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CARNAVAL PARTICULAR

E se a gente usa o carnaval como desculpa pra exercitar misturas de tudo no vestir, hein? É o feriado mais animado, mais no clima de bagunça que a gente tem por aqui – vale experimentar estampas, texturas, formas, cores, direções e padronagens… sem medo de ser feliz. E se rolar (na medida da personalidade, do estilo pessoal e do entorno de cada um!), a gente pode sim levar o exercício aos pouquinhos pra vida de todo dia e fazer carnaval particular sempre que der vontade. Quando a gente mistura muita coisa ao mesmo tempo, é bom procurar semelhanças pra alcançar harmonia: mil cores mas todas claras ou escuras (ou vivas ou opacas), mil estampas mas todas gráficas ou pequenas ou abstratas ou grandes ou espaçadas ou juntinhas, mil texturas mas todas numa mesma direção… ou a harmonia pode vir num conjunto de opostos – mais animado ainda!

Imagina que delícia, separar um diazinho pra animar tudo em volta com esse clima de festa no look?!?? Aposto que o sorriso da frente do espelho vai povoar todo mundo que passar pelo look durante o dia! Beijos, Fê!

17.02.2012 - 10:51 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 14 Comentários

TECIDOS NATURAIS x TECIDOS SINTÉTICOS

Olha, quase tudo que a gente adquire – em peças de roupa – é feito de tecido. Então é bem esperto de nossa parte conhecer tipos de tecidos e saber das propriedades (boas e ruins) de cada um, não é mesmo? Conhecendo, a gente consegue avaliar o que vale mais e o que vale menos, quando usar cada tipo desse materiais e mais.

Todo tecido pode ser feito com fibras naturais ou artificiais/sintéticas. As fibras naturais são o algodão, o linho, a lã e a seda – só. Esses tecidos são bem confortáveis e flexíveis, duráveis, resistentes, de toque agradável, práticos de manter e todos “respiram” (não dão cheirinho ruim!); mas amassam com mais facilidade e super podem desbotar com o tempo. Os tecidos feitos com fibras artificiais (tipo viscose, raion, acetato, poliéster, acrílico e nylon) secam muito rápido, são super resistentes e quase não amassam (ótemos para viagens), mas não absorvem a transpiração, dão cheirinho (ixi!) e queimam com super facilidade na hora de passar.

Sabe aquela etiqueta que vem dentro da peça, grudadinha na costura do lado do corpo? É lá que a gente conhece a mistura de fios que compõe cada peça que a gente compra, até com porcentagens de cada fio na confecção da roupa – sabia? Toda roupa tem obrigação de vir com essa etiqueta, tipo uma imposição do governo e tals. E aí, entendendo a etiqueta, a gente pode avaliar coisas tipo:

* uma peça com maior quantidade de tecido natural sempre é mais fresquinha: no calor, mesmo peças escuras – se feitas em algodão, seda e afins – dão menos sensação de mointo quente do que as sintéticas (que fazem parecer que a gente se enrolou no plástico – nada fresquinho, néam?); e quanto mais tecido natural na composição, mais o valor cobrado pode ser justificado

* uma peça com maior quantidade de tecido sintético é mais quente: então malhas feitas em fios artificiais, bem pro frião mesmo, super aquecem mais (e a gente sempre usa com camiseta de algodão por baixo!) e podem ser bem baratinhas – o que não vale é pagar super caro por uma peça 100% sintética sabendo que não vai super durar, entende?

* materiais naturais transmitem instantaneamente uma imagem mais elegante e duram bem; materias sintéticos têm questões de manutenção recorrentes e enjoadas de cuidar, tipo bolinhas, enrrugados, cara de velhinhas logo depois das primeiras lavagens, costuras que entortam e tals.

* tudo que tem stretch/elastano tem fio sintético na composição; tecido plano (que não estica) pode ser feito de tecido natural ou de tecido sintético; malha (tecido que estiiiiiica, tipo viscolycra, jérsei, suplex, etc etc etc) pode ter porcentagem de tecido natural, mas é quase sempre muito sintético – aqui tem toda diferença entre tecido plano e malha bem explicadinha!

E em cada guarda-roupa, pra cada tipo de personalidade e de estilo de vida, a gente encontra necessidades diferentes. Quem viaja muito precisa de uma coisa, quem vai andando pro trabalho precisa de outra coisa, quem tem criança precisa de outra, quem tem momentos diferentes pode precisar de uma coisa pra cada momento desses. Bom é conhecer e estudar pra todo mundo investir certo, em valores e em quantidades!

