Arquivos de Posts

Você procurou pela tag "equilibrar proporções"

ombros marcados, mas de mulherzinhas ;-)

Tendência boa é tendência fácil de aparecer na rua – e da gente fazer em casa, certo? Melhor ainda quando a tendência é a melhor amiga dos nossos corpitchos: é o caso dos ombros marcados (de verdade!) dessa temporada. Tá aparecendo em desfiles há tempos, nessa temporada ainda mais (as fotos daqui são todas desses últimos desfiles), Carine Roitfeld e Costanza Pascolato já tão usando na vida real (clica pra ver as duas!)… significa que a gente já pode usar também!

ombrinhosh1

A Cathy Horyn, power jornalista de moda do NY Times, acha que os ombros marcados têm a ver com a crise, porque remetem às modelagens que a mulherada usou na década de 40, tempo também de crise e de muito trabalho. Lembra que a gente contou nesse post (clica!) que a Lílian Pacce explicou a relação entre ombros marcados e força de trabalho (feminina)?!?? Faz super sentido, não?

ombrinhosh2

Tendo ou não a ver – até porque esses ombros também podem ser bem “oitentinha”! – ombro marcado é atual pra se usar e é sempre elegante. E toda vez que a gente chama atenção pra parte de cima da silhueta, a cintura afina (visualmente) e o quadril fica beeeem em segundo plano, o que pra maioria da mulherada aqui no BR é ótemo. Na vida real, a tendência tá fácil de usar porque não há necessidade de se encher de ombreiras ou estruturas mirabolantes pra alcançar o look – e nem é essa a idéia da idéia (rá!). Os ombros marcados de agora são sutis, delicados, têm formas moldadas quase sempre apenas nas costuras das peças e no caimento do próprio tecido. Vale franzidos, vale super golonas, vale transparências e mais: com o calor, vale deixar os ombros de fora pra re-fazer a tendência, com decotes assimétricos, tiras largas de frente0única, tomara que caia e super colares.

E pode rolar em casacos, em camisas de botão, em camisetas levinhas e nas alças de vestidos  salopetes. E dá pra usar com peças bem femininas, como calças que afunilam e saias retas (ou não!) e shortinhos e bermudas soltinhas, que se os ombros marcados dão sensação de força a gente ameniza com outros elementos pra continuar bem mulherziha, né?!?? Nessa direção também vale equilibrar a mensagem com materiais e cores: ombros marcados em tecidos leves e fluidos, com cores suaves e mais calrinhas, são super sofisticados! Quer fazer?!??

sobre (novos) comprimentos e proporções

Nessa temporada a gente viu novos comprimentos e proporções nas passarelas daqui do SPFW, e até comentou na ocasião do desfile da Osklen. Agora a gente tá vendo esses comprimentos se repetirem na semana de moda de NY e também na vida real, nas lojas em que a gente tem ido com clientas (fim de liquidação é tudo, Brasil). Acontece que os comprimentos de bermudas e saias subiram (às vezes bem pouquinho!) e as barras de blusas e camisetas desceram, pra compensar. É assim: quando a barra da parte de baixo sobe, a barra da parte de cima pode descer – e o contrário também vale, com barra da parte de baixo descendo e barra da parte de cima subindo. A gente usa as linhas da virilha e do ossinho do quadril como referência (mas não é regra, é direção só).

comprimentosh

E a gente parou pra pensar que essas proporções podem estar acontecendo assim por conta dos “novos sapatos” que a moda quer que a gente use. De temporadas pra cá os sapatos têm gáspea mais alta e quase sempre cobrem (mointo) o peito dos pés, tipo botinhas ou super assndalhados, não é mesmo? Pois quanto mais os pés são cobertos, mais curtas e grossas as pernas ficam – barras mais curtas deixam mais pele à mostra e ajuda a alongar. Não faz sentido?!?? E por conta dessas alturas diferentes a gente pode brincar com sobreposições e cores e texturas: vale coordenar jaquetas e cardigans em comprimentos diferentes pra criar mais pontos de atenção no look – clica pra lembrar desse post sobre porporções em que a gente mostrou um monte de referências! O mais importante de tudo é não deixar o look com dois blocos iguazinhos, em tamanhos equivalentes. Sempre uma parte do look (a de cima ou a de baixo) precisa aparecer mais, ocupar mais espaço na silhueta. E pronto!

