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DICONA PRA QUEM QUER TRABALHAR COM MODA
A gente aqui na Oficina é entusiasta de aconselhamento profissional por motivos do coração: as duas escolheram carreiras que não rolaram – uma fez Direito e a outra fez Engenharia, ces sabem. A gente procurou, procurou, conversou, tentou, experimentou… e quando a gente finalmente se encontrou com o mundo da moda ele era graaande! Levou um tempão (e muita terapia!) até a gente conhecer o campo da consultoria de imagem, até a gente estudar, conversar com gente que tava trabalhando na área, ter idéia de como a gente poderia desenhar nosso futuro profissional. Hoje a gente sabe que é referência nessa área que ainda não tem muitíssima gente com carreira já estabelecida, com rendimento satisfatório e com cartela animada de clientes. Precisa coragem pra apostar numa área nova, em crescimento/desenvolvimento, e quanto mais informação disponibilizada sobre o mercado e sobre o trabalho, melhor pra todo mundo – tanto pra quem já tá trabalhando quanto pra quem tem interesse em começar.
Se no começo da Oficina de Estilo, lá em 2003, existisse um aplicativo de Facebook como esse que o Senac tá lançando – o Senac Connect – nossa caminhada profissional teria sido adiantada nem que fosse um pouquinho, e teria sido mais divertida. A ferramenta quer ajudar geral a olhar com carinho pro que se tem dentro (de habilidades e vocações) e pro que existe em volta (de mercado e oportunidades) pra que todo mundo seja feliz com a profissão que escolher. Pra gente, que escolheu trabalhar como personal stylist numa época em que nem em sonho existia essa profusão de faculdades de moda, ver a nossa área incluída no rol de profissões de que a ferramenta trata é uma delícia. Junto com moda tem outras carreiras (que na nossa época eram “alternativas” como a moda, hihihi) tipo design, arquitetura, artes e mais. Funciona assim: a futura-profissional clica no link , responde umas perguntas, recebe umas indicações de áreas em que a afinidade poderia rolar e então vai pra uma área de discussão – lá dá perguntar, conversar e trocar informação com gente que já estuda (nessa área no Senac), com gente que já estudou lá e com professores. Serve pra conhecer mais de perto e também pra começar a fazer contatos. A parte de moda já tem quase 700 participantes!
Hoje a gente é super satisfeita profissionalmente e por isso a gente faz a nossa parte pra todo mundo se encontrar profissionalmente também: tudo que a gente puder dividir de info profissional bacana (na nossa área) vai sempre ser dividido aqui sem restrição. Além dessa ferramenta do Senac tem também a nossa série de entrevistas com profissionais de áreas variadas da moda, que olha vale o passeio – lembra das Lições de Profissão? . Trabalhar com moda não é fácil como parece nas novelas e nos filmes, mas é mais recompensador na vida real do que na ficção – a gente é garantia. ;-)
((A gente conheceu o Senac Connect por sugestão do próprio Senac – onde a gente se formou em Consultoria de Imagem em 2002! – e por isso esse publieditorial foi feito de coração.))
LIÇÕES DE PROFISSÃO COM DANI VALADÃO
Imagina trabalhar pra que a marca tenha identidade fácil de ser reconhecida, que tenha coerência com o produto, com quem compra e usa, e ainda esteja “na boca do povo” o tempo todo, sem ser esquecida? Essas são algumas tarefas de quem trabalha com marketing em empresas de moda. A Dani Valadão cuida do marketing da Gant e contou mais da profissão pra gente, olha só.

COMO COMEÇOU?
Comecei minha carreira na área de marketing em empresas de bens de consumo, mas depois acabei trabalhando em agência de promoção e eventos e pesquisa de Mercado. Mas o que eu sempre gostei mesmo foi de moda, por isso me candidatei ao programa de trainee da C&A. Fiquei dois anos na empresa, trabalhando diretamente no varejo e na parte de desenvolvimento de coleção, negociação com fornecedores, etc.
Em 2008 surgiu a oportunidade e o desafio de trabalhar com uma marca nova no Brasil, a Gant. A Gant é uma marca de lifestyle americana super bacana, que tem mais de 600 lojas pelo mundo, mas que a gente ainda não conhecia muito por aqui. Desde então sou responsável pela área comercial da empresa, cuidando das lojas, da equipe de vendas, do Visual Merchandising e da compra e planejamento das coleções. E também sou responsável pela área de marketing e relações públicas da marca aqui no Brasil.
O QUE ESTUDOU E O QUE CONSIDERA MAIS IMPORTANTE ESTUDAR?