Mais:
Aula de manutenção da Oficina de Estilo
Artigo super legal dizendo da importância do material sintético pra “salvar o planeta” (ãnh?)

15.02.2012 - 09:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 37 Comentários

FÓRMULAS BOAS PRO CALORZÃO

A gente resolveu reunir aqui uma lista de tudo que é possível fazer pra minimizar a ‘perda da vontade de viver’ que se sente num tempo de calorzão. Que moda é uma delícia (maquiagem também!) mas né, tem que durar o dia todo, refrescar e fazer feliz!

MENOS PEÇAS, MAIS INTERESSÂNCIA
Se no frio a gente sobrepõe, no calor a gente resume: se a blusa fininha que a gente escolher já for em si um acontecimento, ninguém precisa de mais coisa pra incrementar/acalorar o look! Dá-lhe estampa, textura, transparência (frescor feelings!), aplicações, brilhinhos e o que mais for necessário pra causar com pouca roupa – num bom sentido, claro!!!
LINKLOVE <3
camisetinhas nada nada básicas

coordenação de materiais e texturas diferentes
transparência pra (quase) tudo e todas

TECIDOS NATURAIS
Tecido natural pode ser algodão, lã, linho e seda – se não tem um desses na etiqueta de dentro da peça, do ladinho, o tecido é sintético (ou misturado, com porcentagens de uma fibra e de outra). Tecido natural vem da natureza (dã) e por isso é orgânico, vivo, fresco. Tecido sintético é feito de plástico – mesmo quando imita direitinho o toque do tecido natural. Então, amigas, escolher poliéster, poliamida, acetato e afins pra usar no calor é como se enrolar no plástico bolha e sair pra (des)aproveitar a vida.
LINKLOVE <3
tecidos naturais x tecidos sintéticos
adquirindo qualidade
tecidos planos x malhas

CAIMENTO SOLTINHO
Roupa que gruda na pele não dá chance do ar circular entre uma coisa e outra – e no fim do dia deixa a gente melada. Não precisa usar tudo em tamanho GG, mas quanto mais soltinha a peça for, mais fresquinho o look fica. Ninguém vai parecer gordinha se mostrar canelas/pernocas, pulsos, pescoço, clavícula – partes mais magrinhas de qualquer corpo!
LINKLOVE <3
caimento solto é sofisticador instantâneo de look
clavícula é indicativo de magreza (e tamanho real!)

CORPO À MOSTRA
Com parcimônia, claro. Calor é tempo liberado de usar pernocas de fora, bracinhos à vista, decotes nas costas e mais. Vale trocar calça por short sainha e bermuda, vale trocar camisetas por regatas – mas tem que compensar, né? Não dá pra expôr tanto a figura em nome de um refresquinho. Decência hein meninas!
LINKLOVE <3
sobre comprimentos, estilo e adequação
como coordenar looks com bermudas
sobre mini mini mini saias
pernoca sexy

SAPATOS INCRÍVEIS (baixinhos/fresquinhos)
Tempos atrás a gente encontrou a Bibiana (que trabalhou aqui com a gente) e ela tava, num calorão pior do que o de hoje, de shortinho jeans, regata basicona e com uma sapatilha forrada de cetim laranja, brilhosa, incrível, chiquérrima. Era o bastante pra deixar o look fresquinho com cara de ‘cuidado consigo mesma’. Calor é tempo de dedinhos de fora, de preferência com couros super diferentes, com cores, com pedras, com amarrações e mais.
LINKLOVE <3
sobre comprimentos de barras e alturas de saltos
festona com pé no chão
“pés nos chãos”

ACESSÓRIOS DE IMPACTO
E assim, se a gente tá de pouca roupa, importante é ter o melhor acabamento: colarzão, pulseira, broche, anel, rológio… tudo orna sem acrescentar calor! Aliás, brincão é o melhor companheiro do rabo-de-cavalo, né? E toda a riqueza dos acessórios é compensada com esses outros elementos da nossa fórmula: tecidos naturais, caimentos soltinhos e pés sem tanto salto ficam mais sofisticados num instante com acessórios-bafo!
LINKLOVE<3
como escolher e usar colarzão
coordenando o colarzão com o decote
muitos colarzinhos no lugar de um colarzão
brincões com cabelo preso
pra combinar dourado e prateado

13.02.2012 - 08:30 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 26 Comentários

