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PEQUENOS CONTRASTES

Invariavelmente looks monocromáticos transmitem elegância, ordem, uma suavidade quem vem dessa aura “calculada”, tipo tudo-no-lugar. Tem gente que já nasce com essa elegância de fábrica, e não precisa reforçar através do que veste. Tem também gente que tem carinha de menina, ou que tá em posição de liderança, ou que quer se afirmar usando como ferramenta a aparência… essas pode subverter as mensagens do monocromático, sem perder 100% a essência chique, arrumadinha. Então, em consultoria, quando a gente precisa acrescentar idéia de força – ou uma baguncinha boa pra tirar as coisas do previsível – a gente procura contrastar o que quer que seja no look da cliente.

A linearidade de coordenações monocromáticas pode ser quebrada/interrompida sem grandes esforços – e com algum charme! – com o uso de pequenos pontos de cor e contraste. Tipo, em looks neutros a gente pode acrescentar acessórios, detalhes ou mesmo maquiagem (alô esmaltes!) que acrescentem alegria, jovialidade, sensação de maleabilidade. Em looks supercoloridos, pequenas porções de neutros sóbrios garantem pitadas de confiabilidade, discrição, aconchego. Vale também (e muito!) pra looks em tons frios com pontos de cor quente e vice-versa, assim como em looks claros com pontos super escuros (e vice-versa de novo). Com bem pouco a gente consegue um resultadão, viu!

Tags: , 20.12.2011 - 10:31 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 11 Comentários

Fugindo do efeito “fotos da mãeâ€

Tá bom, moda, você diz que color block é legal, você diz que calça vermelha e sandália com meia é legal e a gente acredita, a gente te ama e sinceramente acredita, mas e amanhã, moda? Você tem essa mania tão chata de cafonizar amanhã o que era legal ontem que a gente fica com os dois – os dois pés sem sandália com meia – atrás quando você surge com essas coisas mais doidas.

A gente entende que o movimento dos filhos rirem das coisas que as mães usavam é bastante natural, mas como lidar com tendências mais extravagantes quando esse movimento virou uma coisa praticamente imediata e somos condenadas a sermos nossas próprias filhas revirando nossas fotos com desprezo a cada seis meses?

No mundo real, a gente acha que esse processo de descarte imediato de tendências tem gerado um conservadorismo cada vez maior. Se o terreno é escorregadio, a maioria das pessoas prefere se manter segura no convencional a derrapar na experimentação.

Quem está nos dois polos da moda – ou no conservadorismo extremo ou na completa experimentação – não tem problemas na vida. Essas pessoas sabem como proceder com suas calças e blusinhas ou com suas mil plumas e paetês.

Já quem está no limbo – super estamos – precisa conciliar interesses antagônicos: o desejo de ser atual e inovadora hoje e o desejo de não ter vergonha do look amanhã. Super fácil, né? NOT.

Por causa desses pensamentos, a gente resolveu fazer um exercício de ponderação das tendências o que, peloamordedeus, não deve ser entendido como desencorajamento.

Color Block

Pra’gente, o que tem feito o color block ser muito mais frequente nas revistas do que nas ruas é que cor é riqueza. E não estamos falando no sentido figurado não. Geralmente, a gente só se dá o luxo de comprar uma jaqueta roxa quando já temos mil outras jaquetas em tons neutros.

Ou seja: comprar colorido é estar satisfeito com a quantidade de roupas que já possui. Quem compra colorido sabe que tem roupa e mulher que sabe que tem roupa é uma espécie em extinção.

O color block é uma tendência difícil de seguir porque a gente intuitivamente desconfia que não vai durar. Não que as cores vão cair, mas que esse modo de usar tudo colorido junto com tanto contraste não vai durar muito tempo, logo, não vale a pena comprar um guarda-roupa todo berrante para ser linda por uma estação.

Se você não quer sair comprando várias peças coloridas por desconfiar que esse jeito de usar tudo junto pode cafonizar rápido, que tal aproveitar a deixa da moda para investir em cores vivas que tenham a ver com a sua coloração pessoal e que podem te deixar atual hoje, mas não vão de deixar datada amanhã?

