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VESTINDO A CARAPUÇA!

Se você vestir o jaleco de um médico, sua habilidade de prestar atenção e ser cuidadoso automaticamente aumenta. Parece estranho, mas foi isso que os psicólogos da universidade de Northwestern, nos EUA, descobriram durante uma pesquisa sobre o efeito psicológico de determinadas roupas. Segundo eles, vestir uma peça com determinado significado tem efeitos psicológicos sobre as pessoas. No caso do jaleco do médico, o que acontece é que a pessoa que o veste tenta incorporar características que costumam ser associadas aos médicos, como a atenção e o cuidado, tornando-se elas mesmas atenciosas e cuidadosas.

A gente está careca de saber que aquilo que vestimos é avaliado pelos outros, que eles nos tratam diferente se estamos de vestido ou de calça, de preto ou de roxo, com óculos ou sem, mas a grande questão é que antes mesmo do outro reagir a gente começa a se comportar de maneira diferente de acordo com a roupa que vestimos. Uma vez, Kim Cattrall (atriz que interpreta Samantha em Sex and The City) deu uma entrevista dizendo que calçava os sapatos de salto da personagem mesmo quando o diretor avisava que só iria filmar da cintura para cima. Ela – que na vida real disse que só usava Nike! – precisava dos sapatos para incorporar a personagem. Aqui nos trópicos, o Chico Anísio costumava dizer algo parecido: ele contava que não conseguia imitar a voz de um personagem se estivesse vestido de outro. Não fluia.

Mesmo quem não é ator consegue usufruir dessa ideia de “vestir o personagem”. Muita gente que trabalha em casa já constatou que o ritmo não flui como deveria se a gente permanece de pijama, por exemplo. Percebe o quão legal isso é? Significa que, ao escolher o que vestimos, podemos escolher quais comportamentos queremos reforçar em nós mesmas. O que você quer ser hoje? Atenciosa, cuidadosa, produtiva, sexy, engraçada?

ESTILOSAS TAMBÉM NO ESCRITÓRIO

Esse post foi escrito tempos atrás, na época dos Encontrinhos (alôr 2008-2009!), numa ocasião em que a gente tava tendo contato com clientes e leitoras que, ao mesmo tempo, reclamavam da mesmice e da falta de feminilidade do look que trabalhos formais demandam – trabalhos formais tipo escritório tradicional de advocacia ou mercado financeiro, cheios de colegas-meninos que trabalham todos os dias de terno e gravata. Na época elas reclamavam de usar calça e camisa todo-danto-dia, sempre igual. A gente parou pra pensar – e agora re-pensou! - no que pode fazer a diferença na aparência de quem tem que se virar em dresscodes rígidos como os dessas clientes/leitoras. A primeira sugestão é não ter preguiça nem preconceito em relação a nada! Que quanto mais a gente experimenta, mais chance a gente tem de alcançar resultado bom – e de se surpreender, e de ganhar elogio. Então vambora:

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Materiais diferentes!
Sabe o que faz super diferença, sem chamar atenção demais? Material bacana. Faz diferença em originalidade, porque é muito legal substituir o algodão e o crepe e a microfibra de sempre por algodões fininhos, tricôs leves, malhas trabalhadas, sedas mais opacos e lãs com texturas. Superfícies variadas, com toques e apariencias diversas (entre si!) sempre acrescentam interessância – mesmo em looks super tradicionais. Material diferente faz diferença também em elegância, que material de qualidade é sempre sinal de refinamento – até nas peças mais lisas ou informais. Arrasa! E lembra que tricô é super super super legal de usar com alfaiataria.

