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COMO USAR CALÇAS LARGONAS

Uma vez a gente leu a Costanza Pascolato dizendo que aqui no BR a gente tem “vocação espontânea para o casual”. Pra gente, na prática, faz super sentido pensar nisso – especialmente por que a gente lida todos os dias com clientes que tem vida super ativa, independente do calor do nosso país tropicaliente. Acontece que ser super ativa nesse calor demanda litros de conforto, pra conseguir manter dignidade e elegância. Talvez por isso a gente esteja tão tão TÃO na torcida pra que as calças amplas peguem de verdade nas ruas! Que delícia vai ser se todo mundo perder o medo de experimentar e começar a aproveitar o conforto que elas proporcionam – conforto fresquíssimo, elegante e super feminino. Pra animar a gente tem sugestões pra todo mundo provar feliz, com todos os pesos, alturas e silhuetas. Verdade!

Assim que a gente fala em calças pijama, pantalonas e modelos com pernas largas em geral alguém aí vai perguntar: “mas essas calças não engordam? não aumentam o quadril?”- e a gente vai responder que não. Uma coisa é usar uma modelagem próxima do corpo, que por conta de curvas e linhas de corte fazem o quadril/bumbum/corpo parecerem mais cheios. Outra coisa é usar uma peça larga de verdade, com modelagem ampla e com fartura de tecido – que não ilude em relação à silhueta, mas que acrescenta uma forma nova ao corpo de quem usa. Não tendo ilusão, não tem dúvida: o volume não é de corpo mas sim de tecido – de moda! Então, é bom aproveitar esse excesso de tecido da parte de baixo pra deixar a parte de cima mais peladinha (alôr calorão!). As calças podem funcionar com tomara que caia, com um ombro só, com quaisquer decotes que deixem ombros, costas, colo e pescoço de fora. Lembra que partes magrinhas do corpo dão uma sensação de magreza geral? Então. A idéia não é nem usar partes de cima agarradas, justésimas (a gente nunca curte essa vibe grudada na pele), mas sim peças que sejam menos amplas que as calças – em tecidos fluidos, que caem pesados, camisas e camisetas são boas opções pra coordenar.

Calças com boca larga vão muito bem com sapatos de salto – os saltos mais grossinhos, anabelas ou mais pesados, com meia pata são os preferidos – e daí que a barra da calça tem que terminar deixando no mínimo metade do salto aparecendo. Quanto mais longuinhas mais legais! A calça de boca larga não fica legal muito curta, deixando o peito do pé aparecendo, sabe!?! Parece que a gente pegou a calça emprestada de alguém mais baixo que a gente! Mas a gente também não curte a calça super longa, quando arrasta no chão, não. Pode até dar certo no styling de um desfile, catálogo ou editorial, mas na vida real a calça arrastando fica suja e desgasta super rápido (além do risco da gente pisar na prórpia barra e cair no meio da rua RÁ!).

Também dá pra usar esse tipo de calça com sapatos sem saltos, mas o certo aí é fazer a barra pra esse tipo de sapato e só usar assim (não dá pra versatilizar essa barra – ou é pra salto ou pra sem-salto!). As calças feitas em tecido mais desestruturado ficam melhores nesse comprimento, porque acabam não engruvinhando tanto na frente. Esse engruvinhado que a calça faz quando encontra o pé e está um pouco longa demais dá uma sensação nada boa de perna mais curta. A barra da calça tem que cair sobre o pé e quase cobrir o sapato todo, como se a parte de trás quase fosse encostar no chão, mas sem encostar!

