Arquivos de Posts

Você procurou pela categoria "na vida real"

Como escolher bem os óculos?

Se nós já temos um pouco de insegurança na hora de usar um acessório que pode ser simplesmente retirado durante o dia e que não fica bem no centro do nosso rosto, imagina quando temos que escolher óculos?

Talvez esse seja o acessório que precise de mais cuidado. Foi por isso que nós corremos para entrevistar Miguel Giannini: uma espécie de personal stylist super específico que ajuda as pessoas a escolherem os óculos que vão ficar mais harmônicos no rosto e no estilo de vida delas.

Como escolher um par de óculos?

Miguel contou que o fator mais importante na hora de escolher um modelo de óculos não é o formato do rosto, como se costuma imaginar, mas o nariz. O nariz é o que o consultor chama de “cavalete dos óculos” e de “centro de equilíbrio do rosto”. Quem tem nariz pequeno, por exemplo, deve evitar modelos com a ponte – aquela parte que liga das duas lentes – muito baixa, para não ficar com o rosto achatado.

Para o conjunto ficar proporcional, o ideal é pensar que um terço da face deve ficar acima dos óculos e dois terços abaixo dele. Sendo assim, um modelo como o aviador, por exemplo, não vai ficar tão legal em uma pessoa que tem testa grande e queixo super pequeno.

O segundo fator mais importante é a sobrancelha, que não deve ser anulada pela armação nem poluir o campo de visão. Tente escolher um modelo que abra o olhar, acompanhando o desenho da sobrancelha ou ficando abaixo dela. Se a pessoa já tem uma sobrancelha marcada, bem escura e grossa, é legal escolher uma armação mais limpa, que não deixe o rosto com excesso de informação.

A cor da pele também pode ser levada em consideração. Quanto mais clara, mais contraste você vai formar – e mais atenção irá chamar – caso escolha um modelo colorido. Isso não significa que uma pessoa branca não possa usar óculos em casco de tartaruga, por exemplo. Significa apenas que fazendo isso ela chamará bastante atenção para o rosto.

Nas fotos dá para reparar como o modelo da esquerda deixou a moça com um ar sisudo. A armação fica sobrando na lateral do rosto, fechando a expressão. A cor também faz com que os óculos fiquem em primeiro plano e o rosto dela em segundo. Já na foto do lado direito, os óculos integram a composição do rosto sem anular nenhuma de suas partes.

Utilitário bom é utilitário com informação de moda

Há quarenta anos, quando começou a trabalhar com óculos, Miguel percebeu que, se as pessoas precisavam daquele utilitário, seria melhor transformá-lo em informação de moda, em algo que acrescentasse valor ao rosto, do que passar o resto da vida tentando apagar os óculos, estratégia que quase nunca funciona.

Não existe regra porque não existe apenas um desejo

Assim como no exercício da profissão de personal stylist nós percebemos todo dia que não dá para trabalhar com apenas uma regra porque não existe apenas um desejo compartilhado por todos os clientes, Miguel também notou que no uso dos óculos não existe unanimidade.

Quando chegamos lá pensávamos, por exemplo, que ninguém iria querer um modelo que lhe deixasse mais velho. Acontece que muitos médicos e professores mais jovens procuram um consultor justamente em busca de uma armação que passe um ar de experiência!

Com quantos pares se faz um bom estoque de armações?

Ele ensinou que o ideal é que a pessoa que precisa usar óculos tenha ou um par de lentes de contato, um de óculos de sol e um de óculos de grau ou um par de sol e dois de grau. Ter essa variedade mínima ajuda bastante quem é dependente do grau e não quer ir para uma festa com a mesma cara que leva para a reunião de condomínio.

Celebridades de óculos

Miguel é o consultor ótico mais famoso de São Paulo. Ele já atendeu pessoas como Marta Suplicy, Jô Soares, Rita Lee, Regina Duarte, Ana Maria Braga, José Wilker e Tomie Ohtake. Para ele, as duas famosas mais competentes em escolher armações harmônicas e fazer dos óculos suas marcas são Sophia Loren e Nicole Kidman!

Tags: , , 25.03.2011 - 01:00 | Postado por juliana Categorias: na vida real 23 Comentários

GLORIA COELHO NO MUSEU

Foi inaugurada no Museu da Casa Brasileira (aqui em SP) a exposição “Linha do Tempo”, que reconta em 60 peças a trajetória de Gloria Coelho, uma das estilistas mais respeitadas e renomadas do Brasil.