Fiz faculdade de Propaganda e Marketing, na ESPM e hoje faço MBA em Varejo na FIA. Como sempre gostei de moda, fiz alguns cursos de especialização no Senac e na Santa Marcelina, para ganhar mais conhecimento nesta área. Acho que para trabalhar com Fashion Marketing é importante fazer uma faculdade bacana sim, pois dá bastante base para as atividades do dia-a-dia. As pessoas normalmente acham que trabalhar com marketing em moda é só organizar eventos e festas, mas é preciso saber criar uma estratégia para a marca, conhecer profundamente o seu cliente e saber fazer análise de retorno de todas as ações que são realizadas. Além do conhecimento é muito importante também estar atenta ao que está acontecendo no mercado, o que os concorrentes estão fazendo, ler muito, conversar com pessoas que já tenham mais experiência na área e fazer o máximo de contatos possíveis.
QUANTO TEMPO LEVOU PRA “DAR CERTO” (FINANCEIRAMENTE)?
Acho que só consegui começar a pagar mesmo todas as minhas contas sozinha uns 3 anos depois que me formei. No começo, quando era estagiária, eu vendia o almoço para pagar o jantar e não tinha um real na carteira. Mas o bacana é que trabalhando nesta área você acaba conhecendo um monte de gente legal e ganha ingressos para várias coisas!
O QUE MAIS AMA NO TRABALHO COM MODA?
O que eu mais amo no trabalho com moda é que cada dia estou fazendo uma coisa diferente e conhecendo pessoas muito diferentes. Um dia estou pesquisando quais são as próximas tendências, no outro estou planejando uma ação para os clientes, no outro estou fazendo compra de coleção, no outro estou em um evento. E em todas as atividades sempre conheço pessoas novas, super interessantes, que tem experiências diferentes das minhas e que sempre me ensinam alguma coisa!
O QUE MENOS CURTE NO TRABALHO COM MODA?
Com certeza são as pessoas que não produzem nada de bacana, mas querem aparecer a todo custo.
QUE APRENDIZADO PODE DIVIDIR, EM FORMA DE CONSELHO, PRA QUEM QUER SE AVENTURAR PELO MUNDO PROFISSIONAL DA MODA?
Acho que o mais importante de tudo é acertar as expectativas. Trabalhar com moda é mesmo muito legal e um trabalho super dinâmico. Mas é um trabalho que exige muita dedicação, muito conhecimento, aprendizado diário e humildade. Mas com certeza é o que eu mais amo fazer da vida e me divirto todos os dias!
Nossa série de entrevistas continua com as respostas e ensinamentos da Fernanda Yamamoto, estilista que desfila pela primeira vez no SPFW agora em junho e que tem uma loja incrível – cheia coisas de novos estilistas! – aqui em SP. Na quinta-feira!
LIÇÕES DE PROFISSÃO COM MARCELO GOMES
Lembram dessa série de posts chamada “Lições de Profissão”? Um ano atrás a gente perguntou pra amigos de áreas diferentes do mundo da moda sobre suas profissões, suas trajetórias, de como é o dia-a-dia e mais: a conversa rolou com uma editora de revista, uma jornalista/fazedora de evento, uma stylists, um editor de site e um super produtor de moda. Agora a gente resolveu “investigar” mais gente, mais possibilidades, e quem se interessar pode ter, por esses posts, uma visão geral – e realista! – de como as coisas no mundinho funcionam.
Quem retoma a série com a gente é o Marcelo Gomes. Ele é fotógrafo e conhece bem o trabalho com moda, já trabalhou com as revistas mais legais daqui do Brasil e de fora (tipo a Key, a FfwMag, a Nylon, a Dazed and Confused, a Vice e maaais) e seu segundo livro acabou de ser elogiado na Bazaar! A qualidade maior do Marcelo, no entanto, não é a experiência mas a sensibilidade – tem que conhecer o trabalho dele pra entender que essa é uma fotografia especial (mais aqui). E vê só como ele tem o pé no chão!

COMO VOCÊ COMEÇOU?
Comecei a brincar de fotografar em 2004, 2005. Trabalhava numa revista em Nova Iorque chamada Index, e fotografia era uma parte muito importante da revista e muito fotógrafos notáveis trabalhavam com a gente, entre eles: Wolfgang Tillmans, Juergen Teller, Mark Borthwick, Ryan Mcginley, Terry Richardson, Takashi Homma, e vários outros. A revista tinha uma diagramação muito simples, e um conceito também relativamente simples. Cada edição (a revista saía 5 vezes ao ano) consistia de 6 entrevistas longas (mais ou menos 6- 8 páginas) com personalidades das mais diversas. Na mesma edição você podia encontrar entrevistas (sempre em formato “pingue-pongue”) com o Morrissey,Helmut Newton, e Howard Zinn (um grande historiador americano) e por causa da simplicidade da diagramação a fotografia se sobressaía bastante, tanto pelo tamanho da revista quanto pela liberdade dada aos artistas que colaboravam. Fiz algumas fotos pra Index ainda sem saber direito o que fazia, e depois saí de lá pra ser assistente de fotografia. Fui assistente por dois anos, quando em dezembro de 2007 decidi que ia fotografar profissionalmente.