CABELO IMPECÁVEL

Tem chovido loucamente aqui em SP e olha, coisa que mais faz diferença no tempo molhado – além de pezinhos secos hihihihi! – é cabelo controlado. É ou não é? Especialmente por que é o que emoldura o rosto (alô conversas olho-no-olho!), cabelo pode ser tão pensado/programado/experimentado quanto o look que a gente escolhe usar. Vai daí que o Joe Zee (diretor criativo da Elle americana) e a Cathy Horyn (jornalista de moda do NY Times) disseram, no twitter, que adorariam ver todo mundo de rabo de cavalo (que né tem aparecido em muitas passarelas há algum tempo). Eles dizem que rabo de cavalo é chique, arrumadinho (no sentido de “sem bagunça”) e que se a gente puxa suficiente eles ainda rendem um lifting instantâneo no rosto (“they’re chic, fuss free and, if you get one tight enough, they’re an instant facelift” - HAHAHAHAHA). Tá fácil pros dias de chuva – e também pros de calor! – e dá uma sensação de cuidado extra, não? A gente é do partido que defende sair de casa já com cabelo preso, pra ter oportunidade de usar produtos, dar acabamento e se certificar de que tá tudo ok em vários ângulos do espelho. E quantas variações a gente pode experimentar assim, rapidex, ainda pela manhã! Ó!

11.02.2012 - 09:25 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 11 Comentários

COMO USAR CALÇAS LARGONAS

Uma vez a gente leu a Costanza Pascolato dizendo que aqui no BR a gente tem “vocação espontânea para o casual”. Pra gente, na prática, faz super sentido pensar nisso – especialmente por que a gente lida todos os dias com clientes que tem vida super ativa, independente do calor do nosso país tropicaliente. Acontece que ser super ativa nesse calor demanda litros de conforto, pra conseguir manter dignidade e elegância. Talvez por isso a gente esteja tão tão TÃO na torcida pra que as calças amplas peguem de verdade nas ruas! Que delícia vai ser se todo mundo perder o medo de experimentar e começar a aproveitar o conforto que elas proporcionam – conforto fresquíssimo, elegante e super feminino. Pra animar a gente tem sugestões pra todo mundo provar feliz, com todos os pesos, alturas e silhuetas. Verdade!

Assim que a gente fala em calças pijama, pantalonas e modelos com pernas largas em geral alguém aí vai perguntar: “mas essas calças não engordam? não aumentam o quadril?”- e a gente vai responder que não. Uma coisa é usar uma modelagem próxima do corpo, que por conta de curvas e linhas de corte fazem o quadril/bumbum/corpo parecerem mais cheios. Outra coisa é usar uma peça larga de verdade, com modelagem ampla e com fartura de tecido – que não ilude em relação à silhueta, mas que acrescenta uma forma nova ao corpo de quem usa. Não tendo ilusão, não tem dúvida: o volume não é de corpo mas sim de tecido – de moda! Então, é bom aproveitar esse excesso de tecido da parte de baixo pra deixar a parte de cima mais peladinha (alôr calorão!). As calças podem funcionar com tomara que caia, com um ombro só, com quaisquer decotes que deixem ombros, costas, colo e pescoço de fora. Lembra que partes magrinhas do corpo dão uma sensação de magreza geral? Então. A idéia não é nem usar partes de cima agarradas, justésimas (a gente nunca curte essa vibe grudada na pele), mas sim peças que sejam menos amplas que as calças – em tecidos fluidos, que caem pesados, camisas e camisetas são boas opções pra coordenar.

Calças com boca larga vão muito bem com sapatos de salto – os saltos mais grossinhos, anabelas ou mais pesados, com meia pata são os preferidos – e daí que a barra da calça tem que terminar deixando no mínimo metade do salto aparecendo. Quanto mais longuinhas mais legais! A calça de boca larga não fica legal muito curta, deixando o peito do pé aparecendo, sabe!?! Parece que a gente pegou a calça emprestada de alguém mais baixo que a gente! Mas a gente também não curte a calça super longa, quando arrasta no chão, não. Pode até dar certo no styling de um desfile, catálogo ou editorial, mas na vida real a calça arrastando fica suja e desgasta super rápido (além do risco da gente pisar na prórpia barra e cair no meio da rua RÁ!).

