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SER INDIE NO BR (NÃO É FÃCIL!)
Já reparou que sempre que surge uma modinha de grupo fora do paÃs – tipo boho, emo, hispter, qualquer coisa que seja bem marcada como moda de grupinho – isso fica mais difÃcil de identificar no Brasil? Por aqui, emo parece hispter, boho parece mendiguismo e todo mundo termina dando um abraço fraternal na C&A.
Na nossa opinião, isso acontece por muitos motivos – brasileiro gosta de sincretismo entre estilos mesmo quando tenta ser caricato -, mas sobretudo porque nós não tempos a mesma variedade de lojas, marcas e fornecedores que os gringos têm.

Apague da sua cabeça pessoas que viajam para o exterior todo ano e fazem suas compras por lá. Apague também endinheirados em geral. Agora foque sua atenção nos jovens – justamente quem costuma aderir a modas de grupo, já que adulto não anda em bandos. O jovem brasileiro que se identifica com a estética hipster compra nas mesmas lojas que o adolescente emo, que compra nas mesmas lojas que a menina influenciada pelo romantismo a la foto do Tumblr.
Toda essa rapaziada diferente, que se sente e quer ser diferente, tem acesso às mesmas peças e depende muito da própria criatividade para se distanciar uns dos outros.
Um dos caminhos diante desse fato é sentar no primeiro meio-fio que aparecer e chorar nossa falta de H&M, de Urban Outfitters, da variedade de lojas baratas que os gringos possuem a mais que a gente. O outro caminho é perceber que a nossa pobreza de fornecedores incentiva a criatividade nos jeitos de usar, nas combinações diferentes, na customização, na ida até a costureira, no empreendedorismo de fazer a própria lojinha on-line. Será que valorizar isso tudo não é muito mais legal do que ensinar para os adolescentes que o caminho para fazer bonito na porta da escola é um cartão de crédito internacional?
No fim das contas, estilo não se compra e o consumidor brasileiro tem bem menos risco que o gringo de virar caricato, vÃtima da moda ou qualquer coisa assim. Como já disse Humberto Gessinger: “Em Cuba só há uma marca de xampu, mas somos nós que querermos todos ter o mesmo tipo de cabeloâ€.
Todas chora e encerra o post com essa referência, meu deus!
JEITO OFICINA DE ESTILO DE COMPRAR ONLINE
Nosso método ideal de compra consiste em rodar várias lojas, experimentar tudo que gostou, escolher mentalmente e voltar no dia seguinte para só comprar o que ficou na nossa cabeça durante o dia todo. Assim, dá para praticamente garantir que a compra será bem aproveitada e que não foi feita por impulso, consumismo, tpm ou simples amor de verão.

