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CULTIVANDO AS TENDÊNCIAS DO NOSSO QUINTAL

Todo dia, São Paulo recebe centenas de compradores do país inteiro que vêm aqui escolher a mercadoria de suas lojas. Esse mercado vai desde as famosas sacoleiras – mulheres incríveis que carregam o bonde da moda para todos os cantos – até as lojas de shopping e as grifes com equipe grande e estrutura organizada.

O destino certo de todo esse pessoal são as confecções do Itaim, Jardins, Polo e, sobretudo, do nosso querido Bom Retiro.

Para nós, pessoas físicas (como não amar esse termo, meu Deus!), nada soa tão mágico e inatingível quanto as confecções do Bom Retiro que vendem peças incríveis a preços lindos, mas só para o atacado.

Se você compartilha dessa tara por confecções, vai amar o blog Na Batalha Sem Descer do Salto, que posta fotos atualizadas de vitrines do Bom Retiro.

O blog pertence à Money Gloss, uma empresa que faz tipo um serviço de personal shopper, só que para as lojas. As irmãs Gi e Ju Keesse analisam o perfil da loja, o poder de compra dela, os prazos e montam um roteiro de compras que caiba no bolso e no estilo das clientes dessas lojas. É um trabalho que tem a ver com consultoria de estilo, embora seja bem diferente lidar com uma pessoa só e com uma multidão imaginária de clientes.

Quem não tem loja, no entanto, pode usar o blog da mesma forma que nós usamos: para observar as vitrines e ver o que é tendência de verdade aqui no Brasil, o que de fato estará nas araras de todo tipo de loja dentro de alguns meses. Em tempos de internet todo mundo tende a passar tanto tempo namorando lookbooks das marcas gringas que acaba esquecendo do próprio quintal, mas é nele que nós vivemos, consumismos e gostamos (ou desgostamos) das tendências da rua. Nem que seja para se preparar para combater a próxima leva de qualquer tendência pavorosa que tenha sido super usada no BR recentemente. É ou não é?

Confira a íntegra da nossa entrevista com Ju Keesse!

1) Conta direitinho o que a Money Gloss faz? Vocês ajudam lojas a escolherem o que vão vender, é isso?

Vou contar primeiro como nasceu o Money Gloss, acho que tem a ver. Sempre fui executiva de marketing financeiro, aí mudei e comecei a trabalhar com minha irmã, Gi, representante de moda há mais de 15 anos.

Depois de dois anos assessorando lojas em suas compras, fui convidada a assumir a gerência de marketing de uma rede de lojas da grande Porto Alegre. Essa experiência me mostrou como é o dia-a-dia dos lojistas.

Fiquei por lá dois anos e meio e, prontinha pra voltar, resolvi unir a experiência em marketing, em assessoria a lojistas, no chão de loja e na compra de coleções criando o Money Gloss, mesmo porque na época o único site dedicado a lojistas era o UseFashion, que tem outro direcionamento.

As lojistas de todo o Brasil fazem suas compras em São Paulo, mesclando seus pedidos com a pronta-entrega. Mas elas não têm oportunidade de vir toda semana e toda semana chegam novidades, às vezes exatamente o que a consumidora final está buscando nas lojas. O Money Gloss tenta mostrar exatamente isso.

Mostramos as novas confecções que chegam a São Paulo e colocamos artigos de apoio e vitrines de exemplo para as lojistas.

No início, o Money Gloss era totalmente vinculado ao trabalho de representação de minha irmã mas, com o tempo, ganhou confiabilidade e passou a ser referência para o trabalho diário das lojistas.

Claro que não dá para comparar com o Oficina de Estilo mas, focado em público hiper específico, o Money Gloss tem média de 4.000 acessos/dia, 1,300 assinantes e 244 seguidores, já tendo atingido mais de 1.250.000 pageloads. Legal, né?.

Hoje o Money Gloss continua gerando clientes para a equipe de assessoria da Gi mas ampliou seus horizontes.

2) Vocês não trabalham com o consumidor final em nenhuma etapa?

