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AVIAMENTOS PRA RENOVAR O GUARDA-ROUPA
A cada passada no armarinho do bairro a gente tem idéias legais pra incrementar peças – só com aviamentos e criatividade. E não precisam ser só ideias da nossa cabeça não! A própria internet-de-moda dá mil possibilidades super fáceis de reproduzir em casa – tipo os babadinhos de cetim (de seda) dos cardigans da Miu Miu ou as aplicações de renda na lateral das peças do Jason Wu. O melhor é pensar que muitas dessas ideias podem ser reproduzidas por a gente mesmo – com um pouco de tempo e agulha e linha em mãos.

Indo ao armarinho do bairro vale prestar atenção em aviamentos que não são tão comuns. O Alamar, por exemplo, que é o “botão” das roupas dos militares – feito com um cordão que passa de um lado a outro do botão – é pouco conhecido. Mas lembram das disputadÃssimas jaquetas da Balmain? Alguns daqueles modelos foram feitos com a ideia do Alamar, em vez de botões comuns.
Ilhós e tachas também são sugestões legais – e mais conhecidas – pra dar um toque novo a uma peça. As tachas possuem um mecanismo de aplicação parecido com um grampeador, e vale dizer que não existem só tachas redondas e quadradas, mas em outros formatos, como o laço aqui embaixo – e tudo com esse mesmo mecanismo facinho, facinho de aplicar!
Pra quem já enjoou de renda, o bordado inglês é uma ótima sugestão, a última coleção da Dolce & Gabbana veio cheia deles – se trata de um aviamento bem delicado, que fica bem lindo em roupas de algodão. Também vale a pena conhecer o Ponto Russo, que é uma fita toda bordada, com uma aparência super luxuosa. Quem curte ombreiras pode ficar feliz em saber que elas são vendidas em armarinhos e que são super fáceis de aplicar – fica a dica!
Mesmo conhecendo essa variedade de aviamentos, ainda fica pros botões o tÃtulo de aviamento que atualiza uma peça do jeito mais prático e rápido! E pra esse toque de novidade ser realmente bom, a dica é investir em botões maiores, antiguinhos, mais modernos, em cores diferentes – que constrastem de um jeito legal com a roupa… e por aà vai!
Ideias é o que não faltam, né? Mas o que vale mesmo é pegar a linha e a agulha e pôr em prática! A gente ainda deixa mais uma sugestão pra quem se animar bastante ou que se sente mais prendada. Que tal reproduzir o poá 3D em casa?!??
O jeito brasileiro de “copiar” roupa
A Revista Manequim é a primeira publicação de moda no Brasil e está nas bancas desde 1959! Desde então, muita coisa mudou no mercado de moda brasileiro e pegar uma foto da estrela da novela e levar na costureira já não é nosso primeiro reflexo quando queremos atualizar o guarda-roupa. Mesmo assim, é maravilhoso que a banca ainda esteja repleta de revistas de molde. Nós achamos que a Manequim é uma revista na qual todo mundo deve ficar de olho por vários motivos:

1) Tem uma sessão fixa com dicas e roupas para gordinhas;
2) Sempre fala do tipo fÃsico que se adequa a cada roupa;
3) Incentiva a costumização, a relação com uma costureira ou com nossa máquina de costura (no caso das privilegiadas que sabem operar uma!);
4) Sem a distração das marcas, mandar fazer uma roupa te ajuda a focar naquilo que realmente garante a qualidade de uma peça: material e acabamento.
Na entrevista que deu ao Roda Vida, Ronaldo Fraga disse uma coisa super legal: ele disse que brasileiro é original até quando copia. Segundo Ronaldo, nosso pessoal pode até ir na costureira querendo um vestido “igual†ao da celebridade, mas chega lá querendo mudar a cor, a gola e o comprimento. Ou seja: não é igual coisa nenhuma!
Nós folheamos a Manequim de fevereiro – que está nas bancas agora mesmo – e exercitamos esse “jeito brasileiro de copiar†com quatro modelos que estão na revista. Todas as peças escolhidas têm molde na edição 620 da Manequim.
Primeiro, escolhemos um chapéu e decidimos que irÃamos trocar o tecido creme por um de oncinha! Já o macacão branco de malha, farÃamos em jeans molinho, com uma cara de anos 70. A terceira peça escolhida foi a blusa de seda rosê, que nós mudarÃamos para laranja e usarÃamos por baixo do macacão e com o chapéu! Já a saia em A que aparece na revista numa versão listrada, nós farÃamos em paetê.
Gostaram das alterações? A Dona Francisca, costureira oficial da Oficina, fez um orçamento de quanto custaria mandar fazer essas peças com as nossas alterações: ela cobraria R$ 50 pelo chapéu, R$ 120 pelo macacão, R$ 100 pela blusa e R$ 200 pela saia. Os orçamentos não incluem o custo dos tecidos.
Quem quiser encontrar ou indicar uma costureira, pode dar uma olhada na nossa agenda colaborativa!
ROUPA DESDE A IDÉIA
Há algumas semanas a gente recebeu um convite pra uma festa com dresscode black-tie. Como quase todo mundo, a gente não tem no armário nada já pronto/preparado pra vestir numa ocasião em que o dresscode é quase de tapete vermelho – além de não ter tanto tempo (a gente se preocupou com o que vestir duas semanas antes da festa) e de não querer gastar dinheiro. A conta é assim: se a gente tem uma festona em black-tie pra ir só uma vez por ano (quando muito!), por que gastar com esse look mais do que a gente gasta com o que usa todo dia?