A gente fez um videozito-tudo pro blog Combina com Você, pra mostrar na prática – e no provador! – como essas alturas “novas” funcionam. Clica pra ver que tá super explicadinho, de verdade. E a Cristi tá gravidíssima na tela, precisa ver. ;-)

Tags: , , , , , 18.02.2009 - 02:00 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 16 Comentários

e as leggings?

Parece que legging é um assunto polêmico, tem gente que ama, tem gente que odeia, mas quase ninguém é indiferente. Gostando ou não, a gente tem que admitir que elas apareceram bastante nos desfiles da última SPFW. Tanto que foram tema de bate-papo no último Encontrinho!!!

As leggings que a gente viu nas passarelas não eram modelos basiquinhos, não!!! Teve metalizada na Huis Clos, colorida e vazada no Ronaldo Fraga, de couro justésima (meio legging-meio bota) no Forum Tufi Duek, de paetê no Alexandre Herchcovitch, de tachinhas (!!!) na Amapô… Isso não quer dizer que a gente vai usar esse tipo de legging na vida real, mas mostra como nossos estilistas deram importância pra peça, chamaram atenção pra ela.

leggings1

Na vida real a gente acredita que tem dois jeitinhos de usar legging: como se ela substituisse a meia-calça opaca em dias mais frio e como calça, mesmo – o mais importante, nos dois casos, é que ela seja mais compridinha chegando pelo menos no tornozelo (e tem essas que cobrem o peito do pé que são mais lindas ainda). Como elas cobrem nossas perninhas, são perfeitas pra usar com os sapatos mais fechados que vão fazer nossos pés no inverno, principalmente se a cor da calça e do sapato forem em tons bem próximos. E tem que tomar um super cuidado pra sempre coordenar a legging com partes de cima que sejam mais longuinhas, não pode marcar bumbum (muito menos marcar a virilha), né!?!

Eu pretendo usar legging como se fosse meia-calça e sobrepor vestidos um pouco mais curtos, que não ficariam tão bons se eu usasse sozinhos. Também dá pra usar com saias ou shorts mais curtos!!! E vou experimentar também coordenar com sapatos que cubram a barra da legging (pode ser botinha ou sapato tipo mocassim), sem deixar nenhum pedacinho de perna aparecendo.

Já a Fê está doida pra usar como calça!!! Ela vai coordenar a legging com partes de cima mais longas, tipo camiseta longuinha, tunica ou maxi-cardigan. Ela também prefere modelos que tenham a comprimento que cubra o tornozelo, chegando bem pertinho do sapato. Vai ficar bem fofo com sapatos tipo oxford e até com teninhos.

leggings2

Brincar de proporções – top mais longo por baixo de uma jaquetinha mais curta, por exemplo – deixa a legging com uma cara bem atual, sabia!?! E quanto mais próximas forem as cores da calça e da parte de cima, mais longa (e fina) parece a silhueta. Durante o debate sobre a peça no Encontrinho, a (musa) Simone Esmanhotto falou que curte muito a legging metalizada, tipo da American Apparel (a gente acha bem mudérno e que acaba funcionando melhor na balada, mesmo)!!! E tem outras sugestões de como usar a peça aqui e aqui.

Gente, não tem jeito!!! Legging acaba engrossando a coxa, mesmo. Quanto mais opaca, mais gordinha a perna fica. Então, pra quem já é mais cheinha nessa região, o ideal é experimentar e se olhar no espelho munida de auto-crítica.  Se achar que rolou é só sair por aí sem medo de ser feliz!!!

ombros e braços na moda: força e poder!

