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MAQUIAGEM PRA VIDA REAL!
Toda cliente que passa pelo processo de consultoria de estilo pessoal com a Oficina de Estilo é encaminhada, logo no começo do trabalho, pra uma aula personalizada de auto-maquiagem com a Thelma Marques. A gente entende que maquiagem tem papel importante na aparência com que a gente escolhe viver a vida por que pode funcionar como ferramenta pra melhorar auto-estima: nada que pinte as nossas carinhas opera nenhuma mudança real em quem a gente é, mas pode ajudar a gente a se enxergar com mais amor por si mesma — é ou não é? E não precisa de muito tempo, de necessaire abarrotada de produtos e nem de tanta habilidade: maquiagem funcional é a que valoriza o que a gente tem de mais legal, o que evidencia o que pode ser incrível. A Thelminha trabalha com a gente e com as nossas clientes desde 2008 orientando todo mundo a (realisticamente!) obter os melhores resultados com os recursos que se tem pra uniformizar pele, disfarçar olheiras, imprimir aparência de saúde em bochechas coradas, hidratar lábios, delinear olhos.

Uma vez, tempos atrás, a gente ouviu o próprio Fernando Torquatto dizer que “maquiagem é só complemento, que só enfeita o amor que a gente tem pela gente mesma”. Tem que vir de dentro — se tiver difícil, pincéis e cores ajudam! — e se a gente se dedica a procurar o que mais ama, mais curte no próprio rosto, se a gente enfeita direitinho esse amor… o que é imperfeito ou não-tão-legal passa a (quase) não existir, perde importância. Com essa motivação a gente convidou a Thelminha pra entregar pra grupos, em forma de Workshop, o conhecimento prático de maquiagem que nossas clientes já recebem individualmente – e que funciona como acabamento do domínio da própria imagem. CLICA PRA CONHECER O PROGRAMA COMPLETO, DATAS, HORÁRIOS E VALORES –> E PARTICIPA COM A GENTE!!!
Nesse workshop a gente vai entregar, juntas, informações sobre a coloração pessoal de cada participante – com direito a análise individual e cartela de cores pra levar pra casa! – e direções práticas que abasteçam todo mundo de segurança para experimentar, exercitar e entregar pro universo a melhor aparência que se pode ter. Em duas etapas a gente vai conversar sobre cores, contrastes, efeitos, formas, mensagens, equipamentos, produtos, texturas, marcas e maneiras diversas de manipular tudo isso junto, com análises individuais e exemplos dados na prática!
Ter cuidado com a aparência reflete o cuidado que a gente tem com a gente mesma e com o tudo que a gente faz — essa mensagem é transmitida direto pro inconsciente de quem lida com a gente no dia-a-dia, e mesmo que não seja super literal fica gravada como uma característica nossa. Faz muito sentido, então, cuidar da aparência do rosto como canal principal de comunicação com o mundo (alôr olhares, fala, sorriso, piscada de paquera!) pra reforçar identidade visual disposta, comprometida e enérgica.
POST DO AMOR
O meu antigo terapeuta me ensinou uma vez que a quantidade de tolerância que a gente tem pela gente mesma é igual a que a gente tem pelos outros… ou seja, se a gente é muito caridosa e compreensiva e tolerante com as nossas questões a gente tem uma grande capacidade de compreender as questões das pessoas que estão a nossa volta. Olha que coisa mais linda: quanto mais a gente se ama, se respeita e se tolera, mas a gente ama, respeita e tolera os outros!!!

E recentemente percebi que isso vale também em relação à auto-estima, na relação com o corpo, com o guada-roupa. Normalmente mulheres seguras, que se sentem bem com a sua aparência, bem resolvidas com os “defeitos” que têm, conseguem ver beleza em todo lugar. É um raciocínio muito simples: eu tenho coxas grossas que não curto tanto, mas aprendi a conviver com elas e gostar de mim do jeito que sou e quando me olho no espelho me acho linda, daí quando saio de casa e vejo uma mulher do meu lado com um nariz gigante, com uma barriguinha saliente, com as pernas muito finas, muito gorda ou muito magra eu consigo enxergar que elas são muito mais do que aqueles pedacinhos de imperfeição e que têm muito mais partes interessantes ali e elas se tornam mulheres lindas.
Ainda bem que a humanidade é sortida e que é cheia de diferentes imperfeições, porque se eu saísse de casa e só visse gente perfeita provavelmente o planeta Terra teria sido invadido por extra-terrestres, porque o que faz do humano humano é exatamente ele não ser perfeito.