E aí o que a gente já mantém em mente pra todo look vale também pras calças amplas. Vale coordenar partes de cima e partes de baixo sem tanta quebra de cor na cintura (quanto mais monocromático o visual, mais alongada e afinada a gente aprece). Vale lembrar que cor viva/clara expande e cor neutra/escura retrai, então cobrir partes maiores e menores da silhueta com esses tons em comparação pode ser uma ótima idéia. Escolher sapatos que acompanhem a cor da calça pra dar aquela sequência alongadora nas pernas também é eficaz. E manter em mente que a gente é mais importante do que o que a gente veste, a vida que a gente vive é mais importante do que o que a gente veste – e que se o look não rolar tudo continua lindo! :)

Mais “modos de usar”!
Como usar calças tipo saruel
Como usar calças tipo cenoura
Como não usar calças tipo cenoura!
Como usar calças tipo boyfriend
Como usar calças skinny bem justinhas
Álbum de referências no Facebook da Oficina 

 

Tags: , , , 10.02.2012 - 08:31 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 23 Comentários

QUERO PARECER CONFORTÁVEL

Pra algumas (muitas) mulheres o mais importante na hora de escolher o look é o conforto que elas vão sentir ao longo do dia – nada que aperte, nada que machuque, nada que fique saindo do lugar e que elas tenham que ficar ajeitando o tempo todo. E as que são bem sucedidas em conseguir um visual confortável e bacana ao mesmo tempo são vítimas de olhares admirados, do tipo “como ela consegue estar tão chique e parecer que acordou assim?”.

Esse aspecto de “chique-sem-esforço” é graças à naturalidade da mulher confortável. Como na mente dela só vale usar o que tiver utilidade no look, o que for prático e versátil e principalmente o que for gostoso de vestir, a sua aparência é sempre de despretensão, com os cabelos naturais, as roupas mais soltinhas e a maquiagem suave. É claro que existe um perigo iminente da despretensão virar desleixo, mas aqui a gente está falando das que se arrumam, mas com foco no conforto, OK!?!

E se a gente seguir algumas direções que são diretrizes pras mulheres confortáveis, mesmo que a gente seja fã de um corset, não se importe nem um pouco com os pés apertados dentro do sapato adorado e curta passar horas na frente do espelho pra deixar as pontas do cabelo espetadas, dá pra gente agregar um pouquinho dessa cara de conforto no look que escolher. Quer ver?

tecidos naturais e caimentos soltinhos
Não tem nada mais confortável do que tecidos que respiram, que no fim do dia não estejam com mau-cheiro e que tenham um toque agradável na pele. Por isso os tecidos naturais (lã, linho, seda e algodão) transmitem esse aspecto de “relax”. E daí até aquele amassadinho que poderia incomodar faz parte do charme, sabe!?! Ainda mais quando as peças são soltinhas – não super largas! – com aquele “colchãozinho” de ar entre o tecido e a pele que dá um aspecto de maleabilidade, de que dá pra viver dias naquela roupa sem incomodar.

acessórios fáceis de carregar
A mulher naturalmente confortável não topa – nem por um segundo – carregar acessórios que pesam, que pinicam, que fazem barulho demais, que incomodam os movimentos. Então se a gente quer parecer confortável nada de sapatos soltos nos pés, colares de metal e cheios de pedras, pulseiras grande que ficam batendo umas nas outras, brincos pesados, lenços que não param no lugar… Trocar a bolsa de carregar na mão por uma de alça longa  – de transpassar ou tiracolo, desde que deixe os braço livres – o salto agulha por uma anabela, acessórios de metal por outros feitos em materiais alternativos como couro, tecido, sementes, etc podem ser boas ideias pra agregar essa simplicidade chique!

cara de bem cuidada
A maior diferença entre a mulher “effortless-chic” e a desleixada são os cuidados pessoais, sabia!?! O que faz com que a primeira pareça que acordou linda e que a segunda acordou atrasada é a maquiagem super suave, os cabelos bem cuidados e controlados, mãos e pés feitos, nada de pelos fora de lugar, a pele bonita, o sorriso branco… Ou seja a mulher natural gasta tempo com ela mesma, mesmo que tenha esse aspecto de “não fiz nada pra ser assim”. E essa é com certeza é maior lição que a gente pode tirar deste post: se cuidar não só faz bem como transparece esse bem-viver na nossa imagem!