Recebemos muitas consultas das consumidoras finais querendo saber onde é possível comprar este ou aquele modelo e de muuuuuuitas querendo comprar no Bonriê [Bom Retiro]. Fornecemos os telefones ou sites das confecções, e só.

3) Para quais lojas trabalham? O que fazem exatamente? Há quanto tempo?

São Paulo tem hoje mais de 1.000 confecções que trabalham com pronta-entrega, sobretudo no Itaim, Jardins, Bom Retiro e Polo. A Gi é credenciada em mais de 700. Quanto às lojistas atendidas são muuuuuuuuuitas, de todo o Brasil (redes de lojas, grandes, médias e pequenas e muitas iniciantes no ramo).

4) A gente não entendeu direito se vocês possuem confecções ou se fazem o intermédio entre as confecções e os lojistas.

Não possuímos confecção e o trabalho vai além da intermediação. Funciona assim: a lojista avisa quando vem (também avisamos quando vão ocorrer lançamentos importantes) e é agendada com uma assessora da equipe que vai buscá-la no aeroporto ou rodoviária e fica o tempo todo disponível, mostrando as coleções mais adequadas ao perfil da loja e cuidando da parte burocrática.

Na verdade, o serviço é uma versão do personal shopper para o atacado. No mais, o escritório de representação da Gi funciona como um escritório da loja em São Paulo, cuidando do relacionamento da loja com as confecções, trocas, enfim, do dia-a-dia que não acaba quando a cliente volta para sua cidade.

5) Qual a sua relação com o Bom Retiro? Para você, quais são as qualidades e os defeitos das lojas do bairro?

Eu a-m-o o Bonriê [Bom Retiro]. Eita povo rápido e profissional. Estão na terceira geração e hoje dão aula de como fazer fast fashion, como montar vitrines, como colocar tendências imediatamente à venda.

Nestes dois anos de Money Gloss muita coisa mudou (no início eu fotografava e saia correndo…rsrsrs). Hoje eles abrem as portas dos showrooms, dão liberdade para mostrar suas novidades e, claro, obtém retorno com essa postura pois o blog direciona muitas vendas.

Como em qualquer outro lugar, o Bonriê, é claro, tem de tudo. Procuramos mostrar o que há de melhor.

Já na parte dos defeitos ficam as cópias mal acabadas, que acabam gerando má impressão para os compradores e, sem ter a ver com as lojas, a falta de infra-estrutura do bairro, que alaga, tem mau cheiro e muito lixo.

6) O que você e a Gil estudaram para fazer o que fazem? Pode dar alguma dica para quem quer fazer o mesmo?

A Gi cursou serviço social e aprendeu a trabalhar com mona na prática. Eu estudei jornalismo e sempre trabalhei em marketing.

Como dica ficam a paixão, o interesse pela pesquisa e muita, muita muita dedicação.

7) As vitrines que vocês postam no site são de lojas que só vendem no atacado?

Sim, todas são exclusivamente para o atacado.

Tags: , , 04.11.2011 - 08:36 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 17 Comentários

TROCA-TROCA DE ESTILISTAS

Basta uma marca bacana despedir (ou perder) seu estilista, por exemplo, pra todo mundo começar a sugerir nomes interessantes, prever como seria o trabalho dessa ou daquela pessoa numa grife xis, e por aí vai! Marcas com tempo de estrada e estilo definido tem, com essas trocas, oportunidade de ter seu “acervo imagético” revisitado por alguém com referências variadas, com olhar fresco. Quem ganha é quem curte moda, que mesmo sem consumir diretamente determinadas marcas (alô celine, alô dior!), tem oportunidade de conhecer a essência da moda do século XX revisitada com inteligência, com nova aboragem. A gente curte acompanhar, fica na expectstiva por novas imagens e pensou em alguns exemplos dessas mudanças que tiveram sucesso, olha só!

