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TUDO DE GLITTER
Se há algum tempo os paetês, tecidos metalizados e acessórios com cara de jóia recheiam passarelas, catálogos e vitrines (fazendo nosso olho brilhar muito mesmo – quase que literalmente!), agora a super aposta de marconas como Jimmy Choo, Miu Miu, Pedro Garcia e Marc Jacobs – parece ser muito, muito glitter. E em várias cores!

O pó brilhante que vem em potinhos – que seduzem a gente dese as visitas de infância à papelaria do bairro! – agora faz o acabamento de sapatos e bolsas dos mais lindos da estação. Além de exalarem riqueza (!!!), acessórios de glitter também podem ser bem versáteis, viu. Pode ser que esse brilho seja a receita perfeita pra dar um toque sofisticado à looks mais básicos e neutros. Pode ser que seja um ponto divertido num look estampado ou cheio de texturas. Ou mesmo que dê uma ‘glamourizada extra’ nos looks de balada, né?!

Fato é que o glitter é menos assustador, menos extravagante e menos difícil de usar do que parece – e que, com vontade e bom humor, pode ser versátil e render boas sacadas de vestir. A gente sabe que a Santa Lolla tem na coleção de verão deles algumas opções de modelos com glitter, ó!
SOBRE CINTOS
Tá aí um assunto de que a gente quase não fala. Mas não é porque a gente não goste ou não use, é que o cinto, tadinho, do mesmo jeito que fica esquecido no guarda-roupa das clientes, acabou ficando meio que esquecido por aqui também. Acontece que entre tantos outros acessórios que enfeitam mais, o cinto meio que fica em segundo lugar. É ou não é!?! Bobagem, viu, gente! O cinto é um acessório super poderoso porque ele consegue mudar o caimento de uma roupa e pode enfeitar muito, sim.
Daí que a gente resolveu dar uma passada em todas as dúvidas que cinto pode dar em relação à silhueta pra ficar tudo bem explicadinho. Dá uma olhada:
largo ou fino?
O cinto fino (ou médio) é mais fácil de dar certo em todas as silhuetas, quase não tem restrição. Já o cinto largo acaba “escondendo” uma boa parte do torso e por isso acaba encurtando. Então mulheres que tem muito seio ou que se sentem maiores na parte de cima não vão se sentir bem com o cinto largo, porque ele vai acabar dando a sensação de tronco mais largo e de seios maiores.
na cintura ou no quadril?
Cintos usados na cintura são bons pra definir essa parte do corpo e acabam aproximando a blusa ou vestido e dando a sensação de silhueta mais feminina, sabe!?! Por isso ficam melhores com peças de roupa mais soltinhas, nem que seja um pouquinho. As mulheres que são maiores na parte de baixo da silhueta tem que tomar cuidado pra que a blusa não seja num tecido muito estruturado, porque na hora dela colocar o cinto por cima da blusa, marcando cintura, a blusa pode acabar formando um “sino” bem na região do quadril e daí aumenta! Já quem tem a parte de cima maior também tem tomar cuidado pra blusa ou vestido não inflar na região dos seios.
Cintos usando no quadril são melhores pra que não tem muito quadril e pra quem tem o torso mais curto, porque o cinto lá embaixo acaba meio que deslocando a cintura pra região do quadril e alongando o torso.
discreto ou chamativo?
Os modelos mais discretos, de couro, liso, sem textura em tons neutros (como marrom, preto ou bege) servem quando tem alguma função, tipo acinturar um vestido soltinho ou segurar uma calça que está mais larguinha ou arrematar um cós quando a blusa está sendo usada por dentro. Mas só… Esses cintos muito discretinhos não funcionam pra enfeitar. Já os texturizados (os de cobra são super atuais), coloridos, com aplicações, etc são acessórios decorativos e podem render vários pontos na hora de fazer o teste dos 10 pontos!
e a fivela?
Funciona mais ou menos como no parágrafo de cima: a fivela super discreta nem conta, e a fivela decorada, de metal, colorida, com aplicações em formas interessantes funciona como um acessório. Só tem que tomar cuidado com cintos chamativos que tem fivelas chamativas. Daí pode ser que fique demais, né!?!
cintos de elástico!
Vale um parágrafo só pra falar de cintos de elático, porque eles são os nossos favoritos! O mesmo cinto pode ser usado na cintura ou no quadril e acaba “vestindo” melhor a cintura, sem deixar sobrinhas nos cantos, sabe!?! O cinto de elástico pode ser colorido e ter a fivela mais discretinha ou pode ser mais neutro e ter uma power fivela (a gente AMA). E tem uns cintos muito legais que são feitos de pedacinhos de couro com elástico por baixo e dão aparência de cinto de couro, mas vestem como cinto de elástico!
Dando asa à cobra
Toda estampa de animais – seja cobra, onça, zebra ou leopardo – traz naturalmente uma mensagem sexy e um pouco perua. A pele remete ao imaginário do dinheiro (as de verdade custavam caro), da caça, de algo um tanto primitivo no material e rico demais no uso.
De tanto a gente usar e remodelar a imagem da onça, essa estampa ganhou outras conotações. Quase que um reposicionamento de marca, sabe como é? Se usar Havaianas há vinte anos significava ser desleixado, hoje pode significar outras coisas. A mesma coisa aconteceu com a onça: se antes não havia para onde correr, era sexy e chic e acabou, hoje pode ser divertido, pode ser perigueti, pode ser moderadamente chic… Pode ser mil coisas a depender do uso.

