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momentinho auto-estima higher

No sábado passado eu fui fotografar mais uma coluna de moda de rua pra Época SP com Dani Toviansky. A Dani é fotógrafa oficial da Oficina de Estilo desde mointo tempo atrás, foi ela quem fez essa nossa “fotinho oficial” aqui do lado (e mais essas!) e é com ela que a gente fotografa o povo na rua pra revista, todo mês. No sábado ela contou que fotografou o dr. Robert Ray pra um trabalho durante a semana – sabe o dr. 90210, do programa do canal E! de cirurgias plásticas? Pois é, ele. A Dani foi fazer as fotos enquanto ele dava uma entrevista. E ele soltou uma pérola valiosa pra deixar a gente bem pensando em como a gente é boba.

dr_ray
ele tá super se curtindo, tá vendo? ó que sorrisão – quem diz o que é certo e o que é errado?!??

Diz que teve uma hora em que ele perguntou pro povo se alguém sabia porque o número de mulheres que fazem cirurgia plástica é infinitamente maior do que o de homens – alguém sabe? Ele mesmo respondeu: as cirurgias plásticas são mais motivadas por questões ligadas à auto-estima do que à beleza em si. E os caras mais esquisitos, mais doidos e cheios de “imperfeições” (estéticas) quase sempre são confiantes, super se curtem e fazem todo mundo em volta morrer de rir com tiradas e mais. Não é? A gente não, a gente é habituada desde cedo a procurar defeito, a valorizar o que é não é legal, a não deixar passar nada sem reclamar. As bobonas aqui focam no ruim – que nem sempre é ruim assim. VAMOS PARAR NÉ GENTE? Todas nós, tipo agora.

A gente é incrível, todo mundo é incrível, todas nós somsos umas graças e o tempo que a gente vive é o tempo que mais permite a gente pirar com a moda. Todas as vitrines dão chance da gente ser quem a gente quiser, do jeito que a gente quiser. não tem regra, não tem tendência, não tem obrigação nem certo-e-errado. E pode tudo, ninguém cobra nada da gente, não tem punição nem prenda pra quando o look não funciona. A gente só tem que se amar e querer brincar de boneca consigo mesma, em frente ao espelho. Obrigada Dani por dividir esse insight do cirurgião plástico, rendeu um momento aqui. Né? ;-)

Tags: , , , , 22.04.2009 - 16:00 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 34 Comentários

essencial pra moda: auto-imagem e auto-estima

Tem coisas no nosso corpo que a gente pode mudar: peso a gente perde fazendo regime, forma a gente “molda” fazendo ginástica, orelha e nariz a gente conserta fazendo plástica e tals. Tem coisas que a gente não pode mudar – proporção, alturas, distâncias, circunferências (algumas). Essas a gente PRECISA aceitar, precisa mesmo gente. Tamos numa época em que a moda não manda na gente, mas a gente manda na moda. E o que veste essa moda é o nosso corpo – portanto, é ele o ponto fundamental de partida pra decidir como a gente quer usar essa moda, disponível pra gente manipular do jeito que quiser. É muito privilégio, a gente tá muito no comando, DEPENDE SÓ DA GENTE: se aceitar é a primeira etapa no caminho de se estudar e fazer o que de melhor tem pra ser feito com roupas, em relação à nossa silhueta. A gente tem que se curtir, do jeito que a gente é (ou está). O ponto não é procurar o que a gente tem de ruim, mas focar no que a gente tem de lindo. Rambora pra frente do espelho, todo mundo, pensar no que dá pra melhorar e no que é assim e pronto.  E o que a gente faz com isso tudo, aqui no blog – todo dia! – a gente tenta descobrir junto. Que as temporadas tão sempre indo e vindo cheias de propostas incríveis. Estejamos então preparadas! ;-)

amelie

Tags: , , , 15.04.2009 - 20:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 26 Comentários

o consultório de terapia-fashion de dr. karl

Quando perguntam pra ele “como não passar por pobre usando um look simplinho”, ele responde:

“Pra reinventar toda uma “nova-você”, impecável mesmo no look mais simples de todos, não deixe de caprichar na maquiagem e assegure pele e cabelo perfeitos. Isso tem mais impacto que roupas caras.”

Quando perguntam pra ele “como usar os super saltos altos ‘da moda’ e ainda se aguentar fina depois de uns drinks – lembrando que até as modelas caíram em alguns desfiles”, ele responde:

“A vida não deve ser um desfile de moda.”

E completa!:

“Saltos muito altos, na verdade, funcionam melhor em garotas mais altas também – mas os caras odeiam andar por aí com gigantes que os façam se sentir anões.”

Quando perguntam pra ele “como usar uma tendência de passarela se ela gera tantas dúvidas” (tipo isso), ele responde:

“Você pode parecer uma pessoa confusa se você veste coisas sem estar 100% convencida de que isso é perfeito pra você e pra sua vida.”

E mais: quando perguntam pra ele “como manter o glamour em tempos de crise”, ele responde lindamente:

“Esqueça a economia e pense no que é acertado pra você nesse momento da sua vida. Tem um certo tipo de glamour que está terrivelmente datado. Os looks de tapete vermelho preisam ser reinventados – mas já que você não é uma estrela de cinema, o único tapete em que você tem que arrasar é o seu mesmo!”

fashiontherapy

TEM COMO NÃO AMAR?!?? Vale o clique pra ler tudo em inglês, da Bazaar (top revista que sempre vale o investimento, não gente?), que foi quem fez essa matéria sensacional com Karl Lagerfeld de terapeuta fashion, respondendo perguntas das leitoras. Tipo genial! ;-)

ninguém tem que ter medo de experimentar

Eu sei que na prática a estória é bem outra, todo mundo quer ser amado e admirado (até eu), mas ainda fico passada com a quantidade de gente que me pergunta coisas tipo “mas e se eu usar a legging de outra cor e minha perna parecer mais curta?” ou “mas e se esse casaco for arrumado demais pra esse evento?”, “e se isso…?”, “e se aquilo..?”. Gente, qual o problema em experimentar? Mais: qual o problema em “não acertar” de vez em quando? (Levando em consideração que “não acertar” em moda é das coisas mais relativas que existem!)

katie_te_amo1

Todo mundo já passou por isso, com mais ou menos intensidade: se arruma, acredita no look, sai de casa e o universo gonga o visual. Ou porque olham atravessado, ou porque não rola usar aquilo inserido num contexto específico, ou porque não deixou a gente à vontade e tudo em volta reflete desconforto (tem como disfarçar?). Mas gente, e daí? Errou no look, mas perdeu o emprego por conta disso? O namorado terminou tudo? As amigas deixaram de falar com você? Foi atropelada? O cachorro morreu? Não acontece na-da com a gente quando o look é um equívoco, então porque a gente tem tanto medo de experimentar? Medo de errar? Se Katie Grand, editora que é famosona e sabe que vai ser fotografada e tals, experimenta – e ousa, tipo MOINTO, qual é a nossa vergonhinha, pobres mortais não famosas?!?? Eu sei que na prática é bem diferente, mas a gente devia parar de se achar tão importante, parar de pensar que todo mundo se importa com o que a gente usa, experimentar horrores e bancar (mesmo!) as coisas que a gente tem vontade de usar – e ainda se divertir com a coisa toda, e pronto. Devia ser simples assim, não?!?? Beijos, Fê.

Tags: , , , , , 27.03.2009 - 09:13 | Postado por Fernanda Categorias: diário 47 Comentários
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