Liquidação, bofe apressado, eventão marcado de última hora, vendedora convincente e lojas virtuais são obviamente invenções do demo para quebrar a perfeição da nossa metodologia cientÃfica de compra.
Essa última invenção – as lojas virtuais – são as mais matadoras porque simplesmente descartam a possibilidade de experimentar peças e ainda costumam oferecer preços inacreditáveis e/ou a possibilidade de comprar em lojas que não existem na cidade onde vivemos.
Para conseguir aproveitar as promoções sem amargar prejuÃzo, fizemos um pequeno guia de como comprar em lojas virtuais!
1. Leia sobre a polÃtica de trocas da loja. Alguns sites só fazem troca em caso de avaria, outros nao trocam produto em promoção. Ou seja, não dá para reclamar que o tamanho veio errado ou que você não curtiu o caimento. Evite essas lojas.
2. Prefira lojas que expõem o produto no manequim ou no corpo de uma modelo, assim, a gente consegue ver o comprimento da saia, o tamanho do colar e o caimento do vestido. Se o site mostra apenas fotos do produto em cima de uma bancada, não dá pra ver nada disso.
3. Observe se a loja descreve bem o produto e fala da composição do tecido (no caso de roupas) ou do que exatamente é feito o sapato ou acessório. Mostrar imagem em zoom para a gente conseguir ver de pertinho também é importante.
4. Sites de lojas que a gente já conhece ao vivo são bem mais seguros. Dessa forma, você já conhece as numerações, o tipo de caimento, a qualidade.
5. Comprar acessório também é mais fácil do que comprar roupa ou sapato.
6. Se a compra é de risco – ou seja, se não deu para seguir todas das dicas aà de cima -, pense nela como uma loteria e só efetue o pagamento caso o valor compense a aposta e você possa arcar com o eventual prejuÃzo sem mau humor.
Para comprar acessórios gringos lindos, a gente indica as lojas Shopruche, Anthropologie, e Asos. Já para aproveitar super promoções pagando em reais, nossas lojas do coração são da Dona Edite e Coquelux.
COMPRAR NÃO É SE INVENTAR, É INCREMENTAR!
Quem compra um bilhão de roupas novas a cada estação não tem estilo, tem “a cara da estação”. Menos roupa nova e mais constância constroem identidade visual, e o estilo vem daÃ. Imagina que pra atualizar o guarda-roupa pro inverno a gente pode adquirir 6 peças novas. E que a gente pode ir adquirindo uma por mês (dessas 6), até chegar o frio. Pensa em duas partes de cima, um casaco, duas partes de baixo e um vestido – por exemplo. Se tudo desse conjunto for coordenável entre si – cores em tons coerentes, caimentos similares, proporções que funcionam bem juntas – essa compra sozinha já rende um mini-guarda roupa, ou uma mala pronta. E se esse conjunto, além de ser coordenável entre si também for coordenável com o que a gente já tem em casa, então essas seis peças rendem um zilhão de outras combinações!

Com uma compra de seis peças a gente pode usar roupa nova todo dia, uma peça nova por dia! E se sobrar dindin a gente pode ir fazendo mais compras assim, em grupos de peças – ou programar mais de um grupo desses por estação, tipo: pra esse inverno vale comprar seis (mais…)
BRINQUINHOS DE PARAFUSO DO SHOPBOP
Pra gente que tem uns a menos (haha!). Do site de compras ShopBop, que uma cliente nossa indicou tempos atrás e que tem tanta mas TANTA coisa linda que vale um passeio de uma tarde inteira. E, se for o caso de ter algum dinheirinho sobrando, entrega no Brasil, viu? Tem roupa, tem bijús incrÃveis (top parte favorita), tem bolsa, sapato… clica e se prepara pra desejar tudo. Esse brinquinho é o que de mais humilde se pode desejar de lá. ;-)

ADQUIRINDO QUALIDADE
Mamãe já dizia que qualidade é mais importante que quantidade, certo!?! E isso faz um super sentido na hora de planejar nosso guarda-roupa. A gente sempre acreditou nisso, mas depois que Tim Gunn falou que vale mais a pena gastar mais dinheiros e menos peças, a gente tem refletido um pouquinho mais sobre o assunto.
Então a gente resolveu dividir por aqui tudo o que a gente procura em uma peça quando vai fazer compras com nossas clientas. Confere só! (mais…)
Um vestido, muitas idéias
Olha que fofita essa marca francesa chamada Comptoir des Cotonniers. Bem francesinha mesmo. Com vestidos soltinhos que podem ser fresquinhos pros dias de calor, ou combinados com outras coisas mais quentes, tipo legging ou meia calça e casaco para quando bate o frio.
O mais legal é que no blog da própria marca eles dão dicas espertas pra gente se inspirar. Não só com as roupas deles, mas com desfiles (de outras grifes!), fotos fofas de lugares com arquitetura bacana até flores delicadas em feirinhas pequenas. Mas a inspiração que chamou atenção mesmo foi que eles ensinaram como o mesmo vestido pode dar origem a vários looks.
RECEITA DE COMPRAS
Um pedacinho de um post no Style File diz que “a mulherada tá mais disposta a investir qualquer valor em peças eternas/clássicas que sejam super incrÃveis, de enlouquecer de amor. Quem não quer gastar muito e quer só um mimo tá escolhendo itens especiais, básicos-mas-não-tão-básicos e menos caros. A diferença entre a temporada passada e esse nosso tempo é que ninguém tá nem aà pros básicos caros. Clientes tão mais afim de ter coisas super usáveis (e mais caras) mas que sejam inspiradoras o suficiente pra justificar a extravagância.”