Enquanto a onça bombava e a zebra fazia participações especiais, a cobra foi sendo deixada de lado. Hoje ela está com tudo como alternativa mais original de “animal print”. Quem enjoou dos outros bichos, mas ama estampa animal, pode ser muito feliz com as cobras.
Um dos aspectos mais legais da pele de cobra é a textura de escamas e o fato de que ela raramente tem uma cor só já que, na natureza, cobra costuma ser um animal mesclado. Preto com azul, roxo com verde, verde com marinho, guaraná com caramelo e translúcido: a natureza nos dando aula de combinação de cores.
Na hora de procurar um bom fake é legal buscar uma peça que tenha essas mesmas características de aparência escamada e colorida.
As peças tingidas de cores que não existem nas cobras naturais como pink e roxão podem ser bem divertidas se a gente souber usar de um jeito kitsch, sem se levar muito a sério.
Na nossa opinião, quem usa qualquer tipo de pele e estampa animal precisa tomar cuidado para não ficar perua de um jeito ruim e caricato.
Outra coisa chata é quando a pessoa tem tanto medo de usar a peça que acaba isolando a coitada em um look que não conversa com ela. Tipo quando alguém coloca uma bolsa de cobra com calça jeans e camisa preta para ter 0% de chance de erro.
Acessório de cobra fica uma fofura em coordenações que equilibrem a mensagem de riqueza da pele com um ar mais descontraído. Um exemplo de boa combinação seria camisa de seda ou de algodão bem fininho e de super qualidade com um shortinho mais refinado e sapatilha, sabe como?
O ideal é aproveitar a textura e as cores da própria cobra como ponto de partida pra coordenar outras texturas e outras cores junto com ela. Assim é lindo dar asa à cobra. E à imaginação!
<3 ANÉIS GIGANTES
Pra gente ficar de olho e pra gente pensar bem fora da caixa, já com intenção de quebrar paradgimas: anéis gigantões assim podem ser grandes, mas são menores que colarzão, que turbante, que fivelona de cinto largo, de sapatos coloridos ou brilhosos – tudo que a gente já usa super bem. A gente mede 1,60m, 1,65m… o anel-gigante é grande mas só ocupa no máááximo uns 7cm-10cm desse espaço visual todo – pode parecer um super acessório chamativo mas né, é um pequeno detalhe se a gente conscientizar ‘o todo’ que é a nossa aparência assim, da cabeça aos pés.
De repente não é uma opção pro look de trabalho (dependendo, claro, do trabalho), ou pro look que já é super incrível cheio de informação. Ao mesmo tempo, não é o caso de usar com look simplinho demais: anelzão-gigante com jeans e camiseta branca pode parecer preguiça de pensar numa coordenação qualquer – e pode aparecer demais da conta, meio que quase forçando. Legal é coordenar com outros detalhes no look, com cores, com texturas, com estampas, com proporções inteligentes… pra que o acessório que já se destaca por si só brilhe no conjunto (e faça assim o conjunto inteiro brilhar!), e não que ele apareça sozinho sabe como?