Também dá pra usar esse tipo de calça com sapatos sem saltos, mas o certo aí é fazer a barra pra esse tipo de sapato e só usar assim (não dá pra versatilizar essa barra – ou é pra salto ou pra sem-salto!). As calças feitas em tecido mais desestruturado ficam melhores nesse comprimento, porque acabam não engruvinhando tanto na frente. Esse engruvinhado que a calça faz quando encontra o pé e está um pouco longa demais dá uma sensação nada boa de perna mais curta. A barra da calça tem que cair sobre o pé e quase cobrir o sapato todo, como se a parte de trás quase fosse encostar no chão, mas sem encostar!

E aí o que a gente já mantém em mente pra todo look vale também pras calças amplas. Vale coordenar partes de cima e partes de baixo sem tanta quebra de cor na cintura (quanto mais monocromático o visual, mais alongada e afinada a gente aprece). Vale lembrar que cor viva/clara expande e cor neutra/escura retrai, então cobrir partes maiores e menores da silhueta com esses tons em comparação pode ser uma ótima idéia. Escolher sapatos que acompanhem a cor da calça pra dar aquela sequência alongadora nas pernas também é eficaz. E manter em mente que a gente é mais importante do que o que a gente veste, a vida que a gente vive é mais importante do que o que a gente veste – e que se o look não rolar tudo continua lindo! :)

Mais “modos de usar”!
Como usar calças tipo saruel
Como usar calças tipo cenoura
Como não usar calças tipo cenoura!
Como usar calças tipo boyfriend
Como usar calças skinny bem justinhas
Álbum de referências no Facebook da Oficina 

 

10.02.2012 - 08:31 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 21 Comentários

MATEMÁTICA DE GUARDA-ROUPA

Pensa só: parte mais importante de qualquer silhueta, em todos os looks que a gente faz, é o rosto – é com ele que a gente olha no olho, procura entender o mundo (e os outros), com ele que a gente fala e pra ele que a gente olha o tempo inteiro quando se relaciona com a vida. Faz sentido, então, ter em mente que o que a gente usa perto do rosto é o que acaba sendo mais notado, mais percebido, mais gravado na mente das pessoas. Imagina que se a gente repete a mesma calça nos cinco dias de uma mesma semana e coordena essa peça com cinco partes de cima diferentes, parece que a gente usou todo dia um look novo. Mas ao contrário, se a gente usa nos cinco dias da semana uma mesmíssima parte de cima e partes de baixo 100% diferentes… ainda assim parece que a gente usou a semana toda o mesmo look. Choque, né? Por conta dessa percepção a gente faz conta nos guarda-roupas de todas as clientes e a matemática boa da versatilidade fica em cinco partes de cima pra cada parte de baixo (vale blusa, cardigan, colete, camisa, regata, tudo!).

A conta então, pra fazer render o que a gente tem e botar em prática nossos superpoderes versatilizadores de roupas (!!!), é manter guarda-roupa funcionando com mais partes de cima do que de baixo – num mundo ideal, idealíssimo, nessa proporção de 5 pra 1. E essa é uma boa direção pra quem vai aproveitar liquidações ou fazer comprinhas no fim de semana: do que a gente precisa mais (nesse momento), partes de cima ou de baixo? ;-)

 

08.02.2012 - 15:52 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 24 Comentários

COMO ESCOLHER TECIDOS

A coordenadora do London College of Fashion te ensina a escolher tecidos!

Logo depois de ter lançado “Glamour”, livro icônico da jornalista Diana Vreeland, que foi editora da Harper’s Bazaar por 26 anos e editora-chefe da Vogue entre 1963 e 1971, a Cosac Naify lançou outro bom livro de moda, o “Fashion design”, escrito por Jenkyn Jones. Jones é coordenadora da pós-graduação do London College of Fashion, uma das principais escolas de moda da Inglaterra. O foco do livro são os estudantes de moda, mas algumas partes são interessantes para quem trabalha com moda em outras atividades ou simplesmente ama muito o assunto.

A parte em que Jones dá dicas de como os alunos de moda devem escolher os tecidos que vão usar em suas criações é espetacular. Vale a pena imprimir e guardar com carinho para usar quando for comprar aquela peça mais cara, dessas que você quer que durem por anos. Presta atenção que tem até dica para se o fabricante passou uma gominha  no tecido ruim para fazê-lo parecer mais digno!

“SELEÇÃO DE TECIDOS:

Manuseie o tecido para sentir a superfície e avaliar quanto é quente, frio, escorregadio etc. Qual é a personalidade do tecido? Qual é a composição das fibras?

