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COMO INCREMENTAR AS CALÇAS CHINO
Essas calças de sarja bem maleável em tons de bege/caramelo/neutros claros, tradicionalmente soltinhas e retas, são as chamadas calças chino (se diz “xíno” mesmo). Elas tem essa cara de Richards e de Banana Republic porque há tempos fazem parte do guarda-roupa de todo-dia dos meninos – mas menina pode super usar também! Tem jeitinho feminino e até sofisticado de coordenar a peça, pra tirar a cara quase exclusiva de fim de semana que ela tem. Vê só.

A fórmula é equilibrar mensagens (como sempre, haha!): se a calça tem essa coisa masculina e esportiva/informal, então a gente coordena com opostos. Vale tudo de mais “mulherzinha” e tudo de mais elegante. Pensa em saltos delicados e dedinhos de fora, em blusas femininas em seda, tule, algodão delicado, rendinhas, brilhos, estampas florais e decotes danadinhos. Vale também casaquinhos peludos e fofuchos no inverno, com barrinhas dobradas e meia-calça aparecendo (pelo menos num pedacinho!).
Se no inverno e no tempo fechado as calças em preto e cinza servem de base pra quase todos os looks que todo mundo coordena, no verão e no tempo aberto/claro a calça chino pode assumir esse lugar! E ser coordenada com outros neutros claros ou deixar espaço pros coloridões que que essa moça do meio provou ser incrível na foto aqui em cima!
ALICE NO PAÍS DA FEMINILIDADE
A gente foi assitir Alice no País das Maravilhas (convidadas pela Seda!), a versão nova e em 3d do Tim Burton, e o filme é demais: a estética tão característica desse diretor – sombria, fantasiosa, bem humorada – contribui super pra criação imagética do universo inventado pela Alice (ou, no caso, pelo Lewis Carroll, autor dos livros em que o filme se baseia). Essa mesma Alice, que nos desenhos animados de tempos atrás era criança, no filme cresceu e apareceu. A gente deu de cara com uma Alice pós-adolescente-quase-adulta, inteligente, independente, cheia de força e bem consciente de quem é e do que quer.

Talvez essas características tenham a ver com o que mais chamou atenção nos figurinos (pra gente!). No decorrer da estória a personagem principal muda de tamanho várias vezes, fica gigante e também fica super pequenininha. Quando ela fica gigante, a roupa que ela usa fica super mini-micro e apertadésima – Alice fica com coxão e quase um peitão! Mas quando ela diminui, o que ela usa fica enorme pra ela, com sobra de tecido e caimento longe do corpo…. uma imagem super sexy! Imagina que Alice, quando minúscula, deixa os ombros de fora, tem cavas maiores no vestido, tem decote nas costas – isso tudo sem marcar, sem apertar, sem grudar na pele. Lição pra gente na vida real, que nossas mães já ensinavam desde sempre: é mais legal seduzir insinuando do que mostrando demais.

Mais: os tecidos dos figurinos da Alice sempre parecem leves, sempre tem certa transparência. O jogo de mostra-e-esconde tá sempre presente no look da nossa heroína, seja com pequenos pedacinhos de pele à mostra, em lugares estratégicos e não nos mais comuns (tipo, o decote é deslocado do colo pra deixar braços, costas e ombros à vista, sacou?). O tecido transparente, contra a luz, acaba delineando silhueta sem amostrar absolutamente nada! Tudo soltinha, com conforto, fazendo com que quem usa esteja à vontade pra viver do melhor jeito: sem se preocupar com a sedução, que já tá lá sem fazer força. Aqui embaixo tem galeria de imagens pra inspirar! **atualizando: tem no dia de beuaté um guia incrível pra levar idéias da maquiagem do filme pra vida real, num post cheio de sacadas super inteligentes!
ATUALIZADORES PRO INVERNO QUE (JÁ!) VEM
A gente tem umas clientes que re-procuram a gente a cada estação (fria ou quente) pra dar uma “revisada” no guarda-roupa e se manter atualizada. Tipo, já que tem necessidade de adequar compritchas ao clima – de verão ou de inverno – é bom que essas aquisições tenham a cara da cliente com a cara da temporada! Com a nossa última cliente-revista a gente conseguiu montar uma listinha que serve pra todo mundo customizar: tão aqui os nossos eleitos como “atualizadores de look pro inverno 2010″ – nada é inédito, a novidade fica por conta do jeito que cada uma vai usar. Agora é eleger favoritos, correr atrás pra ter no armário e exercitar o seu jeito pessoal-personalíssimo de atualizar o look. Ó só!

