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AUTO-ESTIMA PODE SER DESENVOLVIDA!

A definição do dicionário diz que auto-estima é a “valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentosâ€. Por definição de livros de psicologia a auto-estima é a avaliação que a gente faz da gente mesma – o que a gente pensa e sente sobre quem a gente é. De todos os julgamentos que a gente faz, nenhum é tão importante quanto esse julgamento que a gente faz sobre a gente mesma. E essa avaliação, essa “valoração†– de acordo com o significado da própria expressão! – afeta TODAS as nossas ações e decisões. Muito além de roupa apenas!

Então auto-estima pode ser uma soma de auto-confiança e auto-respeito. Essas sensações podem ser encontradas dentro da gente mesma, e podem ter influência do ambiente em que a gente vive/está, dos exemplos que a gente teve e tem, das nossas próprias experiências. Quando crianças, nossa auto-confiança e nosso auto-respeito podem ser alimentados ou destruídos pelos adultos – conforme a gente foi respeitada, amada, valorizada e encorajada a confiar na gente mesma.

A boa notícia é que, seja qual tenha sido a educação recebida, quando a gente cresce esse assunto passa a estar nas nossas mãos. Auto-estima não é sensação estática, super pode ser desenvolvida! Quanto mais atenta a gente está, mais a gente consegue enxergar e reconhecer o que é e o que não é – a gente não precisa gostar do que vê no espelho, por exemplo, mas a gente tem que saber que desejos, medos e negação não alteram os fatos. Assim a gente consegue fazer O MELHOR QUE A GENTE PODE COM OS RECURSOS QUE A GENTE TEM! Lembra da nossa fórmula da boa relação com o espelho? Então.

Roupa pode ter participação no desenvolvimento da auto-estima, como aliada e como facilitadora de amor próprio. O que a gente veste não muda quem a gente é ou como a gente é, mas ajuda a gente a se enxergar com mais amor, com mais carinho, com satisfação e até orgulho (é ou não é?). Só quem estabelece essa relação de amor e de companheirismo (!!!) com o guarda-roupa consegue testemunhar valor real pra moda, além de tendências e modinhas-modismos. A gente te convida a tentar, a experimentar, garantindo que a sensação de deliciosidade compensa. “Comece uma revolução e pare já de não se gostar!”

Tags: , , , , 09.12.2011 - 10:23 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 22 Comentários

SOBRE O QUE REALMENTE IMPORTA

A gente aqui na Oficina tem pensado bastante sobre a relação da gente mesma com a aparência e em como essa relação evolui a cada aniversário – e tem percebido essa “evolução” também com cada cliente nova (especialmente as que tem mais ou menos a nossa idade, ou mais). A Cris leu um texto que dizia que “a confiança da mulher em relação à sua aparência tem mais a ver com expectativas do que com a realidade”, e né, quando se tem vinte e poucos aninhos a gente é rondada por uma certa expectativa de ter corpo bacana, pele ótema, energia e frescor “da juventude”. Na medida que a gente chega pertinho dos trinta – e passa adiante! – a expectativa vai ficando pra trás e a gente pode então se importar com o que  vale a pena de verdade: se quem a gente é não tem importância suficiente, então a aparência que a gente tem passa a ser super importante – e não é esse o caso, né?

Talvez por isso hoje a gente esteja super entendendo isso de “ah! se eu tivesse meu corpo de vinte com a cabeça de agora!”. Quem a gente é não depende da aparência que a gente tem, e quanto menos expectativa existe, mais segurança a gente vai adquirindo pra ser feliz com o corpo que se tem, com a cara que se tem. Porque não dá pra apoiar toda a felicidade da vida sobre esse assunto – confiança em relação ao look vem justamente da não-preocupação excessiva com isso. A gente tem que fazer exercício diário e constante pra se preocupar menos com o look e mais com quem a gente é – e com a vida que a gente leva. ;-)

Tags: , , , , 06.12.2010 - 09:34 | Postado por Fernanda Categorias: diário 20 Comentários

“A HUMANIDADE ESQUECEU-SE DE SER”

Olha, a gente precisa se concentrar em ‘ser’ e não em ‘ter’. Diz o Saramago, dono do título do post, que ‘ser’ dá muito trabalho porque demanda pensamento, dúvida, perguntar-se sobre si mesmo e mais. Pra gente ser alguém bacana, pra ser humano mesmo, a gente tem que olhar pra dentro, absorver o mundo e devolver já em forma de reflexão, já com opinião. Independente das compras que a gente faz ou do que a gente veste (tem!). Se não for assim a gente é quem passa o cartão de crédito e só. Tudo bem que a gente vive num mundo que funciona mais com consumidores do que com seres humanos, mas consciência de si mesmo é questão individual, cada um cuida de ser a melhor criatura que pode ser – porque né, a gente quer o melhor da vida.

