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Quanto custa uma roupa barata?

Nas lojas de departamento gringas tipo Forever 21 e H&M, a cena de uma bacia com peças de qualidade duvidosa sendo vendidas a um preço inacreditavel já matou muita brasileira do coração.

Roupa no Brasil ainda é um artigo caro, embora estejamos aderindo a essa forma de consumo rápido. Impressão nossa ou há dez anos ninguém chamaria a C&A de “fast fashion” apenas por ser mais em conta?

Podia até ser que a roupa já fosse meio descartável, de qualidade a desejar, mas a nossa intenção, o nosso fetiche era de que aquilo durasse. Hoje, estamos abrindo mão da durabilidade. Difícil admitir, mas é até desejável que uma peça acabe logo, que se decomponha na mesma velocidade das nossas vontades.

A gente sabe que nem sempre foi assim, mas é bom lembrar que essa noção de roupa barata (em todos os sentidos!) é muito nova.

EM 1902, UM VESTIDO SIMPLES CUSTAVA R$ 985

No livro “Service and Style”, Jan Whitaker conta a história das lojas de departamento e de como esse comércio alterou nossa maneira de consumir. Segundo ele, em 1902 um vestido prêt-à-porter custava no mínimo $25 (o equivalente a $621.50 hoje!) na Marshall Field’s, loja que deu origem à Macy’s.

Para a maioria das mulheres, valia mais a pena comprar um terninho que custava a partir de $7.95 ($190) ou, melhor ainda, uma “shirtwaist”, modelo de camisa feminina antiga que custava 39 centavos de dólar ($9.34) e era o mais perto que uma pessoa podia chegar do conceito de fast fashion. Exceto pelo fato de que as “shirtwaist” não se desgastavam na segunda lavagem nem eram substituídas a cada meia temporada.

Com lojas tão caras, todo mundo corria para a costureira, aprendia a se virar com linha e agulha, entendia de tecido. Hoje, as pessoas vão buscar suas roupas na China, mas não batem na porta da costureira do bairro.

OS ESTADOS UNIDOS PRODUZEM APENAS 3% DAS ROUPAS QUE VESTEM

Atualmente, apenas 3% das roupas vendidas nos Estados Unidos são produzidas naquele país. Vamos refletir se isso é exemplo da próxima vez em que nos flagrarmos babando pela forma como eles consomem de baciada?

O resultado disso não é economia nem se vestir melhor. Basta olhar fotos de como as pessoas comuns se vestiam 1900 e andar na rua reparando como anda a situação para saber que todo esse acesso ao consumo não se traduz em elegância.

Quanto à questão da economia, pega uma cadeira porque a coisa é feia: em 1930, a maioria das mulheres americanas se virava com cerca de nove roupas. Hoje, cada uma delas compra em média 60 novas peças por ano!

Os americanos, que gastaram $7.82 bilhões em roupas em 1950, chegaram ao montante de $375 no ano passado.

O QUE VESTIR?

A moda brasileira tem mil problemas e os preços raramente são amigáveis. Mesmo assim, é super o caso de pensar se esse modelo americano de consumo que estamos copiando é mesmo legal.

Chegamos a um estágio meio limite depois do recente episódio da Zara. De um lado, é apavorante continuar comprando em uma loja que escravizou um grupo de pessoas por pelo menos três anos dentro do nosso país. Do outro, há uma forte desconfiança de que a Zara não seja exceção e que boicotá-la não resolva muita coisa.

Dentro do modelo de produção e consumo que tenta conciliar o interesse dos clientes de pagar uma pechincha e o interesse das lojas de lucrar loucamente, valores como qualidade, estilo, honestidade, originalidade e, opa, até direitos humanos, têm ficado de fora da sacola de compras.

