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BIQUÍNI & CIA
Chega o fim do ano e é inevitável a gente começar a pensar em festas, presentes, férias, viagens… Nessa época quase todo mundo aproveita os feriados pra escapar um pouco. E a gente começa a enxergar nosso guarda-roupa de um jeito diferente – dá vontade de se vestir com roupas de férias, sabe como!?
Férias sempre tem espaço pra praia, clube, cachoeira e até piscina do prédio, né!?! E biquinis e maiôs acabam virando as peças mais importantes do armário, mas sempre dá uma duvidazinha do que usar COM biquinis e maiôs.
A gente adora vestidos e macaquinhos de malha ou algodão bem fininhos porque ficam super adequados pra continuar usando mesmo depois do banho de sol – é só trocar as havainas por uma rasteira bem linda e dá pra ir no restaurante, no shopping, no cinema, no churrasco… Caftans, camisões e túnicas longas também funcionam, mas são um pouquinho mais dramáticas!!!

Shorts ou bermudas mais curtas e em tecidos leves ficam fofos com camisetas larguinhas ou batas mais longas. Dá pra se vestir de um jeito super bacana mesmo com as pecas mais informais, por isso que, assim como no caso do homewear, o ideal é investir em um conjuntinho de peças que sempre funcionem com os nossos biquinis – não vale usar roupas velhas que a gente não consegue mais usar pra trabalhar ou sair!!!
Do mesmo jeito que tem o biquini certo pra cada corpo, tem a “saída de praia” certa pra cada estilo!!! Shorts e macaquinhos de plush são mais práticos e confortáveis, batas e túnicas transparentes são mais femininas, vestidos estampados são mais divertidos… só cuidado na hora de fazer conjuntinhos – tipo vestido da mesma estampa do biquini – que acaba ficando tão careta. É bem mais legal (pra quem curte) fazer coordenação de estampas diferentes!!!

Sacolas grandes de tecido ou materiais impermeáveis são perfeitas e nelas a gente pode carregar uma rasteira mais arrumadinha (pro “pós-praia”), uma canga bem bonita pra gente deitar ou sentar em cima e nossos óculos escuros favoritos que vão deixar o look verão com a nossa cara!!!
GUARDA-ROUPA INTELIGENTE EM 5 LIÇÕES
A gente constrói nosso guarda-roupa a partir de duas atividades/necessidades que se repetem de tempos em tempos: compras e limpezas. Essas cinco “liçõezinhas” aqui servem pra todo mundo (to-do-mun-do) e dão direção boa tanto pra comprar, quanto pra ter em mente na hora de descartar o excesso do armário, o que não serve mais. Pode ser mais uma dessas listinhas de imprimir e andar na bolsa, ou de pregar na porta do armário. Não é solução a curto prazo (quase nada em estilo pessoal autêntico é!), mas serve pra vida toda!