Quem tem alto contraste entre tons de cabelo, pele e olhos (brancas do cabelo escuro, por exemplo), podem investir em peças chave para fazer coordenações de marinho com bege e marrom; bege com caramelho ou cinza e vermelho. Já quem tem baixo contraste (pensa numa loirinha que tem até o cílio meio empoeirado) pode se jogar numa coordenação de azul e rosa clarinhos, por exemplo.

Como dica geral, a gente pode dizer que o negócio é esquecer o termo color block – que remete à uma tendência bem específica e que dificilmente vai durar muitos anos – e pensar em coordenação de cores vivas, que é uma coisa sensacional que a gente pode usar pra sempre. No fim das contas, color block é apenas um jeito de hoje de usar cores vivas.

Sandália com meia

Primeiro, vamos aceitar que sandália com meia é uma composição extravagante no sentido de que chama atenção e é inusitada. Muitas de nós já vimos nas fotos das nossas mães e achamos isso. Uma forma de não passar vergonha póstuma é camuflar a meia, fazer de um jeito que – vendo de longe ou com alguma boa vontade – a pessoa ache que é tudo uma coisa só: meia, calça e sandália. A Fê, aqui da Oficina, está usando desse jeito!

Para dar essa impressão de conjunto, a manha é fazer essa composição mais extravagante com elementos menos extravagantes. Escolher uma sandália sem mistura de materiais ou com uma mistura mais uniforme ajuda. Caçar uma meia que seja de tom mais ou menos próximo ao da sandália também ajuda.

EFEITOS DAS CORES

No trabalho como personal stylists a gente procura educar cada cliente em relação às melhores cores pra cada uma. Quando a gente diz “melhores cores”, o sentido é o de encontrar que tonalidades específicas vão melhor servir de moldura pro quadro que é o rosto da cliente. Cor não tem que chamar mais atenção do que quem as usa, tem que acompanhar as cores que a gente já tem: interessante é que uma cor complemente e tenha a ver com nossa pele, nossos olhos, nosso cabelo e nossa personalidade. Bacana é quando a cor que a gente usa complementa, valoriza e harmoniza tudo que a gente é.

Então, prestando atenção em quem a gente é (de coloração e tonalidades), as clientes aprendem a identificar se tem aparência mais clara ou mais escura, mais viva/intensa ou mais opaca/calma, mais fria ou mais quente. Essas últimas características podem ser sentidas assim: quem se sente mais bonita com pink, preto, azulzão, lilás… pode ter coloração mais fria; quem se sente incrível com laranja, turquesa, dourado, salmão… pode ter coloração quente. Aí, sabendo de características próprias, a gente procura usar – perto do rosto! – cores com caraceterísticas parecidas com as nossas. Tem sempre um verde mais vivo e outro mais calminho, também tem um vermelho mais claro e outro mais escurão, um rosa mais azulado, mais pro roxo, e outro mais amarelado, mais pro goiaba…! Pra que tudo junto forme um conjunto agradável, coerente e harmônico de cores. Sacou?!??

Experimentando tonalidades diferentes a gente pode perceber que umas cores deixam a gente com cara de descansada, até mais jovem, como se uma luz boa tivesse iluminando o rosto – quase como se a gente tivesse maquiada, mesmo sem estar. No meio do caminho a gente acaba conhecendo tonalidades que salientam marcas de expressão, que ressaltam manchinhas na pele, que “desuniformizam” os relevos do rosto e que acabam apagando a fisionomia. Presta atenção, com olho clínico mesmo, pra perceber! E lembra que esses efeitos acontecem no rosto de quem usa – ainda bem que tem calças, shorts e saias pra gente reservar às cores que não fazem tão bem mas que ainda assim a gente ama!

