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AUTO-ESTIMA PODE SER DESENVOLVIDA!

A definição do dicionário diz que auto-estima é a “valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos”. Por definição de livros de psicologia a auto-estima é a avaliação que a gente faz da gente mesma – o que a gente pensa e sente sobre quem a gente é. De todos os julgamentos que a gente faz, nenhum é tão importante quanto esse julgamento que a gente faz sobre a gente mesma. E essa avaliação, essa “valoração” – de acordo com o significado da própria expressão! – afeta TODAS as nossas ações e decisões. Muito além de roupa apenas!

Então auto-estima pode ser uma soma de auto-confiança e auto-respeito. Essas sensações podem ser encontradas dentro da gente mesma, e podem ter influência do ambiente em que a gente vive/está, dos exemplos que a gente teve e tem, das nossas próprias experiências. Quando crianças, nossa auto-confiança e nosso auto-respeito podem ser alimentados ou destruídos pelos adultos – conforme a gente foi respeitada, amada, valorizada e encorajada a confiar na gente mesma.

A boa notícia é que, seja qual tenha sido a educação recebida, quando a gente cresce esse assunto passa a estar nas nossas mãos. Auto-estima não é sensação estática, super pode ser desenvolvida! Quanto mais atenta a gente está, mais a gente consegue enxergar e reconhecer o que é e o que não é – a gente não precisa gostar do que vê no espelho, por exemplo, mas a gente tem que saber que desejos, medos e negação não alteram os fatos. Assim a gente consegue fazer O MELHOR QUE A GENTE PODE COM OS RECURSOS QUE A GENTE TEM! Lembra da nossa fórmula da boa relação com o espelho? Então.

Roupa pode ter participação no desenvolvimento da auto-estima, como aliada e como facilitadora de amor próprio. O que a gente veste não muda quem a gente é ou como a gente é, mas ajuda a gente a se enxergar com mais amor, com mais carinho, com satisfação e até orgulho (é ou não é?). Só quem estabelece essa relação de amor e de companheirismo (!!!) com o guarda-roupa consegue testemunhar valor real pra moda, além de tendências e modinhas-modismos. A gente te convida a tentar, a experimentar, garantindo que a sensação de deliciosidade compensa. “Comece uma revolução e pare já de não se gostar!”

Tags: , , , , 09.12.2011 - 10:23 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 22 Comentários

PREPARANDO LOOK E CEIA DE NATAL

Por aqui a gente começou a pensar nas festas-família: natal em casa com avós, crianças, pequenos de estimação, tudo junto ao mesmo tempo. Tipo de ocasião em que (geralmente) a gente recebe e também trabalha – seja cozinhando, arrumando a mesa, ajudando a servir, etc. Mesmo quando a gente é recebida, mas ainda em família, essa cooperação rola super, né? Um checklist de planejamento em estilo (!!!) pode ser uma boa, ó:

• por não ter dresscode definido, look de festas em família e em casa pode ser guiado pelo conforto: caimentos que acompanham a silhueta sem grudar na pele permitem movimento sem que a gente precise se ajeitar a justeza das coisas o tempo todo – vale lembrar que caimentos soltões demais podem atrapalhar na cozinha, na hora de servir e de pegar os pequenos no colo!

• tecidos maleáveis com toque agradável chama pro abraço, então sedinhas, moletom, algodão fino, malhas bacanas funcionam super bem  – e em cores mais claras esses materiais funcionam como “acalmadores de look” e dão sensação de tudo sob controle (sabe como? se tá tudo certo com a festa e a gente permanece clarinha, sem se sujar… sucesso!)

—> cores não legais de se usar na ceia do natal: vermelho e verde, vermelho e dourado e variações: ninguém precisa de árvore de natal extra! ;-)

• sabe o que é muito legal quando a festa é em casa? usar elementos SUPER confortáveis em versões festivas, ou o contrário: camiseta de malha com paétes, sandália tipo birkin em couro metalizado, calça alfaiataria feita de moletom – e na coordenação isso também vale: pensa camiseta de veludo com shortinho de algodão, calça (mesmo saruel!) de seda com regata básica… sacou?