Logo no início dos looks expostos – todos organizados por coleção numa linha do tempo, exatamente como o nome dado a exposição – a gente já se depara com as peças da (super ótima) coleção “Pokémon”, que foi apresentada na última edição de SPFW. A partir daí se seguem vários outros exemplos de coleções que vão até 1996, e acaba se tornando impossível não fazer um apanhado geral do trabalho da estilista, percebendo bem sua identidade. Dá pra notar que a Gloria ama preto, branco e tons mais neutros desde sempre, que cores quase não aparecem na maior parte do seu trabalho, que ela curte trabalhar em texturas desde o início de sua carreira, etc.

A gente também consegue perceber o quanto esse trabalho é minucioso, constante e linear, mas é visível que existe uma fase mais sombria, outra fase mais futurista – inclusive, as últimas coleções da Gloria fazem parte desse “futurismo”.

O mais legal mesmo em ver de pertinho peças tão bem feitas, e tão bem construídas, é tentar descobrir como a estilista conseguiu aquele tal volume, perceber que algumas coisas foram feitas quase que à mão pro acabamento ser melhor, que pra tal peça ter aquele tal caimento foi necessário isso ou aquilo – e se dar conta do quanto a Gloria merece essa homenagem, por um histórico de trabalho tão bem feito e que exprime tanta dedicação.

Quem se interessar em visitar a exposição – a gente recomenda! – pode aparecer no Museu da Casa Brasileira, na Av. Faria Lima, 2705, São Paulo, de terça a domingo, das 10h às 18h. A entrada custa só R$ 4,00 (R$ 2,00 pra estudante) mas em domingos e feriados a entrada é gratuita. É de impressionar ver tanto carinho e trabalho pela moda e tão de perto, vale a visita!

Tags: , , 21.02.2011 - 00:01 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: na vida real 8 Comentários

ROUPA DESDE A IDÉIA

Há algumas semanas a gente recebeu um convite pra uma festa com dresscode black-tie. Como quase todo mundo, a gente não tem no armário nada já pronto/preparado pra vestir numa ocasião em que o dresscode é quase de tapete vermelho – além de não ter tanto tempo (a gente se preocupou com o que vestir duas semanas antes da festa) e de não querer gastar dinheiro. A conta é assim: se a gente tem uma festona em black-tie pra ir só uma vez por ano (quando muito!), por que gastar com esse look mais do que a gente gasta com o que usa todo dia?

Aconteceu então da gente lembrar do Paulo Babboni, figurinista/modelista/costureiro/artista dos mais finos, com quem a gente trabalhou tempos atrás quando cuidou de uma cantora. O Paulo é como um carnavalesco: faz materiais super simples (e baratos!) parecerem o maior luxo que já se viu – característica que tá ligada ao conhecimento de moda que ele tem (quanta referência!!!) e ao bom gosto ligado à sofisticação, ao que é refinado. Paulo sabe das coisas. Marcamos um café, mostramos referências do que a gente gostava, ele deu idéias, rascunhou modelos, a gente imaginou junto como seriam tecidos, acabamentos, que acessórios acompanhariam e então a ação começou.

Dois dias depois de trocar referências por desenhos e idéias, a gente foi junto com o Paulo até a rua 25 de Março procurar tecidos. A idéia da Cris era cor forte em tecido pesado e a minha era tecido leve em superfície super brilhosa. Na mesma loja encontramos os dois: a Cris comprou um crepe super chique no azul que tinha imaginado desde o início dessa nossa brincadeira, eu encontrei uma musseline toda coberta de paétes num tom de dourado-marrom-claro – conselho do Paulo, que sabia o que deixaria o look mais arrumadão. Os tecidos foram embora com o nosso Jacques Laclair particular (!!!) e cinco dias depois lá foram as meninas da Oficina pra primeira prova de roupa. O Paulo entendeu de primeira e traduziu as nossas vontades em vestidos dos (nossos) sonhos: simples, originais, com a nossa cara e super “ricos”! E a gente já tava tão bacana!

Outra prova ainda foi feita, pra conferir os ajustes feitos na primeira prova. O cronograma foi bem assim: na segunda-feira a gente se encontrou, na quarta a gente foi comprar tecidos, na outra segunda a gente provou, na quinta a gente provou de novo e no sábado os vestidos tavam em casa. Numa caixa linda, com carinho e atenção exclusivamente dedicados a gente, desde a idéia no papel! Os dois vestidos juntos custaram uma fração do que custaria qualquer um pronto (no mesmo nível de lindeza que os nossos) e olha, não tinha ninguém tão diferente e tão bacana quanto a gente na festa!!!