Tags: , , , 01.09.2011 - 10:03 | Postado por juliana Categorias: moda e consultoria 81 Comentários

DOLCE & GABBANA NO NOSSO VESTIR

Pode uma marca contribuir com a evolução de estilo pessoal da gente, mesmo que a gente não consuma essa marca? Pensar na tradição e na imagem forte e nos elementos recorrentes do trabalho da marca Dolce & Gabbana fez a gente pensar que sim, que é claro que pode! Se hoje a gente usa onça em tudo, nas quantidade que a gente usa (!!!) e em toda ocasião, é muito responsabilidade desses estilistas italianos. Imagina que era o meião dos anos 90, bem aquele tempo em que o minimalismo dominava todas as modas, eles fizeram um desfile inteiro assim, estampado-pintado de onças. E a liberdade que a gente tem em relação a lingerie aparente e à peças inspiradas na modelagem da roupa (que antes deles era pra ser) usada por baixo de tudo? Veio dos desfiles de Dolce & Gabbana, ainda no final dos anos 80, quando Stefano e Domenico (os primeiros nomes que antecedem Dolce e Gabbana!) misturaram a alfaiataria reta e angular dos executivos de Wall Street com corsets super hiper ultra justos, sutiãs estruturados – alô figurino de show da Madonna, lembram? – cintas-liga que apareciam por baixo de transparências e mais. Há pouco tempo eles resolveram desfilar a italianice das mulheres que os inspiram e fizeram uma coleção cheia de laises, de algodões brancos e de rendas tramadas em fios naturais. Tudo bem com cara de balneário europeu, de cidadezinhas bucólicas de interior (italiano, claaaro), de Talentoso Mr. Ripley e da parte antiguinha do clipe de Cool da Gwen Stefani, sabe? Depois de um bombardeio de imagens desse desfile ficou um pouco mais fácil inserir a laise nos looks de dia-a-dia com bossa e esperteza.

E olha, bombardeio de imagens nem precisa acontecer voluntariamente, a gente sabe. Não precisa ir no site específico, procurar o desfile específico e tals. A moda faz isso com a gente, né, entrega de bandeja as referências que a gente mais quer ter perto, mesmo antes da gente saber que quer. E quando uma marca dessa grandeza, desse alcance, trabalha há tanto tempo (mais de 25 anos!) e com tanta coerência os mesmos elementos, inevitavelmente essas imagens chegam até a gente. E fazem brilhar o olho, e despertam interesse, e uma hora – sem a gente nem perceber que precisou de tanto! – tá todo mundo querendo/usando o que dois designers lááá de longe pensaram como legal pra mulherada. Talvez essa coerência, esses elementos, façam parte dessa mística do ” dna”  de cada marca. E se a gente resolve investigar essência por essência das grandes marcas globais do nosso tempo, talvez a gente descubra motivação, inspiração e referência autêntica pra muito mais coisas que, no nosso uso diário, passam batidas no nosso vestir-intelecto-fashion. ;-)

O Net-a-Porter preparou esse vídeo aí em cima, super bonito, com 10 momentos icônicos da marca Dolce & Gabbana – rápido, objetivo e bem consistente. Cheio de referências e espertezas, vê que vale a pena!

Tags: , , 17.08.2011 - 00:57 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 7 Comentários

História das sapatilhas: do ballet pra vida real

Tem essa ideia de que que ‘para a mulher ser sensual, ela precisa estar sobre um salto tipo arranha-céu’. Mas olha só, Brigitte Bardot, uma das mulheres mais sensuais da história, gostava mesmo era de sapatilha. Sabia?

E até o século XVI, ninguém curtia muito salto, e até os homens usavam sapatinhos que lembram as tais sapatilhas de hoje. Tudo mudou quando Catarina de Médici, rainha consorte da França durante o século XVI, pediu ao sapateiro real que colocasse 2 cm de salto em seus sapatos de casamento, e o mundo inteiro quis copiá-la. Depois disso, as sapatilhas só teriam fama novamente graças à essa outra francesinha, a Brigitte Bardot.

Ela, que fez 12 anos de ballet clássico, pediu para Rose Repetto – criadora da marca de produtos de ballet Repetto, que criava para top bailarinos como Nureyev e Mikhail Baryshnikov – que fizesse um modelo de sapatilha que ela pudesse usar no dia a dia. O resultado foi o modelo Cendrillon, criado em 1956, que BB amou loucamente e usou numa cena em que dançava mambo no filme “E Deus criou a Mulher”, de Roger Vadim, e também no tapete vermelho do Festival de Cannes daquele ano. A cereja do bolo veio um ano depois, quando a também queridinha Audrey Hepburn usou “ballerinas” no filme “Cinderela em Paris” – inclusive com vestido de gala. Após ser destronada, a sapatilha voltou à nobreza da moda por meio de duas rainhas modernas (daquela época!), com estilos diferentes e complementares.