Um dia, numa aula (tempos atrás), a Cris ouviu a Lílian Pacce contar uma estorinha. Diz que ela entrevistou Alber Elbaz, estilista à frente da maison Lanvin (em Paris), e que ela perguntou a ele porque ele tinha trabalhado tanto os ombros das peças da coleção dele (na época). Ele respondeu que na verdade não tinha trabalhado ombros, e sim braços: porque ombros marcados comunicam ‘poder’ e braços trabalhados (em mangas!) comunicam ‘força’. E completou explicando que, na década de 80, a moda super marcou/trabalhou os ombros femininos pra que as mulheres “se equiparassem” aos homens no mercado de trabalho, poderosas em igualdade. Faz super sentido, que ombros marcados (com ombreiras e tudo) moldam uma silhueta em formato de “triângulo invertido”, com parte de cima mais larga que a parte de baixo (do quadril) – e essa silhueta é considerada a ideal pros meninos (tecnicamente), sabia?!??

mangas-de-forca
essas mangas apareceram no desfile de armani privé, na alta-costura

E aí que, depois que as mulheres “já se equipararam” aos homens, faz super sentido a moda comunicar ‘força’, pra que todo mundo dê conta de tudo que assumiu junto com essa igualdade – FAZ SUPER SENTIDO, NÃO FAZ? A gente lembrou dessa estória vendo as fotos da alta-costura (que tá acontecendo agora, tem tudo no style.com!) – e tem mangas trabalhadas sim, mas também tem muito ombro… o que a gente acha?!?? O que todo mundo acha?!??

AJUDA PRA OFICINA: falando em Lílian Pacce, diz que a gente apareceu no GNT Fashion dessa semana, explicando o que é a calça cenoura e ainda contando como usar. A gente não viu ainda, mas tem reprise – alguém consegue gravar e disponibilizar a gente no YouTube, pra por no blog?!?? Hein, alguém ajuda?!??

jeito oficina de usar: botinhas e gáspea alta

Depois do SPFW a gente sempre fica um pouco pensativa, tentando entender algumas tendências, tentando aplicar umas e já experimentando outras. Muitas vezes caimentos ou peças que até então a gente enxergava de uma maneira passam a fazer parte do repertório das nossas clientes, das nossas leitoras e de nós mesmas. É o caso da botinha de cano curto e dos sápatos de gáspea alta que a gente viu em quase todos os desfiles.

Quem acompanha a gente aqui no blog já deve ter lido um milhão de vezes nossas explicações das vantagens maravilhosas do sápato com gáspea baixa: gáspea é a parte da frente e de cima do sapato (que cobre nossos dedinhos e peito do pé) e quanto mais baixa é a gáspea (mais peito do pé aparece) mais longa fica a nossa perna (visualmente). Ou seja gáspea alta e botinhas que terminam no tornozelo acabam encurtando – e consequentemente engrossando – as nossas pernocas e silhueta. Nada, nada bom, né, gente!?!

gaspeaaltaTeve gaspea alta na Maria Bonita, no Herchcovitch e na Huis Clos

Mas acontece é que depois que a gente vê repetidas vezes botinhas lindas e sapatos com gáspea alta em coordenações incríveis, a gente fica com a maior vontade de usar. Não tem regrinha que segure!!! É aí que entra a nossa palavra favorita no mundo: COMPENSAR. Tudo (ou quase tudo) tem como compensar, não é ótimo!?!

botinhasBotinhas liiiiiindas nos desfiles da Maria Garcia, do Reinaldo Lourenco, da Priscila Darolt, da Animale (sexy) e da Simone Nunes

Então pra compensar o “efeito encurtador” das botinhas ou da gáspea alta o segredo é criar coordenações monocromáticas – nossa segunda palavra favorita! – que a gente pode conseguir com meia-calça opaca ou legging (calma, a gente ainda vai falar só de legging, tá!?!) em cor bem próxima à cor do sapato. Ajuda também se o calçado tiver um saltinho, que salto de cara já alonga a silhueta ou se o sapato for de um tom proximo ao tom da nossa pele. E se a gáspea sobe, pra sobrar mais perna, o comprimento também sobe: shorts, saias, bermudas, vestidos, tudo fica um pouco mais curto. Sempre com bom senso, amigas!!!

Página 2 de 2 | 12