Jaquetinha de couro
Não é de agora que jaquetinha de couro, ajustada e bem feminina, deixa qualquer look com cara de “agora”. A diferença pra esse inverno é o jeito de usar: a gente aqui na Oficina não aguenta mais ver regata branca, saia preta de cintura alta e jaqueta de couro. Mais legal é coordenar com outras peças menos batidas e mais criativas.
Calças em alfaiataria mais curtinhas e ajustadas
Ajustada não quer dizer superjusta: a calça que a gente mais curte pra agora ainda pode ter preguinhas, ainda pode ter pernas retas ou afuniladas, mas tem modelagem que fica mais próxima do corpo. Ainda com sobrinhas de tecido porque né, elegância sempre andou e sempre andará de mãos dadas com conforto.
Sapatos tipo oxford com salto alto
Os de salto baixo já estão estabelecidos como incríveis, agora é a vez de tentar andar nas alturas com esse modelo – como alternativa pras ankle boots, até. Porque não né? ;-)
Meias-calças com textura
A gente tá amando com calças mais curtas, como detalhe sexy-danadinho – clica aqui pra ver um monte de exemplos de como usar desse jeitinho!
Tops beeeeem femininos
Jaqueta de couro é referência masculina, sapato oxford vem do armário dos meninos, alfaiataria então nem se fala. Pra ter graça esses elementos precisam ser coordenados com outros super hiper mega femininos: a gente adora pensar em tops de seda com transparências e decotes em cores fuefas de mulherzinha completando os looks quentinhos do inverno.

Casaco ou jaquetinha com ombros marcados
Se é pra atualizar, a hora de usar ombros marcados é agora. E não precisa ser só com volume ou ombreiras, vale brilhinhos, recortes, aplicações, preguinhas… tudo pra chamar atenção pra esse pedacinho em evidência.
Botinhas de cano curto (ou ankle boots)
Outro item que a gente já enjoou de ver com regata branca e sainha preta – ou qualquer sainha mini-micro. A gente tá curtindo as botinhas bem mais com calças, essas mesmas mais curtinhas e ajustadas, sabe como? Super alternativa ótima pra aquecer pezinhos e ainda mostrar um tiquinho de meia-calça decorada!
E só essa lista de coisas atualizadoras já rende um monte de fórmulas boas de se repetir – com variações! – o inverno todo. Ó que legal ter como uniforme pro frio o combo calça curtinha + top super feminino + jaquetinha de couro ou com ombros marcados + meia com textura + botinha de cano curto. Ou vestidos + meia-calça + oxford com salto + jaquetinha. Essa é a nossa lista e esses elementos ainda vão ser exercitados de mil jeitos no nosso trabalho até o frio chegar de verdade, que cada cliente rende possibilidades diversas – uma delícia. Alguém tem mais idéias do que vai ter muita cara de inverno 2010?!?? Vamos dividir?!?? ;-)
OMBREIRAS X BRASILEIRAS
Quando a gente estuda pra ser personal stylist uma das teorias que aprende é a do “tipo físico”: tem retângulo, triângulo, tubular… Daí que nessa teoria o que é considerado o tipo físico ideal feminino é o “ampulheta” – com larguras de ombros e quadril similares e cintura definida - e o tipo físico ideal masculino é o “triângulo invertido”, com ombros mais largos que quadril. Então quando a gente vê um look com os ombros bem marcados, pontudos, volumosos não tem como não associar essa imagem ao masculino. Não é por acaso que nos anos 80 quando as mulheres queriam exercer cargos em profissões que até então eram só para homens – as executivas – passaram a usar ombreiras. Ombro é poder!
Parando pra pensar um pouquinho nessa “volta” das ombreiras, dá pra se perguntar se a mulher brasileira que é super feminina, vai topar marcar os ombros e desfilar por aí com uma imagem um pouco menos delicada. Será? Porque uma coisa boa da ombreira é que como a grande maioria das nossas meninas tem quadril mais larguinho acaba equilibrando a silhueta. E lógico que a ombreira de hoje não é a mesma que nossas mães (!!??!) usaram no passado. Elas são menos gordinhas, mas mais pontudinhas, beeeeem modernas – quase sempre vêm acompanhadas de look preeeeeeeeto, sabe!?!
Mas dá pra marcar os ombros e ainda ser mulherzinha! Ombros marcados pode ser ombros decorados (lembra do último desfile da Isabela Capeto?), bordados, enfeitados… E peças com ombro definido podem ser coordenadas com peças muito femininas como vestidos delicados, saias em camadas, blusas de renda, feitas em malhas fininhas, em tecidos transparentes, em cores mais delicadas, sapatos com saltinhos fininhos, pezinhos de fora. Além de ser um super atualizador de look, hein!?! Olha quanta ideia boa na galeria! Vamos experimentar?
transparências pra (quase) tudo e pra todas
Então essa Oficina tá super embarcando na onda “mulherzinhas maduras” que a moda tá propondo. A gente quer estar com tudo no lugar, bem arrumadinhas, e quer estar mais elegante que antes – sem deixar de ser confortável e sem ser muito formal. Quer estar bem bonitona com a idade que a gente tem, nem mais (rígidas demais, fechadas demais), nem menos (fofuchas demais, rodadas demais). E a gente quer parecer inteligente e bem sucedida mas sem deixar de ser feminina: junto com a cintura marcada, as transparências super ajudam a gente a alcançar essa imagem.