Como o tecido se recupera ao ser manuseado? Estique o tecido para checar a recuperação. Puxe delicadamente na direção do viés e no sentido do fio. Dobre e drapeje o tecido para ver seu caimento. Escove os fios para ver se eles se soltam facilmente.

Confira as ourelas para ver se o tecido está reto. Se os fios transversais não estiverem no ângulo correto em relação aos longitudinais, não terá um bom caimento, e, nos tecidos em cores xadrezes, as bainhas e as junções ficarão desalinhadas.

Descubra se há irregularidades de tecelagem ou de tingimento. Segure o tecido contra a luz, pois assim poderá ver se está desigual. As cores podem se mostrar bem diferentes sob a luz das lojas e sob a luz natural; se você estiver tentando uma combinação de cores, pergunte se pode levar o tecido para ser observado sob outra fonte de luz.

Tecidos de tricô e lá têm propensão a formar pelotas. Esfregue a superfície e veja se as fibras se soltam ou se embolam.

Nos teciudos estampados, cheque se a estampa é uniforme e se o alinhamento está correto. Coloque o tecido em frente ao corpo e também sobre o braço esticado, para ver como fica a proporção dos desenhos.

Às vezes, sedas e algodões baratos recebem uma goma ao serem tecidos ou finalizados. Essa goma pode ser lavada. Esfregue a superfície para ver se surge um pó fino (o amido da goma).

Se as informações sobre cuidados e acabamentos estiverem disponíveis, anote-as. Você não poderá reclamar depois se não tiver seguido as instruções.”

((Fashion Design, Jenkyn Jones, Cosac Naify, página 154.))

02.02.2012 - 12:10 | Postado por juliana Categorias: mundo da moda 14 Comentários

COLAR + LENÇO

Essa é das antigas (nem taaaanto!) mas só aparece aqui agora: essa da foto é a Beatriz, nossa aluna na primeira turma de Workshop de Estilo Pessoal. No fim do Workshop a gente tem um “momento compartilhador de aprendizado imagético”, e foi nessa ocasião que a gente viu esse truque aí – o de emoldurar um lenço com um colar de várias voltas. Repara que o lenço é coloridão, estampadão, e a Be escolheu um colar calmo de pérolas, classiquinho. Equilibrou mensagens e complementou formas, superfícies e texturas. Vale lembrar que tudo de mais legal que a gente usa perto do pescoço, chamando atenção pro alto, faz com que a gente crie ilusão de silhueta mais alongada (alô centímetros a mais de mentirinha!) – ao mesmo tempo em que disfarça qualquer atenção que bumbum e quadril possam chamar sem que a gente queira!

A gente pode, então, pensar que tudo mais liso, mais escuro, mais neutro e mais reto pode ser entendido (pelo olhar do outro) como mais formal, mais calmo; por outro lado tudo que é mais cheio de texturas, mais arredondado, mais claro e colorido pode ser entendido como mais informal, expansivo. Assim é só ‘fazer a conta das mensagens que a gente quer transmitir, e em que proporções – e exercitar com as nossas próprias cores texuras e formas. Nem que seja assim, em pequenas doses de coordenação de colares e lenços. Né?

30.01.2012 - 15:18 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 15 Comentários

RESUMÃO DE IDÉIAS USÁVEIS DO SPFW

Já que a gente não trabalha mais com “tendências” (hihihihihi), a melhor parte de uma semana de desfiles é estar atenta a possibilidades de animar o que a gente já usa. Durante esses dias de SPFW muito se falou em saia lápis, veludo, ombros redondos e tals – a gente acha que tudo vale pra quem tem coração aberto, de verdade! Mas conhecendo a mulherada como a gente conhece, na prática dos provadores, a gente acredita que essas aqui sejam idéias usáveis pra já, fáceis de exercitar, frescas e atualizadoras. Todas as idéias pinçadas das passarelas aparecem aqui acompanhadas do nosso serviço de consultoria (aaeeee) nos links dos posts que a gente já fez sobre cada uma delas – clica pra “trabalhar” com a gente!

MIX DE TEXTURAS
Essa foi a temporada em que os estilistas mais levara à sério (e ao pé da letra) a coisa de misturar superfícies diferentes num mesmo look: não precisa ser tudo caracachento ou espalhafatoso demais, só da gente alternar materiais nas escolhas o mix já vai sendo construído! Pensa tricô com jeans, algodão com seda, couro com malha, lã com renda (como na Huis Clos). Interessância garantida mesmo nos looks mais simples e informais.

