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BARRIGUINHA NÃO TÃO APARECIDA

Tipo da coisa que a gente ensina pra TODAS as clientes, sem exceção: transparência tem medida! E não é a medida do bom senso porque né, cada um tem o seu senso. Pensa assim: tem partes do corpo que a gente mostra, no dia-a-dia mesmo, sem pudor nenhum e corriqueiramente tipo colo, ombros, braços, costas, pernas. Se eles tão sempre à vista, tudo super bem aparecerem por baixo de tecidos translúcidos, pele velada apenas. Mas barriga a gente não mostra o tempo todo, em todo lugar, corriqueiramente. barriga aparece na praia – ou na balada, dependendo da idade de quem usa (né?). Então não tem porque barriga aparecer por baixo de transparência, né gente. Não mesmo (a gente acha).

E isso não é regra, não é obrigadção, mas tanta pele assim à mostra – em pedaços de corpo que nem sempre tão desfilando por ambiente de trabalho ou pela cidade – pode assustar. E transmitir uma mesangem equivocada de quem usa, e criar constrangimento (se não pra quem usa, pra quem vê). Pra isso existem os camisetes, essas camisetinhas bem finas, com alcinhas delicadas, tipo lingerie mesmo. Em várias cores até, pra barriguinhas desfilarem devidamente cobertas! A gente curte bem as da Zara, da Scala, da Leeloo, fica a dica.

Tags: , , , , 08.07.2010 - 00:29 | Postado por Fernanda Categorias: na vida real 16 Comentários

SOBRE PIRANHA EM ALÇA DE BOLSA

A gente não curte piranha de cabelo. Menos pelo acessório, mais pela maneira como ele é usado: a tendência de quem usa é levar consigo e, no meio do dia, sacar a piranha, enrolar o cabelo de qualquer jeito (na pressa porque né, o meio do dia tá sempre corrido), prender o pedacinho de plástico e deixar restos de madeixas caírem dos lados e atrás. Esse procedimento aí pode até ser feito com cuidado, mas quase sempre deixa aparência de desleixo e de cabelo desmilinguido. Pra gente (e pras nossas clientes!) cabelo preso – mesmo quando bagunçadinho de propósito – tem que ter preparo. Tem que ir pra frente do espelho, tem que usar um ou outro produtinho que controle fios, tem que ter atenção e carinho. ESPECIALMENTE SE O CABELO PRESO VAI AO TRABALHO COM A GENTE!

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E aí que a gente curte menos ainda a piranha pendurada na alça da bolsa. Não que o acessório vá estragar o couro ou deformar a alça (pode até ser, né, mas não). Um pedaço de plástico pendurado num lugarzinho que não foi pensado pra isso estraga visualmente a imagem da bolsa – e bolsa, pra meninas, é acessório dos mais importantes na hora de transmitir elegância, organização, controle. Quer ter um acessório pro caso de precisar e que ainda orna? Amarra um lenço na alça no lugar da piranha, que não tem como errar. Mas isso rende todo um outro post, né?

MAIS QUATRO SABOTADORES

Tempos atrás a gente fez post com quatro sabotadores de aparência, lembra? Desde o primeiro post a gente também lembrou que não é legal mostrar alça de sutiã feita de silicone, que roupa tem tamanho certo pra parecer bacana e mais. Não custa dar uma atualizada na listinha pra estar sempre com tudo “tomado conta” no look. Né?

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Não andar dignamente de salto alto
Quer usar salto treina em casa, gente. Ou escolhe um salto que seja confortável confortabilíssimo pro seu andar, pras suas pernocas, pra sua pisada, pra sua vida. Ou não usa salto. Pouca coisa é mais desagradável (ao olhar) que encontrar alguém super bonitona andando como um robô. Ou como uma patinha choca. Não “sustentar” o caminhar nas alturas faz desviar o olhar da interessância do look pra se prestar atenção a um andar defeituoso. Tem que pisar firme e com segurança – aliás, ideal de caminhada pra vida.