O QUE ESTUDOU E O QUE ACHA MAIS IMPORTANTE ESTUDAR?
Eu sou formado em Ciências Políticas pela University of Iowa. De certa forma acho bom não ter feito artes plásticas (até mesmo porque na época não passava pela minha cabeça fazer algo do tipo), gostei muito do meu curso. Achava que seria um diplomata. Acho muito difícil dar este tipo de conselho porque cada pessoa funciona de uma maneira. Sei que aos 17 anos de idade (que foi quando entrei na faculdade) eu não era adulto, nem estava preparado pra tomar decisões reais em relação ao que seria da minha vida. Era muito imaturo e no meu caso, acho que precisava daqueles 4 anos mais para amadurecer do que para escolher o que fazer profissionalmente. Mas acho que é importante se aprofundar em alguma coisa, pode ser Botânica, Direito, ou Letras, com tanto que você nestes 4 -5 anos aprenda a pensar, e desenvolva sua capacidade analítica.
QUANTO TEMPO LEVOU PRA ‘DAR CERTO’ (FINANCEIRAMENTE)?
Isto também é bastante relativo, tem meses que eu acho que dei super certo financeiramente (ha!) e tem outros que nem tanto. O que provavelmente significa que ainda não posso dizer que sou monetariamente solúvel, líquido, saudável. Mas tenho esperança que isto se isto se resolva em breve.
O QUE MAIS AMA NO TRABALHO COM MODA?
Eu gosto muito de roupas, cores, e formas mas não diria que gosto de “moda” como a maioria compreende o termo. Tendência, cor da estação, comprimento da temporada, todas estas coisas são extremamente maçantes, na minha opinião. Tenho muito gosto por fotografar peças de acabamento e caimento perfeito, tecidos que nunca de fato luxosos, assim como gosto de fotografar boas idéias de estilistas jovens. Sou muito interessado pela parte de engenharia de moda, que é encarregada de fazer peças extremamente bem acabadas em quantidades médias-grandes, acho o processo fascinante e acredito que as pessoas que conseguem viabilizar em séries numerosas peças extremamente complexas såo verdadeiros gênios (assim como os estilistas que criam estas peças-piloto). Esta parte técnica e de real artesanato é pouco valorizada no Brasil, o que é chato.
O QUE MENOS CURTE NO TRABALHO COM MODA?
Acho que respondi acima. Mas no sobre o que eu faço não tenho muito do que reclamar, existem trabalhos mais legais que outros, e é assim mesmo, é como quem vai pro escritório, ou é jornalista, ou farmacêutico, existem dias bons e dias ruins, pessoas interessantes e pessoas desagradáveis em qualquer profissão, e quem trabalha com moda (apesar da maioria achar o contrário) não faz algo mais perto dos céus que qualquer outra pessoa. Como quem vê as revistas de vez em quando esta parte da digestão, o mastigar da moda não me interessa e nem me agrada, e acho que há um certo charlatanismo em apontar tendências que ou já existem ou se unem a 128 outras “tendências”. Há uma certa demagogia no jornalismo de moda (no que toca a triagem pós semanas de moda) que sempre passa desapercebida das pessoas.
QUE APRENDIZADO PODE DIVIDIR, EM FORMA DE CONSELHO, COM QUEM QUER SE AVENTURAR PELO MUNDO PROFISSIONAL DA MODA?
Seja você mesmo, mas nem sempre diga o que você pensa, por mais sincero que seja. Seja educado, interessado, e tenha paciência. E se você realmente quer ser bom no que você faz (seja você um stylist, fotógrafo, estilista, maquiador, alfaiate…) não seja só o que você faz. Não se defina pela sua profissão. As pessoas acham que trabalhar com moda é algum tipo de chamado divino (e não é). Se você se encontra na festa de natal da família da sua namorada e o primo fazendeiro dela só fala de bois e vacas você se acha no direito de achar um porre, mas por que é aceitável que o seu único assunto seja sempre moda (ou a vida das outras pessoas que trabalham com moda)?
Na quinta-feira tem mais Lições de Profissão com Dani Valadão, que comanda o departamento de marketing da Gant aqui no Brasil. Uhú!
ENTREVISTA DE EMPREGO NO MUNDO DA MODA
Uma leitora pediu um post com direção do que usar numa entrevista de emprego – mas não uma entrevista pra qualquer emprego… um emprego no mundinho da moda! A gente achou bem pertinente e, junto com as considerações da Oficina, resolveu buscar também a opinião de gente muito legal – gente que contrata (ou já contratou!) quase todo mundo que trabalha nesse universo-fashion. Tão aqui embaixo os conselhos e direções de Paulo Martinez, Manu Carvalho, Gloria Kalil, Adriana Yoshida e Erika Palomino (que fecha o videozito com um conselho que vale pra vida toda e não só pra entrevista de emprego!).