Enquanto esses sapatinhos têm toda a doçura das bailarinas, a própria Brigitte Bardot provou que nem por isso elas deixam de ser sedutoras. E se a gente pensar que toda bailarina é extremamente delicada “por fora”, mas possui uma estrutura super forte e poderosa “por dentro”, usar sapatilhas podem fazer com que a gente se aproprie dessas características e se sinta um pouquinho assim também, todo dia!

Tags: , , 03.06.2011 - 13:45 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: mundo da moda 21 Comentários

Decifra-me ou devoro-te

Houve uma época em que as pessoas se vestiam para chocar. E que as roupas realmente significavam quebras de paradigmas. Como quando as menininhas começaram a usar mini-saias, que a esperta da Mary Quant tinha feito, lá nos idos dos 60. O corpo quase todo costumava ser coberto, então quando a saia diminuiu uns centímetros, PÁ, foi um choque. O que realmente seduzia era descobrir os pedacinhos do corpo. Quem não se lembra de cena de filme que a menina sobe a saia longa na estrada, pra fazer os carros pararem?

E daí pra frente, com o aval de estilistas como Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier e Tom Ford (esse bem mais pra frente, nos anos 90), a moda passou a testar e extrapolar limites, aproveitando a liberação sexual que estava em andamento, a abusar de elementos de extrema sexualidade, e o culto ao corpo (alou supermodelos e geração saúde nas academias!) viu seus dias de glória. Na moda, as pessoas se libertavam de qualquer amarra que a sociedade já havia imposto.

Durante esse tempo todo fez-se de tudo, tirou-se pedaço de tudo, escancarou-se tudo. Tanto se fez, que hoje nada mais nos choca. Podemos gostar ou não, achar desnecessário, cafona ou ousado, mas já estamos acostumados. Não tem mais aquele mistério, não tem mais o gosto por perverter os corpos. Já se sabe tudo o que tem por debaixo dos panos, não é mesmo?

O corpo como um todo praticamente perdeu seu apelo _especialmente porque somos expostos a ele o tempo todo e em qualquer lugar_, então como seduzir? O jeito mais legal pode ser aposentar (ou deixar descansar bastante) a sedução descarada e fazer uso do inesperado, ou seja, ao invés de mostrar tudo de bandeja, deixar escapar um pedacinho aqui, outro acolá, ou escolher acessórios que carregam mensagens cheias de segundas intenções.

Essa tática de escolher apenas uma parte para seduzir é inclusive explicada por Freud, em uma teoria sobre fetichismo, que, de forma bastante simplificada, diz que nós transferimos para uma determinada parte do corpo (tipo pés) ou acessório (tipo salto-alto) a significação dos órgãos sexuais, e são eles que despertam desejo no outro.

Marc Jacobs parece compactuar dessa visão freudiana. Prova disso foi a última coleção que ele fez para a Louis Vuitton, com tema “fetiche”, em que as modelos usavam roupas que lembravam aquelas fantasias de sex-shop, de um jeito bem mais fino, com transparências localizadas, materiais que remetem ao universo sensual e modelagem mais atarracada, cada um de uma vez. Nos acessórios, botas altíssimas, máscaras de Mulher Gato aplicadas a quepes de ascensorista de elevador e mãozinhas segurando bolsas por meio de algemas. Olha quantos símbolos fetichistas juntos, com uma mensagem extremamente forte, mas focada nos detalhes, em partes específicas.

Levar para a vida uma tática “decifra-me ou devoro-te”, parece bastante certeiro para provocar pensamentos cheios de segundas intenções, ao invés do habitual “já vi tudo isso antes”, seguido de bocejos.

Tags: , , , , , 27.04.2011 - 11:51 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: mundo da moda 3 Comentários

JEANS NOSSO DE CADA DIA

Século XIX e a corrida do ouro, no Oeste dos Estados Unidos está a todo vapor. Na cidade de São Francisco milhares de pessoas estão em busca do minério, que existe em abundância. Falta todo o resto, inclusive roupas adequadas para os mineiros, já que tudo o que eles têm não resiste ao trabalho pesado. No meio disso tudo, Levi Strauss aparece com um carregamento de lona, para cobrir carroças e barracas, e um mineiro desses com dinheiro no bolso lança “Não é disso que preciso. Quero calças para o trabalho. É impossível encontrar uma que dure”.  O jovem Strauss leva o mineiro a um alfaiate, que sai de lá com as melhores calças do Oeste, prontas para muitos dias de trabalho, feitas da tal lona. Nascia aí o primeiro par de jeans da história.