Usar peças justas justíssimas demais
Antes a gente mencionou lingerie que marca, mas aqui a estória é outra. Às vezes a lingerie é ótima, mas a roupa tá tão apertada que até os poros ficariam marcados. Se a forma do sutiã é visível, se os elásticos da lingerie dividem gominhos no corpo e eles aparecem através do que se usa, se o tecido gruda demais na pele e se acumula nas axilias, a roupa tá justa demais. Vale especialmente pra partes de baixo.

Roupa que precisa ser “ajeitada”
Mais de conforto: blusa curta que a pessoa puxa pra baixo o tempo todo, alcinhas que teimam em cair, manga que desdobra, botãozinho que abre sozinho, colchete que solta, cós de calça que não fica no lugar… nada disso contribui, né? Roupa tem que garantir conforto e tem que ser coadjuvante da vida que se vive dentro dela – não dá pra tomar conta o tempo todo do que se está vestindo! Ninguém erece arrumar o decote a cada levantada, a cada sentada, a cada movimento. Parece tique nervoso e fica feio.

Pés mal cuidados à mostra
Imagem não é só roupa e todo mundo sabe. Natural que, com o calor que faz o tempo todo aqui no BR, a gente queria mesmo usar pezinhos de fora tanto quanto possível. Então atenção, pra aparecer com dignidade os pés precisam estar cuidados. Não é legal (não mesmo) dar de cara com pele áspera, calcanhar rachado, sujo ou seco demais – pés de fora precisam de mais hidratação que qualquer outra parte do corpo à mostra, precisam ter unhas cuidadas, aparência de saudável. Formô?

Pra relembrar do primeiro post com sabotadores de aparência – que tem umas coisas peso-pesado, fáceis fáceis da gente ver todo dia, que não deviam ser assim tão comuns… clica aqui. Pra abastecer uma possível terceira lista dessa com outros sabotadores que também deviam ser “fichados”, tem o espaço dos comentários. Todo mundo trabalhando junto por desfiles de looks bacanas nas calçadas em volta da gente. ;-)

Tags: , , , 30.03.2010 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 41 Comentários

ME SENTI USANDO CROCS!

Sabe isso de que “em viagem a gente se sente mais confortável pra experimentar coisas loucas”? Tipo coisas que a gente não usaria em casa? Pois eu aproveitei o frio que senti na viagem à Portugal pra experimentar botas tipo Ugg. Sabe essas botas com frente super alargada, com cano bem fofucho e recheadas de pêlo (quentinho!) por dentro? Comprei uma (na única cor disponível com a minha numeração), usei e prestei bem atenção no que eu senti. Me senti culpada desde o início (haha!), como se eu tivesse usando crocs-versão-de-frio. E achei que podia dividir essa sensação com todo mundo daqui, pra gente pensar mais juntas!

ugg

O princípio é bem o mesmo das crocs: a proposta das Uggs é ser super confortável e quentinha (no caso, as crocs são fresquinhas né), mesmo que a forma do calçado deforme a silhueta humana – ninguém tem um pézão desses naturalmente! E a primeira coisa que eu percebi é que essa “nova forma” que a botona dá pro pé demanda toda uma nova noção de movimentos e de espaço. Eu andava de jeito diferente, com o pé pesado (e a bota é super leve!) e ficava agarrada dentro do táxi na hora de sair. Eu demorava pra subir as escadinhas dos ônibus como se eu fosse uma astronauta e ficava constrangida toda vez que via uma moça de bota de couro, normalzinha, tão confortável quanto eu tava – mas muito mais bonitinha. Mas mais que tudo, e com mais força: eu percebi que ninguém tava neeeem aí pras minhas botas, gigantes ou não.