Tags: , , 05.11.2010 - 07:23 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 12 Comentários

BRACELETE SOBRE MANGAS

A gente nem curte a Vanessa de Gossip Girl, mas o figurino dela tempos atrás rendeu essa (possível) idéia. Quem curte usar pulseira e bracelete pode bem usufruir dessa inspiração nos dias de frio, e sobrepor os acessórios às mangas do que tiver aquecendo os bracinhos: vale cardigan, vale manga comprida, vale até – de repente! – o bracelete emoldurando o fim da manga 3/4 (né?). É bom lembrar que bracelete e pulseira chamam atenção pra parte de baixo do corpo, então quem tem quadrilzão pode coordenar acessório e blusa sem contraste – o contrário vale pra quem tem peitão/ombrão, pra quem esse truque de estilo é super ótimo! Esse jeito de coordenar os tons também tem a ver com estilo: quem acreditar super no jeito de usar pode contrastar bem as cores do bracelete e do cardigan, que as duas coisas aparecem mais assim. E quem tiver só experimentando, meio que pra saber se rola ou não, pode escolher tons irmãos – tudo claro ou tudo escuro! – e assim fazer a coordenação ficar mais calminha. E aí, a gente curte?!??

bracelete com cardigan

Tags: , , , 19.05.2010 - 16:10 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 28 Comentários

CARDIGAN QUE ACINTURA

Quando a gente fecha só um ou dois botõezinhos bem no meio do cardigan o resultado (visual) é cintura mais definida. Pensa bem: a parte de cima “aponta” pros ombros, as partes de baixo “se abrem” pros lados sobre o quadril. A letra X é o exemplo – fininha no meio, maior em cima e embaixo!

cardiganx

Daí quem se preocupa com ombrão ou com quadrilzão procura não contrastar cores na parte que não quer aumentar. Tipo quer definir a cintura e não quer ter sensação de ombro maior? Usa camiseta e cardigan em cores menos claras que a parte de baixo – cores que não tenham contraste entre si (as de cima). Quer definir a cintura e não ter sensação de quadril maior? Usa parte de cima e cardigan em cores menos escuras que a parte de baixo, e coordena as cores do cardigan e da parte de baixo de modo que não haja contraste entre eles. Sacou? Não precisa ser claro-branco ou escuro-preto, é só um tom ser mais (ou menos) claro que o outro, mesmo em cores coloridas!

Mais importante pra definir a cintura é ter o X no cardigan! Bom pra quem tem silhueta mais retinha (sem curvas, sabe como?) ou pra quem tá com uma pancinha, acima do peso (alô eu mesma!). Lembrando que cardigan também pode emagrecer (visualmente) e que pode ser fechado com broche (lembra do vídeo?). Mais: tudo tudo tudo que a gente já falou de cardigans no blog tá aqui, clica pra relembrar!

Tags: , , , 26.03.2010 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 7 Comentários

DA INTERAÇÃO DA ROUPA COM O MUNDO

No fim de semana eu fui pela primeira vez a um show do Quinteto Villa Lobos, um grupo só com instrumentos de sopro. A música era linda (clica pra ouvir!), o auditório do Masp é um passeio por si só (e tem o museu todo pra visitar junto, né?!??) mas o figurino dos músicos me fez pensar… no nosso jeito de usar moda (!!!). O combinado pra “roupa do palco” pareceu ser calça preta + camisa colorida usada assim, pra fora, “descontraída”. E as escolhas de cores tavam super variadas – essa é a parte legal: uns escolheram coloridos-coloridos, uns escolheram coloridos-neutros, uns criaram contraste entre instrumento e camisa, uns procuraram mesclar tanto quanto possível o que usavam com o espaço e com o próprio instrumento. Vê que na foto (que não é a do ‘meu’ show mas que super tá no clima) tem músico que aparece mais que os outros, e tem quem quase some na imagem. Tudo porque a roupa não existe só na gente, mas no espaço em que a gente vive e com as coisas que a gente “carrega”.

quinteto
essa foto é de cristiano prim e veio desse flickr aqui!