Super original porque tá num lugar inesperado (pelo menos nesses tamanhos inesperados!), porque vai fazer parte das nossas conversas mais empolgadas junto com mãos que balançam pra complementar falas (alô gente expansiva) – e também por render perguntas e interesse de quem encontrar a gente usando esses acessórios. Pra ficar BEM de olho! Esses todos são da asos.com, que entrega no BR (sem dificuldade nenhuma especialmente pros que custam até 50 doletas!).
MULHERZINHAS DE PULSO FORTE
Braceletes e pulseiras são acessórios que ajudam a valorizar quadril e cintura, porque chamam atenção pra parte do meio da silhueta. É super bom pra desviar atenção de peitão, ombrão e costas largas. Quem tem quadril grande e mesmo assim ama pulseiras/braceletes, pode escolher os mais fininhos, neutros (em cor!) ou vazados, que não preencham tanto o pulso e não chamem tanta atenção. Sabe o que também funciona? Usar muitas muitas muitas pulseiras fininhas juntas, que fazem um volumão mas ainda transparecem pele quando se movimentam.

vale de metal, vale de pérolas, vale com brilhos, vale de acrílico, vale misturar materiais e formas
Isso de deixar o pulso à mostra também funciona pra quem quer parecer mais magrinha, no geral – extremidades finas são sempre boas da gente deixar aparecendo, tipo pesoço, pulso, tornozelo… sabe? Pedaços mais magrinhos do corpo enganam o olho do outro, fazendo parecer que a gente é inteira magrinha assim. Pra não ocupar todo o espaço magro do pulso, os braceletes/pulseiras podem ser usados mais pra cima, no meio do antebraço (sabe como?), e podem ser médios e mais finos. O truque das muintas pulseiras fininhas também funciona assim (a Cristi adora), no lugar de um bracelete só, muito largo ou pesado demais.

Na teoria a gente sabe que não tem erro coordenar braceletes assim: os mais grossos ficam sozinhos no pulso ou acompanhados de anéis, desde que sem relógios ou pulseiras no outro pulso. Os mais fininhos podem ser usados no mesmo pulso do relógio, com anéis na outra mão. Muitas pulseiras finas vão bem junto com blusas e casaquinhos de mangas curtas ou 3/4. Isso tudo super funciona pra quem não quer ousar ou se arriscar. Mas na prática a gente sabe que dá pra pirar bem mais, dependendo do estilo pessoal de quem tá na frente do espelho e de que pulseiras estão na coordenação!

elementos que equilibram: no look formal as cores e formas descontraem e no informal metais e pérolas são um super upgrade!
Na prática dá pra usar pulseiras/braceletes nos dois pulsos (a gente adora!), e eles podem ser exatamente iguais pra fazer um estilão, ou podem ser diferentes, mas com formas e cores e tamanhos em harmonia. E dá pra usar de manga comprida também, a gente já mostrou aqui braceletes turquesa sobre manga marinho de um jeito chique e descolado (lembra?). A gente só não curte tanto usar muita pulseira, relógio, anel, tudo na mesma mão – mas nem isso impede de todo mundo experimentar como achar melhor e surpreender, né? ;-)
PODE DOURADO COM PRATEADO?
A gente acha que pode, aliás deve! Nessa ideia se sempre surpreender não tem nada mais legal do que descombinar acessórios deourados com outros prateados ou vice-versa. Não é porque meu brinco é dourado que as ferragens da minha bolsa, a fivela do meu cinto, o detalhes do meu sapato, meu anel, correntinha, etc tem que ser dourados também.

