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TODO MUNDO IGUAL (DE NOVO!)
Olha, tamos vendo a estória da bota por fora do jeans acontecer de novo, e já já – se não já agora! Todo mundo em festinhas e eventos usando microvestido ou mini-saia com botinhas na altura dos tornozelos, e todo mundo igual. Daà algumas leitoras podem dizer que não tão no eixão RJ-SP e que nas suas cidades essa onda ainda tá no comecinho – mas gente, em quantas fotos de celebridades a gente vê esse combo se repetir? Em to-das! Tá em toda a internet, em todos os tapetes vermelhos (mais informais), em todas as aparições da Miley Cyrus, em todo lugar! E olha, tanto uma coisa quanto outra rende looks bons, é só questão de fugir do banal e tentar coordenar tudo de jeito novo/pessoal. Né?

Vale experimentar as botinhas com calças, com bermudas, com shorts e com macaquinho e mais. Vale também usar mini-saias e vestidos curtinhos com meias-calças, com sandálias pesadonas, com peep-toes,até com teninhos nos fins de semana. Mini-saia com ankle boot não tá errado, não tá “fora de moda” (muito pelo contrário), mas tá meio na boca do povo, né? E mais legal é ter cara de si mesma, e não de todo mundo. Fórmula boa é pra exercitar variáveis, e não pra virar prisão. A gente acha!
DIFERENTE A CADA USO
Guarda-roupa de gente criativa rende mais looks – com muuuuito mais interessância – do que guarda-roupa de gente que compra demais. Fazer o que a gente tem parecer diferente a cada uso é um super desafio, mas também uma recompensa deliciosa de se ter em frente ao espelho. Por isso, obrigada querida internet: por abastecer a gente com idéias fáceis fáceis de experimentar em casa!

Olha que sabidinha: a moça fez um suéter larguinho virar um bolero – ou um cardigan meio fechado meio aberto. A sacada foi franzir a frente e prender com um micro-cintinho, que pode ser uma pulseira, um alfinetão, um colar em várias voltas e mais. A peça antiga, retinha e solta, ganha forma nova e rende proprções originais na coordenação com as outras peças do look. Fofura.

