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ALGODÃO É MATERIAL DE LUXO SIM!
Diz nessa matéria do New York Times que agora é a hora da gente prestar atenção em materiais naturais e adquirir peças feitas em algodão – tipo investimento mesmo. A indústria da moda tá lidando com um super aumento do valor desse material há dois anos, mas diz que é no ano que vem que o bicho vai pegar pra valer: roupa 100% algodão vai ser luxo de verdade! E mais: a matéria diz que, de agora em diante, a gente vai ver mais e mais fibras sintéticas (acrílico, poliéster e afins) misturadas na composição dos tecidos.

O que acontece é um desequilíbrio na equação ‘oferta x demanda’. Durante a crise do mundo as compras diminuíram, e depois, quando as pessoas voltaram a comprar, a China e a Índia (super produtores de algodão no mundo) sofreram com inundações que restringiram super a produção. A demanda cresceu exatamente quando não dava pra produzir tanto, o que gera especulação, que por sua vez gera alta nos preços. Enquanto tudo isso acontece, quem compra roupa tá mais e mais educado, fazendo escolhas refinadas, procurando especificamente por materiais naturais… e o mercado não dá conta de suprir a demanda do jeitinho como deveria ser há pelo menos dois anos – veja só!
Diz que em dezembro do ano passado o algodão bateu recorde de preço alto, reflexo de medo de situações climáticas adversas que poderiam afetar a produção da China (alô temperaturas doidas do mundo). E aí que, se o algodão tá super caro, quem confecciona as peças procura baratear o produto final usando aviamentos e acabamentos de custo inferior – que pra não terem qualidade também inferior tem sido pesquisados/desenvolvidos por equipes inteiras somente dedicadas a isso (diz que).
A gente tem é que pensar se tá todo mundo preparado pra pagar caro por roupas de algodão. E olha, se a gente se acostuma agora a comprar materiais sintéticos e faz o mercado trabalhar assim, o algodão sobe mais ainda de preço no futuro e vai desaparecendo aos pouquinhos. Pensa bem da próxima vez que encontrar um vestido incrível feito 100% de algodão, que luxo de verdade é ter material natural e toque bom em contato com a nossa pele o dia todo, né?!??
NATUREZA PENDURADA NO PESCOÇO
Coisa mais brasileira (não é?) esses colares feitos com elementos naturais, tipo madeira, palha, pedras brutas, sementes, tecidos rústicos e tals. Junto com a brasilidade pode vir também uma idéia de feira hippie que né, pode não caber no ambiente profissional ou pode “informalizar” o visual além da conta.