Aconteceu então da gente lembrar do Paulo Babboni, figurinista/modelista/costureiro/artista dos mais finos, com quem a gente trabalhou tempos atrás quando cuidou de uma cantora. O Paulo é como um carnavalesco: faz materiais super simples (e baratos!) parecerem o maior luxo que já se viu – caracterÃstica que tá ligada ao conhecimento de moda que ele tem (quanta referência!!!) e ao bom gosto ligado à sofisticação, ao que é refinado. Paulo sabe das coisas. Marcamos um café, mostramos referências do que a gente gostava, ele deu idéias, rascunhou modelos, a gente imaginou junto como seriam tecidos, acabamentos, que acessórios acompanhariam e então a ação começou.

Dois dias depois de trocar referências por desenhos e idéias, a gente foi junto com o Paulo até a rua 25 de Março procurar tecidos. A idéia da Cris era cor forte em tecido pesado e a minha era tecido leve em superfÃcie super brilhosa. Na mesma loja encontramos os dois: a Cris comprou um crepe super chique no azul que tinha imaginado desde o inÃcio dessa nossa brincadeira, eu encontrei uma musseline toda coberta de paétes num tom de dourado-marrom-claro – conselho do Paulo, que sabia o que deixaria o look mais arrumadão. Os tecidos foram embora com o nosso Jacques Laclair particular (!!!) e cinco dias depois lá foram as meninas da Oficina pra primeira prova de roupa. O Paulo entendeu de primeira e traduziu as nossas vontades em vestidos dos (nossos) sonhos: simples, originais, com a nossa cara e super “ricos”! E a gente já tava tão bacana!

Outra prova ainda foi feita, pra conferir os ajustes feitos na primeira prova. O cronograma foi bem assim: na segunda-feira a gente se encontrou, na quarta a gente foi comprar tecidos, na outra segunda a gente provou, na quinta a gente provou de novo e no sábado os vestidos tavam em casa. Numa caixa linda, com carinho e atenção exclusivamente dedicados a gente, desde a idéia no papel! Os dois vestidos juntos custaram uma fração do que custaria qualquer um pronto (no mesmo nÃvel de lindeza que os nossos) e olha, não tinha ninguém tão diferente e tão bacana quanto a gente na festa!!!
DIFERENÇAS ENTRE AJUSTE E REFORMA
Roupa comprada pronta não é feita pra gente, ninguém (ou quase ninguém) tem tamanho padrão homogêneo e equilibrado pro corpo inteiro – tem gente que é 38 na parte de cima e 40 na parte de baixo, ou mesmo (super frequente!) tem bumbum 42 e cintura 40. Por isso toda loja tá preparada pra ajustar peças, pra deixar o que não foi feito pra gente com caimento um pouquinho mais personalizado, mais cuidado, mas “prestado atenção”. Quem faz compras com a gente aprende isso rapidinho porque quase nunca a gente sai de uma loja com a sacola – 99% das peças que a gente experimenta/compra com clientes fica pra ajustar e a gente leva pra casa só o papelzinho com a referência do serviço (alô ansiedade!).