Fast forward para James Dean belo e formoso em Juventude Transviada, filme em que aparece usando o combo camiseta branca e jeans. A peça virou desejo instantâneo, além do maior símbolo de contestação da época. O jeans era tão símbolo de jovens rebeldes, que muitas escolas proibiram o seu uso! Como tudo que é proibido é mais legal, todos os jovens queriam um jeans para chamar de seu. Em uma época cheia de regras e códigos de vestir tão duros, o jeans era uma resposta dos jovens, que queriam praticar amor livre, queriam ser contra a Guerra do Vietnã, queriam ouvir rock e escolher seu futuro.

E por que o jeans carregava toda essa simbologia? A peça vinha dos trabalhadores operários, base da pirâmide do status social. Pela primeira vez na moda, a classe média estava copiando as roupas dos proletários, e não das classes abastadas. Uma inversão de valores que significava muito para a época. Era o símbolo perfeito do “ir contra a corrente”.

Hoje, o jeans é acessível a todos, e passou por cima de classe, gênero, idade, ideologia, linhas geográficas e qualquer outra coisa que você pensar. Diferente de qualquer peça de roupa que surgiu antes dele, um par de jeans é o único com a capacidade de camuflar qualquer distinção entre as pessoas. Mesmo com as etiquetas, um jeans é um jeans e sempre será – e na vida real, pouca diferença faz se seu jeans é “de marca” ou não.

E é legal a gente pensar em uma peça que coloca todo mundo em pé de igualdade, mesmo que antes fosse visto como rebeldia. Hoje o jeans no nosso guarda-roupa é quase um símbolo de conformismo, uma vontade de se misturar no meio de todo mundo quase sem ser notado. Tem dia que o que a gente mais quer é isso mesmo, mas será que a gente quer mesmo não exibir detalhes da nossa personalidade na roupa de todo dia? Se o impulso inicial de toda manhã é pegar o primeiro par de jeans e completar com uma camiseta ou camisa, a gente pode pensar em como deixar tudo com nossa cara e sair da zona de conforto. Porque sério, quando jeans+camiseta é nossa roupa de todo dia, ‘quem a gente é’ também tem que estar presente ali, em cada diazinho.

É mega comum, quando uma fórmula funciona, a gente dar replay nela o tempo todo. Quem nunca gostou de uma camiseta e comprou em cinco cores o mesmo modelo? Isso pode dar segurança, mas só fortalece a cara igual de todo dia. E se o jeans deu liberdade para homens e mulheres se vestirem do jeito que eles quisessem, então por que a gente vai se usá-lo para se vestir igual a todo mundo?

Tags: , 12.04.2011 - 11:04 | Postado por Stephanie Noelle Categorias: mundo da moda 19 Comentários

O MUNDO DE SONHOS DA ALTA-COSTURA

Durante a II Guerra Mundial, quando a França foi ocupada pelas forças da Alemanha nazista lá na década de 40, Hitler quis que a Alta-Costura trocasse Paris por Berlim ou Viena. Lucien Lelong, que era o presidente da Chambre Syndicale de la Haute Couture na época, impediu que isso acontecesse e defendeu os interesses de todas as maisons com um ultimato: “É em Paris ou não é em lado nenhum” – e toda essa proteção com o termo “alta-costura” continua intacta até hoje.

O mundo de sonhos da alta-costura é desconhecido por quase todo o planeta, mas passa a ser irresístivel, ou no mínimo impressionante, quando se conhece os mínimos detalhes de toda essa exclusividade. As regras impostas pela Chambre Syndicale de la Haute Couture são muitas, todas extremamente comprometidas em deixar esse termo o mais luxuoso possível, sempre mais e mais! Exemplos?! Cada maison deve ter prédio próprio em Paris, no “triângulo de ouro”, a região mais sofisticada (e cara!) da capital francesa. Cada prédio deve ter uma loja no térreo e espaço suficiente para a produção das roupas – que só podem ser feitas em Paris – além de um grande salão para apresentações, no caso de um desfile exclusivo para uma cliente especial – tudo isso por pura tradição! O termo “alta-costura” é patenteado e protegido por lei (mesmo traduzido!), ou seja, alta-costura só se faz em Paris e em nenhum outro lugar do mundo.