CUSTO x BENEFÍCIO
É o princípio desse post aqui, sobre investimentos certeiros em guarda-roupa: tem que ter bem em mente como é o nosso estilo de vida, pra então investir no nosso estilo de vestir. Vale gastar mais com o que se usa mais, e gastar bem menos no que vai ser usado pouquinhas vezes. E o que a gente mais usa pode ser descartado com menos peso na consciência, e o que é menos usado dura um tempão sem desgaste nem enjôo no armário. Néam?
QUANTIDADE x QUALIDADE
É mais inteligente ter uma quantidade razoável de peças boas – feitas em material de qualidade, com acabamento durável – do que ter montes de peças que com o tempo vão desbotar, descosturar, soltar botões, criar bolinhas no tecido, etc etc etc. Poucas e boas meishmo. Que roupa em ótemo estado de manutenção é meio caminho andado pra se ter imagem elegante, mesmo com look informal. Faz toooda diferença!
ATUALIZAÇÃO CONSTANTE (variedade x clássicos)
Mesmo que a gente tenha um guarda-roupa coerente com o nosso estilo de vida, recheado de coisas que tem a nossa cara, é bom acrescentar pelo menos uma peça-bafo a cada estação pra dar aquela atualizada no look pra não ter cara de sempre-igual, sabe? Mesmo que essa peça dure só por uma temporada mesmo: vale jaquetinhas, vale uma sandália incrível, a bolsa do momento, uns lenços coloridos, um macacão… sabe como? Uma peça que, coordenada com tudo que a gente já usa, faça a diferença pra gente não ficar pra trás. E são essas as peças perfeitas pra se comprar em liquidas!
CONJUNTOS x VERSATILIDADE
Se a gente tem muitos conjuntos no armário, é fácil ficar sempre presa às mesmas combinações e assim parecer sempre ter a mesma cara. Ao mesmo tempo, conjuntos que a gente “desconjunta” e usa com outras peças rendem mil combinações novas – e a gente é a favor até de guardar tudo separado (em vez de juntar a calça e o paletó no mesmo cabeide, por exemplo), pra exercitar a coordenação ‘desconjuntada’! Regra boa de versatilidade é essa: cada peça do guarda-roupa deve ser cordenável com pelo menos outras duas, lembra?
ACESSÓRIOS
Tamos todas convencidas que acessórios são fundamentais e que, no fim, são o item mais barato e ao mesmo mais “modificador de looks” que a gente pode acrescentar ao guarda-roupa, néam? Armário inteligente tem que ter acessórios que façam a diferença, que sejam cereja do bolo dos nossos looks e que digam, com todas as letras e contas e pedras e cores, quem a gente é! =)
Pra complementar:
Abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa
Pra comprar menos e melhor
((Esse post foi publicado originalmente em julho de 2008 – o tempo se diverte quando e a gente voa, né?!??))
NEM DEMAIS, NEM DE MENOS: 10 PONTOS!
A gente conheceu o teste dos 10 pontos ainda na escola (com ela!), e até hoje a gente ensina pras clientes. É uma brincadeira, mas super direciona o uso de cores, texturas, volmes, acessórios e a coordenação disso tudo nos looks de todo dia! Funciona assim: cada elemento do que a gente veste/usa tem uma pontuação. Aí a gente se monta de manhã, conta os pontos do look e vai adicionando coisas ou tirando coisas pra ficar entre 10 e 15 pontos. Cada uma tem um número de pontos que indica equilíbrio (os nossos aqui na Oficina ficam em 10, 12 pontos) – mas menos que 10 pontos pode indicar um look básico demais e mais que 15 pode dar a sensação que a gente tem quando olha as imagens aqui embaixo (hihihi!). Quer brincar?

“aiaiaiaiaaaaaaaaaaaaaaaaaiii, eu to over?!??”
TESTE DOS 10 PONTOS
• cada cor colorida vale 1 ponto
• cada detalhe que se destaque na roupa vale 1 ponto
• 1 ponto pra sapatos simples e mais 1 ponto pra cada detalhe extra, tipo textura, cor diferente, salto anticonvencional, recorte inusitado, costuras aparentes, enfeites, aplicações, tipo isso
• meia-calça vale 1 ponto se tiver textura, cor colorida (neutros tipo preto, cinza chumbo e marrom café não contam!) ou brilhos
• colares, anéis, relógios, broches e lenços valem 1 ponto cada; mais 1 ponto pra cada um que tiver cor colorida ou que se destaque super demais
• 1 ponto pra cada par de brincos (não conta orelhas separadas, é o par!) e mais 1 ponto pra cada cor nesse acessórios
• óculos contam 1 ponto – pode acrescentar 1 ponto pra cada detalhe a mais na armação, tipo correntinhas, pedras, logos chamativos ou cores coloridas
• chapéu, faixa, tiara ou lenço no cabelo: 1 ponto cada
• bolsa conta 1 ponto se é simples e lisa – cada detalhe conta 1 ponto a mais, tipo fivelas, material lustroso tipo verniz, correntes, texturas, cores coloridas ou muitos bolsos
• esmalte em cor colorida ou escura conta 1 ponto (vale pra todas as cores!)
… E assim por diante!
((Esse é um desses posts antiguinhos que a gente resolveu re-editar pra ter mais perto, pra refrescar idéias! Foi originalmente publicado aqui no blog em maio de 2008! O tempo se diverte quando a gente voa, não?!??))
A LISTA DE ‘FÓRMULAS BOAS’ DA OFICINA DE ESTILO
Tem uma lista de coisas que a gente sempre diz/ensina pras clientas da vida real, coisas de que a gente já falou muito aqui no blog – mas sempre em posts separados. Todas essas “fórmulas” funcionam pra todo mundo, adaptadas pra estilos e silhuetas diferentes: cada um faz de um jeito, com as peças que tem, com a sua própria cara. Então porque não juntar tudo, pra servir de direção todo dia antes de se arrumar, né? A lista tá aqui, e vale usar uma fórmula de cada vez, ou usar muitas combinadas – tendo em mente que a gente escolhe uma como ‘personagem principal’ no look e reserva pras outras os papéis de coadjuvantes!