Karl Lagerfeld >>> Stella Mccartney
Sabia que com apenas 25 aninhos de idade – e recém-formada na Central Saint Martins – Stella Mccartney foi contratada pra assumir a Chloé? Karl Lagerfeld, seu antecedente na grife francesa, não gostou nadinha e chegou até a dizer que “a escolha da marca deveria ser de um grande nome da moda, e não da música”, já que a Stellinha é filha de um ex-Beatle. Se ela chegou subestimada por alguns, bastaram algumas estações pra todos se encantaram com o trabalho simples, feminino e super-elegante da filha de Paul. Em 2001, Stella saiu da Chloé pra assumir sua marca própria – que desde então é um sucesso só com as mulheres mais elegantes e femininas desse mundo, viu!

Alexander Mcqueen >>> Sarah Burton
Não deve ter sido nada fácil pra Sarah Burton assumir a marca de Alexander Mcqueen. Ela foi assistente por anos do estilista, e após sua morte – no ínicio de 2010 – foi encarregada de assumir a grife inglesa. Muitos duvidaram que ela fosse dar conta, mas aos pouquinhos ela foi conquistando a todos e dando continuidade ao trabalho primoroso de Mcqueen. A certeza de que a (forçada) troca tinha dado certo foi quando Kate Middleton, depois de meses de mistério, adentrou a Abadia de Westminster vestida de Sarah Burton para Alexander Mcqueen – e lindíssima!

Stella Mccartney >>> Phoebe Philo
Quando Stella Mccartney precisou sair da Chloé pra tomar conta da sua própria marca, foi sua assistente de anos, a também inglesa Phoebe Philo, que assumiu o posto. E a passagem da moça por lá foi mais que bem sucedida, já que ela dobrou os lucros da marca e foi responsável por hits como a bolsa Paddington, quem lembra? Em 2006, no auge de seu sucesso na marca, Phoebe também resolveu pedir as contas pra ter mais tempo pro marido e filhos. De lá pra cá a moça ficou quietinha no seu canto, aproveitando a vida com a família. Mas com tanto talento logo começaram a chegar investidas pra lá de pesadas da parte de Pierre Yves Roussel, CEO do grupo LVMH (proprietários da Céline), que de quinze em quinze dias – durante um ano (!!!) – fez a rota Paris-Londres só pra tentar convencer a estilista. Phoebe resolveu aceitar a proposta e assumir a Céline em 2008.

Ivana Omazić >>> Phoebe Philo
Ivana Omazic saiu do grupo Prada, em 2005, pra assumir a Céline. Infelizmente sua temporada por lá não foi bem sucedida e três anos depois, em 2008, ela foi substituída pela talentosa estilista inglesa Phoebe Philo. E a escolha não poderia ter sido melhor. Já que com quatro coleções de muito sucesso desde sua entrada, Phoebe levou o prêmio de designer britânica do ano de 2010 pra casa! Em pouco tempo ela acabou se tornando – “novamente” – o grande nome de um minimalismo super elegante e simples, pra mulheres tão elegantes quanto!

***

O burburinho do momento é sobre a possível saída de Marc Jacobs da Louis Vuitton diretamente pra Dior, que não tem John Galliano mais em seu comando. Será que a troca vai ser positiva, gente? O que vocês acham? Tem expectativas? A gente aqui na Oficina torce muito por desfiles incríveis de Marc Jacobs por lá, viu?

Tags: , , , , , , , 02.09.2011 - 14:38 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: mundo da moda 3 Comentários

UMA PROPOSTA, DOIS RESULTADOS

Duas campanhas de marcas do mesmo estilista para o inverno 2011/12 ilustram perfeitamente a nossa ideia de que idades e personalidades diferentes pedem roupas e – sobretudo! – jeitos de usar distintos, mesmo quando a ideia e transmitir uma mensagem parecida.

As coleções de inverno 2011/12 da Marc Jacobs e da Marc By Marc Jacobs têm o mesmo perfume vintage, chic e um tanto sóbrio mesclado com detalhes divertidos.

Nos looks, casacos estruturados, acabamentos em pele, casquetes e camisas quadradinhas naquele mesmo shape clássico que a Céline costuma usar ganham um tom mais pop com os vários poás e as misturas de renda com tecido e couro, além das estampas divertidas.

Acontece que a campanha da Marc Jacobs é estrelada por Helena Bonham Carter enquanto a da Marc by Marc traz Elle Fanning.