PRÉ-PESQUISA
Vale “estudar” o lugar em que se quer trabalhar e identificar suas características mais marcantes. Por exemplo, os perfis do FFW e do Lilian Pacce são bem diferentes – legal então é perceber o que cada ‘empregador’ pode ter de clássico, de moderno, de jovem, de elegante e mais – e então incorporar valores da empresa no próprio (mais…)
LINKS CHEIOS DE INTELIGÊNCIA
• Sobre a ascensão dos blogs de moda à midia tradicional: post no óóótimo The Clash falando da Tavi do Style Rookie na capa da revista Love, da Susie Bubble nossa musa-amiga (rá! lembra?) e da Rumi do Fashion Toast que virou musa do mural de referências da maison Ungaro. Demais, né?

• Sobre o documentário The September Issue, que mostra a Vogue América sendo feita: a Thereza do Fashionismo viu e contou o que achou, a Gisela Gueiros no Minas de Ouro também comentou. As duas chamaram super atenção pra Grace Coddington, parte mais criativa da equipe da revista – pra gente ficar de olho!
• Sobre moda como negócio: a Camila Yahn tá fazendo série de posts traduzidos pra todo mundo pensar junto sobre como estruturar um negócio de moda – desde o planejamento até a motivação e tals. O primeiro já tá no ar, o segundo tá pra sair. Super pra acompanhar.
• Sobre a Alexa Chung: tem esse blog da MTV americana que faz uns posts tipo ‘Hoje vou assim’ com os looks da apresentadora, até com as marcas do que ela usa e sugestões parecidinhas. Uma delícia de “estudo fashion de observação”.
• Pra terminar com uma risada: a Katylene (agora a gente só fala “Keit-leine”!) chamou a atenção da celebridade usando paletó do namorado quando percebeu a diferença que a proporção certinha faz – é pra ser boyfriend blazer e não didi mocó’s blazer! ;-)
LIÇÕES DE PROFISSÃO COM FABIO ISHIMOTO
A foto que ilustra esse post é a do dia em que eu, a Cris e o Fabio Ishimoto trabalhamos juntos pela primeira vez, em 2002. A gente tinha se conhecido duas semanas antes e depois disso nunca mais se desgrudou. Eu e a Cris viramos Oficina de Estilo e o Fabio virou o produtor de moda mais bem sucedido que a gente conheceu desde sempre – agora ele também faz styling e edita editoriais sozinho, depois de anos quase exclusivos de Vogue. Ele virou unanimidade em assessorias, com fotógrafos, modelos e com todos os profissionais com quem lida: todo mundo admira a educação, a seriedade, o trabalho duro e a elegância do Fabio. Então, se a gente aprende um tanto com ele, todo mundo daqui do blog pode aprender também, né? Olha só.

COMO COMEÇOU?
Tinha interesse e quase nenhum conhecimento na área de moda em geral e fui pesquisar algum curso bacana. Acabei conhecendo e estudando com a Ilana Berenholc. Não poderia ter começado melhor, pois foi uma das primeiras pessoas a me orientar e aconselhar. Depois estagiei um tempinho com a Manu Carvalho, com quem também aprendi muito e finalmente fui fazer um curso com o Giovanni Frasson, meu maior e eterno mestre, que me chamou pra trabalhar com ele na Vogue, onde fiquei por uns 6 anos.
O QUE ESTUDOU E O QUE CHA MAIS IMPORTANTE ESTUDAR?
Minha formação é em Comunicação, Relações Públicas. Como não estudei moda, sentia falta de embasamento teórico e fui buscar em muitos cursos livres que acabei fazendo. Fiz desde curso de produção de moda, prático, didático, até laboratórios de criatividade, curso de modelagem, de desenho, etc. Todos eles me ajudaram, de uma forma ou de outra.
QUANTO TEMPO LEVOU PRA “DAR CERTO” (FINANCEIRAMENTE)?
Ixi, tópico difícil…durante muito tempo meio que paguei pra trabalhar, sabe como? Mas não me arrependo, considero que foi um investimento que fiz e que estou começando a colher os resultados aos poucos. Mas demorou, viu?
O QUE MAIS AMA NO TRABALHO COM MODA?
A possibilidade de trabalhar com o que sempre sonhei, com as pessoas que sempre admirei. É o que me faz feliz.
O QUE MENOS CURTE NO TRABALHO COM MODA?
A informalidade da profissão do produtor de moda/stylist. Hoje em dia muita gente se auto denomina dessa forma, e às vezes prejudica a imagem do profissional sério, com conhecimento e experiência.
QUE APRENDIZADO PODE DIVIDIR, EM FORMA DE CONSELHO, COM QUEM QUER SE AVENTURAR PELO MUNDO PROFISSIONAL DA MODA?