Só existe uma unica peça de cada modelo de alta-costura, e normalmente ela tem os cuidados de uma costureira exclusiva só pra sua confecção, podendo levar até 200 horas (!!!) pra ficar pronta. Pelo menos 80% desse trabalho é feito à mão, quase não se usa máquina de costura, e elas nunca entram em liquidação – “ou a cliente pode pagar, ou ela não pode”. Tudo que não é vendido vai pra um acervo que é carinhosamente chamado de “cemitério”, e depois de um certo tempo a gente pode até encontrar essas raridades em museus – jeito super legal e fino de eternizar todo esse trabalho tão rico!

Com todas essas informações, não fica nem um pouco difícil imaginar que essas roupas são muito, mas muito caras! Dá até pra gente dizer que os preços são equivalentes aos de carros – se é que não os ultrapassam.

“Imagem de Mona Von Bismarck, a maior compradora de alta-costura de todos os tempos – ela usava Balenciaga pra regar as plantas!”

Apesar de todo o luxo, vale a pena pensar que quando a gente compra um perfume da Chanel, um ítem de maquiagem da Givenchy ou um esmalte da Dior – produtos que são os responsáveis pelo real lucro financeiro dessas marcas – automaticamente a gente compra também um pouquinho desse luxuoso sonho parisiense.

Hoje as casas de Alta-costura avalizadas pela Chambre Syndicale (entre membros aderentes como Chanel, membros estrangeiros como Giorgio Armani e membros convidados como o brasileiro Gustavo Lins) são: Alexis Mabille, Christophe Josse, Bouchra Jarrar, Christian Dior, Alexandre Vauthier, Giorgio Armani Privé, Chanel, Stéphane Rolland, Atelier Gustavo Lins, Givenchy, Adeline André, Maurizio Galante, Julien Fournié, Franck Sorbier, Elie Saab, Jean Paul Gaultier, Maxime Simoens e Valentino.

Tags: , , 05.04.2011 - 18:14 | Postado por Yasmin Araújo Categorias: mundo da moda 9 Comentários

LINKS DE FIM DE SEMANA

Um pouco mais do documentário sobre Yves Saint Laurent e seu companheiro de vida e negócios, no A Moda é, com direito a observação da importância da arte no repertório visual dele, que depois aparecia todo referenciado nas criações de moda.

Glamour de Garagem ressaltou como as camisas de seda estão voltando com tudo e o quanto elas são fresquinhas e ideais pra dias quentes – só tem que tomar cuidado com cores escuras pra não fazer pizza de suor embaixo dos bracinhos! (haha)

Texto imperdível do Luigi Torre no seu About Fashion sobre alfaiataria masculina, seus maiores ícones e sua relevância hoje em dia. Pra todo mundo que se interessa pelo assunto, vale muito a pena!

Pra não ter desculpa de usar seeempre a mesma bolsa, especialmente por conta de organização: o Achados da Bia tem dica ótima de um organizador que já vem com divisórias e tals – e na hora de trocar de bolsa é só trocar a bolsinha-organizadora de lugar, sem deixar nada pra trás!

Camila Yahn traduziu pra gente e postou no seu blog uma reportagem do New York Times com Carine Roitfeld, em que ela fala sobre censura, o trabalho na Vogue Paris (que tá completando 90 anos!) e sua vontade de abrir um Karaokê. Super vale a pena!

Observações inteligentes e super pessoais sobre Coco Chanel no Reverbera Querida, lembrando a gente do quanto Coco saiu de seu lugar comum, tendo crescido num internato, sendo orfã, aprendendo a fazer dos seus muitos limões uma limonada e tanto. Quase engraçado pensar que sua roupa favorita era o pretinho básico, exatamente o que as freiras usavam to-dos-os-dias. ;-)

O Santa Rendeira reuniu imagens impactantes de vestidos cheios de formas e volumes, num post chamado esculturas de vestir que é de cair o queixo! Pertinho da gente (pertinho mesmo!) tem exemplos de gente bacana que, já na faculdade, exercita o olhar de moda pra muito além da vida real – talvez pra um mundo incrível de sonhos!