Tags: , , , 19.02.2011 - 09:37 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 27 Comentários

Pra que (pra quem) a gente tanto se arruma?

A gente não precisa ser incrível-inacreditável 27 horas por dia/sete dias por semana (ninguém é!), mas a gente pode se curtir o tempo todo sim. Afinal, a gente se veste pra quem? Não é pra gente mesma? A idéia não é se cuidar e então entregar esse cuidado em forma de look bom pro mundo?

No trabalho como personal stylists nesses anos todos a gente atendeu duas, no máximo três clientes do ‘mundo da moda’. A grandessíssima maioria das nossas clientes não trabalha no “mundinho”, e quando elas procuram o serviço de consultoria da oficina a demanda é uma só – mesmo que de jeitos difrentes: se encontrar, amadurecer (visualmente), determinar com a aparência quem se é e o que se quer da vida. Delas pra elas mesmas. Marido tem opinião, mãe também sempre dá uns pitacos (nossas primeiras personal stylists, sempre elas!) e amigas reparam e temperam com entusiasmo e até uma invejinha… mas o cuidado com o visual, a inteligência pra comprar e pra coordenar o que se tem é ganho pra quem adquire/exercita!

Essas clientes não esperam que quem tá em volta reconheça as marcas das peças que escolhe, ou que cite numa conversa a coleção a que determinado look pertence. não se espera nada do outro – não em relação ao que se veste. Elas se preocupam com o que o espelho devolve, e querem aprender a trabalhar em parceria com ele (e apenas ele!). mais importante é estar confortável (no sentido mais amplo que a palavra possa ter), encontrar versões mais e mais aperfeiçoadas da gente mesma, se sentir tão bonita quanto a gente pode ser. se curtir!

Aparentemente quanto mais envolvimento com o mundo da moda a gente tem, mais importância (vazia) a gente dá ao que veste. O que pode render também uma frustração extra em relação a expectativas não “supridas”: se a gente se veste pros outros, suprir expectativas não depende da gente; se a gente se veste pra gente mesma, é possível errar experimentar acertar quantas vezes for preciso (em frente ao espelho) até receber um sorriso de volta – da gente pra gente mesma!

Ânsia de querer estar o tempo todo fabulosa parece ser coisa de quem não tem outras atividades com que preencher a existência. Tanto tempo-esforço-debate-melindre entregue só ao look… não tem por que. Se vestir é parte da vida – não é tudo que a gente vive. e a gente se veste pra estar incrível sim, especialmente se toda essa “incredibilidade” corresponde à vida que a gente vive dentro das roupas que veste. E uma coisa não depende da outra de jeito nenhum!

Tags: , 08.02.2011 - 00:22 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 34 Comentários

BROCHE PRENDENDO A MANGA

A gente teve um SPFW em que a vida real se sobrepôs à moda. Durante os dias de evento a gente procurou insights e truques de estilo nas passarelas, mas os looks de quem tava passeando por lá eram quase sempre mais inspiradores do que os dos desfiles. Desse álbum recheado de gente estilosa, publicado no UOL, vem esse truque fuefo de estilo pra gente reproduzir djá nas nossas camisas de seda: mangas que não ficam dobradinhas de jeito nenhum, podem deixar de ser escorregadias pra se encherem de charme – presas com broches! Na foto (a nossa amiga!) Ju Ozol usa um broche só, agora imagina com broches iguais nos dois braços, ou mesmo com broches diferentes e coordenadinhos com harmonia de materiais, cores e formas complementares? Demais, né?

Tags: , 07.02.2011 - 00:23 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 20 Comentários

JEITOS BONS DE USAR RENDA

Quando a gente pensa em renda o visual imaginado (quase sempre) é sexy, de festa ou ultra-feminino, não é assim? Fórmulas boas pra usar de jeitos frescos, então, podem vir da contramão dessas idéias, fazendo caminho oposto pra surpreender. Só de aparecer em sobreposições – por cima ou por baixo de alguma coisa, mas em detalhes e não na maior parte do look! – a renda já funciona como um acessório, como um extra, um charminho. E assim a gente tem mais possibilidades pra exercitar coordenações com outras texturas, outros elementos. Ó!

Look de renda anti-festa
Experimenta usar renda no dia-a-dia – no trabalho, no almoço com amigas, no passeio de fim de tarde com o cachorro e tals – com materiais super informais (tipo jeans, brim, algodão e linho). A gente tem certeza que vai render look bom.