Na minha área, acho super importante buscar ser assistente de alguém bacana que possa ensinar. E estar disposto à aprender, mesmo que isso signifique carregar muita sacola, crepar centenas de solas de sapatos, passar roupas, etc. Ser perseverante e não desistir, caso confirme que realmente é o que quer fazer. E posso terminar com uma frase pronta que eu adoro? “A confiança em si mesmo é o primeiro passo do sucesso” Não é ótima?
E assim a primeira parte da nossa série termina, gente. A gente mandou essa entrevista pra mais gente – tem fotógrafo, tem executiva de marketing de moda, tem estilista, tem fazedor de sites… Deixa eles responderem e a gente faz um segundo round de respostas assim, seguidinhas. ;-)
LIÇÕES DE PROFISSÃO COM JORGE WAKABARA
A gente conheceu o Jorge quando ele tinha saído do Chic pra trabalhar no portal da editora Abril. Ele era repórter e a gente acompanhou de pertinho uma cobertura que ele fez – sozinho! – pra esse portalzão, com a maior disciplina calma pé no chão lucidez do mundo. Logo depois a gente viu o Jorge conquistar, cheio de mérito, a posição de editor do site da Lilian Pacce – que né, é hoje a melhor fonte de informação em moda no BR. O que a gente sente por ele chama admiração (e um amorzinho infinito também) e olha bem que ele dá, nessa entrevistinha, o conselho mais verdadeiro e direto que se pode dar pra todo mundo que quer trabalhar no ‘mundinho’. De verdade!

COMO COMEÇOU?
Eu nunca achei que ia trabalhar com moda. A Alexandra Farah me chamou pra trabalhar na produção e pesquisa do projeto dela, o Filme Fashion, pra primeira mostra que ela estava organizando – e tudo isso porque eu gostava de cinema, e não de moda! Aí eu tive que estudar moda pra fazer a pesquisa e peguei gosto. Depois de um tempo virei estagiário do Chic, que na época também era editado pela Alê.
O QUE ESTUDOU E O QUE ACHA MAIS IMPORTANTE ESTUDAR?
Estudei jornalismo e considero importante estudar jornalismo. Óbvio que todo conhecimento de moda também é válido, mas pra ser um bom repórter de moda você precisa, antes, ser um bom repórter de qualquer coisa. A técnica é a mesma. Perguntar, pesquisar – um bom repórter vai saber fazer um texto bom de qualquer coisa se tiver tempo e boas fontes.
QUANTO TEMPO LEVOU PRA ‘DAR CERTO’ (FINANCEIRAMENTE)?
Bastante. O meio de moda é muito glamuroso mas paga pouco. É difícil, exige investimento no começo e nem por isso vai ter dar muitíssimo retorno depois. Não é uma profissão pra quem pretende ganhar muito, definitivamente.
O QUE MAIS AMA NO TRABALHO COM MODA?
É divertido. O dia a dia é divertido. Tem muita gente interessante e muito assunto interessante. E eu gosto principalmente do trabalho com internet, que é rápido, é pá pum. Peguei gosto com a internet, seria difícil pra mim me adaptar em outro meio.
O QUE MENOS CURTE NO TRABALHO COM MODA?
Tem gente do mal, assim como em qualquer outra área. Mas acho que egos inflados e gente recalcada tem em excesso. Não vejo tanto disso entre, por exemplo, professores de faculdade. Pra se blindar, o importante é ter sensibilidade pra perceber quem é do bem e ficar mais perto deles, trocar mais com eles. E dá-lhe arruda, viu?
QUE APRENDIZADO PODE DIVIDIR, EM FORMA DE CONSELHO, COM QUEM QUER SE AVENTURAR PELO MUNDO PROFISSIONAL DA MODA?
Queira muito, vai ser dificílimo. Já avise a sua família que eles vão ter que ajudar, por um tempo, até você conseguir seguir com as próprias pernas financeiramente. E se você não quiser muitíssimo assim, pare já e mude de ideia, porque não vai valer a pena. Não basta gostar, tem que querer pra caramba. E seja pró-ativo, já vai pesquisando e fazendo o que for possível, cria um blog, tenha ideias novas. Tem um monte de gente querendo trabalhar com moda, mas tem pouca gente que realmente surpreenda e mostre coisas interessantes.
A última entrevistinha da nossa série foi feita com o melhor produtor de moda que a gente já conheceu na vida – e o mais elogiado por todo mundo, o mais querido, o mais profissional, o mais comprometido… com vocês, amanhã, Fabio Ishimoto!
LIÇÕES DE PROFISSÃO COM NATALIE VALILI
A Natalie trabalha na MKTMix, assessoria de imprensa das mais poderosas daqui de SP. Ela cuida das marcas de luxo da cartela de clientes da assessoria – e mesmo mergulhada nessa riqueza continua com os dois pezinhos no chão! Continuando a nossa série tem aqui as respostas da Natalie, com uma super verdade sobre rendimentos em qualquer área da moda: “a gente tá sempre em evolução” – é assim mesmo e vale pra tudo!