Mais legal que desejar é olhar além do produto, e foi exatamente isso que o Fashion Gazette fez com esse post sobre a coleção da Lanvin pra H&M. Post diferente de todos os outros sobre esse mesmo assunto, com as imagens sempre lindas do blog. Ainda sobre Lanvin, a gente investigou a história da maison, lembra?

Fotos e mais sobre a loja-conceito que a C&A inugurou  aqui em SP no Aqui só tem Bafon. É a primeira desse jeito no Brasil e a gente tá programando em fazer uma visita em vídeo pro blog!

A Vogue Inglesa conseguiu a proeza de reunir 15 tops num editorial só. O Glamour Paraguaio mostrou as fotos na íntegra com Kate Moss, Lara Stone, Daria Werbowy, até a mais novinha Georgia Jagger, todas fotografadas por Mario Testino. Muita mulher bonita junta!

Pra entender melhor como a pele envelhece: o Bulle de Beauté fez esse post ótimo explicando como todo esse processo acontece e ainda o que a gente precisa fazer pra evitar (o quanto der!) esse envelhecimento. Dica da nossa colaboradora-amada, Juliana Cunha.

Fashionismo fez uma listinha das 5 lojas virtuais que valem muito a pena conhecer. Tudo com dicas do que comprar, quem tem as melhores liquidações e quanto tempo demora pra chegar tudo por aqui. Segurem seus cartões. :)

O CAMINHO DA LANVIN ATÉ À H&M

Imagina uma francesinha aprendiz de costureira que inicia uma carreira de chapeleira na Paris de 1890. Daí essa chapeleira (e aprendiz de costureira) começa a fazer roupas pra sua irmã mais nova e pra sua filha – e as clientes que comprava chapéus com ela se encantam com as suas criações. Diz que era tudo combinandinho, tipo roupa de mãe e de filha iguaizinhas (alô marcas de hoje fazendo isso daí, né). As encomendas começaram a se multiplicar, mais e mais clientes (importantonas) curtiam as roupas que essa francesinha fazia, e então ela abriu uma loja/boutique na Rue du Faubourg Saint-Honoré. Essa francesinha chamava Jeanne Lanvin. Rá!

Tempos depois Jeanne Lanvin entrou pro sindicato da alta-costura e aí deixou de ser essa francesinha que começou como chapeleira e aprendeu a costurar (ô se aprendeu!) e passou a ser uma ‘couturiére’: o que ela fazia, então, passou a ser alta-costura. Isso era em 1909 e ela já tinha também artigos de decoração, moda masculina, peles e lingeries pra vender nas suas lojas. Daí foi um pulo pra nossa amiga Jeanne Lanvin expandir grandiosamente a marca com o lançamento do perfume Arpége (em 1927) e se tornar uma das estilistas mais influentes da primeira metade do século XX, por conta dos seus bordados com miçangas em cores limpas/claras, dos florais (meio que uma marca registrada do trabalho dela), dos vestidos românticos com uns toques de severidade – que a gente percebe até hoje nas criações da maison. Alguém lembrou dos babados-drapeados em tecidos estruturados? Então!

O sucesso de madame Lanvin e sua marca era tanto que teve um tempo em que ela abriu uma fábrica de tintas (!!!) em que era elaboradas as cores originais e sutis da sua “paleta Lanvin” – tá boa?!?? Acontece que uma hora essa criadora morreu, a administração da marca ficou por conta de sua filha, que quando morreu deixou pra uma prima e assim vários estilistas passaram por lá (inclusive o Ocimar Versolato, lembra?). Hoje quem toma conta das criações da maison Lanvin é o – nosso amado – Alber Elbaz, que faz tudo simples e feminino bem com a mesma sacada da própria Jeanne. Um rapaz fuefo que saiu de Israel pra NY, trabalhou em loja de vestido de festa, foi contratado pelo Geoffrey Beene (isso em 1989) e lá exercitou o desprendimento de quaisquer tendências pra focar na execução, no caimento e na idéia de cada roupa. De lá ele ainda trabalhou no Guy Laroche, no Yves Saint Laurent, na Krizia… e então na Lanvin!