COMO AJUSTAR A CINTURA DOS JEANS

A gente é muito a favor de tudo tudo tudo que se compra passar por ajustes antes mesmo de sair da loja: cada cliente nossa, quando experimenta qualquer peça, é ensinada a checar alturas de barras, sobrinhas de tecido na altura dos bolsos, costuras dos ombros, caimento no bumbum e tamanho de cintura. A única peça que a gente deixa pra ajustar depois é a calça jeans: sabe quando a gente usa uma ou duas vezes e a cintura da calça já tá super mais larga, “laceada” como a gente diz quando o jeans cede e fica mais soltinho? É exatamente depois desses dois usos que a gente ‘opera o milagre’. Só depois de usar o suficiente pra que a calça já esteja ‘moldada’ de acordo com os nossos volumes – quase quase caindo! – é que a gente leva a calça pra costureira ajustar a cintura… ANTES DE LAVAR! Calça jeans laceia mesmo, não tem jeito – e jeans é um algodão super espesso, que quando se movimenta junto com a gente vai amaciando, vai deixando a trama se acomodar e se abrir pra dar espaço ao corpo de quem usa. Quando é lavado o jeans retoma o molde original, a trama se junta de novo e se coloca no lugar. Por isso a gente tem a sensação de que quando o jeans tá lavado ele fica mais justinho. Solução então é usar uma ou duas vezes, marcar a cintura, ajustar e só então lavar – e aí a cintura já fica arrumada pra vida toda. Testa e diz pra gente se não funciona mesmo!

**Sem esquecer das barras, né gente: barra de jeans a gente faz na loja mesmo, pra ficar bem parecida com a barra original da calça. Daí o jeans vai pra casa e então, depois dessa laceada básica a gente ajusta a cintura. Certo?

Tags: , , , , , 12.09.2011 - 09:29 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 6 Comentários

MUITO MAIS QUE 15 MINUTOS DE SOSSEGO

Outro dia assisti uma entrevista com a estilista Gilda Midani e nela enquanto comentava sobre suas roupas super confotáveis, ela comentava que tem percebido que mais do que 15 minutos de fama, as pessoas estão interessadas em 15 minutos de sossego. Pensa bem: com todas as mil atividades que a gente faz por dia, com todas as maneiras de se estar plugada e disponível (email no celular, telefone ligado 24 horas por dia, facebook, twitter, foursquare e tals) o tempo, com as milhões de coisa que se tem pra ver, conhecer e fazer, até o fim de semana ficou desgastante! É tanta coisa que ficar simplesmente sossegada, sem fazer nada, em contato com a gente mesmo virou artigo de luxo!!!

E como a moda é vanguarda e vive desses movimentos da sociedade (e do desejo pelo que é luxuoso) é lógico que já está mostrando suas formas de interpretar esse sossego tão desejado. Cada vez mais a gente vê marcas imposrtantes criando suas linhas “weekend” de roupas confortáveis, cada vez a gente vê mais tecidos molinhos e desestruturados tomando conta das araras, cada vez a gente vê mais conjuntos tipo pijama e semanas de moda.

Pra entrar nessa onda o desafio é se equilibrar entre o conforto e a elegância, porque a gente não está falando de roupa de ficar em casa. A gente está falando de roupa confortável pra sair de casa! O caimento precisa ser mais soltinho, permitindo que a gente se movimente livremente, bem descontraído, mas daí o tecido tem que ser super de qualidade. As cores e as estampas também podem ajudar: cores sofisticadas (tipo preto, marinho, vinho, petróleo, verde militar)  em coordenações monocromáticas, estampas artsy, abstratas, digitais (rica!)…

Legal também é misturar peças super confortáveis com peças super formais, como calça tipo pijama com camisa ou um vestido camisola sob um paletozinho. Essas informações também podem aparecer todas juntas numa peça só! Uma camisa feita em uma tricoline finíssima numa modelagem tipo bata ou um macacão saruel soltão feito de seda ou uma calça modelagem alfaiataria feita em moletom são peças que a gente já vê bastante por aí.