• cabelo preso acrescenta personalidade (e tem TANTOS jeitos legais de se prender rapidez, sem muita expertise, né?) mas também garante essa idéia de donas-de-casa cuidadosas que não deixam ter cabelo nos quitutes hahaha

• nem que seja só pra parte da ceia, vale ter a terceira peça no look: acrescentar um complemento dá chance da gente coordenar mais estampas, cores, texturas e materiais, faz o look crescer em formalidade e, quando aberta, sempre forma esse vão maravilhoso-e-emagrecedor na frente da silhueta

A idéia de já pensar no look da festa foi do Pão de Açúcar, que sugeriu pra gente uma ceia-leveza pra esse natal (alô elegância!). A brincadeira vai rolar aqui no blog e pode render umas idéias bem boas pra vida real: como se a gente fosse uma grande família – e nnao somos? – bora escolher ingredientes que fariam uma ceia incrível! Pensa em coisas gostosas que podiam render umas boas receitas e vai clicando aqui embaixo – vale tudo tudo tudo que tem aí. (Vale escolher aqui no blog e também no facebook do Pão de Açúcar!)

No fim da brincadeira essas escolhas viram receitas em vídeo que a gente vai poder reproduzir em casa. A gente posta tudo aqui pra que comida gostosa seja um acessório de peso pro look do natal. Prepara a atitude celebrativa que a gente tá pensando no resto! :)

 

Tags: 05.12.2011 - 09:30 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 11 Comentários

O QUE TEM POR DENTRO DA ROUPA?

Quase todo paletó é forrado, não é? E não só paletó, mas também casaquinhos e algumas saias e bermudas e calças e vestidos também. Esses forros têm função de ajudar a estruturar as modelagens das peças ou de proteger tecidos ou pele, dependendo do que tá sendo forrado – geralmente os forros têm superfícies lisas e escorregadias, pra ter sensação boa em contato com a pele ou pra não desgastar os tecidos usados em sobreposições, se esse for o caso (tipo em paletós). Os tecidos de forro quase sempre são sintéticos porque são super mega mais baratos, e por isso acabam tendo função térmica também (tecido sintético esquenta bem mais).

E daí que a gente aprendeu tempos atrás durante um trabalho que os materiais mais comuns pra se forrar (paletós, especialmente) são poliéster e acetato. Mas o legal vem agora: sabendo que tudo é sintético e sabendo dos prós-e-contras, a gente pode saber também que o acetato foi desenvolvido pra parecer com a seda e com a viscose, e por isso tem toque melhor. Ensinaram pra gente também que a entretela, essa parte entre o tecido e o forro que deixa golas e lapelas bem durinhas, pode deformar/enrugar com o tempo quando em contato com o poliéster – e com o acetato não! Mais a favor do acetato: diz que esse material aceita mais lavagens e mais passadas, e que o poliéster ‘pede arrego’ bem antes.

Então, amigos, se antes a gente aconselhava todo mundo a checar a etiqueta de dentro da peça pra conhecer de que material a roupa é feita, agora a gente vai passar a checar também qual a composição do forro! Que informação boa nunca é demais e quanto mais a gente sabe, melhor a gente faz compras (e economia também!). E o vídeo de Inside and Out de Feist, aqui em cima, não é uma boa ilustração?!?? ;-)

Tags: , , , , 07.11.2011 - 14:02 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 20 Comentários

O MELHOR DAS MANIAS DE ORGANIZAÇÃO DE GUARDA-ROUPAS

Por causa do carinho que a gente tem pelas próprias roupas, sapatos e acessórios, rola também toda uma vontade de manter armários organizados e lindos visualmente – tanto quanto possível. Na vida real nem sempre rola abrir as portas da esperança e ver tudo ajeitadinho como nas araras de loja – mas existe aprender com quem tem mania de organização. Essas nossas amigas super sistemáticas, que milimetricamente ordenam suas peças e conseguem manter tudo tudo tudo no lugar, podem ensinar uma ou outra coisinha pra gente com suas manias e regras. Guarda-roupa organizado não é só bonito de se ver, mas também é um auxílio e tanto na hora de escolher e coordenar o que usar. Olha só!