Então que tal a gente combinar de se amar mais? E quem sabe assim a gente não vai amar mais os outros? E a chave pra se amar é se conhecer, minha gente! Se estudar, se enxergar sem julgamento, com um olhar carinhoso e tolerante pra gente mesma. E daí descobrir o que a gente gosta naquele corpo que está vendo e se apegar a isso. Palavra de consultora que esse exercício é viciante e que cada vez a gente vai enxergando mais coisas legais, vai valorizando mais essas coisas e quando percebe é toda amor!!!
AUTO-ESTIMA PODE SER DESENVOLVIDA!
A definição do dicionário diz que auto-estima é a “valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos”. Por definição de livros de psicologia a auto-estima é a avaliação que a gente faz da gente mesma – o que a gente pensa e sente sobre quem a gente é. De todos os julgamentos que a gente faz, nenhum é tão importante quanto esse julgamento que a gente faz sobre a gente mesma. E essa avaliação, essa “valoração” – de acordo com o significado da própria expressão! – afeta TODAS as nossas ações e decisões. Muito além de roupa apenas!

Então auto-estima pode ser uma soma de auto-confiança e auto-respeito. Essas sensações podem ser encontradas dentro da gente mesma, e podem ter influência do ambiente em que a gente vive/está, dos exemplos que a gente teve e tem, das nossas próprias experiências. Quando crianças, nossa auto-confiança e nosso auto-respeito podem ser alimentados ou destruídos pelos adultos – conforme a gente foi respeitada, amada, valorizada e encorajada a confiar na gente mesma.
A boa notícia é que, seja qual tenha sido a educação recebida, quando a gente cresce esse assunto passa a estar nas nossas mãos. Auto-estima não é sensação estática, super pode ser desenvolvida! Quanto mais atenta a gente está, mais a gente consegue enxergar e reconhecer o que é e o que não é – a gente não precisa gostar do que vê no espelho, por exemplo, mas a gente tem que saber que desejos, medos e negação não alteram os fatos. Assim a gente consegue fazer O MELHOR QUE A GENTE PODE COM OS RECURSOS QUE A GENTE TEM! Lembra da nossa fórmula da boa relação com o espelho? Então.
Roupa pode ter participação no desenvolvimento da auto-estima, como aliada e como facilitadora de amor próprio. O que a gente veste não muda quem a gente é ou como a gente é, mas ajuda a gente a se enxergar com mais amor, com mais carinho, com satisfação e até orgulho (é ou não é?). Só quem estabelece essa relação de amor e de companheirismo (!!!) com o guarda-roupa consegue testemunhar valor real pra moda, além de tendências e modinhas-modismos. A gente te convida a tentar, a experimentar, garantindo que a sensação de deliciosidade compensa. “Comece uma revolução e pare já de não se gostar!”
A GENTE É MAIS IMPORTANTE QUE A MODA!
O canal de Youtube do Net-a-Porter postou na semana passada um vídeo com a Stella McCartney em entrevista sobre seu trabalho, sua marca e sua motivação (na vida). No terceiro minuto de conversa Stellinha solta essa (vê se não vai te pegar também!):
“(…) Quando eu penso na ‘mulher Stella MacCartney’ não me vem à mente eu dizendo pra uma mulher: “você é uma mulher Stella MacCartney”, e sim uma mulher vindo a mim me dizer: “eu sou uma mulher Stella”. Tem uma grande diferença pra mim. eu não quero ditar nada pras pessoas. Eu quero que elas descubram a gente, pra que elas permitam que a gente faça parte da vida delas. Comprar roupas é algo bem psicológico, é uma grande coisa pra todo mundo. Essa ligação emocional é no que eu estou realmente interessada.”
E não é assim que deveria ser com tudo em relação ao que a gente veste, com tudo que a gente tem ou compra? A gente SABE que comprar/vestir não é só isso, que vai além, que envolve sensação, emoção e até responsabilidade. Então esse pensamento, essa idéia da gente ESCOLHER o que quer usar, da gente permitir que as coisas façam parte da nossa vida e do nosso universo… deveria ser exercício diário de não-esquecimento, né?
Mais importante que o look é o que é importante pra gente. Mais importante do que o que a gente acha lindo na roupa é o que a gente acha lindo na gente. E se a gente tem essas importâncias conhecidas, estudadas, definidas, então as escolhas que a gente faz acontecem naturalmente, cheias de valor e autenticidade.