Ninguém me olhou torto, ninguém virou os olhinhos e ninguém apontou ou fez comentário com a amiga nem nada – não sei vocês, mas quando eu vejo crocs ou patas-de-bode na rua eu faço bem isso daí, quase sem querer. Fiquei pensando que o universo inteiro (fora a gente, “povo da moda”) tem mais o que fazer do que se preocupar com o que qualquer um na rua tá usando. E me senti encorajada a tentar de novo. E usei a bota pelo menos umas três vezes durante a viagem. Procurei balancear o tamanho (ão) da bota com a proporção do resto todo que escolhi usar, resolvi coordenar cores pra harmonizar a atenção que a cor clara da minha Ugg chamava, pensei em como usar tudo isso a meu favor pra equilibrar minha silhueta (com a bota). E fui feliz assim, de verdade.

Mas né, nem faz esse frio todo aqui no BR e nem eu ia querer encarar a experiência “no meu meio”. As moças de Portugal me ensinaram lições valiosas de como se vestir quentinha/confortável no frio e são essas as lições que eu quero exercitar no próximo inverno (com direito a post e tudo!). A bota era confortável, era super quentinha mesmo, mas ficou lá na Europa, de presente pra quem fosse arrumar o quarto do hotel. Muito fácil demais, prefiro exercitar o difícil e crescer em possibilidades. Tipo como seria se eu experimentasse crocs no verão (haha). ;-)

Tags: , , , , 19.03.2010 - 18:14 | Postado por Fernanda Categorias: diário 46 Comentários

TRANSPARENTE NÃO É INVISÃVEL!

Alcinha de sutiã que foi pensada pra desaparecer é feita pra isso mesmo: pra-não-a-pa-re-cer. Então alça com a cor da pele não tem que ser vista por baixo de roupa nenhuma – porque né, se foi feita pra não aparecer não tem graça mostrar. A mesma lógica vale também (e muito!) pra alças de silicone: quem inventou fez pra ser invisível – e essa é a pior modalidade da “lingerie indevidamente aparecida”!!! Alcinha de sutiã aparecendo é pra ser ‘exibida’, gente. Pra ter graça, a lingerie aparecendo sob a roupa precisa ser diferente da tradicional: tem que ser bonitinha, mais fina e delicada, colorida, estampada, feita em tecidos diferentes, com rendinhas e aplicações. Pra render coordenações interessantes com a roupa, sabe como?

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Então fica combinado assim: sutiã cor-de-pele e sutiã que tem alças de silicone ficam restritos a morar por baixo de roupas que cubra tudo com folga, pra não aparecerem nem num descuido. Porque mostrar alcinha bege pode parecer desleixo e mostrar alcinha de silicone pode ficar bem vulgar. Que perigo, hein?!??

Tags: , , , , 28.12.2009 - 00:02 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 21 Comentários

AH NÃO! TODO MUNDO IGUAL!

Tem uns quatro invernos que a gente torce o nariz pro combo bota-por-fora-da-calça. Pra você ver como essa estória é antiga e se repete e se repete e se repete… sem o povo enjoar de sair igualzinho na rua. Não é errado usar bota de cano longo sobre o jeans (ou sobre qualquer calça) – e nem existe “errado” em moda, né? Também não tem efeito drástico na silhueta de quem usa: pode sim fazer bumbum e quadril parecerem maiores, mas a culpa não é só da bota e pode ser da calça também. Pra gente aqui na Oficina o que mais importa nessa questão é a aparência padronizada que as calçadas ganham assim que o primeiro vento frio sopra no inverno. Todo mundo sai de casa igual, todo mundo esquece das tantas outras maneiras legais de se cobrir e de se aquecer no inverno, todo mundo escolhe a-mes-ma-fór-mu-la! Não é surreal?

botasporfuora

A gente é contra a bota por fora da calça porque é mais a favor de todo mundo criar looks com personalidade, usando a criatividade. Tem mil jeitos legais de usar botas: com bermuda e meia-calça, com vestido, com shortinho e legging, com outras calças (caindo sobre as botas) e mais. (mais…)

Tags: , , , , , , , 14.07.2009 - 17:30 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 128 Comentários