Vale mais ver filme, ver gente, viajar, entender o universo, ler, pensar sobre o que tá em volta da gente (e sobre o que tá mais de longe também!), plantar árvore, ir à praia, se exercitar em relacionamentos e então, deixar isso tudo fazer efeito no exterior, no visual. Pra gente ser alguém que vive direitinho, se divertindo, SENDO ALGUÉM. Senão a gente além de só ‘ter’, passa a só ‘parecer’ também  - e o ‘ser’ fica pra trás, e a vida passa pela gente sem a gente ter consicência dela passando.

Tags: , , , 10.09.2010 - 12:36 | Postado por Fernanda Categorias: diário 35 Comentários

MODA COMO ESTILO DE VIDA

Eu li uma entrevista das irmãs-estilistas da Rodarte em que elas falaram, num momento, de “moda como lifestyle”. E elas nem diziam muito, só soltaram isso como conceito. Gente, A GENTE VIVE A MODA COMO LIFESTYLE! Quem não se veste só porque é obrigado a se cobrir, quem curte escolher o que vai usar a cada manhã (ou a cada dia anterior, haha!), quem tá de olhos – e coração! – abertos pra enxergar inspiração-de-usar em tudo que tá em volta… vive a moda, não vive? Achei tão legal isso da gente não só amar roupas e looks, não só fazer compras ou ler revistas ou ver desfiles na internet: melhor ainda é efetivar essa moda na prática (na vida!), ter gosto pela escolha, pela liberdade, ter vontade de experimentar e ser feliz com o que se tem. Por mais simples que as escolhas sejam (alô dia-a-dia!), o que vale é o mor e a idéia. Que aí, exercício, coragem, segurança, criatividade, confiança e sorriso em frente ao espelho vêm junto no pacote! Senti orgulho de ter a moda como estilo de vida, e senti a maior alegria de pensar que tem aqui no blog um grupão de gente que também adotou/tá adotando esse ‘lifestyle’! Beijos, Fê. :)


((Elas podiam ter se inspirado na foto da colcha com almofadas e parede e quadrinhos, não podiam?!??))

Tags: , , , 28.07.2010 - 17:10 | Postado por Fernanda Categorias: diário 16 Comentários

OS ZÃPERES DA JULIANA JABOUR (E MAIS)

Super legal quando uma coisa funcional deixa de ter o seu propósito primordial pra ser só beleza. Tipo relógio que em vez de só mostrar hora também enfeita como um bracelete, tipo botão que deixa de só juntar dois lados de blusa pra servir de broche, tipo tiaras e grampinhos que nem precisam segurar o cabelo pra acrescentarem sua graça a quem usa. No desfile da Juliana Jabour os zíperes não tinham função de abrir/fechar… eles viraram acessório!

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As modelos usaram chapeuzinhos decorados com zíperes em listras e em flores. E o metal do zíper pode ser um substituto pras tachas, né? Tipo roqueiras mas menos agressivas (lembra?), que esse metal já vem “moldado” numa forma feminina (a da florzinha!). As flores metálicas também apareceram “despetaladas” nas mangas de blusas e vestidos, formando um babado/balanço estruturado nos tecidos molinhos. Então o zíper rende flores broches tiaras mangas babados e mais – alô Superziper, vai ter passo-a-passo?!?? ;-)

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Extra: a transição do Juliana Jabour – que sempre trabalhou com viscolycra e tem feito mais looks em tecidos planos – tá super linda e bem sucedida. Dá impressão que o exercício de ser original e criar formas num tecido super desestruturado (quase disforme!) rendeu expertise pra moldar volumes lindos nos tecidos “mais propícios”. Sobra até idéia pra uma lição-de-auto-estima, pra gente lembrar que o ‘difícil’ serve pra exercitar direitinho o que vai fazer a gente brilhar quando o ‘fácil’ vier!