Naturalidade, aliás, é outra dicona que Stellinha deixa pra gente nesse vídeo. No quinto minuto (ó lá) ela diz:
“(…) É tão transparente forçar qualquer coisa… eu acho que quando você força a moda é sempre muito óbvio *carinha de constrangimento* pra mim, não fazer esforço é a coisa mais incrível do mundo.”
FÓRMULA DA BOA RELAÇÃO COM O ESPELHO
Pra gente, simplificando beeeem essa questão, ter boa relação com o espelho significa
disfarçar o que a gente não curte tanto
aceitar o que não pode ser modificado
valorizar o que a gente ama na gente mesma.
E o que pode ser valorizado e o que pode ser disfarçado depende da gente mesma – da nossa observação, do nosso gosto pessoal, da nossa auto-avaliação. Tem que querer pra fazer funcionar: não adianta procurar padrões e sensações do lado de fora, quando a satisfação precisa ser sentida do lado de dentro.
Independente do corpo da mulherada das fotos da internet, independente de elogios ou críticas que a gente já recebeu na vida, o que a gente curte e o que não agrada tanto faz diferença DE VERDADE quando a gente mesma identifica e conscientiza. Nesse meio – entre o legal e o não-tão-legal – tem esses detalhes que não tem como modificar (às vezes nem tem como disfarçar nem nada!). Fazer o quê, então? Chorar? Não sair mais de casa? Passar calor (ou frio)? Viver a vida com desconforto? Essas são alternativas pros fracos. A gente, que decidiu tomar pra si a responsabilidade pela imagem que entrega pro mundo, aceita o que tem, abraça, faz o melhor que pode e FOCA NO QUE É INCRÍVEL. Por que né, graças a Deus ninguém é perfeito – e que chatice seria se fosse diferente!

Quando a gente “se estuda” e tem clareza de preferências, a gente escolhe o que vestirde acordo com objetivos autênticos e eficazes. Viver na ignorância, transferindo responsabilidade, não leva pra sucesso nenhum. Não tá na hora, então, da gente tomar as rédeas do próprio looke começar a cuidar de quem a gente é (visualmente!) de dentro pra fora? Bora refletir onosso melhor? :)
Buscando moda na literatura
Geralmente quando a gente vai buscar referência para roupas procuramos passear na rua e ver o que os outros vestem, assistimos filmes reparando no figurino ou recorremos à fonte mais óbvia: os desfiles, os blogs e as revistas de moda. Acontece que aquele clichê dos estilistas quando a gente pergunta quais as referências deles e respondem que pode ser um quadro, uma paisagem, o que for, acaba sendo muito verdadeiro.
A literatura, por exemplo, tem um monte de referências e de ideais inusitadas que a gente pode adaptar para a moda.

Edgar Allan Poe desenvolveu uma teoria para a construção do conto que a gente super pode pegar emprestada. Ele achava que antes de começar a escrever qualquer coisa, antes de decidir o cenário, o nome do personagem ou mesmo quem seria o narrador, o escritor precisava decidir e ter muito claro qual o efeito que ele queria causar no leitor. Depois que soubesse o efeito que queria causar, aí sim ele escolhia todos os outros elementos em função desse efeito, entende? Na moda a gente vê isso o tempo todo. A pessoa se veste inteira e depois decide “Ah, eu queria parecer phyna”!
A gente acha que se vestir – assim como escrever – não deveria ser uma junção aleatória de vários elementos que a gente achou bonitinhos individualmente. As coisas ficam muito mais coordenadas e interessantes quando cada elemento está ali em função de um objetivo maior, do efeito que a gente quer causar. Tipo um trabalho em equipe pra te deixar bonita, manja? De repente o vestido pode ser incrível, mas se ele se isola do grupo a coisa deixa de funcionar.
Scott Fitzgerald tem um conto super legal chamado “Bernice corta o cabelo” onde a prima popular tenta ensinar a prima tímida a conquistar os meninos da cidade. Sem nenhuma pedagogia, a prima popular solta várias verdades dolorosas, tipo que é “melhor usar um vestido adequado três vezes seguidas do que alterná-lo com duas coisas medonhas” e que “quando uma garota sente que está perfeitamente arrumada e bem vestida, pode se esquecer dessa parte. Isso é charme. Quando mais partes suas você é capaz de esquecer, mais charme você tem”.
Para terminar, o escritor que mais fala de roupas: Oscar Wilde. “A roupa é um produto, uma evolução, um indício importante, talvez o mais importante, dos costumes, dos hábitos e maneiras de viver de cada século”.
