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O melhor sapateiro de São Paulo
A gente fala bastante aqui no blog sobre peças investimento – aquelas que serão usadas por muitas temporadas -, mas é claro que nada fica tanto tempo sendo usado, perambulando de um lado para o outro, sem precisar de conservação. Para manter uma peça querida por muitos anos é preciso saber a quem recorrer na hora de fazer pequenas reformas.

A Oficina já fez uma agenda colaborativa de costureiras – essas divas da customização e da reforma. Agora, chegou a vez dos sapateiros! Para incentivar todo mundo a compartilhar o contato do seu sapateiro de ouro, nós resolvemos entrevistar o nosso!
Apresentando: nosso sapateiro
Para isso, fomos até a Sapataria Barone, na Rua Tutóia, falar com um senhor que há 50 anos ajuda as pessoas a passarem o maior tempo possível com suas peças do coração. Esse senhor – que se chama Barone, claro! – começou sua carreira muito cedo, ajudando o pai em um curtume artesanal na Calábria, região que fica no sul da Itália.
Acompanhou as tags? Curtume, Itália, 50 anos? Só com elas já dá para concluir que o Seu Barone entende tudo de sapato. Ele entende como o couro se comporta, até que ponto ele laceia e quando vale a pena reformar uma peça.
Com toda essa experiência, ele consegue reduzir ou aumentar um sapato em até três números. Para isso, não se usa mágica, e sim artesanato. Seu Barone desmonta os calçados, descostura a sola, aplica um produto químico no couro e depois faz toda a remontagem manualmente. Não é possível aumentar nem diminuir mais do que isso sem que o couro rache ou se retraia demais. O serviço custa R$ 150 por par.
Segundo Seu Barone, quando o couro é de boa qualidade e existe amor, não há defeito que não possa ser consertado. Ele vê o couro como uma matéria viva que pode sofrer e depois se recuperar. Lá na sapataria chegam bolsas e malas detonadas por chuva, por mofo e até por hidrocor de criança. A reabilitação dessas pobres Pradas, Hermès e Louis Vuittons é feita com resina (italiana, claro) e custa R$ 200.
Ele também recupera casacos de peles de clientes que herdaram essas peças de suas avós. Chegam por lá casacos de até setenta anos que são completamente reformados, com direito a freezer para congelar o pêlo antes do tratamento, troca de forro e limpeza. O preço da reforma é quase uma vingança dos animais: R$ 2.500.
Quando pedimos dicas de conservação de sapatos, Seu Barone é taxativo: sabe aqueles limpadores de couro vendidos nos mercados e nas lojas de sapato? Ignore-os! Cada tipo de couro exige um produto específico. O ideal é levar até a sapataria e perguntar o que usar em cada sapato. Segundo ele, não existe um limpador de couro universal porque não existe um couro universal. Couro é como pele. “Algum dermatologista diria para todas as pessoas do mundo usarem o mesmo creme?”, provoca o sapateiro.
O que dá para consertar no sapateiro?
Com ajuda do Seu Barone, fizemos uma lista de problemas resolvíveis em sapatarias de boa qualidade:
* Salto danificado;
* Bota com cano folgado ou apertado;
* Mofo, fungos e umidade em sapatos e bolsas de couro ou casacos de pele;
* Sapato folgado ou apertado;
* Couro velho, sem brilho e com desgastes de uso;
* Mala sofrida de tanto passar pela esteira do aeroporto;
* Qualquer dano motivado pela idade da peça.
Já esses outros problemas não conseguem ter uma solução que fique 100% legal:
* Peças que receberam produtos químicos errados em casa, na sapataria ou na tinturaria;
* Peças que sofreram mau uso por muito tempo;
* Couro de má qualidade.
Orgulho do avô
A única coisa que orgulha Seu Barone mais do que a sapataria é o neto de 14 anos, que joga no time de base do Milan. Sem brincadeira, ele passou quarenta minutos babando o neto depois da nossa entrevista! Então, quem estiver pensando em virar maria-chuteira nos próximos anos, pode anotar na agenda que em breve o Milan vai nos apresentar a chuteira mais bem polida que a comunidade ítalo-brasileira já viu. O sobrenome você já sabe: Barone!
Sapataria Barone
Rua Tutóia, 159
Paraíso. São Paulo – SP
Telefone: 3051-7272
Agora é a sua vez de compartilhar o contato do sapateiro!
Gostaram das dicas do Seu Barone? Pois agora a gente quer ver todo mundo compartilhando o contato do seu sapateiro de ouro em qualquer lugar do país aqui nos comentários!
COURO COM SEDA
Não vai ter pra onde fugir no inverno que vem: a gente vai ver peças em seda e em couro, usadas juntas, em todo lugar e de todo jeito. O que podia ser um tormento (todo mundo comprando as mesmas coisas) pode ser um desafio e uma diversão – devidamente recompensada com auto-estima lá em cima e elogios mil: encontrar jeito único de usar!