Que pele sempre tem associação com sensualidade, né? Então se a gente mostra “a pele certa”, do jeito certo (velado!), a sensualidade vira delicadeza, feminilidade! E não precisa guardar pra baladinhas ou pra festonas, tem jeito de acrescentar transparências no que a gente usa todo dia, pra tudo (e o retorno em elogios é garantido, viu, amigas?). Tecidos tipo malhas super mega finas e tricolines leves já criam efeito de transparência; tricôs de tramas mais abertas, que a gente precisa usar com top por baixo, também. Tecidos vazados, tipo bordados mais abertos e laises (a gente adoooora!), também mostram pele de um jeitinho super bom. Transparência pro dia-a-dia precisa ser localizada – tipo nos ombros, nas barras, nas mangas, no colo ou nas costas – e precisa não ser óbvia demais, sabe como?
Se a peça for toda transparente, tipo uma camiseta inteira feita de laise, a gente aconselha usar sempre (SEMPRE) com camisetinha por baixo, cobrindo a barriga. Pras nossas clientes não rola usar top curtinho e nem só o sutiã, porque a gente entende que se é pra ser localizado, tem que ser localizado na parte menor – sem deixar a barriga todinha de fora, néam?!?? A regra da barriga coberta vale pra tudo, mas vale especialmente pro ambiente profissional (qualquer ambiente profissional). E a gente também prefere uma coisa de cada vez, então ou é justo ou é transparente: transparência em peça soltinha é garantia de elegância!

E aí é só escolher onde usar a transparência e ser feliz: se o quadril é maior, então a transparência fica na parte de cima. Se a cintura podia ser mais fina, a barra da camiseta pode ter uma faixa de tecido transparente aplicada. Se é pra desviar atenção do peitinho (ão), então a saia pode ter barra transparente, ou pode ser de tecido transparente com um forro bem legal por baixo. Vale (quase) tudo pra brincar de mostrar e esconder, bem mulherzinhas.
VOLUME COM VOLUME
Uma das maiores qualidades da Oficina de Estilo (além da modéstia, é claro! haha) é saber re-olhar ideias e re-pensar como usá-las, sem nunca ter preconceito. A gente deve ter falado inúmeras vezes de que uma peça volumosa ou com forma acentuada fica melhor se coordenada com outra peça mais sequinha. Mas a gente começou a observar o mundo, perceber as vontades das cilente – e as nossas! – e decidiu “refletir” e se rebelar contra a regrinha que a gente mesmo se impôs. Que tal experimentar peças volumosas coordenadas com outras peças volumosas? Por que não? Se a gente nunca tentar, nunca vai saber, certo!?! E é lógico que no começo pode gerar dúvidas ou até estranhamento, mas depois fica legal e fácil de usar… é só saber como coordenar esses volumes de forma harmônica.