Embora as duas coleções puxem pro vintage, o vintage que veste a irmã caçula de Dakota Fanning não é o mesmo que veste a mulher de Tim Burton. As duas são completamentes diferentes e a produção de moda dos ensaios foi muito feliz em apresentar o universo do estilista aplicado ao que funciona para cada uma delas.

Fazer essa diferenciação não significa cair na preguiça e vestir Elle de criança e Helena de senhoura. Com esperteza, todo mundo pode brincar de tudo, mas cada um tem que fazer a sua versão do vintage, do sério, do adultinho, do divertido, do pirigueti, de tudo que há no mundo, sempre adaptando e ajustando.

Tags: , , , , , 03.08.2011 - 07:38 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 7 Comentários

INTERNET INTERESSANTE DE MODA

Essa semana a Balenciaga lançou um site novinho em folha, cheio de coisa nova – arquivão dos desfiles antigos, loja on-line completíssima e imagens que representam a história da marca. Mas o que chamou mesmo a nossa atenção – e fez nosso olho brilhar também – foi o formato da página inicial do site, que super lembra o formato do Tumblr.

Ver uma marca se adaptar as novas possibilidades da internet fez a gente pensar no quanto tem marcas incríveis na vida real que deixam muito a desejar no on-line. Seria bem legal se, além de fotos das campanhas, desfiles, informações sobre lojas, telefones e etc, a gente pudesse ver conteúdo especial pra ser disponibilizado on-line – e as possibilidades são tão infinitas, né?

E aí que, mais interessante do que simplesmente criar um Tumblr, um blog e simplesmente seguir o fluxo, é adaptar todas essas novas ferramentas e plataformas (tão legais que vão surgindo) pro interesse do público alvo de cada uma dessas marcas. A Miu Miu, por exemplo, começou a disponibilizar revistinhas mensais com imagens bem lindas dos produtos novos da coleção deles. Não só isso como também criou o projeto “The Women’s Tales”, que convida um nome diferente por estação pra criar um curta-metragem que apresente as novas coleções – e é de fazer suspirar!

O site da Prada também tem um espaço especial pra dividir, com todo mundo, os trabalhos artísticos que a marca faz paralelamente as coleções. Além de extras, como uma série de mini-vídeos mostrando um pouco do processo de fabricação dos produtos da marca. Já a jovem designer Charlotte Ronson, disponibiliza uma espécie de diário (bem esperto e cativante) da marca, com postagens que parecem ser idealizadas pela própria Charlotte – o que torna a ideia mais legal ainda! Inspirador pra todo mundo que curte/trabalha com internet, né?

Tags: , , , , , 22.07.2011 - 17:00 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: mundo da moda 3 Comentários

<3 ANÉIS GIGANTES

Pra gente ficar de olho e pra gente pensar bem fora da caixa, já com intenção de quebrar paradgimas: anéis gigantões assim podem ser grandes, mas são menores que colarzão, que turbante, que fivelona de cinto largo, de sapatos coloridos ou brilhosos – tudo que a gente já usa super bem. A gente mede 1,60m, 1,65m… o anel-gigante é grande mas só ocupa no máááximo uns 7cm-10cm desse espaço visual todo – pode parecer um super acessório chamativo mas né, é um pequeno detalhe se a gente conscientizar ‘o todo’ que é a nossa aparência assim, da cabeça aos pés.

De repente não é uma opção pro look de trabalho (dependendo, claro, do trabalho), ou pro look que já é super incrível cheio de informação. Ao mesmo tempo, não é o caso de usar com look simplinho demais: anelzão-gigante com jeans e camiseta branca pode parecer preguiça de pensar numa coordenação qualquer – e pode aparecer demais da conta, meio que quase forçando. Legal é coordenar com outros detalhes no look, com cores, com texturas, com estampas, com proporções inteligentes… pra que o acessório que já se destaca por si só brilhe no conjunto (e faça assim o conjunto inteiro brilhar!), e não que ele apareça sozinho sabe como?