Tags: , , , , 12.01.2010 - 01:24 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 16 Comentários

EVOLUÇÃO DE ESTILO E PORQUES

Acontece com nossas clientes de consultoria: dois, três anos depois de trabalharem com a gente elas (quase todas) ligam de volta. Não por dependência ou porque viraram outra pessoa, mas porque todo mundo evolui e o que a gente usa muda junto com a gente. Precisa mudar pra acompanhar. Acontece com clientes e esse ano aconteceu comigo! Eu passei 2009 pensando em como me “reinventar”, como encontrar de novo o guarda-roupa perfeito, dessa vez pra quem eu sou hoje. Até entender que ninguém se reinventa – a gente aperfeiçoa e evolui. Como gente e como “usadora de moda”.

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(Com clientes é TÃO mais fácil do que com a gente!)

Perguntar ‘porque’ ajuda um tanto. Porque eu gosto mais dessa blusa do que daquela outra? Porque eu prefiro esse caimento e não um outro? Porque essa coordenação de cores não funciona pra mim? As respostas dessas perguntas dão palavras-chave pra gente identificar e entender o próprio estilo. As minhas sempre se repetiam: conforto, criatividade, feminilidade, brasilidade, praticidade e mais. Essas coisas estão na nossa essência, fazem parte de quem a (mais…)

Tags: , , , 25.12.2009 - 16:51 | Postado por Fernanda Categorias: diário 17 Comentários

TERCEIRA PEÇA, CALOR, CORPO EM DIA (E ACESSÓRIOS)

Não é à toa que, perto do verão, todo mundo corre pra academia. A gente aqui na Oficina AMA a coisa da terceira peça, acha mesmo que é legal usar em qualquer look, em qualquer tempo: isso de ter uma sobreposição, uma pecinha extra, sempre faz a diferença em coordenação de cores, de proporções, acrescenta interessância invariavelmente. Mas né, no calorão de um tempo quente (mesmo antes do verão chegar), não tem terceira peça que refresque o look do dia! A gente tem mais é que des-acrescentar peças, despir o visual de excessos, porque mais importa se sentir bem (e fresquinha e não suada e como make ok!) do que seguindo regrinhas.

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Quem dá conta de usar bolerinhos e coletes e pseudo-cardigans ainda pode se fazer dessas terceiras peças mais frescas  (e tem mil jeitos de usar todas elas aqui, clica!). Mesmo assim, ‘terceira peça de calor’ deixa bracinhos à mostra! Daí a coisa da academia: quanto mais à vontade a gente tiver com o nosso corpo, mais à vontade a gente fica com nossos guarda-roupas de tempo quente. Tempos atrás rodou a internet um pedaço de entrevista que o estilista Rick Owens deu dizendo que “fazer ginástica é a nova alta-costura: nenhuma roupa faz a gente se sentir tão bem quanto um corpo bacana faz”. E a citação terminava com ele aconselhando a gente a “comprar menos roupa e fazer mais ginástica”. Não precisa nem ‘comprar menos roupa’, já que no calor a gente é obrigada a vestir menos roupa. Bora pra ginástica então, que corpo é suporte pra qualquer moda. E uma coisa depende diretamente da outra pra ter efeito na auto-estima – que é o nosso negócio por aqui na Oficina.

Mas né, a gente nunca vai ter o corpo que sonha ter (não é sobre ser magra, é sobre estar feliz com o que se tem!!!) e o calor não vai deixar de vir… então se não dá pra brincar com terceira peça, dá pra brincar horrores com acessórios! No calor eles passam a ser ainda mais significativos: colarzão que enfeita decote e chama pro centro do corpo, cintinho que acrescenta brilho na fivela e glamouriza, brincão que faz par com cabelo preso e fresquinho, pulseiras mil, sandálias mil, bolsinhas, mil, broches tiaras lenços finos etc etc etc. Eles tomam o espaço da terceira peça, se a gente deixar é claro. Vale então correr pra esteira, pra academia, pro parque… e abrir a caixa de acessórios como uma caixinha de surpresas boas. Que é isso que eles podem ser pra gente num calorzão!

Tags: , , , , , , , 13.11.2009 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 51 Comentários

MODA PRA VIDA REAL

Eu to em crise com a moda. Com o mundo da moda, mais especificamente. É o nosso trabalho, claro, mas tem uma hora que é tanta roupa, tanto look, tanta vitrine, tanta “tendência”, taaaanta coisa… que cansa. Não tem como não se vestir, não dá pra sair pelada de casa – e ninguém quer sair feiosa. A gente é obrigada a se vestir e ainda quer estar bacana, se interessa, lê blogs (!!!), folheia revistas e tals. É pela gente mesmo, mas presta atenção se quase sempre também não é pela roupa: a peça que encantou na arara e que foi pra casa com a gente sempre requer atenção, precisa ser coordenada, tem que dar certo com aquele outro acessório. A gente ama a roupa e faz ela acontecer, de um jeito ou de outro. Mas ó: é legal também se vestir pra vida. Menos pela roupa em si e mais pra viver dentro dela alguma coisa muito, muito, muito mais legal.