A velha e boa coordenação monocromática funciona também nesse caso, porque ameniza o exagero das formas ou do volume. É lógico que no dia-a-dia a gente pode usar volumes mais sutis, tipo uma manga evasê, uma bermuda saruel larguinha, uma casaqueto estruturado, uma saia em A ou tulipa… Tecidos mais molinhos e com peso são bons porque mesmo em uma peça que tem mais quantidade de tecido, acabam não armando e assim deixam tudo mais delicado. Como num look desses o foco está nas peças de roupas, os acessórios podem ser mais dicretos pra só acompanhar.
Essa não é uma coordenação pra quem quer valorizar as próprias formas, porque o corpitcho fica escondido debaixo daquela quantidade toda de tecido. É mais pra quem quer ficar confortável e muderninha ao mesmo tempo. (A Marni é campeã de fazer esse tipo de coordenação E ainda misturar estampas, vale uma visita aos desfiles lá de trás pra se inspirar, viu!?!) E também não é a coordenação mais “emagrecedora” do mundo, né, gente!?! Mas dá pra arriscar coordenando peças em cores neutras e mais escuras, sem quebra na cintura e com tecidos mais levinhos!!! E pra ficar um pouquinho mais feminina é só marcar a cintura com um cintinho ou com a blusa por dentro da calça/saia/bermuda.
LINKS PRO FIM DE SEMANA
Post explicando uma possível “feminização” no guarda-roupa dos meninos, tipo como aconteceu da gente querer usar colete e jeans-do-namorado: no Entre Livros e Alfinetes.
Não é coincidência esse momento textura que a gente teve no último SPFW e vai ter no próximo inverno: diz que as maiores inovações em moda só tem mesmo como vir da tecnologia têxtil (!!!): no Bainha de Fita Crepe.

Estudo rápido e eficaz das referências étnicas que os acessórios de Alexandre Herchcovitch e Isabela Capeto carregam em si! Pra aperfeiçoar o olhar e a inteligência-fashion (mais…)
JÁ PENSOU EM EXPERIMENTAR DOCKSIDES?
Sapatinhos tipo oxford e mocassins não precisam mais se sentir sozinhos: é tempo de dar boas vindas aos docksides – pra engrosssar o grupo dos elementos masculinos que enchem de graça o guarda-roupa das meninas! De couro macio, pespontado (à mão!), fechado com cadarços que envolvem o cabedal, e com solado flexível de borracha, o sapatinho teve seu momento nos anos 80 e agora aparece nas vitrines e coleções mais legais, aqui em volta da gente (oba!).

A gente já procura equilibrar mensagens e coordenar “jeans do namorado” com blusas super femininas, coletes com vestidos, paletós com sainhas. Se tem um toque masculino, a gente compensa com frufrus e cor-de-rosa e leveza e sedução (porque (mais…)
SPFW INV2010: FEMININA COMO AS PATINADORAS
Desde criança eu sempre amei assistir as provas de patinação artística, sabe, aquelas no gelo? E embora as roupas das meninas sejam super kitsch, não dá pra negar que fazem parte do show. Afinal o traje coloca o corpo das patinadoras em evidência, emagrecendo e alongando com faixas de outra cor na lateral da cintura e trazendo atenção pro rosto com os brilhos no decote. Essa coisa muito feminina é o que a Simone Nunes trouxe pra passarela, num desfile total pra vida real. Quer saber por quê?
A Cris me contou que ela e a Fê têm conversado bastante com as clientes sobre assimetrias, pois elas chamam a atenção pra parte do corpo que a gente quer mostrar. Assim, as roupas desse desfile mostram vários jeitos não óbvios de ficar sexy e feminina. Pra quem gosta de realçar o colo, tem decotes assimétricos, recortes vazados preenchidos por transparência e franjinhas brilhantes na cintura ou no decote. Para as donas de quadris estreitos parecerem mais “gostosinhas”, não faltaram idéias pra trazer o foco pro quadril: saias de franjas (usadas com jaquetinhas ficam a coisa mais linda), pompons (?), plissados e brilhos localizados estrategicamente colocados.
Para se esquentar do friozinho e adicionar ainda mais feminilidade ao visual, Simone propõe luvas longas e transparentes, um charme. Concordando com outra Simone (a Esmanhotto), que incentiva o uso de luvas longas desde o inverno passado. E que o inverno seja como as pistas de patinação no gelo: geladinho e lugar pra se divertir. A gente por aqui quer mostrar jeitos e mais jeitos de tornar divertida essa tarefa diária de se vestir.
Corset ou corselet?
Espartilho é uma peça que muita gente acha difícil de aceitar/combinar/usar, né? Mas sabe que sabendo dosar sua sensualidade, ele pode fazer um papel de terceira peça (!) meio inusitada. Desse jeito, dá pra tirar o look da obviedade!
Ah! E uma curiosidade interessante: muita gente chama o espartilho de ‘corselete’ (abrasileirado mesmo) sem saber que o jeito certo de chamar é ‘corset’ (pronunciando “corsê”). Sabe porque? Quando a gente fala ‘corselet’ é daquele ‘coletinho’, parte de cima de uma armadura, que a gente tá falando. Engraçado, né?

O corset é, então, uma das peças mais femininas que inventaram. Na época em que foi inventado (século XVI), servia pra afinar a cintura das moças, valorizar os seios e deixar a silhueta mais sinuosa – mas isso tudo rolava às (mais…)