MANIA DE GAVETAS OU CABIDES
Tem gente que não curte guardar roupas em cabides de jeito nenhum, só curte tudo dobradinho em gavetas. Assim como tem gente com mania de pendurar o guarda-roupa inteiro em cabides. Por isso vale lembrar que alguns tecidos amassam com facilidade, então faz muito mais sentido essas peças “amassáveis” ficarem penduradas. Já as malhas podem ficar deformadas se penduradas no cabide – elas se esticam com o próprio peso da roupa e ficam marcadas, olha que doido! Então vale ter em mente que tecidos planos podem ficar todos pendurados em cabides, enquanto malhas – tudo que estica! – duram mais quando dobradinhas em gavetas e prateleiras, né?

MANIA DE CAIXAS E SAQUINHOS DE SAPATO
O sonho de um monte de mulher por aí é ter um daqueles armários gigantes só pra guardar sapatos – do jeito mais exibido possível! Em compensação, tem outras por aí que não resistem a um saquinho ou caixa de sapato. Esses artifícios protegem os sapatos de poeira e de atrito uns com os outros – mas dificulta a visibilidade, essencial pra agilizar o processo – hiper mega visual! – de coordenação. É bom escolher caixas ou saquinhos com transparência – lembrando que toda peça de roupa precisa ter ar circulando em volta, então plásticos acrílicos e afins precisam constar somente em visores, ou com muitos furinhos pra possibilitar a passagem do ar. Uma boa escolha é a proteção feita em TNT, material já aerado na sua estrutura!

MANIA DE DIVIDIR POR COR
Quem é muito imagético provavelmente já se pegou querendo organizar TODO o guarda-roupa por cor. Tipo juntando blusinha de seda com casacão de inverno só porque “visualmente” eles ficam mais bonitos se estão juntinhos. Dividir por cor facilita sim MUITA coisa, mas talvez não desse jeito. Que tal pensar que antes de separar por cor a gente poderia dividir as nossas roupas em grupos? Tipo grupo de casacos de inverno, de cardigans, camisas, blusas de tecido fininho, calças, saias e shorts, etc? Depois desses grupos estarem separados, aí sim fica a dica de separar por cores! Continua tudo harmônico só que mais organizado ainda! A gente tem tido mais resultado assim.

MANIA DE DIVIDIR POR OCASIÕES
Pra algumas mulheres que tem roupas de trabalho bem específicas, dividir o guarda-roupa por ocasiões parece ser a melhor opção. Separar peças de usar em casa em um blocão, peças do dia-a-dia pra outro, trabalho em outro, noite em outro, pode limitar bastante a versatilidade das nossas roupas. A saia que tá lá na sessão de fim-de-semana poderia ficar incrível com a camisa de seda do trabalho e um colarzão do bloco da noite, não podia? O legal pode ser continuar pensando com a lógica dos modelos que a gente falou no parágrafo de cima, mas em vez de misturar regatinhas de algodão (super de ficar em casa) e regatinhas de paetês ou seda tudo junto num bloco só, pode se pensar em separar as mais básicas (de tecidos mais simplezinhos) das de tecidos mais finos ou elaborados em outros – mesmo que na mesma sequência. Desse jeito fica mais fácil versatilizar uma saia fofa em um look básico, com a regatinha de algodão, ou um look mais arrumadinho, com a regatinha de paetês, não é? E nada impede que as roupas mais formais também fiquem juntas! Tailleurs podem ficar juntinhos, camisas formais, calças formais também, só que possibilitando o uso delas pra outras ocasiões.

E as manias e dicas de vocês, quais são? Vamos trocar impressões nos comentários? ;-)

Mais de Organização:
Armário organizado pra se arrumar
Organizando as roupas e a vida
Abrindo espaço fisíco e mental no guarda-roupa

Tags: , , 09.09.2011 - 01:12 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: na vida real 16 Comentários

FÓRMULA PRA MALA DE VIAGEM DE 18 DIAS

Uma cliente vai viajar por 18 dias pra destino de frio de manhãzinha e à noite, calor durante o dia, com passeios de barco um ou outro dia (alô vento molhado!). A gente preparou a mala dela com a mesma fórmula que tem usado desde 2003 com todas as nossas clientes – fórmula aperfeiçoada com o tempo e com expertise adquirida a cada trabalho, boa de dividir aqui com quem tiver de férias marcadas.

Antes de botar a mão na massa a gente pensa nas coisas que a cliente mais ama e usa (viagem não é tempo de experimentar, a gente acha, mas sim de contar com as garantias de sorriso em frente ao espelho que a gente tem no próprio armário). Vale também, na medida que vai se separando as peças, pensar num conjunto pequeno e coerente de cores coordenáveis entre si.