pode até ser tudo tudo tudo bege… mas tem que ter interessância, tem que ter informação! =)
SE INSPIRAR E ESTUDAR MUITAS REFERÊNCIAS
Todo mundo aqui lê revistas, vê blogs e tals – então é bom ir separando referências, observando o que em cada um adelas se repete, prestando atenção em cores e texturas e proporções pra procurar repetir, do jeito que der, essas idéias no nosso próprio guarda-roupa. E se algumas dessas referências – as mais impactantes, ou as mais cheias de informação – podem ficar no próprio armário, num painel ou grudadinhas na porta, a gente tem como “revisar” nossas vontades a cada look.
COORDENAR CORES DE JEITOS NÃO-COMUNS
Só de substituir o preto por outra cor neutra e escura qualquer look já se destaca numa multidão – o efeito de básico + colorido é o mesmo, só que bem mais interessante. E ao mesmo tempo que coordenações de cores são muito legais de criar, são muito fáceis de impactar (pro bem) no look. Monocromáticos podem super valorizar peças com design diferente, e peças lisas podem parecer bem mais bacanas quando coordenadas em cores incríveis. Vale montar no photoshop uma cartela de cores neutras (claras e escuras) bem legais e outra com as nossas cores coloridas preferidas, pra estudar e consultar na hora de ter idéias.
ACRESCENTAR TEXTURAS E ESTAMPAS PRA ANIMAR
Não tem graça usar algodão com algodão, ou seda com seda. Quanto mais materiais diferentes a gente tiver num look, mais informação ele carrega – superfícies diferentes quase sempre têm texturas, brilhos e caimentos diferentes: então quem coordena de jeito legal ganha pontos em “esperteza fashion”! Texturas diferentes fazem sucesso especial em looks monocromáticos e deixam até os looks informais arrumadinhos. E não é porque tem textura que não pode ter estampa: vale um ou outro, mas vale os dois também. =)
COMBINAR TRÊS PEÇAS EM CADA LOOK, PELO MENOS!
Vestido é ótimo, saia e blusa também é ótimo – jeans e camiseta então, super fácil, né? Mas não é suficiente pra gente (todas nós, pessoas interessadas e interessantes). Vale acrescentar casaquetos, cardigans, super lenços, coletes, meia opaca (conta como uma peça a mais, ó que bom!), bolerinhos, golas, faixa amarrada como obi e mais. Só de ter mais de duas peças num look, o visual todo já ganha em elegância (e em inteligência visual também).
SER MULHERZINHA É SEMPRE BOM ;-)
E não precisa ser literal pra ser mulherzinha: a feminilidade pode vir num tecido gostoso, de caimento leve, num decote bom nas costas, num comprimento três dedinhos mais curto (se puder!), em coordenação suave de cores, na modelagem fofa (tipo manguinhas bufantes) e mais. Saltinho é sempre feminino, cintura marcada é sempre feminino, saias e vestidos são embaixadores da mulherzinhas-land. Quer mais? Blusas que transpassam, que amarram – especialmente com laços!, golas arredondadas, rendinhas, laises e transparências são sempre bons “ressaltadores” de delicadeza (e “conquistadores” de elogios!).
TER ACESSÓRIOS QUE FAZEM SORRIR – E USAR SEMPRE
A analogia com a cereja do bolo super cabe aqui. Bolsas e sapatos são MEGA importantes e a gente sabe – dependendo de material, forma, design e textura eles dizem quem a gente é e deixam claro, especialmente, quem a gente não é! Mas não são os únicos responsáveis por reforçar a personalidade de quem usa: o look só termina quando a gente acrescenta anéis, colares, lenços, brincos, broches, tiaras, faixas, pulseiras e o que mais – mesmo pequenininho – acrescentar interessância ao que a gente veste.
QUERO PARECER CONFORTÁVEL
Pra algumas (muitas) mulheres o mais importante na hora de escolher o look é o conforto que elas vão sentir ao longo do dia – nada que aperte, nada que machuque, nada que fique saindo do lugar e que elas tenham que ficar ajeitando o tempo todo. E as que são bem sucedidas em conseguir um visual confortável e bacana ao mesmo tempo são vítimas de olhares admirados, do tipo “como ela consegue estar tão chique e parecer que acordou assim?”.
Esse aspecto de “chique-sem-esforço” é graças à naturalidade da mulher confortável. Como na mente dela só vale usar o que tiver utilidade no look, o que for prático e versátil e principalmente o que for gostoso de vestir, a sua aparência é sempre de despretensão, com os cabelos naturais, as roupas mais soltinhas e a maquiagem suave. É claro que existe um perigo iminente da despretensão virar desleixo, mas aqui a gente está falando das que se arrumam, mas com foco no conforto, OK!?!
E se a gente seguir algumas direções que são diretrizes pras mulheres confortáveis, mesmo que a gente seja fã de um corset, não se importe nem um pouco com os pés apertados dentro do sapato adorado e curta passar horas na frente do espelho pra deixar as pontas do cabelo espetadas, dá pra gente agregar um pouquinho dessa cara de conforto no look que escolher. Quer ver?