Look de renda anti-sexy
Imagina só usar peças de renda transparentinha* com peças larguinhas, com a maior cara de conforto do universo, tipo calça saruel  ou bermuda solta? O sexy da transparência (ou da “cara de lingerie”!) da renda pode super ser compensado sem a justeza de outras peças!

Look de renda anti-girlie
O nível de fofuchice de qualquer visual diminui se a gente coordena renda com peças “roubadas” do guarda-roupa dos meninos, tipo sapato oxford, camisas soltinhas, paletó, aé suspensório (!!!). Também vale compensar a carinha-de-boneca com peças duras, tipo feitas em couro, sabe?

As rendas desse post foram todas recém-desfiladas no Fashion Rio (nas passarelas de Giulia Borges, Maria Bonita Extra e Patachou), o que é um sinal de que já já elas aparecem em vitrines perto da gente – mesmo que já habitem brechós por todo canto, fica a dica. Tem esse post antiguinho daqui do blog com uma super seleção de referências bacanas de como usar renda (vale o clique viu!) e olha, quem tiver mais sugestão de como usar pode colaborar via comentários, tamos aí pra isso né meninas! ;-)

Tags: , 25.01.2011 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 17 Comentários

A GENTE AO VIVO EM VÍDEO!

Fim de 2010, né, amigos, e a gente quis estar mais perto da galera que passou o ano aqui com a gente (e no Twitter e no Facebook e no Tumblr!). Já que esse ano não teve nem um Encontrinho sequer pra contar alguma história, a gente pensou em dividir com vocês o nosso encontrinho-de-equipe: a gente se encontrou com pessoas que participaram da Oficina de Estilo de vários jeitos em 2010 pra fazer um vídeo com chat, ao vivo conversando com quem tava online na hora! Tavam junto a Yasmin, nossa assistente mara-maravilha, a Juliana, nossa colaboradora estrelada e o Guga, responsável pelo nosso futuro novo layout (aeeeee). =)

Foi muito muito bacana: a gente se divertiu horrores, lembrou de coisas legais que aconteceram ao longo do ano, respondeu dúvidas de estilo, deu opinião sobre o mercado de moda do BR, pensou junto sobre jornalismo e conteúdo e compromisso com o trabalho, riu MOINTO e ficou feliz com tanto amor via internet. Tudo em um pouquinho mais de uma hora, clica aí pra sentir o clima – que a gente tem planos de fazer mais (e com mais frequência) no ano que vem!

Tags: , 21.12.2010 - 08:28 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 14 Comentários

PARAÍSO DOS COLARES INCRÍVEIS

Ontem a gente conheceu a Blao, lojinha na Vila Madalena especializada em colares muito muito legais. A idéia é simples: duas irmãs apaixonadas por esse acessório, que garimpavam modelos pra elas mesmas, resolveram dividir com todo mundo as lindezas que achavam. Hoje elas trabalham com 65 (!!!) fornecedores de várias partes do mundo, que trabalham com os mais diversos materiais – e o resultado é um lugar com paredes cobertas por acessórios de todo tipo, pra todos os estilos, pra toda ocasião. A gente adorou!

A melhor parte é que os preços da Blao são super amigos: o colar mais caro da loja custa R$ 260, em argolas de chifre de búfalo direto do vietnã pra cá. E tem colares em tecido, em resina, em acrílico, em cerâmica, metal, neoprene, couro, tricô, tartaruga e mais. Nenhum design é parecido com o outro, e ao mesmo tempo todos são bem marcantes de algum jeito. Mais mulher e menos menininha, mais cheios de personalidade e menos “sou fofinha”. Tipo de não passar despercebido mesmo!

A gente foi até lá pra conhecer e pra apresentar o poder do acessório impactante pra uma cliente (na foto com a gente, ó!), e também não saiu sem fazer uma comprinha. E o passeio rende outros passeios, que a loja fica no quarteirão de outras tantas lojinhas legais da Vila. As fotos ótemas desse post foram tiradas pela Juliana Cunha e  - tchanananaaam – a Blao vende também pela internet! Prepara o coração e clica!

A Blao da vida real fica na rua Aspicuelta, nº 251, entre a rua Girassol e a rua Harmonia, na Vila Madalena. E esse post não é patrocinado nem nada, infelizmente! ;-)

Tags: , 30.11.2010 - 14:50 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 14 Comentários

AUDREY SABIA DAS COISAS

“Para ter lábios atraentes, diga palavras doces; para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas; para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos; para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia; para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho; pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas; lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo; a beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.” Audrey Hepburn (diz que).