Acontece que a gente pode se empolgar nos ajustes e customizar a peça além do necessário – ou além do que as costureiras da loja estão preparadas pra customizar: ajuste é uma coisa, reforma é outra! Tempos atrás a Cris, ótima vendedora da Lila Ka aqui em SP, explicou pra gente que a marca organiza workshops com toda a equipe a cada estação pra explicar o que é possÃvel e o que não é possÃvel “operar” nas peças, pra que não haja ultrapassagem de limites na hora do provador. Simplificando, é considerado ajuste o que adapta a peça à anatomia especÃfica de quem usa; é considerada reforma o que influi no design da peça, o que altera o trabalho da estilista!
Então conta como ajuste diminuir a cintura, subir alcinhas, arrumar alturas de punhos e barras, tirar excesso de tecido na costura debaixo dos braços e tals – tudo sem mudar as caracterÃsticas originais da peça. Conta como reforma acrescentar pences pra acinturar uma peça que é mais soltinha, mudar a costura do ombro de lugar, inserir botões extra no decote, tirar detalhes como pregas ou fendas, tirar zÃper e mais. Até fechar bolsos pode influir no trabalho intelectual da estilista, então conta como reforma veja só!
Vale super prestar atenção nessas “interferências de provador” – e ter em mente que calça largona é pensada pra ser largona, encher de alfinetes pra deixar a modelagem sequinha é desfazer um trabalho anterior (por exemplo). E ter na agenda o número de uma costureira super experiente pra essas eventuais interferências, né?
PRA ATUALIZAR SEM GASTAR MUITO
Quando chega essa época do ano, entre-o-inverno-que-já-foi-e-o-verão-que-não-chegou (ou o inverso), a gente acaba ficando meio perdida no guarda-roupa, não fica!?! A gente já cansou de usar os nossos looks de frio e já tá morrendo de vontade de usar roupas com cara de estação nova, vontade de ficar atualizada!
E daà que na Bazaar inglesa de outubro tem uma listinha de dicas bem boas pra deixar nosso guarda-roupa mais “fresco” sem ter que sair por aà comprando tudo novo. A gente fez uma livre-adaptação (haha) considerando que estamos em outro hemisfério e olha como ficou: (mais…)
TIPO UMA COSTUREIRA DOS SONHOS
Olha que idéia gênia: o Style Shake é um site que faz sonhos (em moda) virarem realidade, simples assim. A pessoa entra, escolhe tecidos e cores e texturas, e vai montando (com modelagens sugeridas) um quebra-cabeça da roupa desejada. Tipo dá pra escolher tipo de manga, tipo de decote, tipo de cintura, tipo de caimento, altura de saia e tals. Em dez dias úteis o Style Shake faz o look imaginado e manda pra casa de quem fez! DEMAIS! E tem dicas pra tipos fÃsicos diferentes (super válidas!) e mil fotos de “projetos já feitos” engraçadinhos e tudo custa menos de 100 dinheiros deles – não funciona aqui no BR, só lá fora. Os vestidos mostrados lá não são super mega incrÃveis, mas a idéia é. Podia ter aqui, e podia ser bem mais customizável, né?!?? Quem mostrou pra gente foi a Pati Lima. ;-)

PATRÃCIA POETA, VESTIDOS DE COSTUREIRA E O TWITTER
No sábado à noite teve show de Roberto Carlos e o povo do Twitter tava todo ligado no Globo. Todo mundo twittando tudo, com comentários não só sobre o show mas sobre o que todo mundo tava usando no show – povo da moda é fogo, não desliga nunca! E PatrÃcia Poeta, apresentadora lindÃssima à frente do Fantástico, foi quem conduziu o público telespectador pelo show do Rei (clica pra ver em vÃdeo!). Com um vestido que gerou uma conversooona no Twitter, tão legal que vale a pena ser trazida aqui pro blog!

A apresentadora apareceu com um longo branco e dourado que NA HORA me lembrou de algum outro vestido. E no twitter mesmo eu comecei a perguntar quem lembrava também pra gente identificar juntos de quem era, de que coleção e, de repente, postar aqui (virou post de todo jeito!). A LÃvia do Glamour Paraguaio, que no twitter é @livia_facirolli, cantou a pedra (clica pra ler o comentário ma-ra-vi-lho-so dela!) e o colega @cafnunes pré-confirmou que o vestido podia até ser famoso, mas que tinha sido feito por uma figurinista da Globo. (mais…)
agenda colaborativa de costureiras no BR
A gente pensou em fazer um novo post colaborativo, nos moldes do nosso diretório de blogs de moda e do diretório de personal stylists. Dessa vez a gente podia deixar os contatos das nossas costureiras do coração, valendo pro Brasil todo – as nossas já tão nos primeiros comentários, vê lá. Quem topa colaborar?!??

Funciona assim: no comentário a gente deixa o nome da costureira/do atelier de costura, o bairro e a cidade onde fica, o telefone e (vai que tem!) o email de cada uma. Tomara que dê certo, tamos torcendo! ;-)
Mais de costureiras aqui no blog!
As donas da personalização
Costureira em casa todo mês!