Legal é tirar a cara de natureba demais coordenando esses colares – que quase sempre tem volume, cores, texturas mil e tamanhão – com outros materiais menos rústicos, menos simples e menos informais. Tipo tecidos lustrosos e sedosos (alô sedinhas e algodões finos!); tricôs leves bem de mulherzinha, meio transparentes até; e alfaiataria – lãs finas, tecidos planos com padronagens pequeninas como as dos ternos dos meninos. Tudo com cara de menina-feminina (haha), de calculado, de feito assim de propósito, sabe como?
Vale também mesclar esses colares com outros acessórios, mais refinados e delicados: brincos pequenos com pedras translúcidas, relógio de metal, anéis e pulseiras douradas e prateadas e mais – e assim, quanto mais naturalzão for o colar, mais precioso pode ser o acabamento dos outros acessórios que compõem o look, viu. E dá-lhe referências locais – com carinha global e arrumadinha!
DECIFRANDO AS ETIQUETAS
Todas as nossas peças de roupa (ou quase todas) são feitas de tecido, feitos de fibras. Essas fibras podem ser divididas em dois grandes grupos: o das fibras naturais e o das fibras artificiais/sintéticas. E esse post é um complemento (ou uma “segunda parte”) desse outro post (clica!), que conta das propriedades, facilidades e diferenças desses grupos, com prós e contras de cada um. Vai ser mais eficaz e vai fazer mais sentido ler primeiro aquele lá pra depois voltar e ler esse daqui – pra então todo mundo incluir a leitura das etiquetas das peças como parte do processo de escolha e compra!
Acontece que essas fibras vêm de lugares diferentes, são manipuladas e trabalhadas de jeitos diferentes, mas tem nomes bem definidos na hora em que viram ‘produto final’. Esses nomes são os que aparecem nas etiquetas internas das roupas (nas costuras laterais, geralmente), que deixam a gente conhecer a composição de tudo que confecciona a peça. Então pra escolher certeiro a gente tem que conhecer esses nomes e o que eles significam. Veja:
TECIDOS FEITOS COM FIBRAS NATURAIS
Algodão, linho, cânhamo, rami, lã, cashemere (ou caxemira), angorá, mohair, alpaca, seda. Contam como fibras naturais o que não é tecido mas também pode confeccionar peças/detalhes/acessórios: peles, couro, camurça, nobuck, sisal, palha.
TECIDOS FEITOS COM FIBRAS SINTÉTICAS
Poliamida (ou nylon), lycra, acrílico, poliéster, spandex (ou elastano), microfibras, tactel.
No meio desses dois grupos tem as fibras artificiais, intermediárias das sintéticas e das naturais porque tem um pouco de cada uma – tanto no jeito de extrair/produzir quanto nas propriedades e jeitos de usar. Essas fibras são tiradas de árvores, são de celulose, e então são manipuladas com substâncias químicas pra render tecidos. Ó:
TECIDOS FEITOS COM FIBRAS ARTIFICIAIS
Raiom, acetato, triacetato, lyocell, viscose, modal, tencel.
Repara que quando a gente conhece esses nomes – e quando a gente sabe o que cada um singifica – é mais fácil escolher o tecido certo pra cada temperatura, ocasião, combinação, estilo e mensagem. E ainda é possível pensar em custo benefício do que tem mais fibra natural, mais fibra sintética, no que é legal investir mais ou um pouquinho menos e tals. No geral a gente trata tudo como natural ou sintético, mas tem tanta coisa no meio, né? Bom pra gente ser mais e mais seletiva nas compras!
ADQUIRINDO QUALIDADE
Mamãe já dizia que qualidade é mais importante que quantidade, certo!?! E isso faz um super sentido na hora de planejar nosso guarda-roupa. A gente sempre acreditou nisso, mas depois que Tim Gunn falou que vale mais a pena gastar mais dinheiros e menos peças, a gente tem refletido um pouquinho mais sobre o assunto.
Então a gente resolveu dividir por aqui tudo o que a gente procura em uma peça quando vai fazer compras com nossas clientas. Confere só! (mais…)
tecidos planos x malhas
Na hora de escolher uma peça boa pro nosso corpo e pro nosso guarda-roupa vários elementos podem ser levados em consideração: cor, textura, caimento, detalhes, decotes, recortes… mas tudo começa no tecido, certo!?! A gente já explicou direitinho a diferença entre tecidos naturais e tecidos sintéticos, e os benefícios de cada um no dia a dia. Outra característica em que a gente pode prestar atenção é se o tecido é plano ou se é malha – tecido plano é aquele que não estica, tipo lã, sarja, seda, tricoline… e malha é o tecido que deforma quando a gente estica, tipo viscolycra, algodão de camiseta, jersey, tricô… Tanto tecidos planos quanto malhas podem ser feitos de fibras naturais, sintéticas ou mistura das duas!
Na prática o que mais importa a gente saber é que esses dois tipo de tecidos transmitem mensagens bem diferentes: tecido plano parece (quase) sempre mais sofisticado e formal enquanto que a malha é sempre mais confortável e esportiva. Peças em malha não vão pra eventos mais elegantes tipo festonas ou casamentos e também não são super adequados pra ambientes profissionais muito formais. Já as peças em tecido plano vão pra qualquer lugar!!!

Ao contrário do que parece, a malha não é a vilã, não!!! E existem inúmeras situações em que ela é investimento certeiro. Por ser maleável e mais confortável, a malha é uma ótima companheira de viagem – amassa menos e é mais fácil de “desamassar” – e veste bem em momentos em que todo o resto do guarda-roupa “aperta”. É bom pras grávidas, pra quem tá com quilinhos extra – desde que a peça seja um pouquinho folgada – , pra quem está amamentando (!!!), pra passear com o cachorro no fim de semana. É o tecido perfeito pra todo o homewear! Outra super vantagem das peças de malha e que normalmente são (ou deveriam ser) mais baratinhas.
Existem maneiras de deixar a malha mais refinada. As peças podem ter modelagens mais interessantes, podem ser mais fininhas e ter uma leve transparência, podem ser em cores mais neutras. Hoje em dia quase todas as marcas bacanas fazem camisetas em malhas finas e com cortes e recortes que fazem com que não seja uma simples camiseta. E normalmente são as peças mais em conta da coleção.
Peças em tecido plano também podem ficar mais moderninhas se tiverem modelagens menos clássicas, se forem em cores mais coloridas, estampadas, com texturas mais aparentes ou mais opacas. Elas acabam sendo muitas vezes mais caras, mas também acabam durando mais!
E tem videozinho da Fê explicando quais peças podem ser penduradas em cabides e quais devem ser dobradas. Pras nossas roupas durarem maaaaaaais ainda!!!