Super original porque tá num lugar inesperado (pelo menos nesses tamanhos inesperados!), porque vai fazer parte das nossas conversas mais empolgadas junto com mãos que balançam pra complementar falas (alô gente expansiva) – e também por render perguntas e interesse de quem encontrar a gente usando esses acessórios. Pra ficar BEM de olho! Esses todos são da asos.com, que entrega no BR (sem dificuldade nenhuma especialmente pros que custam até 50 doletas!).

Tags: , , 18.07.2011 - 00:29 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 18 Comentários

DICONA PRA QUEM QUER TRABALHAR COM MODA

A gente aqui na Oficina é entusiasta de aconselhamento profissional por motivos do coração: as duas escolheram carreiras que não rolaram – uma fez Direito e a outra fez Engenharia, ces sabem. A gente procurou, procurou, conversou, tentou, experimentou… e quando a gente finalmente se encontrou com o mundo da moda ele era graaande! Levou um tempão (e muita terapia!) até a gente conhecer o campo da consultoria de imagem, até a gente estudar, conversar com gente que tava trabalhando na área, ter idéia de como a gente poderia desenhar nosso futuro profissional. Hoje a gente sabe que é referência nessa área que ainda não tem muitíssima gente com carreira já estabelecida, com rendimento satisfatório e com cartela animada de clientes. Precisa coragem pra apostar numa área nova, em crescimento/desenvolvimento, e quanto mais informação disponibilizada sobre o mercado e sobre o trabalho, melhor pra todo mundo – tanto pra quem já tá trabalhando quanto pra quem tem interesse em começar.

Se no começo da Oficina de Estilo, lá em 2003, existisse um aplicativo de Facebook como esse que o Senac tá lançando – o Senac Connect – nossa caminhada profissional teria sido adiantada nem que fosse um pouquinho, e teria sido mais divertida. A ferramenta quer ajudar geral a olhar com carinho pro que se tem dentro (de habilidades e vocações) e pro que existe em volta (de mercado e oportunidades) pra que todo mundo seja feliz com a profissão que escolher. Pra gente, que escolheu trabalhar como personal stylist numa época em que nem em sonho existia essa profusão de faculdades de moda, ver a nossa área incluída no rol de profissões de que a ferramenta trata é uma delícia. Junto com moda tem outras carreiras (que na nossa época eram “alternativas” como a moda, hihihi) tipo design, arquitetura, artes e mais. Funciona assim: a futura-profissional clica no link , responde umas perguntas, recebe umas indicações de áreas em que a afinidade poderia rolar e então vai pra uma área de discussão – lá dá perguntar, conversar e trocar informação com gente que já estuda (nessa área no Senac), com gente que já estudou lá e com professores. Serve pra conhecer mais de perto e também pra começar a fazer contatos. A parte de moda já tem quase 700 participantes!

Hoje a gente é super satisfeita profissionalmente e por isso a gente faz a nossa parte pra todo mundo se encontrar profissionalmente também: tudo que a gente puder dividir de info profissional bacana (na nossa área) vai sempre ser dividido aqui sem restrição. Além dessa ferramenta do Senac tem também a nossa série de entrevistas com profissionais de áreas variadas da moda, que olha vale o passeio – lembra das Lições de Profissão? . Trabalhar com moda não é fácil como parece nas novelas e nos filmes, mas é mais recompensador na vida real do que na ficção – a gente é garantia. ;-)

((A gente conheceu o Senac Connect por sugestão do próprio Senac – onde a gente se formou em Consultoria de Imagem em 2002! – e por isso esse publieditorial foi feito de coração.))

Tags: , , 14.07.2011 - 18:57 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 15 Comentários

BRASILIDADE DE ENCHER OS OLHOS

A gente aqui na Oficina é bem pouco noveleira, mas “Cordel Encantado” vale pelo figurino – vocês tão assistindo? Num enredo que é meio fábula, meio conto de fadas, as personagens tem aparência “super nossa” e misturam (nos seus looks) brasilidades nada convencionais, mas muito autênticas. Visual construído com liberdade (alô fábula!) e muita imaginação (alô conto de fadas!), que valoriza a cultura do ambiente que cada personagem frequenta e também suas personalidades. E isso daí não é super aplicável pros nossos próprios looks também?!??