Por conta disso tudo é tão legal a H&M disponibilizar produtos baratinhos que tragam pra perto da gente um pedaço desse sonho. Mais legal de tudo é o Alber em si dizer no vídeo que topou não porque era oportunidade de popularizar a Lanvin, mas sim a chance de fazer H&M em versão luxo. Demais, né? A gente é BEM fã. :)

Tags: , , , 03.09.2010 - 12:17 | Postado por Fernanda Categorias: mundo da moda 26 Comentários

LINKS PRO FIM DE SEMANA!

• Roupas que chamam a gente pra viver a vida – e que assim fazem com que a moda (que a gente AMA!) seja inteligente e cada vez mais “pra sentir”! Tudo explicadinho no About Fashion.

• Mais pra viver-a-vida: post-passeio muito muito legal pela Galeria do Rock aqui em SP, no Bainha de Fita Crepe – um outro passeio por lá também já rendeu post aqui no blog, lembra? :)

• E o trailer do filme que vai contar a estória de Yves Saint Laurent e da parceria dele com o Pierre Bergé, hein? Tá lá no Moda Paris da Ana Clara Garmendia.

• Super post didático e cheio de referências (que rendem mil outras!) explicando direitinho tudo da marca Proenza Schouler – pra gente entender porque é uma marca tão legal. No Papos Picados!

imagem-de-suspirar direto do blog Reverbera, Querida! pra cá! <3

• Maior legal: como o advento da bicicleta proporcionou transformações (de que a gente usufrui até hoje!) no gurada-roupa feminino – no A Pattern a Day, de nome em inglês mas escrito em mineirês! :)

• Pros meninos: terceira peça vale pta todo mundo, viu? Mil motivos pra usar – e idéias pra inserir no look! – no Hypercool.

• Possibilidade de aprender mais da história da moda brasileira atual e de entender porque a gente se veste como se veste… assistindo os documentários mais legais sobre a música feita aqui no BR! No Moda pra Ler.

• Fórmula pra escolher as cores do esmalte que serve também pra coordenar mil looks – usando o círculo cromático, que apareceu aqui no blog tempos atrás! Muito muito legal, no Loucas por Esmalte.

CHARME DE TARTARUGA

Tempos atrás (tipo na Renascença!) os cascos das tartarugas eram usados em decoração, como moldura de quadros, consjuntos de chá e caixas de jóias – começou essa onda na China e no Japão e foi se espalhando pelo mundo todo. Virou uma moda, alçançou a própria moda (!!!) e enfeites de cabelo também foram produzidos a rodo com os cascos das pobrezinhas. Mas né, uma hora perceberam que era muito enfeite pra pouca tartaruga, e quando começou-se a falar em possível extinção uma alternativa foi inventada – e essa é a tartaruga que a gente usa hoje!

O “design” do casco da tartaruga foi reproduzido em vários tipos de plástico com a mesma mescla de marrom, preto e um castanho meio alaranjado – tem em plástico duro, acrílico, plástico maleável e em versões translúcidas também. Já nas décadas de 20 e 30 armações de óculos eram feitas com essa tartaruga ‘ecológica’ – diz que daí até a década de 50 os óculos e tudo mais de tartaruga virou febre, muito por conta dos precitos amigos com que eram comercializados (plástico até hoje é baratinho, né). O material popularizou no bom sentido e até hoje rende coordenações meio retrô, meio elegantes, meio inusitadas – sempre muito legais.

A melhor parte é que, por ser feito em cores neutras, acessórios e detalhes em tartaruga cabem em quase todas as coordenações de cores do universo – e só acrescentam interessância sem chocar ou contrastar demais. Bem um “charme de tartaruga” mesmo (haha!), que não chega-chegando mas que devagarzinho faz uma diferença boa. Imagina detalhes em tartaruga junto com marinho, com branco, com caramelo, com vinho, com roxo, com lilás, com verdão… e essas cores valem pra coordenações de roupas e de sapatos e bolsas também!

Tags: , , , 24.05.2010 - 09:39 | Postado por Fernanda Categorias: moda e consultoria 10 Comentários
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