Como misturar materiais diferentes num mesmo look
Como escolher materiais de qualidade
Diferenças entre tecido natural e tecido sintético
Como usar transparências

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Formas não tããão convencionais
Olha, meninas, camisas em modelagens e formas diferentes é o que não falta. Se fosse só com camisa branca, já dava pra super inovar: tem com mangas diferentes, com gola diferente, com recortes diferentes, com comprimentos diferentes, com abotoamentos diferentes e mais. E ainda tem vestidos em formatos novos, paletós e jaquetas bem não-tradicionais, blusas com recortes e volumes, calças e saias com detalhes que fazem diferença. E formas fazem a difenreça mesmo – é um jeito bem inteligente de escolher o vestir, em que a “esperteza tá na sutileza”. =)

Como usar calças com pernas largonas
Formas para gordinhas :)
Como usar saias longas (de todo jeito!)
10 razões para experimentar coletes longos
Como usar camisas com laço na gola 

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Campanha por mais cores em tudo (a gente não cansa!)
Tudo bem ter uma base preta, cinza e branca pras roupas de usar no trabalho. É até bom que a coordenação de cores comece com peças neutras e evolua: a evolução tem fórmula certinha, quer ver? Tudo que a gente combina com preto dá certo também com marrom café, com marinho, com vinho e roxão, com cinza-chumbo e com outras cores neutras e escuras – porque elas são equivalentes ao preto, sabe como? Daí pra coordenar mais cores, mesmo as mais coloridas, mas de jeitos mais calmos, é um pulo. E coordenações legais de cores fazem mais diferença ainda. Experimenta pra você ver.

Passo-a-passo pra usar várias cores (com sugestões de coordenações!)
Como usar neutros com pequenos pontos de cores coloridas
Fórmulas boas pra misturar estampas

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Super tem que ter acessórios legais
É uma verdade universal: é possível MESMO mudar a cara da roupa com acessórios diferentes. E acessório legal tá sobrando por agora: a gente pode usar lenço, cintinho e cintão, pashimina no friozinho, brincão, broche, faixa, power colar, tiaras e fivelas de cabelo, cachecol. Sabe o que mais? Sapatos coloridos e com formas novas e recortes diferentes também contam. E bolsas que acrescentem personalidade. A gente arrisca dizer que, mesmo sendo pequenina parte do look total, acessório bacana é o que mais acrescenta personalidade originalidade consistência ao visual do trabalho formal. E mesmo os grandes ocupam tão pouco espaço (na aparência inteira) que vale a pena cuidar.

Como usar cintinhos finos
Como escolher e amarrar lenço na alça da bolsa :)
Pequenos pontos de contraste no look
A onda de acessórios super marcantes
Como coordenar colarzão, decotes e mais
Tudo sobre cintos
Como usar anéis gigantes!
Efeitos das pulseiras na silhueta e na personalidade 
Como misturar acessórios dourados e prateados

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Mulherzinhas!
Podia ser um exercício: usar vestido ou saia pelo menos uma vez por semana. Substituir o paletó por um cardigan deixa o look menos duro, mas fofinho, mais feminino. Vestidinhos ficam incríveis com cardigans ou paletós ou jaquetas; e saias ficam ótemas com camisas ajustadas, com tricô, com blusas justinhas com mangas 3/4 ou compridas – pernoca de fora é bem mulherzinha. Mais: cintinhos e peças que acinturam, sobreposições justinhas, peças com detalhes graciosos tipo mangas arredondadas e golas fofuchas. O look fica completo com sapatos delicados, com frente alongada e arredondada. Ou mesmo com sandálias discretas, que tenham salto médio/grosso e tiras mais larguinhas – mas que ainda mostrem alguma coisa dos dedinhos (com parcimônia, hein, meninas). Pronto, tá pronta. =)

Pedacinho de meia-calça so a calça comprida
Mil jeitos de usar saias
Tudo que a gente já escreveu sobre cardigans: jeitos de usar e mais!
A idéia de cabelo profissional da Oficina de Estilo
A sugestão de maquiagem profissional da Oficina de Estilo
Elementos femininos prontos pra inserir no look!

ESTILO x EMOÇÃO

“Não somos feitos de uma matéria fixa, imutável; somos produto dos encontros, das conexões que nos permitimos fazer ao longo da nossa existência.”* A gente tem personalidade definida, tem todo um modus operandi que funciona direitinho (trabalha, almoça, encontra amigos, resolve problemas…) e tem um guarda-roupa “na medida“. Tudo isso junto implica num estilo de vestir definido, que externe essas subjetividades com clareza para o mundo em volta. Mas e essa instabilidade, fruto dos “encontros e conexões” que a gente se permite fazer?