Acessórios ajudam bastante na hora de compor esse look sossegada-chique. Bolsas e sapatos de couro de qualidade, em modelagens bem atuais tranforma a cara de “estou-de-pijama-porque-não-tenho-o-que-fazer” em estou-confortável-porque-optei-ficar-sossegada-em-relação-a-minha-vida”(mesmo que eu tenha muuuuitas coisas pra fazer) – o que faz toda a diferença, não faz? Metalizados, colares, pulseiras e lenços também são bons aliados. E pra completar maquiagem leve e natural e cabelo descontraidamente arrumado. Daí que a gente vai sentir que merece esses 15 minutos (ou até mais) de sossego, sim, e quem sabe vai começar a se permitir esse luxo. Ah! o mundo seria bem melhor, não seria!?!

Tags: , , , , , 26.07.2011 - 07:23 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 9 Comentários

NO LUGAR DO VESTIDINHO

Tempos atrás a Jana (que trabalhou aqui com a gente durante um tempão) foi ao Rio um fim de semana e percebeu, numa baladinha bem chique, a quantidade de cariocas que estavam usando macaquinho! E o macaquinho aparecia nos looks de um jeito arrumadinho: umas usavam com salto pequenino, outras com rasteiras mais sofisticadas… mas todas como cara de balada, de festinha elegante!

Cariocas são as rainhas do chique-despojado e têm um jeito todo especial de tornar o look sempre despretensioso – e macaquinho corresponde como uma luva a todas essas características! Macaquinho está pro vestido curto assim como o short está pra mini-saia, ou seja, mantém pernoca de fora, mas é MUITO mais confortável por que permite maior liberdade de movimentos. Exatamente por transmitir essa mensagem de conforto é que ele sempre vai ser mais casual, mais “tô nem aí” que qualquer vestido. Sabe como!?!

O que pode deixar o macaquinho com um ar mais elegante é o material de que ele é feito – e os acessórios, cabelo e maquiagem que acompanham a produção. Quando a gente quer estar bacana que nem essas moças cariocas que a Jana viu na balada, com esse ar meio de chique sem esforço, a gente veste o macaquinho, calça um peep toe com saltinho (ou uma rasteirinha com pedras, pras adeptas do pé no chão), prende o cabelo de um jeito bem especial (acessórios de cabelo são super bem vindos), faz um olho mais marcado e carrega a bolsa-carteira na mão. Sexy na medida e confortável de montão!

Tags: , , , , , 07.06.2011 - 00:02 | Postado por Cristina Categorias: moda e consultoria 22 Comentários

ESTILO (E CUIDADO!) NA GINÁSTICA

E eu não sei pra vocês, mas pra mim roupa de ginástica é super difícil de escolher e coordenar. Por isso, agora que eu voltei a frequentar academia (uhuuuu), eu preparei conjuntinhos-coordenados e coordenáveis entre si, pra não ter que fazer muito esforço mental (é cedo de manhã) e pra conseguir ser eu mesma tanto quanto possível – mesmo usando roupas que nem de longe seriam a minha escolha pessoal pra vida. E ainda com todo o conforto a que eu tenho direito! Pra montar esses conjuntos eu busquei nos arquivos da Oficina (haha!) o que a gente já tinha estudado/indicado sobre ginástica e – veja só! – tem um monte de direções bacanas que, aplicadas pra escolha da roupa de malhar, orientam escolhas bem direitinho:

• cor clara expande visualmente, cor escura retrai visualmente – isso não quer dizer que a gente precise usar preto ou branco pra ter esses efeitos, quer dizer que a gente pode escolher conscientemente as tonalidades (mais escuras ou mais claras de quaisquer cores) pra cobrir partes de cima ou de baixo da silhueta –  tipo as minhas partes de baixo são sempre mais claras e chamativas que as de cima

• se a modalidade de ginástica permitir, vale trocar leggings e bermudas ciclistas por calças mais larguinhas (mesmo as tipo bailarina) e shorts soltinhos, que diminuem consideravelmente o quadril de quem usa

• se for o caso de usar legging, o comprimento que cobre tooooda a perna até lá embaixo ou o o mais curtinho são infinitamente mais bacanas que o intermediário, que fica bem no meio da batata da perna – alô cotoco curtinho de perna de fora que faz a gente parecer anã!

• detalhes na diaonal fazem com que barriguinhas pareçam bem mais enxutas, detalhes escuros nas laterais afinam super a silhueta (e “inventam” uma cinturinha ótema)

• quem tem peitão pode se sentir mais à vontade usando camisetas e tops decotados do que com modelos fechados até o pescoço (comigo é assim!) – vale experimentar o combo top justinho/firme por baixo e camiseta decotada larguinha por cima

• quem tem guarda-roupa super colorido e estampado não tem por que escolher looks em cinza e marinho e branco pra malhar, do mesmo jeito que quem curte neutros elegantes não precisa se colorir inteira na ginástica – escolhas de coerência reforçam estilo

E isso tudo, gente, faz mais efeito quando as peças de ginástica que a gente escolhe servem direitinho na gente: já é tudo justo-justésimo por natureza, não tem necessidade de comprar número apertadinho. Especialmente porque toda hora a gente senta levanta se dobra faz esforço e é assim que gordurinhas teimam em saltar pra além da roupa apertada e aparecem na cintura, nas costas embaixo dos braços, na coxa e tals. E olha, mesmo na ginástica vale super coordenar tudo ‘monocromáticamente’: além de dar aquela alongada na silhueta, o esquema de tom-sobre-tom transmite uma certa elegância mesmo em momentos críticos em cima de uma bicicleta de spinning!

Roupa pra fazer ginástica, assim como tudo que a gente usa (até em casa!), ajuda a construir estilo pessoal e a deixar a gente identificável diante do olhar dos outros. Claro que de um jeito diferente: a gente pode sim transmitir personalidade através do que escolhe usar pra se exercitar, mas mais que isso, a gente pode transmitir cuidado consigo mesma – e essa é uma parte muito muito importante de qualquer visual. Por isso roupa velha não é roupa de ginástica, roupa detonada rasgada desbotada despedaçada não é roupa de ginástica, roupa doada (tipo propaganda eleitoral ou brinde de empresa) não é roupa de ginástica viu gente. ;-)

Tags: , , 07.12.2010 - 07:51 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 32 Comentários

Cozinhando e recebendo com a mesma roupa

Geralmente é assim: se a roupa só precisa ser boa para uma coisa a escolha fica relativamente fácil, mas se ela precisa ser boa para duas coisas – sobretudo para duas coisas opostas! – aí complica. Esse é o caso de quando você precisa de uma roupa boa para trabalhar e badalar, para trabalhar e andar de bicicleta ou para – e é disso que vamos falar hoje! – receber os amigos em casa e cozinhar, tudo ao mesmo tempo agora!

Quando as mensagens são quase opostas

Pensa aí, a grande questão dessas roupas mistas é que elas precisam passar imagens e finalidades meio que opostas. Roupa de trabalho é sobriedade, credibilidade. Roupa de balada é conforto e piriguetagem. Seria quase como se a Cinderela virasse pra Fada Madrinha e dissesse: “Olha, quero arrasar no baile, mas quero voltar e dar uma esfregada nesse chão com a mesma roupa”. Se a Fada Madrinha ler o Oficina de Estilo ela vai falar: “Formou, Cinderela-Borralheira saindo do forno”.