LEVE x PESADO
Há algum tempo a gente já percebe essa coordenação (ou “descoordenação”!) nas imagens de streestyle mais legais da internê. Agora com referências daqui de pertinho não tem desculpa pra gente não experimentar.  Look leve com acessórios pesados (como na Ellus e na Triton), ou casacão com vestidinho fluido (como na Juliana Jabour), ou shortinho e blusa de seda com botinha pesada (como na Animale)… vale tudo pra equilibrar mensagens, manipular proporções com graça e alcançar harmonia com elementos opostos. Alô esperteza fashion!

CALÇAS MAIS CURTINHAS
Desde o último inverno a gente tem experimentado calças mais curtinhas com nossas clientes. As barras subiram naturalmente – talvez por conta da crescente importância dos sapatos/acessórios no look atual. As modelagens de agora, então, aparecem mais sequinhas e com barras na altura dos tornozelos (às vezes até um pouquinho antes de chegar neles). Vale dobrar as barras tradicionais pra atualizar o look, vale também ficar de olho em truques alongadores de silhueta pra evitar sensação de pernocas achatadas. A gente AMA essas calças curtinhas, uma coisa tão Audrey Hepburn não? :)

MOSTARDAS-MARRONS
Foi unanimidade em todos os desfiles que a gente viu: não teve uma passarela que não mostrou sua própria internpretação dos “tons do momento”. Como já tá tudo na internet e como a vida é agora (quem sabe faz a hora né não espera acontecer), tamos prontas pra também interpretar novas coordenações com essas cores. A gente amou a paleta de cores com que a Colcci escolheu usar os marrons e mostardas, juntando a eles vermelho, lilás/roxo e verde-militar. Teve também coordenação bem glamourosa com dourado (alô Alexandre Herchcovitch).

METALIZADOS
Se a gente já perdeu o medinho de incluir acessórios metalizados (mesmo nos looks de dia-a-dia), agora pode ser a hora de perder o medão de usar porções maiores de superfícies lustrosas no que a gente veste. Nem que a coisa toda comece por manguinhas lustrosas, ou barras aplicadas, ou faixas inseridas na modelagem do que a gente escolhe… até chegar em jaquetinhas, saias e mesmo calças totalmente brilhantes. O que a gente mais viu em desfiles foi um tipo de couro metalizado, mas na vida real seda e até jeans encerados também funcionam!

25.01.2012 - 13:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 7 Comentários

REGINA GUERREIRO SABE DAS COISAS

Vejam só que impressionante: o textinho transcrito aqui embaixo foi publicado pela Regina Guerreiro numa edição de moda da revista Caras no fim de 2007, para o verão de 2008. Tudo que ela falou acontece exatamente assim ainda hoje, agora – e é esse olhar que a gente aqui na Oficina tenta exercitar a cada temporada de desfiles. Todo dia, na prática, é bem esse o nosso trabalho: conhecer tudo, entender a cliente, organizar possibilidades, direcionar escolhas – mas nunca ditar, impor. Nem teria graça ser de outro jeito, já que quem veste a roupa é muito mais interessante (e importante!) do que a roupa em si – ou que os motivos que fazem a gente querer vestí-la. A gente fica feliz da vida, então, de repassar esse pensamento-ensinamento no blog da Oficina, espaço de extensão (na internet) do nosso trabalho da vida real. Ó que sábia que dona Regina é:

“Esqueça a palavrinha tendiencia, porque ela está morta. Num mundo em que – praticamente – existem 800 desfiles por temporada, só podia acontecer o que aconteceu: uma Babel fashion, em que cada estilista fala a sua língua (até aí, tudo bem), e é papo furado dizer “agora é isso ou aquilo”. Vai daí que mudei completamente minha linha de edição. Mostro o que acho melhor de cada estilista, até porque – afinal – as outras revistas e jornais, no desespero de “contar tudo”, já mostraram tudo e, muito provavelmente, enlouqueceram e confundiram você. Ver não quer dizer entender. Então edito… Como nas fotos, minha lente “pega” só o que é preciso, sabe como? Nessa nova edição verão 2008, só mostro o melhor. Mas é você que “se escolhe”, é você quem diz “puxa, esse modelito é a minha cara”, esse sim, esse não. Sem medo, tá? Aprendi – já faz tempo – que, nem na moda, nem na vida, existe o certo e o errado. Vai daí que… VaiVaiVai!”

 

25.01.2012 - 11:30 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 4 Comentários
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