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PERFUME É IMAGEM?

***esse tema foi sugerido pelo perfume 212 VIP Carolina Herrera – e a gente adorou a idéia de pensar/escrever/conversar sobre perfume como parte importante-importantíssima de estilo!***

Claro que é! Mesmo porque o perfume errado na hora errada pode detonar até o look mais lindo da vida, né!?!

Um dia eu ouvi uma mulher super chique dizer que a gente pode escolher que água quer beber, mas com o ar não tem jeito – esse é o mesmo pra todo mundo…! Por isso é tão importante escolher escolher um perfume que tenha a ver com quem a gente é e com a vida que a gente tem – e, especialmente, que quantidade desse perfume a gente vai usar. Se preocupar com isso é um sinal de respeito com as outras pessoas à nossa volta. Ninguém quer chegar num compromisso com o o seu cheiro e sair com o cheiro da colega, certo!?!

Certo é que perfume ideal é aquele que só se sente de maneira bem sutil, quando se chega muito pertinho da gente. Ou seja, é pra poucos e íntimos! Quando muita gente sente o nosso perfume pode ser que alguma coisa está errada – ou exagerada. Um truque bom pra ter a medida exata é borrifar a essência no ar e depois “entrar†na “nuvem†de perfume. E se a gente sai de casa sentindo o próprio perfume, quer dizer que pesou a mão.

Já que o cheirinho que a gente escolhe como nosso tem super a ver com a nossa personalidade e nosso estilo, vale prestar atenção pra que ele não dê dor de cabeça nem ataque o fígado de quem está a nossa volta!

Perfume bem escolhido pode ser complemento perfeito pra um visual bacana – e não tem sensação mais gostosa que lembrar de um bom momento quando a gente sente um determinado cheirinho. Na hora de decidir que fragância usar a gente pode pensar em clima (no calor o perfume pode que ser mais suave, com tons mais cítricos), no ambiente (o lugar onde vamos estar é grande e arejado? ou uma micro sala de reunião sem janela?), no horário (de manhã cedo o perfume pode que ser bem fraquinho, uma colônia, só!). Vale lembrar que as essências mais concentradas são as dos parfums – elas vão sendo diluídas em eau de parfum, eau de cologne e eau de toillete, nessa ordem. (Tem mais sobre perfumes aqui e aqui)

E assim o hábito de se perfumar também faz parte de como a gente faz as nossas escolhas: tem gente que usa o mesmo perfume a vida toda, tem gente que usa um diferente a cada dia (ou a cada temporada), tem gente que escolhe a mesma essência mas prefere uma cologne pro dia e um parfum pra noite… isso é determinante pro estilo pessoal, faz da gente “proprietárias” da imagem – super super importante!

Tags: , , 20.12.2010 - 07:04 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 13 Comentários

Buscando moda na literatura

Geralmente quando a gente vai buscar referência para roupas procuramos passear na rua e ver o que os outros vestem, assistimos filmes reparando no figurino ou recorremos à fonte mais óbvia: os desfiles, os blogs e as revistas de moda. Acontece que aquele clichê dos estilistas quando a gente pergunta quais as referências deles e respondem que pode ser um quadro, uma paisagem, o que for, acaba sendo muito verdadeiro.

A literatura, por exemplo, tem um monte de referências e de ideais inusitadas que a gente pode adaptar para a moda.

Edgar Allan Poe desenvolveu uma teoria para a construção do conto que a gente super pode pegar emprestada. Ele achava que antes de começar a escrever qualquer coisa, antes de decidir o cenário, o nome do personagem ou mesmo quem seria o narrador, o escritor precisava decidir e ter muito claro qual o efeito que ele queria causar no leitor. Depois que soubesse o efeito que queria causar, aí sim ele escolhia todos os outros elementos em função desse efeito, entende? Na moda a gente vê isso o tempo todo. A pessoa se veste inteira e depois decide “Ah, eu queria parecer phynaâ€!

A gente acha que se vestir – assim como escrever – não deveria ser uma junção aleatória de vários elementos que a gente achou bonitinhos individualmente. As coisas ficam muito mais coordenadas e interessantes quando cada elemento está ali em função de um objetivo maior, do efeito que a gente quer causar. Tipo um trabalho em equipe pra te deixar bonita, manja? De repente o vestido pode ser incrível, mas se ele se isola do grupo a coisa deixa de funcionar.

Scott Fitzgerald tem um conto super legal chamado “Bernice corta o cabelo†onde a prima popular tenta ensinar a prima tímida a conquistar os meninos da cidade. Sem nenhuma pedagogia, a prima popular solta várias verdades dolorosas, tipo que é “melhor usar um vestido adequado três vezes seguidas do que alterná-lo com duas coisas medonhas†e  que “quando uma garota sente que está perfeitamente arrumada e bem vestida, pode se esquecer dessa parte. Isso é charme. Quando mais partes suas você é capaz de esquecer, mais charme você temâ€.

Para terminar, o escritor que mais fala de roupas: Oscar Wilde. “A roupa é um produto, uma evolução, um indício importante, talvez o mais importante, dos costumes, dos hábitos e maneiras de viver de cada séculoâ€.

Tags: , , , , 04.11.2010 - 00:14 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 34 Comentários