• 2 calças quentinhas – as da cliente são de alfaiataria cinza xadrez e de malha marinho
• 2 calças meia estação – as da cliente são de plush cinza e bege/marronzinho
• 1 calça mais arrumadinha – a da mala dela é cinza clara
• 6 camisetas manga longa – branca, rosa, verde militar, cinza, marinho
• 4 camisetas manga curta – verde, lilás, creme, cinza
• 4 tricôs (suéter ou cardigan) – a mala da cliente tem 1 cardigan azul, 1 canguru creme, 1 suéter cinza, 1 cardigan longo roxo
• 1 vestido mais arrumadinho – o da cliente é de tecido acamurçado bege
• 1 casaco para meia estação – o da cliente é de tricô espesso marrom
• 1 jaqueta de couro – a da cliente é num tom de cinza claro
• 1 casaco mais quentinho – o da cliente é laranja (!!!)
• 1 jaqueta impermeável – nessa mala tem uma capinha fina matelassada em preto
• lenços – a cliente tá levando laranja, creme, marrom e azul
• 1 bota – a dela é de cano curto marrom
• 1 sapatilha – em couro verdão
• 1 tenis – a cliente tem um de sola baixa branquinho que é uma fofura-fofa
• 1 sapato fechado de saltinho – o dela é azul marinho
• 1 chinelo
• meia calça – nessa mala tem cinza e marrom
• 1 bolsa grande (pode ser a de usar no avião) – a da cliente é uma sacola de nylon e couro preta e marrom, que ela também vai usar nos passeios de barco
• 1 bolsa média de todo dia – de couro marron
• 1 bolsa pequena de sair – de verniz pretinha
• pijama
• lingerie

No fim, a mala fica bem pequenina em quantidade de peças, mas gigantesca em possibilidades de coordenação: tudo dá certo com tudo! Tá aqui, então, a fórmula que a gente usou ontem, exatamente como a cliente recebeu. A gente acabou a mala e montou (em uma hora) 22 looks pra ocasiões diferentes, só com essas peças – a cliente vai viajar com mais de um look por dia, ó que demais!

Na foto a Cris tá fechando essa mala daí, de verdade, que foi em tempo real pro twitter e pro facebook pela nossa nova-novíssima conta no Instagram! Tamos AMANDO participar todo mundo da nossa rotina, dos bastidores do trabalho e tals via programinha de telefone! ;-)

Tags: , 14.07.2011 - 13:46 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 12 Comentários

ROUPA DE DAR AULA E PALESTRA

Quem dá aula ou palestras é, naturalmente (enquanto trabalha!), o centro das atenções. Na frente de um grupão de alunos ou de uma audiência de palestra é impossível a gente não magnetizar o olhar dessa gente. Por isso – e por que o look não tem que interferir (!!!) no conteúdo que se tem pra entregar – é bem importante a gente prestar atenção ao que usa nessas ocasiões. Aqui tem um checklist pra gente repassar antes de sair pra cada aula, apresentação, workshop e tals: garantindo que a gente é gracinha, mas que o que a gente tem pra falar é mais valioso e que o look só enfeita essa inteligência, sem ofuscar nem sobrepor. ;-)

• Dando aulas ou palestras a gente já usa bastante as mãos pra falar, pra mostrar, pra apontar, pra mensurar, pra tudo. Uma função que a gente pode dispensar nessa hora é a de cuidar do cabelo, prender atrás da orelha, tirar a franja da frente do olho, enrolar em coques que caem toda hora. A premissa do cabelo profissional – que já sai de casa arrumado, preso, no lugar – vale especialmente pra quem tá diante de uma galera interessada em outra coisa (e não no cabelo da gente). Vale também pra maquiagem!

((Quem usa óculos pode acrescentar à maquiagem-profissional um olho mais marcado pra que a lente não deixe ninguém sem olhar firme – mesmo pra quem tá sentado lá no fundão!))

• Vale pesquisar/conhecer pra quem se vai falar e então procurar elementos (pro look) que gerem identificação e que ganhem geral já na entrada. A aula é pra universitários de humanas? De exatas? A palestra é pra advogadas? Pra enfermeiras? Pra executivas? Pra professoras de crianças? Mais formal ou mais informal? Pra quem… – sabe como? A gente já até contou que a gente mesma se veste pra cada cliente que vai encontrar, ó!