Qual o tamanho da relação entre o que acontece com a gente e o que a gente escolhe vestir? E qual a importância dessa relação? O emocional de um indivíduo pode se sobrepor ao seu estilo pessoal? Ou obrigatoriamente se manifesta aliado a ele?!??


**às vezes a gente tá feliz

A gente não é estável (nunca) e tá todo mundo sujeito ao novo, ao inesperado. Mega natural que haja diferenças no vestir por conta desses ‘desacertos’ que teimam em acontecer no meio dos caminhos. O inesperado surpreende – apesar de saber que se deve viver esperando o inesperado, quem tá preparado de verdade pra ele?!?? A segurança do vestir-se automaticamente pode ser fragilizada por humores, amores, viagens, trabalhos, sustos ou medos… não pode? “O termo ‘complexidade’ vem do latim complexus, que significa ‘o que abrange muitos elementos ou várias partes’. É um conjunto de circunstâncias, ou coisas independentes –> ou seja, que apresentam ligação entre si. Trata-se da congregação de elementos que são membros e partícipes do todo.”* O que a gente veste tem que falar da gente = nossas escolhas no vestir têm ligação com quem a gente é. E qualquer situação complexa que a gente vive “abrange muitos elementos ou várias partes”. O vestir também.

A gente pode usar moda pra acolher, pra confortar, pra camuflar sentimentos ou situações mal-resolvidas, pra alegrar, pra estimular. Escolher materiais fofos e aconchegantes pode ser sintoma de desconforto. Escolher cores coloridas pode pretender alegrar alguém tristinho. Escolher tons neutros e sóbrios pode dar sensação de se querer refletir, acalmar, permanecer inerte. Dificuldade de escolha pode decorrer de confusão mental, confusão de tudo. E se a gente conscientizar isso tudo, dá pra escolher direito, com propósito. Tipo mudar de roupa pra mudar de comportamento, ou mudar de comportamento e por isso mudar de roupa. As inglesas do ‘Esquadrão da Moda‘ escreveram um livro chamado “What you wear can change your life” e elas têm alguma razão.


** às vezes a gente tá triste

“O que de fato buscamos é captar o tempo todo o que se faz e o que se desfaz em nós, dar forma ao que vivenciamos em nossa subjetividade. Chega o momento, então, em que, a despeito da forte sensação de vertigem e desorientação que possamos experimentar, é preciso abandonar aquela forma que virou carcaça, não nos diz mais nada, e ir em busca de outra que pareça vital, que “aumente nossa potência de agir”*. Terapia em frente ao espelho; estímulo pra curas e atitudes e mudanças e tomadas de decisão que podem ser influenciadas e exteriorizadas no discurso não-verbal.

Sabe quando dá vontade de correr pro cabelereiro e mudar radical, tipo ficar loira? Então.

* Todas as citações são da professora Rosane Preciosa, tiradas do incrível “Produção Estética“. ** Todas as imagens que ilustram o post são da Tarsila do Amaral. Esse post foi publicado originalmente no BlogView, coletivo incrível de que a gente fez parte, nos idos de julho de 2007.

Tags: , , , , , , 03.04.2012 - 13:00 | Postado por Fernanda Categorias: diário 4 Comentários

ROUPA COM CARA DE EMPRESTADA

Tempos atrás a gente tava com uma cliente que provou um vestido e antes mesmo de sair do provador já soltou: “mas esse vestido parece roupa emprestada pra festa em viagem!”. A gente parou na hora pra pensar nesse “conceito”. Sabe quando a gente super tem tudo no armário sob controle, mas na hora da festa – ou do fim de semana ou da baladinha de fim de dia… cada um tem uma dificuldade! – parece que nada tem a nossa cara? Tipo numa situação (imaginária) de viagem em que surge uma festa e a única saída que se tem é emprestar a roupa de uma amiga que nada tem a ver com a gente. Parece fantasia, né?