tecidos naturais e caimentos soltinhos
Não tem nada mais confortável do que tecidos que respiram, que no fim do dia não estejam com mau-cheiro e que tenham um toque agradável na pele. Por isso os tecidos naturais (lã, linho, seda e algodão) transmitem esse aspecto de “relax”. E daí até aquele amassadinho que poderia incomodar faz parte do charme, sabe!?! Ainda mais quando as peças são soltinhas – não super largas! – com aquele “colchãozinho” de ar entre o tecido e a pele que dá um aspecto de maleabilidade, de que dá pra viver dias naquela roupa sem incomodar.

acessórios fáceis de carregar
A mulher naturalmente confortável não topa – nem por um segundo – carregar acessórios que pesam, que pinicam, que fazem barulho demais, que incomodam os movimentos. Então se a gente quer parecer confortável nada de sapatos soltos nos pés, colares de metal e cheios de pedras, pulseiras grande que ficam batendo umas nas outras, brincos pesados, lenços que não param no lugar… Trocar a bolsa de carregar na mão por uma de alça longa – de transpassar ou tiracolo, desde que deixe os braço livres – o salto agulha por uma anabela, acessórios de metal por outros feitos em materiais alternativos como couro, tecido, sementes, etc podem ser boas ideias pra agregar essa simplicidade chique!

cara de bem cuidada
A maior diferença entre a mulher “effortless-chic” e a desleixada são os cuidados pessoais, sabia!?! O que faz com que a primeira pareça que acordou linda e que a segunda acordou atrasada é a maquiagem super suave, os cabelos bem cuidados e controlados, mãos e pés feitos, nada de pelos fora de lugar, a pele bonita, o sorriso branco… Ou seja a mulher natural gasta tempo com ela mesma, mesmo que tenha esse aspecto de “não fiz nada pra ser assim”. E essa é com certeza é maior lição que a gente pode tirar deste post: se cuidar não só faz bem como transparece esse bem-viver na nossa imagem!
QUERO PARECER MODERNA
Na semana passada a gente sugeriu alguns truquezinhos na hora de escolher o que vestir que acabam transmitindo uma imagem mais criativa e a partir daí a gente se propôs a pensar nos demais estilos que podem ser transmitidos através de elementos do nosso guarda-roupa – e como eles são coordenados. Dessa vez a gente vai falar um pouquinho sobre como parecer mais moderna, e nesse caso moderna não quer ser sinônimo de atual, mas sim representar um tipo de estilo que se identifica com uma imagem limpa, geométrica, contemporânea, na qual a forma é o mais importante.
A imagem da mulher moderna acaba não sendo tão feminina, mas isso não quer dizer que não dê pra misturar uma “modernidade” aqui com uma “feminilidade” aí, né!?! E acaba que muitas das vontades das últimas temporadas de moda se encaixam muito no estilo moderno: androginia, minimalismo, brilho… Então aqui vão aqueles truquezinho básicos pra gente ficar um pouco mais moderninhas:

cores contrastantes
A moderna não gosta de misturar muitas cores num mesmo look, mas quando mistura algumas poucas gosta que tenha bastante contraste! Esse contraste pode acontecer na hora de coordenar cores neutras – branco x chumbo, gelo x marinho, nude x preto – ou cores coloridas – vermelho x roxo, pink x amarelo, verdão x coral. Aliás o moderno tem mais a ver com cores fortes, luminosas e intensas do que com cores delicadas, suaves apagadas. Nada no moderno é muito sutil, sabe!?!

tudo limpo!
Quem tem essa veia de modernidade naturalmente tem uma super dificuldade em acrescentar muitos elementos ao seu visual, e acaba ficando mai confortável – e achando mais bonito - num visual mais limpo. Poucos acessórios, pouca estampa, pocas cores, poucas peças… é a famosa “clean”. E daí que essa mulher privilegia formas pra que seu look ao invés de moderno não fique sem graça! Por isso que um decote assimétrico, uma fenda estratégica, uma dobradura bem localizada não podem faltar.

geometria pura
E por falar em formas… A mulher moderna adora elementos geométricos, superfícies lisas, cantos angulosos, pontas e assimetrias. Isso pode aparecer em detalhes nas suas roupas, mas principalmente em acessórios. Pensar em arquitetura ajuda a entender, porque é como se eles fossem construídos, tudo é estruturado. Sabe outra coisa que atrai bastante as modernas quando se trata de acessórios? Brilho! Mas não é o brilho do bordado e sim o brilho do lustroso, do metalizado, do envernizado. Quase do futuro, hein!?!
QUERO PARECER CRIATIVA
Durante esses oito anos prestando serviço de consultoria de estilo pessoal, a gente acabou elaborando uma metodologia de trabalho que tem a cara da Oficina e que sempre dá um resultado super positivo: a gente procura respeitar as preferências, o estilo de vida e a personalidade de cada cliente. Todo mundo – sem exceção – carrega um estilo só seu e tem um monte de características próprias na hora de escolher como se apresentar. Muitas dessas características vêm de referências de lá de trás (mãe, amigas, irmãs, ídolos de infância…) e daqui do lado (amigas, colegas, ídolos de agora, revistas, sites, novelas…) e juntas são responsáveis pela “nossa cara”.
Então a gente tem características que são propriedade adquirida, mas tem algumas imagens que a gente quer adquirir, sabe!?! Assim: tem aquela cliente que não é tão original assim, sempre se vestiu com cores neutras e pouca estampa, usou peças num caimento mais sóbrio, tem uma profissão mais formal, tem uma elegância natural dela, mas… hoje com esse monte de informação de moda borbulhando no computador dela, ela anda com uma vontadinha de experimentar mais, de misturar cores, de usar estampas artsy, de carregar nos acessórios, de ser mais criativa! E é nosso papel atendê-la, é ou não é!?!
E todo mundo tem como ter o seu jeito de ser criativa, mas tem algumas diretrizes que ajudam bastante e é isso que a gente quer dividir aqui pra que todas as leitoras que compartilham do desejo dessa cliente também consigam desfilar sua porção criativa por aí:

muitas cores
Pessoas naturalmente criativas têm muita facilidade em misturar cores e fazer coordenções ousadas, então se a gente começar a praticar isso, mesmo que em porções pequenas, já é uma boa mudança na direção certa. Dá pra aproveitar essa “tendência” de bloco de cores e todo esse monte de roupa e acessórios ultra-coloridos que invadiram as vitrines nacionais pra arriscar um pouco. Um jeito bem seguro de ousar nas cores é escolher uma cor bem viva, tipo a favorita da vida, pra comprar uma ou duas peças e depois coordenar com uma de suas análogas. Exemplos ajudam: pra quem gosta de azulão agora é a hora de comprar uma sapatilha e uma blusa nessa cor e daí dá pra coordenar com detalhes em roxo, lilás, tons de rosa, tons de verde…

estampa com estampa
Não tem nada mais criativo que misturar estampas. E nada mais “agregador-imediato-de-interessância” também! Dá pra coordenar estampas discretas, viu, gente!?! Não precisa sair por aí estampadíssima, não. Imagina que chique uma calça risca de giz marinho e branco com uma camisa marinho de bolinhas miúdas vermelhas. Ousada, criativa, mas nada gritante. O segredo pra coordenar duas estampas é escolher estampas que tenham pelo menos uma cor em comum entre elas. A partir daí o céu é o limite!