Cozinhando e recebendo com a mesma roupa

Para falar sobre qual a melhor roupa para cozinhar e receber no mesmo dia, a gente consultou uma pessoa que faz isso o tempo todo: Mayra Abucham, personal chef do Dedo de Moça. A Mayra contou que nessas ocasiões costuma deixar a comida semi-pronta para facilitar o processo, então, ingredientes já ficam limpinhos e cortados em cumbucas, os utensílios já separados e o forno, pré-aquecido.

Ela usa um avental personalizado com fotos da família ou um avental feito sob encomenda num tecido mais tchan. Para ela, o que não rola nem pensar é em usar casaco, cachecol ou colar longo na cozinha. Se for preciso, deixa um cardigã no cabideiro e veste quando terminar o prato. Roupas muito claras e mangas que não podem ser puxadas até a altura do cotovelo também não são muito apropriadas. A maquiagem precisa ser levinha para não derreter no calor da cozinha. Fora isso, é cabelo preso, sapato baixo e sorriso para receber os convidados.

Conforto festivo

Para manter o conforto e dar um tom festivo a gente pode tentar produções que tenham o conforto do lar, mas um toque mais interessante, sabe? Tipo um vestido longo de malha, sandália birkin preateada, camiseta com bordado poderoso, sapatilha de paetê ou um brinco ou acessório de cabelo bem viúva Porcina para o cabelo preso não ficar sem sal.

A gente não é muito fã de manual de etiqueta desses cheios de regras, mas há uma regra especial que é muito querida nessas ocasiões: a de que, em recepções em casa, a anfitriã deve estar mais simples para deixar os convidados brilharem. Achamos que as dicas deste post funcionam super tanto para quem vai cozinhar quanto para quem quer seguir à risca a etiqueta.

Tags: , , 03.12.2010 - 07:09 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 17 Comentários

Mochilismo para não mochileiras

Aqui na Oficina a gente é da opinião de que ter uma mochila legal e menos informal em casa não faz mal a ninguém. Se você é mais novinha, anda de ônibus, carrega muita coisa no dia a dia ou tem um estilo mais informal, a mochila bonitinha e arrumada pode perfeitamente fazer as vezes de bolsa. Já quem é mais formal, pode usar a peça no fim de semana, na ponte aérea ou quando tiver que levar o mundo para a rua, sabe como é?

A mochila arrumadinha se diferencia da colegial e do mochileiro no uso de materiais mais nobres – como o couro fininho e o tecido lustroso -, no acabamento de qualidade e também na forma de usar.

Se a ideia não é parecer universitária na fila do bandejão, não vale sair usando várias peças que passam a mensagem de informalidade. Quando quiser parecer arrumada usando mochila, evite tênis e calça jeans muito folgada ou muito molinha.

Se a mochila arrumadinha é um meio termo entra a super informalidade das mochilas tradicionais e o glamour que só a bolsa pode trazer, o ideal é que o resto do look também se mantenha nesse meio termo. Se você fizer uma montação glamurosa e colocar a mochila, pode parecer que está arrumada demais e com a bolsa errada, sabe? Para contornar esse problema, a gente pode escolher peças que suavizem o contraste entre a roupa e a mochila, como um sapato bonitinho e baixo, por exemplo.

Nós já fizemos posts bem legais sobre mochila usada como bolsa e sobre esse jeito quase esportivo de se vestir.

Quem quiser se jogar no mochilismo chic pode recorrer a várias lojas adeptas do movimento. Para quem quer investir em uma peça bem arrumadinha mesmo, a gente sugere as lojas Maria Bonita, Maria Filó, Osklen e Helena Buon. Já quem procura um meio termo pode ser feliz na New Order, Farm, Uncle K, Cantão, Imaginarium e Renner. Até a Kipling - a Chanel das adolescentes (ou a nova Company!) – tem opções em tecidos mais lustrosos e menos informais, sabia?