Isso de se aconstumar muito com um estilão e ter dificuldade de se encontrar em outro é super comum. E a solução é das mais fáceis – mas exige exercício. Se a gente faz força pra expandir nossa zona de conforto um pouquinho todo dia, especialmente no ‘dresscode’ mais usado pela gente (o do trabalho!), uma ousadiazinha a mais na balada não choca tanto. Tipo a gente passa mais tempo vestida pra trabalhar do que pra qualquer outra atividade na vida, então é nessa hora que a gente tem que “treinar” e experimentar. Pra se acostumar e pra não acomodar o olhar de quem vê a gente sempre! Um pouquinho todo dia resulta numa soma grande num futuro não tão distante – e essa “evolução” em estilo é super valiosa. E estilo pessoal só flui de verdade com autenticidade!

Tags: , , , , 03.01.2012 - 10:25 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 13 Comentários

SE DIVERTINDO COM O LÚDICO

A gente aqui na Oficina acha que a moda pode ser bem divertida, viu! Mais ainda pra quem tem isso já embutido na personalidade – esse tipo de personalidade de quem nunca vai crescer 100%, de quem mantém uma criança leve e risonha bem viva dentro de si, mesmo que às vezes guardadinha pra se adequar a ocasiões mais sérias. Pra essas a moda guarda elementos especiais: os temas e acessórios lúdicos. Tudo que flerta com o universo infantil ou é ultra-feminino (sempre de um jeito muito fofo) pode ser considerado lúdico: tipo colar de boquinha, bolsa em forma de cachorro, estampa de catavento, pingente de cupcake, berloques de mini-bolsinhas, e por aí vai!

Esses itens super incluem personalidade ao look, deixam claro que quem usa tá sorrindo pra vida e enchem de humor o visual – mas em quantidade pode acabar deixando tudo temático demais, informal demais, meio jardim de infância, sabe? A gente acha legal usar aos pouquinhos, escolhendo um elemento lúdico por look – sem isolar o elemento escolhido, mas equilibrando ao coordenar com outros elementos de estilo complementar. Ideia boa pro caráter infantilóide ser deixado de lado é coordenar peças super elegantes com esse elemento mais “brincalhão”. Pensa numa calça de alfaiataria, um colar super rico e poderoso e uma camiseta fofa com a estampa do Bambi?! É exatamente disso que a gente tá falando: inteligente é conseguir incluir o toque engraçado sem deixar de estar elegante, arrumadinha. Menos “criança que esqueceu de crescer” e mais “adulta segura que não perde a leveza da infância”.

A gente também pode aproveitar pequenas inserções lúdicas no vestir pra abusar de coordenações de cores bem ousadas, tipo neutros com tons bem densos-intensos ou coordenações monocromáticas! Imagina uma blusa petróleo com uma bolsinha cinza em forma de poodle?! Ou um look monocromático ajudando a realçar um pingente bem lindo de laço ou de coruja?! Legal é ter o “elemento brincadeira” contextualizado – no visual e na vida! Tipo “sou bem humorada mas ainda tenho 27 anos, sou divertida por escolher usar isso mas estou comprometida com o trabalho”… tipo isso! Dá pra comprar coisinhas assim em lojas on-line como a Carmensitas, Anel de Consumo e 80s Tees. E pra inspirar, fica esse link aqui e aqui!

Tags: , , , 26.08.2011 - 14:35 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: moda e consultoria 6 Comentários

PERSONALIDADE PENDURADINHA

Em tempos de colarzão a gente quase que esquece como os colares fininhos, com pingentes pendurados, são muito legais. Foram esses colarzinhos que fizeram companhia pra um tanto de gente (ainda fazem!) na era pré-penduricalhos gigantes no pescoço, pra na sequência a gente aprender a coordenar vários colarzinhos juntos – lembram?!?? Então, se a gente perdeu o medo de coordenar muita coisa junta ou usar um acessoriozão em volta do pescoço, nada mais justo que os colarzinhos com pingentes evoluíssem também.

E olha, eles evoluiram – boa notícia pra quem quer entregar pistas de personalidade no look sem fazer esforço, só enfeitando! Pingentes são menos chamativos/mais discretos que colares grandões, e chamam atenção pra perto do rosto de um jeito discreto… mas nada sem-graça. Pequenos pontinhos pendurados em correntes podem dizer que a gente é divertida, que é feminina e sonhadora, que tem hobbies específicos, que curte plantas ou bichos, que tem bom-humor e mais. Pingente pode contar da história pessoal de quem usa e pode render conversas boas (ó que a festinha em que a gente não conhece tanta gente pode virar oportunidade pra ousar no pingente!).