LOOK BOM COMO EXEMPLO E CARINHO!
Sabe isso de disseminar pensamentos positivos, de espalhar o bem – pra então esperar que a vida dê certo, que a gente receba essa positividade de volta? Eu começo a pensar que vale também pra roupa. Claro, do mesmo jeito que ninguém é bonzinho o tempo todo – eu não sou! – ninguém anda impecável, com look incrível o tempo todo. Mas se a gente resolve pegar no próprio pé e prestar atenção aos momentos mais “permissivos” da nossa relação com o próprio vestir, o efeito pode render. Tipo: programar looks fofitos pra caminhar com o cachorro de manhã cedo. Ou separar coordenações pra ir ao supermercado, à feira, buscar crianças na escola. Imagina: preparar todo um look bacana só pra ir até o salão fazer as unhas!

A gente não é “sozinha no mundo”, tá todo mundo inserido numa sociedade que tá inserida numa civilização – com algumas convenções estabelecidas. Então, roupa furada, estragada, feiosa de algum jeito, faltando botões… já não cabe de jeito nenhum. Mas se a gente vai além e cuida com mais carinho ainda de to-dos os looks que veste, quem tá em volta é influenciado! Eu tenho vontade de estar melhor quando encontro alguém com visual super ótimo na padaria – vocês não? É um estímulo, não é? Tipo “se ela pode eu também poderia”. Carinho consigo mesma e com quem tá em volta. Daí é não deixar a preguiça vencer, cuidar de si mesma pra então cuidar da coletividade. Nem que seja com intenção de espalhar esse bem, pra depois receber de volta. Beijos, Fê. ;-)
RESOLUÇÃO DE ANO NOVO
A idéia é só comprar roupas muito legais – e usar todas elas, todos os dias da vida. O que a gente tem de mais incrível é o que tem que acompanhar a gente todo dia – não tem essa de “isso é pra uma ocasião especial” ou “vou usar pouco pra não estragar” – A VIDA TÁ ACONTECENDO, gente, e não tem rascunho pra depois passar a limpo. É agora e pronto: todo dia é especial e a gente merece, não merece? O melhor que a gente pode usar, todos os dias, não é “gastar” ou “usar errado”… é investimento! Tem resolução melhor pro ano novo do que aproveitar ao máximo tudo que se tem? E se mimar, se curtir, se permitir?!??
Então 2010 tá aí pra isso, pra gente continuar a pensar (juntas!) o melhor jeito dessas modas todas serem legais pra gente. Pra estimular todo mundo a experimentar, a se divertir, a olhar pra dentro e a sorrir em frente ao espelho. Agradecidas de coração pela companhia de cada leitora e leitor que, desde 2006 e durante todo o 2009, tá por aqui. E pelo aprendizado que fazer esse blog junto com todo mundo rendeu pra gente – vai continuar rendendo, né? ;-)
Confiança, desconfiança e auto-confiança
BRNTM: Mais um episódio, mais uma eliminação, mais lições pra gente aprender. Gente, vocês viram o que aconteceu? To achando o momento de julgar as fotos bem reforço positivo. Acho que até agora não teve nenhuma gongação feia e isso é bom, afinal elas estão lá pra aprender e tal.
Aí, achei legal quando a Fernanda Motta, na hora da eliminação, pediu mais confiança por parte de uma das meninas. Pediu respeito pelo trabalho da equipe do programa, pediu que ela fizesse parte. Isso é tão bacana de se dialogar, pensa bem que esquisito é viver desconfiado do seu ambiente de trabalho, das pessoas que estão ali. Meio maluco viver nesse clima de tensão, não dá, né?
ATENÇÃO ÀS COISAS PEQUENAS
A gente deixa essas coisas passar sem nem perceber. No geral tá tudo certo, tá bonito, não tem pro que apontar ou do que reclamar. Mas quando a gente olha com carinho, chega mais perto, dedica atenção e cuidado em cada pequena parte, cada detalhe, cada sutileza… tudo fica ainda mais legal. A gente encontra mais sentido, se sente mais recompensado, enriquece nosso repertório, aprende. Quase sempre a gente deixa passar coisas pequeñas sem nem perceber. Essas “pequenices” podem ser as mais importantes, as mais cheias de sentido, as que mais fazem diferença. Não vale só pro look (que foi tirado desse blog que sempre fotografa detalhes de cada look assim, de pertinho – já pros favoritos!), vale pra vida também. Pra tudo. Vamos exercitar daqui pra frente, todo dia, pra sempre?