A saia rodada, na altura do joelho, deixa de ser cinquentinha pra ser atualÃssima: com nozinhos laterais, na própria barra da peça, o caimento se transforma em balonê e o volume novo rende outro look, outra cara, outro clima. Não é esperto?
A CRIATIVIDADE DE KAREN WALKER
Karen Walker tinha 18 anos quando abriu a marca que leva seu nome, em 1988, vendendo só dois tipos de camiseta. Ela é da Nova Zelândia, paÃs em que ainda mora com seu marido, sua filha, um cachorro e dois gatos – mesmo com uma fama internacional obtida no mundo da moda: sua “importância fashion” tá comprovada em livros de moda super importantes publicados há pouco. Ela tá no livro ‘Sample’, da editora Phaidon, que nomeou os 100 designers mais relevantes surgidos nos últimos seis anos. E também aparece na lista do ‘Fashion Now 2′, da editora Taschen, publicação que nomeia os 160 estilistas mais importantes da atualidade selecionados pela revista inglesa i-D. Tá bom pra você?
Apesar de agradar clientes/celebridades tipo Björk, Sienna Miller, Jennifer Lopez, Claire Danes, Cate Blanchett e Liv Tyler, Karem Walker construiu, em suas coleções apresentadas na semana de moda de Nova York, uma imagem “anti-it girl”. Sua moda é casual e utilitária e tem um forte sotaque streetwear, mas com pronúncia toda feita na alfaiataria. E é exatamente essa carga de “popismo”, despretensão e criatividade que tem feito sucesso na mÃdia e chamado a atenção dos fashionistas para suas campanhas - especialmente a de sua linha de eyewear.
Pra vender seus óculos a estilista sempre apresenta os mesmos retratos naturalistas de fotos 3X4, misturando-os com algo inusitado ou surreal. Para 2009, ela mostrou todos os modelos com dentes de vampiro! Em 2008, todos apareciam de barba e bigode postiços ou peruca. No catálogo de 2007, a fotos eram entremeadas com closes de rosas e flores e no de 2006, o ambiente era o de uma bancada para discursos polÃticos. Super inspiradoras, simples e bem sacadas, essas campanhas mostram pra gente que uma boa idéia não precisa necessariamente de grandes orçamentos. Né?
(Com colaboração do querido Vitor Ângelo!)
MONSTRINHOS DE JÓIAS ANTIGAS (E CACARECOS!)
A marca A Figurinista é a responsável pelos monstrinhos daqui das fotos. A designer/figurinista Teka é quem garimpa jóias antigas e transforma peças e formas nessas criaturas divertidas e muito muito chiques – pela originalidade e pelo refinamento. A idéia é tão criativa, mas tão criativa, que pode render umas incursões pelo universo do “faça você mesmo” – não é legal pensar que botões antigos, aviamentos, bijouterias e mais podem ser transformados em broches e pingentes pra fazer a gente sorrir?
SOBRE A CRIATIVIDADE
É ela que faz a vida ficar mais interessante, faz a gente se mover adiante, faz a gente querer ser melhor no que faz, né!?! E todo mundo tem a “semente” da criatividade, à s vezes a gente só esquece que ela está lá, liga o piloto automático e sai por aà fazendo tudo igual a todo mundo, todos os dias.
Tem gente que tem mais facilidade de exercitar a criatividade ou porque tem essa caracterÃstica mais forte na sua personalidade ou porque trabalha com algum atividade que demande ser criativo. Mas pro resto da humanidade que faz coisas que aparentemente não tem nada de original existe uma hora do dia que a gente pode exercitar todo o nosso potencial: a hora de se vestir!

Olha como tem gente se divertindo e sendo criativa por aÃ: a Cris Martins produz e fotografa looks montados na melhor amiga e divulga (e divide) tudo isso no flickr! (dica da Mazinha via comentário!!!!!!!!)
Dizem que o exercÃcio da criatividade desenvolve a nossa cabecinha, faz com que a gente se sinta mais feliz, desperta curiosidade, torna nossa vida mais gostosa de se viver. Especialistas recomendam atividades em que se explore esse “tal lado do cérebro” pelo menos uma vez ao dia. Mas hoje em dia quem tem pelo menos uma vez ao dia pra pintar, desenhar, fotografar, escrever…? (mais…)
MENOS CONJUNTINHOS, MAIS CRIATIVIDADE
Pra individualizar, pra deixar a moda com a nossa cara, a gente tem que variar as lojas onde faz compras, procurar referências pessoais pra interpretar nas roupas e – melhor de todos! – exercitar coordenações. Esse exercÃcio pode começar com todo mundo treinando outras além dos conjuntinhos. Começa assim: se tá tudo muito combinadinho, troca alguma coisa e experimenta o que na teoria não funcionaria – usa essas direções daqui e conta se não deu (mais!) certo. ;-)

CORES NA ROUPA
Perceber se a gente tá coordenando cores claras com outras claras e escuras com outras cores escuras é um super bom começo. Imagina que com essa direção a gente pode coordenar quase todas as cores (diferentes) do mundo, que com claro-e-escuro “conversando” o look já é monocromático, já deu certo. Vale também perceber coordenações de cor viva com cor viva e de cor opaca, mais apagadinha, com outra semelhante.
SAPATO E BOLSA
Sapato e bolsa também não precisam ser iguais – nem em materiais e nem em cores! Essa estória de combinar o que se usa nos pés e o que se carrega nas mãos é tão antiga que a gente nem lembra de quando é. A ordem é priorizar a harmonia entre roupa e sapato, e então complementar o equilÃbrio com bolsa coerente com o resto todo. Pra saber o que combina com o que com mais detalhes, revisita esse post aqui (clica!).
TECIDOS E SUPERFÃCIES
Quanto mais variedade de texturas/sensações num look, melhor. Daà já vale, então, coordenar bolsa de um couro e sapato de outro, por exemplo – também dá certo com roupas! A gente pode harmonizar tudo com elementos equivalentes ou pode contrapor elementos opostos que se “complementem”.