A gente também pode pensar nessa interação: a gente não tá no palco, não tem suporte pra folha de música nem toca instrumento… mas tem escritório, tem lugar em que vai almoçar, tem mesa, tem sacola, tem cadeira em que senta e mais! Se a gente pensa como figurinistas de si mesmas, ó quanta coordenação de cores extra a gente tem pra fazer. Vale como exercício de cores e também como exercício de personalidade – isso do contraste faz com que a gente apareça super ou desapareça. E tem dias que a gente faria de tudo por um poder mágico desses, o de aparecer ou de desaparecer – não é mesmo? ;-)

Tags: , , , , , 24.11.2009 - 18:25 | Postado por Fernanda Categorias: diário 6 Comentários

CUIDADO COM A FAIXA ALARGADORA

Sabe quando a gente coordena proporções diferentes de camiseta/blusa/camisa e terceira peça? Tipo quando a barra do que a gente usa por baixo fica um pouco mais longuinha do que a barra da peça que a gente usa por cima – casaquinho, cardigan, paletó, jaqueta?!?? A diferença de proporções forma uma “faixa” mais ou menos na altura do quadril que tem efeitos super diferentes na silhueta, dependendo das cores das peças e das alturas das barras, sabia?

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Se as cores das três peças do look são diferentes, melhor que elas ‘conversem’ em valor – tudo escuro ou tudo claro ou tudo equivalente. Quando essas peças criam contraste entre si, a faixa pode destacar o quadril e achatar a silhueta de quem usa. E se a blusa tem a cor mais chamativa de todas (mais…)

Tags: , , , , , , 19.10.2009 - 15:46 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 24 Comentários

leitura dos looks das primeiras damas

(Em homenagem ao Vitor Ângelo!) Dessa reunião de G20 sobra pra gente avaliar os looks das primeiras damas mais faladas no mundjinho da moda, não é mesmo? Podia render um ‘adoro do dia’, mas rende mais. Rende avaliação e leitura de elementos – de roupa, de visual – que dizem mointo da personalidade e dos propósitos de quem usa. Vmaos fazer lista juntos?!??

primeirasdamas

• uma usa cor neutra e clara, a outra junta cor vibrante ao escuro intenso
• uma escolhe contraste, a outra não (podiam ser Blair e Serena, quase isso!)
• uma veste tecido mais estruturado, a outra usa tecido “que se mexe”mais
• uma tá com caimento mais perto do corpo, amarrado por cintinho, a outra escolhe forma mais distante da linha da silhueta, mas solta
• uma podia ser primeira dama em qualquer tempo, a outra é “super-agora”
• e as duas usam saltinho/nada de salto porque ouviram o Karl Lagerfeld dizer que home odeia se sentir baixinho perto de mulheres super altas! ;-)

a cara do outono: plataformas e anabelas

Que outono tem bem essa cara de temperatura indefinida, de frio e calor num mesmo dia, de look com cara de mil e uma utilidades – e possibilidades, não tem? Daí que também pode ser um tempo bom pra gente experimentar misturas e coordenações que o calorzão ou o super frio não permitem. A gente aqui acha bem legal misturar peças leves com outras pesadonas num mesmo look – tem post com “modo de fazer” e tudo! Na vontade de exercitar essa idéia, sandálias plataformas e anabelas são complemento mais que legal, porque misturam em si tudo de leve e pesado (na maioria dos modelos!) – e acabam por ser uma sandália mais fechada, ou um sapato mais aberto. O que faz com que elas combinem SUPER com os looks-camada, cheios de sobreposições, que os dias de outono tão pedindo. Quer ver?

tadinha
só não vale ficar altona e depois cair, hein?!?? ;-)

Primeiro às diferenças: plataformas têm solado espesso e bem alto desde a parte da frente, sob os dedinhos de quem usa – a plataforma é grossona por inteiro. As anabelas, por sua vez, são bem fininhas na frente, debaixo dos dedinhos (como um outro sapato qualquer), mas cresce na parte de trás como um todo, sem ter espaço vazado entre a parte da frente e o salto. Essa parte de trás fechada e espessa – comum aos dois modelos! – faz com que, mesmo sendo sandálias (esse post só quer tratar das abertas!), leves por definição, esses calçados sejam mais pesados também. Pela mesma razão esses modelos são bem confortáveis e dão super segurança no caminhar: ótema escolha pra quem não curte salto mas quer dar aquele upgrade na silhueta/no look.