acessórios divertidos
As criativas adoram chamar atenção também pelo humor e essa pode ser uma lição boa de seguir e deixar o dia a dia não tão sério. Na hora de ser divertida é bem mais fácil começar pelos acessórios: bolsinhas em formas de bichos (uma joaninha, um peixe, uma coruja), pingentes em forma de objetos de casa (xícaras, taças de champanhe, livros), anel em forma de boca, pulseira que imita uma algema, uma sapatilha com um pompom colorido… Imagens inusitadas em pedacinho pequenos do look dão essa pitadinha de graça e ainda tiram o visual do lugar comum.
TUDO DE GLITTER
Se há algum tempo os paetês, tecidos metalizados e acessórios com cara de jóia recheiam passarelas, catálogos e vitrines (fazendo nosso olho brilhar muito mesmo – quase que literalmente!), agora a super aposta de marconas como Jimmy Choo, Miu Miu, Pedro Garcia e Marc Jacobs – parece ser muito, muito glitter. E em várias cores!

O pó brilhante que vem em potinhos – que seduzem a gente dese as visitas de infância à papelaria do bairro! – agora faz o acabamento de sapatos e bolsas dos mais lindos da estação. Além de exalarem riqueza (!!!), acessórios de glitter também podem ser bem versáteis, viu. Pode ser que esse brilho seja a receita perfeita pra dar um toque sofisticado à looks mais básicos e neutros. Pode ser que seja um ponto divertido num look estampado ou cheio de texturas. Ou mesmo que dê uma ‘glamourizada extra’ nos looks de balada, né?!