ACESSÓRIOS
Nem os menores detalhes precisam ser iguaizinhos! Brinco, anéis, colar(es), pulseira, relógio e broches podem ser super diferentes entre si. É bom ter alguma coisa em harmonia, tipo forma, finalidade (mais formal, mais informal), peso, tema, material… mas só. Não precisa nem ser tudo dourado ou tudo prateado.
No Fashion Gazette teve post tempos atrás falando da diferença entre combinar e coordenar: “combinar é mais fácil, não exige tanto trabalho, raciocÃnio; coordenar não é tão simples – é preciso autoconhecimento, personalidade e ter coragem pra tentar o diferente.” É esse o espÃrito! E esse post também podia se chamar “Pelo não-estreitamento do olhar”. Ou ainda “Pela expansão das nossas possibilidades ‘coordenatórias’”. Haha. ;-)
TEORIA DO SAPATO VERMELHO
Sabe quando a gente tá se sentindo super básica e vê numa vitrine um sapatinho vermelho desses incrÃveis? Sabe quando a gente pensa em ser mais ousada e aà compra na-ho-ra o sapatinho? Daà sabe quando a gente chega em casa e coordena um look todo pretinho, pra não ter erro, e arremata com o sapato vermelho (vale substituir o look todo preto por um com jeans e camiseta branca!)??? NÃO NÉ GENTE! Assim não! Assim o que aparece é só o sapato vermelho – e a ousadia, a criatividade, a vontade de ser original que motivou a compra e a coordenação ficam pra trás. Porque né, desde quando é super original coordenar cor com preto – ou com coisa basiquinha demais?

Beeem mais legal é usar nossos sapatinhos coloridos (e bolsas e lenços e paletós e o que mais tiver cor!) com algum outro elemento no look que também chame atenção. Tipo look bacanérrico com texturas diferentes, daà entra o sapato vermelho. Ou acessórios impactantes que super se destaquem – super legais se usados no mesmÃssimo look do sapato vermelho. Tipo coordenação de estampas diferentes, e junto o sapato vermelho. E sapato vermelho, aqui, vale pra qualquer item do armário que a gente “reserve” pra usar com um ‘look nada’, com medo de ficar demais – alô teste dos 10 pontos!!! Não é legal usar tudo básico e uma coisinha de nada colorida, gente. É legal coordenar pontos de cores no look, alguns e nunca um só. E um desses pontos pode sempre estar perto do rosto, pra garantir que a atenção seja chamada pro que realmente conta: a gente mesma. O “sapato colorido” tem que ser um ‘algo a mais’ e não o mais importante do look – mas importante é o conjunto, é a inteligência de coordenar!
PENSE MODA: AS LIÇÕES DE PAULO MARTINEZ
Como a gente já suspeitava no post pré-Pense Moda, Paulo Martinez fechou o evento com chave de ouro. Um dos top musos dessa Oficina – haha! – falou tanta coisa legal ontem que só cabe à gente dividir aqui trechos dos pensamentos e falas desse editor de moda – ele não gosta de stylist! Foram lições de moda, trabalho e vida, valiosas pra quem está ou quer estar envolvido com o “mundinho”. Tudo da experiência desse apaixonado pelo que faz, que deixa atrasar contas mas que não deixa de comprar livros.