Sabendo que materiais estruturados/duros tendem a fazer parecer maior e que materiais molengas e leves/fluidos tendem a fazer parecer menor, a gente pode escolher com consciência que partes do corpo quer cobrir com seda e com couro. Tem pra todo mundo: jaquetinhas, saias e shorts de couro; camisas, bermudas, calças e vestidos em seda (isso só pra dizer do que a gente viu até agora nas passarelas dessa edição de SPFW). Vale também burlar o esquema “emagrecedor-aumentador” dos pesos que os materiais tem e coordenar cores e brilhos pra conseguir o look mais harmonioso que se pode ter: brilho e cor tendem a aumentar, opacidade e tons neutros tendem a diminuir. Mais legal que tudo é se orgulhar, em frente ao espelho, de criar versão própria e autêntica pro que todo mundo já já vai usar ou querer usar!
COURO E CAMURÇA EM HI-LO
Das coisas que a gente viu mil vezes e de muitos jeitos diferentes nos últimos desfiles de Fashion Rio e SPFW (e que não necessariamente são novos – a gente pode até ter no armário! – mas que são legais de usar agora!): tecidos/materiais com aparência de camurça e (menos) de couro… em coleções de verão. Preconceito zero com o material, uhúúú!
Em peças pequenas, tipo short sainha colete blusa ou jaquetinha curta, esses materiais mais espessos e estruturados são ótima base pra coordenar com tecidos leves e fluidos. Pensa: na onda de hi-lo, de mesclar opostos e de acrescentar personalidade ao visual com coordenações “fora do padrão”, essas misturas de leve-e-pesado podem sempre render criatividade. Vale com algodão leve, com seda, com jeans molinho, com moletom fino. A estória não precisa ser só entre roupa e roupa, vale também entre roupa e acessórios, viu?
Mais: a camurça e o couro mais feminino, né? Se o couro é lustroso, a camurça tem esse toque meio aveludado, que convida a passar a mão (proximidade feelings). Se o couro é super duro (mesmo quando é molinho ele ainda tem aparência de duro!), a camurça cai molenga, com folguinhas de material leve. Mais fácil ainda de se aproximar de outros tecidos femininos, mesmo com contrastes. ;-)
JAQUETINHAS DIFERENTES
Não é linda essa jaqueta perfecto em veludo? A gente parou pra pensar que nessa onda de todo mundo motoqueiro com as jaquetinhas de couro, esse é um super jeito de se diferenciar: usando jaquetinhas na modelagem da hora feitas em outros materiais. Essa é de veludo do mais chique, mas valia também de cetim, de jeans, de algodão colorido, de moletom (que sonho!). Jeito ótimo de tirar ou acrescentar formalidade – no veludo a jaqueta substitui um paletozinho, no jeans ou no moletom combinam até com havaianas nos pés. E assim vão desde a balada mais arrumadinha até o programinha diurno do fim de semana! Quem souber onde tem na vida real avisa aqui, vai todo mundo querer!

Quer saber mais de balada? Clica pra conhecer o Prestonight. Quer entender essa parceria, Oficina + Balada? Clica pra ler o post em que a gente explica tudo!
ADORO DO DIA, VIA TWITTER
Foi no twitter dos fofitos Underaged Heartbreakers que eu acabei de ver os bastidores das fotos que a Jenny de Gossip Girl fez pra próxima Teen Vogue (vamos folhear?!??). No meio da coisa toda a “Little J” – que na vida real se chama Taylor Momsen – usa um look simples mas muito eficiente. E que com as modelagens atuais de cada peça ficou tipo ‘clássico-contemporâneo’, tipo de volta pro futuro (haha).

Não tem nada demais: é uma calça cáqui, uma camiseta branca e um coletinho preto. Mas couro, barras dobradas, quilos de bijus e sandália pesada fazem TODA a diferença, né? Aqui embaixo tem o vídeo (mais…)