As figurinistas fizeram pesquisas individuais para cada personagem, e isso envolveu conhecer os pormenores das roupas da realeza russa e até de samurais (por exemplo). Toda info pesquisada foi então repensada com cara e materiais brasileiros – e tudo, absolutamente tudo que a gente vê na novela foi produzido na/pela rede Globo de maneira artesanal. Elas mesmas explicam que houve ocasião em que foi preciso ir até um ferro-velho buscar metal para compor uma gola (!!!), que bordadeiras misturam madeira e côco aos tecidos dos vestidos, e que viagens mil foram necessárias para identificar e inserir elementos regionais-regionalíssimos na criação das roupas: o figurino tá todo cheio de couros, rendas de bilro, renascença e filé, linhão, pedrarias, juta, algodões rústicos, tecidos e bordados do norte do país e mais.

Até o n úcleo da realeza, que é de nacionalidade européia, desfila sutilezas nacionais nas suas roupas mais luxuosas. A rainha Helena e a duquesa Úrsula já apareceram usando mangas de tressê de palha e bordados super caracteristicos do nordeste, por exemplo. Doralice, a advogada, usa saiões de couro em tons escuros com camisas brancas (bem lindas!) de vários modelos. Penélope, jornalista, que sempre tá com uma ou outra peça masculina – mas com um toque meio safári-tropical todo original.

Os cangaceiros da novela também são maravilhosos. Jesuíno, personagem do Cauã Raymond (GATO), usou dias atrás um colete de crochê que parecia feito da mesma trama dos tapetes de cozinha, imagina! O núcleo mais humilde da novela é o que mais usa rendas, principalmente as que enfeitam panos de prato e toalhas de mesa, sabe? O resultado todo é super, SUPER interessante de se ver – com esses olhos da moda!

*Obrigadíssima à janinha, que deu pra gente a idéia desse post e toda uma explicação imagética super completa!!! <3

Tags: , , 08.07.2011 - 18:37 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 19 Comentários

MENINOS À FRENTE

Já houve um tempo, lá pelo período do rococó e do rei francês Luis XIV, em que os homens se importavam muuuuito mais em se enfeitar do que as mulheres. Hoje os papéis se inverteram e as mulheres estão quase sempre muito mais interessadas em renovar o guarda-roupa com novas tendências do que os meninos. Mas por uma brecha de dois meses, os homens parecem continuar à frente das mulheres – ao menos na cabeça dos estilistas.

As semanas de moda masculinas acontecem um pouquinho antes das femininas no mundo todo, então as ideias dos estilistas pras marcas masculinas e femininas acabam por se coincidir – de um jeito muito legal, afinal a gente tá falando de gêneros diferentes! Dá pra acompanhar as fotos dos desfiles masculinos no site da Vogue UK, eles acontecem geralmente nos meses de junho e janeiro! (mas as datas podem variar).

A verdade é que os homens, na prática (na vida real!) parecem estar menos abertos a novidades do que as mulheres. No entanto, são nas coleções masculinas que as ideias mais legais, as vontades de moda e tendências mais incríveis surgem antes! Por exemplo, a coleção masculina da Prada já antecipava as (tão famosas!) listras coloridas que a gente quer usar agora, assim como as formas das roupas – e até os modelos masculinos e femininos de sapatos são bem parecidos!

Mas tudo aparece de um jeito tímido, e parece ganhar muito mais força quando chega a vez das mulheres – maravilhoso pensar assim, né?! Já a Jil Sander, marca que disseminou os blocos de cores, já tinha desfilado meninos de roupas coloridas bem antes das mulheres, e só encheu a passarela com mais cores ainda na segunda apresentação. Incrível perceber como essas ideias evoluem e ganham mais riqueza de uma coleção pra outra! Pra ficar de olho – mesmo! – no guarda-roupa masculino.

Tags: , , , 29.06.2011 - 13:50 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: mundo da moda 5 Comentários

Desconstruíndo o óbvio com Fernanda Yamamoto

Quando Fernanda Yamamoto anunciou que sua coleção seria sobre a Hello Kitty, todo mundo ficou espantado: a gatinha não tem lá muito a ver com o estilo da estilista.