Essa é uma constatação de um dos reflexos da crise no nosso jeito de comprar, mas vale como receita a ser seguida – hoje e sempre. O Tim Gunn, nosso atual favorito na programação de moda na tv, ensina a fórmula: mais dinheiro = menos quantidade. É tempo de ter tanta qualidade quanto o nosso dinheirinho puder pagar (qualidade “proporcional” é um super aprendizado!) – e exercitar a sabedoria fashion pra fazer compras inteligentes.
INTELIGÊNCIA EM CORES
Um monte de gente é assim – e quem não é conhece alguém que é: sabe a pessoa que ama uma blusa, daà compra todas as cores em que a blusa foi feita? Achando que tá variando e diversificando o guarda-roupa, né? Que nada. Sempre acontece de uma dessas cores ser mais usada que outras. E essas outras, as que não rolam, são as representantes do dinheiro mal gasto. Viram sÃmbolo da não-inteligência em cores. Não adianta comprar tudo que foi feito/disponibilizado pela loja. Adianta comprar tudo que tem a ver com a gente.

Então vale sair de casa (pra comprar) com três “auto-perguntas pra si mesma” em mente! Na hora de escolher que cores levar a gente pode se perguntar: (mais…)
PREGUIÇA FASHION = MENOS POSSIBILIDADES
As peças novas que a gente compra nunca deveriam ir direto pro cabide quando a gente chega em casa. Um exercÃcio super eficiente pra versatilizar peças (gente essa palavra existe?) é experimentar o que a gente compra logo, tipo na hora. Comprar uma peça incrÃvel e deixar pra imaginar/provar looks com ela em cima da hora de sair faz com que a gente tenha menos chance de sucesso: na pressa nem a mente e nem as coordenações funcionam direito. Melhor coisa é chegar em casa, abrir as sacolas e tirar um tempinho pra experimentar, com o que a gente já tem no guarda-roupa, possibilidades de uso com o que acabou de comprar. Pra na hora de sair já ter em mente o que rola e o que não rola!

ExercÃcio de coordenação sem a pressão de “ter que dar certo pra já sair pronta” têm mais chance de render – e nenhum look se faz sozinho, a gente TEM QUE experimentar, tem que exercitar – bom que a gente faça isso com antecedência, num tempo livre qualquer. Pra depois não reclamar que comprou e que a peça ficou estagnada no armário. Né? Nada de preguiça fashion então, bora todo mundo provar assim que a compra chega em casa!
*Esse post veio direto desse daqui, quase que inteiro traduzido!
O CASACO PERFEITO
Nessa época do ano a gente fica torcendo pro friozinho ficar mais um pouco pra gente poder usar nossas compras de inverno, né!?! Porque hoje em dia a gente quase não tem frio, mas ao mesmo tempo roupa pro frio é tão elegante…
E sabe que daqui a pouco já começa liquidação, se é que já não começou. Então é uma boa hora pra investir num bom casaco. Todo mundo deveria ter um bom casaco, aquele casaco, sabe!?! Mesmo quem mora em lugares mais quentes, precisa ter um bom casaco pra quando for viajar. É o tipo de peça que não precisa ter mais que uma no guarda-roupa, mas essa uma deve ser a melhor que o nosso dinheirinho pode comprar.

Por isso deve ser uma compra planejada e não de ocasião. O ideal é se programar pra gastar um pouquinho mais e aproveitar pra ir dar uma olhada nas lojas que mais ama, porque a chance de encontrar O casaco que combina com o nosso estilo e com tudo mais que a gente tem no nosso armário é muito maior!!! (mais…)