Pingente pode ter cor, forma, tema, relação com arte ou com esportes, com comida, com lugares, etc etc etc – sem que a gente precise ter um pingo de preocupação com exageros-de-look: pensa que o visual da gente é do tamanho da ponta dos pés até o topete mais alto do nosso cabelo (no meu caso, por exemplo, meu visual tem 1,65m de área total, haha) – um pingente ocupa 3cm, 4cm, 5cm desse tamanho todo. É pequeno o espaço pra que a gente não tenha medo de experimentar, mas o efeito é certeiro e impactante!

**Extra: quem tem peitão pode localizar o pingente no colo, acima do volume do peito mesmo, viu. E quem quer mais pode clicar pra ler o post dos muitos colarzinhos usados juntos e também o da coordenação de colares, decotes e formatos de rosto, ou clicar pra lembrar do post em que a gente divide o nosso jeito de usar/coordenar colarzões. ;-)

Tags: , , , 06.06.2011 - 01:55 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 16 Comentários

DIVERSIDADE NAS REFERÊNCIAS

O Wardrobe Remix é um grupo colaborativo de fotos no Flickr: todo mundo que curte tirar fotos dos looks que escolhe pode mandar as imagens pra lá e se auto-publicar. Legal é que esse é o canal mais recheado de “diversidade” que a gente conhece (até agora)! Tem gente gordinha, gente baixinha, gente maisnova e mais velha, gente magrela e bem alta, gente mais informal, menos informal… e meio que de tooodo lugar! Até por conta dessas diferenças todas – dessa falta de uniformidade MARAVILHOSA – é mais fácil a gente não gostar do que gostar do que vê: repara como a gente vai fazendo cara feia pros looks num primeiro momento (é aqui assim com a gente!).

Daí, parando pra pensar, a gente vê que a cara feia pode rolar muito mais por que a gente tá acostumada com os mesmíssimos looks de sempre – cintura alta, botinhas no tornozelo, camiseta listrada, barrinhas de calça dobrada, jaquetinha de couro, etc etc etc. Não que no Wardorbe Remix não tenha, mas lá (aparentemente) a tendência que domina é um pouquinho mais pautada pelo universo pessoal de cada um. Mais legal é ser diferente mesmo do que entrar num álbum de fotos pasteurizado, em que todo mundo – de qualquer lugar do universo – tá meio que com a mesma cara. Fica a dica pra gente mesma.

Tags: , , , , 22.09.2010 - 08:57 | Postado por Fernanda Categorias: blogolândia 14 Comentários

LINKS DE FIM DE SEMANA

• Lição de coerência com Cate Blanchett no Tá Usando, que serve de dever de casa pra todo mundo que se interessa por (ter) estilo pessoal. Tipo, melhor mini-texto super importante da semana. <3

• A revista Vogue está passando por um período de mudanças e volta a ser publicada em novembro com um monte de gente nova na equipe – cheia de amigos queridos dessa Oficina! O Aqui Só Tem Bafón conta mais, ó!

• “A maioria das fashionistas é elegante, sem graça e se veste exatamente do mesmo jeito. Parece um catálogo de loja de luxo. Os fotógrafos de street style só clicam roupas de grife e moças com looks de revista. Ou então os exóticos, tem um monte deles aqui. E também tem os weirdos e os deslocados, tipo uma velhinha de moletom que está sempre tentando roubar um lugar na segunda fila hahahaahaha ” Esses e outros babados dos bastidores da cobertura da semana de moda de NY no blog do caderno de moda da Folha de SP, contados pela Vivi Whiteman!

• Entrevista super ótima com a Ana Clara Garmendia, nossa musa da observação da moda de rua parisiense (!!!), lá no Glamour de Garagem.

• Segundo melhor mini-texto importante da semana: o blog Voltas ensina pra gente sobre uma qualidade – de estilo, de aparência, de vida! – que não se vê, mas que faz to-da diferença. <3

• Os Underaged Heartbreakers refletem sobre o amor que a gente sente pela moda – e concluem que tem que ter opinião própria e gosto autêntico pra justificar esse amor!!! Uma graça de pensamento, veja só. :)

• Toda uma oooonda de bichos nos anéis gigantes da hora, desde os selvagens até os mais fofuchos: mil fotos fuefas no Look Legal.