Acontece que a coleção que Fernanda vai apresentar nesse sábado dá um duplo twist carpado na obviedade e mostra que é possível trazer todo tipo de referência – mesmo as mais inusitadas – para dentro do nosso universo.

Fernanda não vai usar a personagem da maneira fofa que todo mundo já usou: ela desconstruiu a Hello Kitty usando estampas feitas com café e torradas. Sabe a famosa torradeira que imprime a carinha da gata no pão? Pois ela foi instrumento de trabalho na criação da coleção!

De longe, mal dá pra sacar que é a personagem. Quando a gente chega perto, no entanto, a surpresa é grata e simpática sem ser infantil nem forçar a amizade com o miguxismo.

Em vez de fazer camisetas fofas e/ou engraçadinhas com a gata sem boca, ela e a designer Ana Iamana, que fez as estampas, resolveram fugir das camisetas e usar a Hello Kitty apenas em vestidos, saias e coletes.

Para quebrar a informalidade e o tom jovial, nada de tecido molengo: só tecido plano, look estruturado e mistura de várias fibras de alta qualidade.

“Minha ideia era trazer a Hello Kitty para o meu universo, para o universo do meu trabalho”, explica Fernanda.

Esse resgate foi feito por meio de uma desconstrução da personagem em padronagens e repetições que não deixam a Hello Kitty ser reconhecida logo de cara.

Talvez você não seja estilista, não trabalhe com estamparia nem tenha sequer uma torradeira da Hello Kitty em casa. Nada disso significa que a gente não possa praticar nossas próprias desconstruções, nossos próprios resgates de coisas que caíram na obviedade, mas que com um pouco de criatividade podem ressurgir de um jeito completamente novo.

Vamos tentar ser um pouco Fernanda Yamamoto sempre que quisermos usar o que todo mundo já cansou de usar?

Tags: , 16.06.2011 - 13:37 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 6 Comentários

História das sapatilhas: do ballet pra vida real

Tem essa ideia de que que ‘para a mulher ser sensual, ela precisa estar sobre um salto tipo arranha-céu’. Mas olha só, Brigitte Bardot, uma das mulheres mais sensuais da história, gostava mesmo era de sapatilha. Sabia?

E até o século XVI, ninguém curtia muito salto, e até os homens usavam sapatinhos que lembram as tais sapatilhas de hoje. Tudo mudou quando Catarina de Médici, rainha consorte da França durante o século XVI, pediu ao sapateiro real que colocasse 2 cm de salto em seus sapatos de casamento, e o mundo inteiro quis copiá-la. Depois disso, as sapatilhas só teriam fama novamente graças à essa outra francesinha, a Brigitte Bardot.

Ela, que fez 12 anos de ballet clássico, pediu para Rose Repetto – criadora da marca de produtos de ballet Repetto, que criava para top bailarinos como Nureyev e Mikhail Baryshnikov – que fizesse um modelo de sapatilha que ela pudesse usar no dia a dia. O resultado foi o modelo Cendrillon, criado em 1956, que BB amou loucamente e usou numa cena em que dançava mambo no filme “E Deus criou a Mulher”, de Roger Vadim, e também no tapete vermelho do Festival de Cannes daquele ano. A cereja do bolo veio um ano depois, quando a também queridinha Audrey Hepburn usou “ballerinas” no filme “Cinderela em Paris” – inclusive com vestido de gala. Após ser destronada, a sapatilha voltou à nobreza da moda por meio de duas rainhas modernas (daquela época!), com estilos diferentes e complementares.

Enquanto esses sapatinhos têm toda a doçura das bailarinas, a própria Brigitte Bardot provou que nem por isso elas deixam de ser sedutoras. E se a gente pensar que toda bailarina é extremamente delicada “por fora”, mas possui uma estrutura super forte e poderosa “por dentro”, usar sapatilhas podem fazer com que a gente se aproprie dessas características e se sinta um pouquinho assim também, todo dia!

Tags: , , 03.06.2011 - 13:45 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: mundo da moda 21 Comentários
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