COMO COMEÇOU?
Comecei a trabalhar com assessoria de imprensa ainda na época da faculdade. No início, atendi alguns clientes com perfil corporativo. Conquistei uma nova oportunidade, passei a cuidar de cliente de Luxo/Moda e daí em diante não parei mais.
O QUE ESTUDOU E O QUE ACHA MAIS IMPORTANTE ESTUDAR?
Fiz faculdade de jornalismo e alguns cursos relacionados à Moda. Acho importante ler muito a respeito e estar aberto a tudo que é novo.
QUANTO TEMPO LEVOU PRA ‘DAR CERTO’ (FINANCEIRAMENTE)?
Estamos sempre em evolução. Mas é bom sempre buscar mais, né?
O QUE MENOS CURTE NO TRABALHO COM MODA?
Falta de elegância. O engraçado é que as pessoas mais incríveis são sempre impecáveis e educadas.
O QUE MAIS AMA NO TRABALHO COM MODA?
Adoro a idéia da Moda estar relacionada a tudo hoje. Muitos produtos se tornam objetos de desejo por uma infinidade de motivos. Poder contrubuir na construção de uma marca, ver ela repercurtir e dar certo é sempre muito emocionante.
QUE APRENDIZADO PODE DIVIDIR, EM FORMA DE CONSELHO, COM QUEM QUER SE AVENTURAR PELO MUNDO PROFISSIONAL DA MODA?
É um universo em expansão e hoje em dia cheio de possibilidades, mas tem que gostar e se dedicar muito.
A série de entrevistinhas tira férias no fim de semana e volta na segunda com as respostas de Jorge Wakabara, editor do site da Lilian Pacce. Com um monte de idéias pé no chão e sinceridade.
LIÇÕES DE PROFISSÃO COM CAMILA YAHN
A gente é muito muito fã da Camila Yahn desde sempre – o trabalho dela é referência aqui desde o comecinho do site da Erika Palomino. Hoje a Camila escreve pra Folha de SP (e pra revistas bafo) e é a idealizadora/fazedora do Pense Moda, evento mais legal de discussão do meio e do mercado que a gente tem aqui no BR. Precisa acreditar muito e ter muita vontade de contribuir pra investir tempo e esforço num projetão desse viu. E a Camila investe, e recebe o bem de volta (merece!). Olha quanta coisa legal ela divide na entrevistinha que segue – de anjos da guarda, de experiências, de aprender com tudo em volta, de conselhos sabidos e mais.
COMO COMEÇOU?
Eu já era “amiga de noite” de umas pessoas da moda e também assistia a alguns desfiles, ainda no phytoervas e morumbi fashion. Mas comecei mesmo a ter a moda como profissão com a Erika Palomino, que era uma amiga de noite. Eu trabalhava como booker de DJs top e um deles era o Felipe Venancio. Um dia o telefone tocou no escritório e era a Erika perguntando se eu queria trabalhar com ela.
Meu primeiro dia já foi na Folha, durante o fechamento da coluna que ela tinha na época. Na época eu já me interessava por moda e conhecia um monte de gente, mas na prática, não sabia de muita coisa também. Um dia ela pediu para eu ligar para a Tania Otranto. E eu fui correndo para a mãe dela e falei: “a Erika pediu para eu ligar para uma Tania sei lá o que anto…”. Eu não queria mostrar para Palomas que não sabia, então a mãe dela foi meu anjo da guarda no início. Tive sorte de começar com ela, que sempre foi muito paciente e deu o tempo que eu precisei para pegar tudo e aprender.
O QUE ESTUDOU E O QUE ACHA MAIS IMPORTANTE ESTUDAR?
Estudei Artes Cênicas. Sempre fui uma apaixonada pela carreira de atriz e, na época, mais jovem, era meio radical, contra a Globo e a favor do teatro independente! Ao todo, estudei 10 anos, contando com um ano e meio num curso inesquecível que fiz em Londres. Como no teatro a gente aprofunda e trabalha com questões mais humanas, com a compreensão de diversas emoções, isso me deu muita base para entender as pessoas, para saber que o respeito é fundamental em qualquer circunstância. O trabalho com o teatro, para mim, leva nossa arrogância, nossa prepotência embora, já que você é despido em todos os sentidos na frente das pessoas. O resto aprendi trabalhando.
Não sei se acho uma faculdade de moda fundamental hoje. É legal para ter uma base e um aprendizado mais técnico, mas o fundamental mesmo é ler, ver filmes (e eu não estou falando de blockbusters aqui…), ir a exposições, estudar sobre um autor, artista ou diretor que você gosta, estar atento a tudo e a todos e ser humilde a ponto de achar que as pessoas sempre podem te ensinar mais um pouco.