Pra coordenar metais dourados com metais prateados uma boa direção é fazer com que um deles seja claramente dominante no look. Então a gente pode escolher com que o prateado seja a maior parte (ou em quatidade de acessórios ou no tamanho dos acessórios) e depois o dourado aparece em partes menores. Por exemplo, um colarzão super dourado com um brinquinho e anelzinho prateado ou brinco + corrente + aliança + anel + fivela do cinto tudo dourado e as ferragens da bolsa prateadas. Sacou?
Aliás a gente acaba sempre falando de dourado e prateado, mas ouro rosa ou metais mais acobreados também pode entrar nessas coordenações. São bem menos batidos e acabam fazendo uma “transição entre dourado e prateado” que ajuda a fazer com que a combinação final fique bem harmônica!
Oxford: quase um homem aos seus pés
Oxford: esse safado. Tão lindo, tão confortável, mas sempre enchendo todo mundo de dúvidas na hora de usar. Logo de cara, quem se aventura no oxford precisa entender que essa é uma peça roubada do guarda-roupa masculino, portanto, é natural que ela tenha trazido alguns problemas de lá. Problemas estes que, assim como os outros problemas que saem do armário dos meninos, a gente resolve com doses cavalares de feminilidade.

Anota aí que para usar oxford sem parecer menino (pressupondo aqui que a sua ideia não seja parecer menino. Se for, ignore) você precisa feminilizar o resto da vestimenta. Para isso, podemos recorrer a tudo que é só nosso, sem divisão com o outro gênero, como babados, cores pastéis, fofurinhas, decotes, saias e vestidos.
Se for usar o sapatinho com calça, o ideal é encontrar um modelo mais afunilado, ou uma calça cenoura ou uma mais curtinha. Enfim, tipos e modelagens que são mais de menina do que de menino.
Quando a gente coloca oxford com calça reta, barra tapando o começo do sapato e boca mais aberta, o resultado sempre vai ser bem masculinizado, mesmo que você use um mega babadão cor de rosa na parte de cima.
Isso acontece porque, quando a gente usa calça, essa peça corresponde à maior parte, à maior extensão do nosso corpo. Então pensa que de calça você é uma sereia: bem mais peixe do que qualquer coisa que esteja vestindo da cintura pra cima.