Vê um pouquinho do que ele falou de bom:
Sobre fazer styling:
“A Regina Guerreiro me ensinou a nunca olhar a revista de moda do ultimo mês, ela me ensinou a olhar o livro de arte. E tentar sempre fazer uma interpretação autêntica daquilo.â€
“Vamos ter um pouquinho mais de cultura na hora de fazer um editorial! Hoje tudo parece raso demais!”
“Só se cria desejo quando se aprende a contar uma estória num editorial, senão a calça preta é só mais uma calça preta.”
Sobre a crÃtica de moda (tema do dia, né?!):
” A gente aprendeu a fazer revista, desfile, editorial… Mas a gente não aprendeu a fazer crÃtica de moda.”
Sobre quem está começando (ou não!)…
“Gente jovem precisa estudar, abaixar o facho e saber que tem um editor de moda que sabe mais que ele no set. É difÃcil.â€
“Os jovens tem uma empáfia muito grande e chegam achando que já sabem tudo. A gente tem que saber que a gente não sabe tudo.â€
Maior lição da noite:
“É melhor errar grandiosamente, do que acertar pequenininho.”
No caso do Paulo Martinez, que tem como trabalho criar as imagens mais incrÃveis que puder, é provocar o leitor com aquilo. Fazer ele se questionar sobre o que está vendo. Mas vale pra todo mundo né gente? Quem quer se destacar, quem quer fazer um trabalho bacana, tem que tentar. E é melhor errar porque tentou fazer algo muito bom, ou acertar naquele feijão-com-arroz que todo mundo faz. Tem mais “aspas” maravilhosas do Paulo Martinez no twitter do Pense Moda.
PENSE MODA: TRABALHO DE ARTE FEITO PRA MODA
A ultima palestra do segundo dia de PM foi com o marido da Maroussia, desse post aqui embaixo. Casal cheio de sacadas criativas esse, viu? Jean-Michel Bertin é meio um artista-faz-tudo. Ele é, a princÃpio, “décorateurâ€, tipo decorador, sabe? Mas ele começou a se envolver em trabalhos artÃsticos e mergulhou fundo no mundo da moda.
O trabalho dele se insere de um jeito interessante nessa discussão de arte-e-moda: Jean-Michel faz arte para a moda. Os clientes o contratam para fazer a “arte-cenográfica†de campanhas publicitárias. O trabalho dele é de “envolver†o produto que está sendo anunciado. Sabe? Pra não ficar uma coisa só roupa e modelo, ou só o acessório solto, ele ajuda a agregar valor artÃstico à propaganda. Ele usa plástico, tecido, madeira… E faz com que produto e modelo interajam com as instalacoes e engenhocas que cria – tudo com materiais “banaisâ€, é bem incrÃvel.

É bem bom ver que lá fora essas iniciativas fashion-artÃsticas estão dando muito certo. E que tem gente bacana com essa visão de transformar em beleza e arte coisas que estão à s vezes na nossa frente e a gente nem nota. Ele também faz cenografia/”set design” de vÃdeos – comerciais ou não. Na palestra ele passou esse clipe do Justice, é bem legal, vale o clique!
PENSE MODA: A ARTE DE RECRIAR
Hoje no Pense Moda teve “palestra” da Maroussia Rebeck, estilista e dona da marca Andrea Crews. Aliás, nas palavras da própria Maroussia, Andrea Crews é muito mais que uma marca é uma agência criativa, onde o principal interesse não é a roupa, mas a diversão, a energia, o movimento que a roupa pode proporcionar. Se vestir tem que ser um prazer (e a gente sempre disse isso, hein!?!)
Começa que a matéria prima de suas criações são roupas de segunda mão que ela estoca em ateliês de reciclagem pra poder, através de procedimentos super artesanais, transformar em outras peças únicas. Ou seja, ela transforma o que poderia ser lixo em roupas com valor! E com valor, mesmo! Ela confessou que suas peças são caras (porque são únicas e são feitas uma a uma sempre) e são vendidas em lojas tipo Colette ou Corso Como, tá!?! E ela não tem a menor intenção em produzir em grande escala.