QUANTO TEMPO LEVOU PRA ‘DAR CERTO’ (FINANCEIRAMENTE)?
Quando eu trabalhava fixo, eu não ganhava muito, mas ganhava outras coisas, outros conhecimentos e regalias que também viram moeda. Por exemplo, nunca precisei pagar para ir a show, festival, mostra de cinema, festas, clubes, etc… Comecei a ganhar dinheiro mesmo quando fiquei independente e pude me envolver com diversos projetos de pessoas diferentes.
Quanto mais informação de vida e profissional você tiver, quanto mais qualificada for, melhor. E manter bons contatos também ajuda.
O QUE MAIS AMA NO TRABALHO COM MODA?
Estar sempre perto de pessoas criativas e fazer um trabalho diferente a cada dia.
O QUE MENOS CURTE NO TRABALHO COM MODA?
Conviver com quem acredita no hype.
QUE APRENDIZADO PODE DIVIDIR, EM FORMA DE CONSELHO, COM QUEM QUER SE AVENTURAR PELO MUNDO PROFISSIONAL DA MODA?
Pense moda. Não se intimide por quem for maior que você. Seja humilde para aprender sempre. Estude. Leia. Não tenha preguiça. Tente de novo.
Contnuando nossa série tem entrevista com a Natalie Valili, assossora de imprensa de marcas na MKTMix. E na sequência tem mais!!!
LIÇÕES DE PROFISSÃO COM LETÍCIA TONIAZZO
A segunda entrevista da nossa série de mesmas-perguntas pra profissionais-diferentes do mundo da moda é essa daqui, com a Letícia Toniazzo. Ela é stylist de primeira hoje aqui no BR, cuida da imagem da Ellus 2nd Floor e de campanhas e editoriais lindos. Trabalho reconhecido e respeitado, mais um monte de opiniões pé-no-chão pra dividir aqui – com um super bom humor, olha só!
COMO COMEÇOU?
Comecei trabalhando em Porto Alegre fazendo produções pequenas para um estúdio de fotografia de lá. De vez em quando o fotógrafo chamava alguns stylists de sp para fazer trabalhos e numa dessas ele chamou o Dani Ueda que, por causa da verba do trabalho, não pode levar assistente. O fotógrafo então perguntou se eu poderia fazer assistência pra ele. Depois do trabalho ele me convidou para vir para SP e ficar um tempo trabalhando com ele. Vim para ficar dois meses e nunca mais voltei! Acabei trabalhando com ele durante 2 anos e depois fiz assistência para o Paulo Martinez por mais 2 anos e meio, 3 anos.
O QUE ESTUDOU E O QUE ACHA MAIS IMPORTANTE ESTUDAR?
O que eu estudei?! Dá até vergonha de responder!!! Estudei mesmo arquitetura. Depois cursei um pouquinho de desenho industrial e aí decidi fazer algumas disciplinas de moda na universidade de Caxias do sul mesmo (sou de lá) mas não acabei.
Fiz vestibular com 15 anos, comecei arquitetuta na federal do RS com 15, fiz 16 logo em seguida. Sempre quis estudar moda, desde pequena. Minha mãe sempre conta que a primeira frase que aprendi a falar inteira foi “não combina”!!!!! Sempre dizia que faria faculdade de fotografia ou de moda, mas minha mãe não queria me deixar morar em SP sozinha tão cedo. E no fim das contas, cá estou eu!
Sei que não sou muito um exemplo, mas acho importante sim estudar moda, acho importante estudar artes, cinema, literatura, fotografia… Qualquer coisa que estimule a imaginação e que ajude na formação do gosto.
QUANTO TEMPO LEVOU PRA ‘DAR CERTO’ (FINANCEIRAMENTE)?
No começo era super difícil, volta e meia precisava pedir dinheiro para os meus pais. Moro em são paulo há 8 anos, 5 deles trabalhando como assistente. Isso quer dizer que sozinha mesmo trabalho há mais ou menos 3 anos.E acho que de dois anos pra cá que tudo começou a dar certo de verdade (financeiramente falando).
O QUE MAIS AMA NO TRABALHO COM MODA?
- A falta de rotina.
- Conhecer um monte de gente legal o tempo todo.
- Ter a oportunidade de colaborar com pessoas interessantes.
- Estar sempre aprendendo.
- Viajar para fotografar ou para fazer pesquisa.
- Ter a desculpa para passar um dia inteiro assistindo a filmes incríveis e não ficar com peso na consciência.
- Fazer desfiles, programar o desfile todo.
- A adrenalina logo antes do desfile.
- Ter a oportunidade de pensar em uma imagem desde o começo da coleção e participar do processo de criação junto com a equipe de estilo, como faço há 2 temporadas na 2nd floor.
- Trabalhar com cores, pensar em combinações improváveis.