Para encerrar, fica a dica: a coleção do Oskar Metsavaht – estilista da Osklen – para Riachuelo chegou às lojas no dia 16 de novembro e tem uma mochila com riscas coloridas espetacular!

Tags: , , , 18.11.2010 - 00:02 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 37 Comentários

BRILHO QUE NÃO OFUSCA

Peças com brilho parecem arrumadinhas demais pro dia? Não se forem coordenadas com outras peças que equilibrem essa mensagem – pra deixar o look informal na medida, mas com alguma ousadia. Vale até “apelar” pra extremos: a parte brilhosa do look pode acompanhar jeans desgastado, brim velhinho, tecidos super opacos, com cara de ‘todo dia’ mesmo. Vale deixar a pontinha do short (ou da bermuda, por que não né?) aparecendo por baixo do tricô longuinho, vale combinar a sainha da balada com uma camisa de algodão coloridona, vale deixar o brilho escondidinho por baixo da sobreposição, vale usar com moletom e olha, vale super usar o brilho com camisa jeans!

Também faz diferença coordenar os brilhos com peças de caimento soltinho, longe do corpo – tudo que é mais justinho (ou muito estruturado demais) dá impressão de engomado, de preparado… e a idéia pra usar o brilho de dia é exatamente oposta a essa! Por isso batas e tudo saruel e camisas maiores e peças larguinhas tiram do brilho a cara de festa e deixam a gente mais à vontade com a proposta. Bons exemplos aqui em cima – do lookbook da J.Crew – pra gente se animar e experimentar, não?!?? :)

Tags: , , , 15.11.2010 - 00:26 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 10 Comentários

LOOK DE VIAGEM LONGA

Véspera de fim de ano quase sempre é tempo de se preparar pra férias e viagens, né? Se viagem longa já começa no avião, é bom que a gente pense bem no que vestir pra que essas horinhas de ansiedade pré-destino já contem como incríveis: com animação e com conforto. Todo deslocamento rola melhor quando a gente tá confortável – mas em viagem longa de avião a gente dooooorme! E aí?

E aí que o look de viagem pode ser pensado assim: equivalente a um pijama em conforto, mas também semelhante a um look de férias em animação. E tem que contar com a possibilidade da variação de temperatura – pode estar frio nlugar em que se está mas super calor no destino, ou vice-versa. Sendo que, invariavelmente, avião tem ar-condicionado que funciona non-stop, né?

Materiais desestruturados podem compor a base de um look bom de viagem, tipo: calça de moletom ou malha, camiseta de algodão, tricô fino. Um casaco/paletozinho em tecido plano pode sobrepor isso tudo como terceira-peça que deixa tudo mais arrumadinho. Sapatilha folgadinha – que acomode bem os pezinhos inchados durante o vôo ou uma meia entre pele e sapato, pra aquecer – corresponde a teninhos. Bolsa grande carrega não só a necessaire, o livro, os documentos e tals, mas também uma pashmina bem fofucha pra garantir pescoço quentinho (e até uma camiseta extra, fininha, pra trocar pertinho do pouso e chegar ao destino com sensação de frescor!).

Mais: o tricô listado ali em cima pode também estar dentro da bolsa, ou amarrado como cachecol, e entrar em cena na hora de dormir – no lugar do casaco estruturado que compunha o look como terceira peça, sacou? Como tudo já é molinho demais, a animação podia entrar na coordenação de cores: looks animados-elegantinhos tão garantidos com coordenações originais de tons neutros (lembra?) ou com coloridos coordenados em monocromia ou tom sobre tom (lembra também?). Quem ainda precisar de ajuda pra montar a mala pode clicar aqui pra ter um monte de dicas e direções – e boa viagem!

Tags: , , 12.11.2010 - 07:51 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 20 Comentários
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