• Conforto é sempre importante, mas no caso de estar em evidência isso pesa ainda mais: roupa que marca, que se mexe muito quando a gente se mexe, que repuxa, que não para no lugar, que marca quando a gente sua (alô pizzas desconcertantes debaixo do braço) e tals não ajuda ninguém a prestar atenção no que a gente tem pra dizer. Tem que estar confortável, com dignidade, em 360º – de frente de costas sentadas pegando papéis do chão ligando fios do computador e mais.

• O senta-e-levanta da dinâmica de aulas/palestras pode deixar o look mais bonito bastante desajeitado, amarrotado, torto, fora de lugar. Essa é uma hora boa pra sacar as malhas mais legais que a gente tem no armário (tecido plano é sempre mais elegante mas né, tem umas malhas incrementadas que dão de mil nos panos mais basicões) – o post em que a gente sugeriu looks pra quem passa muito tempo no trânsito (!!!) tem umas direções boas pra fugir do visual-amassado.

• Acessórios são bastante ajudadores na hora da gente chamar atenção pro rosto – parte mais importante de qualquer look, mas especialmente do look de dar aula. Cor forte, forma original e tema interessante podem ser usados em forma de colar, de lenço, de acessório de cabelo. Mãos também são ponto focal, viu, e precisam estar bem feitas (e livres de acessórios barulhentos e balançativos, tiradores de atenção de qualquer um!).

• Quem quiser elaborar um look no nível avançado de inteligência fashion (!!!) pode pensar nas cores e contrastes que vai usar em relação ao ambiente em que a aula ou palestra vai ser dada – pra que a gente se destaque do fundo/do ambiente mesmo que discretamente! ;-)

• Super importante e a gente vive esquecendo: hoje tem aquele mini-microfone de pregar na roupa (sabe qual? tipo de apresentador de jornal na TV?) em quase todo lugar! A gente precisa pensar em decotes e golas que sustentem o pregadorzinho – e em coordenação de duas peças que permitam passar com facilidade quaisquer fios, se for o caso. Vestidos, às vezes, dificultam isso daí.

• E aí, no final da arrumação, vale repassar o teste dos 10 pontos pra ter certeza de que o look não vai aparecer mais que o conteúdo que se tem pra dar na aula (ou na palestra). Look bom é imprescindível pra estar diante de qualquer um – imagina de toda uma audiência! – mas tem que ser coadjuvante, que o principal é a inteligência né!

Tags: , 16.05.2011 - 11:35 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 21 Comentários

AVIAMENTOS PRA RENOVAR O GUARDA-ROUPA

A cada passada no armarinho do bairro a gente tem idéias legais pra incrementar peças – só com aviamentos e criatividade. E não precisam ser só ideias da nossa cabeça não! A própria internet-de-moda dá mil possibilidades super fáceis de reproduzir em casa – tipo os babadinhos de cetim (de seda) dos cardigans da Miu Miu ou as aplicações de renda na lateral das peças do Jason Wu. O melhor é pensar que muitas dessas ideias podem ser reproduzidas por a gente mesmo – com um pouco de tempo e agulha e linha em mãos.

Indo ao armarinho do bairro vale prestar atenção em aviamentos que não são tão comuns. O Alamar, por exemplo, que é o “botão” das roupas dos militares – feito com um cordão que passa de um lado a outro do botão – é pouco conhecido. Mas lembram das disputadíssimas jaquetas da Balmain? Alguns daqueles modelos foram feitos com a ideia do Alamar, em vez de botões comuns.

Ilhós e tachas também são sugestões legais – e mais conhecidas – pra dar um toque novo a uma peça. As tachas possuem um mecanismo de aplicação parecido com um grampeador, e vale dizer que não existem só tachas redondas e quadradas, mas em outros formatos, como o laço aqui embaixo – e tudo com esse mesmo mecanismo facinho, facinho de aplicar!

