “sentada espremida entre vários mortais na escadaria da maison”. As pessoas não estavam lá necessariamente pra ver a atriz – estavam lá pra ver mais uma coleção do costureiro francês, uma celebridade internacional, atraindo a atenção de todos, inclusive da Marlene em si. “É evidente que ter uma estrela vestindo suas criações sempre foi a melhor propaganda para qualquer costureiro, mas elas não eram a única razão que determinava seu sucesso. Quem inventou a primeira fila tal qual a conhecemos e a invasão das celbridades nos desfiles foi Gianni Versace, no início dos anos 1990 – e o fenômeno das supermodels veio no pacote.”
A gente vê muitas celebrities durante o SPFW e o Fashion Rio, mas a gente vê mais ainda nessas semanas de moda regionais, fora do eixo RJ-SP. Especialmente nessas “semanas fashion week de moda” as celebridades não só dão pinta nas primeiras filas, mas também trabalham como modelas, fazendo passarela e tudo. Mas esse tipo de celebridade acrescenta alguma coisa? Não seria super fácil a gente se identificar com celebridades que vivem mais perto da gente, frequentam os mesmo lugares e se vestem com marcas mil vezes mais acessíveis que as ‘importadas’? A gente PRECISA ter umas celebridades mais dignas; ou as stylists dessas celebrities têm que aprender a se destacar na elaboração de looks de vida real tanto quanto as figurinistas que as vestem na ficção. Que o Style fez, nessa temporada, fotos dos looks das passarelas e também dos looks da primeira fila – inspiração pra todo mundo, mais democrática e mais rápida: a gente vê/estuda o que ainda vai se usar e o que já está se usando, tudo ao mesmo tempo.
O MM ainda completa seu pensamento dizendo que (a onda de) “misturar famosos com moda aumentou e tem sido explorada até a última gota porque, na nossa atual cultura tablóide, a moda virou ‘arroz com feijão’”. A gente concorda que todo mundo tem muito mais acesso à informação de moda (muito por causa da internerd, até) e que o assunto está disponível em várias dimensões, exposto das mais diversas maneiras. Por isso uma campanha por celebridades mais interessantes faz muito sentido (pra gente!): uma vez que desejo de moda nasce/cresce por identificação e estamos nessa ‘cultura tablóide’, não tem como dissociar celebridades e moda. E se a gente tem informação ilustrada propriamente, com imagens que fazem suspirar e inspiram (porque não?), fica mais fácil de assimilar e reproduzir na vida real. Não é?!??
Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)
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