Fato é que o glitter é menos assustador, menos extravagante e menos difícil de usar do que parece – e que, com vontade e bom humor, pode ser versátil e render boas sacadas de vestir. A gente sabe que a Santa Lolla tem na coleção de verão deles algumas opções de modelos com glitter, ó!
SOBRE CINTOS
Tá aí um assunto de que a gente quase não fala. Mas não é porque a gente não goste ou não use, é que o cinto, tadinho, do mesmo jeito que fica esquecido no guarda-roupa das clientes, acabou ficando meio que esquecido por aqui também. Acontece que entre tantos outros acessórios que enfeitam mais, o cinto meio que fica em segundo lugar. É ou não é!?! Bobagem, viu, gente! O cinto é um acessório super poderoso porque ele consegue mudar o caimento de uma roupa e pode enfeitar muito, sim.
Daí que a gente resolveu dar uma passada em todas as dúvidas que cinto pode dar em relação à silhueta pra ficar tudo bem explicadinho. Dá uma olhada:
largo ou fino?
O cinto fino (ou médio) é mais fácil de dar certo em todas as silhuetas, quase não tem restrição. Já o cinto largo acaba “escondendo” uma boa parte do torso e por isso acaba encurtando. Então mulheres que tem muito seio ou que se sentem maiores na parte de cima não vão se sentir bem com o cinto largo, porque ele vai acabar dando a sensação de tronco mais largo e de seios maiores.
na cintura ou no quadril?
Cintos usados na cintura são bons pra definir essa parte do corpo e acabam aproximando a blusa ou vestido e dando a sensação de silhueta mais feminina, sabe!?! Por isso ficam melhores com peças de roupa mais soltinhas, nem que seja um pouquinho. As mulheres que são maiores na parte de baixo da silhueta tem que tomar cuidado pra que a blusa não seja num tecido muito estruturado, porque na hora dela colocar o cinto por cima da blusa, marcando cintura, a blusa pode acabar formando um “sino” bem na região do quadril e daí aumenta! Já quem tem a parte de cima maior também tem tomar cuidado pra blusa ou vestido não inflar na região dos seios.
Cintos usando no quadril são melhores pra que não tem muito quadril e pra quem tem o torso mais curto, porque o cinto lá embaixo acaba meio que deslocando a cintura pra região do quadril e alongando o torso.
discreto ou chamativo?
Os modelos mais discretos, de couro, liso, sem textura em tons neutros (como marrom, preto ou bege) servem quando tem alguma função, tipo acinturar um vestido soltinho ou segurar uma calça que está mais larguinha ou arrematar um cós quando a blusa está sendo usada por dentro. Mas só… Esses cintos muito discretinhos não funcionam pra enfeitar. Já os texturizados (os de cobra são super atuais), coloridos, com aplicações, etc são acessórios decorativos e podem render vários pontos na hora de fazer o teste dos 10 pontos!
e a fivela?
Funciona mais ou menos como no parágrafo de cima: a fivela super discreta nem conta, e a fivela decorada, de metal, colorida, com aplicações em formas interessantes funciona como um acessório. Só tem que tomar cuidado com cintos chamativos que tem fivelas chamativas. Daí pode ser que fique demais, né!?!
cintos de elástico!
Vale um parágrafo só pra falar de cintos de elático, porque eles são os nossos favoritos! O mesmo cinto pode ser usado na cintura ou no quadril e acaba “vestindo” melhor a cintura, sem deixar sobrinhas nos cantos, sabe!?! O cinto de elástico pode ser colorido e ter a fivela mais discretinha ou pode ser mais neutro e ter uma power fivela (a gente AMA). E tem uns cintos muito legais que são feitos de pedacinhos de couro com elástico por baixo e dão aparência de cinto de couro, mas vestem como cinto de elástico!
Dando asa à cobra
Toda estampa de animais – seja cobra, onça, zebra ou leopardo – traz naturalmente uma mensagem sexy e um pouco perua. A pele remete ao imaginário do dinheiro (as de verdade custavam caro), da caça, de algo um tanto primitivo no material e rico demais no uso.
De tanto a gente usar e remodelar a imagem da onça, essa estampa ganhou outras conotações. Quase que um reposicionamento de marca, sabe como é? Se usar Havaianas há vinte anos significava ser desleixado, hoje pode significar outras coisas. A mesma coisa aconteceu com a onça: se antes não havia para onde correr, era sexy e chic e acabou, hoje pode ser divertido, pode ser perigueti, pode ser moderadamente chic… Pode ser mil coisas a depender do uso.

Enquanto a onça bombava e a zebra fazia participações especiais, a cobra foi sendo deixada de lado. Hoje ela está com tudo como alternativa mais original de “animal print”. Quem enjoou dos outros bichos, mas ama estampa animal, pode ser muito feliz com as cobras.
Um dos aspectos mais legais da pele de cobra é a textura de escamas e o fato de que ela raramente tem uma cor só já que, na natureza, cobra costuma ser um animal mesclado. Preto com azul, roxo com verde, verde com marinho, guaraná com caramelo e translúcido: a natureza nos dando aula de combinação de cores.
Na hora de procurar um bom fake é legal buscar uma peça que tenha essas mesmas características de aparência escamada e colorida.
As peças tingidas de cores que não existem nas cobras naturais como pink e roxão podem ser bem divertidas se a gente souber usar de um jeito kitsch, sem se levar muito a sério.
Na nossa opinião, quem usa qualquer tipo de pele e estampa animal precisa tomar cuidado para não ficar perua de um jeito ruim e caricato.
Outra coisa chata é quando a pessoa tem tanto medo de usar a peça que acaba isolando a coitada em um look que não conversa com ela. Tipo quando alguém coloca uma bolsa de cobra com calça jeans e camisa preta para ter 0% de chance de erro.
Acessório de cobra fica uma fofura em coordenações que equilibrem a mensagem de riqueza da pele com um ar mais descontraído. Um exemplo de boa combinação seria camisa de seda ou de algodão bem fininho e de super qualidade com um shortinho mais refinado e sapatilha, sabe como?
O ideal é aproveitar a textura e as cores da própria cobra como ponto de partida pra coordenar outras texturas e outras cores junto com ela. Assim é lindo dar asa à cobra. E à imaginação!