No quesito leve/pesado, as anabelas são mais delicadas e parecem mais leves também – a parte da frente mais rente ao chão faz mega diferença. Por isso mesmo também tem mais chance de embelezar tipos de pernocas diversos. As plataformas, por serem mais pesadonas, podem criar desproporções e fazer com que pernocas grossas pareçam mais grossas e perninhas finas pareçam gravetinhos (tem que provar tudo, viu gente!). Aqui na Oficina de Estilo a gente tem tendência a preferir as anabelas – mas umas plataformas acabam ganhando nossos corações de vez em quando; geralmente as que, mesmo sendo pesadonas, agregam elementos leves, tipo corda, cortiça, cores claras, tiras mais finas e calcanhar aberto. Mas isso é pessoal, é da gente aqui na Oficina, não é lei! ;-)

Tags: , , , , , 03.04.2009 - 07:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 8 Comentários

as cores das roupas e as nossas cores

No trabalho que a gente faz com as clientas, na vida real, uma das primeiras direções que a gente toma é a das cores. A gente acha que escolher um grupo de cores coerentes pra se trabalhar num guarda-roupa é super “facilitador”. Se a gente consegue administrar tudo que a gente tem (e quer ter) num mesmo grupo de cores, tudo dá certo com tudo, certo? E a gente entende que ‘cores coerentes’ são cores com valores e intensidades que conversam, que se combinam com harmonia. Por conta disso a gente não é a favor de “restringir” ou de deixar de usar determinadas cores, mas é bem a favor de escolher com coerência – pras coordenações renderem BEM mais.

escuras_vivas
exemplos de colorações escuras e vivas: o cabelo briha, a pele tem tonalidade intensa, o olho “pula”: anne hathaway, juliana paes e courtney cox – com um grupo bom de cores pra elas, escuras mas também vivas e intensas

claras_vivas
exemplos de clorações claras e vivas: os tons de pele, de olhos e de cabelos de adriane galisteu, de daniela cicarelli e de blake lively são claros mas ainda intensos – e as cores legais pra elas parecem ter mais tinta branca misturada, mas nem um pingo de pigmento a menos!

E o melhor jeito de escolher um grupo de cores coerentes pra gente ter no guarda-roupa (na opinião da Oficina!) é prestando atenção nas nossas próprias cores – as de cabelo, de pele e de olhos. Em frente ao espelho, olhando pro nosso rosto, a gente consegue enxergar um grupo de tonalidades, néam? O caminho é pensar se a gente tem no rosto cores mais claras ou mais escuras (esses são os “valores” das cores), e cores mais vivas ou mais opacas (que são a “intensidade” delas). Tem que ver no geral, sabe como? Que podem existir no universo pessoas com coloração escura e viva, escura e opaca, clara e viva e clara e opaca. Daí, quando a gente identifica o “nosso valor” e a “nossa intensidade”, se a gente escolhe usar cores – QUAISQUER CORES! – em tons compatíveis com a nossa coloração, o que a gente usa tá super em harmonia e faz com que a gente fique mais bonita. No lugar das cores aparecerem demais, ou parecerem “nada” pra gente, o que a gente escolhe “trabalha” junto com a gente, em favor da melhor aparência que a gente pode ter!

escuras_opacas
aqui, exemplos de colorações escuras e opacas: parece que tem uma “névoa” em cima das cores de carolina ferraz, de queen latifah e de daniele suzuki – e as cores legais pra elas também são assim, escuras mas esmaecidas (pro bem!)

Actress Cate Blanchett arrives on the red carpet for The 80th An
e as colorações mais claras (de todas!) e opacas: miranda july, cate blanchett e mariana weickert tem tons mais claros e apagadinhos (de um jeito bom, super chique!) – e as cores boas pra elas acompanham essas características

Mas tem mais, né, gente?!?? A coloração de cada um também tem contraste – todo mundo pode ter muito ou pouco contraste entre as suas cores de pele, de olho e de cabelo, e isso também tem a ver com as cores que a gente escolhe usar: clica aqui pra ler o post em que a gente explicou tudo tudo tudo sobre contraste na coloração pessoal. E tem também personalidade, estilo de vida, ambiente profissional… e quando tudo tem a ver, a gente fica não só mais bonita mas também mais segura. Deixando a preguicinha de lado, prestando atenção e exercitando o olhar, a escolha “consciente” das cores vai ficando mais fácil e mais legal com o tempo – quer experimentar?!??

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