Pra quem já enjoou de renda, o bordado inglês é uma ótima sugestão, a última coleção da Dolce & Gabbana veio cheia deles – se trata de um aviamento bem delicado, que fica bem lindo em roupas de algodão. Também vale a pena conhecer o Ponto Russo, que é uma fita toda bordada, com uma aparência super luxuosa. Quem curte ombreiras pode ficar feliz em saber que elas são vendidas em armarinhos e que são super fáceis de aplicar – fica a dica!

Mesmo conhecendo essa variedade de aviamentos, ainda fica pros botões o título de aviamento que atualiza uma peça do jeito mais prático e rápido! E pra esse toque de novidade ser realmente bom, a dica é investir em botões maiores, antiguinhos, mais modernos, em cores diferentes – que constrastem de um jeito legal com a roupa… e por aí vai!

Ideias é o que não faltam, né? Mas o que vale mesmo é pegar a linha e a agulha e pôr em prática! A gente ainda deixa mais uma sugestão pra quem se animar bastante ou que se sente mais prendada. Que tal reproduzir o poá 3D em casa?!??

Tags: , , , , 02.05.2011 - 14:01 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: na vida real 13 Comentários

SOPREPOR É EXERCITAR!

Dá mais trabalho – mas rende elogio extra. Pensa que sobrepor não significa (só) acrescentar casaco, ou usar uma blusa sobre a outra. Sobrepoisções são exercícios de estilo que a gente faz quando cria camadas no look. E camada pode ser criada com acessórios, com coletes, com golas, com meias, com lenços, com lingerie até. Coordenar peças além da calça e da camiseta – incluindo volumes, proporções, comprimentos, texturas e estampas – é maneira quase infinita de aperfeiçoar o olhar estético, da gente pra gente mesma. É experimentando criar essas camadas que a gente treina sensação de profundidade, conhece mais e mais a própria silhueta, acrescenta interessância e ‘elementos-surpresa’ no visual. Dá mesmo mais trabalho, a gente tem tendência a deixar esses exercícios para “momentos especiais”… mas ó, a vida é inteira especial e tá acontecendo desde agora, desde esse minuto. E quanto mais a gente treina, mais legal a gente fica – e menos trabalho vai tendo nos próximos exercícios de criatividade. Criar sobreposições é exercitar o amor pela moda, todo dia em toda ocasião. <3

((Desfile do Daniel Ueda para a edição de inverno 2011 do ParkFashion em BSB, fotos daqui))

Tags: , 30.03.2011 - 08:57 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 13 Comentários

Como escolher bem os óculos?

Se nós já temos um pouco de insegurança na hora de usar um acessório que pode ser simplesmente retirado durante o dia e que não fica bem no centro do nosso rosto, imagina quando temos que escolher óculos?

Talvez esse seja o acessório que precise de mais cuidado. Foi por isso que nós corremos para entrevistar Miguel Giannini: uma espécie de personal stylist super específico que ajuda as pessoas a escolherem os óculos que vão ficar mais harmônicos no rosto e no estilo de vida delas.

Como escolher um par de óculos?

Miguel contou que o fator mais importante na hora de escolher um modelo de óculos não é o formato do rosto, como se costuma imaginar, mas o nariz. O nariz é o que o consultor chama de “cavalete dos óculos” e de “centro de equilíbrio do rosto”. Quem tem nariz pequeno, por exemplo, deve evitar modelos com a ponte – aquela parte que liga das duas lentes – muito baixa, para não ficar com o rosto achatado.

Para o conjunto ficar proporcional, o ideal é pensar que um terço da face deve ficar acima dos óculos e dois terços abaixo dele. Sendo assim, um modelo como o aviador, por exemplo, não vai ficar tão legal em uma pessoa que tem testa grande e queixo super pequeno.

O segundo fator mais importante é a sobrancelha, que não deve ser anulada pela armação nem poluir o campo de visão. Tente escolher um modelo que abra o olhar, acompanhando o desenho da sobrancelha ou ficando abaixo dela. Se a pessoa já tem uma sobrancelha marcada, bem escura e grossa, é legal escolher uma armação mais limpa, que não deixe o rosto com excesso de informação.

A cor da pele também pode ser levada em consideração. Quanto mais clara, mais contraste você vai formar – e mais atenção irá chamar – caso escolha um modelo colorido. Isso não significa que uma pessoa branca não possa usar óculos em casco de tartaruga, por exemplo. Significa apenas que fazendo isso ela chamará bastante atenção para o rosto.