• Sobre a importância das cores – e de como o olho brilha diante de coordenações legais delas – olhando com carinho pro desfile de Marc Jacobs, com exemplos pra repetir em casa e tudo!, no Plasticky.

Fotos do Karl Lagerfeld gordinho e magrinho no Modismo pra gente lembrar que nosso corpitcho é mais importante que qualquer moda – e serve de suporte pra ela (alô auto-citação). Bom pra não se exceder no fim de semana, né? :)

Tags: , , , , , 18.09.2010 - 00:01 | Postado por Fernanda Categorias: blogolândia 11 Comentários

ACESSÓRIOS TECNOLÓGICOS

Nesse nosso tempo mudérno toda tecnologia pode render acessórios de estilo. Assim como a decoração/arrumação da casa em que a gente mora diz muito da gente, todo o resto que a gente usa – e que não é roupa! – também entrega informação sobre quem a gente é, como a gente é e a vida que a gente tem. Presta atenção que a gente pode ter, por exemplo, fones de ouvido coloridos, com pedrinhas brilhantes, com formas divertidas, mais escuros, mais claros, mais contrastantes ou mais classudos – um mimo ter pendrive de marcas de luxo, por exemplo! Especialmente se a gente usa esses “acessórios tecnológicos” em ambiente de trabalho – a gente usa direto! – vale prestar atenção na imagem que a gente constrói usando o design em favor do estilo. Fica a dica!

Desculpa boa pra escolher fones e pendrives e cabos e HDs externos e ipods e afins bem bonitinhos, bem com a nossa cara, né? :)

Tags: , , 13.08.2010 - 00:45 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 17 Comentários

VITRINE DE INTELIGÊNCIA

A função principal das vitrines de lojas deveria ser inspirar a gente a experimentar propostas – e não (só) render desejo por peças específicas. Né? Consumidor bacana não deveria ser o que quer uma peça de vitrine e efetua essa compra, mas sim o que se interessa pelo conceito da loja, se permite passar tempo dentro dela, vai até o provador e se deixa identificar com o estilo proposto. E pra isso, é preciso mais do que só roupa na vitrine – mais do que só manequins montados com looks legais: tem que ter poesia, tem que ter tema, estória, encanto mesmo. A arquiteta Lina Bo Bardi escreveu em 1951 (!!!) sobre isso: “Não há nada pior para o adquirente do que ter em frente demais coisas para escolher.” E ainda chamou vitrines abarrotadas de “pequenas ratoeiras com mercadoria-queijo para o transeunte-rato.”

Mais: lojas de rua deviam contar com a responsabilidade que tem de também construir a aparência da cidade (além de ter que vender!). A Lina (íntima) também registrou seu pensamento nesse sentido: “A cidade é uma sala pública, uma grande sala de exposições, um museu, um livro aberto a todo no qual podem-se ler as mais sutis nuances, e quem tiver uma loja, uma vitrina, um buraco qualquer fechado por um vidro e queria expor naquela vitrina, quem quiser ter um papel “público” na cidade, toma a si uma responsabilidade moral, (…) a idéia de que a “sua” vitrina possa contribuir para a formação do gosto dos moradores, possa contribuir para dar fisionomia à cidade, denunciar sua essência.”

Isso tudo tem a ver com identidade, que tem a ver com estilo. Se a gente presta atenção até nisso, a experiência de comprar passa a ser mais interessante, a consciência do entorno é despertada e a gente fica mais e mais ligada em quem a gente é, no que desperta desejo na gente, em como o que tá em volta pode influenciar o vestir e mais. Bom pra pensar e exercitar no fim de semana, né? Bora atrás de vitrines de inteligência pra que assim o aperfeiçoamento do estilo pessoal tenha mais meios pra rolar!

Tem no Fashionismo um post bem incrível sobre vitrines, com as imagens mais inteligentes e inspirativas em que a gente pode pensar depois de ler esses textos da Lina Bo Bardi!

Tags: , , , , , 06.08.2010 - 18:43 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 7 Comentários
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