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Eu tenho pensado nisso a cada olhada em frente ao espelho, especialmente de umas semanas pra cá. Eu amo tudo que tenho no armário, mas to amando mais levar as roupas pra passear comigo pela vida – e não o contrário! Não tenho tido vontade de vestir pra “desfilar”, mas tenho tido vontade de fazer com que cada peça participe de alguma coisa tão especial na vida que carregue a lembrança. E tem sido um exercício tão querido! Pensa só: escolher o que usar quando vai àquela exposição que dá vontade de ver há tempos, escolher o que usar no jantar com os amigos no meio da semana, escolher o que vestir pra encontrar gente importante (importante assim, pro coração!). No lugar de pensar “essa roupa é incrível” eu tenho pensado “essa roupa merece viver esse momento comigo”. E tá me servindo de guia até na hora de comprar: to indo pro caixa menos pela peça e mais pela vida que eu vou viver dentro dela.

E sabe o que acontece? A moda passa a ser uma coadjuvante-melhor-amiga, cumprindo o papel que tem que cumprir: o de companheira e não de personagem principal – essa tem que ser eu, você, todo mundo. Né?!??

Tags: , , , 11.11.2009 - 18:30 | Postado por Fernanda Categorias: diário 52 Comentários

SOBRE REFERÊNCIAS E REPRODUÇÕES

Quando a gente conversa sobre se inspirar em referências a gente tá falando também sobre personalização. A gente tem que se apropriar de elementos de cada referência que ama, pra então fazer esses elementos aparecerem nos nossos looks com a nossa cara, com as nossas peças, com o nosso jeito. A referência não vale de nada se copiada igualzinha, sem tirar nem por: NÃO IMPORTA DE ONDE VEIO A IDÉIA, IMPORTA PRA ONDE A GENTE LEVA ESSA IDÉIA! O que a gente adora numa imagem tem que ser adaptado pro nosso estilo de vida, pra agenda do nosso dia, pro nosso corpo e pras nossas vontades. Autenticidade é isso aí, na prática.

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Também não tem graça ter um muralzão (ou uma pastona no computador) com mil referências legais – de looks, de arte, de coordenações de cores etc etc etc – se a gente não reproduz essas referências do nosso jeitinho-autêntico-de-ser. Uma idéia ruim colocada em prática é ainda melhor do que uma idéia maravilhosa que não sai do papel, que não ganha vida própria (em frente ao nosso espelho!). (mais…)

Tags: , , , , 18.10.2009 - 23:23 | Postado por Fernanda Categorias: diário 15 Comentários

NÃO ADIANTA INTUIR, NEM IDEALIZAR

Aperfeiçoamento em moda e em estilo pessoal depende de ação. Quando a gente se olha no espelho e não se encontra na imagem que vê – ou quando não tá feliz com o que tem no armário ou quando não acerta o que escolher pra vestir – é preciso faze alguma coisa. Não adianta só conscientizar, não adianta botar as mãozinhas na testa e intuir, meditar. Tem que partir pra ação meeeeesmo! Nem que seja comprando umas revistas pra folhear e, de repente, refazer o mural de referências (que todo mundo pode ter no quarto, pertinho do guarda-roupa!). Ou fazer o favor de acrescentar ao look aquela cor que nunca foi usada, ou provar formas diferentes pra mangas, pra caimentos de calças… ou coordenar proporções diferentes, ou usar um saltinho mais alto (ou mais baixo!), ou juntar acessórios de um jeito diferente no visual… Tem que ter a-ção.

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Geralmente essa ação implica sair da nossa “zona de conforto”. Se a gente sente que pode mais, que tá do mesmo jeito há muito tempo ou que não é mais aquilo que o espelho tá mostrando, o jeito é esse: dar aquele passinho adiante, se permitir experimentar, dar a cara-fashion à tapa mesmo e ver qual é o resultado. Não adianta só folhear a revista, ou só fazer o mural, só idealizar – tem que por toda e qualquer idéia pra funcionar, na prática! Mesmo que aos pouquinhos, em detalhes, é assim que a gente atualiza o nosso estilo e faz a nossa aparência “evoluir”. Experimentando e melhorando sempre. ;-)

Tags: , , 02.10.2009 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 23 Comentários
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