O oxford é o sapato – pelo menos o que tem versão feminina, né – mais masculino de todos. É mais masculino que o tênis, que o dockside, que tudo. Por isso que às vezes a gente dá uma travada na hora de usar. E também por isso ele é tão legal!
O fato da gáspea desse nosso calçado querido ser alta faz com que ele seja achatador da silhueta, mas nem vem que cê não tá autorizada a deixar de usar o que gosta só por causa disso. Levanta essa perna curta da poltrona e vamo tentar uns monocromáticos lindos e coloridos (existe, ué) nessa parte de baixo do corpo. Que tal azul na calça e verde no oxford (ou o contrário!)? Ou caramelo na calça e dourado no oxford (ou o contrário!)? Ou cinza na calça e roxo no oxford (ou também o contrário)?
Qualquer combinação legal entre tons do mesmo valor, da mesma intensidade, vai ficar bonitona e rebater o efeito achatador. Na dúvida, aplique a dica altamente pertinente da Fê: vá pro espelho e observe a sua composição de cor com o olho bem semicerrado, bem japonês mesmo. Se com o olho dessa maneira a composição parecer gritar, as cores parecerem desconectadas, pode tirar e tentar outra. Senão gritar, é correr pra rua e berrar que a sua harmonização foi aprovada pelo método Fernanda Resende de Combinação Cromática.
A coisa de combinar a cor do sapato com a cor da parte de baixo vale para qualquer parte de baixo que fique ali, juntinho do sapato: calça comprida, meia-calça, qualquer coisa longona. Já quando for usar o oxford com comprimento mini, a fórmula menos achatadora é escolher um sapato de cor próxima ao tom da sua pele.
Agora que começou a fazer um pouco de frio, o oxford é uma opção muito legal para quem costuma usar sapatilha no calor: ambos são confortáveis e sem salto, só que o sapatinho cobre um pouco mais o pé, esquentando o visual e a dona do dito cujo.
Um oxford bem escolhido é quase um tênis em matéria de conforto, só que loucamente mais arrumadinho e elegante. É muita sedução, diz aí.
O PODER DOS ACESSÓRIOS
A gente reparou já faz um bom tempo como acessórios são bem mais poderosos e eficazes na hora de transmitir as mensagens pretendidas. Por isso a gente sempre dá uma atenção extra a eles na hora de conversar sobre isso com as nossas clientes ou na hora de escrever um post.
Muitas vezes a gente consegue com um único colar comunicar muito mais rápido personalidade, estilo de vida, interesse profissional, etc, do que com todo o conjunto de peça de roupas. Acessórios carregam muitos elementos, e tudo concentrado: forma, material, cor, textura, tamanho… A gente adora essa brincadeira: fecha o olho e imagina que você e todas as outras mulheres que estão do seu lado agora estão usando a mesma camiseta e a mesma calça jeans, e depois repara como já dá pra saber muito sobre elas só pelos acessórios – bolsas, sapatos, colares, lenços, pulseiras, brincos, cintos, broches, acessórios de cabelos, anéis, relógios, óculos, etc – que elas estão usando!

Por isso vale a pena prestar atenção no que a gente quer comunicar e dar a atenção devida aos acessórios e vale mais a pena ainda fazer o investimento certo, sabe!?! Não precisa ter um monte de coisa pendurada na gente pra ser eficaz, uma boa medida é escolher um acessório super importante e os demais acompanharem – um lenço mega colorido e estampado é o principal e daí um anel bacana pra acompanhar, um brinco menor, uma bolsa lisa, um sapato mais discreto…
Outra coisa muito legal sobre acessórios é que eles podem atualizar rapidamente um guarda-roupa ou mudar completamente a cara de um look. Um guarda-roupa mais basiquinho pode ser transformar com os acessórios certos! E eles também são os melhore amigos naqueles momentos em que a gente não está tão satisfeita com o nosso corpo ou está passando por alguma transição – profissional, local, estado civil… – e ainda não está super encontrada no jeito de vestir. Quem já não passou por isso, não é mesmo!?!
AVIAMENTOS PRA RENOVAR O GUARDA-ROUPA
A cada passada no armarinho do bairro a gente tem idéias legais pra incrementar peças – só com aviamentos e criatividade. E não precisam ser só ideias da nossa cabeça não! A própria internet-de-moda dá mil possibilidades super fáceis de reproduzir em casa – tipo os babadinhos de cetim (de seda) dos cardigans da Miu Miu ou as aplicações de renda na lateral das peças do Jason Wu. O melhor é pensar que muitas dessas ideias podem ser reproduzidas por a gente mesmo – com um pouco de tempo e agulha e linha em mãos.