- Pensar no personagem que vai para a passarela, que tipo de música ele/ela escutaria, que maquiagem e penteado usaria, se ele deveria ser mais desencanado ou mais cool. Gosto muito de ficar imaginando pequenos detalhes que formariam a personalidade daquele personagem (eu sei que é meio viagem, mas eu gosto)! Às vezes faço umas associações bestas, mas na minha cabeça sempre existe um porquê! Por exemplo, no último desfile da 2nd floor tinham alguns looks jeans com jeans. Eles estavam lá por um motivo muito claro pra mim: por causa do Roberto Carlos! Sim, eu sou fã, e, se pararmos para pensar um pouco, ele é o soldadinho de chumbo brasileiro!!!!
O QUE MENOS CURTE NO TRABALHO COM MODA?
- Ter que ser muito organizada com as finanças para não passar perrengue – os acordos são feitos na base da confiança, então já levei alguns calotes. Às vezes também demoram muito para pagar determinados trabalhos. hoje por exemplo estava cobrando (pela milésima vez) por um trabalho que fiz em maio e que ainda não pagaram. Acho chato ficar cobrando, mas não é todo mundo que é certinho e paga em dia!
- Quando em viagens o cliente acha que já está te fazendo um favor em te levar para um lugar legal e quer te colocar dividindo um quarto com o maquiador ou com o teu assitente. Poxa, ninguém entende que na verdade estão te tirando da tua casa, do conforto do teu lar, da tua cama fofinha! E que o mínimo que se pode fazer em uma situação dessas é te colocar tão confortável quanto se estivesses em casa. Inclusive para que isso reflita na tua disposição, no teu humor e consequentemente no teu trabalho. Claro que sei que existem situações que essas coisas são inevitáveis: já fui para lugares que tinham só uma pousada, poucos quartos e uma equipe grande. Mas quando tem infra estrutura não gosto muito não.
- Quando viajo muito para trabalhar: geralmente em viagem temos que acordar muito cedo pois as fotos na sua maioria são externas, então, às vezes, tem que acordar 4, 4h30 da manhã para estar tudo certo, a modelo maquiada, todo mundo na locação na hora que o sol nascer. Há umas quatro semanas viajei em uma segunda feira às 5 da manhã para a praia. Começamos a fotografar no mesmo dia. No dia seguinte acordamos às 5 horas para fotografar, fotografamos o dia inteiro, escolhemos as fotos, voltamos para São Paulo. Cheguei em casa 1 da manhã. Às 4 da manhã eu tinha que estar pronta porque uma van me pegaria para fazer outra viagem, desta vez para uma fazenda que ficava a 3 horas de SP, para fotografar outra campanha. Mais uma vez cheguei em casa quase meia noite e no dia seguinte eu tinha que ir para Guarulhos às 5h30 da manhã.
- Quando era assistente odiava carregar sacolas pra cima e pra baixo, apesar de nunca ter me importado de fazer isso.
- Odeio organizar devolução de produção depois de ter fotografado um editorial, bater romaneios, levar roupa na lavanderia, consertar sola de sapato.
- Odeio fechar os créditos de uma matéria, ficar cobrando de meia em meia hora as assessorias de imprensa que demoram para mandar os preços.
- Que mais será? Ah! Uma vez fui esquecida no meio da floresta da tijuca! Eu, o Vavá Ribeiro e o assistente dele! Ficamos das 6 da tarde até quase 10 da noite esperando o táxi que o cliente tinha ficado de mandar para buscar a gente. O problema é que não pega celular nem nada por lá! ah! A gente estava sem repelente também!!!! Não gosto quando querem economizar na van e esquecem a equipe!
QUE APRENDIZADO PODE DIVIDIR, EM FORMA DE CONSELHO, COM QUEM QUER SE AVENTURAR PELO MUNDO PROFISSIONAL DA MODA?
Acho muito, mas muito importante mesmo, ser assistente e se dedicar a este trabalho para poder aprender o máximo possível. Vejo várias pessoas que trabalham como assistentes dois ou três meses e logo em seguida se auto entitulam stylists. Ninguém precisa de um diploma para ser um stylist, basta se dizer stylist que a pessoa passa a ser um. Agora, saber fazer o trabalho direito, saber se posicionar perante o cliente ou como lidar com certas situações ninguém aprende sozinho. Fui assistente por aproximadamente 5 anos e o que aprendi com o Dani e com o Paulo não teria aprendido em nenhum outro lugar e muito menos sozinha. E há pouco tempo aprendi outro tanto quando a Marie Amelie Sauvé veio para o Brasil fazer alguns trabalhos, eu tive a oportunidade de trabalhar com ela (como assistente sim, por que não?!).
A gente também tá amando essas entrevistinhas viu, gente! Amanhã tem Camila Yahn, jornalista de moda e top fazedora de evento de moda aqui no BR – é dela o Pense Moda, sabe?