Tags: , , 23.11.2010 - 09:08 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 19 Comentários

Como tingir roupas em casa?

Quem já pintou o cabelo sabe que o resultado depende de muitos fatores, sobretudo da cor do seu cabelo original, do tipo de tinta utilizado e do tipo de fio que você tem. Alguns cabelos são praticamente canudinhos de sugar tinta e permanecem com a dita cuja por séculos, outros agem como se o assunto não fosse com eles.

Com roupa é quase a mesma coisa. Quem quer tingir uma peça sem prejudicar a qualidade dela tem que ficar atendo a esses três fatores: tecido, cor e tinta. Assim como no caso dos cabelos, a base ideal para tintas é um fio claro, grosso e com escamas abertas e a cor ideal é bem escura.

Traduzindo para roupas, a peça mais fácil de tingir sempre será aquela que é toda branca, feita apenas de algodão e que você quer pintar de preto.

A gente conversou com alguns professores e alunos da Faculdade Santa Marcelina e reunimos dicas de como tingir tecidos. Vamos ensinar tudo que você precisa saber sobre os tipos de tecido, cores (da tinta e da roupa) e dois métodos caseiros para salvar aquela peça linda que manchou na lavagem!

Tanto a tinta Guarany quanto a Acrilex são vendidas em armarinhos, casas de artesanato e papelarias. Facinho, né?

Vamos começar explicando o que você precisa observar antes de tingir:

Tipo de tecido:

Os tecidos são divididos em três graus de dificuldade em relação ao tingimento:

Fácil: Tecidos de algodão ou 100% naturais são os mais propícios para tingimento.
Difícil: Tecidos de composição mista podem ou não responder bem ao tingimento.
Grandes chances de dar zebra: Tecidos sintéticos têm grandes chances de zicar o processo e da peça se perder, por isso, pense bem antes de tentar.

Cor do tecido:

Brancos: Tecidos brancos ou em tons claros normalmente alcançam a cor do corante. Sabe quando você compra uma tinta de cabelo e olha a cor da embalagem? Pois então, aquela cor só será atingida pelo cabelo muito claro ou descolorido. Se o seu cabelo já tem uma cor forte, terá que pensar na combinação dos dois tons.

Estampados: Nem adianta tentar transformar um tecido estampado em liso através da coloração. Os estampados só são tingindos na área do tecido que não tem estampa, já que a estampa é como se fosse uma impressão feita pro cima das fibras, imune à tinta.

Coloridos: Tecidos coloridos podem ser tingidos, mas a cor desejada deve ser mais escura que a cor original. O resultado será uma soma da cor original com a cor da tinta. Por exemplo, se você tem uma camiseta amarela e resolve pintar de azul, o resultado será um verde.

Cor da tinta: Quanto mais escura uma cor, mais fácil da tinta pegar no tecido e o resultado ficar legal. Sendo assim, a tinta mais universal é a preta.

Agora que você decidiu realmente tingir a peça, observou o material dela e já escolheu a cor, vamos ensinar os dois métodos caseiros mais legais. Antes de usar qualquer um deles, é necessário que o tecido esteja limpo, sem botões, fivelas e acessórios presos.

Métodos de tingimento caseiro:

Método quente: O método quente utiliza tinta Guarany e um panelão onde você vai esquentar bastante a água misturada com o corante e afogar sem dó a peça lá dentro. Os tons da Guarany não trabalham com meio termo. O verde é tipo uma invasão alienígena, o amarelo é tipo uma febre amarela. Se quiser um tom mais claro, pode colocar menos corante, mas o tempo de fervura (recomendado no rótulo do produto) deve ser o mesmo.

todo frio: O método frio utiliza tinta para tecido Acrilex diluída em água. Coloque um pouquinho de água e de tinta em um balde e vá elimiando todos os gominhos de tinta. Coloque mais tinta e mais água até ficar do tom que você quer. Depois, mergulhe o tecido dentro do líquido e deixe por alguns minutos, para que a fibra possa absorver bem a tinta. Passados os minutos, pendure o tecido no varal pelas extremidades e espere secar. Lembre de pendurar pelo avesso, para não marcar nada. A tinta Acrilex também possibilita a mistura de cores, então, pode criar seus próprios tons!

Tags: , 07.10.2010 - 00:05 | Postado por juliana Categorias: na vida real 183 Comentários
Página 2 de 22 | 123456789...Última