Nas fotos dá para reparar como o modelo da esquerda deixou a moça com um ar sisudo. A armação fica sobrando na lateral do rosto, fechando a expressão. A cor também faz com que os óculos fiquem em primeiro plano e o rosto dela em segundo. Já na foto do lado direito, os óculos integram a composição do rosto sem anular nenhuma de suas partes.

Utilitário bom é utilitário com informação de moda

Há quarenta anos, quando começou a trabalhar com óculos, Miguel percebeu que, se as pessoas precisavam daquele utilitário, seria melhor transformá-lo em informação de moda, em algo que acrescentasse valor ao rosto, do que passar o resto da vida tentando apagar os óculos, estratégia que quase nunca funciona.

Não existe regra porque não existe apenas um desejo

Assim como no exercício da profissão de personal stylist nós percebemos todo dia que não dá para trabalhar com apenas uma regra porque não existe apenas um desejo compartilhado por todos os clientes, Miguel também notou que no uso dos óculos não existe unanimidade.

Quando chegamos lá pensávamos, por exemplo, que ninguém iria querer um modelo que lhe deixasse mais velho. Acontece que muitos médicos e professores mais jovens procuram um consultor justamente em busca de uma armação que passe um ar de experiência!

Com quantos pares se faz um bom estoque de armações?

Ele ensinou que o ideal é que a pessoa que precisa usar óculos tenha ou um par de lentes de contato, um de óculos de sol e um de óculos de grau ou um par de sol e dois de grau. Ter essa variedade mínima ajuda bastante quem é dependente do grau e não quer ir para uma festa com a mesma cara que leva para a reunião de condomínio.

Celebridades de óculos

Miguel é o consultor ótico mais famoso de São Paulo. Ele já atendeu pessoas como Marta Suplicy, Jô Soares, Rita Lee, Regina Duarte, Ana Maria Braga, José Wilker e Tomie Ohtake. Para ele, as duas famosas mais competentes em escolher armações harmônicas e fazer dos óculos suas marcas são Sophia Loren e Nicole Kidman!

Tags: , , 25.03.2011 - 01:00 | Postado por juliana Categorias: na vida real 25 Comentários

GLORIA COELHO NO MUSEU

Foi inaugurada no Museu da Casa Brasileira (aqui em SP) a exposição “Linha do Tempo”, que reconta em 60 peças a trajetória de Gloria Coelho, uma das estilistas mais respeitadas e renomadas do Brasil.

Logo no início dos looks expostos – todos organizados por coleção numa linha do tempo, exatamente como o nome dado a exposição – a gente já se depara com as peças da (super ótima) coleção “Pokémon”, que foi apresentada na última edição de SPFW. A partir daí se seguem vários outros exemplos de coleções que vão até 1996, e acaba se tornando impossível não fazer um apanhado geral do trabalho da estilista, percebendo bem sua identidade. Dá pra notar que a Gloria ama preto, branco e tons mais neutros desde sempre, que cores quase não aparecem na maior parte do seu trabalho, que ela curte trabalhar em texturas desde o início de sua carreira, etc.

A gente também consegue perceber o quanto esse trabalho é minucioso, constante e linear, mas é visível que existe uma fase mais sombria, outra fase mais futurista – inclusive, as últimas coleções da Gloria fazem parte desse “futurismo”.

O mais legal mesmo em ver de pertinho peças tão bem feitas, e tão bem construídas, é tentar descobrir como a estilista conseguiu aquele tal volume, perceber que algumas coisas foram feitas quase que à mão pro acabamento ser melhor, que pra tal peça ter aquele tal caimento foi necessário isso ou aquilo – e se dar conta do quanto a Gloria merece essa homenagem, por um histórico de trabalho tão bem feito e que exprime tanta dedicação.

Quem se interessar em visitar a exposição – a gente recomenda! – pode aparecer no Museu da Casa Brasileira, na Av. Faria Lima, 2705, São Paulo, de terça a domingo, das 10h às 18h. A entrada custa só R$ 4,00 (R$ 2,00 pra estudante) mas em domingos e feriados a entrada é gratuita. É de impressionar ver tanto carinho e trabalho pela moda e tão de perto, vale a visita!

Tags: , , 21.02.2011 - 00:01 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: na vida real 8 Comentários
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