Indo ao armarinho do bairro vale prestar atenção em aviamentos que não são tão comuns. O Alamar, por exemplo, que é o “botão” das roupas dos militares – feito com um cordão que passa de um lado a outro do botão – é pouco conhecido. Mas lembram das disputadíssimas jaquetas da Balmain? Alguns daqueles modelos foram feitos com a ideia do Alamar, em vez de botões comuns.
Ilhós e tachas também são sugestões legais – e mais conhecidas – pra dar um toque novo a uma peça. As tachas possuem um mecanismo de aplicação parecido com um grampeador, e vale dizer que não existem só tachas redondas e quadradas, mas em outros formatos, como o laço aqui embaixo – e tudo com esse mesmo mecanismo facinho, facinho de aplicar!
Pra quem já enjoou de renda, o bordado inglês é uma ótima sugestão, a última coleção da Dolce & Gabbana veio cheia deles – se trata de um aviamento bem delicado, que fica bem lindo em roupas de algodão. Também vale a pena conhecer o Ponto Russo, que é uma fita toda bordada, com uma aparência super luxuosa. Quem curte ombreiras pode ficar feliz em saber que elas são vendidas em armarinhos e que são super fáceis de aplicar – fica a dica!
Mesmo conhecendo essa variedade de aviamentos, ainda fica pros botões o título de aviamento que atualiza uma peça do jeito mais prático e rápido! E pra esse toque de novidade ser realmente bom, a dica é investir em botões maiores, antiguinhos, mais modernos, em cores diferentes – que constrastem de um jeito legal com a roupa… e por aí vai!
Ideias é o que não faltam, né? Mas o que vale mesmo é pegar a linha e a agulha e pôr em prática! A gente ainda deixa mais uma sugestão pra quem se animar bastante ou que se sente mais prendada. Que tal reproduzir o poá 3D em casa?!??
Daniella Zylbersztajn e a exclusividade do bem
Quando Daniella Zylbersztajn e as Oficinas se conheceram, as dimensões eram outras. Daniella tinha uma produção super reduzida, atendia cada cliente de forma personalizada, tinha tempo de namorar o processo de confeccionar cada uma de suas bolsas.
Por outro lado, a Oficina de Estilo também seguia outras proporções. O tempo era maior, havia menos clientes.
Alguns anos se passaram e as duas (ou as três) tiveram que repensar suas formas, tiveram que viver aquela fase meio adolescente, quando a gente nunca sabe direito o nosso tamanho e sai se esbarrando por aí.
As duas empresas e as três moças cresceram só para reafirmar aquilo que a gente já sabia: que o nosso foco – tanto da Oficina quanto da Daniella – é o personalizado, o exclusivo. Não aquele exclusivo que pressupõe exclusão de alguém, mas aquele que pressupõe a nossa individualização. Nesse mundo cheio de it-xerox, não tem nada mais luxuoso do que ser individualizado.

A gente ama tanto as bolsas da Daniella porque elas falam de uma exclusividade e de um luxo que não tem nada a ver com bolsa com nome de gente, com bolsa com número e fila de espera. Você usa uma bolsa da Daniella e quem te vê na rua não sabe o quanto você pagou, não tem uma listinha mental de celebridades que apareceram com ela. A pessoa sabe apenas que é tudo muito fino e muito original.
A Fê, por exemplo, tem uma bolsa da Daniella que é uma coisa de outro mundo: ela tem formato de peixe e cada escaminha é feita de um tipo de couro diferente. Esse é o luxo que a gente quer pra nossa vida!

No meio de todo esse processo de descobrir seu tamanho e a força do seu trabalho, a Daniella Zylbersztajn passou um tempo produzindo muito esporadicamente. Agora ela está de volta à ativa com um trabalho super amadurecido que nos deixou impressionadas.
Se os trabalhos anteriores da Daniella eram coloridos, tinham uma sofisticação mais puxando para o lúdico e para o juvenil, os trabalhos atuais são sóbrios, têm uma elegância de mulher mesmo. No meio da nossa entrevista, quando a Dani abriu a malona para mostrar o que tem feito, a Fê, a Cris e duas clientes via Blackberry surtaram!
Cada bolsa demora entre seis horas e dois dias para ser produzida. 20% da produção da Dani vai para lojas como Fernanda Yamamoto, Kosii e Angelina Vai às Compras. Os outros 80% são vendidos diretamente às clientes que procuram ela e ainda fazem personalizações e escolhas de cor. A melhor parte é que o preço desse luxo todo está super compatível com os das outras bolsas de couro vendidas em série nos nossos shoppings: a peça mais barata custa R$ 460 e a mais cara R$ 1.200.











